O ocaso de um perdedor

13/07/2010 at 06:00 48 comentários

Ser um perdedor não é fácil. Aliás, ser um perdedor é muito mais difícil do que ser um vencedor. Não por acaso, as pessoas buscam tanto o sucesso. E é por isso que jamais esquecerei o ano em que cursei a 8ª série. Vejam bem que aos 14 ou 15 anos o desejo de aceitação no meio em que se vive é enorme. Especialmente a aceitação do sexo oposto, já que essa é uma época digamos… de ebulição dos instintos mais primitivos (JEFFERSON, Bob. 2005)

Cheguei ao João Ribeiro aos 12 anos para cursar a 6ª série. A escola mantinha turmas apenas até a 8ª, de forma que eu ficaria por lá durante três anos. Nos dois primeiros anos minha estratégia com as colegas se resumiu em manter boas notas e ser um bom menino. Não deu certo eu não peguei quase ninguém. Assim, mudar de estilo tornou-se necessário quando cheguei ao último ano tendo dado dois míseros beijos em dois anos. O primeiro passo foi começar a usar um desodorante mais forte, um AXE que minha mãe adjetivou como rançoso, já que nessa idade até dormindo eu suava como um cavalo (especialmente dormindo). As iniciativas incluíram amansar a protuberante juba com alguns quilos de gel, usar calças um número maior e, sempre que possível, burlar a regra de ir sempre uniformizado. Foi necessário tirar notas mais baixas, bem como um recuo estratégico no local de sentar na sala de aula.

Deu certo. Milagrosamente meu tênis passou da categoria xexelento para estiloso. Comecei a receber cartas cheias de coraçõezinhos, as meninas mandavam me prender na festa junina, mandavam recados pelo sistema de som. Entrei para o grupo de teatro e, inexplicavelmente, ganhei o papel principal. Fui um dos fundadores do grêmio da escola e através dele conheci a verdadeira finalidade do movimento estudantil. Depois de seis meses de desdobres infindáveis, beijei a loirinha de olhos azuis depois da aula. Sim, a vida me sorria. E não era um sorriso qualquer. Era um sorriso de dentes brancos e lábios adolescentes. Naquele ano não faltei nenhum dia de aula. Mais do que isso, frequentava o turno inverso.

Weber, o piloto australiano, não o sociólogo alemão, diria “nada mal para quem sempre foi um segundo piloto”. Realmente, eu não podia acreditar. Parece que as pessoas nem notavam aquele monte de espinha ou o físico assemelhado ao de um grilo. O importante não era ser, mas sim, representar ser.

Mas Nietzsche já dizia que ninguém pode fugir de tornar-se quem realmente é. E o ocaso do meu glorioso ano veio no final, com o campeonato inter-séries. Para começar, na minha turma não tinha gente suficiente disposta a jogar. Fui, então, convidado a jogar por outra, em um claro desvio das regras propostas. Eu não tinha bola para ser reforço de equipe alguma. Muito menos para virar o atacante titular, nem ganhar a camisa 10. Não lembro quais foram os fatores que montaram esse cenário, só me recordo de estar, como se diz por aqui, por cima do charque.

O campeonato parecia o final perfeito para aquele ano. Bons jogos na primeira fase e dois gols que nos colocaram na final. Veio a final e, logo de cara, gol meu. Em uma bobeira, no entanto, eles empataram e o jogo ficou no 1 a 1. Vieram os pênaltis e, consciente das minhas limitações, eu já saia de fininho para não efetuar nenhuma das cobranças. O meu desespero foi ver que colocaram meu nome como responsável pelo último pênalti. Até que chegou a temida hora. Se eu fizesse, seguia o baile, com as cobranças alternadas. Se errasse, seria o fim. Ajeitei a bola na marca, me concentrei e… no ângulo. Mas, assim do nada, o juiz se pôs a apitar feito um louco. Na adrenalina, eu esqueci de esperar o apito, e a cobrança teve que ser repetida. E aí? Bater no mesmo canto ou no outro? Seguir chutando no alto? Fui. Bati no mesmo canto, mas em baixo. O goleiro pegou, era o fim.

