Um dia nos tiraram a alegria, e não fizemos nada

01/06/2011 at 06:00 88 comentários

Quando estive pela primeira vez em uma arquibancada para ver um jogo de futebol, o jogo importava; da segunda até à trigésima quinta, não sei se era especialmente o jogo. Há algo de espetacular no delírio de um torcedor, especialmente o delírio que faz alguém sair do conforto de sua casa para encarar o concreto, o sol e o mijo alheio – aqui, a descrição definitiva do contexto. Quando eu vejo a torcida do Peñarol emocionando o mundo antes e durante a semifinal da Copa Libertadores, sinto um cheiro de jogo que não consigo mais sentir por aqui, por que um dia resolveram nos tirar a alegria, e nada fizemos.

Os nossos filhos ouvirão com atenção as histórias dos tempos em que assistíamos os jogos de pé, no estádio; dos tempos em que, para lotar os estádios, as diretorias abriam os portões a fim de garantir vitórias suadas, no tempo em que dois ingressos de inferior valiam um de superior, no qual sinalizadores eram colocados debaixo das meias para proporcionar grandes espetáculos, grandes invasões espantavam até mesmo à polícia. Hoje, com a muleta do Estatuto do Torcedor, quem vai ao estádio no Brasil é proibido de beber e soltar fogos; em breve, também será proibido de ficar de pé, gritar alto, ofender o árbitro e usar cores que não sejam discretas.

No momento em que se vê a festa da torcida do Peñarol antes da partida e em que se percebe que quase tudo permitido lá é proibido aqui, algo se perde no meio da poeira. Especialmente, se perde a minha alegria acerca do espetáculo.

Chegamos no ponto nevrálgico no qual o futebol não é mais um retrato da sociedade. Logo o futebol, jogo que só se tornou maior que os outros por que sentiu o cheiro do suor do operário da fábrica, fez ele se misturar com o perfume de alfazema da donzela da alta sociedade e culminou na dança do crioulo doido da miscigenação. Hoje, o futebol não mais se bebe nas esquinas nem se mente nos cinemas: o futebol é um evento comportado no qual se vai com hora marcada, se entra com carteira marcada, se senta em horário marcado e se comemora com passos marcados. Quem é contra só pode o rádio, ou o bar miserável no qual a tela do pay per view coloca a fronteira final, a mesma que separa a stripper que não pode ser tocada pelo onanista na boate.

Ou melhor: o futebol acaba sendo um retrato da artificialidade de uma sociedade que não precisa existir. Enquanto as ruas do mundo real contam cada vez mais gloriosas histórias, uma outra sociedade se desenvolve abaixo do jugo dos computadores, onde tentamos reduzir em 140 caracteres, talvez um pouco mais, o sentido que somos e a razão da nossa existência. O futebol caminha para isso: o torcedor é um produtor de sentido, é uma marionete de circo para o radialista, uma notícia para o jornalista, um consumidor para o pipoqueiro, um pixel para o satélite transmissor. O torcedor é parte do espetáculo no pior sentido: é a parte que menos importa.

Esse apelo é um tanto saudosista, outro tanto delirante, e você que chegou até aqui tem toda razão se quiser pegar o seu banco e ir embora por que não entendeu lhufas dessa mensagem que parece ter sido escrita pelo Zé da Folha. A questão é que sinto que mesmo a experiência de ir ao jogo e sentir o cheiro do campo e do cimento terá de ser contada para os nossos netos, que acharão superdivertido assistir a partidas como hologramas dispostos em um jogo de botão, simulado em frente a uma super TV 3D de plasma de titânio. Enquanto isso, vou beber minha cerveja em uma garrafa pet cortada ao meio e lamentar com meus botões por que não invadi o campo todas as vezes em que via uma brecha no arame farpado.

Até a vitória,
Luís Felipe dos Santos 

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A barba e os mullets La Olla mais branda do que anunciavam os deuses

88 Comentários Add your own

  • 1. Dionisio  |  01/06/2011 às 07:02

    Genial Texto!!

  • 2. Sancho  |  01/06/2011 às 07:15

    O dado para mim é que não se tem mais que um filho em média. É o melhor indicador de que as pessoas não agüentam a si próprias; ou, nas palavras do LF, “de uma sociedade que não precisa existir“.

  • 3. Cícero  |  01/06/2011 às 07:56

    uma das cenas que nunca me esquecerei, na primeira vez que fui ao Beira-Rio, foi quando meu tio sumiu.
    Depois quase no final do jogo notamos que ele andou por quase todo o estádio bebendo cerveja lá dentro.
    Penso como sera triste eu não poder fazer isso pra um futuro sobrinho ou primo mais novo. Esse ritual tinha que ser TRADIÇÃO. Passado em geração a geração, e os dirigetens mataram isso.

    tomanocu.

  • 4. gilson  |  01/06/2011 às 08:34

    esquenta não: 2012 vem aí e o bicho vai pegar

  • 5. arbo  |  01/06/2011 às 08:54

    entendi a NÁUSEA [mais importante] embora tenha bastantes ressalvas qto à forma do texto e a alguns exemplos. não gostei e gostei. mas faz pensar.

  • 6. Arbinho  |  01/06/2011 às 09:11

    Eu achei muito bom! Vou invadir o campo na impedcopa, jogar e torcer bêbado. Se der, faço no Olimpico, que AINDA mantém o cimento abaixo dos meus pés a cada domingo.

  • 7. Caetano Veloso  |  01/06/2011 às 09:13

    arbo, essa nauseabilidade é a essência de todo o ser, que faz com que você goste e não goste e assim, nessa completude, você acaba sendo toda a náusea e todo o sentido que completa você e a sua essência, é assim como a Bahia, essa musicalidade completa que faz com que você seja e não seja, goste e não goste, e sobretudo pense.

  • 8. Vinicius  |  01/06/2011 às 09:18

    o mais tri no beira-rio era ajudar os caras subirem da coréia para geral. (sim nossa geral é mais antiga).

