Até o dia em que se cansaram

08/06/2010 at 13:10 107 comentários

Há nada além de Grêmio e Internacional sob os luzeiros do futebol da capital gaúcha. O fato de serem os outros capitalinos da elite rende pouco mais que uns caracteres extras nos pedaços mais desprezados dos jornais ao São José e aos Hijitos de Assis. Mesmo o mais tradicional Zequinha, porém, tem uma carência histórica de vitórias que impediu a formação de torcedores verdadeiramente fiéis. O maior dos cuadros chicos de Porto Alegre está na Segundona. Mas essa frase pode mudar radicalmente em pouco tempo.

Mirar as tabelas do escalão inferior do Rio Grande e se deparar com o Cruzeiro entre os finalistas surpreende a princípio. Debruçar-se sobre as súmulas das partidas do Estrelado e constatar uma fileira de nomes desconhecidos só aumenta o mistério. Ao menos para quem não acompanha o cotidiano do clube. “A nossa torcida conhece decor a escalação inteira do time”, comentam alguns dirigentes na beira do campo, minutos antes do duelo cruzeirista com o Brasil, na última tarde dominical de Farroupilha, pela segunda rodada do quadrangular decisivo da Segundona.

“Agora tu olha pro time deles, com o Sandro Sotilli, o Maicon Sapucaia, meio Pelotas vestindo a camisa do Brasil: são um bando de mercenários”, prosseguem. Há três anos o Cruzeiro mantém praticamente o mesmo grupo de jogadores, trabalhado desde a base. Foram eles os vice-campeões estaduais de juniores diante do Inter, em 2008, e seguia sendo esse grupo quando o time derrotou o Grêmio no Olímpico pela Copa FGF do ano passado – partida oficial simplesmente ignorada nas listagens da invencibilidade tricolor dentro de casa em 2009. Agora, o Cruzeiro almeja o acesso.

No feriado da quinta-feira, as teias de aranha acumuladas sobre os degraus do Estrelão foram destruídas por mais de duas mil pessoas que assistiram à estreia da equipe na fase final, contra o Lajeadense. Na véspera, em Rio Grande, o São Paulo puxara energia dos bagos para buscar um empate por 2 a 2 diante do Brasil de Farroupilha, após sair em desvantagem de dois tentos. O triunfo de quinta sobre os de Lajeado colocou os capitalinos na liderança e fez o empate soar bom na partida de domingo, nas Castanheiras de Farroupilha – uma cancha estranhamente rodeada por CIPRESTES.

À sombra deles, pois, o Cruzeiro sustentou um primeiro tempo salubre contra o Brasil. Para a segunda parte, os locais ansiosos por câmbios arrancaram o interminável Sandro Sotilli do recôndito dos vestiários. Com trinta segundos da etapa complementar, o artilheiro dos cabelos dourados tocou na bola pela primeira vez e deu o passe para o 1 a 0 de sua equipe. Dezessete minutos mais tarde, o Cruzeiro seguiria perdendo, mas sua torcida faria ecoar insólitos gritos de “timinho! timinho”, dirigidos aos representantes de Farroupilha. Dezenove minutos mais tarde, o jogo estaria empatado e nas mãos do Cruzeiro.

O que aconteceu naqueles cento e vinte segundos foi das doses de absurdo que fazem a Segundona compensar cada momento maldito da vida. Russo, do Brasil, era o único homem de uma barreira contra falta no canto da área – adiantou-se, interceptou o tiro, levou o amarelo e foi expulso. Na segunda cobrança, o Cruzeiro empatou. Assim que o jogo reiniciou, uma patada com pouca razão de ser fez o segundo cartão vermelho subir para a equipe da casa. Ficou 1 a 1. Ficaram nove contra onze. Quando um corvo sobrevoou o estádio, pela metade do segundo tempo, os irritados torcedores da casa avisaram ao árbitro Jean Pierre Lima: “é a tua mãe que veio te ver trabalhar!”

Em campo, os jogadores do Brasil também se indignavam com a arbitragem. O bandeirinha era xingado sem reagir. A certa altura, depois de mandar os reservas de Farroupilha saírem de trás da goleira, ouviu de cruzada de um deles: “nós ainda vamos ganhar esse jogo, mesmo que tu não queira”. Era factível. Apesar das críticas ao trio, o Brasil melhorou em inferioridade numérica e levou perigo à meta cruzeirista nos minutos finais. Não adiantou. O Cruzeiro, que antes da partida assinava qualquer contrato por um empate sem jogar, conseguiu o seu ponto jogando.

