A briga pelas cotas de dignidade

25/02/2011 at 17:30 34 comentários

Eu quase desisti. Juro. Este últimos dias foram tão escalafobéticos em matéria de futebol que eu quase desisti, entreguei os pontos. Eu não aguento. Eu não aguento Ronaldos, Ronaldinhos, Clubinhos, CBFs, bolinhas e título repartidos no meio e entregues a quem der mais. Eu não aguentaria nada disso, um de cada vez, imagine tudo junto. Quase desisti.

Mas aí ontem eu tive um lampejo de alegria. Porque futebol é igual a aquele amor cachorro que quando você pensa que já deu o que tinha que dar ele volta, te faz um agrado e começa tudo de novo. Quarta, na Copa do Brasil, o futebol de verdade botou o nariz pra fora nesse pântano de desculhambação. Olhou por cima do muro das lamentações e disse TÔ AQUI, não morri não!

Quarta-feira o River Plate de Carmópolis (SE) deu no Botafogo em Aracaju e um punhado de torcedores vestidos de branco e vermelho, com bandeiras pintadas à mão, fez calar todos os sergipanos, baianos e alagoanos com camisa do Botafogo que eu vi desfilar pelos arredores do Batistão. E eu tive esperança de novo.

Por isso que eu gosto da Copa do Brasil e não gosto quando dizem que esse campeonato é cheio de “zebras”. Zebra tem a ver com o improvável – era o bicho que, como não não existia no jogo, não podia dar nunca. Mas se todo ano um monte de time “fraco” bate times “grandes” ainda é zebra? Quando a estatística vai provando um padrão, ainda é zebra? Taí o Botafogo que não me deixa mentir. Nem neste ano, nem no que passou.

Apois, eu acho que não é zebra não. Eu acho que a Copa do Brasil, por ser minimamente democrática, é mais real. Porque no futebol, quando entram os 22 em campo, estão todos pra ganhar. E um time “fraco” contra um time “grande” nem sempre é Daniel na cova dos leões. Pode ser Davi e Golias. Quarta, o River Plate foi o que é: um time com limitações técnicas, mas com cérebro. Jogou na estratégia, fritou a paciência dos alvinegros e não desperdiçou a oportunidade. Já viram esse filme? Quantas vezes? Eu vi ano passado com esses mesmo atores botafoguenses. O futebol é bonito porque tem o imponderável. E é disso que eu gosto.

Lembram quando eu falei que o futebol do Nordeste podia ser INDIE e sobreviver e que nós já tínhamos KNOW HOW? Pois, o River Plate é um reflexo disso. Quando o futebol brasileiro se “profissionalizou” (também conhecido como “se clubedostrezezou”) muitos times de fora do eixo dos treze, com tradição e torcida, patinaram. Foram excluídos da divisão do dinheiro e não souberam se financiar por conta própria. Times de tradição ligados à formação do futebol no Brasil, como o Confiança – o time dos trabalhadores da fábrica de tecidos Confiança, conhecido como Gigante Operário – dividem seus torcedores com os times que só aparecem na televisão. Em outras cidades, empresários montam times – por amor e por dinheiro – e só por estarem minimamente organizados, conseguem vencer campeonato – o River de Carmópolis é o atual FIEL DEPOSITÁRIO da taça do Sergipão.

A concentração em poucos times, de que tanto reclamo no Impedimento, é gritante em Sergipe. Aqui, a CBF está ganhando. Mas em dias como ontem, com uns moleques carregando uns trapos do River de Carmópolis, ela sofre umas baixas nessas guerras. E quem gosta de futebol é como uma superbactéria KPC no fígado dos cartolas. Não tem antibiótico – nem verba de TV, nem segunda divisão do Gauchão – que dê conta.

Ps1 – Carmópolis não estava no mapa do futebol até ontem, mas está no mapa do petróleo. Tem uma das maiores campos de extração em terra do Brasil e por isso a cidade cresce, com a Petrobras por perto e tudo o mais. Dá até pra ter time e ganhar campeonato e que, acredito, vai durar um bocado ainda.

Ps2 – Em retribuição à companhia que Amaral me fez no cimento da arquibancada do Arruda, aqui em Sergipe eu sento do lado vermelho do Lourival Batista.

Catarina Cristo

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Entry filed under: Colunas, Copa do Brasil.

