Retrospectiva 2010: Argel, sem frescuras

28/12/2010 at 05:00 68 comentários

Publicado originalmente em 15 de janeiro de 2010

Argel sempre foi um jogador que se destacou pela sinceridade e pela impetuosidade. Em um momento de loucura pelo avanço do Palmeiras na Libertadores, tirou toda a roupa, saindo do campo de cuecas brancas. O ex-zagueiro também estava de cuecas quando começou essa sincera entrevista, pois precisava começar um treino no São José e não podia perder tempo com frescura. Seus auxiliares (entre eles Claudiomiro, ex-zagueiro do Grêmio) aguardavam ansiosos.

Entrevistar um homem do futebol de cuecas só é novidade para nós, que nascemos na década de 80 e estamos acostumados com coletivas de homens engravatados com painéis ricos. Antigamente, entrevistar um treinador/jogador se vestindo era comum. Argel parece ter as coisas boas de um treinador das antigas; além de ser muito solícito (nos recebeu muito bem, mesmo sem lembrar para onde seria a entrevista) não dá a mínima para as novas manias. É contra os treinos fechados e a repressão indiscriminada; libera cerveja para os jogadores depois do jogo, porque sabe que assim tem controle.

Enquanto vestia o uniforme de jogo, Argel nos concedeu esta entrevista:

O que tu esperas desse início de campeonato?

Eu espero um campeonato muito equilibrado, tirando Grêmio e Inter, que têm vaga virtual. No nosso grupo são oito equipes. Sem contar o Grêmio, sete. São sete equipes brigando por três vagas, então eu vejo um equilíbrio muito grande.

O que o São José  almeja no Gauchão?

Almeja classificação. Depois o que vier é lucro.

Qual a tua filosofia de preparação, de modo de jogar?

Essa é a quinta equipe que nós trabalhamos. Ano passado nós chegamos à final do campeonato gaúcho (era a final do segundo turno), sendo a zebra com o Caxias. Esse ano vamos ver se conseguimos ser a zebra de novo. O que eu penso sobre a preparação é que se você treina forte, você joga forte; se você treina fraco, joga fraco. Não existe milagre no futebol. O que se faz aqui é o que se faz no Grêmio, no Inter, no Palmeiras. É a mesma preparação física, é tudo a mesma coisa. O que diferencia é a intensidade de um trabalho e de outro, e a resposta que os jogadores dão. Nós estamos trabalhando há quase 40 dias e a rapaziada tem dado uma resposta muito boa. Nos encontramos numa condição física bem aceitável e agora começa o campeonato. É essencial ganharmos as partidas em casa.

Qual o diferencial que tu vês no grupo do São José?

Eu confio muito no trabalho que a comissão técnica faz. Porque se você analisar os jogadores, eles estão muito nivelados. Hoje um atleta sai do São José e joga no Inter ou no Grêmio com uma perna só. Um jogador que teve aqui foi o Walter, que joga no Inter tranquilamente. Então, hoje é 60% condicionamento físico e 40% condicionamento técnico do atleta. Isso me deixa muito tranqüilo, por que acredito no trabalho que a gente faz. Um jogador com um treinador rende 70, 80%. Com outro técnico pode render 150, 200%.

Chamou atenção uma entrevista que tu deste à Rádio Guaíba no ano passado, em que tu disseste que libera a cerveja depois do jogo e que não te importas com o cigarro. Como tu tratas isso?

Eu joguei seis anos no futebol europeu e a maioria dos jogadores lá fuma. Eu jogava no Benfica e em um plantel de 28, dezoito fumavam. Esses que fumavam eram os que mais corriam em campo. Eu não vejo problema nenhum, não quero nenhum dos jogadores para casar com a minha filha. Se eles me ajudarem na quarta e no domingo e cumprirem os horários – que é o que acontece na Europa. A diferença do jogador europeu para o brasileiro é que lá você libera uma cerveja, um vinho antes dum jogo, ele toma um copo ou dois. No Brasil se tu liberas ele toma uma caixa ou duas. Falta senso de profissionalismo, mas ta melhorando. Eu sempre liberei uma cervejinha depois do jogo. Num grupo sempre tem oito, nove que bebem e eu sei quem são. Então libero dez, doze cervejas. Isso não vai fazer mal pra ninguém.

