Retrospectiva 2010: Visto do fundo do poço, o céu é uma moeda

01/01/2011 at 05:00 45 comentários

Publicado originalmente em 29 de setembro de 2010

Há dias que o estádio se enche a uma marca próxima de seiscentas almas, o suficiente para enfileirar cabeças na distância até que a visão da cancha se termine. Hoje, umas cabeças a menos. Porque elas têm o problema de pensar e concluir que o time simplesmente não vence. Mas a paixão é a mãe dos ridículos pelos quais passamos e, mesmo que os quero-queros montem ninhos embaixo das arquibancadas e grulhem para afastar a torcida, a massa apareceu. Quase a assistência de um velório. As rádios locais sofrem com a falta de linhas. A transmissão só é aberta por volta dos vinte do primeiro tempo. Quando começa, o narrador modula: “É um grande jogo de futebol. Até a torcida veio”.

Ao grande jogo de futebol lhe falta apenas a grandeza técnica de seus atores. O time proibido de vencer tem quatro décadas de história, já foi campeão do interior, e depois de tempos parado retornou ao profissionalismo há um ano. Ele joga em casa, contra o vice-lanterna do grupo – o lanterna é ele próprio – e logo mais perderá por 4 a 1 frente aos olhos rutilantes de conformismo do seu povo. Terá estado melhor no primeiro tempo, acabará ressentindo as doenças dos matadores que não são, e verá suas perspectivas desaparecerem como o sol no intervalo que antecede a garoa do segundo tempo.

Um torcedor atrasado puxará a namorada pela mão desde os pórticos do estádio e tentará encontrar uma aresta para assistir ao resto do duelo. Roçará os limites geométricos da superstição para concluir: “quando eu vejo o jogo do lado esquerdo, o time perde…”. Mas a lógica não durará dois passes errados dos seus atletas, e a namorada rebaterá: “quando tu vê na direita, eles também perdem”. No primeiro lance perigoso após a volta dos vestiários, eles ouvirão o som dos meteoros rompendo o solo no instante em que o time sofrerá um golaço de falta. O principal jogador defensivo será expulso depois de enristar o dedo para policiais e árbitros reclamando do lance.

Este zagueiro, um alemão sem o qual “não poderíamos nem sonhar em fazer algo”, como se repete entre os aficionados desde os dias remotos de agosto, teve horas mais jubilosas do que a maioria dos outros que estão ali. Mais, por exemplo, do que o goleiro titular, um jovem de 22 anos, que ao sofrer o quarto gol no último minuto ficará ajoelhado atrás da linha fatal e, de dentro da sua camisa laranja, suplicará ao fotógrafo próximo que não publique aquela imagem. A seguir dirá, saindo de campo, o que está errado no clube: “tudo”. E esta será para sempre a expansão da tragédia da equipe.

Às rádios, depois, falará abertamente que pensa em deixar o time. Há mais que a ausência de resultados na deformação das aspirações de um grupo de jogadores. O arqueiro Rafael embolsou uma solitária onça de cinquenta reais desde que chegou ao Atlético Carazinho até o domingo passado, em que sofreu 4 a 1 para o Juventus de Santa Rosa numa jornada da deficitária Copa FGF. O tufão carazinhense se resume pelas declarações dos seus goleiros: Wallison, o reserva de Rafael, recusou-se a ficar no banco na partida de domingo, saltou aos jornalistas para manifestar seu desprezo pelo técnico Candinho e exibiu as fissuras do vestiário.

Neste clube incapaz de mensurar se tem menos dinheiro ou vitórias, as dificuldades começam no berço da retomada. No início de 2009, o Atlético emergiu do sumiço de algumas temporadas do outro clube da cidade, a Carazinhense, mas aparentemente ignorou as causas que cerraram as portas do vizinho: a inexistência de apoio financeiro para o futebol dali. Realidade comum a muitas equipes do interior, e potencializada pela situação do Atlético enquanto clube recriado após um fechamento que datava desde o século passado – uma recriação afogada em ideias antigas. Atualmente, ninguém está abaixo do quadro de Carazinho no futebol do Rio Grande.

