A felicidade custa R$ 1.199

07/04/2011 at 13:30 55 comentários

Flu, Bicho, Bolso e América chegam com chances à última rodada do grupo 3

Se Conca levantar a cabeça, o Flu ainda pode

Quarta-feira, 20 de abril, será daquelas datas que começam nos preparativos, dias antes. É noite para os apaixonados pela Copa Libertadores da América, esse romance épico sobre o caráter do homem reescrito todos os anos entre fevereiro e agosto, desgustarem com solenidade, os mínimos detalhes pensados com antecedência. Hospede o cachorro num hotel, dê o cartão de crédito para a esposa e libere as compras. Vale o investimento.

E, a partir de hoje, procure promoções de um novo aparelho de TV. Porque, na quarta-feira, 20 de abril, o grupo 3 da Libertadores terá uma noite de gala. América, Argentinos Juniors, Nacional e Fluminense chegam à última rodada da primeira fase da Copa com chances de classificação e, para aumentar o drama, jogam no mesmo horário, 21h50min. Em Americanas.com, há aparelhos por R$ 1.199, mas peço que os leitores utilizem a caixa de comentários do Impedimento (Pulitzer de literatura em 2014, anotem) para avisar de promoções que possam surgir nos próximos dias.

Não há hipótese senão ver as duas partidas simultâneamente em telas separadas depois dos jogos da noite desta quarta-feira, quando o Nacional bateu o Fluminense por 2×0 e o América virou em cima do Argentinos Juniors por 2×1. Venceram os times da casa, ocorreu o óbvio, mas a Copa é linda, linda, linda, e permite que até o tricolor carioca, lanterna do grupo, se classifique. Seria transcendental, talvez maior que a inacreditável fuga do rebaixamento em 2009, prova indesmentível que Sobrenatural de Almeida ainda perambule pelos gramados, evidência cabal da existência de uma Imortalidade que protege os pavilhões pintados em três cores.

Difícil, improvável, mas acontecerá se o Fluminense bater o Argentino Juniors lá no Diego Armando Maradona e se o América esquecer que é um time mexicano e vencer o Nacional em Montevidéu, no Centenário lotado, pulsante e absolutamente comovente como vimos na noite desta quarta-feira contra o time das Laranjeiras. Seria uma noite histórica em que dois visitantes, clubes sem muita tradição na Libertadores e afeitos à doutrina do Amarelismo, venceriam torcidas apaixonadas, papel higiênico no campo, todo tipo de catimba, em resumo, derrotariam a própria mística da Libertadores.

Ocorrendo o improvável, América segue para a próxima fase com 12 pontos e Fluminense leva a segunda vaga do grupo, com 8.

Los Once de Unimed não merecem posto nas oitavas a julgar pelo futebol apresentado no Centenário na noite desta quarta-feira. Já ouço vozes ao fundo argumentando que o Flu terminou o primeiro tempo com 65% de posse de bola e jogava bem, procurando o gol. Entretanto devo alertá-los que não passava de uma pegadinha bem armada de J. R. Carrasco. O Bolso joga com três atacantes marcadores, uma equipe ofensiva na primeira análise, mas Carrasco recuou as linhas da equipe para congestionar os espaços de Enderson Moreira, esse treinador de carreira meteórica que foi demitido do Inter B para comandar o campeão brasileiro na Libertadores da América.

Os cariocas encontraram alguns buracos no primeiro tempo e Souza chegou a perdeu um gol de frente para Muñoz, após genial assistência de Fred, mas faltou caráter ao meio-campo tricolor para converter a posse de bola em gols. Conca segue sonhando acordado com os golaços e jogadas magistrais de 2010, como se meditasse em busca do nirvana. Esta é a 52ª edição da Copa Libertadores e está na hora de alguém avisar a crônica esportiva brasileira, treinadores e, sobretudo, a equipe da Rede Globo, que se trata de uma competição talhada aos esforçados, aos focados, aos homens que, mesmo desprovidos de talento e grande salários, aproveitam com dignidade as poucas chances que vida oferece. Aqueles que desperdiçam os próprios recursos estão fadados ao fracasso. É o caso do Fluminense.