  • 9. Vitor Hugo  |  01/06/2011 às 09:37

    Difícil não associar o consumo de álcool e outras coisas à violência no estádio. Não existem apenas consumidores pacíficos… E outra: tem catarses que são mais bem feitas se fora do estádio. Se todos forem “neandertais” (como descreve o texto linkado), ninguém se aguenta. Finalmente, acho que a mudança de comportamento no estádio não é resultado de repressão e excesso de normas impostas ao torcedor, mas principalmente uma mudança do próprio torcedor.

#7
Caetano disse e não disse o que eu sentia e não sentia ao ler o texto. Ou não.

  • 10. Sancho  |  01/06/2011 às 09:41

    Acho que a solução alemã, de preservar lugares sem acentos, com ingressos mais baratos, ainda é o melhor caminho. Deixar os estádios mais limpos e confortáveis não é ruim. O que é ruim é transformá-los em teatro ou cancha de tênis…

  • 11. Sancho  |  01/06/2011 às 09:47

    Re 9

    Não sei nas arquibancadas, mas nas cadeiras, o fim do álcool acabou com aquelas brigas ridículas por causa de corneta ou comentário sobre a mulher alheia. Se bem que esse tipo de incidente pode ser resolvido de outra maneira…

  • 12. MARCELO BENVENUTTI  |  01/06/2011 às 09:55

    Quando comecei a ir ao estádio a bagunça já começava com o cobrador e o motora no T2, continuava no povo dando portão por trás no busão, continuava no trago de quinta da garrafa de pet cortada e terminava na correria dos cavalos da choque.

    marcha da maconha é desfile de moda.

  • 13. MARCELO BENVENUTTI  |  01/06/2011 às 09:57

    Sou a favor de liberar a ceva porque DUVIDO que não se beba nos camarotes. Aliás, informações de várias fontes dizem-me que povo BEBE sim. Daí essa falácia do trago não passa de discriminação social.

    Afinal, se bebe no PLANETA ATLÂNTIDA mas não se bebe em futebol? Se bebe na Copa do Mundo e não se bebe no gauchão?

    Vão dormir.

  • 14. MARCELO BENVENUTTI  |  01/06/2011 às 09:59

    E tem mais. Proibir a ceva e não proibir o trago A QUILO no entorno é uma hipocrisia pra lá de safada. Como não vão proibir no entorno porque levar 878 processos contra a economia popular e o caralho a quatro vai continuar essa babaquice de neguinho entrar TORPE aos 10 do primeiro tempo.

  • 15. Sancho  |  01/06/2011 às 10:02

    Re 13

    Já vi nego do camarote arremessar uma GARRAFA em cidadão das cadeiras no Olímpico. Quando a situação evidentemente encrespou, aí, o covarde entrou camarote a dentro e se escondeu…

    P.S.: Benvenuti, o problema é a legislação. Se ela príbe o consumo em qualquer local do estádio, exceto os camarotes, (não sei se é assim) o que fazer? Se ela proíbe até nos camarotes, cadê o MP? Bebendo por lá?

  • 16. MARCELO BENVENUTTI  |  01/06/2011 às 10:20

    Mas daí, Sancho, são pessoas de bem bebendo. É como o Pimenta Neves. Se é um favelado que matou a mulher dando pro bispo da igreja na cama e na fúria dá 73 facads nos dois é condenado à morte, cachaceiro e vagabundo. Já o senhor doutor fulano de tal, imagina… que mal faz um uísque 360 anos?

  • 17. Juan Carlos "Chango" Cardenas  |  01/06/2011 às 10:49

    Che, baita texto, infelizmente a tendencia é tudo piorar vide europa. Alguem aí ja parou pra ver fotos dos jogos antigos na europa? Eram fantasticos, numa final de copa da inglaterra mais de 300 mil pessoas, deixa eu repetir pra ficar claro TREZENTAS MIL PESSOAS assistiram a um glorioso embate entre Bolton Wanderers e West Ham. http://en.wikipedia.org/wiki/White_Horse_Final
    Sim, o fuetbol europeu ja teve um puco do espirito sulamericano e hoje virou essa ópera chata e monótona que todos conhecemos, infelizmente esse é o modelo que estamos seguindo…

  • 18. Fabio  |  01/06/2011 às 10:56

    Se a lei determina que em algum setor específico se possabeber e em outros nAo, ela nAo e razoável, muito menos isonomica. Porque nAo da pra falar que os desiguais devem ser tratados de forma diferente, pois ambos são consumidores do mesmo espetáculo. Estatuto do gtorcedor no Estatuto do torcedor!

  • 19. Juan Carlos "Chango" Cardenas  |  01/06/2011 às 10:57

    Pra entrar no camarote tu passa numa roleta, sem nenhum tipo de revista, sobe no elevador e pronto. Tu leva o que tu quiser pra dentro… (ao menos no olímpico sei que é assim)

  • 20. Cícero  |  01/06/2011 às 11:02

    FERNANDO CARVALHO NO PLANETA ATLANTIDA.

    IDOLO ETERNO. *lapso mental

  • 21. Tiago Marcon  |  01/06/2011 às 11:33

    é um fenômeno geral de cerceamento dos instintos, uma onda exagerada do politicamente correto. E assim vamos nos distanciando do “barro”, com já escreveu alguém

  • 22. FERN  |  01/06/2011 às 11:40

    ótimo texto LF, relata muita coisa do que penso eu e falo sempre aqui…

    É CLARA VOCAÇÃO DO JOGO A AUTODETERMINAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO COLETIVA, PERO DEPOIS DO PROFISSIONALISMO E PRINCIPALMENTE DO HAVELANGE AS COISAS CAMBIARAM PARA O LADO MODERNO DA SOCIEDADE E AFINS

    TORCIDA, HINCHADA, SUPPORTER, ULTRA, FAN…

    G A N H A J O G O ! ! !

  • 23. Schmidt  |  01/06/2011 às 11:46

    Merda de texto. Até parece que a culpa é do futebol. O mundo é que está uma merda, não o futebol. Gente demais, merda demais e um esporte popular demais naquele segmento do pobre diabo que passa uma semana de escravo, vai pro estádio no fim de semana e vê o mais recente penteado estrambótico fazer fiasco ganhando zilhões por mês. Tem mais é que encher a cara e quebrar tudo mesmo. Mas a culpa não é do futebol. E nem do pobre diabo.

