Retrospectiva 2010: O asterisco sombrio do Mundial de 78

27/12/2010 at 06:00 65 comentários

Publicado originalmente em 14 de janeiro de 2010

“Me parece que soy
De la quinta que vio el Mundial 78
Me tocó crecer viendo a mi alrededor
Paranoia y dolor
La moneda cayó por el lado de la soledad
Otra vez…”
(Andres Calamaro, Crimenes Perfectos)

O sonho argentino de levantar um Mundial se concretizou no inverno de 1978, entre uma e outra noite fria e escura. Foi o primeiro título portenho, ansiado desde a Copa de 30, quando o selecionado argentino atravessou o Rio da Prata sem a taça, que ficara com os uruguaios em Montevideo. O Mundial de 78, porém, é um daqueles títulos que sempre virá com um asterisco – em qualquer registro, histórico ou literário, ou ainda em uma narrativa familiar, de vô para neto, a conquista será contada com um “mas”. Tudo porque o futebol ficou, naqueles anos, a serviço de um planejamento violento. Ou, se este jogo possui mesmo um caráter inteiramente independente do contexto, ao menos foi o elemento secundário da repressão que caía sobre a Argentina.

A Copa do Mundo – ou simplesmente o “Mundial”, nos países de língua castelhana – foi organizada pelo regime militar que desde 1976 controlava política e, é evidente, militarmente todo o território argentino. Um ano antes do acontecimento esportivo, o impacto da repressão havia se acentuado. Em 77, a estratégia mais desumana de liquidar com as ameaças subversivas entrou em vigor – a prática se tornou o símbolo do poderio militar na Argentina, ilustrando a ditadura provavelmente mais cínica que castigou a América Latina naqueles anos em que as armas e os tanques estavam em alta. Eram os vôos da morte: neles, os prisioneiros eram primeiramente dopados e empilhados em aviões da força aérea argentina. Por uma hora, os vôos se distanciavam da costa argentina. E então os presos eram jogados ao mar – a maior parte ainda com vida.

Segundo o incompreensível Adolfo Scilingo, ex-militar argentino que havia participado de algumas destas expedições, cerca de quatro mil e quatrocentas pessoas foram eliminadas nos vôos da morte. Scilingo é um dos milicos que mais esteve próximo dos holofotes: tudo porque, sete anos após o fim do governo militar, tomado por uma suposta loucura desesperadora, resolveu contar tudo o que sabia. Delatou companheiros de massacre e desvelou os detalhes mais sórdidos da última viagem de muitos dos tidos como subversivos. Ele conta, em uma entrevista para a Rádio Onda Cero, em outubro de 1997, que o sistema de execução aérea tinha o apoio da igreja argentina, por ser uma forma “cristiana y humanitaria” de separar o joio do trigo. Entre as particularidades dos afogamentos, o ex-capitão conta que um médico viajava junto com os presos, para controlar as doses de anestesia – mas que ele se retirava da cabine para não violar o juramento hipocrático. Enquanto isso, Kempes, Passarella e Fillol se preparavam para o grande evento de logo mais.

Para amenizar as contestações que surgiam, ainda por parte de uma parcela bastante reduzida da população, os militares decidiram por erguer um Mundial naquela Argentina banhada por águas já sangrentas. A idéia era simples e explorava o que havia de mais óbvio nos eventos massivos: a alienação do povo, que estaria ocupado demais com o “sonhar em ser campeão” para buscar as informações desencontradas que boa parte da imprensa omitia nos grandes jornais. Mas a realização do Mundial perigava, muito porque, na Europa, os métodos rudimentares empregados por um governo ainda mais primitivo não era visto com olhos omissos. Da França e da Holanda partiram os protestos mais fortes – mas chegou o “sim” para a Argentina, e uma das versões da história indica a participação de um brasileiro notável na autorização.

Quando da realização do Mundial, o presidente da FIFA era o carioca João Havelange. Segundo a boataria causada pela pressão europeia, o Mundial poderia cair no Brasil em razão do grande campo de concentração que havia se tornado a Argentina. A autorização, segundo o jornalista Pablo Llonto, que até livro publicou sobre o tema, só veio a partir de uma libertação. O brasileiro Paulo Antônio Paranaguá, filho de diplomata, penava nos porões portenhos desde 1977, assim como a sua namorada, ambos presos pelo exército. O jornalista aponta que Havelange fechou os olhos para o Mundial após a liberdade de Paulo Antônio, que serviu como moeda de troca na negociação com os militares argentinos. Confirmada a participação, era a hora de levantar canchas, esparramar dólares e criar um cenário majestoso – passando por cima de tudo, como era a orientação primária da ditadura.

