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Seguimos todos desesperados

Quis a Conmebol que o Fluminense iniciasse a Libertadores com duas partidas seguidas como mandante, e o Nacional, do Uruguai, com dois jogos na condição de visitante. Aparentemente inofensiva, a montagem da tabela fez com que, na segunda rodada da fase de grupos, uruguaios e cariocas se confrontassem no Engenhão com um medo absurdo da derrota – sem a tradicional alternância de mandos de campo, todas as contas tiveram de ser refeitas. Com apenas dez mil observadores na noite de ontem, o tricolor de Montevidéu, escalado de forma ENIGMÁTICA, aguentou os noventas minutos sem levar gols e deixou o Fluminense todo nervoso ao fim do zero a zero. (mais…)

24/02/2011 at 12:00 19 comentários

Los de Abajo – G.A. Farroupilha

“Eu existo em Satolep
E nela serei pra sempre
O nome de cada pedra
E as luzes perdidas na neblina
Quem viver verá que estou ali”

Vitor Ramil (mais…)

23/02/2011 at 06:00 55 comentários

Los de Abajo – S.C. Gaúcho

“Por que trouxe para a minha casa a sede do Gaúcho? Por que assumi a equipe na situação mais complicada da história? Por que abri mão da minha vida familiar, do sono e da tranquilidade? Tudo por causa daquele chute do Bebeto. O Wolmar Salton estava lotado, a partida era contra o Grêmio, que até ali ganhava. Até que o Serginho escapou pela direita e cruzou para a meia-lua, onde estava o Bebeto. Ele pegou de canhota e empatou o jogo. O estádio inteiro fez um instante de silêncio. Nunca vou esquecer do som da bola batendo na rede. É por essa lembrança que eu faço de tudo pelo Gaúcho.” (mais…)

08/02/2011 at 13:03 110 comentários

Los de Abajo – Guarany F.C.

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Às vezes sinto na alma
Que nunca mais eu me aprumo
Se um dia eu perder o rumo
Do clarão da Estrela d’Alva
(Jayme Caetano Braun)

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01/02/2011 at 07:00 41 comentários

Los de Abajo – G.E. Bagé

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3 de abril de 1971, Estádio do Passo D’Areia, Porto Alegre. São José 0-1 Gaúcho de Passo Fundo.
17 de abril de 1976, Estádio da Montanha, Porto Alegre. Cruzeiro 0-1 Bagé.
12 de outubro de 1980, Estádio Estrela D’Alva, Bagé. Guarany 3-0 Novo Hamburgo.
19 de novembro de 1980, Estádio Vicente Goulart, São Borja. São Borja 2-1 Internacional.
9 de maio de 1998, Estádio Olímpico, Porto Alegre. Grêmio 1-2 Brasil de Pelotas.
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24/01/2011 at 12:46 39 comentários

Retrospectiva 2010: Visto do fundo do poço, o céu é uma moeda

Publicado originalmente em 29 de setembro de 2010

Há dias que o estádio se enche a uma marca próxima de seiscentas almas, o suficiente para enfileirar cabeças na distância até que a visão da cancha se termine. Hoje, umas cabeças a menos. Porque elas têm o problema de pensar e concluir que o time simplesmente não vence. Mas a paixão é a mãe dos ridículos pelos quais passamos e, mesmo que os quero-queros montem ninhos embaixo das arquibancadas e grulhem para afastar a torcida, a massa apareceu. Quase a assistência de um velório. As rádios locais sofrem com a falta de linhas. A transmissão só é aberta por volta dos vinte do primeiro tempo. Quando começa, o narrador modula: “É um grande jogo de futebol. Até a torcida veio”. (mais…)

01/01/2011 at 05:00 45 comentários

A Argentina vista do alambrado (Parte II)

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y encontré el molde de unos pies
y encontré luego el molde de un cuerpo
y encontré luego el molde de unas paredes
y encontré luego el molde de una casa que era
como mi casa

Humberto Megget (mais…)

16/12/2010 at 07:00 20 comentários

Un torneo y cuatro almuerzos

Juan Ramon Carrasco via Artigas, seu cavalo e seu mausoleu desde o mais alto andar de um hotel da Plaza Independencia. No local, um restaurante panorâmico, havia um calor inesperado por conta do ar-condicionado estragado. Alheio à temperatura, JR pediu um vinho chileno e um prato leve para, logo mais, rumar ao Estádio Centenário. Ao meio-dia, pensava en lo bueno que fue sua transferência ao Nacional. Depois de anos de espera entre a diretoria tricolor e o técnico, a decisão foi tomada nos últimos meses de 2010. Em oito jogos, Carrasco não chorou uma só derrota no Apertura – o que, por desgraça, dificilmente significaria um título naquela tarde. (mais…)