  • 24. Luciano  |  01/06/2011 às 12:30

    #6
    “…que AINDA mantém o cimento abaixo dos meus pés a cada domingo.”

    exatamente, embora em alguns anos isso não será mais do que uma memória nostálgica.

  • 25. Carlos  |  01/06/2011 às 12:34

    Bom texto, LF. Mas a coisa vai mais além.

    Sabado tava vendo a tal final da Xampions.

    Barcelona faz o primeiro gol. Filmam um cara APLAUDINDO na cadeira. APLAUDINDO.

    Lembro qdo fomos campeões brasileiros….gol do ailton, eu saí chutando tudo pela frente. Irmão, colega de arquibancada, rádio e o caralho. Fiquei 4 dias totalmente sem voz.

    E o cara faz um gol na final da liber deles e o cara APLAUDE.

    é muita bundamolice.

  • 26. Sancho  |  01/06/2011 às 12:51

    Re 16

    Benvenuti, só para deixar claro, eu concordo contigo. Contudo, não usaria “pessoa de bem”, porque o ser de bem não entra na discussão. É melhor “pessoa da mesma laia”. Quem legisla, fiscaliza e/ou julga é da mesma turma, se identifica e decide utilizando esse critério (chamemos de “patricidade”): e se fosse comigo? Com o vileiro do seu exemplo, não há essa identificação.

    Vê bem. Isso não seria um problema se o que “quem legisla, fiscaliza e/ou julga” buscasse fosse o cumprimento da lei por ver na lei o elemento de unidade e coesão social que faz com que a sociedade efetivamente funcione e se desenvolva. Nesse caso, ter ou não identificação seria praticamente irrelevante. No entanto, qualquer sociedade apodrece, como peixe, pela cabeça. O princípio que vale é “para os amigos, tudo; para os outros, a lei”. Os que deveriam zelar pelo direito são os primeiros a espinafrá-lo. Não há sociedade que agüente.

    O que o LF fez, foi descrever uma sociedade quando ainda mantinha um nível de sanidade e comparar com quando perdeu as referências e já não sabe mais sair do buraco que cavou.

    Abraço.

    P.S.: Um socialista diria que a dicotomia é entre ricos e pobres; um liberal, entre os que estão dentro do Estado ou que orbita em torno desse e os que estão fora da mamata. No fundo, dizem a mesma coisa. A observação de ambos está correta. O problema está no que fazer a partir dessas observações. Como nenhum admite que o outro também diz algo pertinente, as conclusões decorrentes são absolutamente problemáticas. O problema não é a dicotomia (afinal, uma sociedade sempre será plural), mas o que se faz dela.

  • 27. Sancho  |  01/06/2011 às 12:52

    Re 24

    Haverá uma geral sem cadeiras!

  • 28. Felipe (o catarina)  |  01/06/2011 às 12:54

    #17

    a Copa da Inglaterra já foi um torneio massa em que um operário que batia uma bolinha em um time de quinta divisão podia fazer um gol em Wembley contra um grande clube. Hoje em dia…

    #19

    podes entrar nas cadeiras sociais na Ressacada também sem ser revistado. Já na entrada das cadeiras “populares” (não tem mais cimento no nosso estádio), revistam até dentro do teu saco, se puderem (vai que tu escondesse uma bomba ali dentro…).

    #25

    É a morte. Querem que nós sejamos assim também. E estamos virando isso aí.

  • 29. izabel.  |  01/06/2011 às 13:15

    massa o texto, LF.

    é muito triste ver isso acontecer.
    em são paulo, são proibidas BANDEIRAS. vocês não imaginam a inveja que eu sinto quando filmam as torcidas dos outros estados, naquela bagunça de bandeiras (acho mosaico uó).

  • 30. izabel.  |  01/06/2011 às 13:16

    e o maior do nosso atraso é copiar quando eles já estão se arrependendo do que fizeram:

  • 31. izabel.  |  01/06/2011 às 13:16

    e outro:

  • 32. arbo  |  01/06/2011 às 13:42

    http://impednua.tumblr.com/

  • 33. rafael botafoguense  |  01/06/2011 às 13:53

    na inglaterra que deve ser foda, passaram de terra da insanidade futebolera-punk rock-hooligans-lonsdale(ns) pras torcidas de winning eleven-carnê-barclaycard-novo wembley com times tradicionalaços sendo comprados e encoxados por árabes/yankes putos sin alento. Hillsborough matou pessoas e o futebol deles.

    aqui ainda resta um pouco de poesia…(?) no restante da América do Sul mais ainda. principalmente no Chile, por causa dos cachorros.

  • 34. Prestes  |  01/06/2011 às 13:57

    DO CARALHO!

  • 35. Ramon Dongo  |  01/06/2011 às 13:57

    Sou do tempo que ascensão social era ajudar os colorados que iam na Coréia a pular a mureta e “subir de vida” pra arquibancada inferior. Era um espetáculo à parte, muito aplaudido, inclusive.

  • 36. Felipe o Canoense  |  01/06/2011 às 14:00

    Aplaudindo de pé!

  • 37. Leonardo  |  01/06/2011 às 14:33

    “O torcedor é parte do espetáculo no pior sentido: é a parte que menos importa.”

    Perfeito

    #25
    Lamentável isso… Minha reação é semelhante só no sexto gol do tricolor em Grêmio 6×0 Inter-SM pelo returno do Gauchão com o meu time já classificado, de resto não tem como “comemorar” gol só aplaudindo… É futebol, tem que ter descontrole…

    #29
    Não tenho acesso a videos aqui no trampo então não sei sobre o que é o video que tu postou, mas em SP tem algo extremamente ridiculo que é o “torcedor sente no lugar certo” pelo Paulistão… Fico imaginando o cara dando voltas e voltas no estádio até achar o seu “lugar”…

  • 38. Gabriel Teixeira  |  01/06/2011 às 14:35

    ÓDIO ETERNO AO FUTEBOL MODERNO

  • 39. Prestes  |  01/06/2011 às 14:37

    “O torcedor é parte do espetáculo no pior sentido: é a parte que menos importa.”