Na saída, os aficionados da casa, talvez furiosos por pagarem o ingresso mais caro da Segundona – trinta reais – e verem um time que não vence, resolveram provocar o Estrelado. Ouviram de volta: “é pequeno, mas é nosso. A maioria de vocês aí é gremista e colorado”. Há algo da genética cruzeirista nesse pensamento. Ser do Cruzeiro é pertencer ao Cruzeiro – e só a ele. Os torcedores cruzeiristas sentem-se parte do clube porque carregam em si o orgulho de não terem abandonado.

Esse elenco que se sustenta há alguns anos se encaixa perfeitamente no espírito do clube. Hoje são poucos os aficionados fiéis: uma massa azul e branca de cabelos grisalhos, que não se renovou ao longo desses trinta e dois anos do clube longe do Gauchão. Mas sabem que estiveram ali sempre, apenas pelo time da alma. Um pouco como muitos torcedores – os de fato – do interior, aqueles que dedicam suas horas pela equipe da cidade e não dobram a paixão local pelas cores da Dupla Gre-Nal.

Mas o Cruzeiro cansou.

Não de seu povo, de seu bairro, de sua história que inclui um título do Campeonato Gaúcho. Enoja-se de cultivar valores numa cidade que o despreza. De ter suas partidas esquecidas pela imprensa. De suas dívidas que se acumulam sem que alguém manifeste pesar. De uma grande conspiração não escrita, mas real, que faz com ele o que faz com tantos clubes pequenos do país: deixá-lo jogado à orilha das suas lembranças, a morrer. O estádio de tantas tardes já é acossado por condomínios que rugem como leões, e o clube aceitou deixar-se engolir por eles.

De tanto parecer com um interiorano na capital, o Cruzeiro decidiu se afastar de Porto Alegre. Cachoeirinha é o destino. A cidade se compara com as demais da Região Metropolitana e sente falta de um clube de futebol profissional. Lá, oferecem vantagens e isenções fiscais. Aqui, há as dívidas. E uma construtora que cobiça a área do Estrelão para abrir um novo condomínio, e oferece quase oito milhões de reais pelo terreno – o suficiente para pagar até os salários atrasados da lavadeira do título estadual de 1929, e ainda erguer um novo estádio e um centro de treinamentos.

O Conselho Deliberativo aprovou a mudança ainda em 2009. Faltam assinar os contratos. Se tudo correr como planejado, o Estrelado abandona seu território atual em fins de 2011. Ficará definitivamente estabelecido em Cachoeirinha, mantendo apenas um escritório social na capital. Alguns anos atrás, esperava-se que, quando o Cruzeiro comemorasse o centenário em 2013, não fosse mais como um clube da Segundona. Não se imaginava, no entanto, que também não seria como um clube de Porto Alegre.

Maurício Brum,

Redator do Ilusionando, sítio que abrigará mais fotos do confronto.

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Entry filed under: Contribuições, Segundona Gaúcha.

Estoque para mais de mês A triunfal volta da Copa (finalmente, o futebol retorna às origens)

107 Comentários Add your own

  • 1. Prestes  |  08/06/2010 às 13:18

    Não se vá, Cruzeiro!!!!

  • 2. Rudi  |  08/06/2010 às 13:25

    triste… realmente triste…

  • 3. Rômulo  |  08/06/2010 às 13:36

    bá. quinta-feira, eu, prestes e cassol (o iuri ficou preso num embotellamiento) estivemos lá. o povo daquela região ficaria órfão do seu estádio, no entanto, para a primeira divisão seria impossível mandar os jogos lá.
    agora, tem mta água pela frente nessa segundona aí. do q vi o cruzeiro jogar esta primeira posição me parece insustentável. esteve com dois a mais nos dois jogos. verdade q o q vi dos outros tbm não me animou mto.

  • 4. Rômulo  |  08/06/2010 às 13:39

    agora, tem o zagueirão, alto, trapézio de cabide, capitão do time, q manja do riscado. esqueci o nome.

