Das coisas que fazemos por amor

31/08/2010 at 06:00 36 comentários

Todos conhecem o ditado que diz que o homem troca de carro, troca de casa, troca de mulher mas não troca de time jamais e ele é absolutamente verdade. Aliás, se a mulher quiser a separação, é só pedir para o homem decidir – “ou eu ou teu time”. Mas a gente pode fazer concessões, como ir a um joguinho na torcida do maior rival para agradar à amada. Não é o melhor programa do mundo, mas também não mata ninguém.

Topei levar a Magda no jogo do Figueirense com o Coritiba porque o aniversário dela se aproxima, porque já fazia dois anos que eu não ia com ela a uma partida do Figueira e porque ela me acompanhou em três jogos do Avaí este ano. Em um deles, em Joinville, teve que correr junto comigo das pedras que a torcida do Joinville jogava lá de cima da arquibancada quando saíamos do estádio. Eu, que sou rato de estádio, já estou acostumado com essas coisas (por mais absurdo que isso seja) mas ela, tadinha, se assustou e chorou. Foi dessa cena que lembrei quando ela me fez o convite pra ir ao Scarpelli no sábado ver o confronto de líderes da Série B. Ela merecia esse meu “esforço”, enfim.

Assistir a um jogo na torcida do rival. Não é a situação mais agradável do mundo, pelo contrário. Para começar, tem que cuidar com as cores. Na partida de sábado, não poderia ir de verde, que é a cor do Coritiba. De preto e branco nem pensar, não vou me vender assim pra eles. De azul? Já fui, mas como é um jogo grande, melhor evitar. Escolhi uma camisa do River Plate que comprei fazia duas semanas e ainda não tinha usado (aqui, um parênteses: Boca x River é disparado o clássico com uniformes mais bonitos do mundo. Fecha parênteses). Time neutro, cores neutras, perfeita.

– Ô, seu argentino filho da puta!

A torcida do Coxa – aliás, vieram em uma meia dúzia bem mixuruca – pegou no meu pé quando passei com a Magda perto da arquibancada visitante. Gritos de “sócio!” também foram ouvidos. Se fiquei puto? Claro que não, até ri. Já fiz igual, é coisa de estádio. O pior mesmo é na arquibancada, já na torcida “deles”. Tu sempre ficas pensando que vai aparecer um conhecido sacana ou que já está de cara cheia e pode te entregar, ainda mais em Florianópolis, que é um ovo. Prefiro sempre ficar na última fileira da arquibancada, mas a Magda quis sentar nas cadeiras mais embaixo. OK, sem problemas, tu que mandas. Quando começa o jogo, são 90 minutos de angústia e de sofrimento solitário.


Estádio cheio, todo mundo fazendo festa. Menos eu, claro

Em cada um dos 937 passes errados do Coritiba, nada de esbravejar. O juizão marcou faltinhas mandrakes a favor do Figueira? Fica quieto e xinga a senhora mãe dele só em pensamento. Aquele pontinha do Coxa só faz firula? Tem que tentar se comunicar com o Ney Franco por telepatia: “pqp, tira esse cara logo!”. Saiu gol do Figueirense? Levanta e fica ali fazendo cara de interessado – sem comemorar, claro, mas pelo menos fica de pé pra não dar muita bandeira.

– Oooooo… todo avaiano é cuzão!

E tem mais. Ainda tens que ouvir te xingarem, xingarem teu time e não podes nem levantar e mandar todo mundo calar a boca e beber no ânus (ImpedCorp, é permitido dizer “tomar no cu” neste recinto?). Essa homenagem aí de cima a torcida do Figueirense não fez pra mim. Foi pro Léo Gago, volante que jogou (muito) no Avaí ano passado e deu um chute bisonho pra lateral no primeiro tempo. O Coritiba não ajudou a tornar minha tarde mais agradável. Tomou um baile do Figueira no primeiro tempo, até assustou no segundo, mas não foi páreo e tomou 2 a 0.


