O salto do Saci

07/03/2011 at 09:00 82 comentários

Esqueça a Copa do Mundo: o Inter está escolhendo uma concepção de clube de futebol

Beira-Rio com esplanada, shopping center e outros parangolés: custa caro

A ficha caiu na última quinta-feira (3), na coletiva de imprensa após a histórica reunião do Conselho Deliberativo do Inter que debateu o modelo de financiamento da obra do Beira-Rio. Foi uma informação acessória dadapelo  assessor da presidência Maximiliano Carlomagno que talvez tenha sido ignorada pela imprensa tradicional: se adotado modelo de parceria, a Andrade Gutierrez vai comercializar as áreas do entorno do Beira-Rio sob a assessoria de uma empresa de marketing internacional responsável por todo o BOROGODÓ (lamento, mas não sei especificar exatamente qual a competência da dita empresa) de espaços como a O2 Arena, o Staples Center (casa dos Los Angeles Lakers) e outros como a Mercedes-Benz Arena, na China. Clique nos links de cada arena antes de continuar e reflita por um instante no fosso que separa o atual Beira-Rio destes empreendimentos.

Na hora, deixei a informação passar e não anotei nada no meu bloco. Por isso, até peço perdão antecipado ao Maximiliano se errei alguma das arenas, foi o que a minha memória guardou. A questão é que, na saída da coletiva, olhando para o combalido mas valente Gigantinho, me dei conta da revolução que está no horizonte. Que pode ser resumida da seguinte forma:

O Internacional está decidindo se quer ou não um SHOPPING CENTER no pátio do Beira-Rio. Com a parceria, haverá shopping. Sem parceria, muito dificilmente haverá shopping.

Colorados dos 18 aos 81, fãs de Damião ou Alecsandro, simpatizantes da dupla ou do trio de volantes, enfim, todas as correntes do clube estão imersas neste debate altamente complexo e urgente sobre o modelo ideal para a reforma do Beira-Rio. O clube deve aceitar a parceria da Andrade Guitierrez ou embarcar na tese do financiamento com recursos próprios? (Aqui, um breve resumo dos prós e contras de cada lado redigido por este repórter.) Trata-se de uma conversa atrasada, que deveria ter ocorrido há pelo menos dois anos, e que opõe justamente simpatizantes de duas visões de clube: aqueles que acham o clube consegue ganhar dinheiro sozinho (simbolizados em Vitório Piffero e Pedro Affatato) e aqueles que acham que o clube não sabe ganhar dinheiro sozinho (o presidente Giovanni Luigi e sua patota).

Alguém dirá que o Inter já tem feito a exploração comercial das áreas do entorno do estádio. Verdade. Mas é minha obrigação lembrar que o principal empreendimento comercial associado ao Beira-Rio até pouco tempo era o GATO DO ALEMÃO (fora a loja da Reebok, que, de fato, melhorou muito ao longo dos anos, mas que me parece obrigatória no estádio). Me perdoe, Alemão, se for mentira, mas parece que a lancheria foi despejada por falta de pagamento de aluguel. Antes do Gato do Alemão, o Inter só conseguiu locar espaços para empreendimentos como Churrascaria e Pizzaria Saci, Choppão, Don Vitto, entre outros, como bem lembrou o vice de futebol Roberto Siegmann no seu blog. Nada contra nenhum deles, até porque a Pizzaria Saci talvez tenha sido o lugar com as melhores memórias afetivas da minha infância. Mas, em mais de 40 anos de Beira-Rio, foram estes empreendimentos que o clube conseguiu atrair para o estádio.

O leitor inteligente do Impedimento percebe a diferença de magnitude e credibilidade destes empreendimentos com os negócios que a Andrade Guitierrez pretende fazer no Beira-Rio. Eles não vão gastar quase R$ 300 milhões para fazer negócio com o novo Choppão. A construtora mira mais em cima. E isso não ocorre por acaso: o administração de Giovanni Luigi dá guarida a este tipo de ambição. Basta lembrar que a primeira contratação de peso do novo presidente foi Aod Cunha, o executivo-chefe, CEO para quem prefere soar moderninho, um profissional que chegou ao Inter para transformar a gestão do clube em algo mais próximo a uma empresa do que a um clube de futebol.

Na eleição de dezembro, Giovanni Luigi e Pedro Affatato, os dois candidatos de situação que concorreram à sucessão do reinado Carvalho-Píffero, pareciam picanha do mesmo espeto. Havia quem reduzisse a briga a uma mera disputa de vaidades. No dia da eleição, no concreto do Gigantinho, ouvi muitos colorados afirmarem que não viam diferenças entre Luigi e Affatato. Mas o que agora parece claro aos mais atentos é que o clima da eleição era um engano coletivo. O que soava como uma mera disputa política era, na verdade, um embate ideológico profundo que deveria ter sido escancarado aos sócios, mas que foi evitado porque os dois candidatos preferiram ser associados à gestão bicampeã da América. Eles não vieram da mesma picanha: Affatato é costela; Luigi é vazio. O debate do modelo de financiamento do Beira-Rio revelou a distância babilônica de concepção de clube de cada grupo.

O que está em jogo é o nível de ambição do Inter daqui pra frente. Se optar pelo modelo de autofinanciamento, o clube apostará no sistema atual de administração, que vem evoluindo dentro do Beira-Rio na última década e que é exemplo para muitos clubes no Brasil e na América Latina, mas que está a milhares de campos de futebol de distância do modelo dos grandes clubes europeus e das franquias esportivas dos Estados Unidos. Ou o clube escolhe estar um pouco a frente dos demais times sulamericanos, como já vem fazendo, ou decide competir com os grandes da Europa e copiar os norte-americanos, entrando no complexo jogo do marketing esportivo transnacional.

Lembram dos links? A parceria implica em aceitar que o Beira-Rio tome o rumo daquele tipo de empreendimento, com muitas lojas, telões de alta definição e todo o tipo de atração que faça o sócio colorado deixar mais dinheiro no estádio. Como a proposta prevê uma gestão compartilhada, isto é, Inter e Andrade Guitierrez dividindo nacos do mesmo churrasco, não tenho dúvidas de que a proximidade da direção colorada com o ambiente corporativo da empreiteira e seus parceiros do mundo dos negócios vai influenciar para sempre a CULTURA do clube. Essa é a profundidade da questão: os sócios do Inter querem a mudança dessa cultura? Querem deixar definitivamente para trás o passado da Coréia, do Clube do Povo, do torcedor desdentado que via o jogo na inferior com um radinho de pilha grudado na orelha, preso por um eslástico de escritório. É muito provável que este torcedor, típico do Beira-Rio até meados dos anos 2000, se sinta oprimido no novo ambiente de ostentação comercial e incentivo ao consumo.

Na superfície, parece óbvio que qualquer colorado deseja o clube figurando entre os grandes do mundo e que as duas concepções de Beira-Rio em debate ambicionam o topo do mundo. Mas o debate é mais complexo: até 14 de março de 2009, há quase dois anos, o Beira-Rio convivia com ARAME FARPADO na arquibancada. Naquela época, o vice de Patrimônio do clube, Emídio Ferreira (apoiador do autofinanciamento e ligado ao grupo de Affatato), dizia nos microfones que o Beira-Rio apenas precisava de reparos para sediar jogos de Copa do Mundo. Ou seja, ainda circula no clube a visão de que o Inter já alcançou patamares relevantes e que está a caminho do topo.