Todas as conquistas daquele ano foram embora com aquele chute. Se me perguntarem qual a principal lembrança da 8ª série, digo, sem pestanejar, que é o rosto das gurias na tela que cercava a quadra. Rostos que diziam: “eu sabia que tudo isso era uma farsa”. E era.

Como diria outro filósofo, Celso Roth, o futebol é assim. Uma derrota, um pênalti não convertido, um gol contra, uma expulsão. Quem sabe uma ajeitada na meia. Quando o assunto é futebol, qualquer deslize pode ser fatal.

Mas como esse esporte é qualquer coisa de espetacular, o contrário também pode acontecer. Pedro Júnior ou Adriano Gabiru podem fazer o gol do título. Mestre Celso, que sempre foi um bom aluno mas nunca ficou com a loirinha de olhos azuis, pode se redimir de uma carreira pouco mais do que medíocre. Ao contrário de mim, que não poderei voltar até aquele dia na quadra do João Ribeiro e me contentarei com conquistas menores como casar, ter filhos ou ter uma carreira bem sucedida, Roth segue sendo técnico, segue disputando campeonatos. Agora, ele tem um bom time nas mãos e uma semifinal de Libertadores pela frente. Se vencer, poucos vão lembrar dos erros, dos campeonatos perdidos na reta final. Se perder sobrará apenas o vazio e a certeza de ter se tornado o que sempre disseram que é: um perdedor.

Texto enviado por Dionatas Alisson Coelho.

Anúncios

Entry filed under: Contribuições, Libertadores.

Aqueles que se refletem na taça serão esquecidos “Perigossísimo tiro libre…vamo Forlán”

48 Comentários Add your own

  • 1. dante  |  13/07/2010 às 09:15

    achei massa.

    parabéns.

  • 2. Bruno Lorenz  |  13/07/2010 às 09:28

    Aguardo Roth, cheio de gel no bigode, errando pênalti na semifinal (ns) e tornando-se para sempre o que sempre foi.

  • 3. Alexandre N.  |  13/07/2010 às 09:40

    Caro filho do Ali: Sensacional. Este seu texto me fez recordar várias lembranças, a maioria ruins, por sinal. Mas a vida é feita disso mesmo.

    Parabéns!

  • 4. Renato K.  |  13/07/2010 às 09:48

    SP atropelará, mesmo com a CBF mudando a janela de transferências para prejudicá-lo (notem que não será para favorecer o Inter, mas simplesmente para f***r o Tricolor).

    —-

    OT necessário (sempre): por que será que eu não estou surpreso com isto aqui? -> http://www1.folha.uol.com.br/esporte/761823-incompleto-orcamento-da-copa-no-brasil-ja-e-mais-que-o-dobro-da-africa-do-sul.shtml

  • 5. Rodrigo Cardia  |  13/07/2010 às 09:51

    Muito bom!

    Mas faço minhas as palavras do Bruno Lorenz: “Aguardo Roth, cheio de gel no bigode, errando pênalti na semifinal (ns) e tornando-se para sempre o que sempre foi.”

  • 6. Diogo  |  13/07/2010 às 09:58

    Ué, de uma hora para outra o time do inter virou um BOM TIME?