Programado desde 1976, o Mundial teria o seu comitê organizador encabeçado por Omar Actis e Carlos Alberto Lacoste. O primeiro, que defendia uma Copa sem devaneios financeiros, teve as idéias atoradas pela raiz: a caminho de uma entrevista coletiva na qual dissertaria sobre os planos para o Mundial, Actis foi assassinado – primeiramente, a baixa foi creditada às guerrilhas de esquerda, mas as indicações mais fortes dão conta de que as desavenças entre os organizadores é que afastaram Omar Actis do comando daquele Mundial. Solto para lavar os seus dólares, Lacoste tratou de, primeiro, erguer três canchas: o estádio Malvinas Argentinas, de Mendoza, o Olímpico de Córdoba e o José María Minella, de Mar del Plata. Mais além dos que nasceram do vazio, outros palcos foram remodelados – o Monumental de Nuñez, do River, situado a três quadras de uma delegacia onde prisioneiros eram torturados, o José Amalfitani, do Vélez, e o Gigante de Arroyito, do Rosario Central.

Estruturados os estádios, cabia então ao “Flaco” César Luis Menotti a armação do escrete argentino que iria a campo com missões incertas: pelear por vencer o Mundial e elevar ao real o sonho popular ou mostrar um posicionamento contrário às atrocidades que ocorriam no país e que se utilizavam daquela jaqueta, a celeste e branca tão cultuada, para assegurar a popularidade do regime com a população. A verdade é que era uma tarefa complexa demais para chutadores de pelota – boicotar uma ditadura era uma ilusão para uma classe historicamente alienada, mesmo na Argentina. Além do mais, havia o fervor popular, a responsabilidade de sair campeão como local e a oportunidade, talvez única, de gravar o nome na memória da maior competição futebolística. O que os atletas de 78 dizem é que marcar gols, frear os atacantes adversários ou gambetear naquelas jornadas são significava compactuar com o regime – era simplesmente cumprir um papel há muito designado. E que nem os malditos anos de exceção poderiam alterar.

É o que afirmava o atacante Leopoldo Luque, que em 1978 defendia o River Plate: “¿A quién no le hubiera gustado jugar y salir campeón mundial con un gobierno democrático? Pero yo tiraba paredes con Kempes y Bertoni, no con la Junta”. Se julgar os jogadores parece forjar uma conscientização apenas utópica, o mesmo não se pode direcionar a Menotti. Ele, que assumia a condição de homem de esquerda, politizado e oposicionista do governo militar, não fez nem menção de dirigir o esperado discurso aos generais. Cabia a Menotti explicitar para a imensa torcida argentina a independência daquela seleção – mas, por temer as consequências, o cargo ou por estar também dopado pela fantasia mundialista, não abriu a boca. Jorge Valdano, ex-jogador e treinador argentino, opina sobre Menotti: “en defensa de Menotti debo decir que yo oí las palabras que él dirigió a los jugadores antes de la final. El dijo: ‘Nosotros somos el pueblo, pertenecemos a las clases perjudicadas, nosotros somos las víctimas y nosotros representamos lo único legítimo en este país: el fútbol. Nosotros no jugamos para las tribunas oficiales llenas de militares sino que jugamos para la gente.”

Se para Menotti e os jogadores o sentimento em relação ao desempenho naquela Copa já não era dos mais claros, para alguns torcedores o torcer incondicionalmente para a Argentina era uma tarefa que exigia reflexão prévia. Um dos relatos mais interessantes é o do jornalista Roberto Benedetto, que escreve sobre o Mundial na sua perspectiva de hincha. Benedetto esteve em Rosario na primeira partida da segunda fase, quando a Argentina enfrentaria a Polônia. Pendendo entre a decisão de ignorar totalmente a partida, o apoio para uma seleção que representava, apesar de tudo, um país muito maior do que o contingente dos quartéis, e a torcida para a seleção européia, como forma de protesto, o jornalista decidiu por soltar o grito dos inconformados: as ofensas dirigidas aos milicos das tribunas, no entanto, não encontraram coro entre os 40 mil torcedores – Videla, o presidente da época, e a alta cúpula do governo, presentes na partida, receberam até aplausos.