Ponto para a mística Barra do fútbol, do futebol

34 Comentários Add your own

  • 1. Junior  |  25/02/2011 às 17:37

    Catarina, isso é comum em Liverpool, Avellaneda, Manchester, Aracaju e Porto Alegre. O lado vermelho da força é sempre o melhor, ushjfgds.
    5ª SÉRIE – Mode: On

  • 2. LOL  |  25/02/2011 às 17:40

    Essa juventude idealista…

  • 3. catarina cristo  |  25/02/2011 às 17:40

    Eh, Junior, agora eu também sou colorada, mas colorada sergipana 😀

  • 4. catarina cristo  |  25/02/2011 às 17:41

    #2 Valeu pela parte da “juventude”

    askjalsjlakjsa

  • 5. izabel.  |  25/02/2011 às 17:44

    sensacional, catarina.
    clap, clap.

    e, a quem interessar possa: eu desisti. de verdade.
    quando começaram com o papo (o gordo foi quem começou) do adriano vir pro corinthians, eu me prometi que, caso fosse verdade (e enquanto fosse verdade), eu não iria no pacaembu.
    não foi verdade, felizmente, mas realmente tudo perdeu a graça, e vem perdendo cada vez mais. ainda não fui ao estádio este ano, perdi vários jogos da tv.

    queria morar na alemanha e torcer pro st. pauli.

  • 6. catarina cristo  |  25/02/2011 às 17:47

    #5 pois izabel, tou morando em sergipe e torcendo pro glorioso Club Sportivo Sergipe. É quase isso 🙂 (fora o meu Santinha, claro)

  • 7. Cesar Cardoso  |  25/02/2011 às 17:57

    Primeiro comentário no Impedimento, pra aplaudir o texto da Catarina e fazer uma observação sobre uma passagem que diz:

    ‘não gosto quando dizem que esse campeonato é cheio de “zebras”.’

    Os ingleses usam ‘giant-killing’. Os argentinos cunharam o termo ‘cemitério dos elefantes’ (sei, em outro contexto). Porque a Copa do Brasil é isso, o giant-killing, o cemitério dos elefantes, a chance do Santo André, do Paulista de Jundiaí, do Criciúma.

    Minhas reclamações sobre a Copa do Brasil? Não corre o ano todo (e aí tem essa palhaçada de times que jogam a Libertadores não jogarem a Copa do Brasil) e faltam times pequenos (sim, eu acho que a CB tinha que ter pelo menos uns 100 times).

  • 8. ervf4rt  |  25/02/2011 às 18:08

    A ruptura do Clube dos 13 é coisa da CBF e da Globo

    Dirigente acusa Ricardo Teixeira e Marcelo Campos Pinto por racha
    SÓ ME RESTA LUTAR ATÉ O FIM. SE CAIR, CAIR DE PÉ. QUEM SABE SE NÃO LANÇO AGORA A LIGA?

    JUCA KFOURI
    COLUNISTA DA FOLHA

    Na tarde da última quarta- feira, recebi em meu escritório, no andar de cima de minha casa, o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff.
    Havia alguns anos que não nos falávamos, fruto de divergências sobre os rumos da entidade que ele dirige. E de críticas ácidas, respondidas por ele no mesmo tom.
    Considero que o reencontro de anteontem foi fruto da autocrítica de quem quer retomar um caminho, mesmo que pareça tarde demais.
    Na despedida, e fiz questão de ir com ele até o carro, ouvi: “Estou velho para poder ter tempo de fazer novas reconciliações. Tenho certeza de que, com você, não será preciso mais nenhuma”.
    Abaixo, seu depoimento, o mais fiel possível porque não foi gravado, mas submetido a ele antes da publicação.

    “Não vim para me justificar. Até porque as coisas que não fiz não as fiz ou porque não soube, não tive competência ou força para fazer. E algumas vezes fraquejei.
    Errei ao aceitar ser chefe da delegação da seleção brasileira na Copa da França. E fui muito criticado por isso, com razão de quem criticou.
    Não queria ir, pensei em dizer não ao convite, mas até minha mulher argumentou que eu vivia criticando e que não poderia recusar ao receber aquela responsabilidade.
    Fui, convivi pouco com o Ricardo [Teixeira, presidente da CBF], ele lá, eu cá, mas não posso negar que ele é tão poderoso como abjeto.
    Fui traído muitas vezes ao longo desses anos, embaixo do pano, na calada da noite.
    O Marcelo [Campos Pinto, principal executivo da Globo Esportes] e a CBF implodiram a FBA [empresa que geria a Série B] e fizeram um contrato de adesão da Série B.
    Os clubes fecharam por R$ 30 milhões até 2016, quando poderemos chegar a R$ 1 bilhão por ano. Isso é inaceitável, os clubes menores vão morrer. Vão matar o futebol.
    Fraquejei ao não fazer a Liga dos Clubes, como era nosso projeto de vida. Não me senti forte, respaldado o suficiente. O temor em relação a retaliações da CBF é grande, a ponto de ela ter extinguido o conselho técnico dos clubes e ninguém reclamar.
    Esta ruptura do Clube dos 13 é coisa do Ricardo e do Marcelo. Eles são vizinhos de sítio e tramam tudo nos churrascos que fazem.
    O Andres Sanchez veio até minha sala, encheu-me de elogios e avisou que o Corinthians ia sair. Eu até disse que entendia, que admitia que quem entra pode sair, mas que queria saber o motivo. Ele disse que, quando alguém pega um rumo, tem de ir até o fim. “Mas que rumo?”, perguntei. “O rumo, o rumo”, respondeu.
    Convidei-o para a reunião. Ele disse que não, que era assunto para o Rosenberg [Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians].
    Ele foi embora, mas tem dívida lá para pagar. Se pagar, ficará claro, para o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], inclusive, quem pagou.
    Não falou nada em lisura e está cansado de saber que ganho, líquido, coisa de R$ 52 mil, mais dinheiro do que vi em toda minha vida de juiz, é verdade, mas salário a que faço jus e que, por iniciativa minha, é menor do que deveria ser pelo que fora decidido em Assembleia Geral.
    Se prevalecesse a porcentagem sobre o contrato com a TV, seria muitíssimo maior, poderia chegar a R$ 5 milhões por ano, o que evidentemente seria um exagero.
    Quanto a termos avisado os concorrentes sobre o ágio concedido à Globo, qual é o problema? Falamos com todos mesmo, com a Globo inclusive, que reagiu muito bem, em ligação que fiz à Márcia Cintra [braço direito de Marcelo Campos Pinto].
    Juro que não queria mais uma reeleição. Mas, quando vi a armação para eleger o Kléber Leite, sem nenhuma conversa comigo, até meus filhos e minha mulher, que não queriam mais que eu ficasse, acharam que não, que eu tinha de ir para a luta.
    E eu disse com todas as letras para o Marcelo que aquilo era coisa dele e do Ricardo. Ele desconversou, perguntou como estava a saúde de minha mulher, aquela coisa melíflua que ele faz sempre que é pego em flagrante.
    E eles compraram votos, empréstimo para um, adiantamento para outro, mas não passaram de oito votos porque nós também trabalhamos sem descanso.
    Antes, tinham nos oferecido pegar a segunda divisão para administrar, mas a proposta era tão iníqua que eu me revoltei e denunciei, o que deixou o Marcelo muito irritado. Ele não está acostumado a ser contrariado.
    A gota d’água definitiva foi o contrato que o Palmeiras quis fazer no uniforme do Felipão, e a CBF disse que não podia porque era direito de comercialização dela, por causa de um artigo no regulamento das competições que, evidentemente, foi escrito pelo Marcelo, como eu disse para ele, por conhecer o estilo de escrita dele. E ele, constrangido, negou.
    Notifiquei judicialmente a CBF. O Ricardo ficou uma fera. Soube que falou palavrão, perguntou quem tinha feito a “cagada”, ao mesmo tempo em que não se conformava porque, em vez de falar com ele, eu o havia notificado.
    Ele resolveu que não falaria mais com o Clube dos 13, que só receberia clubes por intermédio das federações estaduais e que o Clube dos 13 não tinha existência legal porque não está no sistema esportivo nacional.
    Na hora de pensar no contrato dos direitos do Brasileiro, fui ao Cade tratar do direito de preferência da Globo, que inviabilizava qualquer concorrência. Foi a vez de o Marcelo não me perdoar.
    Azar dele. Montamos uma comissão de negociação em que fiz questão de dividir com dois eleitores que votaram em mim e dois que não votaram. Dei carta branca ao Ataíde Gil Guerreiro [diretor-executivo do C13], empresário vitorioso, competente e independente. O resultado do trabalho é precioso.
    Só me resta lutar até o fim. Se cair, cair de pé. Quem sabe se não lanço agora a Liga?
    Saio de sua casa honrado por nosso reencontro, disposto a ouvir as críticas que merecer e a lutar para, quem sabe, ajudar a evitar também a roubalheira que querem fazer em torno da Copa.
    Aliás, e o Orlando Silva Jr.? Que decepção! Mas confio na Dilma. Ela não permitirá a farra que querem fazer.
    Enfim, lamento ter perdido um companheiro como o Belluzzo [Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente do Palmeiras], um homem de bem, bem preparado, que fez um trabalho para refinanciar as dívidas dos clubes exemplar, estabelecendo teto para se gastar com futebol e escalonando o pagamento da dívida de maneira transparente, muito melhor que essa Timemania, que é uma bobagem.
    E lamento que o Juvenal [Juvêncio, presidente do São Paulo] tenha se desgastado com os demais dirigentes do Clube dos 13, porque ele era o meu sucessor natural.
    Minha vida foi toda muito boa, não posso me queixar e não me arrependo de nada, a não ser de poucas coisas no futebol que faria diferente. Cheguei ao C13 com um contrato de R$ 10,6 milhões, feito pela CBF. Nada no mundo se valorizou tanto como nossos direitos de transmissão.
    Não sou homem de desistir e, com 80 anos, dou-me o direito de estar meio rabugento. Vamos ver como vou fazê-los engolir a rabugice.”

    ______

    ATUALIZAÇÃO, 11h20 – COMENTÁRIO DO BLOG: atenção especial para o trecho em que Koff menciona o contrato assinado pelos clubes da Série B. Ele dá bem a medida da diferença entre o que é e o que poderia ser. O amadorismo dos dirigentes é uma atrocidade.

    Ah, e na próxima vez que você ouvir algum dirigente (ou algum papagaio) dizer que a Lei Pelé está acabando com os clubes, lembre desse exemplo.

  • 9. @jeanzoio  |  25/02/2011 às 18:10

    Nossa….o primeiro parágrafo, fez uma síntese do que os de bem sentem em relação a essa nojeira, que chamamos de futebol moderno!

  • 10. Lucas Cavalheiro  |  25/02/2011 às 20:07

    Mas que primor de texto. Totalmente excelente. (as usual)

  • 11. Ernesto  |  25/02/2011 às 20:52

    pois é, esse Orlando Silva é do povo, comunista, afrodescendente. Queria saber onde estão aqueles que amaldiçoam o fechamento da coréia, a elitização. Como explicar um comunista, indivíduo do povo, estar tão abraçado com aristocratas pilantras do tipo do Teixeira, e outros.

    Anauê

  • 12. aloncio  |  25/02/2011 às 22:05

    Texto porreata! Guardando as devidas proporções, algo parecido ocorreu ontem no Barradão – o estádio mais temido do Brasil- mesmo precisando ganhar por dois gols de diferença o time do VITÓRIA e nossa torcida acreditava piamente no resultado, afinal dava para bater o Botafogo da Paraíba por dois gols ou mais e garantir a classificação. Bem, sabemos o que aconteceu ontem, mas mesmo emputecido da vida me emocionou – falo sério- ver a pequena torcida que saiu da Paraíba para ver seu time jogar tão distante em pleno meio de semana e ainda na primeira fase da competição. Para a torcida do Botafogo da Paraíba meus parábens e como seria bom se servisse de exemplo para nós nordestinos.

    VITÓRIA INHA VIDA!

  • 13. Álisson  |  25/02/2011 às 22:22

    Primeiro parágrafo resume tudo que me embrulhou o estômago essa semana. Totalmente excelente!

  • 14. Fernando Cesarotti  |  26/02/2011 às 00:04

    Menina Catarina mandando muitíssimo bem, como de praxe; clap clap clap. Sintetizou o pensamento da galera.

  • 15. Fernando Cesarotti  |  26/02/2011 às 00:05

    (Mas cê fica brava se eu disser que prefiro o Confiança? Coisa de moleque que viu o time na Placar dos Campeões de 86 – ou 87, sei lá – e curiu pelo fato de não ser o time com nome do Estoado que ganhava.)

  • 16. Adam ( o Himen)  |  26/02/2011 às 01:19

    O Pato Branco Futebol Clube há de prevalescer nos campos do Paraná! Quem viver verá….

    Baita texto, viva a copa do brasil e os matamatamatamatassss, e esse bocós ficam achando que ponto corrido é o futuro, bando de colonizados pelo futebol europeu.

  • 17. Anônimo  |  26/02/2011 às 08:55

    Como é que conseguiram ler COMUNISMO no texto da Catarina?!

    Abraço,
    Sancho

  • 18. rafael botafoguense  |  26/02/2011 às 10:27

    texto coitadista.

    o que muda com o river ganhando do botafogo? nada. ainda bem! pois o botafogo construiu história,antes de ser carioca é um time do BRASIL, enquanto o river plate, só pelo nome, é um nada. é querer romantizar demais. é querer destruir o futebol brasileiro igualando times assim com os times grandes.

    e ainda cai na vala comum da raivinha dos torcedores que torcem pra time de outros estados. já virou rotina. mas talvez eu que esteja errado,o correto é o CRB ter mais torcida que o flamengo em Maceió ou o Tupi ter mais gente que o Botafogo em JF.

  • 20. Tiago  |  26/02/2011 às 11:59

    #18
    “o correto é o CRB ter mais torcida que o flamengo em Maceió ou o Tupi ter mais gente que o Botafogo em JF”
    tá completamente certo. O única maneira do futebol crescer nesses centros periféricos é apoiando os locais. Brasília é uma caso à parte, uma cidade nova, com muitos migrantes. Talvez daqui a algumas décadas o pessoal forme uma identidade local e, aí sim, o futebol tem tudo para deslanchar lá, vide a riqueza da capital federal.

  • 21. rafael botafoguense  |  26/02/2011 às 17:15

    fui irônico.

    isso é um negócio incrustado na carne do povo. torcer pra times de rio e sp vem de mto tempo. não é ‘apoiando’ que vai mudar. basta ver os times de prefeitura que até arrumam algum resultado,mas é passageiro,tudo continua como sempre foi. e assim que deve ser,esse é o mapa do futebol brasileiro.

    o resto é sídrome de underground.

  • 22. Anônimo  |  26/02/2011 às 17:57

    Torce para o Tupi, RB!

    Juiz de Fora e o futebol agradecem…

  • 23. Fernando Coelho  |  26/02/2011 às 20:19

    O tal River nao tem a historia do Fogao, mas num modelo concentrador, empresarial como este jamais algum estranho entrara no clube dos clubes com historia. A nao ser que algum mafioso decida investir bilhoes de dolares num River do Sergipe da vida. O que, convenhamos, nao anima muito. Quando eu era guri repetia que nem papagaio a campanha da Placar pelo campeonato “justo” de pontos corridos, contra o formulismo. Modelo onde quem tem muito tende a ter mais ainda! Nao ha justica na vida e o futebol “amador” reproduzia esta injustica, e como era gostoso justamente por isto! Prefiro mil vezes um brasileiro com o Operario/MS nas quartas de final! Pelo menos assim nao se morre de sono de tanto tedio. O River ganhou uma mas na media vai se ferrar! Assim nao tem magia. Ainda bem que em 2006 nao teve segundo jogo contra o Barca!

  • 24. Logan  |  26/02/2011 às 21:33

    #23 Não acho, é possível sim fazer um campeonato de pontos corridos mais justo, só que pra isso seria preciso vencer a força política dos clubes mais ricos na hora de distribuir as cotas de transmissão, e isso sim é quase impossível, poderíamos fazer um campeonato baseado no modelo alemão por exemplo, que é de pontos corridos mas as cotas são divididas de forma mais igualitária entre os clubes, ou como a NFL americana, em que as cotas são dividas igualmente entre os times, mas aí é querer sonhar demais.

  • 25. aloncio  |  26/02/2011 às 23:14

    Valeu ô Rafael então não torcer por times do rio e sp agora é ser underground? Porreta!

    E os times do rio antes de serem cariocas são do Brasil? Porreta de novo!

