Posts filed under ‘Reportagens’

Darío, el rompe-gargantas

“Aquí, el hincha agita el pañuelo, traga saliva, glup, traga veneno, se come la gorra, susurra plegarias y maldiciones y de pronto se rompe la garganta en una ovación.” Eduardo Galeano, “El hincha”. (mais…)

27/05/2011 at 14:08 29 comentários

Mareados pelo sacolejo do Prata

Foram mais de mil, os argentinos que investiram em lugares nos imponentes barcos da Buquebus para atravessar o Rio da Prata. Ainda houve os que se utilizaram da ponte aérea do sul e os que, por contar menos pesos nos bolsos, chegaram a Montevideo por terra. Mas o maior aglomerado dos fortineros veio pelo “Mar Dulce”, definição dada pelo navegador espanhol Juan Díaz de Solís, que passou por essas águas n’outras épocas. O perigo de conflitos com a polícia, contra certos aurinegros mais exaltados ou entre os próprios torcedores do Vélez foi dissipado na chegada: caminhavam devagar pela doca montevideana, como que enjoados pela travessia da fronteira natural entre porteños e orientales.  (mais…)

26/05/2011 at 21:37 40 comentários

Mas nós não somos cavalos

Na semana passada, talvez após uma noite mal dormida, Francisco Novelletto tomou uma decisão unilateral e resolveu provocar um licenciamento compulsório de oito equipes do Estado. Na edição 2011 da Copa Federação Gaúcha de Futebol, no segundo semestre, os rebaixados à Terceira Divisão não poderiam se inscrever. Aimoré de São Leopoldo, Atlético Carazinho, Bagé, Garibaldi, Gaúcho de Passo Fundo, Guarany de Bagé, Milan de Júlio de Castilhos e Três Passos perderam, num par de frases inesperadas, o direito de decidir seus destinos. Uma ordem vinda de cima para baixo, sem consulta aos clubes. Como numa ditadura alienante.  (mais…)

25/05/2011 at 14:10 41 comentários

Casa estranha, a duas mil léguas da minha (Parte II)

“J’aime la France parce que j’aime Brigitte Bardot”. Luciano pronuncia a frase com capricho. É o cantinho que lhe restou do francês estudado meio século atrás. Luciano amou a França porque amou Brigitte Bardot. Para entender a musa das salas de cinema do seu tempo, dedicou os quatro anos do Ginásio àquele idioma povoado de estreitezas diferentes dos outros ramos latinos. Deixou a escola em 1959, mas nunca teve chance de ir à Europa. Sem que percebesse, o esquecimento encheu de vazios o seu vocabulário. Aos sessenta e nove anos, aproveitou a viagem do time de sua cidade para disputar um Mundial Sub-15 e subiu no avião como integrante mais velho da delegação. Brinca com a utopia de jantar em Paris com sua Brigitte querida, mas, à noite, no isolamento do hotel suburbano em Nantes, contenta-se com biscoitos. E café, que pede em português alto, pausado e apoiado na mímica. “Co-po de ca-fé”. “CO-PO-DE-CA-FÉ”.  (mais…)

18/05/2011 at 15:00 17 comentários

Casa estranha, a duas mil léguas da minha (Parte I)

“Na noite de véspera de sua partida, ele ficou na cama e sentiu aquele estranho sentimento confuso que os rapazes têm quando estão prestes a partir de casa pela primeira vez, aquele medo sonolento de deixar a cama, o quarto, a casa que sempre foi a primeira base confortável da vida antes de qualquer outra coisa, a casa que é tão familiar e simples quanto um suéter velho, para a qual sempre se retorna depois de excitações e exaustões para dormir tranquilamente: e ao mesmo tempo ele sentia aquele ânimo estonteante para sair de casa – ir para estações de trem, balcões de cafeterias, cidades novas, fumaça e agitação e cheiros de vento novos e estranhos, para vistas inimagináveis repentinas de rio, estrada, ponte e horizonte, tudo sensacionalmente estranho sob céus desconhecidos”. (Jack Kerouac – Cidade pequena, cidade grande(mais…)

10/05/2011 at 06:00 37 comentários

Los de Abajo – G.A. Farroupilha

“Eu existo em Satolep
E nela serei pra sempre
O nome de cada pedra
E as luzes perdidas na neblina
Quem viver verá que estou ali”

Vitor Ramil (mais…)

23/02/2011 at 06:00 55 comentários

Los de Abajo – S.C. Gaúcho

“Por que trouxe para a minha casa a sede do Gaúcho? Por que assumi a equipe na situação mais complicada da história? Por que abri mão da minha vida familiar, do sono e da tranquilidade? Tudo por causa daquele chute do Bebeto. O Wolmar Salton estava lotado, a partida era contra o Grêmio, que até ali ganhava. Até que o Serginho escapou pela direita e cruzou para a meia-lua, onde estava o Bebeto. Ele pegou de canhota e empatou o jogo. O estádio inteiro fez um instante de silêncio. Nunca vou esquecer do som da bola batendo na rede. É por essa lembrança que eu faço de tudo pelo Gaúcho.” (mais…)

08/02/2011 at 13:03 110 comentários

Posts antigos


Especial – Libertadores 2011

A bola da ImpedCopa

Toco e me voy

  • Primeiro a gente normaliza a ideia, depois faz o pessoal considerá-la injusta, depois propõe uma "solução" para o p… twitter.com/i/web/status/1… 7 hours ago
  • Cronologia da final única da Libertadores: Ano 1: campo neutro Ano 2: "campo neutro" que não é bem neutro Ano 3: Miami 7 hours ago
  • E ainda assim estaria MAL PAGA a dívida. Oras um jogo de 173ª rodada de estadual substituindo uma final de Libertadores. 8 hours ago
  • Por uma questão de reparação histórica, deveriam jogar no Monumental de Núñez. DEVOLVAM NOSSO OURO twitter.com/mundodeportivo… 8 hours ago
  • Comparação até ofensiva (pro Iarley) 10 hours ago

Feeds

web tracker