Mesmo quando o time perde?

Perdendo, ganhando ou empatando. Adotei isso em todos os clubes que passei e nunca tive um problema. Nunca teve bebida dentro de ônibus. No momento em que você libera, você desarma o jogador. Aí ele não vai pensar em levar uma cerveja dentro da bolsa para tomar no ônibus. Você mata aquela ansiedade que ele tem.

Já aconteceu de tu pegares um treinador que reprimia e jogador que fazia mesmo assim?

Tinha treinador que não liberava. Aí a gente acabava a janta, entrava no ônibus, lá atrás os caras tinham duas caixas de cerveja para beber.

Em que time isso?

Não, isso não dá pra dizer. Mas então essa é a mentalidade. Você tem que dar a liberdade e cobrar uma responsabilidade do jogador.

Da concentração tu também não és muito fã.

Não gosto muito de concentração. Acho que um dia ta bem suficiente, acho dois dias demais. Eu não vejo qual a diferença ou no que pode ajudar prender o jogador dois dias antes. Ou, por exemplo, fechar as portas para ninguém ver o coletivo.

Tu não gostas de treino fechado?

Quase impossível eu fazer um treino fechado. Fiz um, é uma confusão do caralho e nunca mais. Achei que ia esconder o time, cheguei na minha sala, entrei no site e a minha escalação já tava lá.

Não fecha nem pra bola parada?

Eu não escondo nada. Ano passado fomos jogar uma semi-final contra o Juventude. Eles fecharam o portão e nós não. (O Caxias treinado por Argel bateu o rival por dois a zero)

Tinha uma jogada que tu fazias bastante no Inter. Tu gostavas de afastar a bola de bicicleta. Se um zagueiro teu faz isso, como tu reages?

Se fizer com a mesma qualidade que eu fazia… O problema é quando faz e cai no pé do atacante, mas eu fazia com qualidade.

Esse jogo contra o Juventude foi o momento em que tu começaste a achar que podia ganhar o campeonato?

Não, foi no jogo em que nós ganhamos de quatro a zero do Grêmio. Era o último jogo da classificatória, a gente tava em quinto lugar e passavam quatro. Nós fizemos uma partida fantástica. Entramos para a história do Caxias. Ali eu vi que o time cresceu. Aí fomos jogar com o Veranópolis na casa deles e ganhamos por três a um. Jogamos muito. Depois veio o clássico. Fazia nove anos que não ganhávamos do Juventude e ainda valia vaga para a final (da Taça Fabio Koff). Com um investimento bem inferior, na casa deles, ganhamos por dois a zero e podia ser três, quatro. Eaí pegamos o Inter. Eles não me liberaram meu melhor jogador que era o Muriel e mais o Daniel. Perdi dois volantes: um por lesão e um por cartão. Mas não justifica os oito a um que tomamos.

O que tu aprendeste com aqueles oito a um?

Não aprendi nada. Porque o primeiro tempo foi sete a zero e o segundo um a um. Acho que o resultado não diz o que foi o jogo. O Internacional, sim, estava numa fase tremenda, o estádio lotado, campanha invicta. Mesmo assim não justifica. O oito a um foi pesado, nossa equipe se assustou um pouco, até por que eram quase todos garotos. Por incrível que pareça, o Inter foi o único time que eu não consegui ganhar no Gauchão.

Se fosse uma final entre Zequinha e Inter agora. O que tu faria de diferente?

Acho que a preparação foi feita dentro do que a gente podia fazer. O Internacional estava em uma tarde em que deu tudo certo. De onde batiam, ela entrava.

Tu estás com 36 anos. Porque tu paraste tão cedo de jogar?

