Especial Libertadores – Grupo 2

17/02/2011 at 11:23 41 comentários

Pela América, Renato vai ao interior

A fim de trazer a América na cincha pras barrancas do Uruguai, Renato Portaluppi terá de enfrentar viagens a lugares tão distantes como Santana do Livramento, onde não quis ir nem no conforto do Ouro e Prata. No caminho do tri da Libertadores, o mapa da primeira fase aponta Santa Cruz de la Sierra, Huánuco e Barranquilla, cidades menos conhecidas mundialmente que São João do Polêsine.  Mas é o reencontro de Renato e do Grêmio com a Libertadores, uma velha conhecida de ambos, e para isso vale o esforço e a isso os gremistas se propuseram e nunca se detiveram, porque nunca se detinham, pra perguntar de onde vinham, nem tão pouco quantos eram. A la pucha!*

Atlético Junior de Barranquilla

Dizem que Barranquilla é uma aprazível cidade do norte colombiano, situada às margens do rio Magdalena e próxima ao mar do Caribe. Tem praia, então Renato fica mais tranquilo. Não há registro que o nome da cidade tenha a ver com a tradicional prática do barranco, mas isso não vem ao caso no momento.

Falando em futebol, não é segredo para ninguém que pelo clube colombiano passaram grandes vultos do futebol sul-americano, como Carlos Valderrama, Juan Ramón Verón e até mesmo Garrincha. Mas não é por nenhuma dessas lendas que o Júnior é conhecido, e sim pelo alucinado mascote da equipe, el tiburón Willy, já conhecido da massa impedimentense.

Por ser uma equipe tradicional e simpática (tendo em vista o tubarão e a foto acima), a gente logo pensa que pode fazer boa figura na competição. Mas é importante lembrar que no ano passado a equipe foi eliminada para o Racing do Uruguai já na pré-Libertadores. A última vez que a equipe colombiana jogou uma fase de grupos da Libertadores foi em 2005.

A equipe perdeu uma e venceu outra partida na Liga Postobón. No primeiro jogo, o atacante Luis Páez, 24 anos, marcou os dois gols da equipe. Na vitória sobre o Tolima – vejam só, não é imbatível – Carlos Bacca foi o autor do gol. Valem ainda menções ao capitão e liderança técnica do time, Giovanni Hernández, e ao brasileiro Anselmo de Almeida, que atua pelo lado direito da zaga.

León de Huánuco

Huánuco, ah, Huánuco. Nunca estive lá, creio que Renato também não. A modesta cidade de 120 mil habitantes, localizada no centro-norte do Peru, vive dias de júbilo por receber uma partida de Libertadores pela primeira vez em sua história de quase 500 anos.

O clube vem vivendo tempos históricos, já em que em 2009 conseguiu voltar à primeira divisão do futebol nacional. No ano passado, fez sua melhor campanha desde que um grupo de amantes do futebol resolveu fundar o clube nas dependências do Colégio Nacional Leoncio Prado de Huánuco, em 1946. O vice-campeonato nacional lhe garantiu a primeira participação na Libertadores.

Para a primeira vez em Libertadores, o time manteve uma certa base, mas perdeu o meio-campista Gustavo Rodas, um dos melhores da campanha histórica. Em compensação, o técnico é o mesmo Franco Navarro, ex-jogador da seleção peruana

Oriente Petrolero

Santa Cruz de la Sierra, já estive lá de cruzada. É para onde vão muitos jovens brasileiros a fim de estudar Medicina, mas não era o meu caso, do contrário não estaria no jornalismo, profissão cujo charme ainda não encontrei.

O Oriente Petrolero tem participações menos importantes na Libertadores do que o Junior de Barranquilla, que já foi até semifinalista. O máximo que os bolivianos conseguiram foi alcançar as quartas de final uma vez. Mas é o retrospecto recente que faz o clube da refinaria aparecer como segunda potência neste grupo 2.

A equipe venceu todas as cinco partidas até agora no campeonato boliviano e já contabiliza onze jogos sem derrota desde o ano passado. O atacante Maurício Saucedo, 25 anos, anotou quatro gols no atual campeonato, e parece que andou interessando ao Palmeiras. Para o jogo desta noite no Olímpico, o técnico argentino Ariel Russo, mandou seus jogadores tomarem cuidado com a lambreta.