  • 7. Cunegundes, o mulato frajola  |  13/07/2010 às 10:05

    eu sempre fui um grande vencedor, sempre fui muito querido por meus amiguinhos, sempre fui levado nas festinhas, quando eu estudava no grupo escolar de belford roxo era uma alegria só, eu tinha um amiguinho muito precoce, o Ronaldão, ele me levava atrás do muro pra mostrar como sua jiromba crescia, todo dia ele me levava lá e levava uma régua pra medir e me mostrar, todo dia ele fazia brincadeiras engraçadas comigo como me encoxar no pega-pega ou tomar banho no mesmo box que eu no vestiário, painho me disse que isso é boiolagem e que eu tinha que virar macho, mas meu psicólogo falou que é normal essa busca por novas experiências na pré-adolescência e que é normal sentir prazer ao ser tocado no ânus, por ser uma região altamente vascularizada, acredito que seja por isso que hoje sou viciado em fio terra, e meu boga esteja todo esfolado, de qualquer forma sou uma pessoa feliz, tenho prurido anal mas vivo contente e saltitante, a vida é assim, pra ser legal tem que ser diferente, quack

  • 8. Hemerson  |  13/07/2010 às 10:27

    “Ué, de uma hora para outra o time do inter virou um BOM TIME?”

    É o efeito Copa. Depois de passar um mês assistindo Van Persie com a camisa 9 do vice-campeão, Alecsandro virou gênio.

  • 9. Alexandre N.  |  13/07/2010 às 10:28

    #8

    Heheheehehehehe…

    Essa foi boa. Reconheço… rs

  • 10. Rudi  |  13/07/2010 às 10:29

    Boa Álisson…

    lembranças… lembranças… viajei no tempo agora com esse teu texto, sério…

    E sim, eu era MUITO MAIS loser do que isso…

    Mas o que é a vida senão uma sucessão de erros?

  • 11. Rudi  |  13/07/2010 às 10:31

    Diogo, um bom time, não mais do que bom…

  • 12. Gabriel R.  |  13/07/2010 às 11:09

    Quem tem amigos é sempre um vencedor.

  • 13. izabel.  |  13/07/2010 às 11:13

    muito bom, Dionatas Alisson.

  • 14. Carlos  |  13/07/2010 às 11:17

    AEEEEEEEEEE.

    Agora sim impedimento volta os olhos para o q interessa.

    Bom texto.

  • 15. Ducker  |  13/07/2010 às 11:24

    Depois de ver aquele São Paulo x Grêmio antes da parada da Copa, não sei mais o que pensar sobre a semi-final da LA…

    Que Celso Roth siga sendo Celso Roth!

  • 16. Ducker  |  13/07/2010 às 11:24

    Ah! O texto está muito bom!

  • 17. Carlos  |  13/07/2010 às 11:28

    Ducker, tenta esquecer, tenta esquecer.

    Mas agora q tu lembrou, PQP.

  • 18. Eduardo  |  13/07/2010 às 11:38

    Alisson, texto muito bom. Li o texto pensando na canção do Los Hermanos…. (“O Vencedor”) . de 1 passagem principalmente:
    ……
    “Quem sempre quer vitória PERDE A GLÓRIA DE CHORAR ”
    ….
    Que Celso Roth siga sendo Celso Roth! [2]

  • 19. Álisson  |  13/07/2010 às 11:46

    Valeu pessoal pelas manifestações em relação ao texto.

    Sobre o time do Inter, acredito que um grupo que chegou a uma semifinal de Libertadores pode ser considerado bom. É praticamente o mesmo que levou uns vices no ano passado. Bem ajeitado dá pra fazer bastante coisa.

    Eu achei terrível a contração do Celso Roth. Mas, depois de muito matutar, acredito que essa é a chance dele levantar uma taça e gritar uns palavrões. Quem sabe isso o estimule.