Nem foi nada, mas pedi pênalti em pensamento

Fazendo as contas, cheguei à conclusão que foi o 11º jogo que assisti com a Magda na torcida do Figueira e somente em um deles, numa já distante noite de 2004, eles perderam. Lembro que foi uma partida em que a Ponte Preta deu um chute a gol e venceu por 1 a 0. No mais, sete vitórias e três empates do Figueirense. Sou um secador pé-frio. Menos mal que desde 2007 não perco como visitante no Scarpelli – duas vitórias e três empates.

O Figueirense é líder da Série B com quatro pontos de vantagem para o segundo e, com um futebol eficiente, caminha a passos largos para voltar a Série A e conquistar um inédito título nacional pela primeira vez em seus 89 anos de história. Ainda faltam 21 jogos, é verdade, mas o Figueira va bien. Pra não dizer que foi o programa 100% de índio, me diverti com meu sogro tentando falar o nome do lateral-esquerdo do Coxa, Triguinho. Não adiantou, só saiu “Tigrinho”. Também, tenho que reconhecer, a torcida alvinegra fez uma bonita festa no início do jogo, com a estreia de um novo bandeirão. Até registrei em vídeo. E a Magda saiu feliz, ora pois. Pelo menos isso.

Felipe “Catarina” Silva

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Entry filed under: Brasileiro, Colunas.

Uma fonte inesgotável de alegrias e tragédias Um centenário viking

36 Comentários Add your own

  • 1. Felipe (o Canoense)  |  31/08/2010 às 08:10

    Bah, muito tri xará!

    A foto ficou repetida véio, arruma ae! E tu tá de parabéns, fazer tal ato ALTRUÍSTA é digno de nota.

    E eu tenho bronca do Scarpelli, todas vezes que vi o Inter lá ou perdi ou empatei, cabaço de vitórias. Já na Ressacada, dois jogos e seis pontos! hehehehe

    Parabéns pelo texto e abraço (ps.: clássico com uniformes mais fodões na minha opinião é Genoa e Sampdoria)

  • 2. Guto  |  31/08/2010 às 09:02

    Repetiu a foto? LOL

  • 3. Alexandre N.  |  31/08/2010 às 09:54

    Como o outro Felipe falou, foi uma atitude muito bonita essa. Parabéns pelo texto (e também pela esposa, como a torcida do Figueirense deixou transparecer no texto! hehehehehe…).

  • 4. Roger  |  31/08/2010 às 09:54

    hehe
    É horrível mesmo essa sensação.

    Já fui uma vez no aterro, disfarçado(roupa cinza, óbvio) secar o inter no meio da torcida deles. E nem tinha mulher colorada, fui pelo prazer da secada mesmo. rsrs
    Naturalmente que o inter venceu. 1×0, gol de Dunga contra o Palmeiras!
    Isso mesmo, aquele malfadado jogo em que, juntamente com dois amigos gremistas, fui ver in loco a queda do co-irmão pra segundona… Pô, o ingresso tava um merréis!!
    Durante um bom tempo pensei que não tinham caido como castigo divino a mim e meus amigos pela maldade de querer ver o sofrimento alheio tão de perto.

    E sobre o uniforme dos clássicos, concordo 100% contigo Catarina. Ambos são lindos.

  • 5. Felipe - ALVINEGRO DO ESTREITO  |  31/08/2010 às 10:05

    Bonito texto, xará. Escreves muito bem. Já que sentes tanta alegria em visitar o Palco do Mais Querido de Santa Catarina, e tens esse excelente retrospecto, vou conversar com a Diretoria, e te dar passe livre pros nossos embates. 2 vitórias né? (maldita Copa SC!!)
    Vou procurar com mais atenção camisas do River, pra te cumprimentar pessoalmente (sério, sem sacanagem ou delação – com D, que fique BEM claro).
    Abraço e Saudações Alvinegras.

  • 6. Rafael  |  31/08/2010 às 10:37

    Grêmio e Vasco, Libertadores, no Ano do Senhor 1990. Eu lá, na torcida da Azenha, acompanhando um amigo e o pai dele, gremistas. Eu vestido de preto (luto, óbvio).