Quando eu tava no Inter, com dezoito anos, eu falei: vou jogar até os 33. Isso é um projeto de vida. Meu joelho também começou a incomodar. Eu tive a oportunidade de jogar em nove clubes, todos clubes grandes. Tava com a vida definida, fiz o meu pezinho-de-meia, eu falei assim: meu negócio não é mais jogar, agora é treinar. Eu me sinto muito mais treinador do que fui jogador. Minha estreia foi Mogi-Mirim e Rio Branco, pelo campeonato paulista. Quando eu fiz esse primeiro jogo, me senti tão bem que pensei: acho que nunca deveria ter jogado bola, devia ter sido sempre treinador. Isso foi uma coisa muito pensada. Como treinador, eu vou trabalhar até os 55 anos.

Podemos anotar?

Podem anotar.

Geralmente treinador quando está na beira do campo se sente mal por não poder fazer o que seus comandados não conseguem fazer. Tens ideia de por que te sentiste tão bem?

Eu sempre fui capitão, ou tomava à frente, era um líder. Muitas vezes, via o futebol de uma maneira diferente que o meu treinador via. Então pra mim ficou mais fácil por que agora sou eu que decido.

Qual foi teu melhor momento como jogador?

Foi no Benfica, o clube pelo qual mais joguei na carreira. Foram cinco anos lá. Fui campeão português em 2005 (o Benfica não vencia desde 1994). Me naturalizei português, tenho casa lá ainda, vou uma vez por ano e gosto muito do pais. Meu maior sonho é ser treinador da seleção de Portugal, não da seleção do Brasil. Me sinto, às vezes, mais português que brasileiro pela identificação que eu tenho, pelo respeito que as pessoas têm comigo. Eu tenho uma história lá. Tive fases boas no Palmeiras, no Santos. Mas no Benfica eu permaneci muito tempo, então se criou uma identificação com os torcedores. Esse ano fui assistir um jogo e quando eu entrei no estádio a torcida gritou meu nome.

Tu chegaste a uma final de Libertadores pelo Palmeiras.

Foi em 2000. Esse é um título que me falta. Espero que possa ganhar como treinador.

Como foi marcar o Riquelme?

Foi muito bom. O Riquelme, o Palermo, foi um dos melhores times do Boca nos últimos anos. Tinha Arruabarrena, Bermudez, Samuel, o goleiro era o Córdoba. Eles tinham um time fantástico. E nós tínhamos um time muito bom. Galeano, Marcos, eu, Roque Júnior, Arce, Júnior, Pena, Euller, Alex, César Sampaio. Nós empatamos em dois a dois na Bombonera. Era para a gente ter ganhado – o juiz não deu um pênalti clamoroso. E aí nós viemos para o Morumbi, empatamos em zero a zero e perdemos nos pênaltis.

Tu gostarias de ter jogado mais na seleção brasileira?

Eu tive minha oportunidade. Fui quatro vezes convocado pelo Zagallo, para a seleção principal. Nas seleções de base eu fui em todas. Acho que tive um pouco de azar. Na seleção olímpica, quando eu era capitão, tive uma lesão no joelho. Acabei não podendo ir para as Olimpíadas. Quando você perde o seu momento, acaba aparecendo outro. Mas me sinto feliz de ter sido quatro vezes convocado. Conheço muito bem a Granja Comary, e isso também me traz uma bagagem muito grande. Viajei muito com a seleção. Apesar de jovem, conheci o mundo. A seleção me abriu muitas portas.

Tu és daquela geração campeã mundial de juniores em 1993, que tinha Caíco, Adriano e Yan. Porque ninguém estourou naquele time?

Os jogadores que conseguiram estourar foram eu, o Dida. O Juarez era um zagueiro que foi para fora do Brasil. O Gélson Baresi também sumiu. O próprio Yan não estourou o que tinha que estourar. O Adriano não conseguiu estourar, o Catê também não. Então, os jogadores menos badalados é que conseguiram: eu, o Jardel, o Magrão, centro-avante; o Dida. Foram os jogadores que a partir daquele título conseguiram explodir. Aquela seleção para mim foi o trampolim. Quem me subiu no Inter foi o Antônio Lopes, eu já tinha entrado em algumas partidas. Mas a partir do Mundial o seu Ênio Andrade falou pra mim: “Agora você vai começar a jogar ao lado do Célio Silva”. Foi em 1993, o Pinga tava machucado. Logo depois também me venderam, no começo de 95. Fui para o Verdy Kawasaki, do Japão, onde joguei dois anos. De lá, fui para o Santos, e depois para o Porto. Vim para o Palmeiras, fiquei dois anos. Fui para o Benfica e joguei cinco anos. Um ano no Racing Santander, um ano no Cruzeiro e um ano no futebol chinês, em 2007, quando parei.

——-

Depois ainda teve o treino. Ficamos para assistir, no sol escaldante e quase sem brisa do Zequinha Stadium (ab$, Metallica) agora todo coberto. Depois de um aquecimento sem bola e com bola, de boa intensidade, Argel dividiu os times para um coletivo. A ideia era um time titular que marcasse com muita pressão; afinal, o jogo de estreia é em casa.

Argel não xinga os jogadores o tempo todo, como fazem alguns colegas. Orienta a marcação sempre. Raramente enche o saco de algum jogador com a bola – no máximo, o posicionamento de alguém para receber. Dentro do campo, mostra o mesmo estilo autêntico. Como zagueiro, não aliviava nas divididas – por isso, cobra de um jogador preguiçoso para marcar. Um jogador de defesa com passagem por um time da Série A fez doce para marcar um adversário no campo dele, por pressão. Voltou trotando. Argel parou o treino e trocou: colocou o seu reserva imediato no time titular. “Tomar no c…, 20 minutos e já não tá mais correndo!” resmungou, alto, para quem quisesse ouvir. O reserva imediato não só correu, como foi muito bem.

Em outro momento, um volante alto, bem mais forte do que a sua magreza indica, saiu com a bola para o ataque. Um jogador mais forte tentou tirar-lhe a bola – não só não conseguiu, como caiu no chão e levou um pisão acidental. Doeu. Eu vi. Mas ele saiu com o pé firme no chão. “Firmou o pé, tá normal, tá normal!”, gritou. O jogador se deitou de novo. Para revolta de Argel. “Mas são uns dodói do c…, mesmo. No jogo vai pisar também, e daí?”.

Esse é um pouco de Argélico Fuchs, à moda antiga, no melhor sentido. O resto de Argélico veremos no campeonato.

Felipe Prestes e Luís Felipe dos Santos

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68 Comentários Add your own

  • 1. guihoch  |  15/01/2010 às 10:54

    quanto tempo durou a entrevista desde o rec no mp4?, ta falando bem ele hein, se passar metade das palavras para o campo fica em terceiro no gauchão, IMPEDIMENTO deve procurar mais patrocinio, o BRASIL tá perdendo bons comentaristas e reporteres por vcs não estarem na GRANDE midia. fica o toque.

  • 2. mardruck  |  15/01/2010 às 11:00

    Bah, sensacional.

  • 3. Carlos  |  15/01/2010 às 11:05

    Bom treinador…vai treinar gremio ou inter qquer hora dessas…

    Como jogador achava um completo merda.

  • 4. Cassol  |  15/01/2010 às 11:05

    Impedimento em chamas hj. Dois posts ARREBATADORES.

  • 5. izabel  |  15/01/2010 às 11:31

    sensacional.
    impedimento desta sexta tá valendo a assinatura dos últimos 3 meses.

  • 6. Thiago Ciaciare  |  15/01/2010 às 11:42

    “O que tu aprendeste com aqueles oito a um?

    Não aprendi nada.(…)”

    Boa, Argel !