    A frase é boa, mas não é bem isto. É que agora não é o torcedor que importa, mas o consumidor.

  • 40. Prestes  |  01/06/2011 às 14:51

    Para amplia o debate:

    Por outro lado, temos um problema grande aqui na Sudamérica. Com os europeus com suas arenas para 90 mil pessoas, jogos televisionados para o mundo inteiro, etc. temos duas opções: ou tentamos fazer igual, ou ficamos com nossa cultura futebolística e cheios de pernas de pau, velhos q retornam da europa, e garotinhos imberbes q não sonham em jogar no Boca ou no São Paulo. Preferem até jogar no Chelsea, no Manchester City, entre outras EXCRESCÊNCIAS.

  • 41. Juan Carlos "Chango" Cardenas  |  01/06/2011 às 14:54

    #28 Exato cara, quase todos os times ingleses tem origens operárias, o futebol la era algo foda, com sentimento mesmo, mas como disse o botafoguense do comentário 33: “Hillsborough matou pessoas e o futebol deles”.

    Um alento europeu pra quem gosta de futebol de verdade é a Alemanha, aonde os torcedores protestaram tanto que virou LEI FEDERAL que, ao menos 10% dos estádios NÃO tenham cadeiras…

  • 42. Juan Carlos "Chango" Cardenas  |  01/06/2011 às 14:57

    #40 O jeito é ficar com nossos pernas de pau, conseguir manter viva essa cultura e torcer pra que essa maldita geração PES seja apenas uma abominação passageira…

  • 43. izabel.  |  01/06/2011 às 15:01

    “principalmente no Chile, por causa dos cachorros.”
    aê, Impedcorp, essa frase só aumenta o absurdo que foi o rafael botafoguense não ter ganho aquele concurso de poesia.

    #37, os videos são manifestos dos ingleses que querem o futebol de volta. ódio eterno ao futebol moderno.
    nunca vi essa frase aí que tu colocou (torcedor, sente no lugar correto), mas talvez seja uma campanha da FPF. aqui ainda não rola lugar marcado nos estádios (ainda bem). e na arquibancada a gente fica em pé. tem que peça pros outros sentarem, mas é uma minoria que nem é obedecida.
    obs.: quando a gente compra o ingresso, está escrito “cadeira F5”, mas é uma coisa virtual ainda.

    “O torcedor é parte do espetáculo no pior sentido: é a parte que menos importa.”
    é a melhor frase do texto.
    e, prestes, sobre torcedor/consumidor, infelizmente é isso que tá rolando isso. o diretor de marketing do corinthians repete isso direto (o que causa me causa náusa), refere-se ao corinthiano como ‘consumidor’.

  • 44. Logan  |  01/06/2011 às 15:05

    Seeu gostasse de futebol eu tava assistindo o jogo das dançarinas do barça, EU TORÇO É PRO VITÓRIA PORRA!!!

    Pra mim em estádio de futebol deveria ser proibido sentar.

  • 45. Logan  |  01/06/2011 às 15:08

    #41 E futebol alemão deveria servir de modelo pros outros países, já se discutiu muito isso aqui no blog e merecia uma série de posts a respeito, se é que já não tem, to com preguiça de procurar agora hehehe

  • 46. Leonardo  |  01/06/2011 às 15:10

    #43

    Não sei se a frase é exatamente essa, mas vi em uma propaganda da FPF na tv sobre o assunto, dizendo que tem que respeitar o seu local, um troço bem imbecil e sem nexo…
    E um conhecido meu torcedor da Ponte disse também, que ficam passando no intervalo aquelas faixas no campo, pedindo pro torcedor sentar no seu local e que o pessoal dá gargalhada…

  • 47. Norteña  |  01/06/2011 às 15:35

    No post do jogo do Peñarol disse exatamente isto.

    E ja tinha dito sobre a cerveja, que rola solta nos camarotes, ao lado da cocaina e do wisky.

    Os problemas começam pela BM, que capou as torcidas e sempre encara o torcedor como bandido. Na verdade é o sonho de todo o milico, quando bota a farda, entrar numa guerra, mas como traficante reage, eles acham mais comodo bater nos sócios do Gremio mesmo, o que tem acontecido com regularidade alarmente e conivencia destas diretorias bunda moles.

  • 48. Juan Carlos "Chango" Cardenas  |  01/06/2011 às 15:42

    #45 concordo, alias, QUALQUER estadio que venda chope (atentem bem: nao é cerveja é CHOPE), deveria servir de modelo.
    Ao menos alguns estadios do interior resistem à essa lei tosca de proibição de alcool, nada paga o prazer de sair de casa, numa noite gelada, com um temporal filhadaputa, chegar no estadio, comprar uma cerveja e assistir um 0a0 entre Lajeadense X Ypiranga num campo totalmente encharcado.

  • 49. Junior  |  01/06/2011 às 15:59

    O Prestes acertou o ponto no #40, é um caminho sem volta. O futebol latino vive o dilema entre ser um cubano cheio de dignidade em um carro de 1958 ou um playboy em uma BMW novinha.
    Mas não sou tão pessimista quanto ao futuro, mesmo a social do Beira-Rio assiste o jogo em pé e ensandecida quando o jogo é decisivo. Um torcedor brasileiro jamais terá a fleuma de um europeu e apenas aplaudir um gol. Se em outros momentos da vida o sangue quente latino é prejudicial, no futebol, essa irracionalidade tão nossa sempre vai prevalecer, para o bem do esporte.

  • 50. Eduardo Galeano  |  01/06/2011 às 16:11

    Posso morrer em paz, o chororô latino americano não para de produzir mestres!