    Estréia da Libertadores. O Vasco tinha um timaço. O Grêmio, até o Fábio Koff sabia que ia perder.

    Grêmio 2 a 0. Nem lateral o time do Vasco acertava.

    E eu lá, naquele vivo-ou-morto da social. O Grêmio ataca, VIVO! O Grêmio defende, MORTO.

    Nunca vi o Grêmio EMPATAR ou perder estando na torcida deles. Nunca mais vou na torcida da Azenha.

    Sou um puta pé frio.

  • 7. Alexsander  |  31/08/2010 às 10:46

    Minha ex, cujo nome começa com L, tatuou um “A & L” no pé. Pouco depois fiz uma PROMESSA e anunciei que faria uma também caso meu pedido fosse atendido. Em agosto de 2006 tatuei um distintivo do INTER na perna.

  • 8. Felipe (o Canoense)  |  31/08/2010 às 10:52

    Meu pai foi na torcida do Flamengo num dos jogos da final do Brasileiro de 82, no olímpico! E ainda voltou pra Canoas de busão “lamentando” o empate com a gremistagem!

    Mestre!

  • 9. Cunegundes Vaginildo Botelho Pinto  |  31/08/2010 às 11:09

    eu assisto jogos de todos os clubes, menos dos santos porque pra ver franguinho correndo eu prefiro ver o globo rural, quack

  • 10. Gerhardt  |  31/08/2010 às 11:25

    Massa o texto.

    Abrangendo mais o lance das camisas em clássicos, a nível nacional e a nivel de “boniteza” ninguém supera GRE e FLA, individualmente e pelo contraste, inclusive com o verde da grama.

  • 11. wilson  |  31/08/2010 às 11:55

    Toda vez que eu vou no Beira-Rio eu encontro um conhecido. Tenho certeza que se fosse secar o Grêmio isso iria se repetir com algum ex-cunhado meio Joselito e conhecedor da minha condição de Colorado.

    4#
    Secar o adversário: ok.
    Ir no estádio adversário acompanhando um amigo/familiar/namorada: ok
    Isso que tu fez, nesse jogo em particular: sadismo terminal. Respeitei.merece um texto pro Impedimento.

  • 12. izabel  |  31/08/2010 às 11:58

    massa o texto, catarina!

  • 13. alisson317  |  31/08/2010 às 12:45

    Belo texto catarina.

    Eu vou ter que fazer uma indiada parecida em breve. Prometi à patroa gremista que a levaria ao Olímpico….

    A vida é foda (HOC, Gui. Impedimento. 2009)

  • 14. Roger  |  31/08/2010 às 13:51

    # 11
    Bah Wilson, minha segunda maior frustração(a primeira é não conseguir tocar violão/guitarra, por absoluta e total falta de coordenação), é escrever tão mal, o talento pra isso passou muito longe de mim. Eu escrever um texto pro impedimento é o fim dos tempos…
    Mas lembro que fui com dois amigos gremistas e o pai colorado de um deles. Na entrada nos separamos e o colorado foi pra social.
    Só o que tivemos que escutar dele no carro durante a volta pra casa já fez eu me arrepender por umas 10 encarnações. tava totalmente transtornado o Alemão…
    Nuncalomais!

  • 15. Rodrigo Cardia  |  31/08/2010 às 14:04

    Eu fui um “secador pé quente” aos 8 anos de idade: em 1989, fui assistir Inter x Náutico no Beira-Rio. O meu pai tinha decidido levar meu irmão ao estádio para ver o time dele pela primeira vez, e como não quis me deixar sozinho em casa, tive de ir… (Mas acho que no fundo ele ainda tinha alguma esperança de me fazer deixar de ser gremista – o que obviamente não conseguiu.) Antes de chegarmos ao estádio ele me avisou: “não fica torcendo contra que tu vai acabar apanhando!”.

