Posts filed under ‘Colunas’

Um dia nos tiraram a alegria, e não fizemos nada

Quando estive pela primeira vez em uma arquibancada para ver um jogo de futebol, o jogo importava; da segunda até à trigésima quinta, não sei se era especialmente o jogo. Há algo de espetacular no delírio de um torcedor, especialmente o delírio que faz alguém sair do conforto de sua casa para encarar o concreto, o sol e o mijo alheio – aqui, a descrição definitiva do contexto. Quando eu vejo a torcida do Peñarol emocionando o mundo antes e durante a semifinal da Copa Libertadores, sinto um cheiro de jogo que não consigo mais sentir por aqui, por que um dia resolveram nos tirar a alegria, e nada fizemos. (mais…)

01/06/2011 at 06:00 88 comentários

Os mestres do picadeiro

O que o futebol de salão (futsal é coisa de preguiçoso) nos proporcionou em sua miserável trajetória de esporte INTRAMUROS infelizmente não está circunscrito à vivência no balcão das copas de ginásio ou à presença magnânima de MANOEL TOBIAS (que está para Falcão assim como Pelé está para Neymar). (mais…)

25/05/2011 at 02:13 70 comentários

A prancheta não é suficiente

Eu nunca, nunca vou entender a posição intelectual de que é impossível aplicar a Estatística ao futebol. Eu consigo entender outros argumentos:

* O debate não me interessa, pois gosto de futebol por motivos emocionais, irracionais ou subjetivos: paixão, torcida, tribalismo, arte, cultura, antropologia. Ótimo. É um aspecto inegável do esporte. Mas também é um aspecto inegável do beisebol. Não impede a existência de um homem como Bill James. Uma coisa não exclui a outra.

* Não temos um banco de dados público de alta qualidade. A imprensa não publica boxscores com estatísticas individuais, então seria difícil emular o trabalho de um cara como John Hollinger e desenvolver uma fórmula simples a partir de eventos tradicionais como faltas, impedimentos, escanteios, etc. A barreira à entrada é tão grande que os amadores não conseguem obter dados elementares para análise. (mais…)

24/05/2011 at 14:05 42 comentários

Uma Copa e uma lenda

Essa noite que terminou com o “Lolo” Estoyanoff jogado na lateral do campo, às lágrimas, festejando um gol improvável e sofrendo um furioso ataque de bobinas em San Carlos de Apoquindo; essa noite em que os seiscentos uruguaios presentes no pé da cordilheira viram gols perdidos aos montes pelo Peñarol, grandes defesas de um goleiro frangueiro e a assustadora proximidade da decisão por pênaltis; essa noite em que, outra vez no Chile, mesmo que em outro estádio, porque agora já não era mais o imponente Estádio Nacional, o carbonero logrou um triunfo copero nos minutos finais, como em 82, ano daquele gol de Fernando Morena, e em 87, ocasião do júbilo de Diego Aguirre; essa noite de ayer, quando o Peñarol foi grande como tão poucos sabem ser, essa noite é para sempre. (mais…)

20/05/2011 at 07:00 78 comentários

Sobre efemérides e Síndrome de Peter Pan

Não bastassem os dissabores causados por minha maltratada conta bancária, que me fazem ter pesadelos piores do que os de Gregor Samsa, ontem acordei com a seguinte indagação a atormentar minhas vastas emoções e pensamentos imperfeitos: pra que porra servem as efemérides? (mais…)

14/05/2011 at 15:00 39 comentários

Vamos rir mais

Foi uma trágica e enlutante noite de quarta-feira pro gaúcho apreciador de churrasco e futebol essa que passou, eu sei. Claro, há nesse estereótipo que acabei de citar aquele que não torce para o Colorado ou para o Tricolor (há ainda aqueles CRICRIS que torcem sim, torcem contra) pois que uma particularidade do futebol do Rio Grande é, como em muitos aspectos da vida nestas plagas, o apego ao seu quintal mais próximo. (mais…)

11/05/2011 at 11:30 51 comentários

I used to love her

Acreditem, pares tricolores, eu nunca quis tanto estar errado. Mas creio que Renato Portaluppi não estará mais na casamata do Olímpico quando o minuano começar a desafiar os quero-queros. A previsão se baseia não em resultados, não na falta de soluções táticas, mas tão somente no semblante do técnico. (mais…)