O punhado de patrocínios que há, mais os pacotes de ingressos vendidos antecipadamente, garantem a subsistência mínima do elenco. Mas o Galo da Serra não pode levar seus jogadores a uma academia ou campo para treinamentos com alguma elaboração – tudo é realizado dentro do Paulo Coutinho, o mesmo estádio que recebe os jogos, transformando o pouco de grama num terreiro evitado até pelos pássaros. Falta dinheiro inclusive para as taxas de arbitragem, e é comum os juízes serem bancados pela equipe de fora e virem no mesmo ônibus do time visitante. O soldo do plantel não pinga na conta há pelo menos dois meses. A situação que faz Rafael contemplar a saída é a mesma vivida por nomes rodados que ainda sustentam a camisa do time, como o zagueiro BONALDI, o expulso do domingo, e o meia RODRIGO GASOLINA, capitão da equipe.

Nos recônditos do vestiário, mais jogadores discutem a deserção justificável. Paulão, zagueiro, e Sertão, meia-atacante, são os que oficialmente já deixaram o Atlético pelo não-recebimento de salários – mas até a bruma matinal de Carazinho tem a convicção de que outros atletas supostamente afastados por indisciplina na verdade seguiram pela mesma trilha. E o período de novas inscrições de jogadores acabou. Gilberto Kamphorst, o Presidente, é daqueles dirigentes criticados pela torcida por não saber atrair patrocinadores e que, quando ninguém está olhando, tira do próprio bolso para manter o clube funcionando.

“Se eu tenho um salão de bailes, eu tenho que dar baile”, justifica, após reconhecer que inscrever o Atlético numa competição como a Copa FGF só faz arrebentar os cofres, mas é necessário para que um time de futebol cumpra a razão de sua existência – entrar em campo. O Presidente admite que sua equipe não tem chances de se classificar. Observa: “num campeonato, alguém tem que ser eliminado. Neste, fomos nós”.

Há quatro campeonatos o Atlético Carazinho é o eliminado. Todos os que disputou desde a volta. São duas Segundonas e será a segunda Copa FGF. Não se tratam de torneios impossíveis, ao menos em suas primeiras fases – a atual Copinha classifica dezesseis dos seus dezoito participantes iniciais, incluindo um LANTERNA de chave. Os carazinhenses ficarão no brete que segura dois. Desde que o time voltou ao profissionalismo, se o estado atual pode ser considerado profissional, foram disputados 52 encontros oficiais para apenas quatro vitórias. “Daqui a pouco vão tirar o título do Íbis e dar para nós”, gracejou um torcedor melancólico.

Os salários atrasados começarão a ser pagos, em parcelas, quando as dívidas pendentes da Segundona 2010 forem zeradas. O valor inalcançável que acossava o time carazinhense no fim da Segunda Divisão? Trinta mil reais. Reduzidos com sofrimento para três mil ainda por pagar. As noites são negras demais quando não há sequer uma moeda de ouro a refletir a luz da lua.

Hay que llenar el corazón,
Maurício Brum.

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Retrospectiva 2010: Shosholoza Retrospectiva 2010: Menos por amor, mais por obrigação

45 Comentários Add your own

  • 1. Sanchotene  |  29/09/2010 às 08:59

    A FGF quebra os clubes e está tudo bem, porque o Congresso da Primeira Divisão é em Buenos Aires…

  • 2. Guilherme  |  29/09/2010 às 10:54

    Coitado do Silas, já ta sendo expurgado do Flamengo:

    http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2010/09/demitido-pela-torcida-do-fla-silas-ataca-nao-faco-gol-contra.html

    O problema é ele não ter noção de que ele não pode ser técnico de futebol, ou de que ele tem que estudar MUITO ainda antes de começar.

    Mas a culpa maior é de quem contrata um cara totalmente despreparado pra treinar time da primeira divisão…

  • 3. Tiago  |  29/09/2010 às 11:19

    É realmente lamentável a situação dos clubes do interior… O melhor retrato disso são os representantes do Rio Grande nas divisões inferiores do futebol brasileiro. Nenhum na B, dois que não vão à lugar nenhum na C e o Juve na D. Precisamos de um campeonato gaúcho mais forte, que dure mais tempo, para manter os clubes na ativa. Se a dupla grenal chiar, que coloquem os reservas. Do jeito que está o futuro é nebuloso…

  • 4. Ferreira  |  29/09/2010 às 11:22

    Em 2009, o Noveletto levou 22 dirigentes para a Europa, gastando algo em torno de R$200 mil. Com direito à ajuda de custo de 500 euros por dirigente.

    Eles foram ter palestras com os departamentos de marketing de real madrid, milan, barcelona, internazionale, como se isso fosse ajudar em alguma coisa.

    Enquanto isso, os clubes do interior vão morrendo…

  • 5. Ferreira  |  29/09/2010 às 11:24

    #4 Dirigentes das equipes que participariam do BOVINÂO 2010.

    #3 Nada contra os times de Santa Catarina (abraço, Felipe!), mas Brasil, Juventude e Caxias não poderiam ser eliminados para a Chapecoense.

  • 6. Cunegundes Vaginildo Botelho Pinto  |  29/09/2010 às 11:46

    tudo isso seria resolvido se os dirigentes do fodebol tivessem uma mentalidade menos elitista, vissem que o brasil é um país que é grande e fodebolistico e tem muitos clubes fodões por aí, e organizassem essa porra de modo a acomodar mais clubes nas competições filé minhon, clubes fodões e não clubes de aluguel como o gremio prodente, time de frangolas do caralho, aí seria a chance pra esses clubes fodões como o caxias e juventude transviada, o santa cruz, o heliopolis de belford roxo e o bangu voltarem a encher estádios e fazer a alegria do povo, série a com 20 clubes é pra país pequeno como espanha, portugal, inglaterra, o brasil é grande pra caralho, painho me explicou vai do iapoque ao xuí, tem estrada e puta de beira de estrada pra gastar mais que quilometro de benga, tem que ter fodebol pra todo mundo nessa porra, quack quack

  • 7. Francisco Luz  |  29/09/2010 às 13:26

    Baita história, Maurício.

    Vi o jogo do Atlético contra o Noia, no primeiro turno, e lamentei muito pela situação dos caras nos jogos seguintes. É muito foda ver um time todo quebrado e quase sem condições de jogar apenas se mantendo em campo.

    A FGF, enquanto isso, não se presta a um mínimo auxílio aos clubes, nada. Uma vergonha.

  • 8. Felipe (o catarina)  |  29/09/2010 às 13:29

    #5

    bom, a Chapecoense tem apoio de empresas fortes da região oeste de SC e é o único time de uma cidade não tão pequena assim (180 mil).

    e vou fazer aquela pergunta clássica: nos jogos do Ypiranga, do/da Lajeadense, do São Luiz, etc., quantas pessoas vão assistir? E se o Grêmio e o Inter forem jogar em Erechim, em Lajeado, em Ijuí, quantas vão assistir? Quantos saem dessas cidades e vendem até a mãe pra assistir a dupla Gre-Nal no raio que o parta? Pois é, depois não adianta chorar quando o time da cidade desaparece.

    mas é só o que eu acho. Com certeza vcs conhecem melhor o interior do RS que eu.

  • 9. Junior  |  29/09/2010 às 13:49

    A FGF (como todas as outra federações) não está nem aí para o futebol. Mas se até o presidente da CBF é um cara que não tinha ligação nenhuma com o futebol e só se tornou presidente porque era genro do Havelange, o quadro regional não poderia ser diferente. O que me irrita é ver a grande imprensa brasileira escrever/dizer que o Havelange é um dirigente exemplar para o futebol brasileiro.

  • 10. guihoch  |  29/09/2010 às 13:53

    mandem eles a

  • 11. Ferreira  |  29/09/2010 às 15:00

    # 8 Bah Catarina, fiz tal comentário com base na tradição dos três gaúchos eliminados da série C.

    Os xavantes com uma torcida fanática e um longínquo 3º lugar no FIGUEIREDÃO 1985, o Juventude até “ontionti” estava na série A do LULÃO, e o Caxias quase subindo no lugar do Figueira há bem pouco tempo atrás.

    Aliás, acho maneiro o nome do estádio da Chapecoense, Índio Condá.

    Abraço,

  • 12. izabel.  |  29/09/2010 às 16:16

    que texto bonito! parabéns Maurício Brum.
    é todo melancólico/sentimental, ao mesmo tempo que muito objetivo e pragmático.

    uma pena a realidade desses times.

  • 13. Diogo  |  29/09/2010 às 16:17

    8.

    Talvez você se sentisse melhor se soubesse que os times do interior aguardam ansiosamente a chegada da dupla Grenal.

    Não é verdade, pelo meu entendimento, que a dupla é culpada pela falência desses times.

    Por sinal, são times que podem se orgulhar de possuírem três torcidas: a própria, e a de Grêmio e Inter, conforme a ocasião.

  • 14. Diogo  |  29/09/2010 às 16:19

    E muitos desses times são mal administrados, usados politicamente, usurpados de seus bens e o escambau.

    A realidade não é tão romântica assim…

  • 15. Felipe Z.  |  29/09/2010 às 16:48

    Vide a derradeira história do Gaúcho de Passo Fundo. Levou um processo por acidente na área recreativa, perdeu a causa, decretou a penhora do estádio e o fim do clube. Uma tristeza.

    Na maioria dos clubes do interior, o caso passa muito pela administração. A torcida segue o padrão de qualquer time, se está bem empolga e enche o estádio.

    Porém, clube que está dando um bom exemplo é o Ypiranga de Erechim. Foi muito bem no gauchão, e o estádio está um brinco.

  • 16. Sanchotene  |  29/09/2010 às 17:05

    Re 9

    O problema não é dizer que é exemplar, até porque foi um bom exemplo, mas não dizer NO QUÊ ele foi.

    Foi ele quem transformou a Seleção Brasileira no BRASIL (e deve receber todos os louros por isso), mas no futebol de clubes sua maior realização -a Taça Brasil- fracassou.

  • 17. Sanchotene  |  29/09/2010 às 17:09

    Sim, a FGF reflete a realidade dos clubes. Mas é triste ver a Federação CAGANDO para o futebol. O trabalho dela afasta quem poderia e quer fazer bons trabalhos…

  • 18. Felipe (o Canoense)  |  29/09/2010 às 17:19

    Só comentando pra ter mais um Felipe pra confundir todo mundo…

    Texto espetacular, a começar pelo título. Parabéns maluco!

  • 19. Felipe (o catarina)  |  29/09/2010 às 17:31

    #11

    eu sei, meu querido, entendi teu comentário. Só que a Chapecoense, apesar de bem menos tradicional que o trio daí, tem um apoio financeiro forte. Esqueci de falar da prefeitura tbm, já que o futebol é um dos carros-chefe do prefeito de lá (ex-narrador de futebol, inclusive).

    #13

    Mas em nenhum momento culpei os clubes do interior ou a dupla Gre-Nal. O que eu acho é que nenhum clube vai se sustentar sem apoio popular – e o tempo e o $$$ que os caras gastam torcendo pra Gre-Nal (o mesmo aqui em SC, com os clubes cariocas) não reverte para os clubes locais.

    Claro que não é só o apoio popular que garante sucesso, senão o Santinha da Catarina era campeão do mundo três vezes a cada ano, mas quem é que vai investir num clube que não tem torcida, que não dá retorno, que ninguém liga, que joga pra menos de mil pessoas (pega os públicos dos jogos entre os times do interior no site da FGF e me diz quantos foram maiores que 1 mil)? Só se for um Grêmio Prudente da vida.

    E o resultado acho que está claro, como tu mesmo disseste: times tradicionalíssimos como vcs têm aí no interior gaúcho esperando o ano inteiro pra jogar com Grêmio e Inter e só. Mas talvez tu te sentirias melhor se soubesse que em SC é ainda pior, pq os catarinas infelizmente ainda torcemos mais pra times de fora do que para os time daqui.

  • 20. Felipe (o catarina)  |  29/09/2010 às 17:44

    33 do ST, Estudiantes 2-0 Gimnasia

    Pincha assumindo liderança, dois pontos a mais que o Vélez

    quem quiser, pode assistir aqui: http://www.futbolarg.com/rd/8115.html

  • 21. Junior  |  29/09/2010 às 19:13

    Sancho, se você tivesse visto a entrevista no Bola da Vez com Andrew Jennings, um jornalista inglês que investiga o COI e a FIFA, duvido que você conseguisse dizer que o Havelange é exemplo de algo positivo. Ele apenas confirmou o que poucos jornalistas brasileiros já diziam. Abaixo, coloco o link de uma entrevista para a Carta Capital, contando as sujeiras de Havelange, Teixeira e Cia.
    A ISL (que surpresa, não?) está envolvida nas maracutais.
    http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=7190

  • 22. Sanchotene  |  29/09/2010 às 20:16

    Re 21

    Júnior, conheço as histórias e sei da gravidade delas. Provavelmente, é tudo verdade. Mas, duas coisas: o Brasil não seria sinônimo de futebol, e nem o futebol seria o maior jogo do mundo, não fosse João Havelange.