E existe esta outra visão, de quem dirige hoje o Colorado, de que é possível ir muito além. O custo, no entanto, é parceria do clube com o mundo das ALTAS NEGOCIATAS e a profissionalização, com seus CEOs e demais engravatados. Algo que dá calafrios em muita gente. Porque, lamento, mas não é razoável pensar que o clube vai aprender a acessar o mesmo mundo dos negócios da Andrade Gutierrez se a mentalidade do autofinanciamento, que é a mesma que convive com arame farpado e Gato do Alemão, for a vitoriosa. Em 40 anos foi assim: por que seria diferente agora? Apesar do tom crítico, acho perfeitamente natural que o Inter siga sendo um grande clube de futebol nos próximos anos se optar pelo modelo de autofinanciamento, como são Boca Juniors e São Paulo, mesmo distante das ALTAS NEGOCIATAS. A questão é refletir se este modelo interessa o Inter num horizonte de 20 anos.

É isso que está em jogo: um conceito de clube de futebol que vai nortear o Inter pelas próximas duas décadas. Esqueça os números. Esqueça a reforma do Beira-Rio. Esqueça a Copa do Mundo. O debate que está em andamento, e que poderá ter um desfecho até na próxima reunião do Conselho, no dia 14, vai muito além da Copa de 2014. Reduzir a discussão aos objetivos mais urgentes (leia-se: evitar o mico de perder o status de sede do Mundial para o Grêmio) é maior erro que os conselheiros colorados podem fazer neste momento.

Até porque, meia hora antes de Bósnia x Sudão do Sul, jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014 na cidade-sede de Porto Alegre, haverá um membro da Fifa que poderá questionar a qualidade do PASTEL do Beira-Rio e propor a transferência da partida para a Arena do Grêmio. Jamais haverá paz neste campo. Dirigentes irresponsáveis de ambos os lados sempre estarão a postos para lançar informações na imprensa que podem desestabilizar um ou outro empreendimento. A Copa será organizada pela CBF aqui no Brasil, que, POR DEUS, nunca foi afeita à coerência e às certezas. Claro que é importante fazer esforços para tentar sediar a Copa. Mas, ao menos nesta questão, é preciso transcender o eterno Grenal. A influência dessa decisão vai muito além do Mundial.

Antes de encerrar, acho que é importante mostrar que eu tenho um lado. Sou jornalista, correspondente do Portal Copa 2014, sócio colorado e militante do Convergência Colorada. E meio que aprovo a parceria, mas com ressalvas.

Quem não conhece o projeto Gigante Para Sempre, aperte play:


Saio de férias de carnaval e não poderei acompanhar o debate nos comentários.

Toco y me voy,
Alexandre de Santi

 

ATUALIZAÇÃO, 9/3/2011: o Hiltor Mombach publicou o documento oficial da proposta da Andrade Gutierrez. Veja aqui.

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Entry filed under: Clubes, Colunas.

Só isso me basta Saudades da minha terra

82 Comentários Add your own

  • 1. Vizzotto (Goleiro)  |  07/03/2011 às 09:54

    EXCELENTE abordagem, Santi!!
    “Dirigentes irresponsáveis de ambos os lados sempre estarão a postos para lançar informações na imprensa que podem desestabilizar um ou outro empreendimento. ” E há quem diga que isso é saudável!! AFFFF!!!!

    Gostaria muito que o Grêmio tivesse aberto um pouco mais as discussões acerca da Arena! Ou que, pelo menos, os grupos “divergentes” de conselheiros não fossem tão convergentes!!

    Mais uma vez, grande abordagem!!

  • 2. davi  |  07/03/2011 às 10:32

    Fantastico. Muito elucidativo.

    Parabens pelo texto

  • 3. Atilio  |  07/03/2011 às 10:36

    Britto, Zacchia, Paulo Odone, Aod Cunha. O que se pode esperar desses caras? Espero que figuras novas, mais democráticas, entrem na briga, caso contrário os dois times vão aprofundar cada vez mais uma espécie de política do café com leite, com pose de “revolução”.

  • 4. Ismael  |  07/03/2011 às 11:57

    Antes de qquer coisa, parabéns! O texto tá ótimo, esclarecedor, cheio de referências… coisas que eu precisava saber e entender.

    MAS

    Preciso dizer em primeiro lugar PICAS pra Copa do Mundo!

    Em segundo lugar, qto vamos deixar de ganhar pra essa AG? Tipo, imaginemos que serão investidos pela construtora algo em torno de 300 milhões (valor do projeto atual). Será que ela pensa em arrecadar 500 MI em 20 anos? Com shopping e estacionamento? Hoje o Inter bancaria alguma parte da reforma? E depois dos 20 anos, é “tudo nosso, simples assim”?

    Há muito que se esclarecer e, nesse ponto, estou com o Píffero, que reclamou da ausência de números e do excesso de “conceitos”.

    Outra coisa, onde circula muita grana tem muito “envelope”. Acho que, como bons brasileiros, alguns defendem esse projeto com velado interesse.

    Enfim, toda essa modernização brilha nos olhos como sonho de criança, mas temo por um modelo europeu. Aqui não é a europa. Sem contar que nunca mais entrarei no Beira-rio com ingressos a 200 reais…

  • 5. Eduardo  |  07/03/2011 às 13:15

    Creio q infelizmente, ambos estadios caminham rumo aos ingressos de 200 r$.

    Belo texto, alias.

  • 6. Lucas Cavalheiro  |  07/03/2011 às 13:22

    1) Acho muito errado nesse caso a decisão ser democrática, com votação pelo CD. Isso pode deixar a questão política. E, sabemos, esta é uma decisão puramente TÉCNICA.

    2) Acho que a discussão sobre aceitar ou não a parceria com a AG deveria ser outra: faremos parceria COM QUEM? Ouvir uma pá de empreiteiras e escolher a melhor proposta.

    Essa da AG é ridícula, 20 anos chafurdando o clube é impossível de aceitar. Se as receitas ficarem todas com a empresa, que motivação o clube terá para divulgar e organizar eventos? Caso o clube ficasse com 30% do lucro dos eventos, por exemplo, seria outro panorama.

    Outra questão ridícula: a AG exige no contrato 40 datas para evento. Isso dá quase uma data por semana!

    Mais uma: a questão dos custos, que o Piffero tem orçamentos muito mais em conta. Isso só prova que deve-se estudar uma proposta melhor do que essa da AG, ou fazer uma contrapoposta mais vantajosa.

  • 7. Frderico Krueger  |  07/03/2011 às 14:10

    É engraçado ver os amargos voltando atrás. Depois de derrubarem a casa, viram que não tinham dinheiro para a reforma.

    E aquele papinho de que a Arena era estádio de aluguel, heinhô….

  • 8. Rudi  |  07/03/2011 às 14:32

    MEC AURIO >>>>>>>>>>>>. gato do alemão

  • 9. Gabriel Severo  |  07/03/2011 às 14:38

    #6

    Ratifico o que tu disse.

    Mas corrigindo um errinho: as 40 datas para evento incluem os dias de montagem/desmontagem de toda a parafernália pelo que me consta.

  • 10. Lucas Cavalheiro  |  07/03/2011 às 15:39

    #9

    verdade.