20/04/2011 at 15:30 93 comentários

A geometria do Centenário

Contam os antigos que nos primeiros anos do Estádio Centenário era grande o contingente dos que buscavam, logo ao passar pelos portões, os lugares mais distantes do campo. Subiam as largas escadas das tribunas América, Olímpica, Colombes e Amsterdan e se estabeleciam onde o Estádio se fazia mais alto. Alheios ao vento frio que sempre soprou forte em Montevideo, tinham uma visão aérea de fazer inveja aos treinadores mais táticos. O objetivo maior era entender a geometria dos grandes jogadores: os passes que preenchiam o meio-campo, a trajetória perfeita dos lançamentos e os gols que surgiam de um planejamento como que matemático. Passaram-se as décadas e, agora, ver o jogo de cima talvez assuste um pouco – mas o passado sempre se anuncia, ao menos no Centenário. (mais…)

18/04/2011 at 13:00 17 comentários

Usando a história como bengala

Em 1935, o goleiro uruguaianense Eurico Lara, já um mito no Grêmio, clube que defendia desde 1920, tinha a recomendação médica de jamais voltar a jogar futebol. Mas o arqueiro não admitiu ficar APARTADO do mítico Gre-Nal que decidiu o Campeonato Farroupilha. O Grêmio venceu por 2 a 0 e após as comemorações Lara foi levado de ambulância ao hospital.  E de lá não mais saiu, falecendo em 6 de novembro graças à tuberculose. Emergia uma lenda, que de tão poderosa acabou parando no hino do Grêmio. (mais…)

14/04/2011 at 15:21 102 comentários

Benditos los sorteos y los grupos de la muerte

Em Montevideo, os torcedores do Peñarol levaram ao Estádio Centenário uma bandeira de mais de trezentos metros de comprimento e quarenta e cinco de altura. Segundos os próprios, a maior do mundo. Custou vinte e cinco mil dólares e serviu para abrir a festa contra o Independiente – classificado, o aurinegro entrou na partida para definir a sua colocação na tabela. Visto de cima, o Centenário lotado por cinquenta mil pessoas e decorado pelo bandeirão foi o mais belo cartão postal do Grupo 8 da Copa Libertadores. Dele, avançaram a Liga de Quito e o próprio Peñarol. O Independiente passou longe dos improváveis oito gols que necessitava – fez apenas 1-0 – e o Godoy Cruz não saiu vivo dos domínios da LDU. (mais…)

13/04/2011 at 06:30 42 comentários

No tabernáculo da fé

Então o São Paulo venceu o Santa Cruz por 2×0 e eliminou os pernambucanos da Copa do Brasil. Segue para enfrentar o Goiás e, segundo Milton Neves e Neto, conquistar o direito de voltar à Libertadores que é onde o São Paulo bicampeão do mundo merece estar yada yada yada zzzzZZZZzzz. (mais…)

08/04/2011 at 11:30 57 comentários

Nossos sonhos já foram maiores

Hoje os sonhos em Avellaneda são como aqueles em que, quando acordamos, percebemos que o ponteiro do relógio nem se moveu. Aparecem, duram apenas o instante inevitável e evaporam – impossível até de se sentir saudade. Ao menos têm sido assim para o Independiente nos últimos longos anos. Quem tem uma história de taças continentais, jogadores de seleção e a supremacia na cidade, hoje não consegue repetir os feitos do passado nem de forma onírica. As grandes vitórias acabam no dia seguinte, o valor do título se esvai na próxima empreitada e o desafio copero termina ainda na primeira fase. (mais…)

06/04/2011 at 07:00 68 comentários

As pedras do caminho

O barato do caminhante é caminhar. O que importa é o trajeto, não o destino. Se formos olhar para o destino – a Série A – é facil desanimar durante a viagem partindo aqui da Série D. Se formos olhar o caminho, meus filhinhos, que semana foi essa do Santa Cruz? Boa para aquecer o coração e renovar as forças de qualquer andarilho. (mais…)

04/04/2011 at 12:55 34 comentários

Mais por ser viejo

Há duas verdades insuspeitas no futebol paulista: o Palmeiras é o pior time dos quatro grandes, mas também é aquele que conta  um técnico mestre na arte da estratégia marota em amarrar adversários AFOITOS. E foi apenas por isso que o Palestra bateu o Santos, ARAUTO da faceirice, em plena Vila Belmiro, e garantiu a liderança do MALUFÃO 2011. (mais…)

04/04/2011 at 06:00 34 comentários

Decifrando o enigma do futebol baiano

Conforme os fundamentos da matemática moderna, a Cidade de São Salvador, fundada em 1549, completou exatos 462 anos no inolvidável 29 de março, conhecido também como ontem. Óbvio que tal efeméride não vai alterar os destinos da humanidade, porém há uma regra universal que reza o seguinte: “o retorno à impoluta tribuna impedimestística, depois de uma longa e injustificável ausência, deve ser feito mediante o uso de um gancho jornalístico”. E ele, o gancho, mesmo atrasado, apareceu para me salvar agora, com o aniversário da velhaca província. (mais…)

30/03/2011 at 06:00 37 comentários

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