    1 a 0 pro Náutico, o Inter muito mal, a torcida começa a vaiar… Menos eu, claro.

  • 16. Felipe (o catarina)  |  31/08/2010 às 14:46

    obrigado pelos elogios, guris e gurias. Quanto à foto repetida, é culpa do editor de Fotografia da ImpedCorp, já que mandei duas fotos. A segunda deveria ser de um lance no ataque do Coritiba em que o Pereira (aquele mesmo, do Santos e Grêmio) tá com o braço erguido pedindo pênalti.

    Estragou toda a piada. Demitam esse editor de Fotografia djá ou cancelo minha assinatura. hajhaha

  • 17. Paulo Torres  |  31/08/2010 às 14:50

    Nunca fui a jogos do Cruzeiro, mas em alguns clássicos divido o carro com cruzeirenses e acabo tendo que transitar pela metade azul da área externa do finado Mineirão. Antes do jogo, fingindo não ver um ou outro conhecido por ali, e depois do jogo, fazendo cara de indignação quando o Galo vence, ou forçando um sorriso após derrotas. E usualmente de camisa vermelha (tipo a camisa WTF? da seleção de Angola) ou amarela, o tal dilema das cores tão bem explanado no texto.

  • 18. Felipe (o catarina)  |  31/08/2010 às 14:58

    “um inédito título nacional pela primeira vez em seus 89 anos de história”

    redundância é o meu sobrenome. Podem arrumar aí, editores?

  • 19. Allan Garcia  |  31/08/2010 às 15:29

    Estive duas vezes “infiltrado” no Olímpico. A primeira, lembro bem, foi na semifinal da Copa do Brasil de 96: aquele jogo que o Grêmio ganhou, mas não levou (2×1 contra o Palmeiras, havia perdido na ida por 3×1). Meu pai, colorado, prometeu levar no jogo um primo gremista que não via há anos, e que apareceu por aqui naquela época. Foi foda segurar o grito no gol do Palmeiras, e ter que fingir felicidade nos gols do Grêmio. Meu pai tinha uma Belina, na volta pra NH aquela porcaria nos deixou na mão, mas foi uma noite muito massa.

    A outra foi em 2001 se não me engano, Grêmio x Fluminense pelo Brasileirão, quando fui para acompanhar um irmão e um amigo gremistas. O Fluminense voltando das trevas depois daquela papagaiada da copa João Havelange, o Grêmio com um time melhor, mas o Fluminense fez o crime.

    O mundo deu voltas, e depois de namorar três coloradas, arrumei uma mulher gremista, que por sinal já foi comigo duas vezes ao Beira-Rio. Estou fugindo o quanto posso do compromisso de retribuir o gesto, mas em breve não terei como escapar, e vou me obrigar a levá-la ao Olímpico. Como o meu retrospecto é bom, vou escolher um jogo onde o Grêmio precise da vitória, para fazer com que o meu pé-frio transforme a euforia em decepção. Quem sabe ela até aceita trocar de time… Hehehe…

  • 20. Schmidt  |  31/08/2010 às 15:36

    Velhos ditados não são verdades absolutas. Houve um inverno em 1983 em que o meu então melhor amigo de infância, virou a casaca.
    Este miserável traidor, verme desprezível comemorou comigo e com nossos pais Colorados o título invicto de 1979.
    Quatro anos depois, numa demonstração lamentável de total falta de caráter, seduziu-se pela conquista gremista da taça libertadores e declarou-se sofredor gremista! A posterior conquista da taça intercontinental pelo tricolor somente reforçou as suas novas e asquerosas convicções, e meu já então ex-amigo tornou-se gremista de carteirinha.
    Como Deus não joga mas fiscaliza, anos depois tive o prazer de ver este traidor, esta cobra asquerosa, ser corneado epicamente por sua noiva com dois de seus novos amigos gremistas. Deve ter sido a influência de São Darnlei, o padroeiro dos cornos tricolores.
    Para completar minha satisfação, esse pusilânime, essa víbora nojenta, virou advogado.