    Um burburinho que anda circulando por aí é de que as empreiteiras fizeram um acordo (interno, óbvio, pois é ilegal) de divisão dos estádios da copa. A AG ficou com Manaus e o Beira-Rio, mas como o Inter está fazendo jogo duro, ela faz lobby na Fifa para as garantias, ameaças de trocar a sede, etc, etc…

    Bem, em se tratando de empreiteiras, nada me surpreenderia. E isso é uma boa justificativa para SÓ a AG ter feito proposta ao Inter.

  • 11. Pedro Palaoro  |  07/03/2011 às 18:45

    Que ótimo texto.

    Ah como eu quero que o inter venha a competir com os grandes europeus, mas para mim o futebol é mais do que ganhar milhões rodando o mundo, eu quero que o Inter seja como o Benfica é em Portugal reconhecidamente um time do povo, de origens e com orgulho de ser popular.
    Além disso, porque grandes dos clubes europeus, principalmente os ingleses, do futebol mais valorizado do mundo, estão se entregando para os endinheirados xeques por não conseguirem sustentar a bolha financeira que estourou no futebol europeu e a anos já estourou em outras áreas, supervalorizadas ao extremo, da economia.
    O inter quer ser um clube para a SUA TORCIDA ou para o lucro de quem quiser chegar e botar a camiseta sobre a a camisa engravatada?

    Um clube(com pessoas) de pensamento moderno escolhe seu caminho, não apenas vai nos passos de quem esta no topo. Errar faz parte, e errar por princípios é mais justo, isso também é futebol.

  • 12. Wilson  |  07/03/2011 às 19:25

    Qualquer vez que tu abrir a carteira nesse Beira-Rio [clique aqui para escolher o novo nome] vai custar não menos que o salário do lateral direito reserva.

  • 13. Lúcia Bastos  |  07/03/2011 às 20:05

    Ótimo texto Alexandre!

    Já linquei em meu modesto post da próxima quinta no http://coloradasnaarea.blogspot.com/

    Boas Férias!

  • 14. Serramalte Extra  |  07/03/2011 às 21:54

    Na boa… a discussão só está acontecendo porque o inter não tem dinheiro pra fazer a obra sozinho nos moldes da FIFA. 200 milhões é muita grana, é a arrecadação anual do time ou mais. Conseguir isso em três anos é impossível sem detonar o futebol. Sem contar que obra para imediatamente na hora que acaba o dinheiro, não dá pra empurrar com a barriga. E meia obra é PIOR que nada…

  • 15. augusto  |  07/03/2011 às 22:21

    o torcedor desdentado que via o jogo na inferior com um radinho de pilha grudado na orelha, preso por um eslástico de escritório já se sente oprimido. não vai ao estádio desde 2005.

  • 16. augusto  |  07/03/2011 às 22:23

    #11 para todo argumento contra os ingleses existe um a favor dos alemães (copa de 2006, estádios modernos, ingressos baratos e coisa e tal…)

  • 17. Francisco Luz  |  07/03/2011 às 22:41

    Hoje em dia os ingressos já são caros, não é essa a questão. Se fosse adotado um modelo como o alemão – para quem manja do inglês, http://www.guardian.co.uk/football/blog/2010/apr/11/bundesliga-premier-league

    Mas não vai rolar. Então, que o Inter faça a parceria. Pronto.

    6: Lucas, acho que tu comete um engano na tua avaliação. O Inter não vai deixar de ter rendimentos com a parceria – até onde eu entendi, toda a bilheteria, sócios, aluguel do estádio para shows, lojas e etc, tudo isso seria do Inter. A AG – escolhida porque fez a melhor proposta, provavelmente nesse esquema de máfia que tu citou – ficaria com os rendimentos por 20 anos daquilo que ela construisse.

    O que, para mim, faz algum sentido. Se isso tivesse sido discutido há três anos, se poderia negociar – 15, 20% destes rendimentos pelo período -, mas agora a situação degringolou. E, ainda assim, o Inter lucraria muito mais só com as melhorias no estádio. Por isso, me parece a melhor proposta, principalmente porque o valor anunciado pelo Piffero é irreal, e o estádio continuaria com os problemas crônicos que tem hoje. E correndo o risco de ficar sem esse pedaço de arquibancada que ele começou a arrancar sem ter dinheiro para remontar, o que é ridículo.

  • 18. Cunegundes Vaginildo Botelho Pinto  |  08/03/2011 às 00:40

    eu acho uma puta viadagi tudo isso
    não preciso dessas porra toda de estadio com churrasqueira jorge foremã, shopis centis, ponto de taxi e o caráleo
    precisamos de estadios de fodebol dignos e construidos com o suor do sangue das pessoas que fazem o clube
    isso é viadagi desses estrangeiros que nunca suaram na vida pra nada, sempre ganharam tudo na base da exploração
    agora a gente que sempre foi currado quer copiar os europeus bando de boiola e fazer arena com estacionamento e loja de conveniença
    ah se lascá todo mundo, copa do mundo aqui tem que ser do nosso jeito, com geral e encoxação na fila, catraca que trava e policial revistando com o cacetete, rojão dentro do estádio e policia com pastor alemão

    quack

  • 19. otaviog  |  08/03/2011 às 00:50

    Bem que o estádio precisa de uma boa reforma, mas esse negócio de Shopping não da certo. Um centro comercial onde só metade da cidade vai? E se acontece uma crise econômica? Vai ficar igual ao prado no bairro Cristal: um Mec Aurio eterno.

  • 20. Ismael  |  08/03/2011 às 08:36

    #17

    Chico, a merda é a pressa! Vão usar isso pra fazer merda, ninguém tá pensando que do lado da cadeira do presidente do clube vai ter a cadeira do diabo! É como disse o Lucas, 20 anos perguntando pro papai se podemos atravessar a rua e comprar um picolé. Aquilo que hoje é patrimônio dos colorados vai virar patrimônio alheio, e pensem: em 20 anos, muda MUITA coisa! O clube pode mudar, o perfil dos torcedores pode mudar, o MUNDO pode mudar!!

    E aí eu volto pro começo: pra quê toda essa pressa? Copa do Mundo??? manda lá pra Free-way! O Inter NÃO SERÁ maior por sediar o incrível confronto entre polônia x argélia!!!

  • 21. sdafsafsadfsdf  |  08/03/2011 às 10:33

    Eu sempre fui a favor de que essa merda toda de Arena do Grêmio e Beira-lago reformado é frescura: os dois clubes deveriam se juntar e fazer um único grande estádio, do tamanho do Azteca, para 100.000 cabeças. E coloca shopping, aeroporto e o caralho a quatro todo do lado para dar rendimento bem grande, de modo que toda a cidade frequente esses locais, e não só metade aqui e metade ali.

    o nome seria arena grenal.

    Todo mundo ganharia com isso. Comeríamos o brioco dos paulistas e cariocas e mineiros fácil, babariam no nosso saco de tanta inveja.

    Mas não quiseram me ouvir, agora então que se foda todo mundo atolado em dívidas e picuinhas intermináveis. Também já to cansado desse negócio de futebol, acho que vou me dedicar à geometria analítica.

    pronto, falei.

  • 22. Álisson  |  08/03/2011 às 12:45

    A questão no Inter é também ideológica. A contratação do Aod, que conduziu a política econômica do RS nos últimos anos, mostra bem isso.

    Eu tenho uma aversão política ao Aod. Os resultados dele no Governo foram maquiados por empréstimos e marcados por cortes de investimentos e salários do funcionalismo defasados. Temo que no Inter o modelo por ele implementado no governo Yeda se repita. Isso já está tendo reflexos nas categorias de base, que estão sendo enxugadas, e na própria reforma.