06/12/2010 at 12:38 19 comentários

Cada esquina de este barrio es un recuerdo

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…de la mágica y risueña adolescencia;
cada calle que descubre mi presencia,
me está hablando de las cosas del ayer
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14/10/2010 at 13:10 15 comentários

A história inundada de João Guiné

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Ya mis ojos son barro / En la inundación
Que crece, decrece / Aparece y se va
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Ainda não chovia em Santa Maria quando o Riograndense engatou as suas vitórias em 1940. Aliás, por vezes havia chuva, mas precipitações que não eram absurdas – quando a água caía, as avenidas se encharcavam a ponto de, no máximo, incomodar a soleira dos botecos das calçadas. Em Santa Maria, destino e referência dos trens daquele tempo, a geografia sempre colaborou com o escorrer das gotas – ou quem sabe era a sorte que fazia com que tudo secasse mais rápido por ali. Alheio às enchentes que ainda não eram assunto, o Riograndense treinava no pé do seu morro.
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06/10/2010 at 06:00 55 comentários

Basta um estádio violeta

O estádio do Defensor, o Luis Franzini, fica dentro de um parque, o Rodó, que por sua vez se localiza nas cercanias do Rio da Prata. É um caminho do meio entre o Centro e o Estádio Centenário, monumento nem tão distante do local. As arquibancadas são todas tingidas de violeta, assim como as cabines de TV e as vestimentas dos seres que ali habitam. As árvores do parque se fazem aparecer acima de cada tribuna, de modo que a arena do Defensor é arborizada e, sinceramente, bastante amistosa. Mas é organizada e conta, no seu lugar mais nobre, com o melhor campo de jogo do país. (mais…)

01/10/2010 at 13:00 33 comentários

Aos farrapos e sem glória

O cidadão que passa o jogo com as orelhas tapadas pelas mãos para ignorar como narram a rodada é o mesmo que gasta esse tempo com as vistas metidas no chão da arquibancada buscando fugir da tortura dos chutes que se perdem pela linha de fundo. Mas já não é o mesmo que, no começo da tarde, decidira trazer o filho à cancha pela primeira vez na esperança de comovê-lo pelas cores capazes de proporcionar um dia de alegria completa. A contagem está em zero a zero e Aloísio vem cismando há longos minutos com essa história de perder todos os lances do Caxias. (mais…)

21/09/2010 at 06:00 43 comentários

De lobos guaipecas e academias quebradas

“Arrancamos ganhando mas caímos quatro vezes e tudo voltou a ser como era antes”. Assim o racinguista explica a sua situação atual no Torneio Apertura da Argentina. E Miguel Angel Russo, desde a sua casamata, contava com as melhorias que os reforços, já ambientados no Cilindro de Avellaneda, trariam ao Racing Club. O treinador teve duas ilusões: nas primeiras rodadas, o Racing bateu o All Boys em casa por 1-0 e derrotou o Boca na Bombonera por 2-1. Depois disso, foram quatro jogos e quatro derrotas. (mais…)

17/09/2010 at 06:00 20 comentários

A outra camisa verde e amarela

A tarde morria com um céu preenchido por cores incendiárias. Em algum pulso ou parede das vizinhanças um relógio de ponteiros avançava para chegar às sete horas, iniciando a noite de um dia útil numa semana quente. Mas aqueles dois seguiam isolados num universo à parte, hipnotizados pela esfera de futebol. As camisas de algodão já estavam empapadas de suor. Os chutes seguiam. De longa distância, da entrada da área, de pênalti. O interminável duelo entre dois companheiros de time que permaneciam até depois dos treinos. A certa altura, o batedor gritou: – Te prepara que agora eu vou bater com força.

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15/09/2010 at 06:00 19 comentários

Das coisas mal resolvidas

Sei descrever o lance como no dia seguinte ao acontecido: balão de Sebastián Dominguez, Hernán Rodrigo López desvia de cabeça, Larrivey não alcança a bola e acerta, de carrinho, o peito do goleiro Monzón; na sobra, Maximiliano Moralez empurra para a rede. Se a sequência nunca escapou da minha memória, imagine com que frequência ela surge na mente do torcedor do Huracán – o lance descrito, afinal, é o do gol do Vélez no Fortín de Liniers, quando da última rodada do Clausura de 2009. (mais…)

09/09/2010 at 06:00 25 comentários

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