  • 21. dante  |  31/08/2010 às 15:52

    “Deve ter sido a influência de São Darnlei, o padroeiro dos cornos tricolores”

    “Para completar minha satisfação, esse pusilânime, essa víbora nojenta, virou advogado.”

    HAHAHAHAHHAHA, que genial!

    acho que foi o milano que contou de um amigo dele gremista que virou colorado – e o sujeito tem, sei lá, 30 anos.

    lamentável.

  • 22. Alexandre N.  |  31/08/2010 às 16:08

    #20

    Putz, nunca ví ninguém destilar tanto ódio assim por um ser vivente. Excessão compreensiva feita, claro, todos aqueles que desejam a morte do Inominável.

  • 23. Tiago Marcon  |  31/08/2010 às 16:22

    #20
    auhauhauhauhauhauha
    muito bom!
    Tenho um ex-amigo que era colorado e virou gremista tb, nos anos 90. Deu a camisa vermelha dele pra um guri de rua aqui de Caxias. Hoje o cara deve estar arrependo do até a alma de ter virado a casaca

  • 24. Tiago Marcon  |  31/08/2010 às 16:26

    #23
    arrependido

  • 25. bertagna  |  31/08/2010 às 16:26

    Gostei do comentário, Deus não joga mas fiscaliza. Talvez a causa do Grêmio estar nesta situação além da briga dos conselheiros….
    visite meu blog http://wp.me/pKJQL-2gT

  • 26. Cunegundes Vaginildo Botelho Pinto  |  31/08/2010 às 16:44

    tive VISÕES

    o fruminense perderá o campeonato brasileiro, graças as ideias imbecis do murici, que vai escalar um time com Deco, Daria Concha, Fred, Emerson Milk Sheik, Uashington e Fernando Bob Marley

    o curintian ganhará o titalo com gol do ronaldo fodomeno currador

    inter e brocafogo completarão o g 4

    caem patlético goianiense, galo (apesar do vander luxemburguer ser um grande currador de manicures), gremio (me perdoa renato portaluvas, mas time que lança bonequinha do souza) e patletico paranaense

    me borrei

  • 27. Felipe de Joinville  |  31/08/2010 às 17:03

    Boaaa, ótimo texto!

    Além do mais, essa intriga Jec x Avaí ta passando demais do nível da flauta e rivalidade futebolística normal… lamentável.

    A propósito, minha experiência infiltrado mais triste entre torcida adversária foi no estádio (?) do Paraná. Fomos ver o jogo do Inter, não conseguimos ingresso, entramos infiltrados, levamos uma chuva infernal e o colorado perdeu.

    Dizagradáveul…

  • 28. Pato  |  31/08/2010 às 18:04

    “#20

    Putz, nunca ví ninguém destilar tanto ódio assim por um ser vivente. Excessão compreensiva feita, claro, todos aqueles que desejam a morte do Inominável.” (2)

  • 29. rômulo arbo  |  31/08/2010 às 18:06

    muito massa o texto, fcatarina. deu pra sentir todo o clima.

  • 30. Felipe - ALVINEGRO DO ESTREITO  |  31/08/2010 às 18:18

    #27
    xará, faz tempo que a xenofobia que vem da maior cidade do Estado em relação à capital catarinense (principalmente no futebol) ultrapassou a flauta e a simples rivalidade. uma pena. E olha que isso vem desde aquele octacampeonato de vocês, no século passado.
    Abraço e Saudações Alvinegras

  • 31. Rudi  |  31/08/2010 às 18:32

    uma vez no rio vi Inter x Fluminense na torcida rival… controle, calma… enfim…
    Mas nada demais… é bem menos rivalidade mesmo

  • 32. Felipe (o catarina)  |  31/08/2010 às 18:54

    #30

    de fato, existe um ódio exagerado dos joinvilenses (ok, tô generalizando) com relação a Florianópolis, a ponto de um bicho de lá já ter me dito que jamais moraria aqui, nem que recebesse a melhor proposta de emprego do mundo (eu moraria em Joinville fácil). O problema, na verdade, não é Florianópolis, é que eles queriam é que a capital fosse lá, por ser a maior cidade, aquela papagaida toda. E isso reflete-se no futebol.