O segundo tempo veio e, logo aos 5 minutos, Santiago Garcia, el Morro, deu uma aula de como se joga La Copa. Aproveitou um BALÓN LOCO vindo da lateral direita, se adiantou ao sempre estabanado Edinho e encobriu Ricardo Berna com uma cabeçada de costas. Simples e bonito. Carrasco sacou do banco o muñeco Marcelo Gallardo, 35 anos de cátedra com uma camisa 10 às costas, e demoliu o Fluminense. Aos 21min, Gallardo fez o lançamento macio que deixou Garcia novamente na cara do gol, decretando os 2×0 finais. O argentino ainda teve tempo para dar outro passe lambuzado de doce de leite para Garcia encobrir Berna e correr pro abraço, mas Gum tirou em cima da linha.

Nos 20 minutos finais, o Nacional marcou a saída de bola e ameaçou aplicar uma goleada no tricolor carioca. O Flu ainda teve espasmos de reação, algumas vezes com um esforçado Emerson, outras com um sumido Fred. Deco entrou no jogo, recebeu sozinho uma bola na frente da área e jogou em Buenos Aires. No último lance, bateu uma falta perigosa que passou perto da trave. O craque do jogo foi a torcida do Bolso, que lotou o Centenário, fez festa e mostrou o jeito correto de torcer no momento decisivo. Impossível ver os uruguaios em chamas e não lembrar que apenas 13 mil assistiram Flu e América no Engenhão na rodada anterior.

No mítico Azteca, aconteceu de novo. O gigante Franco Niell subiu mais que a zaga do América e aparou um escanteio aos 3 do segundo tempo. Terceiro gol de cabeça do atacante de 1,62m nesta Copa. Era tudo o que o Bicho precisava para garantir a classificação e coroar a bela campanha na primeira fase. Mas ambos América e Argentinos são equipes estranhas que oscilam entre a eficiência e a demência. Salcedo e Niell, a dupla de frente do Bicho, sabem perturbar zagueiros adversários. O movediço meio-campo do América tem momentos de Barcelona, com toques de primeira.

O América, no entanto, peca pela falta de um ataque de verdade. A bola gira, gira, gira e não encontra ninguém. Somente as falhas de uma zaga insegura criam chances para os mexicanos. Foi assim contra o Fluminense e foi assim contra o Argentinos. Aos 27, Sanchez acreditou numa bola perdida, que o goleiro Navarro tinha tudo para se adonar, e tocou para o meio da área. A pelota passou entre as pernas de Navarro e apareceu sozinha para Vuoso completar. Aos 37, La Paternal chorou. Em falta na quina da área, Marquez surgiu sozinho e desviou de cabeça pro gol.

E assim chegamos à última rodada, escrita por um roterista de filme de ação, talvez com Steven Seagal no elenco. Só a vitória interessa às quatro equipes. Só o América pode se classificar mesmo que perca. Prevejo muito tiro, perseguições, carrinhos, reviravoltas e, claro, pelo menos duas mortes e inúmeros feridos.

Fiquem de olho nas ofertas de televisores.

A classificação está aqui.

A foto é da AFP.

Toco y me voy,

Alexandre de Santi

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55 Comentários Add your own

  • 1. Alexandre N.  |  07/04/2011 às 14:40

    É xará…

    A vida do Flu nesta Libertadores não tá fácil. Nem vou bater an tecla do real culpado desta situação. Cansei…

    João de Deus, chegou o momento de mais uma daquelas ajudas providenciais…

  • 2. Logan  |  07/04/2011 às 14:44

    Mas a culpa é do Muricy…..