  • 20. Eduardo  |  13/07/2010 às 12:40

    Alisson, uns amigos tinham um blog sobre o GRÊMIO e eu assinava uma coluna por lá.
    numa das minhas colunas, fiz uma relação do tango “Por una cabeza” com o Roth, onde o GRÊMIO estava encaminhando uma boa sequência de vitórias, mas ainda era sumariamente vaiado pela torcida.
    tinha uma passagem assim:
    —————————————–
    ……….
    “Por una cabeza…” no sentido inverso da frase. Onde, apesar da melhora apresentada no grupo, nosso “comandante” ainda é ( e por muito tempo ainda será) vaiado quando anunciado (mesmo que o serviço de som da casa tente “preservá-lo”). Cabe ressaltar que é vaiado, principalmente pela irritante mania de sacar atacantes quando o time joga em casa, vence fácil, tem jogador a mais, para colocar VOLANTES. Roth é o típico treinador “que justo en la raya afloja al llegar” (“perde na chegada”).
    ———————————————
    Que Celso Roth siga sendo Celso Roth! [2988974]

  • 21. Lucas Cavalheiro  |  13/07/2010 às 13:24

    Muito bom texto.

    Como eu disse antes, Roth tem a chance da vida. Ninguém quer mais do que ele essa taça. Mas, no futebol, vontade não basta, é preciso competência.

  • 22. Gabriel R.  |  13/07/2010 às 13:27

    Se o Hernanes e o Miranda vazarem antes dos jogos o inter passa.

  • 23. Tiago Sozo Marcon  |  13/07/2010 às 13:38

    Isso me lembra a história do cara que prometeu dar 100 com a gata, sobre o palco de um teatro lotado. Aí o vivente deu 99, foi dar a centésima e não conseguiu. A galera em coro não o perdoou:broxa, broxa, broxa !
    A diferença ente um vencedor e um perdedor pode mesmo ser muito tênue.
    Tomara que o Celso consiga enfim dar sua centésima com a gata.

  • 24. Prestes  |  13/07/2010 às 13:58

    Final surpreendente e muito bom!

  • 25. Cunegundes, o mulato frajola  |  13/07/2010 às 14:30

    23

    COSTINHA, EU TE AMO!

    “Um sujeito prometeu que ia dar 1000 fodas… fodas… eu falei: F-O-D-A-S… num picadeiro de um circo com uma mulher. Puta que o pariu, o circo superlotou, era gente pendurada no mastro, as velhinhas correndo… “ah, hoje vai ter foda no circo”… as velhinhas se peidavam inteiras… “ah, aquele velho broxa do meu marido já não fode mais”… uma velhinha dizia pra outra “ai, eu já gozei!” e a outra “e eu to toda cagada!”, aí todo mundo sentou e o apresentador entrou no picadeiro: “senhoras e senhores… é chegada a hora da grande atração da noite. um sujeito irá ter 1000 relações sexuais com uma mulher no picadeiro!” e as velhinhas: “vai fuder né… fode bo-nit-o!”… então entra a mulher nua e o homem de pau duro… e tome-lhe pau… e tome-lhe pau… e tome-lhe pau… 999 fodas e o cara cai duro no picadeiro – o circo inteiro começa a gritar “bicha, bicha”… o dono do circo puto da vida pega o cara pelos colarinhos e grita: “oh, seu filho duma puta… vc prometeu que ia dar 1000 fodas no picadeiro e só dá 999?” e ele responde: “olha, eu não sei o que aconteceu comigo… hoje de manhã no ensaio foi tudo tão bem…”

  • 26. Junior  |  13/07/2010 às 15:12

    Ótimo texto, Álisson. Enquanto o lia, fiquei curioso para saber o final e quem o escreveu,
    Quem já foi campeão mundial com R. Cardozo, W. Monteiro, Edinho e Gabiru, pode ganhar a Libertadores com o Celso Roth.
    Pensamento mágico >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>razão

  • 27. Alexandre N.  |  13/07/2010 às 15:59

    #26

    Não se esqueça do Fabinho perna curta…

  • 28. Felipe (o catarina)  |  13/07/2010 às 16:04

    muito bom o texto, fez lembrar os tempos de guri. Verdade absoluta é que as gurias pirralhas só queriam saber dos malas, por isso fui me “amalacando” a partir da 8ª série, mas sem deixar de tirar boas notas (hay que endurecer, pero sin perder la ternura, já diria o poeta) pra não ouvir em casa. Era um caso raro – ou não, reflitam – de porra louca CDF.

    e apesar de ser louco por futebol tbm não jogava nada, como não jogo nada até hoje (cada vez pior, aliás), mas eis que numa daquelas olimpíadas do segundo grau (estava no 1º ano) faltou um goleiro pro futsal. Fui pro gol pela primeira vez na vida e defendi como se fosse o próprio Marzukiewicz reencarnado (já morreu? Não sei).

