Los de Abajo – G.E. Bagé

24/01/2011 at 12:46 39 comentários

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3 de abril de 1971, Estádio do Passo D’Areia, Porto Alegre. São José 0-1 Gaúcho de Passo Fundo.
17 de abril de 1976, Estádio da Montanha, Porto Alegre. Cruzeiro 0-1 Bagé.
12 de outubro de 1980, Estádio Estrela D’Alva, Bagé. Guarany 3-0 Novo Hamburgo.
19 de novembro de 1980, Estádio Vicente Goulart, São Borja. São Borja 2-1 Internacional.
9 de maio de 1998, Estádio Olímpico, Porto Alegre. Grêmio 1-2 Brasil de Pelotas.
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Nos últimos anos, a primeira divisão do Campeonato Gaúcho viu os times do interior rarearem nas tabelas. Considerando as cidades distantes a mais de oitenta quilômetros da Capital, o Gauchão de 2011 é, ao lado do de 2008, aquele com menor proporção de interioranos em campo desde 1962. Com as classificações recheadas por equipes de Canoas, Novo Hamburgo e Porto Alegre, o campeonato deste ano conta com apenas nove times de fora da Região Metropolitana – o equivalente a 56,3% do certame de dezesseis clubes. Há catorze anos, apenas Grêmio e Internacional representavam os arredores do Guaíba num campeonato com o mesmo número de participantes de hoje. O interior tinha então a sua maior proporção de agremiações: 87,5%.

Cidades do porte de Bagé, Rio Grande, Uruguaiana, Santana do Livramento e São Borja há tempos não contam com representantes regulares no Gauchão. Outras, como Pelotas e Passo Fundo, assistem à alternância improdutiva de seus quadros. Pontos mais tradicionais foram ofuscados pelas distâncias e pela crise econômica que afeta principalmente a Zona Sul do estado. Um dos santuários de um futebol gaúcho que não aparece mais na RBS é Bagé. Nas ruas de casas baixas que evocam recordações dos anos 30, a época de ouro das equipes locais, esteve o Impedimento para abrir a série de reportagens que desvenda o sumiço do interior gaúcho.

Pré-temporada à beira-chão


Em um intervalo de duas horas, a única alma que passa pela estrada de chão que liga o início urbano de Dom Pedrito ao nada é a de um soldado errante. Sua desconfiança com a movimentação não perturba um cachorro que, por dormir há tanto tempo, talvez já tivesse a alma perdida naqueles confins. O cusco aproveita a sombra da placa da escola Alexandre Vieira para fazer a sesta do dia. A tarde que começa convida ao descanso na fronteira – ainda mais para quem passou a manhã desafiando o sol que tortura os rios da região. Nos corredores escuros da escola, pouco se escuta além do som indecifrável de um pequeno televisor.

Escola que, não mais alunos, conta com habitantes. Por trinta e seis noites, o elenco do Grêmio Esportivo Bagé terá como última visão antes de dormir o quadro negro das salas de aula. No lugar das classes, beliches para abrigar um plantel da Segundona. Saem os estudantes, entram os jogadores, a comissão técnica e até psicólogos e cozinheiras. O jalde-negro deixou a Pedra Moura e andou setenta quilômetros para acampar em uma escola municipal de Dom Pedrito cedida pela prefeitura. Ao contrário do que foi noticiado por parte da imprensa, a viagem não tem relação com o racionamento de água que preocupa Bagé – o aurinegro migrou para, em um ambiente novo, mentalizar a Segundona como o grande objetivo para os 38 exilados.

De dez de janeiro a dezesseis de fevereiro, o grupo só será liberado duas vezes para retornar ao convívio da família – e por apenas 24 horas. O cotidiano será de atravessar a estrada em dois turnos para armar a equipe no gramado esburacado da escola. Há simplicidade em tudo e o Bagé não encontrará nenhum luxo entre os eucaliptos pedritenses – mas, segundo o experiente técnico Edson Roberto Machado, o Edinho, nada falta para os concentrados. Muito porque Edinho sentiu na pele a crueza do interior. Há três anos, tentou reanimar o Flamengo da sua Alegrete natal em uma empreitada que pesou no bolso: por meses, pagava o seu próprio salário e o do elenco.