  • 23. sdafsafsadfsdf  |  08/03/2011 às 14:39

    Taí, isso que é estádio. Se tivessem me ouvido, este seria o cenário em grenais.

    Agora vão ficar construindo essas merdinhas aí para 50 ou 60 mil gatos pingados que só vão dar prejuízo e com shoppings frequentados só por metade da cidade.

  • 24. sdafsafsadfsdf  |  08/03/2011 às 14:41

    *retificação: ” construindo ou reformando merdinhas para 50 ou 60 mil”

  • 25. Tiago Medina  |  08/03/2011 às 14:57

    Fato é que Clube do Povo o Inter já deixou de ser há uns bons três, quatro anos. Ou pouco antes, quando fecharam a Coreia.
    Sinceramente sou muito incrédulo com as duas obras em Porto Alegre. Até acho que elas saem, mas não até o fim do ano que vem – no Humaitá já tem problemas com operários.
    Quanto ao Inter, pelo que esses dossiês estão publicando, a situação financeira não permite uma obra dessas sozinho.
    Com construtora, acho que há mais chances de o Beira-Rio ser modernizado, mas tem que se ver essas ressalvas. A diretoria não pode deixar o clube ser onerado.
    Enfim, como Clube do Povo já não é faz um tempinho, e acho que não vai voltar a ser. O que precisa ser pensado é em alternativas para esse torcedor humilde, símbolo sempre, do Sport Club Internacional.

  • 26. Junior  |  08/03/2011 às 14:58

    “querem deixar definitivamente para trás o passado da Coréia, do Clube do Povo, do torcedor desdentado que via o jogo na inferior com um radinho de pilha grudado na orelha, preso por um eslástico de escritório.”

    Esse torcedor já não freqüenta o Beira-Rio há tempos, infelizmente. Para quem não é sócio, o ingresso na Libertadores custa R$ 40, por exemplo.

    #11, O Benfica se orgulha de ser popular, da mesma foram que o Flamengo, Atlético, Inter, Corinthians, etc. No entanto, para a Eurocopa de 2004, reformou o antigo Estádio da Luz, que hoje é uma “arena” como qualquer outra da Europa. E o “padrão UEFA” é ainda mais rigoroso que o padrão Fifa.

    Eu sinceramente gostaria que o Internacional pudesse ser o Don Quixote do futebol moderno, o clube que consegue contraria tudo que os outros clubes fazem e mesmo assim, vencer. Mas quem seria o Cervantes que escreveria a nossa história? Não vejo nenhum lá na Padre Cacique. Geralmente, acho a comparação com o Grêmio um provincianismo dispensável, mas no caso dos estádios considero a comparação necessária e inevitável. Chega um grupo de turistas em POA, alguns são apaixonados por futebol, para qual estádio eles pagariam uma visita guiada, ao velho e decadente Beira-Rio ou ao belo e moderno estádio do Grêmio?
    Na teoria, concordo que o ideal seria o Inter tocar a reforma com recursos próprios, mas na prática, sei que isso é inviável. O Correio do Povo publicou o dossiê enviado aos conselheiros. O Internacional tem um déficit de 5 milhões/mês e dos 150 camarotes planejados para serem vendidos e sustentarem a reforma do Beira-Rio, o Inter só vendeu 26.
    Lucas, o Inter não vai perder receitas durante 20 anos por um simples motivo. Sem uma parceira, esses novos investimentos NÃO vão sair do papel, o Inter não possui recursos para fazê-los. Ou seja, sem a parceria o Inter via faturar R$ O para sempre, com a parceria, depois de 20 anos ter receitas novas. É o que o Luz escreveu, em outra situação poderíamos negociar melhores condições, mas a arrogância e/ou mau planejamento do Piffero nos deixou sem escolha, é aceitar a parceria ou ficar com o Beira-Rio atual. A construtora vai poder explorar por 20 anos APENAS o que ela construir. O que sustenta o clube hoje, venda de jogadores, receita do quadro social, receitas do marketing, bilheteria, patrocínio nas camisetas e verba de televisão, continuarão sendo 100% do Inter. Sem falar que com um estádio novo e maior, o nº de sócios e a média de público provavelmente vão aumentar. Um exemplo é o jogo contra o Jaguares, com um estádio coberto e estacionamento decente, certamente o público seria maior que 26 mil pessoas. Aliás, o estacionamento é a prova física da falta de dinheiro para tocar obras no Beira-Rio. O Inter tomou posse daquele estacionamento que era da EPTC há uns dois, três anos, até agora, não melhorou em praticamente nada o estacionamento.
    Porém, na minha opinião, o principal motivo para o Inter assinar essa parceria é o fato da AG construir um centro de treinamentos para o Inter. É algo muito necessário para o clube e como o Inter não possui dinheiro, é um eterno sonho de verão. Outra coisa, não precisando gastar dinheiro em obras, sobra dinheiro para investir na principal finalidade do clube, o futebol. Entre o final dos anos 50 e 1968, o período de construção do Beira-Rio, o Inter só conseguiu ser campeão em 1961, pois o dinheiro era investido no Beira-Rio. “Coincidentemente”, de 1969 (ano de inauguração do Beira-Rio) até 1976, o Inter foi octa campeão gaúcho e bi brasileiro. Mas é possível pegar um exemplo recente, o Atlético-PR, que depois da inauguração da Arena da Baixada, deu um salto de qualidade, conseguiu coisas inéditas para o clube, como ganhar um Brasileiro. E certamente se tivesse concluído a Arena e pudesse disputar a final da Libertadores lá, teria dado muito mais trabalho para o SP em 2005.

  • 27. Sancho  |  08/03/2011 às 16:32

    Re 26

    As vitórias do Dom Quixote só existiam na cabeça dele…

  • 28. Junior  |  08/03/2011 às 17:17

    #27, quando o texto não fica claro, a culpa é de quem escreveu. Eu quis dizer que utopicamente gostaria que o Inter fosse o Don Quixote do futebol moderno e, mesmo assim (ao contrário do personagem, obviamente), conseguisse vencer. Foi a falta de sono, rs. Pelo mesmo motivo, cometi os erros de concordância e de digitação.
    Desculpa pronta – Mode: on

  • 29. Lucas Cavalheiro  |  08/03/2011 às 21:31

    #26

    Essa questão do déficit de 5 milhões/mês foi desmentida por duas empresas de auditoria, que informaram que o déficit ANUAL foi de 2 ou 8 (isso mesmo haha) milhões de reais. As duas empresas deram dois valores diferentes, mas muito abaixo dos SESSENTA MILHÕES que o Aod divulgou.

    Eu não conheço o Aod, mas é muito estranho isso ser divulgado justamente quando aparece a AG com uma proposta RUIM.

    Todos tem intere$$es. Píffero, Aod, empreiteiras…

    O Inter fez um planejamento estratégico (2011-2019, se não me engano) em que constava que a meta principal era aumentar as receitas com o PATRIMÔNIO, dependendo menos de vendas de jogadores e sucesso do time na temporada (bilheteria)

    Se o Inter aceitar ESSA proposta da AG, é praticamente impossível cumprir o planejamento.

    Concordo que haverá mais público no estádio, mas o que realmente dá grana (estacionamento, suítes e cadeiras vips) vai ficar de fora. Se o Inter conseguir uma proposta semelhante a da AG, mas com 30% dessa receita, as coisas mudam e MUITO de panorama.