Programem-se:

17/02/2011
17h30 – León de Huánuco x Junior (Huánuco)
19h45 – Grêmio x Oriente Petrolero (Porto Alegre)

23/02/2011
17h15 – León de Huánuco x Oriente Petrolero (Huánuco)

24/02/2011
23h45 – Junior x Grêmio (Barranquilla)

03/03/2011
20h15 – Grêmio x León de Huán (Porto Alegre)

08/03/2011
21h30 – Oriente Petrolero x Junior (Santa Cruz de la Sierra)

15/03/2011
17h30 – León de Huánuco x Grêmio (Huánuco)

17/03/2011
23h30 – Junior x Oriente Petrolero (Barranquilla)

24/03/2011
19h30 – Oriente Petrolero x León de Huánuco (Santa Cruz de la Sierra)

05/04/2011
22h – Grêmio x Junior (Porto Alegre)

14/04/2011
22h45 – Oriente Petrolero x Grêmio (Santa Cruz de la Sierra)
22h45 – Junior x León de Huánuco (Barranquilla)

* Com uma breve homenagem ao gremista Jayme Caetano Braun, vai um abraço.

Venceremos,
Daniel Cassol

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Entry filed under: Libertadores.

A obra de uma mente atormentada Faceirice gremista e fuerza tiburona

41 Comentários Add your own

  • 1. @jeanzoio  |  17/02/2011 às 11:36

    Esse banco de imagens do impedimento me desperta uma inveja fudida!
    Voltaremos pro Japão!

  • 2. Germano  |  17/02/2011 às 11:41

    Melhor post da história recente do impedimento. Agora, lerei.

  • 3. Ismael  |  17/02/2011 às 12:26

    Bah, Cassol! Linquei um texto teu no post anterior e fiquei pensando… “saudades dos textos do Cassol”

    Isso é um sinal da demissão do Roth [NS forever]

    Aposto no Tiburón como segunda força!

  • 4. arbo  |  17/02/2011 às 12:59

    cassol de volta!
    lerei

  • 5. Phoenix  |  17/02/2011 às 13:47

    Faltou só a Dani Bolina e a Sheron Menezes com o novo manto tricolor…

  • 6. Gerhardt  |  17/02/2011 às 15:06

    * Eu, meu amor e meu filho estávamos xereteando uma feira do livro, há 3 anos atrás, quando numa das arruelas sentamos num banco da praça, era um puta calor e reparei q um velho no mesmo banco tinha trocado palavras com minha esposa. Era o Jayme Caetano Braun. Eu sabia q conhecia o sujeito de vista, mas quando caiu a ficha, nós já tinhamos passado e ele sumido. Era o próprio, morto e vivo, como um vivo.
    Palavras dele para minha mulher, ” … eu tenho uns livrinho por aqui … “.
    Inesquecível.

  • 7. douglasceconello  |  17/02/2011 às 15:24

    Como os perspicazes leitores já devem ter percebido, colocamos à disposição ali na coluna da direita todos os textos dos grupos da Libertadores. Aproveitem.

  • 8. Gustavo  |  17/02/2011 às 15:26

    “Não há registro que o nome da cidade tenha a ver com a tradicional prática do barranco

    Pausa para a MORTE INEVITÁVEL.

    Agora vou continuar o texto.

  • 9. Anônimo  |  17/02/2011 às 15:30

    Nunca é demais postar de novo:

    http://juvemania.it/leysi-suarez-la-showgirl-peruviana-promette-lo-strip-per-la-squadra-del-cuore-fotogallery/

    Leysi Suarez, amigos! Eis a torcedores símbolo do Leon…

  • 10. Gustavo  |  17/02/2011 às 15:35

    Aliás, bem-vindo de volta Cassol. Belo texto, com ótimas ilustrações.

    Inclusive a menção ao Tiburón Willy (e o link para um dos vídeos mais geniais da história) me fez pensar: aposto q a maioria dos mortais, qdo soube q o Grêmio jogaria com o Atlético Junior pensou: “nunca ouvi falar”. Mas nós – leitores do Impedimento – já o conhecíamos.

  • 11. Roger  |  17/02/2011 às 15:43

    São João do Polêsine. Estive lá semana passada.

    E o Jayme Caetano Braum morreu no dia do meu aniversário. Admiro muito a obra dele e por isso a coincidência ficou marcada. Deve fazer mais de 10 anos e eu sempre lembro dele no dia.

  • 12. Junior  |  17/02/2011 às 15:43

    A imprensa bovina adora criar casos supostamente polêmicos. Qual a diferença entre de postura entre o Roth e o Renato em relação a ir ao interior. Quando o time B joga (qué o que oque o Renato argumentava), o Roth também não vai.
    Gustavo, não esqueço do Junior de Barranquilla porque foi um poucos times que conseguiu a PROEZA de tomar gol do Edinho, em uma Sulamiranda, acho que foi a de 2004.
    Os outros dois times que eu lembro foram:
    -o XV de Campo Bom, que fechou as portas, vejam bem como é grave.
    -o Botafogo (mas esse não conta, tem coisas que só acontecem ao Botafogo).