Edinho comanda a casamata do jalde-negro pela terceira vez. Esteve na última expedição do Bagé na primeira divisão e deixou a equipe no terceiro lugar – até brigar com a direção e rumar para Porto Alegre, onde assumiu um posto nas categorias de base do Inter. Terminada aquela temporada de 1994, o Bagé acabou rebaixado para a Segundona – nível em que permanece até hoje. Mais além das experiências no sul, viveu em São Paulo por vinte anos. Trabalhou na base de São Paulo e Corinthians e dirigiu clubes como Francana e Ponte Preta. A rodagem no mundo do futebol sugere que o isolamento atual será benéfico para os bajeenses. Apartar os jogadores da rotina na cidade criaria uma proximidade inexistente em outros cenários.

“No que dependesse de Grêmio e Inter, o Gauchão seria um metropolitano”. Foi com esta frase, antes que a luz do gravador indicasse a mudança de tom, que Edinho começou a conversa. Mas o alegretense em nenhum momento choramingou sobre a situação do interior que não se ergue mais. Para ele, falta uma estrutura mínima para o desenvolvimento da base na enorme maioria das equipes do estado. Num contexto de poucos incentivos financeiros, deixar de revelar jogadores pode decretar até a inatividade de equipes tradicionais. O próprio Bagé, admitiu o treinador, correu riscos de entrar na Segundona de forma quase que inteiramente amadora.

A atuação recente da Federação Gaúcha de Futebol, alvo comum de críticas dos torcedores, é bem recebida na Pedra Moura. Se na Segundona o volume das cotas repassadas aos clubes é um valor ínfimo em relação à elite, para 2011 a FGF prevê auxílio com material esportivo, garante patrocínio na camisa por meio de parceria com a Claro e custeará as taxas de arbitragem. Com a reaparição da Terceirona no ano que vem e a redução da Segundona a dezesseis clubes, os que sobreviverem ao cruel rebaixamento de nove equipes têm a esperança de verbas maiores na próxima temporada. Afastados os potreiros mais embarrados, uma Segundona civilizada deve ser mais bem vendida pela Federação.

As arapucas do regulamento, que podem melhorar a realidade de uns às custas dos nove rebaixados, nem são comentadas no ambiente de trabalho. Nas noites escuras de Dom Pedrito, talvez o próprio Edinho, entressonhando, imagine a volta dos duelos do passado. O Bagé, que há poucos dias venceu o Aston Villa, o campeão da segunda divisão local, no sonho estaria outra vez em Porto Alegre, fazendo frente aos grandes. Mesmo que os dias sejam de privações quase rurais, o pensamento comum dentro das salas que viraram habitações é o de reerguer um clube que já foi campeão. Se dizem que a cidade de Bagé parou no tempo, a ideia é que tudo volte, ao menos na dimensão futebolística, a 1925, quando ninguém foi maior que o jalde-negro dentro das fronteiras rio-grandenses.

Iuri Müller e Maurício Brum

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Entry filed under: Pelo Interior, Reportagens, Segundona Gaúcha.

Uma grande fogueira desvairada Tatuagens bonaerenses

39 Comentários Add your own

  • 1. Alexsander  |  24/01/2011 às 12:53

    Eu fui ao Pedra Moura ver Bagé 0 x 0 Inter pelo Gauchão de 1994.

  • 2. J Petry  |  24/01/2011 às 12:53

    Bah, minha mãe torcia pro Bagé.

  • 3. Santi  |  24/01/2011 às 12:55

    Grande texto, senhores.

    Minha esposa está em Bagé e ficou de me trazer uma caimsa do jalde-negro. Estou com os dedos cruzados.

  • 4. Fernando Cesarotti  |  24/01/2011 às 12:59

    Prêmio Esso pra dupla, já! Aguardando ansiosamente os próximos capítulos.

  • 5. Fernando Cesarotti  |  24/01/2011 às 13:02

    Agora, voltando à velha questão do regulamento, precisa mesmo ter uma Terceirona no Gauchão? Digo isso pq, aqui em SP, temos quatro divisões e, na boa, não há muita diferença técnica entre os lanternas da primeira e os líderes da terceira.
    Não seria melhor ter apenas duas divisões e um regulamento que permitisse a todo mundo manter-se o ano inteiro em atividade?

  • 6. Norteña  |  24/01/2011 às 13:04

    Jalde Negro. Que belo nome. Mas me pergunto, de onde vem o Jalde??? Aureo negro (amarelo e preto) não seria mais obvio?