Após o absurdo presenciado no Gigante de Arroyito, Benedetto decidiu expurgar o Mundial dos seus pensamentos – mas quando a maldita Copa surgiu na cabeça, ele conta que desejava a eliminação imediata da Argentina, para que aquele torpor massivo enfim tivesse o seu final. Como se sabe, a partir de cada desarme preciso de Passarella e dos gols infindáveis de Kempes, a Argentina alcançou a finalíssima, na qual bateu a Holanda que não tinha Cruyff: o camisa 14 recusou-se a viajar ao se interar da situação política no sul da América. Houve a festa inevitável pelas principais ruas de Buenos Aires, La Plata, Avellaneda, Salta e os milicos repetiam insistentemente que a realização do Mundial havia sido magistral: os argentinos haviam vivenciado a maior competição futebolística da história.

Mas o golpe doeu fundo demais e, ao acordar daquela anestesia – tão semelhante à aplicada nos vôos da morte – o argentino se envergonhou da sua primeira taça. Porque no troféu não só a conquista do campeonato de futebol aparecia. Ao observar com atenção os detalhes do caneco, surgiam as acusações logo confirmadas da tortura, dos desaparecimentos, dos vôos derradeiros e inclusive da morte pura e simples. Agora, a morte não era a mesma que poderia ser superada nas canções dos clubes de Buenos Aires – “ni la muerte nos va a separar, en el cielo nos vamos a encontrar” ou a intransponível da cantiga do Cerro de Montevideo: “y la muerte nos va a separar, pero será la muerta y nada más”. A morte agora não era o ingrediente dramático de uma canção da barra-brava – e sim o aspecto mais vergonhoso do Mundial de 78.

Texto publicado também no recém inaugurado blog Ilusionando, a ofuscante versão lapidada do Futebesteirol.

Saludos,
Iuri Müller.

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Entry filed under: Colunas, Copa do Mundo, Pela América.

Mensagem aos crentes e aos ateus Retrospectiva 2010: Argel, sem frescuras

65 Comentários Add your own

  • 1. Deluca  |  14/01/2010 às 08:05

    Bá.

    Sensacional.

    (estou aplaudindo de pé)

  • 2. fino  |  14/01/2010 às 08:32

    puta que pariu… texto espetacular!!!!

    esse iuri é dimóóóisss

  • 3. Jader Anderson  |  14/01/2010 às 08:34

    Magic!

  • 4. Alexandre N.  |  14/01/2010 às 08:56

    Realmente sensacional. Mais sensacional ainda por nem fazer referência à entregada peruana na semifinal, afinal de contas, o assunto é sério.

    Mas não sei por que, ao ler este texto, uma certa piada não sai da minha cabeça… hehehehe…

  • 5. Carlos  |  14/01/2010 às 09:17

    Por falar nesse assunto, peguei um livro do meu irmão, q comprou em Bs. Aires…q se chama
    FUIMOS CAMPEONES – Ricardo Gotta.

    Fala sobre a ditadura, o mundial e o “mistério” do 6×0 no Peru…tá a disposição da galera ae pra fazer um Zérox…

    E outra…dia 21 vai passar na Fox Sports um documentário sobre os 80 anos do mundial do uruguai…vou gravar e quem quiser me avisa q eu vou dar um jeito de disponibilizar…

    Sobre o texto…excelente…

  • 6. dante  |  14/01/2010 às 09:24

    já que o carlos falou em livros, sempre é bom lembrar o “duas vezes junho”, do martin kohan, ótimo livro que também tem a ver com o assunto – dica do milton ribeiro [que, aliás, anda escrevendo pouco pro impedimento].

    sobre o iuri, vamos CHOVER NO DILÚVIO: melhor contratação do impedimento.

    AGORA VAI [ns]

  • 7. Rudi  |  14/01/2010 às 09:32

    off

    alguém viu aqui o jogo contra o esportivo? vi que foi 5×0, que o time não teve muito trabalho e tralalá, mas taticamente, alguém sabe de algo?

  • 8. Deluca  |  14/01/2010 às 09:37

    Parece que foram dois tempos de 50 minutos, e foram utilizados 26 jogadores… É tudo que sei, hehe…

  • 9. izabel  |  14/01/2010 às 10:30

    sensacional.

  • 10. marlon  |  14/01/2010 às 10:38

    MARAVICHA de texto.

    pero igual, fiquei pensando o seguinte: Menotti ficou entre a cruz e a espada. falar qualquer coisa contra los putos milicos y curas, àquela época, era pedir pra perder o emprego e a carreira – ou amanhecer com a boca llena de SAÚVA. por outro lado, perder os jogos por querer, ou algo do gênero, ele não faria… sei pouco sobre essa história, mas acho que, se ele podia recusar ser técnico, era o que devia ter feito. a ditadura só caiu com a DERROTA pros ingleses.

  • 11. Cesar  |  14/01/2010 às 11:21

    Uma versão impressa com o melhor do impedimento seria um sonho!

  • 12. Rudi  |  14/01/2010 às 11:26

    Cesar, o problema é que essa versão seria desatualizada rápido, os caras se puxam

  • 13. vicente v.  |  14/01/2010 às 11:55

    rudi, aqui fala um pouco das formações que o fossati usou.

    http://www.gazetaesportiva.net/nota/2010/01/14/617672.html

  • 14. Rudi  |  14/01/2010 às 12:14

    valeu vicente

    mas eu queria assistir algum trabalho pra ver se o time tá numa evolução boa…
    torcedor longe é uma merda

  • 15. Logan  |  14/01/2010 às 12:34

    Eu sei que é fora do assunto mas, parece que a cbf e a liga do nordeste estão negociando a volta da copa do nordeste, seria interessante um texto sobre o assunto.

  • 16. Diogo F  |  14/01/2010 às 12:55

    Grande texto, parabéns!

  • 17. y  |  14/01/2010 às 13:08

    “A Copa do Mundo – ou simplesmente o “Mundial”, nos países de língua castelhana”

    em Portugal (ah, Portugal, sempre ti) também se fala MUNDIAL porra, não existe COPA DO MUNDO, isso é invenção…

  • 18. y  |  14/01/2010 às 13:11

    no Brasil também falava-se TAÇA DO MUNDO (a taça do mundo é nossa, com brasileiro, não há quem possa)

    esse negócio de COPA é invenção da Globo… copa prá mim é tipo cozinha e olhe lá.

  • 19. Alexandre N.  |  14/01/2010 às 13:40

    #15

    Bom, teve um texto da Catarina Cristo falando justamente disso uns meses atrás. Dá uma procurada. O texto é bom e até a discussão nos comentários também.

  • 20. Iuri  |  14/01/2010 às 13:50

    E a “Coupe du Monde”, Yuri?

  • 21. y  |  14/01/2010 às 15:16

    mas francês é tudo puto, xará. depois de 1940 (eu estava lá) já não os enxergo com os mesmos olhos… arregaram fácil para a Wehrmacht, porra!!!!

    tudo bem, aceito a argumentação. até porque a maior e melhor copa que existe (depois da Copinha, que é suprema) é a Coupe de France.

  • 22. Cunegundes, o mulato frajola  |  14/01/2010 às 15:20

    tempos difíceis estes da ditadura argentina, eu estive na copa de 1878, na verdade, foi uma grande alegria, ganhamos numa promoção da Mesbla passagens e ingressos para os jogos do Brazil, eu e meu primo Rosicleiton (ele comprou uma Monareta e ganhou muitos cupões), fomos nós de mala e cuia de Belford Roxo pra Boinos Aires… foi uma sensação, comi uma prostituta argentina com molho chimichurri, num puteiro de luxo na região de Palermo, o Rosicleiton pagou pra mim, ele era muito abonado (até por isso tinha dinheiro para ter uma Monareta), eu fiquei chapado de vinho e não vi um jogo sequer, mas é o suficiente para eu ficar puto com aquele goleiro entregão do Peru, só podia ser argentino aquele maldito, entregou porque tava com medinho de meia dúzia de milico, não teve amor ao próprio boga aquele safado, eu queria que o Brazil tivesse sido campeão pra que eu saísse pelas ruas mangando aquele bando de argentinos metidos, mas, por outro lado, foi importante para os argentinos, que são um povo irmão, terem ganho aquela taça, eles tavam com a moral lá embaixo, e anos depois nos vingamos quando os ingleses enfiaram o nabo neles na guerra das Ilhas Maldinas, eu gostaria de enfiar o nabo numa argentina macia e gostosa, já tive sonhos eroticos com a Gabriela Sabatini de roupa de couro, mas painho sempre me disse, a vida é assim, um dia você está por cima, outro dia está por baixo, o importante é que nunca esteja de bruços. Quack!