  • 5. Prestes  |  08/06/2010 às 13:46

    Assisti Lajeadense e SP ontem.

    O escrete do Florestal pareceu bem superior tecnicamente, embora o ferrolho do São Paulo tenha funcionado até meados do segundo tempo.

    Acho o time de Rio Grande vai ficar em último nesse quadrangular e os outros três brigarão pelas duas vagas. O Cruzeiro vai levar essa vaga na MÍSTICA, Arbo, hdsahusadudhsausahsadhasuhashudhu

  • 6. Prestes  |  08/06/2010 às 13:46

    Ah, LÉO é o nome do zagueiro.

  • 7. Jader Anderson  |  08/06/2010 às 14:13

    Que bala, agora o novo clássico será cerâmica de gravataí e cruzeiro 😀

    morra cachoeirinha hehehe

  • 8. Rômulo  |  08/06/2010 às 14:51

    léo, claro, o beckembauer negro ns

  • 9. Prestes  |  08/06/2010 às 15:13

    Pior que quando o Cruzeiro tava em busca do segundo gol esse Léo foi pra meia-cancha.

  • 10. Prestes  |  08/06/2010 às 15:14

    Fiquei na dúvida senão é aquele LEOZÃO das categorias de base do Inter.

  • 11. leo  |  08/06/2010 às 15:14

    bem feito. não merecem.

    sem mais.

  • 12. Binho  |  08/06/2010 às 15:43

    Sei que não é o assunto principal do post, mas me identifiquei com a história dos gremistas torcedores do Brasil. Sou natural de Farroupilha e gremista, mas muito frequentei aquele estádio entre meus 8 e 15 anos.
    Pra vcs terem noção, tínhamos até uma organizada, que misturava gremistas e colorados torcendo pro Brasil na época em que o Rodrigo Caetano (sim, aquele mesmo) COMIA a bola nas Castanheiras.
    Mesmo à distância, hoje torço pra caramba pro Brasil subir.

  • 13. Diogo  |  08/06/2010 às 16:00

    Tudo é muito poético, mas na real quando trata-se de receber doações e isenções fiscais para a dupla Grenal, todos nós, ambos gremistas e colorados, não ficamos nem um pouco constrangidos enquanto os outros times se afundam.

    Preparem-se que com a Copa 2014 vem mais maracutaia por aí. [Albuquerque, Beto]

  • 14. Frank  |  08/06/2010 às 16:03

    Cara, que triste é a ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA… (se bem que, dependendo dos incentivos e do MINHA CASA, MINHA VIDA, eu ia gostar de morar por ali…).

    Daqui a pouco vai ser o Passo d’Areia, e o Zequinha irá para TRÊS PASSOS (ns…).

  • 15. Frank  |  08/06/2010 às 16:12

    OFF:

    Atualização da velha propaganda batida, chata e repetitiva, porém genial, do MASTECARD…

    Ingresso do Jogo Paysandu x Águia de Marabá em Belém (péssimo jogo por sinal, pior do que qualquer um da segundona gaúcha): 40 reais…

    Buzu lotado de fanáticos: 2 reais…

    Ceva antes da entrada: 4 reais (!!!)

    Ver o meu ÍDOLO Sandro Goiano levantando uma taça (nem que seja de um campeonato estadual qualquer): NÃO TEM PREÇO…

  • 16. Diogo  |  08/06/2010 às 16:13

    Bah, se o time não se sustenta financeiramente, tem mais é que fechar.

    Se os torcedores ficarem órfãos, que façam um time de amador: quem disse que só os torcedores PROFISSIONAIS tem paixão pelas suas equipes?

    Vão jogar a Impedicopa, pôxa.

    O que não pode é esse Baile da Ilha Fiscal, já não basta a porra do Grêmio Prudente?

    Encerro aqui meu momento Ernesto com um apelo: VOLTA FORD!

  • 17. Junior  |  08/06/2010 às 16:14

    Frank, jamais! O Zequinha é “imexível” no Passo D’Areia, fsdfsfgsd.
    Prestes, eu vi o Leozão (pior nome) jogar pelo Inter na semana passada na Taça BH, no Sportv.