    Mas voltando ao Jonas….heheh

  • 7. Alexsander  |  24/01/2011 às 13:04

    Morei em Bagé e tinha amigos na diretoria do Guarany. Nas conversas sobre esta situação, um detalhe interessante: o futebol de várzea de Bagé tem (ou tinha, voltei em 2000 pra Porto Alegre) um campeonato bem forte e muitos empresários montam times de funcionários para jogar. O atleta muitas vezes prefere ser balconista na loja e jogador nos finais de semana — com emprego garantido o ano todo — do que ser jogador profissional, receber uma merreca e ficar desempregado a maior parte do ano.

  • 8. Borges  |  24/01/2011 às 13:05

    12 na Primeira. Jogos todos contra todos, só de ida. Os quatro primeiros disputam um quadrangular final.

    O resto na segundona.

    /thread

  • 9. Alexsander  |  24/01/2011 às 13:05

    No fim, apenas os mais jovens (que ainda sonham em “estourar” e ir para um time da capital) é que se interessam por jogar nos times da cidade.

  • 10. Rudi  |  24/01/2011 às 13:07

    Já disse aqui, tem que regionalizar, como era antigamente… e o campeão de cada regional passar pra final…
    FRONTEIRA
    NORTE
    CENTRO
    SUL
    SERRA
    LITORAL
    METROPOLITANA
    PORTO ALEGRE

    cada um faz sua fórmula e escolhe o vencedor, quartas de final, semi, final e era isso

  • 11. Borges  |  24/01/2011 às 13:12

    #10

    É interessante.

    Mas tem regiões aí que são carentes de times (competitivos).

  • 12. Santi  |  24/01/2011 às 13:16

    Rudi, fecho contigo.

    E a dupla Grenal tinha que participar de um torneio em Punta del Este com o campeão e vice argentino, uruguaio e chileno todos os janeiros enquanto os regionais tão rolando.

    A dupla entraria no Gaúchão só quando os campeões regionais estão definidos. Falo muito sério.

  • 13. Rudi  |  24/01/2011 às 13:16

    Claro, o Litoral por exemplo
    mas ter a garantia que pelo menos um clube da região estaria na fase final todos os anos poderia fazer o pessoal se movimentar e melhorar a situação…
    a premiação da FGF (tem uma, não?) poderia ser diferenciada pra quem alcancasse essa fase… enfim

  • 14. Borges  |  24/01/2011 às 13:22

    Pois é, essa regionalização seria legal. Movimentaria mais os clubes do interior, aqueceria as rivalidades locais e até faria surgir uma rivalidade regional.

    Sem distinção entre primeira e segunda divisões, daí.

    Por que será que não se discute proposta assim? Deve ter muitos “interésses” no meio. Uma pena.

  • 15. Carlos  |  24/01/2011 às 13:45

    Eu tenho uma camisa do bagé. Inclusive já falei q ia doar para um sorteio da impedcorp, mas a diretoria ae não veio aqui pegar. Bando de amadores, vão trabalhar no olimpico um dia.

    çaksdçlaskldkçlsadkçasdkçaskçdkç

  • 16. GUIHOCH  |  24/01/2011 às 13:56

    O MESTRE SAI DO GREMIO PARA O VALENCIA? SÉRIO?

  • 17. arbo  |  24/01/2011 às 14:39

    post fenomenal
    e essa ideia q o rudi postou é mto boa

  • 18. Cunegundes Gullar  |  24/01/2011 às 14:45

    EREÇÃO
    EREÇÃO
    EREÇÃO

  • 19. Rudi  |  24/01/2011 às 15:36

    A regional porto alegre poderia ter
    inter
    gremio
    zequinha
    cruzeiro
    porto alegre
    campeão amador do ano anterior (sério)

    a metropolitana
    universidade
    ceramica
    noia
    aymoré
    pedrabranca (antigo RS)
    sapucaiense

    e por aí vai… com cada regional tendo uma fórmula

  • 20. Cunegundes Gullar  |  24/01/2011 às 15:42

    A PEOR DISGRACEIRA DO MUNDO É A INGRATIDÃO, esse jonas ah se lascá, puta franguinho, virou currador nos braços da torcida do greimio, e aí vai pazoropa ser zoado em espanhol porque é mais chique, quer ouvir zum zum zum em outra língua vai fazer pinquembru fridom, feladaputa, volta a ser um franguinho, vai rebolar com o neymala e o ruimbinho, embriaguez de sucesso, a chinfra aqui é outra, a torcida brasileira manda você cheirar minhas bolas

    BATE NA MINHA BUNDA E ME CHAMA DE LEA T.

    quack

  • 21. Sancho  |  24/01/2011 às 15:47

    Re 5

    Cesarotti, a idéia, em si, não é de todo o ruim. Tem que ver como será posta em prática. Por exemplo, Portugal tem 4 divisões, sendo regionalizada a partir da terceira.