    ALELUIA

  • 51. izabel.  |  01/06/2011 às 16:40

    junior, a gente já discordou várias vezes sobre esse tema (e sobre os pontos corridos também).
    mas, vá lá: não é caminho sem volta, ou é caminho sem volta… é caminho pra frente e é a gente que faz.
    é ridículo aceitar calado a camisa grená do corinthians, é ridículo aceitar calado diretor chamar torcedor de consumidor, é ridículo aceitar qualquer baboseira goela abaixo.
    mesmo que a gente esteja sempre aceitando (maior exemplo: jogos às 21:50).

    por que achar que barcelona é legal, se temos o exemplo da alemanha? por que aceitar calado que nos tirem as gerais, se lá não tiraram?

    link aqui pra quem tá organizando protestos: http://www.torcedores.org.br/

  • 52. Prestes  |  01/06/2011 às 16:43

    Reclamar da camisa grená já acho meio SECTÁRIO, Izabel, uhshusdauhdsa

  • 53. izabel.  |  01/06/2011 às 16:44

    a dourada com uma coroa era linda, né?

  • 54. Ernesto  |  01/06/2011 às 16:45

    #21

    Tempo do politicamente correto ?

    Viadagem sendo MIDIATICAMENTE apoiada e JUDICIALMENTE aceita.
    Centenas de programas e polêmicas pra passar a mão na cabeça de maconheiros, e tu ainda acha tempo de politicamente correto ?

    Bah, tá de brincadeira, só pode.

  • 55. Fabio  |  01/06/2011 às 16:53

    O que eu não consigo entender até hoje foi pq o MP de SP mandou que proibissem a entrada de torcidas organizadas com as camisas que as identificavam. Porra, se antes dava uma confusão as OTORIDADE sabiam que o fdp era da Independente, Mancha, Gaviões, caraglioaquatro…Dava pra CHAMAR NO ZOOM, fazer um cara-crachá com a ficha na torcida…hj nem isso dá, e os que vão pro estádio (metrô, ruas, rodoviárias etc) pra quebradeira continuam sendo os mesmos, se juntando, camuflados com o restante da multidão

  • 56. Norteña  |  01/06/2011 às 16:59

    Bah na boa, tem muito paulista comentando aqui…

    Mas talvez esta frase não seja politicamente correta.

  • 57. izabel.  |  01/06/2011 às 17:01

    não é assim, Fabio.
    a diferença é que existe um portão específico pra quem tá vestido de organizada, e só entra mostrando uma carteirinha de cadastro na polícia do “organizado”.

    mas o MP de SP é assim: medidas inócuas, caras e complicadas que resultam em nada.

  • 58. Prestes  |  01/06/2011 às 17:10

    Camiseta três eu acho que é apenas uma boa maneira de tirar uns trocos. Nada mais. A meu ver não afeta essas coisas que o LF diz, a manifestação da torcida, não afasta o povo do futebol, etc.

  • 59. Junior  |  01/06/2011 às 17:17

    Izabel, o Cafu jogou no Zaragoza, o Antonio Carlos no Albacete. Bem ou mal, o futebol brasileiro já não perde jogadores pros times pequenos da Espanha, por exemplo. Com todos os pesares do futebol brasileiro atual, isso já é uma avanço. Um time pequeno só tira jogador de um clube grande do Brasil se for de um magnata da Ucrânia ou da Rússia que paga salários irreais porque está lavando dinheiro. Não dá para ser o idealista enquanto os europeus seduzem os garotos de 18 anos com um caminhão de dinheiro. O torecdor brasileiro não vai se comportar como espectador de teatro, não é necessário se preocupar com isso. E sobre essa coisa de torcedor virar consumidor, tem um lado positivo. Os torcedores são melhores tratados, não ficam mais amontoados, causando tragédias como na final do Brasileiro de 1992. E falando especificamente do Beira-Rio, os banheiros hoje ao menos são decentes, não são mais aquela coisa lamentável que era uns anos atrás. Hoje, é o torcedor que elege o presidente do seu clube, não mais apenas 300 conselheiros, como na década de 90.
    E sobre a Alemanha, uma coisa precisa ser relativizada. Alguns times podem cobrar menos pelos ingressos porque são de propriedade de empresas. O Wolfsburg é da Volks, o Bayer Leverkusen é da Bayer, o Hoffenheim é de um grande empresário do setor de informática.

  • 60. Mandioca  |  01/06/2011 às 17:20

    MEU OUTRO ESTÁDIO

    (por Kadj Oman)

    Meu outro estádio seria público – e por isso meu.

    Meu outro estádio seria uma obra executada a partir de uma pesquisa feita com quem iria usá-lo, os torcedores.

    Meu outro estádio teria, no minímo, 80.000 lugares.

    Meu outro estádio ficaria perto de estações de metrô, teria ônibus gratuitos para as torcidas irem e voltarem dele, bicicletários pra incentivar o uso da bicicleta e consequentemente diminuir o trânsito em dias de jogos, ruas fechadas em seu entorno de duas horas antes a duas horas depois do jogo.

    Meu outro estádio teria jogos em horários que fossem viáveis aos torcedores, consultados antes quanto a isso.

    Meu outro estádio teria um espaço pras baterias das torcidas, teria disputa de baterias, faixas e bandeiras antes de jogos importantes, teria atrações que realmente interessassem e convidassem o torcedor antes e depois dos jogos – nada de cheerleaders americanóides.

    Meu outro estádio teria ingressos a preços populares.

    Meu outro estádio teria lugar pra quem quer ficar em pé, pra quem quer fazer avalanche, pra quem quer fazer porópopó, pra quem quer ficar na chuva, pra quem quer ficar sentado.

    Meu outro estádio teria a renda de seus jogos revertida para sua própria manutenção.

    Meu outro estádio teria praça de alimentação, com comida a preço acessível, sem superfaturamento.

    Meu outro estádio teria torcidas igualmente divididas em clássicos, e pontos a menos na tabela do campeonato para os times cujas torcidas fizessem besteira.

    Meu outro estádio não necessitaria de cacetetes e bombas de gás lacrimogênio.

    Porque meu outro estádio necessitaria, antes de mais nada, de uma outra legislação, mais severa com os crimes de atentado ao bem-estar e ao patrimônio públicos, mais educativa e redistributiva de renda em relação à população que o utilizaria.

    Meu outro estádio precisaria de uma outra cidade.

    De um outro país.

    De um poder que fosse, de fato, público.

    E enquanto meu outro estádio está longe, meu estádio atual é cada vez menos meu.

    Porque eu, dialeticamente, não consigo ser eu mesmo sem ter do outro lado o outro.