  • 23. Diego  |  14/01/2010 às 15:25

    excelente o texto…

  • 24. Rudi  |  14/01/2010 às 15:25

    “a vida é assim, um dia você está por cima, outro dia está por baixo, o importante é que nunca esteja de bruços.”

    MAIOR FRASE DA HISTÓRIA!

  • 25. Alexandre N.  |  14/01/2010 às 15:31

    E Cunegundes, o sábio se faz presente depois de um breve sumiço… hehehehe

  • 26. rômulo arbo  |  14/01/2010 às 15:45

    bá. mtas palmas. q texto.

  • 27. Milton Ribeiro  |  14/01/2010 às 16:18

    Iuri.

    Parabéns pelo texto, pela abordagem, por tudo. Posso te fazer una propuesta?

    Acho que o maior “especialista” em 1978 é o jornalista Ricardo Gotta, autor de Fuimos Campeones. Já falei a respeito deste livro e de alguns fatos desta Copa aqui: https://impedimento.wordpress.com/2009/06/03/subornos-e-sacanagens/

    Pois bem, há tempos, escrevi um e-mail para o Gotta. Fiz algumas correções em seu livro: ele escreveu algumas coisas erradas sobre o futebol brasileito dos anos 60 e 70. Ele me agradeceu e — porque tinha perguntado — dispôs-se a uma entrevista ou a uma “charla”.

    La propuesta:

    1. Te empresto o meu exemplar do Gotta,
    2. Tu o lês, é claro,
    3. Fazemos juntos uma entrevista com ele.

    Topas? Prefiro entrevistar o cara acompanhado de um jornalista porque não sou da área e podia fuder com uma boa oportunidade, entende?

    Grande abraço.

  • 28. rômulo arbo  |  14/01/2010 às 16:38

    bá, nascendo uma grande entrevista. feitoria.

  • 29. Iuri  |  14/01/2010 às 16:57

    Milton

    Proposta aceita, e com empolgação. O tema realmente me interessa, e no texto abordei as questões mais controversas sem tentar cravar algo definitivo, até por estar ainda bastante longe do assunto.

    Há um só problema: não sou de Porto Alegre, moro em Santa Maria. Mas isso pode ser contornado, até porque devo estar na capital ainda neste mês – o que torna mais fácil o empréstimo do livro e as tratativas da entrevista.

    Espero por mais detalhes. Meu email: iuri.muller@gmail.com

    Abraço

  • 30. Flávio  |  14/01/2010 às 17:02

    Ótimo texto, somente duas correções.
    – A Argentina foi escolhida como sede em 1966 e não em 76.
    – Em relação a Cruyff, no seu livro sobre a Copa de 74, ele já declarava a intenção de não ir ao mundial, por achar que com 31 anos não poderia mais jogar em alto nível. Depois surgiram três versões para a sua ausência: protesto contra a ditadura argentina, pressão da mulher (em 74, um jornal sensacionalista alemão publicou às vésperas da final a manchete de que Cruyff havia participado de uma orgia com prostitutas alemãs), não houve acerto com a Adidas quanto aos valores para usar o uniforme das três listras. Recentemente, Cruyff deu uma entrevista à uma rádio catalã contando que em 77 ele e sua família sofreram uma ameaça de seqüestro e que por este motivo não teve cabeça para jogar na Argentina.

  • 31. Ernesto  |  14/01/2010 às 17:04

    Esse Iuri é a contratação ESPETACULAR de verdade que a DIRETORIA do impedimento tinha prometido.

  • 32. Milton Ribeiro  |  14/01/2010 às 17:07

    Tranquilo então. Já te escrevo. Te mando o livro por SEDEX amanhã, OK?

  • 33. Ernesto  |  14/01/2010 às 17:11

    E essa mentira deslavada do Cruyff, indignado com a situação no sul da américa.

    A holanda até 1975 tinha o controle sob o Suriname.

    E o Apartheid na África do Sul, com apoio holandês ?

    A França então, nem se fala. É só olhar o Haiti.

    Sempre foram espoliadores. Mas como não eram eles que estavam se aproveitando, condenavam o regime – que era realmente abusivo.

  • 34. Iuri  |  14/01/2010 às 17:19

    Flávio: sobre o Cruyff, eu muito desconfiava do boicote ter relação única e direta com a ditadura argentina. Mas quanto mais eu lia, mais se apontava para esse caminho – que seria mesmo uma recusa dele em atuar naquele AMBIENTE. Mas as possibilidades apontadas por ti, eu concordo, são mais plausíveis.

    Milton: combinado, então. Depois te passo os meus dados.

  • 35. rafael botafoguense  |  14/01/2010 às 17:47

    o maior vacilo dessa copa foi a holanda ter perdido a final novamente..tá certo que o brasil fodão tinha que ganhar,mas seria mto sinistrão se a holanda copasse no monumental,fazendo justiça ao que deveria ter acontecido em 74,com ela própria ou em 54 com a hungria e tantos outros exemplos por aí…fico triste por esses grandes times que não alçaram voos mais altos por causa da inoperância da maldita sorte.

    futebol às vezes fede,dentro,e fora do campo.

  • 36. y  |  14/01/2010 às 17:49

    brasil, argentina e holanda poderiam ter sido campeões em 78.

    o brasil perdeu mta chance contra a argentina

    o rensenbrink meteu uma bola na trave aos 89 minutos… se entrasse, era holanda campeã.

  • 37. rafael botafoguense  |  14/01/2010 às 18:05

    depois disso ele entrou em depressão e nunca mais foi o mesmo,e foi encerrar sua carreira no santa cruz.

    ha-ha.[nélson]

  • 38. y  |  14/01/2010 às 18:07

    sem contar que ficou até desnutrido…

  • 39. Junior  |  14/01/2010 às 18:21

    Em Brasil X Argentina, a famigerada “Batalha de Rosário”, o Havelange ficou sentado lado a lado com o Videla. Só faltou um segurar a mãozinha do outro. O pior de tudo é ler/ouvir a imprensa brasileira tratar o Havelange como um herói.

  • 40. Godo  |  14/01/2010 às 19:09

    Excelente texto, Iuri.

    Sobre o Cruyff, sempre ouvi que ele não foi à Copa de 78 por conta de problemas físicos. Ele parou de jogar cedo (em alto nível).

  • 41. Guilherme  |  14/01/2010 às 19:24

    Quem trata o Havelange como herói??

    Saiu no blog do Juca há um tempo atrás:

    http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2008-08-24_2008-08-30.html#2008_08-27_01_29_34-9991446-0

  • 42. neco gonzalves  |  14/01/2010 às 20:59

    Que aula parabéns…

  • 43. Zé Carlos  |  14/01/2010 às 21:03

    E ai fomos surpreendidos novamente …

  • 44. douglasceconello  |  15/01/2010 às 00:50

    Cara, o Iuri é um ANIMAL. Como escreve, este guri.

    Sobre a ditadura argnetina, em especial o período de Videla, recomendo a leitura de “A noite dos generais”, de José Meirelles Passos.

    E, revendo a final de 78, a impressão é de que a Holanda ganharia a qualquer momento. Mas o Maracanazzo nunca respeitou fronteiras (ns).

  • 45. Ernesto  |  15/01/2010 às 01:57

    Espetacular, com certeza
    é o impedimento
    para alguns já um testamento,
    pra junvenis a onda do momento

    Todo dia de manhã,
    sempre estou certo
    Luis Felipe, Iuri, Ceconello
    garantia de texto bom
    de texto belo.

  • 46. Ernesto  |  15/01/2010 às 01:59

    O mais bonito, não fala só do futebol verde-amarelo
    fala do futebol latino
    sempre na manha
    sem desatino
    priorizando, a alma portenha, alma castilhana

  • 47. Ernesto  |  15/01/2010 às 02:11

    Tudo bem
    peço desculpas a toda raça
    a recém me recupero da cachaça.