    E o que eu acho mais absurdo ainda é que a imprensa esportiva de lá e de outras regiões do estado dá corda pra essa rivalidade contra os times de Florianópolis. Rivalidade unilateral, diga-se, já que 99% dos manés cagam e andam pra Criciúma e Joinville e até torcem por eles em competições nacionais. Rivalidade mesmo é Avaí x Figueirense e só.

    mas acho que o Felipe de Joinville é gaúcho. Confere?

  • 33. JB  |  31/08/2010 às 19:02

    O Istepô! Mas que coragi, heinô?
    Assisti jogos no Scarpelli e na Ressacada mas nunca no clássico.

    Sempre me cago de medo de o adversário cometer o crime e morrer apanhando, por isso não frequento o estádio adversário.

  • 34. Felipe (o catarina)  |  31/08/2010 às 22:35

    #33

    cara, quanto a isso (de apanhar) não tenho muito medo não (claro, sempre tem que estar ligado). Fico sempre na minha, não incomodo ninguém, sei onde os malas (leia-se organizadas) ficam dentro e fora do estádio e, se precisar, tenho 1,88m e 95kg e, se precisar mais ainda, pernas bem compridas pra correr. hahaha. E aqui tem a rivalidade e tal, mas tbm conheço alvinegro que vai ver jogo do Avaí. Não é essa loucura toda .

    e comentei ali antes da raivinha de Joinville e tal, mas tirando Joinville, Criciúma e Itajaí (terra do Marcílio Dias, que tem uma torcida folgada), ver jogo no interior em SC é bem tranquilo, até pq não há muita paixão pelos clubes pequenos. Só esse ano assisti cinco jogos fora e só deu aquele rolo em Joinville que citei no texto e um maluco em Brusque que atirou uma pedra (uma mesmo e saiu correndo) contra a nossa torcida.

    Em Ibirama tu podes passar no meio da torcida dos caras (Atlético Hermann Aichinger) pra ir ao bar sem ser incomodado por ninguém. Em Imbituba todo mundo é Avaí ou Figueirense e esse ano é que apareceu um time lá. E em Blumenau, onde eu estive tbm, ninguém liga muito pro Metropolitano. Só querem saber desses Flamengos da vida. Chapecó é longe pra burro (550km de Fpolis) eu nunca fui ver jogo, mas diz quem foi que a turma da Chapecoense não é de arrumar rolo e até rola uma certa amizade com a torcida do Avaí.

  • 35. Paulo Torres  |  01/09/2010 às 10:21

    Jogo em interior é bem bacana. Já fui a Juiz de Fora e Sete Lagoas, ver o Galo contra Tupi e Democrata, ambiente muito mais relaxado que em BH, tem flautas sim, mas sem ameaças e sem agressões. As torcidas ficam separadas, mas pode-se andar em meio à torcida local tranquilamente, no máximo escutando uns gritos pouco abonadores isolados.

    Nova Lima é outra história, por ser muito perto da capital e por ter um estádio terrivelmente acanhado.

  • 36. Eduardo  |  01/09/2010 às 13:22

    texto bacana “O” Catarina.
    nunca fiz isso e nunca farei. só entrei 3 vezes no BR para ver UM GREnal (que foi empate 1 x 1 ) , um jogo da Seleção brasileira contra a Argentina (nem me lembro o ano, mas acho que foi 3 x 1), e naquela vez que o GRÊMIO jogou pois o Olímpico estava interditado (acho que num jogo contra o SP e acho que o GRÊMIO perdeu). .

    tenho um amigo que foi assistir inter x olimpia no penalti do Nilson. era possivelmente o único sujeito realizado naquele dia no Beira Rio. sinceramente não consigo fazer isso. Secar já é complicado, imagina IR no estádio…

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