    Gostei dele ter lembrado que roubaram o Palmeiras naquela merda de estádio de filhosdaputa na Libertadores-00… tem jogador que não lembra nem que cor que é o calção do clube…

  • 7. Bernardo  |  15/01/2010 às 11:50

    Grande Argel, baita matéria Impedcorp.

  • 8. Logan  |  15/01/2010 às 11:53

    Aí eu lembro do que Edilson falou numa entrevista, hoje em dia os jogadores são treinados pelos empresários, só saem frases prontas, não tem a menor graça, antigamente havia mais polêmicos, tipo o pr[oprios edilson e o argel.

  • 9. Battaglin  |  15/01/2010 às 12:08

    Muito bom!

  • 10. guihoch  |  15/01/2010 às 12:38

    e para o impedimento da r o fatality só tava faltando isso nesta sexta

    e depois este cadastro aqui é o que há

    http://lp.zazzoo.com.br/LPxVqubex162x13xBxPL/

  • 11. guihoch  |  15/01/2010 às 12:41

    tirei a foto das minhas loiras preferidas em cima da cama todas reunidas, aqui vai:

  • 12. Manuel Barbeiro  |  15/01/2010 às 12:50

    Argel é idolo. Não foi o melhor zagueiro da história do Benfica, mas foi um dos melhores seres humanos que já pisaram no Estádio da Luz. E acho que todos os que já tiveram Argel em suas equipes pensam o mesmo – se trata de um profissional de caráter e compromisso inabaláveis com a equipe na qual trabalha.

  • 13. dante  |  15/01/2010 às 12:59

    “impedimento desta sexta tá valendo a assinatura dos últimos 3 meses”. [2]

    vou até pagar adiantado o mês de fevereiro.

  • 14. y  |  15/01/2010 às 13:09

    Deviam ter perguntado:

    -se a frase atribuída a ele que em Portugal recebe-se semanalmente de 15 em 15 dias é verdadeira

    -como foi o desentendimento com EVERSON, cujo deu um PISÃO NA CARA do Argel num TREINO, vide: http://www.record.xl.pt/noticia.aspx?id=577286&idCanal=11

  • 15. Thiago  |  15/01/2010 às 13:23

    Legal, muito legal mesmo. Noções de profissionalismo que no Brasil ainda é impensável, mesmo com todo o esforço de Sócrates nesse sentido.

    Deixo registrado apenas que o Impedimento virou leitura obrigatória sobre futebol nos últimos meses. São os únicos que entendem de futebol sul americano em todo o território nacional (o outro que saca é o Tim Vickery da BBC, mas é inglês e eu tiro ele da conta; excelente comentarista também). É a blogosfera revelando talentos até no futebol…(quantos não devem estar perdidos em mesas de bar mil Brasil afora…).

  • 16. Prestes  |  15/01/2010 às 13:51

    Argel é grande figura!

    Essa do dodói no treino foi sensacional.

  • 17. Fernando Cesarotti  |  15/01/2010 às 13:54

    Grande matéria, grande figura – embora confesse que, nos tempos em que ele vestia a 3 verde, eu sentia alguns arrepios e nunca confiei cegamente.
    Lembro que o Palmeiras foi roubado mesmo contra o Boca em 2001 nas semifinais, quando deram um pênalti no Schelotto que ele nem pediu e não deram um no já veterano Fernando em que o Córdoba deu um TAPÃO na canela dele.
    Nesse aí o Argel jogou só o jogo de volta e tomou um bailaço do Román. Deve ser por isso que ele se esqueceu.

  • 18. Phoenix  |  15/01/2010 às 14:04

    “Argel sem frescuras” não é redundância?

  • 19. Roger  |  15/01/2010 às 14:25

    A resposta a quarta pergunta é uma das maiores compilações de idiotices que já vi algum treinador falar sobre futebol.

  • 20. Alisson  |  15/01/2010 às 14:27

    Melhor do que o CARA só o SOBRENOME.

  • 21. m  |  15/01/2010 às 14:45

    pior zagueiro que atuou no cruzeiro nos anos ’00.

  • 22. Manuel Barbeiro  |  15/01/2010 às 14:48

    @14

    – Essa frase é folclórica, já ouvi dizer que foi dita sobre o futebol mexicano.

    – Quem é Everson?
    Argel > Everson

  • 23. Ernesto  |  15/01/2010 às 14:51

    Zagueiro guerreiro, Argel
    não anda de Sandero, anda de gurgel
    Alma de leão, alma de copero,
    jogador de verdade
    não se importa com dinheiro

  • 24. Francisco Luz  |  15/01/2010 às 14:53

    Muito bom, GURIZES.

  • 25. Ernesto  |  15/01/2010 às 14:54

    off topic total, mas é importante
    afinal de contas saiu no jornal

    http://www.ole.clarin.com/notas/2010/01/14/futbollocal/02120110.html

    olha o que fizeram, com a camiseta do boca
    a chefia de design devia estar muito loca,
    estão avacalhando um manto sagrado
    é por isso que dizem que
    desinger é tudo viado

  • 26. Rudi  |  15/01/2010 às 14:56

    Começando a ter medo do Ernesto…

  • 27. dante  |  15/01/2010 às 15:07

    bá, mas que POLERA horrorosa.

    se puxaram.

    deve ser o mesmo designer infeliz que inventou os CROCS. [ns]

  • 28. rafael botafoguense  |  15/01/2010 às 15:07

    hahahahaah olha o ernesto…

    “não anda de Sandero, anda de gurgel”

  • 29. Ernesto  |  15/01/2010 às 15:10

    bah, me caro amigo botafoguense
    o gurgel aquil que era carro, aquilo que era máquina nonsense
    tinha lugar pra duas pessoas e meia
    carro pequeno, do lado do freio de mão a correia

  • 30. Ernesto  |  15/01/2010 às 15:12

    Rudi, meu amigo camarada
    não fique com medo, sou gente boa, sou boa praça
    saiba que quando quiser, é só chamar
    para uma cachaça, em qualquer chalaça

  • 31. Ernesto  |  15/01/2010 às 15:12

    *é so fazer a chamada

  • 32. Ernesto  |  15/01/2010 às 15:13

    Argel, agora verdadeiro treinador,
    se não aguenta o tranco, se não quer sentir dor
    é um dodoi, um dodoizinho,
    no futebol se destrói, não é lugar de viadinho

  • 33. Prestes  |  15/01/2010 às 15:16

    HUAAAAAAAAAAAAAAAA

    SENSACIONAL O ERNESTO POETA!!!

  • 34. Prestes  |  15/01/2010 às 15:17

    Vai um hai cai pra ti, meu querido:

    Ernesto raramente não está de mal
    Pois para ele comer algúem
    É coisa sazonal

    HUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

    Brinks, mgx!

  • 35. Ernesto  |  15/01/2010 às 15:19

    Prestes, você também tem o dom de escrever
    ontem falei do impedimento, e de você
    acabei por me esquecer

    peço desculpas, sou um cara polêmico e sincero
    colorado campeão, com gol de Diego e Digo
    sim, eu espero

  • 36. Ernesto  |  15/01/2010 às 15:20

    Porra prestes, voce foi mais ligeiro,
    mas tudo bem, compreendo,
    afinal você é um putanheiro,
    enquanto ninguém estou comendo

  • 37. Roger  |  15/01/2010 às 15:26

    Tá.
    Já podem formar um “bonde” e ir pros baile funk.

  • 38. Rudi  |  15/01/2010 às 15:33

    No impedibonde eu vou entrar
    Se liga na letra que eu vou dar
    Ernesto e Prestes camaradas
    Se liguem nessas paradas

    Diego e Diogo eram craques
    se perderam no pózinho
    Também me lembro do Murilo
    Que largou tudo por umzinho

    A Invicto é do caralho
    Revista de grande presença
    Nas noites frias de orvalho
    Fez aumentar minha crença

    De que vamos ganhar essa copa
    Com garra e talento vamos ao bi
    E depois de tudo vamos dizer
    Abu-Dhabi é logo ali

  • 39. Manuel Barbeiro  |  15/01/2010 às 15:37

    @25, taí, curti a camisa nova do Boca.