    O objetivo é fortalecer os clubes da Segunda Divisão. Mas se ela não for de ano inteiro, por pontos-corridos, acho difícil que venha acrescentar algo.

  • 22. Junior  |  24/01/2011 às 16:42

    Santi, já defendi aqui no Impedimento uma idéia parecida. Mas com uma diferença: reunir Inter, Grêmio, Avaí, Figueirense e mais 4 dos “grandes”argentinos em dois torneios em Florianópolis. O torneio seia em Floripa por reunir um grande nº de argentinos e gaúchos. Por exemplo, em uma semana um torneio com Avaí, Grêmio, Racing e River. No outro, Figueirense, Inter, Boca e Independiente. Na 3ª semana, um jogo entre os vencedores dos dois torneios para definir o “vencedor” do torneio de verão.

  • 23. Gerhardt  |  24/01/2011 às 16:47

    ufa eu ja tava achando q a genialidade do detentor dos direitos federativos do CUNA tinha sucumbido ao flagelo carioca.

  • 24. Cunegundes Gullar  |  24/01/2011 às 17:04

    eu fico aqui vendo essa chuva toda, barraco caindo e despencando, e gente morta, e fico pensando, CADÊ NOSSOS GOVERNANTE, porra, eu fico nervoso, aí eu fico pensando, porque essa chuva não cai em cima do Projac, na gravação da novela da grobo, poxa, quando eu fui menor aprendiz no IML do Rio de Janeiro só vinha bucha de canhão, era mulé que morreu em briga na feira, era trafica que levou bala, era pivete que caiu da laje, porra, agora MORTE NO PROJAC não rolava, se rolasse porexempro… uma Debora Seco, bem sequinha, esturricada, soterrada, ainda que sem uma perna, eu passava o bimbo, ali mesmo na mesa de necrópsia, se não tivesse quentinha não tinha pobrema não, a gente esquenta a parada no microonda, valeu maluco, quack

  • 25. Barbosa  |  24/01/2011 às 17:45

    GENTE MAS O QUE É ISSO QUE HORROR. QUE FALTA DE RESPEITO COM UM CADAVER HUMANO

    GENTE MEU DEUS VAMO PARA COM ISSO

    EH UM SERHUMANO FALECIDO COMO VOCE PODE PENSAR EM COPULAR COM UM SER HUMANO FALECIDO MEU DEUS

    QUE FALTA DE RESPEITO PARA COM O CADAVER HUMANO E SESU FAMILIARES E ENTES QUERIDOS

    SACANAGEM O CARA TEM A DOR DE PERDER UM ENTE QUERIDO E AINDA TEM QUE PRESENCIAR O OUTRO COPULANDO COM O CADAVER DO FALECIDO MEU DEUS.

    ISSO TEM QUE SER DENUNCIADO AS AUTORIDADES

  • 26. Marcel Moreno (ex-TMdaC)  |  24/01/2011 às 18:01

    “uma Debora Seco, bem sequinha, esturricada, soterrada, ainda que sem uma perna, eu passava o bimbo, ali mesmo na mesa de necrópsia, se não tivesse quentinha não tinha pobrema não, a gente esquenta a parada no microonda, valeu maluco, quack”

    CUNEGUNDES ÍDOLO!

  • 28. douglasceconello  |  24/01/2011 às 20:28

    Acho uma ideia REFRESCANTE (uiui) esse lance de regionalizar. Colocaria todo o estado com os ânimos exaltados.

    E que grande texto deste DUO pampeano. Já aproveito para dizer que, deferentemente do caso Jonas, temos uma multa ESTRATOSFÉRICA caso algum veículo queira nos roubar a imperdoável dupla Iuri Müller & Maurício Brum.

    hsuuhs

  • 29. Roger  |  24/01/2011 às 23:40

    Bah, texto excepcional.

    Isso que é jornalismo!

    Vi umas fotos do Iuri durante a Impedcopa.

    É um moleque não?

    Mas escreve como gente grande.

    Iuri, vc mora em Santa Maria não?

    me mudei pra cá há duas semanas

    se estiver a fim de tomar umas cevas, falar sobre o ludopédio e correr china(um amigo que morou aqui diz que a mulherada em sm é a diesel: é só empurrar que pega!), manda um e-mail aí.

  • 30. Eduardo  |  25/01/2011 às 00:06

    #29 Roger,
    diziam as más linguas, nos idos de 1992, que o dia em que uma guria saísse VIRGEM da UFSM, o pórtico de entrada da universidade cairia…
    falei com um amigo recentemente e ele disse que o “conto” mudou. Agora é quando uma guria ENTRAR virgem na universidade…

  • 31. Prestes  |  25/01/2011 às 00:55

    Esse casal 20 é DIMOOOOOIS

    Que matéria!!!

  • 32. Filipe  |  25/01/2011 às 02:08

    O futebol moderno tem dessas. É só olhar a tabela da Segundona Gaúcha e ver onde a tradição se encontra.

    Quem sabe um dia deixem Red Bulls, Grêmio Itinerantes e cia de lado e passem a apoiar àqueles que tem torcida, que tem história.

  • 33. Anônimo  |  25/01/2011 às 02:49

    Infelizmente isso não muda mais, inclusive a tendência é piorar para os pequenos clubes… Atualmente futebol é negócio, um LUCRATIVO negócio. Em todos os negócios – principalmente os lucrativos – como o futebol moderno – a concorrência é feroz e não concede chances para os mais fracos. FATO: Atualmente, um clube sem uma plataforma e estrutura forte de MARKETING não chega a lugar nenhum e, ao contrário, tende a desaparecer nos próximos anos. O problema é que muitos clubes do interior não conseguem se adaptar à essa realidade. Hoje em dia existe uma luta destes clubes pequenos para oferecerem uma estrutura física para os seus atletas, com muita dificuldade, obviamente. Marketing inexiste nestes clubes. Eu não afirmo nada, porém me questiono: será que não seria melhor para estes clubes inverter o processo, ou seja, passar a investir em Marketing primeiro, para depois pensar em estrutura física, desta forma o investimento em Marketing acarretaria frutos financeiros que poderiam ser reinvestidos na estrutura de futebol. Pode parecer utopia, mas também pode ser sim, uma alternativa.

  • 34. Carlos  |  25/01/2011 às 08:10

    #28
    Suellen, cuida q o iuri deve ser empresariado pelo Assis…

    asçldksaçdkçsadkçsakdçlsaklçdsaklçdklç

    http://esportes.terra.com.br/futebol/estaduais/2011/noticias/0,,OI4909133-EI17143,00-No+bicentenario+Bage+ve+excampeoes+gauchos+em+decadencia.html

  • 35. douglasceconello  |  25/01/2011 às 12:38

    Isso aí é DIFERENTE, Carlos. São os tentáculos da ImpedCorp espalhados pelo mundo do HARD NEWS.

    A gente vai se alastrando como a PIRATARIA.

    ashudas

  • 36. soneca  |  26/01/2011 às 06:59

    Dom Pedrito é terra de macho!

  • 37. Chico  |  26/01/2011 às 11:47

    encaminhei o post ao meu ex-chefe, que é de bagé e fanático por futebol e o comentário dele foi “não sabia que a pré-temporada dos jalde-negros estava sendo em D,.Pedrito, (nosso maior bairro) hehehehehe”

  • 38. Rubens Moreira  |  08/02/2011 às 18:30

    Concordo com o Anônimo e vou um pouco mais além. Clubes tradicionais como Gaúcho, Grêmio Bagé, Guarany, São Paulo/RG e Rio Grande têm problemas, sim. Porém, contam com um patrimônio importantíssimo: a paixão de suas torcidas. Algumas questões fundamentais a ponderar, entre outras, são:
    1) acertar as contas, pagando eventuais dívidas;
    2) potencializar este bem intangível, e transformá-lo de uma forma que o clube se torne sustentável.
    Cito os exemplos de Lajeadense, Novo Hamburgo e até o Cruzeiro/POA. Alguns destes clubes eram dados como falidos, mas conseguiram acertar suas contas e retomar o rumo. Por que não seguir o mesmo modelo, ou buscar novas formas de manter o clube?

  • 39. LAEFarinatti  |  09/02/2011 às 00:05

    Finalmente cheguei ao início. E onde vim parar? Na estrada entre o fim de Dom Pedrito e começo do nada!

    Parabéns. Espero pelas novas matérias.

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