    Que me arrancam aos poucos.

    De dez em dez por cento.

  • 61. Prestes  |  01/06/2011 às 17:29

    “Os torcedores são melhores tratados, não ficam mais amontoados, causando tragédias como na final do Brasileiro de 1992”.

    Qual torcedor, Junior? O torcedor pobre que ia na Coreia nem pode ir mais no jogo. E não é só o $$$. Esse horário da Globo, por exemplo, de jogo às 22h. Imagina como faz pra ir no jogo um trabalhador que chega no trabalho às 7h da manhã e mora em Gravataí.

  • 62. Felipe (o catarina)  |  01/06/2011 às 17:32

    #40

    copiar exatamente o que eles fazem não sei se é o caminho (não é tua ideia, sei, é o debate), vamos acabar fazendo um versão cucaracha da Liga dos CU e assemelhados. Mas a gente pode aprender muito com eles e evoluir. O dia que eu for presidente da Come-bola, farei o seguinte:

    1) Vagas em Libertadores e Sul-Americana definidas com base em desempenho dos países nas competições continentais (tipo o coeficiente da Zoropa). Mínimo de duas e máximo de cinco vagas por país (sem contar o campeão). Pra melhorar o nível técnico das competições.

    2) Cabeças de chave nas primeiras fases de TLA e CSA definidos com base no ranking da Come-Bola. Pra equilibrar os grupos e melhorar a competitividade.

    3) Libertadores com 32 times sem fase pré-Liber e 48 na Sul-Americana.

    4) A Sul-Americana NÃO dá vaga à Liber. Vale taça e é o que importa. Quem não quiser, que não jogue.

    5) Recopa jogada antes do início da Libertadores do ano seguinte. Jogo único em campo neutro num sabadão à noite, pra dar tempo de a turma viajar.

    6) Continua Libertadores no primeiro semestre e CSA no segundo. É a nossa tradição.

    7) Fim da Copa Suruga. É uma vergonha que ela exista.

    8) Mexicanos, japoneses e assemelhados fora de qualquer competição sul-americana. Mexicanos – e outros países da Concacaf – até poderiam se se filiassem à Come-Bola e passassem pelo curso de formação de caráter do boleiro latino-americano, a cargo da equipe da ImpedCursos.

    9) Copa América com 8 países. Os 4 piores no ranking (tirando o país-sede, que tem vaga garantida) disputam 2 vagas em mata-mata. Pra dar uma valorizada no torneio (não basta existir pra estar nele).

    10) Eliminatórias com 2 grupos de 5 (ou um de 5 e um de 4, se um sul-americano for campeão de Copa ou país-sede). Dois anos de Eliminatórias é pra acabar,

    11) Instituídas suspensões por 3 cartões amarelos e cartão vermelho em torneios continentais. Fim das multas simbólicas. É melhor para o espetáculo.

    12) Em casos de arremesso de pedras, garrafas, gatos mortos, invasão de campo, etc. e tal, no gramado, punição severa com perda de mando de campo para o clube. Uma coisa é festa, outra é barbárie.

    13) No mais, piscas, sinalizadores, fogos de artifício, bandeiras, bambus, cerveja, guarda-chuvas, bandeirões, cachorros invadindo gramado e arquibancadas de cimento serão fortemente incentivados.

  • 63. Felipe (o catarina)  |  01/06/2011 às 17:33

    o bonequinho ali pra ser 8 e depois um ).

  • 64. Mandioca  |  01/06/2011 às 17:51

    Izabel e outros,

    esse lance do sente no lugar certo esteve em TODO jogo do Paulistão, uma faixa enorme cobrindo o círculo central antes do jogo e nos intervalos escrito isso.

    Obviamente dei risada todas as vezes, mas emulando que eu fosse um idiotinha e concordasse com a orientação, antes de mais anda eu EXIJO que me mostrem TODOS os lugares vagos quando eu for comprar meu ingresso, como se faz em viagem de avião.

    Vai rolar? Não vai.

    Ano passado fui jogar a Copa do Mundo Alternativa com o Autônomos na Europa e tive a oportunidade de ir assistir Inglaterra x Hungria, amistoso, em Wembley. Ouçam: aquilo é tUdo, MENOS um estádio de futebol.

    Pra começar, tem escadas rolantes pra chegar até o andar da sua bancada. No caminho, claro, lojas e quiosques, um shopping center cuspido e escarrado. Chegando na sua bancada, tu tem que teoricamente sentar no lugar certo. Claro que desobedeci. Sentei junto com meus colegas. Nossa bancada era láááá em cima, então a gente via os jogadores láááá embaixo, horrível. Ao meu lado direito, uns 10 lugares vagos.

    Lá pelos 15 do primeiro tempo, chegam dois simpáticos PLAYBOYS ingleses e começam a olhar o ingresso procurando o lugar. Um deles era onde eu estava. O cara veio e me pediu pra sair. Repito: do meu lado direito, 10 LUGARES VAZIOS. Pulei uma fileira pra cima (também lugar vazio) e fiquei lá dando um sorrisinho irônico pro inglês babaca.

    Fora essa cena ridícula, NÃO EXISTE CANTOS ORGANIZADOS. Como as torcidas são misturadas, um húngaro começava lá embaixo, outros dois repercutiam em cima e pronto, FIM. A única coisa com coerência lá era uma bandinha, MESMO, daquelas de Bar Brahma, tocando clássicos populares com metais, pratos, bumbo e caixa. A torcida só era uníssona pra vaiar – e o Rooney sofreu, coitado.

    Cara, foi triste, deprimente, me deu vontade de sair correndo pro primeiro avião de volta e pedir pro piloto pousar no Maracanã no meio de um Fla-Flu.

    Eu não quero isso aqui NUNCA. Mas sei que em SP terei cada vez mais perto disso. Enquanto isso eu vou junto com esses caras e tento fazer algo: http://www.torcedores.org.br

    E torço pra que algum terrorista louco exploda o Itaquerão no meio da obra e a Copa vá lá pra puta que o pariu.

    Podiam aproveitar daí e acabar com a celeuma gaúcha, colocando ambos Olímpico e Beira-Rio na Copa, pra felicidade do Junior aí em cima.

    Ou não.

  • 65. Logan  |  01/06/2011 às 17:56

    Melhor parte: 13) No mais, piscas, sinalizadores, fogos de artifício, bandeiras, bambus, cerveja, guarda-chuvas, bandeirões, cachorros invadindo gramado e arquibancadas de cimento serão fortemente incentivados.

    Já eu diria que as FÓRMULAS de todos os campeonatos organizados pela come-bola seriam feitas por uma equipe de Jenios da Impedcorp.

  • 66. Junior  |  01/06/2011 às 18:06

    Alguém lançou a campanha um tempo atrás e eu concordo: Felipe Catarina para presidente da Conmebol! (na verdade, se tu vencesse as eleições da FGF já estaria ótimo). Mas tu entendeste bem o que eu digo, não quero copiar os europeus, o que seria ridículo. Mas não adianta querermos ser os últimos românticos do futebol, enquanto pequenos times estrangeiros tenham muito mais dinheiro. Fico indignado que um clube como o Villareal, de uma cidade com menos de 80 mil habitantes possa contratar os melhores jogadores de qualquer time brasileiro. Não quero que o futebol brasileiro precise aceitar espelhinhos dos europeus.

    Prestes, esse torcedor que ia na Coréia não tem como ter um pouco de lazer em lugar nenhum hoje, infelizmente. Basta comparar o preço de um ingresso de cinema ou de um show naquela época e quanto é hoje. O futebol não é uma bolha que iria ficar à parte da sociedade. O preço da passagem de ônibus em POA é um absurdo para esse torcedor e isso me revolta muito mais que o preço do ingresso do futebol. Eu estava vendo uma Placar de uns dez nos atrás, custava R$ 3,50. Esse péssimo horário de 22 horas está estabelecido há muito tempo, desde que havia Coréia. Por outro lado, há uma nova classe média surgindo no Brasil, ao menos essa “gente diferenciada” (para pegar um termo em voga recentemente) vai poder retornar aos estádios, o que é pouco, todos concordamos, mas já é um pequeno passo.

  • 67. Felipe (o catarina)  |  01/06/2011 às 18:51

    #66

    sim, entendi que a ideia nem tua nem do Prestes é fazer cópias dos europeus, mas tem muita gente que adoraria ver isso (jornalistas, principalmente).

    E obrigado pelas palavras. Claro que aquilo são ideias minhas pessoais próprias que eu inventei (redundância mode on), mas que antes teriam que ser discutidas e aprovadas pelo Conselho de Sábios da Come-Bola. Conselho este que seria formado, obviamente, por todos os frequentadores deste blog e mais alguns personagens de destacada relevância no cenário futebolístico sul-americano, como Tubarão Willie, Wason Rentería e as diablitas do Independiente.

  • 68. marcelo benvenutti  |  01/06/2011 às 19:20

    “de bem” obviamente era um deboche, sancho. ninguém é necessariamente do bem ou do mal. é “dos nossos”.

    no show do mccartney teve gente desesperada pegando empréstimo pra assistir o show de perto no steor “premium”. aí depois de iniciadas as venda criaram um setor “VIP” onde se pagava mais, claro, mas só entyrava quem era da “tchurma”. não vejo porque não tratarem o futebol do mesmo modo. a minha reclamação mesmo é a deslealdade e o preconceito com quem são tratados um BANDO DE COMUNS como nós que só querem tomar suas cevas numa boa sem incomodar ninguém, porque a ceva não vandaliza ninguém. o álcool só acentua as características de cada um. o que deveriam proibir era os imbecis. e pra imbecil já existe o código penal. como a polícia e a justiça sõa incompetentes, proíbem tudo. é mais simples. fodam-se os COMUNS. o mundo é dois VIPs.

  • 69. FERN  |  01/06/2011 às 19:57

    Fcatarina, quedate tranquilo tu será o MANDAMÁS da LIGA PAMPA… uhushaushuashaushauhsuahsuahsuhaushaushauhsua

  • 70. Junior  |  01/06/2011 às 20:04

    Catarina, tira as Diablitas do Conselho. Elas iam ganhar TODAS as discussões, pelos “argumentos” incontestáveis, ushjfg. Melhor reservá-las para os “churrascos da firma”, por conta da FIFA.

  • 71. lf  |  01/06/2011 às 20:06

    eu estou sinceramente arrependido de ter escrito esse texto ao invés de publicar os dois comentários do mandioca, que foram muito mais competentes para dizer exatamente o que eu quero dizer.

  • 72. Felipe (o catarina)  |  01/06/2011 às 20:08

    aproveito o ensejo pra anunciar que vou instituir o Troféu Tiburón Willy para o mascote que bolinar mais diablitas em competições continentais. Será critério de desempate também, logo depois do saldo de gols.

  • 73. Kadu  |  01/06/2011 às 22:43

    Belo texto e comentários. Eu não acho que o Brasil, especificamente, tenha que ser 8 ou 80. O cimentão bacana pra assistir o jogo não exclui a existência de um camarote para beber uísque e ver e ser visto. Um sustenta o espetáculo, outro sustenta as finanças do clube.

    Em termos de Libertadores, copiar a Champignons seria uma estupidez. Quem já estudou essa área sabe: marketing = diferenciação. O principal marketing pra Libertadores é ser diferente do futebol europeu, valorizar o clima de jogo, a raça, a história, etc. São valores que poderiam ser muito bem explorados, e sem descaracterizar a competição. Pesquisem sobre as outras competições, todas são Liga dos Campeões de algum lugar, até na África!

    O velho futebol inglês ainda vive, só que nas divisões inferiores.

  • 74. gilson  |  01/06/2011 às 22:45

    Mandioca ENGROSSANDO ali, assino junto.

  • 75. FERN  |  01/06/2011 às 22:48

    infelizmente o cerro eh p/ o seu arquirrival um MENAS!!! TOTAL…

    o jogo de agora por La Copa terminará 4-4, SEGURO

    e EU que queria ver o cerro CAMPEÓN por justiça histórica, pero como as COUSAS acontecem independentes do nosso querer, me resta ESPERAR que amanhã ACABE toda esta babação de huevos aos MANYAS e fique SOLO EL CRY!!! hushuahsuahsuahsuahsuahsuahsuahsuahsuhaushaushua

  • 76. Puyol  |  01/06/2011 às 23:55

    CHUPA, CASTELHANADA DE MERDA! CHUUUUUUPA GAUCHINHO PAGA-PAU DE CASTELHANO!

    LF fala mal do Zé Eduardo = Ele faz um gol em 2 minutos de jogo.

    Obrigado, Santos.

  • 77. douglasceconello  |  02/06/2011 às 00:56

    Achei um belíssimo texto, Luís. Comentários igualmente EDIFICANTES.

    Com esta história de não vender cerveja no campo, eu tenho ido muito menos ao Beira-Rio.

    Já contei de uma vez que um PM me confiscou o ISQUEIRO. Agora tenho que guardar na CUECA antes de entrar. E tenho até me sentido CONSTRANGIDO em acender um simplório CIGARRO na arquibancada. Certa vez uma mulher me disse: “Ah, não. NÃO PODE FUMAR. Sou alérgica”. Usei de toda a minha FLEUMA e apontei um CAMAROTE pra ela: “Vai lá, então.”

  • 78. douglasceconello  |  02/06/2011 às 00:58

    #76

    Antes pagar pau pra castelhano do que pra europeu perna de pau. Vai curtir teu time e esquece o rancor.

  • 79. Neco Müller  |  02/06/2011 às 01:04

    Puyol de merda voces não ganharam nada ainda .

  • 80. Neco Müller  |  02/06/2011 às 01:06

    Arbo, obrigado pelo ancião, vou colar esta frase no vestiário. ahahhah

  • 81. Chico  |  02/06/2011 às 01:40

    Eh foda
    Mas essa historia de nao beber no estadio eh mais uma consequencia fudida de que a maioria tem q pagar pela cagada da minoria.
    Quem voto nessas merda de proibição? nao passo pelo parlamento/senado/PQP?
    Dúvido muito que se fosse a plebiscito essa merda ia vingar.

    So muito a favor de, sei lah, criar um abaixo-assinado , para a volta da bebida alcoolica pra os estadios.

    Já não se faz isso via world wideweb? ou eh necessário um revolução armada na frente do congresso.
    Coqueteis molotov de pirassunuga caindo nakela porra ateh explodi td.

  • 82. Louis  |  02/06/2011 às 02:01

    Genial.

  • 83. LF  |  02/06/2011 às 08:19

    “LF fala mal do Zé Eduardo = Ele faz um gol em 2 minutos de jogo.”

    isso se chama “Maldição do Impedimento” e está aí desde 2005.

  • 84. Vitor VEC  |  02/06/2011 às 09:01

    Além do mais, todos nós já tivemos os nossos ‘zés’, embora ALCINO, AFONSO, de ALENCAR e FORTUNATI [ns] e até o MANCEBO ROBERTO estão alguns passos a frente na corrida ao PARAÍSO DOS ATACANTES com 22 GOLEIRAS VIRGENS.

    Fora isso, calendários devem ser reformados (‘tradição’ de Liber no 1º semestre NO ECZISTE! – rever datas históricas da Copa), clubes devem ser respeitados por seus comandantes, profissionais e torcedores (sim, po; ou vcs acham q nao temos culpa nisso tudo tb?) e a Europa eh a extensão do fulbo daqui e não o contrario, pensem nisso.

    Quantos carcamanos locais nao se emocionam com a Italia (É TETRAAA!, 2006 VERSION)? Nao eh feio gostar do Milan ou do Barcelona, feio eh nao torcer pro time da tua esfera local (seja ela municipal, estadual ou nacional).

    E claro, tudo isso se deve ao poder do dinheiro, ou melhor, ao valor que muitas, muitíssimas pessoas atribuem ao dinheiro, que nada mais é do que um papel falsificável e sem valor intrínseco. Que deveria ser meio na economia, mas que acaba sendo sua finalidade.

  • 85. Sancho  |  02/06/2011 às 09:17

    re 76

    Jogador ruim também faz gol. A Natureza atrapalha, mas não proíbe.

  • 86. Rafael L  |  02/06/2011 às 19:24

    comentário atrasado mas importante

    Há uns 20 anos, eu que sempre fui um carinha que sabe não se meter em confusão, já tinha invadido o campo na BAIXADA umas 3 vezes.

    Quem aí sabe a sensação de entrar correndo dentro de um campo de futebol pisando sobre a tela do alambrado que a torcida derrubou na grama?

    Cara, aquilo era divertido.
    Aliás, com a estranha condição de ser pelotense e gremista passei apuros no baixada e boca-do-lobo algumas vezes.

    Uma vez a BM me tirou de uma bilheteria do baixada onde fui cercado aos gritos de “uh vai morrer”.

    Assisti impávido o massacre das organizadas do Grêmio num Pelotas e Grêmio que fomos campeões gaúchos com o imparável DENER driblando todos. Enfiei minha camisa tricolor dentro do calção e rezei.

    Os caras de poa que não sabiam com quem estavam lidando e apanharam da brigada e da torcida do pelotas, mas quando entrou a do XAVANTE, que foi à boca do lobo só pra bater nos gremistas, aí parecia um gibi do ASTERIX.

    E íamos a campo com BERGAMOTAS. Uma vez passamos a tarde tentando acertar uma no TAFFAREL, até que um colega acertou, nas costas. Alguém gritava “Vai que é tua!”

    Hoje, estranhamente, vou a campo pra ver o jogo. Fico lá sofrendo sozinho nas sociais, tomando café.

  • 87. Felipe (o catarina)  |  02/06/2011 às 23:09

    #84

    1960: Abril a Junho
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    2008: Janeiro a Julho
    2009: Janeiro a Agosto
    2010: Janeiro a Agosto
    2011: Janeiro a Junho

    Qual é a tradição, então?

  • 88. sabarese  |  04/06/2011 às 00:42

    Se tivesse uma filha, te apresentava.
    Mas a sociedade me castrou…

    Baita texto, parabéns

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