    3 da manhã o sonho não vêm
    complicada essa vida
    de tentar fazer neném

  • 48. Ernesto  |  15/01/2010 às 02:16

    Onde digo sonho
    na verdade digo SONO
    É essa adrenalina
    mas eu nunca a abandono.

    É complicado, ficar me explicando
    minha missão nessa vida
    tocar o terror e ficar arrepiando

  • 49. Francisco Luz  |  15/01/2010 às 07:39

    Morri.

  • 50. Carlos  |  15/01/2010 às 08:05

    Mais um poeta pro impedimento…senti a concorrência agora…vou ter q me puxar..

  • 51. dante  |  15/01/2010 às 08:07

    ERNESTO PESSOA

  • 52. Rudi  |  15/01/2010 às 08:47

    PUTA QUE PARIU

    PUTA
    QUE
    PARIU

    PU
    TA
    QUE
    PA
    RI
    U

    isso reforça minha teoria de Ernesto e Dante serem a mesma pessoa *NSFW

  • 53. guihoch  |  15/01/2010 às 09:15

    sensasional os postsdo ernesto poesia marginal,

    iury consultando os cartazes franseses é um otimo curricolo, eles eram geniais na arte de convencer movimentos atraves de desenhoc colados em murros.

  • 54. marlon  |  15/01/2010 às 10:54

    Ernesto E Dante são HETERÔNIMOS do próprio espírito do Fernando Pessoa, que vem comentar no Impedimento quanto está no trago. vhzvhzhfgasjkf

  • 55. marlon  |  15/01/2010 às 10:55

    Por exemplo,

    “Suellen na Impednua é um fingidor.
    Finge tão completamente
    Que chega a fingir que é dor
    A dor que deveras sente”.

  • 56. douglasceconello  |  16/01/2010 às 01:34

    Mas que filha da puta este Marlon!

    husdhuhuhus

  • 57. zobaran  |  16/01/2010 às 04:52

    Sensacional o texto, Yuri. Espero que a entrevista renda bons frutos.

    Sobre o Cruyff, eu tava pra comentar isso que já foi comentado. Me parece que cada dia ele cria uma explicação nova para a ausência. Muita coisa já foi dita, mas discordar do regime argentino é uma possibilidade. Acontece que a cada nova declaração essa versão perde força.

    Outra coisa que me chamou atenção no texto é quando você diz no parágrafo final que o argentino se envergonhou da taça. Talvez seja até uma boa pergunta para a entrevista. Estive por lá em 2008 e caminhava com um jornalista – desses jovens e com ideologia – quando passamos por um grafite em alusão ao Mundial de 78 e o regime (não me lembro exatamente como era….tirei uma foto e vou procurar). Acabamos conversando sobre e fique surpreso quando ele não demonstrou esse sentimento. Só falou do grande time e tals. Era só uma pessoa, tudo bem, mas se alguém ia demonstrar essa vergonha, imagino que seria esse cara.

  • 58. zobaran  |  16/01/2010 às 04:52

    Meu texto entrou na moderação?

  • 59. marlon  |  16/01/2010 às 15:03

    hglkjdhfçlkashdçfasd

  • 60. heliopaz  |  17/01/2010 às 21:49

    Mudando de saco pra mala, só pra falar em renascimento: http://heliopaz.com/2010/01/17/o-ronaldinho-voltou/

    []’s,
    Hélio

  • 61. col  |  27/12/2010 às 09:57

    Espetacular!

    Foi em 78 que o Tempes salvou aquele gol com uma defesa espetacular?

  • 62. Anônimo  |  27/12/2010 às 15:32

    e com comentários da época incríbel!!!!!!!!!!

  • 63. Flávio  |  27/12/2010 às 19:16

    R61
    Sim, no jogo contra a Polônia. Kempes não foi expulso e Fillol defendeu o pênalti.

  • 64. Schmidt  |  28/12/2010 às 07:56

    É retrospectiva de comentários também. E o comentário do Cunegundes foi de uma cretinice inacreditável, dado o tema. Fico imaginando se ele tivesse experimentado o pau de arara com cacetete enfiado no rabo e choque nas bolas, quem sabe o quão mais divertidos seriam os seus comentários hoje em dia…

  • 65. marlon  |  28/12/2010 às 08:51

    bá, quando completar 18 anos Iuri Müller ganhará o Nobel de Literatura, hfjkdhfksjh

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