    Isso o inocenta? Claro que não. Mas as maracutaias tampouco apagam o que fez de bom.

  • 23. Sanchotene  |  29/09/2010 às 20:22

    Só para constar, Jennings fala sobre o assunto há no mínimo 20 anos…

  • 24. izabel.  |  29/09/2010 às 20:49

    sancho, na boa… quantas sentenças finais, quantas certezas baseados nesse seu “se” …

  • 25. Sanchotene  |  29/09/2010 às 20:51

    Bah, não te entendi, Iza.

  • 26. Cunegundes Rei da Picanha  |  29/09/2010 às 20:56

    silasCOU

    http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2010/09/29/zico-nao-banca-silas-e-diz-que-situacao-do-tecnico-sera-resolvida-nesta-5-feira.jhtm

    esse silas é muito ruim, deve ter sido o irmão gêmeo malvado dele que trabalhou no hawaii 5.0 currador do ano passado, quack

  • 27. Tiago  |  29/09/2010 às 21:01

    Renan, Renan…

  • 28. cassiano  |  29/09/2010 às 21:27

    #26

    Kid Bengala, brocou o frango Renan duas vezes…

  • 29. torotoot  |  29/09/2010 às 21:55

    o jogo de hoje mostra como foi um MILAGRE DE DEUS (ou do BIGODE) o Inter ganhar a Libertadores. Não pq o time é ruim, muito pelo contrário, mas pela ideia maluca de tirar Pato da COPA e colocar Renan no lugar dele. Saiu barato pro Inter!

  • 30. Sanchotene  |  29/09/2010 às 22:24

    Iza, se eu te entendi, cito um exemplo.

    Tivesse o Noveletto -bem como seus antecessores- feito o trabalho dele direito, e tivéssemos integração entre o futebol amador e o profissional, diversas divisões inferiores, regionalizadas para favorecer rivalidades e reduzir custos, 3 times na A Nacional, 3 times na B Nacional, calendário efetivamente anual, trabalhasse para os clubes (ao invés de esperar que eles trabalhem para a FGF), etc., e as viagens à Europa, Montevidéu, Buenos Aires, entre outras coisas, seriam irrelevantes…

  • 31. alex  |  29/09/2010 às 22:53

    bah, graças a deus o inter nunca levou um gol de falta desse pateta aí

  • 32. Tiago  |  29/09/2010 às 22:59

    Mas o pior é que se bem me lembro o Renan era um baita goleiro antes de ir para a Europa.

  • 33. gilson  |  29/09/2010 às 23:10

    Mas olha, se outro time que não o Corinthians ganhar esse campeonato, é porque os caras vão ser muito sangue no zóio mesmo. Tá louco, um campeonato sério (no sentido da importância) como o nosso e esses erros absurdos.

    Hoje eu sou botafogo!!!

  • 34. Felipe (o catarina)  |  29/09/2010 às 23:30

    #26

    tem uma galera que não gostava muito do Silas aqui. Eu, inclusive. Ele só montou aquele time “currador” depois que a diretoria chamou ele pra uma conversa ao pé do ouvido e orientou como ele devia escalar o time. Até a décima rodada, tínhamos uma vitória e estávamos na lanterna.

  • 35. izabel.  |  30/09/2010 às 13:15

    sancho, eu critiquei a sua forma de largas essas duas “sentenças finais” : o Brasil não seria sinônimo de futebol, e nem o futebol seria o maior jogo do mundo, não fosse João Havelange. baseado num “se” (se não fosse o espertíssimo velho ladrão).
    mas deixa quieto… percebo que você adora o exercício da retórica (e, como advogado, é bem treinado na questão) então é melhor eu ficar quieta.

  • 36. Junior II  |  30/09/2010 às 17:50

    O futebol do interior só vai recuperar-se quando os cidadãos do interior notarem que devem torcer pelas equipes das suas cidades e não para Grêmio ou Inter.
    Eu torço apenas para o Pelotas, meu time colocou 2500 torcedores em POA na final da Taça Fábio Koff, mas minha cidade também já está sendo invadida por torcedores da dupla de POA, preferem ficar sentados no sofá assistindo equipes de fora a ir ao estádio ver o que é futebol de verdade !

  • 37. Sancho  |  30/09/2010 às 17:57

    Não, Iza. Não é isso. Posso estar errado, normalmente estou, mas confesso que não credito o resultado -que são fatos- à ladroagem e a espertezas. Meros ladrões e espertos, p.e., são o R. Terra T., o nosso Chico N. E eles merecem ser criticados por isso. Havelange, diferentemente, aliava competência à falta de caráter.

    Basicamente, é a diferença entre um político que paga o funcionalismo em dia, constrói e mantém hospitais e escolas, estabelece e executa um plano diretor inteligente que traz benefícios diretos à população, mas enche os burros de dinheiro, contra um que só enche os burros de dinheiro.

    É a diferença entre alguém que sabe o que de ser feito e faz, mas tira vantagem disso. E outro que não faz o que tem que ser feito, e aproveita-se apenas da posição que se encontra. Deve-se elogiar o primeiro pelo que ele fez, mas também processá-lo e condená-lo pela roubalheira. O segundo deve ser processado e condenado pela roubalheira, e criticado duramente pelo que não fez.

    Voltando ao assunto, Havelange assumiu uma CBD amadora e descriteriosa, realizou um trabalho focado na formação da melhor seleção de futebol do mundo, e conquistou 3 títulos mundiais. Pegou uma FIFA minúscula, de fundo de quintal, e um jogo disputado apenas na Europa e na América do Sul, e a transformou no que ela é hoje. Quem pode negar isso?!

    No mais, estamos conversando. Não se trata de RETÓRICA, já que não quero convencer a ti ou a interlocutores, mas de DIALÉTICA. Se há algo aí que tenha me passado, por favor, fica à vontade. Só se conversa por isso; não há outra razão…

  • 38. Sancho  |  30/09/2010 às 17:57

    Re 36

    Efeito das Universidades, Jr. Há muito “estrangeiro” em Pelotas.

  • 39. Felipe (o catarina)  |  30/09/2010 às 18:09

    #36

    concordo, é isso aí. Mas é uma visão muito nossa, de torcedores de times “locais” que enfrentam concorrência por torcida com os grandes que passam na TV.

  • 40. Junior  |  30/09/2010 às 18:32

    Sancho, com todo o respeito, o Brasil não foi campeão mundial em 58 por causa do Havelange. Foi campeão porque teve a sorte de reunir quatro gênios em um mesmo país: Pelé, Garrincha, Didi e Nilton Santos. A mesma CBD fez um trabalho ridículo em 66, convocando “450 jogadores” para a Copa da Inglaterra.

  • 41. Sancho  |  30/09/2010 às 18:56

    Re 40

    Em 1966, o trabalho foi porco. O sucesso subiu à cabeça.

    Mas, tchê, em 50 e 54, havia talento de sobra e ainda assim falhamos. Em 54, nem o regulamento se sabia! Os iugoslávos se escabelavam em campo tentando explicar que o empate servia aos dois times…

    Em 1958, havia toda uma organização instituída com o objetivo de trazer o caneco.

  • 42. Junior II  |  30/09/2010 às 22:59

    # 38,

    Antes fossem apenas as universidades e seus “estrangeiros”

  • 43. Junior  |  01/10/2010 às 12:42

    Em 50 e 54 não havia Pelé e Garrincha.

  • 44. Sanchotene  |  02/10/2010 às 08:43

    Iza, o Monty Python traduziu o que penso sobre o assunto nesta cena do “The Life of Brian”:

  • 45. Sanchotene  |  02/10/2010 às 08:53

    Em 62, não havia Pelé; em 70, Garrincha.

    Em 54, o time tinha Didi, Julinho Botelho, Nilton e Djalma Santos, Castilho (no gol). Em 50, Zizinho, Ademir, Baltazar, etc.

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