  • 40. Alisson  |  15/01/2010 às 15:46

    Heresia suprema, mas eu gostei da camisa dos Bosteros.

  • 41. Tião Macalé  |  15/01/2010 às 15:50

    Achei essa camisa do Boca NÓRRRRENTA!

  • 42. douglasceconello  |  15/01/2010 às 16:03

    Bah, maior entrevista do jornalismo brasileiro desde que Cabrini encontrou o PC.

    Nunca me esquece de um gol do Argel em um Gre-Nal em 94. A bola veio a dez centímetros do chão, ele arrastou a CARA no chão e CABECEOU.

    E achei bizarra a camisa do Boca, mas pelo menos tem sentido HISTÓRICO.

  • 43. Diogo  |  15/01/2010 às 16:05

    Rapaz, sempre achei o Argel meio Robocopzão quando jogava, mas pelo jeito tem a cabeça boa até.

  • 44. Diogo  |  15/01/2010 às 16:07

    42.

    Deve ter sido muito parecido com o Gol Minhoca,, no Gauchão 2009, feito pelo Jonas.

  • 45. André  |  15/01/2010 às 16:07

    A camisa do Boca só faria sentido se tivesse uma sueca de calcinha fio dental dentro dela. Mas preferiram botar aquele Riquelme e ficou uma bosta.

    ====================================================
    Grande entrevista! A única lembrança que eu tinha do Argel era aquele balãozinho humilhante que ele levou do Ronaldinho. Mas agora a má impressão acabou. Grande figura.

  • 46. douglasceconello  |  15/01/2010 às 16:17

    Do nada, lembrei desta história:

    http://www.insanus.org/impedimento/arquivos/2007/01/esquizofenia.html

    “- Ele treinava de boné enterrado na cabeça, afastado dos demais. Contava da vida como se fosse o verdadeiro Pena”

    haushusausahsahushusa

  • 47. izabel  |  15/01/2010 às 17:02

    engraçado, essa aí eu não li (ou não tenho recuerdos). e nessa época eu era super assídua nas leituras do impedimento.
    que história!

    agora, quando entro no viejo impedimento, me bate mó nostalgia. não só do blog, mas toda essa época de mi vida, que foi muito boa. chegando em são paulo, pouco dinheiro mas também pouco juízo… ai, a juventude!

  • 48. rômulo arbo  |  15/01/2010 às 17:24

    HUAHUHAUHAUHAUHAUAHUAHUAHAUHA
    #46 morri de rir com isso

    no mais, prestes e LF para o caso watergate
    ns

  • 49. rafael botafoguense  |  15/01/2010 às 17:30

    então vou manda o papo honesto
    to no bonde do ernesto
    prestes e mais o rudi
    não jogo mais bola de gude

    pra quem ñ gosta do impedimento
    eu so lamento
    chegou o rafael botafoguense
    o seu tormento

    podikre se liga
    com é que é
    o botafogo estréia amnhã
    contra o macaé

    ta ventando mto
    a chuva tá sinistra
    vou desligar o pc
    e cair na pista

    papo reto,sem curvas.

  • 50. fino  |  15/01/2010 às 17:36

    huaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

  • 51. Frank  |  15/01/2010 às 18:13

    Todo mundo virou poeteiro
    Devem ficar a noite toda
    com uma playboy no banheiro

    (haikai 2 – a missão)

    hahahuafuhbafsduhasdfhu

  • 52. Luís Felipe  |  15/01/2010 às 18:19

    #14

    “central que, aliás, já tinha feito sentir a sua forma de jogar no corpo de outros colegas”

    cara, como eu invejo o português lusitano.