    #17

    Luz: a proposta da AG, segundo o Siegmann, foi a ÚNICA feita.

    Mas aí entro no Correio do Povo e tem isso aqui:
    http://www.correiodopovo.com.br/Opiniao/?Blog=Juremir%20Machado%20da%20Silva&Post=265813

  • 30. Lucas Cavalheiro  |  08/03/2011 às 21:38

    BREAKING NEWS

    tmarimon1 minute ago
    a minuta do proposta dos caras, que praticamente foi “esquecida” na última reunião do conselho. http://bit.ly/gP1iuG

  • 31. Serramalte Extra  |  08/03/2011 às 21:45

    Lucas… o Inter vendeu Sandro, Walter, Danilo Silva e Taison por uma boa grana em 2010, acho que tá aí a diferença…

  • 32. Marimas  |  08/03/2011 às 23:21

    Maior texto.

    #21 melhor comentário.

  • 33. Marcos SL  |  08/03/2011 às 23:22

    Reforma do Beira-Rio, Arena do Grêmio…Tudo muito bonito, mas e se a porra da Copa de 2014 não sair?

  • 34. Marcos SL  |  08/03/2011 às 23:23

    Quero dizer: a Copa vai sair, só não se sabe se aqui no Brasil . A FIFA já tem um plano B…

  • 35. Luís Felipe  |  08/03/2011 às 23:23

    Muito bom, Santi.

    Quase me convenceu a defender a tua ideia.

    Mas, infelizmente, o fato da AG ‘mirar’ mais em cima não me diz que ela acertará o alvo. E se não acertar o alvo, é o Inter que vai ficar sem estádio por 20 anos.

    O Inter será forçado a assinar essa parceria. Então, eu nem vou discutir se sou contra ou a favor: atualmente, ser a favor é uma questão de sobrevivência, pois o projeto da reforma do Beira-Rio nasceu torto.

    Porém, em um mundo ideal, sem lobby, sem copa, só Inter e AG, eu diria para a AG o seguinte: só vou fazer um estádio que esteja de acordo com a realidade. Não vou fazer um estádio FIFA para cobrar no mínimo 50 reais o ingresso. Não vou entregar a área para fazer shoppings que podem jamais aparecer. Esses são os termos, pega ou larga.

    Certamente a AG largaria.

  • 36. Luís Felipe  |  08/03/2011 às 23:25

    #21

    essa sempre foi a melhor ideia. Mas hoje é completamente impossível.

  • 37. Marimas  |  08/03/2011 às 23:31

    Em 2005, o então vice presidente Piffero foi pro jornal do almoço dizer que quando atingíssemos a sonhada marca de 50k sócio não precisaríamos mais vender jogadores tão frequentemente. que deveríamos começar a lucrar com o clube, com o patrimônio e gerar novas receitas.

    em 2005.

    pois bem, a proposta AG vai justamente no sentido oposto. não ganhamos PORRA NENHUMA com a bosta do estádio com shoppinzinho pras patrícias da província que pegam pau com a ponta dos dedos pra não estragarem as unhas comerem seus subways pelo olho do cu para depois rumarem para o café segredo ao som de luan santana, e ganhamos um belo e lindo CT, pra formar a gurizada e repassar pra zoropa, onde, provavelmete algum acionista da AG poderá pagar 416 euros para vê-los jogando, enquanto seguimos aturando celsos roths e alecsandros da vida. com cometários de wianey carlet.

    Aod Cunha é um ECONOMISTA neoliberal de direta, não é novo messias.

    acordei de esquerda, desculpem.

  • 38. Marimas  |  08/03/2011 às 23:34

    Concordo, LF, não tem muito o que escolher, o martelo, ao meu ver, tá batido.

    Porém, todavia entretanto, se ainda couber alguma negociata no apagar das luzes, se o inter entre com cerca de 25% do valor total investido na reforma do estádio (26mi do zocaliptos mais o que já foi contratado, pago e executado), pq não ficar com os mesmos 25% dos 900mi que a AG pretende ganhar em 20 anos?

    Alguém vai levar uma reba desse “negócio”, resta saber quem…

  • 39. LF  |  09/03/2011 às 00:54

    Siegmann abrindo as pernas definitivamente:

    http://www.robertosiegmanncolorado.blogspot.com/

    Agora que o Beira-Rio já está esburacado, o Inter terá de engolir essa palhaçada. O que me admira, muito, é o quanto a discussão política não avançou quando todos eram situação.

  • 40. Marimas  |  09/03/2011 às 01:33

    tô com asco dessa corja.

    de um lado um lunático e suas contas de padeiro, de outro um maníaco (esperto) jogando pra torcida (burra), fazendo politicagem às custas do clube.

    torcerei pelo Zequinha. ah, não, lá tem o Noveletto.

    aguante xavante.

  • 41. Cassol  |  09/03/2011 às 09:41

    Texto muito bem fundamentado.

    Mas não acho válida a tese de que o Inter não saberia fazer o que a AG pode fazer e, assim, não tem nem que tentar, por que “não dá”.

    Admitindo que não conheço os detalhes das propostas, só acho muito temerário entregar patrimônio do clube para uma empresa. Sem parceria, o salto do Inter pode ser mais demorado, mas o clube teria mais segurança e autonomia para lucrar. Foi essa visão, de fortalecer o patrimônio, que fez o clube crescer. Parcerias milagrosas com empresas já se mostraram bastante ilusórias na história recente do futebol.

    Mas, no fim, é muito estranho que essa discussão aconteça agora, com um pedaço do estádio já destruído. E a gente pode estar defendendo um lado sem saber quais são os interésses por trás.

  • 42. Cassol  |  09/03/2011 às 10:17

    A Zero Hora publica entrevistas com o Vitorio Piffero e o Aod Cunha hoje.

    Piffero: Fazendo com o nosso modelo, ou por intermédio da Engevix, teremos um estádio pronto para a Copa sem a necessidade de entregá-lo por 20 anos. A escolha é simples: ou buscamos os R$ 105 milhões que faltam para seguir as obras, ou entregaremos R$ 1 bilhão em rendimentos futuros.

    Aod: Com recursos próprios, assumo dívida e a incerteza de quanto pagarei nos próximos anos. Com a parceria, sei quanto vou pagar. Sei que terei um estádio para a Copa, não vou me endividar nem abrirei mão das receitas atuais, e que abriremos mão de algumas novas receitas por 20 anos. Não adiciono incerteza.

  • 43. Santi  |  09/03/2011 às 12:05

    #41

    “Mas não acho válida a tese de que o Inter não saberia fazer o que a AG pode fazer e, assim, não tem nem que tentar, por que “não dá”.”

    Cassol, mas a minha tese é de o Inter não deve tentar. A minha tese é que o Inter já vem tentando e está fracassando há quatro décadas. Quanto tempo mais precisamos para ter certeza que o clube não sabe fazer dinheiro com o patrimônio?

    O Inter tentou viabilizar o Beira-Rio comercialmente por 40 anos e só conseguiu churrascaria Saci e Gato do Alemão. Vale o mesmo pro Gigantinho. É essa a minha tese.

    Claro que todo mundo tem o direito de discordar de mim, só acho errado o argumento de que o Inter nunca tentou comercializar o estádio. Os espaços comerciais do estádio sempre estiveram disponíveis nesse tempo todo e foram indiscutivelmente mal aproveitados.