  • 18. Rômulo  |  08/06/2010 às 16:21

    uma CONSTATAÇÃO
    “o povo daquela região ficaria órfão do seu estádio”

    juízos de valor não foram encontrados na busca

  • 19. Junior  |  08/06/2010 às 16:26

    Arbo, assim tu vais virar ídolo do Guilherme e do Ernesto. Consegue cornetear a si mesmo, hfdsdfgh.

  • 20. Rômulo  |  08/06/2010 às 16:44

    ahauhauha
    não, junior. só uma LETRA deixada de AHN PASSÃ para o diogo, ali no 16, para o caso de – e só para o caso de – ele ter me interpretado mal ou DEMAIS.

  • 21. dante  |  08/06/2010 às 16:45

    “agora, tem o zagueirão, alto, trapézio de cabide, capitão do time, q manja do riscado”

    arbo = ruy carlos osterman

    uhuhuhuhuhu

  • 22. Rômulo  |  08/06/2010 às 17:02

    HAUHAUAHHAUHA
    dante, eu comecei a escrever “zagueirão, alto” e pensei em fazer a piada “moreno, de porte rígido e blablabla” mas acabei deixando pro teu comentário. sou um generoso.
    pra desviar o assunto, na segunda foto do post tá rolando um riff de guitarra (todo riff é de guitarra? sou um leigo) e um vocal alucinado ali. na real é mais um vocal e uma guitarra alucinados. e o goleiro achando q é futebol.

  • 23. Diogo  |  08/06/2010 às 17:15

    20.

    Esquenta não, só estava pensando com os dedos após ler a parte: “Cachoeirinha é o destino. A cidade se compara com as demais da Região Metropolitana e sente falta de um clube de futebol profissional. Lá, oferecem vantagens e isenções fiscais. Aqui, há as dívidas.”

    Pois para mim isso não faz o menor sentido.

  • 24. Diogo  |  08/06/2010 às 17:17

    23.

    Não o texto. Mas o ACONTECIDO.

  • 25. Rudi  |  08/06/2010 às 17:20

    Diogo, eu imagino que a maior parte dessas dívidas sejam iptu e tributos afins…

  • 26. Diogo  |  08/06/2010 às 17:42

    Ok.

    Então o Cruzeiro vai vender um estádio, onde serão construídos prédios, e com o dinheiro erguer outro.

    Nada diferente de um clube que eu conheço.

    O problema é que ao se mudar de cidade o Cruzeiro acabou. Toda aquela poética de “genética cruzeirista” não fará mais sentido.

  • 27. Rudi  |  08/06/2010 às 17:53

    acho que tem uma questão de projeção também… o cruzeiro tem uma projeção local, seria mais ou menos o mesmo que se o grêmio fosse construir seu estádio em outro país… (ignorando a questão “que campeonatos posso disputar”)

  • 28. Anônimo  |  08/06/2010 às 17:57

    EM POUCAS PALAVRAS

    CRUZEIRO = TIME DE EMPRESÁRIO QUE SE VENDEU, DEU A BUNDA E OFERECEU O TRASEIRO PARA A HORDA DE EMPRESÁRIOS QUE COMANDAM OS NEFASTOS CONGLOMERADOS SONDÍSTICOS OS MESMOS QUE ESTAO PERPRETADOS NO SEIO DO SONDA/INTERNACIONAL

  • 29. ESTUDIOS NABABESCOS  |  08/06/2010 às 17:58

    EM POUCAS PALAVRAS

    CRUZEIRO = TIME DE EMPRESÁRIO QUE SE VENDEU, DEU A BUNDA E OFERECEU O TRASEIRO PARA A HORDA DE EMPRESÁRIOS QUE COMANDAM OS NEFASTOS CONGLOMERADOS SONDÍSTICOS OS MESMOS QUE ESTAO PERPRETADOS NO SEIO DO SONDA/INTERNACIONAL

  • 30. Prestes  |  08/06/2010 às 18:24

    “O problema é que ao se mudar de cidade o Cruzeiro acabou. Toda aquela poética de “genética cruzeirista” não fará mais sentido.”