  • 53. Prestes  |  15/01/2010 às 18:20

    Porra, há tempos eu não publicava uma matéria aqui, aí o pessoal vem e OFUSCA completamente a entrevista nos comentários com esses poemas sensacionais.

    Tudo culpa desse INCENDIÁRIO chamado Ernesto.

    Comenta direito Ernesto, MOLÓIDE. (HENFIL, 1970) (ns)

  • 54. col  |  15/01/2010 às 20:25

    Grande entrevista!

  • 55. Zé Carlos  |  15/01/2010 às 20:29

    E ai fomos surpreendidos novamente

  • 56. zobaran  |  15/01/2010 às 21:07

    Essa pergunta resume o IMPEDIMENTO: “Chamou atenção uma entrevista que tu deste à Rádio Guaíba no ano passado, em que tu disseste que libera a cerveja depois do jogo e que não te importas com o cigarro. Como tu tratas isso?”

  • 57. Branco  |  15/01/2010 às 21:07

    Gostei das idéias do Argel. Espero qeu treine o Inter um dia.

  • 58. douglasceconello  |  16/01/2010 às 01:24

    Bah, Izabel. O fato de o Impedimento estar VINCULADO a fases da tua vida já justifica a nossa existência. Genial.

  • 59. douglasceconello  |  16/01/2010 às 01:37

    Outro trecho MEDONHO daquele post:

    “Ainda segundo o jogador, ele teria passado a adotar o apelido Pena recentemente.”

    hshushuhsuhushus

    Maior ROTEIRO de cinema deste SINDICATO DE LADRÕES (ns).

  • 60. Francisco Luz  |  16/01/2010 às 10:58

    Post histórico, este do Pena. Lembro até hoje da história.

    O pior é que foi para este time que o Inter conseguiu ser eliminado naquele Gauchão. Grande fim para o enredo.

  • 61. Zé Carlos  |  16/01/2010 às 20:23

    Foi um zagueiro de merda e um técnico sem noção, subiu o Mogi mirim na maracutaia. Armou um empate com o outro time que tb precisava do mesmo resultado para subir.

  • 62. y  |  17/01/2010 às 11:25

    #61:

    só que aí eles tiveram que jogar de novo, e o 3 a 2 também serviu pros dois… não vejo nada de errado.

  • 63. y  |  17/01/2010 às 11:31

    parabéns ao juventude por ter eliminado o Mosqueteiro Indomável de Gládio em Bainha que Dilacera o Baço dos Infiéis… versão mirim, de aprendiz de esgrimista.

    JUVENTUDE foi o único que honrou seu estado, vista a pífia campanha de Gre e Nal… vitória justa, mas allá dos dois penales para eles.

    Corinthians só tomou 4 golos na Copita. QUATRO DE PÊNALTI. E ainda dizem que é ajudado. Não, rapazes, ganha porque os garatos criados a fubá com água têm muito mais HOMBRIDADE que as mocinhas reveladas pelo SPFW e os pernetinhas com sobrenome italiano do Interregional.

  • 64. Camilo  |  17/01/2010 às 19:59

    y, tambem conhecido como metralhadora giratoria

  • 65. Lourenço  |  17/01/2010 às 22:21

    Sensacional a entrevista. Apesar de ser um jogador muito identificado com o Inter, sempre tive simpatia com ele, é um “autêntico”. Tomara que tenha sucesso na carreira de técnico, ainda mais que não aprendeu nada com o 8 a 1.

  • 66. Anônimo  |  28/12/2010 às 12:14

    comer uma bolacha?

  • 67. Tiago Marcon  |  28/12/2010 às 12:33

    putz, não tinha lido essa matéria na época, espetacular…

  • 68. Marcel Moreno (ex-TMdaC)  |  28/12/2010 às 17:34

    Bah… era o cara certo para vir para o Inter agora. Sério mesmo.

    Se desse merda, na metade do ano teríamos o Abel.

    Alguém acredita no tri da Copa com o Celso Roth?

    Acho que nem ele, nem o FC…

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