    O dilema aqui, na minha humilde opinião, não é se o Inter deve ou não tentar.

    Acho que o dilema é decidir se o Inter QUER ser um clube que ambiciona ganhar dinheiro em cima do patrimônio físico. Não vejo problema nenhum em decidir que NÃO, que não vale a pena porque o custo é muito alto (tem que aumentar a atenção da direção em relação a isso, algo que nunca se provou possível, ou fazer uma parceria). Tem muito clube no mundo que é multicampeão sem shopping center. O Inter também pode ser.

    Ou pode decidir que precisa de shopping para ser multicampeão. Essa é a escolha, eu acho.

  • 44. Santi  |  09/03/2011 às 12:08

    # 29 e #26

    O déficit mensal de R$ 5 milhões não leva em conta a venda de jogadores. O Aod explicou isso na coletiva.

    Com a venda de jogadores, o déficit cai muito.

    Só pra esclarecer.

  • 45. LF  |  09/03/2011 às 12:45

    outra: uma boa parte da magem do inter edtá no seu estádio. Há o risco do clube afastar sócios por encarecer os ingressos em lugares luxuosos para mau futebol – e romper definitivamente com a sua história.

    São consequências óbvias que deveriam ter sido pensadas em 2007.

  • 46. LF  |  09/03/2011 às 12:46

    outra: uma boa parte da imagem do inter está no seu estádio

  • 47. douglasceconello  |  09/03/2011 às 13:20

    Eu creio que o grande erro do Inter aconteceu quando o estádio foi escolhido sede da Copa. INGENUAMENTE, pensaram que poderiam arcar com os custos da modernização do estádio. Mas a Copa é APENAS negócio. Quem lucraria se a reforma do Beira-Rio fosse privada? Ninguém, nem a Fifa, nem a CBF, nem as empreiteiras.

    Eu preferia que o Inter continuasse reformando o Beira-Rio com recursos próprios por mais VINTE ANOS, como vem fazendo desde 2004, sem comprometer o desempenho do time.

    Mas, na situação que chegou, será impossível não se comprometer com essa parceria. Aconteceria apenas se o clube dissesse solenemente que não quer mais a Copa – o que obviamente não farão, embora eu tenha CERTEZA de que seriam abraçados pela torcida. E não farão porque, além da questão de ORGULHO, isso implicaria em punições NÃO-OFICIAIS da CBF e da Fifa pelos próximos 842 anos.

  • 48. Ismael  |  09/03/2011 às 13:21

    #43

    Santi, o Inter até hoje não conseguiu ganhar dinheiro em cima do patrimônio, certo? Daí surge a ideia de uma parceria, que vai explorar o espaço por 20 anos. Ela vem, faz as benfeitorias e efetivamente explora as áreas do entorno, como shopping, estacionamento, edifícos, marinas e o caralho a quatro. Terminam os 20 anos e a parceira sai da jogada (na melhor das hipóteses).

    Pergunto: O Inter vai saber administrar algo que nunca administrou BEM nos últimos 40 anos?

    No meu modo de ver as coisas, corremos um risco muito grande de afastar a torcida do clube ao transformar o estádio num Império Babilônico e, depois de 20 anos, na hora de ganhar dinheiro DE VERDADE, a diretoria “resolve” fazer um novo contrato com a parceira para que ela continue explorando as áreas, uma vez que o próprio Inter não sabe/nunca fez isso de forma eficiente. Claro que, nesse ponto, o clube passaria a ganhar “algum”, mas muito aquém do que se espera hoje, por exemplo.

  • 49. Álisson  |  09/03/2011 às 13:41

    Essa discussão está atrasada em pelo menos 1 ano.
    E a responsabilidade disso é dessa e da antiga direção. Em nome de uma unidade fake, postergaram uma das mais importantes discussões da história do clube.

  • 50. Junior  |  09/03/2011 às 13:46

    Reforçando o que o Santi escreveu no #43, além de não saber explorar os espaços comerciais disponíveis no Beira-Rio, o Inter assumiu o estacionamento da EPTC há uns dois, três anos e não melhorou em nada o que já existia. E é óbvio que foi por falta de dinheiro.
    Eu não ligo a mínima para Copa ou shopping, o que me interessa é futebol. E se REALMENTE for verdade que a Andrade Gutierrez reformará o Beira-Rio e construirá um CT para o clube, considerarei boa essa parceria. Essa questão do Inter entregar o patrimônio para a AG é equivocada, é impossível entregar o que não existe. E não existirá se essas possíveis suítes, área vip, entre outras coisas, necessitarem de recursos próprios pelo simples motivo que o Inter não dispõe dos tais recursos próprios. Por mais “draconiano” que seja, é melhor ter receita zero durante 20 anos nessas novas construções do que ter receita zero sempre. Por mais que se diga que o dinheiro das obras e do futebol não irão se misturar caso o Inter opte por tocar a obra sozinho, acho difícil isso não ocorrer. E construção de estádios geralmente não são boas para o time de futebol. Aconteceu com o Inter e com o São Paulo, por exemplo.

  • 51. Santi  |  09/03/2011 às 13:48

    #48

    “Pergunto: O Inter vai saber administrar algo que nunca administrou BEM nos últimos 40 anos?”

    Olha, não sei e NINGUÉM SABE.

    A APOSTA de quem defende a parceria é de que, trabalhando ao lado da AG nesses 20 anos, o Inter possa aprender algo. E que, depois de 20 anos, o empreendimento esteja consolidado a ponto de ter vencido a curva de aprendizagem de qualquer novidade. Ou seja, o esforço do Inter para viabilizar o empreendimento vai ser menor daqui a 20 anos do que seria agora, porque já haverá MEMÓRIA do que funciona e do que não funciona. E o clube herdará alguns locatários e tudo mais.

    Essa é a lógica da parceria. Se vai funcionar, é aposta.

    #47

    Douglas, tu acredita em sanções da CBF / Fifa caso o Inter desista da Copa? A impressão que eu tenho é que existe um lobby forte para que a Copa vá para a Arena e que o Inter é uma pedra no sapato com esse modelo SOCIALISTA. Aqui de fora, acho que a CBF / Fifa torce para que o Inter saia da jogada.

  • 52. Santi  |  09/03/2011 às 13:51

    #50

    “o Inter assumiu o estacionamento da EPTC há uns dois, três anos e não melhorou em nada o que já existia. E é óbvio que foi por falta de dinheiro.”

    Um detalhe disso: tenho a impressão que o Inter DOBROU o valor do estacionamento de preço quando assumiu o terreno da EPTC. Pro usuário, ficou mais caro e não melhorou em nada. Se não dobrou, o valor foi elevado significativamente.

  • 53. douglasceconello  |  09/03/2011 às 13:55

    #51 Pois é, Santi. Talvez o Inter seja punido pela Fifa de qualquer jeito. Estamos num mato sem cachorro. dfhufs

    Mas acredito que a desistência do Inter, caso não assine com uma empreiteira, seja pensada nos ALTOS ESCALÕES da seguinte forma: “Olha lá, queriam andar com as próprias pernas e AVACALHARAM as negociatas. Na próxima semifinal da Libertadores que jogarem, vamos colocar o Amarilla pra apitar”.

  • 54. Santi  |  09/03/2011 às 13:57

    #TODOS

    Uma coisa que me parece clara depois do Carnaval é que a natureza do dilema do Inter é POLÍTICA. Não é uma escolha técnica.

    Porque, se fosse técnica, seria possível decidir em cima de certezas, de números.

    E não temos certeza sobre várias coisas. Não sabemos o valor exato da obra. Não sabemos se o Inter vai conseguir vender as suítes no ritmo certo caso insista no modelo de autofinanciamento. Não sabemos se o Inter vai conseguir administrar o patrimônio depois de reassumir as áreas da AG. Não sabemos que impacto financeiro essas áreas podem ter no clube daqui a 20 anos.

    Por isso tudo, é uma escolha política no sentido nobre do termo, não no sentido de POLITICAGEM.

    É como optar entre parlamentarismo e presidencialismo. Ou socialismo e liberalismo. Não existem respostas objetivas que possam tornar este tipo de escolhe numa debate técnico. Não há um modelo certo e um modelo errado, tem que APOSTAR em qualquer se encaixa melhor no clube.

  • 55. Junior  |  09/03/2011 às 13:59

    Santi, tens razão. Eu tinha esquecido disso, na época da EPTC o valor do ingresso era R$ 5. O Inter assumiu e dobrou o valor do ingresso.

    #45, 48 os ingressos e mensalidades vão subir nos próximos anos, não tenho a menor dúvida, seja um Beira-Rio financiado por recursos próprios ou por uma construtora devido à elevação dos salários pagos a treinadores e jogadores. Antes só o Luxemburgo ou o Felipão recebiam 300, 400 mil reais. Hoje o Roth, Dorival Jr e o Renato, entre outros, já recebem salários desse valor.

  • 56. douglasceconello  |  09/03/2011 às 14:00

    E hoje saiu na Zero Hora sobre uma reunião em ABU DHABI. Enquanto eles decidiam se demoliam ou não o estádio, o Mazembe nos FORNICAVA com uma maraca.

  • 57. Santi  |  09/03/2011 às 14:00

    #54

    Eu mesmo, corrigindo: Não há um modelo certo e um modelo errado, tem que APOSTAR naquele que se encaixa melhor no clube.

    #53

    “Na próxima semifinal da Libertadores que jogarem, vamos colocar o Amarilla pra apitar”.

    Pior, o LARRIONDA!

  • 58. Gustavo  |  09/03/2011 às 14:04

    #17: obrigado pelo texto do Guardian, Chico Luz. Apesar dele ser de quase um ano atrás, não creio que esteja desatualizado (apenas pelo fato do Bayern não ter conseguido o título da Champions). Mesmo assim, é um lindo exemplo de um país desenvolvido que parece ter chegado ao equilíbrio financeiro. Eu venho acompanhando alguns jogos da Bundesliga e ela é realmente muito competitiva – não há uma clara concentração do poder em poucos times.

    Sobre a situação do Inter, estão cobertos de razão aqueles que questionam o porquê disto estar sendo discutido agora e não há 2 anos. Não é factível que a inviabilidade do projeto de auto-financiamento para uma obra tão urgente tenha sido “descoberta” somente agora. Algo está muito mal explicado.

    Minha opinião: possivelmente o Inter conseguiria fazer uma reforma significativa em seu estádio com resultados eficientes a longo prazo – num cenário de 10 anos – com recursos próprios sem prejudicar o futebol. Como o prazo para a realização da obra para sediar a copa é bem mais curto, não dá pra fazer sem parceria (é de se questionar se dá pra fazer mesmo COM a parceria). Digo o mesmo que disse aos que defendiam a reforma do Olímpico em detrimento do novo estádio: o coração do clube NÃO É o estádio. Não podemos nos enganar. 15 ou 20 anos de concessão para a construção de um novo e moderno estádio sem ter que gastar UM PILA não é mau negócio – o clube pode se focar no que ele realmente deve: o futebol.

    #47: Douglas, não tenho tanta certeza de que a torcida colorada aplaudiria uma eventual desistência de sediar a copa. Essa lucidez não me parece algo presente na maioria dos torcedores – bem o contrário.

  • 59. Cassol  |  09/03/2011 às 14:07

    É verdade, é uma decisão política que o Inter deve tomar. As duas propostas têm seus riscos e vantagens, a questão é a visão de mundo de quem pode decidir.

  • 60. Junior  |  09/03/2011 às 14:20

    Santi, acredito que mais do que uma decisão política (no melhor significado da palavra, como tu ressaltaste) essa decisão precisa ser financeira. Teoricamente e ideologicamente eu preferiria sempre que o Inter fizesse tudo com recursos próprios, mesmo que o clube perdesse o direito de sediar os jogos da Copa. No entanto, parece óbvio que o Internacional não tem dinheiro e nem uma perspectiva financeira razoável de conseguir realizar as obras. Então, na vida real e prática, devido à péssima situação financeira do clube, acredito que a tal parceria é a solução menos ruim, pois não concordo com aqueles que defendem a idéia de que o Beira-Rio atual não precise de reformas. Todo grande jogo é complicado chegar e sair da superior, por exemplo. O Beira-Rio precisa de reformas imediatamente.

  • 61. Prestes  |  09/03/2011 às 14:20

    A meu ver a questão agora, como disse o LF, já tá decidida. Largar a Copa agora seria uma irresponsabilidade muito grande. Não dá mais para fazer isso. E para sediar a Copa tem q vender a alma pro diabo. Reformar estádio de Copa sem empreiteira não tá no script lá da FIFA, não pode, é proibido.

    Agora o Inter já fez todo um escarcéu para sediar a Copa, seria um baita de um fiasco largar de mão. O Inter ia ficar mal com a FIFA, com a CBF (isso já tá, por causa do Globo, mas…), com a prefeitura, governo do estado, etc. Ia perder credibilidade para parcerias, empréstimos. Agora tem q sediar a Copa, não dá para largar.

  • 62. Ismael  |  09/03/2011 às 14:32

    #57

    Pior ainda, o OSCAR RUIZ fora de casa!

  • 63. Ismael  |  09/03/2011 às 14:42

    Na ótica da FIFA/CBF, largar a copa seria algo muito mais “socialista” do que tocar a reforma com recursos próprios…

    Pena que não existe um mundo ideal

    #58 – Gustavo, até agora eu não vi UM colorado a favor da copa no Beira-rio, diante da atual conjuntura. Quando anunciaram a isenção de impostos, até eu achei maravilhoso!

    Mas enfim, é como disse o douglas aí em cima… desiste da copa e fica com uma JEBA FIFA!

  • 64. Sancho  |  09/03/2011 às 16:05

    Re 51

    Nada MENOS socialista do que alguém querer tomar uma iniciativa SOZINHO.

  • 65. Sancho  |  09/03/2011 às 16:07

    Re 54

    Ou socialismo e liberalismo.

    Os dois estão errados. Praticamente uma “Escolha de Sofia”.

  • 66. Sancho  |  09/03/2011 às 16:23

    Re 58

    O Guilherme Mallet passou um bom tempo afirmando que a direção colorada estava vivendo nas nuvens com o projeto de estádio; que, nalguma hora, a realidade iria cobrar a conta. Tinha muita gente achando que o Beira-Rio estava praticamente pronto, bastaria apenas umas reformas pontuais. Até por isso que fazer a obra com recursos próprios parecia viável. O problema é que o Beira-Rio não necessita de uma “maquiagem”, mas de uma RECONSTRUÇÃO.

    Tchê, tudo bem que é um estádio simpático; apesar do torcedor ficar longe, a visão do anel superior é boa; tem história e tudo isso; é mais novo e confortável que o Olímpico (como se fosse difícil); mas para uma Copa do Mundo falta TUDO. Basta ver o projeto “Gigante para Sempre” APENAS DO ESTÁDIO e o atual Beira-Rio para perceber…

  • 67. Anônimo  |  09/03/2011 às 17:10

    ah vai toma no cu essa fifa também

    sério, quem começou com essa ideia de milhoes de exigencias para uma partida de futebol?

    gurizada aqui na rua joga no asfalto com bola murcha e marca a goleira com chinelo e pedra. Porque esses folgados não podem jogar num estádio que tem um pontinho cego aqui, um probleminha ali, etc? tem jogos todo ano ali pelo brasileiro, copa do brasil, libertadores, etc e ninguém reclama.

    vao se foderem

  • 68. Anônimo  |  09/03/2011 às 17:13

    e que coisa mais dificil de entender, esse monte de discussão aqui e lá no norte e nordeste dizem que nem compraram um puto de um tijolo ainda e um saco de cimento.

    aposto que no final vao cortar sedes e os dois estádios aqui de poa serão eleitos, e todo mundo fica feliz, e olharemos para trás e daremos muita risada disso tudo.

  • 69. Gustavo  |  09/03/2011 às 17:36

    Sabe que é verdade o comentário do prezado anônimo acima? Não faz sentido fazer tantas exigências para estádios de futebol sediarem uma Copa do Mundo. Não precisa de banquinho estofado pro espetáculo acontecer lá dentro.

    A verdade é que o futebol exibido nas últimas copas tem sido tão ruim que se passa mais tempo falando dos estádios do que do FUTEBAS propriamente dito.

  • 70. Cassol  |  09/03/2011 às 18:53

    Uma das propostas é mais “desenvolvimentista” e a outra, “neoliberal”.

  • 71. Alexandre de Santi  |  09/03/2011 às 19:00

    O Hiltor Mombach publicou a íntegra da proposta da AG agora há pouco no blog dele. Atualizei ali no final do post.

    Mas quem tiver com preguiça de subir a página clica aqui: http://multimidia.radioguaiba.com.br/multimidia/2011/03/09/155325.PDF

  • 72. Junior  |  09/03/2011 às 19:18

    Cassol, acredito que 100% dos colorados em tese preferem a proposta que tu chamas de “desenvolvimentista.” O problema é que o clube não possui dinheiro para fazer as obras com recursos próprios. Resta a outra, a “neoliberal”.
    Essa proposta oficial que está no blog do Hiltor esclareceu uma grande dúvida que eu tinha, se era verdade ou não que a Andrade Gutierrez além de reformar o Beira-Rio, construiria um CT para o Inter. Como isso consta na proposta, penso que a parceria é a opção “aceitável”.

  • 73. Anônimo  |  09/03/2011 às 19:44

    A proposta pifiriana tenta seduzir os indecisos e gananciosos com essa história de que o Inter perderá R$ 1 Bi.

  • 74. Sancho  |  09/03/2011 às 20:39

    Re 72

    Junior, é ao contrário. A proposta “neoliberal” é a defendida pelo Píffero. A atual administração que quer a “desenvolvimentista”.

  • 75. Schmidt  |  10/03/2011 às 01:08

    Para quê toda essa conversa mole, não interessa a porra de modelo escolhido para os próximos vinte anos se o clube continuar contratando o Roth periodicamente e religiosamente de dois em dois anos.

  • 76. Tiago  |  10/03/2011 às 10:23

    Creio que a parceria é o melhor negócio. E os ingressos não custarão R$ 200,00. Vejam o projeto. A Andrade G. vai explorar apenas 5000 cadeiras VIP e os 121 camarotes. O resto do estádio é do Inter.

  • 77. Guilherme Mallet  |  12/03/2011 às 13:26

    Estamos discutindo vários assuntos em um só. Por isso a confusão.
    Uma coisa é MODELO, outra é a proposta da AG;
    Uma coisa é a reforma do estádio, outra é ser sede da Copa;

    Parceria é bom, entreguismo, como a proposta da AG, é ruim. Ou eles negociam, ou não assiinamos com eles, fazemos a inferior e se o LOC não gostar, paciencia. Arrecamos dinheiro, e depois da Copa, começamos a cobertura.

    Abraços.

  • 78. Gregório  |  15/03/2011 às 16:11

    Olha… Se o Arsenal, que é o único time inglês que não está quebrado e que ganha dinheiro sem ter dono trilhardário, teve que ceder os ganhos do novo estádio para poder construí-lo, me parece ÓBVIO que essa é a única solução por aqui.

    E eu prefiro mil vezes uma AG, que por mais que vocês discordem, é uma empresa profissional que dá muito LUCRO, do que qualquer dirigente de futebol asministrando esse empreendimento. Direigente de futebol só sabe PERDER dinheiro ou, quando muito, NÃO PERDER dinheiro. GANHAR dinheiro, mesmo, nenhum sabe. É só reparar como são administrados os clubes no Brasil. E o Inter, que é um dos melhores administrados, ainda é uma várzea perto de qualquer empresinha mais ou menos grande.

    Mas esse é o problema. Vocês e grande parte da torcida acham que, se rolar o lanca com a AG, vai virar negóciata e ponto. Só que o esquema é o seguinte. FUTEBOL JÁ É NEGÓCIO! E a muito tempo. Então chega de ficar com papinho de torcedor recalcado e vamos abraçar essa realidade. Chega de viver de passado. Enquanto não entrar um pouco mais de profissionalismo nessa história, não vai adiantar nada ser bem administrado. Tem que dar um choque forte em relação aos outros que é pra tomar conta mesmo.

    Mas isso não é o que acontece. Aí eu entro aqui e tenho que ver gente dizendo que não tem problema estádio ter ponto cego. Isso é pensar com a cabeça do passado. Se o Inter quer ser um clube respeitado mundialmente e, finalmente ver toda essa “administração exemplar” que tanto falam, dar resultado, é EVIDENTE que tem que evoluir, ir pra frente. E não ficar pensando que, como nunca precisou disso, então vai continuar sem precisar.

    Vai afastar o trocedor mais humilde? Vai. E daí? Pensem em quantas pessoas gostariam de ir ao estádio, mas não vão, pq os estádios no Brasil são uma bosta. Eu nunca vi nenhum clube grande do mundo melhor estádio e perder torcida. NENHUM! É só raciocinar logicamente. Todo mundo paga mais caro e gosta de ir no melhor cinema, no melhor teatro, andar no melhor carro, se hospedar no melhor hotel… Vocês já viram alguma marca do mundo que oferece um produto vagabundo ou mal feito ser mais conceituada ou respeitada que outra que sempre oferece excelentes condições?

    Sei que muita gente não vê o futebol com esses olhos. Mas PAREM. É assim que o futebol também tem que ser visto assim hoje em dia, gostem vocês ou não.

  • 79. gghfv nb  |  15/05/2011 às 10:15

    isto é muito grande como é que voçes consiguirão escrever isto tudo.

  • 80. isa  |  15/05/2011 às 10:21

    eu não entendi nada do que voçes escreveram.vou ler isto de novo.ta bom.

  • 81. isa  |  15/05/2011 às 10:29

    amei o texto amei. beijos.

  • 82. isaely  |  15/05/2011 às 10:30

    amei o texto amei. beijos.

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