    As grandes atuações (peguei dois pênaltis em quatro jogos), somadas a vitórias épicas contra guris que tinham o dobro do nosso tamanho e já faziam a barba (jogávamos contra o 2º e o 3º anos. Viramos uma semifinal contra o 2º ano de 1 a 0 pra 2 a 1 faltando 1min15s segundos, sendo que o primeiro gol saiu depois de um lance em que defendi um pênalti), e inevitáveis contusões nos joelhos por causa da quadra de cimento garantiram pra todo o time muito paparico das gatinhas nos pós-jogos e nas festas que rolavam quase todo dia naquela época de férias de julho. Pq além dos malas, as gurias adolescentes gostam de quem vai bem nos esportes, foi o que aprendi. Deve ter alguma coisa a ver com macho alfa (bravura, personalidade, força, essas coisas).

    Tempo bom, que não volta nunca mais … e parece que foi ontem. Valeu, Alisson! Belo texto.

  • 29. Francisco Luz  |  13/07/2010 às 16:32

    Esse é meu bruxo Alisson. Manja muito.

    Mas como tá me devendo uma ceva por ter ajudado no tcc, não vou elogiar esse puta texto que tu escreveu.

  • 30. Guilherme  |  13/07/2010 às 16:51

    É muito foda prever quem vai ganhar, mas é uma barbada saber quem vai perder.

    Argentina, Itália e França nessa copa por exemplo.

    E o Celso Roth em praticamente qualquer momento decisivo.

  • 31. Gerhardt  |  13/07/2010 às 16:51

    Baita texto mesmo.

    Não posso deixar de pensar na sarcástica dualidade grenal, que tem sido vexatória pros azuis e simetricamente inversa pra ELES,
    nos últimos anos.

    Saudade dos álbuns de figurinhas e caras legais como Maizena.
    Era um vermelho desbotado e humilhar era verbo gremista.

    Agora toda sorte de absurdos tem acontecido, melhor não listar.
    Maldito Carvalho, tenho medo de suas decisões geniais, de sua coragem de apostar todas as fichas.

    Trazer Roth é inominável.

    E ver o SP tomar totó do Gremio antes do recesso foi terrível.
    Melhor ficar no limbo e sem pensar até metade do segundo tempo do segundo jogo.

  • 32. dante  |  13/07/2010 às 17:19

    “Era um caso raro – ou não, reflitam – de porra louca CDF.”

    nem tão raro, eu me encaixava mais ou menos nesse caso.

    ***

    sobre o roth, 2010 = redenção. anotem.

    ***

    foda mesmo foi ganhar o mundo com o CLEMER.

    há!

  • 33. Rudi  |  13/07/2010 às 17:23

    e o pior… com CLEMER FECHANDO O GOL

  • 34. Francisco Luz  |  13/07/2010 às 17:28

    Eu também era da turma porra-louca CDF, mas nunca tinha pensado nessa ótima definição.

  • 35. vicente v.  |  13/07/2010 às 17:39

    só mais um pouquinho de copa: a chegada do uruguay a montevideo

    http://www.ole.com.ar/mundial/Mira-caravana-Montevideo-Fox-Sports_3_297600240.html

  • 36. Kleiton  |  13/07/2010 às 18:06

    Sobre a questão de CDFs X Porra Loucas, vale a leitura – o cara discute o porquê de CDFs serem, normalmente, tão impopulares em relação a atletas / músicos / porras-loucas em geral.