  • 3. Tiago Marcon  |  07/04/2011 às 14:49

    baita texto, e esse grupo tá realmente surreal

  • 4. henrique  |  07/04/2011 às 14:54

    O Argentinos jrs vai passar nesse grupo junto com o nacional!

  • 5. Frank  |  07/04/2011 às 15:03

    Putz, vendo uma TV de 20″ por qualquer 200 mangos…

    [BRIQUE mode on]…

    Por que será que os campeões brasileiros, em geral, não têm muito sucesso em La Copa? Muito INTRIGANTE…

  • 6. Alexandre N.  |  07/04/2011 às 15:05

    #5

    São Paulo e Cruzeiro mostraram que isso não quer dizer nada…

  • 7. Frank  |  07/04/2011 às 15:05

    Acho que o último a ganhar as duas competições na sequência foi o Vasco, em 98…

    Mas pelo jeito, o Flu não vai demorar para ir em um MUNDIAL…

    ahiasfhsaoihs

  • 8. Cícero  |  07/04/2011 às 15:28

    vida de carioca na Libertadores é um Deus nos acuda…

  • 9. Carlos  |  07/04/2011 às 15:53

    Tentem arrematar nessa picaretagem aqui

    http://www.olhonoclick.com.br/

  • 10. Rafa Rhoads  |  07/04/2011 às 16:34

    “Esta é a 51ª edição da Copa Libertadores e está na hora de alguém avisar a crônica esportiva brasileira, treinadores e, sobretudo, a equipe da Rede Globo, que se trata de uma competição talhada aos esforçados, aos focados, aos homens que, mesmo desprovidos de talento e grande salários, aproveitam com dignidade as poucas chances que vida oferece. Aqueles que desperdiçam os próprios recursos estão fadados ao fracasso. É o caso do Fluminense.”

    LA COPA, por DE SANTI, Alexandre. Definição perfeita.

  • 11. Carlos Lima  |  07/04/2011 às 16:39

    nos EUA tem TV no lixo…

  • 12. gilson  |  07/04/2011 às 16:51

    #10, fatality mesmo, mas torcedor é uma bosta, só se dá por vencido quando tudo termina (é bem verdade que pro Flu o final tá logo ali, :))

  • 13. Junior  |  07/04/2011 às 17:16

    Eu acho que há uma SUPERVALORIZAÇÃO da figura do treinador de futebol aqui no Dilmão. O Muricy não desaprendeu tudo após o final do campeonato brasileiro. A diferença é que o Conca, que foi o principal responsável pelo título do Lulão 2010, não está jogando bem, ao contrário do Brasileiro. Acho que o fundamental para um time ir bem são os jogadores. Os treinadores são menos importantes até que os dirigentes, na minha opinião. E sei que vou estar contra a imensa maioria dos colorados, mas penso que apesar dos erros do Roth, se o D’Alessandro estivesse jogando bem após o seu retorno, o Inter estaria jogando muito melhor.

  • 14. Junior  |  07/04/2011 às 17:50

    Pela PRIMEIRA VEZ na vida eu concordei com o David Coimbra. E foram duas vezes! A primeira no texto sobre o desarmamento. E a outra nesse texto dele sobre os técnicos recentes do Inter. Estou em crise existencial, rs.

    http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/?topo=77,1,1

  • 15. Sancho  |  07/04/2011 às 18:27

    Re 14

    Esse debate não é novo. E nunca custa lembrar que no plebiscito, o desarmamento perdeu em TODOS os estados e no DF.

    Posso relembrar uns poucos argumentos (mesmo que ainda insuficientes) contrários à tese coimbraiana: no episódio de hoje no Rio, num prédio com MILHARES de pessoas, só havia UMA pessoa com armas -o assassino. No mais, ficam sempre as perguntas: Eram registradas? Ele tinha posse? E se não eram registradas e ele não tinha a posse, na prática, o atirador já era proibido legalmente de estar com elas. Mas ainda assim, o crime ocorreu. O problema parece estar noutro lugar.

    A solução desarmamentista me parece muito com a aquela do corno que se livrou do sofá. Parece a lógica de um amigo meu (parafreaseando não sei quem): a maioria das mortes acontece na cama; então, para resolver o problema, basta que se retirem as camas.

    Abraço.

  • 16. Diogo  |  07/04/2011 às 19:26

    Los Once de Unimed… hilário.

    #14
    Eu já concordei com o Neto. Fica frio que passa, cara.

  • 17. douglasceconello  |  07/04/2011 às 20:22

    Aí, gurizada. Divirtam-se com a entrevista do Portaluppi que Santi e eu fizemos. Vale a pena conferir, garanto. Nenhum pudor nas perguntas ou nas respostas. sduhs

    http://espn.estadao.com.br/revista/noticia/185015_VIDEO+RENATO+GAUCHO+QUE+DIZ+SER+SINCERO+COMO+POUCOS+E+DESTAQUE+DA+REVISTA+ESPN

  • 18. Matheus von Muhlen  |  07/04/2011 às 20:51

    Sensacional Cecco…

    Conta uma que não saiu na matéria…

  • 19. LF  |  07/04/2011 às 20:58

    muito bom, santi.

    Mas o mais legal é ver o morro garcia sendo o atacante que prometia ser em 2008. Ele meio que se perdeu no trago, mas agora é titular.

  • 20. Sancho  |  07/04/2011 às 21:12

    Victor lembrou Victor.
    Clementino entrou bem pela primeira vez na temporada.
    Defesa continuou falhando bisonhamente.
    Time sentiu a saída do Rochmebach; Renato corrigiu a própria cagada com a entrada do Fernando.

    No mais, nada que não fosse a obrigação.

  • 21. Tiago  |  07/04/2011 às 21:31

    Não sei se é porque sou colorado, mas nunca fui com a cara desse Renato Gaúcho. O cara passa a imagem do típico malandro carioca, metido a tal. Tanto que durante a entrevista, em ambiente fechado, ele mantém os óculos escuros (vulgos ray-ban).
    E nunca entendi como a torcida do Grêmio o idolatra tanto. Eu, como colorado, vejo que os gremistas normalmente idolatram (assim como grande parte dos colorados) jogadores de raça, forjados nos duros gramados do cone sul. Algo que certamente o Renato Carioca não é, ou ao menos não deixa transparecer ser.

  • 22. Serramalte Extra  |  07/04/2011 às 21:35

    Tiago, tu definitivamente não viu o Renato jogar…

  • 23. Anônimo  |  07/04/2011 às 21:40

    Cara, que droga. Esse David Coimbra deveria ser mais responsável e parar de usar o espaço que tem para propagar falácias.

    Quer dizer, nego adquire uma arma do tráfico, mata não sei quantos, e a solução APRETAR OS CRITÉRIOS PARA A POSSE DE ARMA POR PARTE DO CIDADÃO HONESTO.

    Quer dizer: porra, né.

  • 24. Tiago  |  07/04/2011 às 22:04

    #22
    É, essa era minha suposição, deve ter jogado muito. Apesar que, ao que me parece, ele ficou pouco tempo no Grêmio, não?

  • 25. Tiago  |  07/04/2011 às 22:05

    Bom, a wikipedia diz que ele ficou 5 anos no Grêmio mas jogou somente 65 jogos. É isso mesmo?

  • 26. Eduardo  |  07/04/2011 às 22:06

    #21 Não sei se é porque sou colorado, mas nunca fui com a cara desse Renato Gaúcho.
    Tiago, a razão é porque tu é colorado.
    assiste o DVD do Renato vendido por 5 dinheiros no centro de POA e vai idolatrar o Gabiru. assim tu entende a diferença.

  • 27. Eduardo  |  07/04/2011 às 22:08

    #25 bastava jogar o que jogou em 2.

  • 28. Frank  |  07/04/2011 às 22:10

    Não sei se o desarmamento resolveria esse tipo de crime, mas no Canadá, por exemplo, algumas estatísticas mostram que se reduziu em mais de 40% as mortes violentas de mulheres por seus maridos…

    Tudo bem que o Canadá é muito, muito diferente daqui, mas achar que tu ter uma arma significa um aumento de proteção relativa à própria segurança, para mim é uma completa falácia… resolve muito pouca coisa…

    Se alguém tiver PACIÊNCIA para ler um baita trabalho sobre o desarmamento, leiam esse textaço do Marcos Rolim (ex-aluno da UFRGS):

    http://www.rolim.com.br/2002/_pdfs/mar06.pdf

  • 29. Frank  |  07/04/2011 às 22:15

    Tá lá na página 91 do texto citado acima:

    “[No Canadá] a taxa de homicídios por arma de fogo diminuiu de 40%, entre 1989 (0,8/100 00) e 2003 (0,48/100 000), enquanto homicídios sem arma de fogo não registraram queda tão significativa (de 1,6/100 000 para 1,2/100 000). Já os homicídios de mulheres com arma de fogo foram reduzidos de 2/3 desde 1989 e caíram em 40% entre 1995 e 2003”.

    Porra, se isso não for um argumento mais do que convincente para ter votado SIM no referendo do desarmamento, eu não sei mais o que é…

  • 30. Sancho  |  07/04/2011 às 22:33

    Re 28

    mas achar que tu ter uma arma significa um aumento de proteção relativa à própria segurança, para mim é uma completa falácia… resolve muito pouca coisa…

    Concordo 100%. Arma necessita INSTRUÇÃO. Na Suiça, p.e., em que todo cidadão é militar e mantém seu armamento em casa, os números de violência envolvendo armas de fogo são mínimos. Aquele que compra por proteção sem ter a mínima noção do que é e/ou significa ter uma arma faz parte do problema.

  • 31. Serramalte Extra  |  07/04/2011 às 23:01

    25, o Renato fez 74 gols pelo Grêmio em 143 jogos oficiais… a wikipedia só mostra os jogos/gols em campeonatos nacionais.

  • 32. Eduardo  |  07/04/2011 às 23:03

    Sancho, não querendo desqualificar teu comentário, mas comparar Suiça e Brasil é quase um crime// hehehe. só prá ficar por baixo, pega o nível de instrução de cada país… mesmo canadá não pode ser comparado, nesse quesito, pq o nível de “civilidade” das pessoas por lá chega ser um saco..estilo novo funcionário da TV3 video. a simpatia é tanta que dá vontade de dar uma bolacha no sujeito…. (talvez por isso que aquele povo goste tanto de ice hockey e as brigas)… sério, boa parte da POLICIA no canadá não usa arma… somente cacetete, imobilizadores e spray…na minha modesta opinião, válido para discussão, mas números frios enganam muita gente (oi Alecsandro)…

  • 33. Eduardo  |  07/04/2011 às 23:04

    li de novo e acho que entendi mal.. tu escreveste o mesmo que eu hehehehe

  • 34. Eduardo  |  07/04/2011 às 23:05

    #31 mas fez 2 que valem por mil.

  • 35. cassiano  |  07/04/2011 às 23:23

    “…se trata de uma competição talhada aos esforçados, aos focados, aos homens que, mesmo desprovidos de talento e grande salários, aproveitam com dignidade as poucas chances que vida oferece. ..”
    ex.Verdão em 2000, chegou na final com Pena e Basilio na dupla de ataque, além de outros que representavam o que esta escrito acima.
    Acho que o flu não consegue a vaga.

  • 36. El Loco  |  08/04/2011 às 01:07

    Bicha,Bicho,Bolso e America

  • 37. Francisco Luz  |  08/04/2011 às 01:33

    Não tem como NÃO entender a adoração gremista pelo Renato. Eu, que sou colorado, sei que o Renato é ídolo máximo gremista desde 89, das primeiras lembranças que eu tenho de diálogos gravados na minha mente.

  • 38. Frank  |  08/04/2011 às 09:46

    E se os tricolores do Rio idolatram o cara até hoje por causa de um gol de BARRIGA na final de um CARIOQUINHA, por que nós gremistas não iríamos idolatrar o autor dos dois gols do Mundial??

    Por isso, até hoje não entendo porque o Gabiru foi dispensado do colorado… sério, deviam colocar seus pés na calçada da fama (tem uma lá?), erguer um busto dele e contratá-lo só para NARRAR para as gerações mais novas como foi o seu gol contra o TODO-PODEROSO (argh!) Barcelona…

    Tenho todos os motivos para torcer contra o Inter, mas meu lado anti-colonialista acaba falando mais alto nessas horas (ns…). Ainda bem que ano passado quem ganhou do Inter foi um time africano de um país muito mais f#dido que o Brasil… LAVEI a alma…

  • 39. Frank  |  08/04/2011 às 10:06

    #30, #32

    É gurizada, sei que não dá para comparar o Brasil com o Canadá, muito menos com a Suíça… mas na Índia, com índices de miséria MUITO maiores, problemas de educação e instrução parecidos com o do Brasil (ou piores) e com conflitos étnicos e tribais como a disputa com o Paquistão pela Cachemira, os índices de morte violenta por armas de fogo são bem menores que no Brasil…

    http://educacao.uol.com.br/atualidades/ult1685u291.jhtm

    Ou seja, como diria o velho DURKHEIM, a violência é um tipo de fato social que não aceita explicações “simplistas”, pois as suas causas são muito mais complexas, e daí acho que a cultura de violência, o intenso histórico de brutalidade contra as pessoas no Brasil (que vem desde o extermínio dos índios e da escravidão dos negros) e a estratificação social que gera uma imensa desigualdade social (maior que a da Índia…) têm que entrar entre os elementos de entendimento desses fatos também…

  • 40. Frank  |  08/04/2011 às 10:09

    Sem falar nessas epidemias pós-modernas chamadas BULLYING e FANATISMO RELIGIOSO… nos EUA, parece que isso está na raiz de grande parte dos casos, e pelo que já foi divulgado até agora, parece que no Rio também alguns elementos apontam nessas direções…

  • 41. Rudi  |  08/04/2011 às 10:46

    Frank, a Índia (a meu ver) tem uma questão pontual religiosa
    O fato da imensa maioria da população ser budista (e derivados) de certa maneira também “seguidores” de Gandhi e sua defesa da resistência não-violenta… acho que com armas livres ou não ali não teria muita morte…

    mas apenas ACHO

    Sobre armas, eu acho que não deve ser totalmente proibido, mas que a pessoa que vá ter uma em casa e utilizar tenha treinamento, avaliações psicológicas e psiquiátricas e nenhum registro de atitude violenta (ocorrência polícial por agressão ou algo do gênero)

    Eu não teria uma arma, simplesmente porque não me acho hábil o bastante pra manusear uma, sou estabanado, afobado e ansioso, ao me defender de um assalto fatalmente faria merda, mas eu acredito que uma pessoa que tenha condições pode ter direito a uma sim.

    mas essa é apenas uma OPINIÃO, sem embasamento científico nenhum

  • 42. Alexandre N.  |  08/04/2011 às 11:03

    #38

    Frank, não seja tão despeitado. Não foi um simples carioquinha.

    Veja o real panorama da situação: O Fluminense estava a dez anos sem ganhar nenhum título. Dos grandes, ele era o menos favorito ao título. O favorito era justo o Flamengo (que estava comemorando o centenário), que havia contratado o Romário na época. Então, o Flu chega a final contra o maior rival que era o favorito ao título. E ganha esta final de campeonato.

    Então, vamos recapitular: Final de campeonato contra o maior rival; Este rival comemora seu centenário e contrata o melhor jogador do mundo; Levar a taça com um GOL DE BARRIGA!

    Os gremistas comemoram Aflitos como a coisa mais épica do mundo. Dá pra respeitar a nossa versão de Aflitos? A casa agradece.

  • 43. Frank  |  08/04/2011 às 11:04

    Pois é Rudi, concordo contigo em partes… na Índia, acredito que as questões culturais e religiosas explicam muita coisa sim sobre o baixo índice de violência, assim como nos EUA também, só que ao contrário (sério, eu nunca iria querer morar em um país com uma cultura tão competitiva… é cruel mesmo!).

    Sobre o direito de ter uma arma em casa, o problema disso é o controle… o atirador de ontem não tinha antecedentes criminais, e ninguém suspeitava (além da família, óbvio), que ele tinha problemas psicológicos… as pessoas podem parecer muito bem e surtar de uma hora para outra, quantas vezes isso não acontece em todos os lugares? Então, é o tipo de coisa que é impossível controlar… além do mais, uma das fontes de armas para os bandidos são as armas legais que as pessoas comuns têm em casa, e que são roubadas… uma das armas do atirador do Realengo tinha registro legal e tinha sido roubada da casa de uma família que possivelmente só a teria para “se defender” também…

    http://montesclaros.com/noticias.asp?codigo=53411

  • 44. Frank  |  08/04/2011 às 11:08

    # 42

    ahaahauhuahiu

    Tá bom Alexandre, ME CONVENCEU…

    Meu comentário era só para ficar claro que o Renato não é idolatrado apenas aqui pelas bandas da Azenha… acho que essa idolatria não tem nada a ver com seu “estilo” de jogo, ou outros migués do gênero, e sim pela alta carga de simbolismo dos seus gols decisivos (como você descreveu muito bem para o caso do famoso gol de barriga…).

  • 45. Rudi  |  08/04/2011 às 11:10

    Infelizmente o caso de ontem não é um problema social

    Gente com mentalidade assim pode surgir em qualquer lugar, com qualquer lei… lembro que teve um caso semelhante na finlândia (ou suécia ou noruega, por aí) na região mais socialmente desenvolvida e foda do mundo…

    A cultura americana é muito competitiva sim, mas lá a questão da arma é muito banalizada, qualquer um pode comprar qualquer coisa…

    Nem um lado nem outro

    Eu acho que o debate vai muito além de proibir vs. liberar geral

    E, infelizmente, eu sou descrente que o Brasil tenha condições de se colocar numa situação positiva sobre problemas de segurança não importa qual o destino das armas

    Defendo que acompanhamento psicológico/psiquiatrico deveria ser feito CORRETAMENTE desde a escola primária, onde talvez se identificasse problemas com esse rapaz e oferecessem um tratamento adequado pra ele se tornar um ser social

    Mas isso é algo a longo prazo, daquelas coisas que infelizmente não funciona por aqui

  • 46. Sancho  |  08/04/2011 às 11:18

    Compl. 42

    Gol de barriga, no final do jogo, com a torcida rival gritando “é campeão”…

  • 47. Sancho  |  08/04/2011 às 11:20

    Eu me emocionei com aquele jogo.

    Aliás, acho o campeonato carioca a maior prova da incompetência nacional. Tinha tudo para ser um dos melhores torneios do MUNDO. No entanto, é essa palhaçada que conhecemos.

  • 48. Frank  |  08/04/2011 às 11:20

    Mas Rudi, eu acho que seja TAMBÉM um problema social… não especificamente o caso de ontem (realmente, casos semelhantes acontecem da Finlândia à China, não dá para explicar simplesmente por desigualdade social ou outros argumentos simplistas do gênero)…
    Mas quando falo do desarmamento, não me refiro apenas a esse caso, mas também aos mais de 300 mil jovens que morrem anualmente só em homicídios violentos no país… claro que tudo isso que estamos discutindo é em TESE, mas ter menos armas nas casas diminuiria, na minha opinião, o número de armas que vai parar nas mãos dos traficantes e outros marginalizados…

  • 49. Rudi  |  08/04/2011 às 12:38

    Frank, entendo e respeito o que você quer dizer, mas eu ainda acredito (sem estatística oficial, opinião apenas) que a maioria absoluta das armas na mão de bandidos “profissionais” (e não de malucos como o de ontem) sejam ilegais
    E mesmo as legais roubadas de algum lugar, caso não estivessem disponíveis por não existir arma legal, o cara daria um jeito de trazer de outro lugar…
    Bandido é bandido de qualquer jeito
    Claro que eu não quero armar todo mundo pra isso aqui virar uma Ciudad Juarez 2, mas eu ainda acho que desarmar totalmente não é a principal solução.
    Se bem que enquanto vivermos num país com educação lixo, saúde lixo, emprego faltando e condições sociais lamentáveis, tem muita coisa pra debater antes de pensar nisso…
    De qualquer maneira acho válido a troca de idéias

  • 50. Sancho  |  08/04/2011 às 14:56

    Em resumo, o que o Rudi quer dizer é que ninguém vive no “mundinho ideal”. Na realidade, as coisas são diferentes. Tanto o desarmamento total quanto a liberação geral -que nem de perto é o caso brasileiro, já altamente regulado- são posições inconseqüentes. Essa questão armamentícia deve ser contextualizada e trabalhada dentro de parâmetros maiores, mais adequados as características locais.

  • 51. Sancho  |  08/04/2011 às 14:56

    A propósito, votei “não”. E votaria “não” de novo.

  • 52. Junior  |  08/04/2011 às 16:48

    “Frank, entendo e respeito o que você quer dizer, mas eu ainda acredito (sem estatística oficial, opinião apenas) que a maioria absoluta das armas na mão de bandidos “profissionais” (e não de malucos como o de ontem) sejam ilegais”

    Rudi, conhece o Rodrigo Pimentel, o cara que era do BOPE, foi co-roteirista dos Tropas de Elite e agora é comentarista da Globo (a propósito, recomendo com louvor que todos assistam “Noticias de uma Guerra Particular”, curta do João Moreira Salles e no qual esse Pimentel participa, ainda na época que era policial. Ele pediu dispensa após uma frase forte que ele disse no filme)?
    Na época da invasão do Complexo de Alemão ele deu entrevista à Zero Hora dizendo que a maioria absoluta das armas dos traficantes eram fabricadas no Brasil, boa parte delas aqui nas fábricas do RS, ou seja, LEGAIS, e que depois eram vendidas para o Paraguai e aí sim voltavam para cá.
    Mas o mais importante para que eu seja a favor do desarmamento é que morrem muito mais pessoas assassinadas no Brasil por pessoas que conhecem (vizinhos, pais, amigos, marido, esposa, colegas de trabalho, etc) do que por bandidos. Ao contrário do que se pensa, o número de homicídios cometidos por bandidos está caindo bastante no Brasil. Em SP e RJ, a queda é animadora. É muito mais provável que um brasileiro morra assassinado por alguém que ele conhece do que por um bandido. Não gosto muito de estatística, mas essa estatística do nº maior de homicídios por motivos fúteis e/ou torpes do que pela violência urbana é um dado objetivo, assertivo. Elas estão disponíveis no Google. Mas é lógico que o desarmamento não é a solução única e mágica para o problema da violência urbana.

  • 53. Prestes  |  08/04/2011 às 19:15

    As pessoas que eu conheço que têm arma não têm a menor condição de matar um assaltante, tudo indica que, ao contrário, seriam mortos e o assaltante ainda teria mais uma arma para matar outras pessoas. “Cidadão de bem” não tem q ter arma.

  • 54. joao sell  |  28/04/2011 às 17:11

    e uma droga

  • 55. anna claudia  |  31/05/2011 às 14:44

    aammmmoooo vc corinthiaaaasssssssss

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