  • 26. rafael botafoguense  |  27/02/2011 às 13:04

    hauaahuah. não véi, nego torce pro time que quiser,só acho paia ficar martelando que devem torcer para tal e se não torcer é canalha sem caráter.

    tipo um cara que torce pro tupi aqui e fica tirando onda que torce pro time da cidade. tá nem aí pro time,não tem sentimento nenhum,só quer se dizer superior e encher o saco. é cheio dessas figuras por aí no mundo do torcimento.

    falei dos times de rio-sp pq são os dois estados onde existem mais torcedores espalhados pelo país.

    e os times do rio já são times nacionais há mto tempo. se tornaram marcas no brasil inteiro. não só do rio.

  • 27. Guto  |  28/02/2011 às 10:16

    HAHAHAHAHA Esse Rafael só pode estar de brincadeira.

    SE, SE existe algo assim, certamente é no máximo com Flamengo e Vasco. Não com o botafogozinho.

  • 28. Rudi  |  28/02/2011 às 11:12

    Tiago, sobre brasilia a questão da identidade é complicada porque a cidade é formada basicamente por forasteiros (oi, eu mesmo) e isso não vai mudar a curto prazo, porque sempre vai ter gente de fora fazendo concurso pra cá… então é natural que a pessoa traga o seu time de coração (a maioria é times do rio porque veio gente PRA CARALHO do rio quando a capital mudou)
    e tem aquilo também, o cara nasceu em brasilia mas de uma familia carioca que torce toda prum time carioca… claro que ele vai ser influenciado
    Por isso acho que aqui é uma coisa a parte mesmo, talvez se o Brasiliense tivesse vencido aquela CdB (oi, simon) tivesse popularizado um tanto, mas mesmo assim não muito…

  • 29. rafael botafoguense  |  28/02/2011 às 11:28

    27 […]’fez calar todos os sergipanos, baianos e alagoanos com camisa do Botafogo que eu vi desfilar pelos arredores do Batistão’

    se mata doente

  • 30. LF  |  28/02/2011 às 22:14

    vocês estão de brincadeira qdo dizem que o modelo de pontos corridos é centralizador e elitista. Mais de 10 clubes diferentes disputaram o título em 6 anos!!!

  • 31. Sancho  |  01/03/2011 às 17:39

    Re 30

    Como é impossível fazer campeonato por pontos-corridos com uma quantidade grande de clubes, ele acaba sendo concentrador e elitista, sim. Mesmo que sejam 20 times com chance de título, se reduziu a quantidade a 20.

    Mas, centralizador e elitista, mesmo, é concentrar todas as equipes numa única pirâmide, e separá-los por desempenho. Se o campeão será definido numa fase final com mata-mata ou por pontos corridos, nesse caso, é detalhe.

  • 32. catarina cristo  |  01/03/2011 às 21:57

    #31

    eu não tou entendendo mais nada, juro.

    Pirâmide, ponto corrido ou mata mata é só um detalhe no meio de coisas feito essa briga cbf x globo x clube dos 13, né não?

    É aí que começa a concentrar, deixar de lado, anular a presença de Rivers Plates, Santa Cruzes e assemelhados, né não?

  • 33. Anônimo  |  02/03/2011 às 16:46

    Por aí, Catarina. É bem por aí.

    Na Áustria, tem SETE divisões. Na ÁUSTRIA!

    No Rio Grande do Sul, tem duas. Aqui, o que reina é briga de beleza. Futebol, mesmo, existe na Barra da Lagoa.

    Sancho

  • 34. Urs  |  23/03/2011 às 01:55

    Sou contra dividir cota, mas entendo o choro dos pequenos. Talvez, se meu clube fosse nanico tentaria o mesmo, sabotar o maior. Como não é, quero que os médios e pequenos se fodam.

    Campeonato por pts corridos é o melhor e mais justo, o resto é choro. E olha que o meu time conquistou a maioria dos BRs que tem numa época de mata-mata. Mata-mata já bastam a Copa do Brasil, Libertadores e Sulamericana. Só acho que deveriam esticar as competições durante o ano.

    Libertadores/Sulamericana/CB/BRasileirão sendo realizados durante o ano inteiro e não só por semestre.

    Diminui o tempo dos Estaduais e o resto flui normalmente.

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