  • 37. Cunegundes, o mulato frajola  |  13/07/2010 às 18:11

    quero escrever um artigo para o impedimenta senta que é de menta, como faço? prometo que trabalharei de grátis e escreverei pouco, quack

  • 38. Eduardo  |  13/07/2010 às 18:18

    O sujeitinho viaja no texto sugerido pelo Kleiton mas tem boas passagens…

    Merely understanding the situation they’re in should make it less painful. Nerds aren’t losers. They’re just playing a different game, and a game much closer to the one played in the real world. Adults know this. It’s hard to find successful adults now who don’t claim to have been nerds in high school.

    me considero com certo sucesso, embora tenha sido UM BOSTA em TODOS os períodos escolares… no dia que conheci a cerveja, em diante, deixei de ser um bom aluno (ou seja, primeiro ano do segundo grau). só melhorei na faculdade pois aí o tema é outro, pois tecnicamente era um dos melhores da turma, mas no geral era um dos piores… (não em bagunça, conversa, etc…) mas em notas mesmo. (mas nas aulas técnicas, era um dos melhores).
    quanto aos esportes, sempre fui um BOSTA AO QUADRADO em futebol, culpa dos meus 1,87 desde jovem que me fizeram ser um cara taxado pelo povo como “DEVE jogar basquete (o qual realmente fiz e com certa DESENVOLTURA)”.

  • 39. douglasceconello  |  13/07/2010 às 18:18

    Manda brasa, MULATO. Depois submetemos ao nosso Conselho de Sábios e TRISCAMOS nos céus da internet.

  • 40. FERN  |  13/07/2010 às 18:46

    estes textos nos rememoram coisas maravilhosas de outrora…

    eu mesmo tive uma trajetoria inversa ao che alisson da páscoa…

    fui nas séries iniciais muy pegador e mantinha para tanto um comportamente completamente BOÇAL e IDIOTA… mas que enfim dava ótimos resultados e isto inclusive me levou a DESCABAÇAR bem cedo… mas quando chegou neste período descrito pelo RABBIT eu me vi insuportavelmente apaixonado e no mesmo tanto NÃO CORRESPONDIDO, dai em diante tudo mudou, as chicas se foram dai veio o ROCK os cabelos grandes a CLAUSURA no meu quarto e enfim acabou este periodo colegial odioso, após tamanho trauma e ja firmado em relação a quase tudo que tenho de opinião sobre tudo, me libertei, voltei a atrair as chicas, paradoxalmente isto veio com uma companhia das antigas… o comportamento IDIOTA, por conveniência claro, só que sem ser BOÇAL, pois isto não é de se orgulhar jamais…

    VIDA

  • 41. rafael botafoguense  |  13/07/2010 às 19:18

    ESCOLA É MTO FODA! MENOS AS AULAS.

  • 42. Prestes  |  13/07/2010 às 19:42

    Porra meu, só eu era totalmente vagabundo no colégio???

  • 43. Rita Apoena  |  13/07/2010 às 20:02

    Eu AMEI esse texto.

  • 44. arbo  |  14/07/2010 às 02:03

    belo texto, alisson. invejei.

  • 45. dante  |  14/07/2010 às 09:44

    sim, prestes.

    akdlçsakd

  • 46. Álisson  |  14/07/2010 às 10:25

    Prestes, tu tens a estampa certa pra isso.
    Chico, não pelos elogios, mas vamos tomar aquelas cevas do TCC sim.

  • 47. Godo  |  16/07/2010 às 11:09

    Muito, muito bom mesmo.

  • 48. Rodrigo  |  27/07/2010 às 11:48

    Seu talento para narrativas é fantástico!
    Passei por situações futebolísticas como a sua… é complicado.
    Parabéns pelo texto e AGUANTE COLORADO

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Subscribe to the comments via RSS Feed


Especial – Libertadores 2011

A bola da ImpedCopa

Toco e me voy

Feeds

web tracker

%d blogueiros gostam disto: