Posts filed under ‘Pela América’

Darío, el rompe-gargantas

“Aquí, el hincha agita el pañuelo, traga saliva, glup, traga veneno, se come la gorra, susurra plegarias y maldiciones y de pronto se rompe la garganta en una ovación.” Eduardo Galeano, “El hincha”. (mais…)

27/05/2011 at 14:08 29 comentários

Mareados pelo sacolejo do Prata

Foram mais de mil, os argentinos que investiram em lugares nos imponentes barcos da Buquebus para atravessar o Rio da Prata. Ainda houve os que se utilizaram da ponte aérea do sul e os que, por contar menos pesos nos bolsos, chegaram a Montevideo por terra. Mas o maior aglomerado dos fortineros veio pelo “Mar Dulce”, definição dada pelo navegador espanhol Juan Díaz de Solís, que passou por essas águas n’outras épocas. O perigo de conflitos com a polícia, contra certos aurinegros mais exaltados ou entre os próprios torcedores do Vélez foi dissipado na chegada: caminhavam devagar pela doca montevideana, como que enjoados pela travessia da fronteira natural entre porteños e orientales.  (mais…)

26/05/2011 at 21:37 40 comentários

Uma Copa e uma lenda

Essa noite que terminou com o “Lolo” Estoyanoff jogado na lateral do campo, às lágrimas, festejando um gol improvável e sofrendo um furioso ataque de bobinas em San Carlos de Apoquindo; essa noite em que os seiscentos uruguaios presentes no pé da cordilheira viram gols perdidos aos montes pelo Peñarol, grandes defesas de um goleiro frangueiro e a assustadora proximidade da decisão por pênaltis; essa noite em que, outra vez no Chile, mesmo que em outro estádio, porque agora já não era mais o imponente Estádio Nacional, o carbonero logrou um triunfo copero nos minutos finais, como em 82, ano daquele gol de Fernando Morena, e em 87, ocasião do júbilo de Diego Aguirre; essa noite de ayer, quando o Peñarol foi grande como tão poucos sabem ser, essa noite é para sempre. (mais…)

20/05/2011 at 07:00 78 comentários

La final del patrón contra el patrón

O que teria a ver a final do Clausura 2011 de Honduras, entre Olimpia e Motagua, com o golpe de estado de 2009? Ambos os clubes, que fazem o clássico da capital Tegucigalpa, tem como donos famílias chave dentro da oligarquia hondureña, e que foram mentoras da tragicomédia que fez com que os militares levassem o ex-presidente Zelaya de pijamas para a base militar americana de Palmerola e daí pro exílio. (mais…)

19/05/2011 at 14:16 27 comentários

Casa estranha, a duas mil léguas da minha (Parte II)

“J’aime la France parce que j’aime Brigitte Bardot”. Luciano pronuncia a frase com capricho. É o cantinho que lhe restou do francês estudado meio século atrás. Luciano amou a França porque amou Brigitte Bardot. Para entender a musa das salas de cinema do seu tempo, dedicou os quatro anos do Ginásio àquele idioma povoado de estreitezas diferentes dos outros ramos latinos. Deixou a escola em 1959, mas nunca teve chance de ir à Europa. Sem que percebesse, o esquecimento encheu de vazios o seu vocabulário. Aos sessenta e nove anos, aproveitou a viagem do time de sua cidade para disputar um Mundial Sub-15 e subiu no avião como integrante mais velho da delegação. Brinca com a utopia de jantar em Paris com sua Brigitte querida, mas, à noite, no isolamento do hotel suburbano em Nantes, contenta-se com biscoitos. E café, que pede em português alto, pausado e apoiado na mímica. “Co-po de ca-fé”. “CO-PO-DE-CA-FÉ”.  (mais…)

18/05/2011 at 15:00 17 comentários

A ave que dignifica o homem

As molengas mãos de Renan deixaram a meta escancarada para Humberlito Borges, mas foi para o arqueiro que as portas se abriram depois daquela jogada. Não é preciso ser nutricionista para conhecer as propriedades do frango. Engolir uma ave bem configurada, daquelas inquestionáveis, em momentos decisivos, e depois sair com a taça, é a maior propriedade que pode ter um goleiro vencedor. (mais…)

17/05/2011 at 11:25 102 comentários

Casa estranha, a duas mil léguas da minha (Parte I)

“Na noite de véspera de sua partida, ele ficou na cama e sentiu aquele estranho sentimento confuso que os rapazes têm quando estão prestes a partir de casa pela primeira vez, aquele medo sonolento de deixar a cama, o quarto, a casa que sempre foi a primeira base confortável da vida antes de qualquer outra coisa, a casa que é tão familiar e simples quanto um suéter velho, para a qual sempre se retorna depois de excitações e exaustões para dormir tranquilamente: e ao mesmo tempo ele sentia aquele ânimo estonteante para sair de casa – ir para estações de trem, balcões de cafeterias, cidades novas, fumaça e agitação e cheiros de vento novos e estranhos, para vistas inimagináveis repentinas de rio, estrada, ponte e horizonte, tudo sensacionalmente estranho sob céus desconhecidos”. (Jack Kerouac – Cidade pequena, cidade grande(mais…)

10/05/2011 at 06:00 37 comentários

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