  • 13. Rudi  |  17/02/2011 às 15:48

    Junior, a única diferença – eu acho – é que o Inter tem um time B estruturado com treinador que já trabalha há tempos e tal, ATÉ ONDE EU SAIBA, o Émerson tá começando agora a trabalhar com os jogadores não aproveitados pelo grêmio, não conheia tanto o grupo que estava com ele e tals…
    PODE ser isso… mas acho que só

  • 14. Gustavo  |  17/02/2011 às 16:10

    #13: tu quer dizer o Roger, né?

  • 15. Rudi  |  17/02/2011 às 16:12

    é, esse mesmo… hahaha
    #masterfail

  • 16. fino  |  17/02/2011 às 16:55

    cassol seu lindo

  • 17. Prestes  |  17/02/2011 às 17:03

    O Edinho fez um gol de cabeça na final do Gauchão, contra a Ulbra.

    O gol contra o Botafogo foi uma bucha de fora da área, nunca mais o Edinho acertou uma daquela, hushuuhuhhu

  • 18. J Petry  |  17/02/2011 às 17:07

    Eu vi um gol do Perdigão no estádio. De fora da área.

  • 19. J Petry  |  17/02/2011 às 18:00

    25 do segundo, 2×0 Tiburón.

  • 20. Emedinapf  |  17/02/2011 às 18:46

    Escalacao faceira esta do renato…

  • 21. guihoch  |  17/02/2011 às 19:07

    hugahugabuga

  • 22. Anônimo  |  17/02/2011 às 19:37

    Jogo fraco. Esse 1-0 no intervalo é até injusto. O Grêmio está pouco agressivo sem a bola, e com a bola pensa pouco.

    O pênalti foi sensacional. O jogador boliviano tenta por a mão na bola e erra. Tira com o rosto, mas o juiz dá o pênalti mesmo assim…

    Sancho

  • 23. Anônimo  |  17/02/2011 às 19:39

    Essa Dayana Mendoza é venezuelana. O Oriente Petrolero IMPORTOU mulher bonita. Cruzes…

  • 24. Anônimo  |  17/02/2011 às 20:53

    Melhorou um pouco na segunda etapa. Tivemos sorte no segundo gol, mas apertamos um pouco mais e tocamos a bola com um pouco mais de qualidade. Foi suficiente…

    Sancho

  • 25. Eduardo  |  17/02/2011 às 21:00

    pênalti mandrake mas vitória sem contestações. time petrolero é muito fraco.
    vi os melhores momentos do outro jogo (que não diz nada) mas se o GRÊMIO não fizer pelo menos 14 pontos nesse grupo, é crise. dá prá treinar o time bastante com nossos adversários.
    Willian magrão deve estar garantido nas oitavas.

  • 26. Tiago  |  17/02/2011 às 21:41

    O jogo do cerro esta sendo aonde? Mto fera o gramado do estadio…

  • 27. Anônimo  |  17/02/2011 às 21:42

    Re 26

    La Olla Monumental, Asunción, Paraguay.

    O gramado foi pintado de verde…

  • 28. J Petry  |  17/02/2011 às 21:53

    Vamos por os atacantes a treinar bolada na cara dos zagueiros adversários que dá pênalti! 😛

  • 29. BANCA  |  17/02/2011 às 22:37

    Já foram duas que eu paguei. Quando menos esperarem, receberei.

  • 30. Serramalte Extra  |  17/02/2011 às 22:58

    Banca, que duas?

  • 31. Serramalte Extra  |  17/02/2011 às 23:00

    ah, esqueci que os colorados reclamaram do juiz do Gre x Liv, que não deu três pênaltis pro grêmio.

  • 32. Serramalte Extra  |  17/02/2011 às 23:01

    e aqui a macacada tinha convencionado que três gols de diferença era “arrodião” e não podia falar de arbitragem…

  • 33. Serramalte Extra  |  17/02/2011 às 23:14

    ah, e mais uma: o penal inexistente foi marcado UM MINUTO depois do juiz não dar um no paulão… pagou e recebeu… ou a banca é vermelha?

  • 34. Dr_Inter  |  18/02/2011 às 00:42

    Júnior

    A Macacada lambra de mais um gol do Edinho

    Contra um tal de GFPA

  • 35. Anônimo  |  18/02/2011 às 09:26

    GFPA me lembra o “Gre-Nal do Placar Eletrônico”:

    Gaciba Fez Por Amor

    Ganhamos Favorecidos Pela Arbitragem

    GFPA em VERDE e um belo 1-2 registrados no placar…

    Sancho

  • 36. BANCA  |  18/02/2011 às 10:09

    A Banca só discute suas atitudes com seres centrados. A cerveja sempre se caracterizou por ser um doente à parte. folclore.

  • 37. Junior  |  18/02/2011 às 15:13

    Dr. Inter, sou colorado e não lembro desse Gre-Nal. Em que ano foi?

  • 38. Serramalte Extra  |  18/02/2011 às 18:25

    ok… só tem que pagar o que tá devendo de 2006 antes, tanbto tempo depois tem que ser com juros, hein…

  • 39. Jose Lima  |  18/02/2011 às 23:04

    o atletico junior é o time do genial Gabriel Garcia Marquez

  • 40. Jose Lima  |  18/02/2011 às 23:41

    A CRONICA ANUAL

    Gabriel Garcia Marquez
    TEXTOS DO CARIBE, VOLUME 2

    Há mais ou menos um ano presenciei pela primeira vez uma partida de futebol. Isso aconteceu quando do memorável encontro entre o Atlético Júnior e o Milionários, no qual o primeiro ganhou duas coisas: a partida e um torcedor, mesmo levando-se em conta que esta última é um ganho que constitui uma perda, tendo em vista o caso particular de que o dito torcedor é precisamente o autor destas linhas.
    Entre todas, a decisão de tomar partido a favor do time que ganha é sem dúvida a mais cômoda. E eu, que se alguma coisa venho perseguindo neste mundo, é a comodidade, não podia perder a oportunidade que se me oferecia de deixar um estádio, pela primeira vez em minha vida, com a alegria do triunfo. A vida, como se sabe, é um sopro!
    O mau é que as coisas têm o seu avesso. E depois daquele espetacular triunfo, depois que o autor destas linhas se declarou de público e por escrito partidário absoluto e por todos os séculos do Atlético Júnior, os membros desta equipe passaram sistematicamente a dedicar-se à tarefa de demonstrar todos os domingos à tarde que não compartilham do entusiasmo de sua torcida. Tinha-se a impressão de que os piores adversários do Júnior eram os onze homens que vestiam a camisa vermelha e branca. Por mais que a galera aplaudisse, por mais que a torcida gritasse até ficar rouca, os Monumentos mostravam-se dispostos a provar no gramado, todos os domingos, que não estavam de acordo com os seus torcedores.
    Quando um torcedor tem a satisfação de ver o seu favorito time freqüentemente vitorioso, duas ou três derrotas, por mais lamentáveis que sejam, servem, até certo ponto, para estimular a fé e para provar até onde pode chegar a consistência do seu entusiasmo. Mas o caso é que o que escreve estas linhas é dono de uma notória capacidade de começar mal, e isso fica mais uma vez provado com o fato de que depois daquela primeira pública e acalorada profissão de fé esportiva deste cronista, o Atlético Júnior não voltou a erguer a cabeça. Trata-se de uma verdadeira conspiração contra um modesto torcedor, que não tem a menor idéia a respeito de futebol, mas que a cada dois domingos ia ao estádio municipal, arriscando-se, cabisbaixo e mudo, a ser testemunha das formidáveis surras que quinzenalmente levava seu time preferido. Continuar sendo juniorista, depois dessa amarga experiência, já era mais que um fanatismo, era uma obsessão.
    Por sorte, o. tempo encarregou-se de provar que também a obstinação tem sua recompensa. E aí temos novamente o Atlético Júnior empunhando o porrete, castigando os grandes como em seus melhores tempos. É verdade que agora conta com caras novas. Mesmo que todos os que entendem de futebol e até os que não entendem, que são os mais perigosos – insistem em dizer o contrário, parece-me que a figura de Heleno de Freitas continua fazendo falta à equipe. Não para que ela ganhe, mas para que se tenha a quem culpar no caso de que, amanhã ou depois, o Júnior venha sofrer um novo revés. Porque Heleno de Freitas, como jogador de futebol, poderia apresentar-se muito bem, muito mal ou simplesmente mostrar-se apenas como um embuste brasileiro, mas a verdade é que o grande cigano, mais que centro-avante do time, era uma espécie de permanente oportunidade para se falar mal de alguém; um réu oficial, preconcebido e contratado, pelo qual a direção do Júnior pagava uma fortuna em troca da possibilidade de os seus membros conservarem a cor natural dos olhos.
    As novas caras me deram outra vez a oportunidade de escrever sobre o Júnior. Contudo, lamento a ausência de Heleno de Freitas, mesmo que com esta crônica o Júnior comece a perder novamente e não haja mais ninguém em que se possa pôr a culpa, a não ser na minha soberba capacidade esportiva de viver sempre nas nuvens.

  • 41. bqior  |  07/04/2011 às 15:28

    gei´fig~fjv if

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