    Tendo a concordar com o Diogo. Eu como simpatizante do clube penso isso. Teria que ouvir um torcedor de verdade do Cruzeiro (eles ainda existem) para ver se eles tão por essa mística ou tão cagando em ser de Porto Alegre e estão com o Cruzeiro onde o Cruzeiro estiver. (é só trocadilho, nada de flauta, por favor)

  • 31. Guilherme  |  08/06/2010 às 19:03

    Pra mim essa coisa de se abrir todos pro Felipão e ao mesmo tempo não aceitar o Adilson por ele ser gremista mostra uma FALTA DE MORAL incomensurável do povo colorado.

    Time sem caráter. Sério.

  • 32. Rudi  |  08/06/2010 às 19:05

    Guilherme, ser gremista não é o (maior) problema, pelo menos pra mim… nem o segundo maior
    primeiro, ele é incompetente (EU ACHO) e segundo, mais do que ser gremista, a declaração dele em 2006 é que pesa contra o seu CARÁTER…
    mas a verdade é que tá foda arrumar um treinador bom, volta LORI SANDRI (NS)

  • 33. Guilherme  |  08/06/2010 às 19:16

    Mas eu não espero que aceitem o Adilson. Espero que rejeitem o Felipão, se o clube de vocês ainda tiver um pingo de dignidade sobrando.

    Pra mim isso só mostra que o Inter é um clube em crise de identidade.

  • 34. Sancho  |  08/06/2010 às 19:20

    Até parece que se muda para outro planeta. O San Lorenzo de Almagro é de Boedo e joga em Bajo Flores. Cachoeirinha é um simpatico BAIRRO de Porto Alegre que, por essas questões menores da vida, possui administração independente.

    Continuará sendo o Cruzeiro de Porto Alegre, mesmo em Cachoeirinha.

    Cruzeiro é GRANDE. Da GRANDE Porte Alegre…

    😀

  • 35. Sancho  |  08/06/2010 às 19:29

    Presentão de Copa para vocês: Brasil 6-5 Polônia, 1938

  • 36. leo  |  08/06/2010 às 19:50

    bah, BRAMKI

    que obscuro

  • 37. leo  |  08/06/2010 às 19:52

    #33

    é que uma das boas do felipao, além da qualidade do técnico, era dizer que o ídolo de vocês adora encher o rabo de dinheiro.

    tanto falam de mercenários, e os caras me repatriam o vendido do HUGO…

  • 38. Junior  |  08/06/2010 às 20:17

    Sancho, a diferença entre San Lorenzo e Cruzeiro é que o primeiro possui uma torcida grande e o segundo, uma torcida muito pequena. Para o San Lorenzo, o local onde os jogos são mandados não importa.

  • 39. Luís Felipe  |  08/06/2010 às 20:43

    #33

    Tu te ilude.

    Felipão treinaria o Inter com graça, tanto que disse em 1999 que com a torcida do Inter nas costas ganharia tudo.

    Felipão já deixou essas questões comezinhas grenalísticas há muito tempo. É gremista, ok, mas é também um campeão do mundo pela Seleção Brasileira.

    Gosta do Grêmio, mas gosta também de dinheiro. Tanto que foi parar no Uzbequistão.

    O que tem de gremista iludido com essa história não é fácil.

    Parece alguns abobados que diziam que o Fernandão iria virar presidente do Inter.

  • 40. Luís Felipe  |  08/06/2010 às 20:44

    sobre o Cruzeiro, eu não vou aqui dar uma de joão sem braço, mas já dando:

    a MÍSTICA do Cruzeiro foi abandonada quando o clube vendeu o seu terreno na Montanha nos anos 70 e foi para o Alto Petrópolis.

    acredito que o Estrelão e o Cachoeirão são a mesma coisa, no CONTEXTO cruzeirista.

    Montanha, me contesta. hshs

  • 41. Sancho  |  08/06/2010 às 20:46

    Re 38

    Júnior,

    O argumento pode servir para justificar o oposto. Como é torcida é pequena e definhante, é necessária alguma mudança. De qualquer sorte, se trata mesmo de uma manobra de risco. Se bem feita, os dividiendos podem ser grandes.

  • 42. Rudi  |  08/06/2010 às 20:50

    #33

    “mas eu espero que rejeitem o felipao”

    medo pegou?

  • 43. Dudu Lorenz  |  08/06/2010 às 22:06

    Bah. Baita idéia.

  • 44. Atleticano-MG Brasília  |  08/06/2010 às 22:46

    o Érico Veríssimo era cruzeirense,,,pelo menos segundo o que o LF Veríssimo diz naquele livro dele sobre o Inter,,,que acho que se cham biografia de uma paixão, ou coisa assim,,,,mas ainda segundo o LF, depois o velho Érico virou gremista

  • 45. Atleticano-MG Brasília  |  08/06/2010 às 22:47

    ah, cruzeirense não porra,,,os do cruzeiro daí do sul são “cruzeiristas”,,,

  • 46. Diogo  |  08/06/2010 às 23:22

    41.

    “Se bem feita, os dividiendos podem ser grandes.”

    Resta saber aos bolsos de quem.

    🙂

  • 47. Prestes  |  08/06/2010 às 23:28

    Presenciei a MÍSTICA CRUZEIRISTA nas duas vezes em que estive no Estrelão.

    Acho que os seguidores fieis iriam até Cachoeirinha para ver o Cruzeiro. Mas acho o fato de serem de Porto Alegre muito irado, ainda mais ficando a 20 minutos da minha casa.

  • 48. Prestes  |  08/06/2010 às 23:30

    Guilherme, o Inter pra mim é sim um clube em crise de identidade.

    Mas por outros motivos BEM MAIS PROFUNDOS, acredite.

  • 49. Diogo  |  08/06/2010 às 23:34

    Mas na boa, se o Cruzeiro chegar a primeira divisão, já ganha uma verba substancial do federação, bem como mais visibilidade e patrocínios melhores.

    Não precisa apelar para o EXÍLIO.

  • 50. FERN  |  09/06/2010 às 00:05

    gente o football vive uma crise de identidade…

  • 51. Serramalte Extra  |  09/06/2010 às 01:56

    30 -> meu pai é um cruzeirista de verdade. Quando eu disse para ele que ia dar um jogo na TVCOM, ele me falou que não ia ver porque “tinha jurado que nunca mais ia torcer praquela merda de time”.

    O Cruzeiro acabou quando saiu da Montanha.

  • 52. Francisco Luz  |  09/06/2010 às 02:22

    Prestes | 08/06/2010 at 23:30

    Guilherme, o Inter pra mim é sim um clube em crise de identidade.
    Mas por outros motivos BEM MAIS PROFUNDOS, acredite.

    De acordo. Acho meio incrível como tem gremista que gosta de opinar sobre a identidade do Inter, mas enfim… isso deve fazer parte da identidade tricolor, pelo jeito.

  • 53. Guilherme  |  09/06/2010 às 04:07

    .39

    Mas o Adilson também é um profissional, e também treinaria o Inter. A maioria dos jogadores e treinadores por aí, por uma graninha, virariam a casaca. Não é o que o Felipão quer, é o que a torcida se curva. Ter o símbolo do futebol gremista e de tudo o que o Grêmio representa, tudo o que o Inter deveria ser contra, na casamata é uma imensa falta de Alma sim.

    .42

    Eu acredito em coerência, cultura de futebol e alma em futebol. E a contratação do Felipão iria contra tudo isso, o que me deixa confiante de que não daria certo.

    .52

    O assunto é FUTEBOL, e qualquer pessoa tem o direito de opinar sobre qualquer assunto.

    Aliás o Grêmio também passa por um problema parecido. A direção é cega e não entende o que significa ser dirigente do Grêmio. Mas a maioria da torcida é contra essa prática, não a favor. Acho que aí vai uma diferença essencial.

  • 54. Diogo  |  09/06/2010 às 10:47

    Eu não tenho vergonha nenhuma em dizer isso: se o Felipão for para o inter vai ser uma merda.

    Quem vai ter uma crise de identidade não vai ser o inter, nem o Grêmio: vai ser o futebol em geral. E eu.

    Se isso acontecer eu vou mandar meio mundo tomar no cu e presentear meus amigos colorados com uma camisa do Grêmio.

    Huaaaaaaaaaaaaa.

  • 55. Prestes  |  09/06/2010 às 11:13

    Ah, para, meu, isso ai é uma falta de conhecimento histórico.

    O Inter quando ia mal das pernas nos anos 60, tentou se reerguer com Sérgio Moacir e Foguinho, dois símbolos do Grêmio.

    O Tricolor, por sua vez, não ganhava mais nada com o racismo – apesar de ter alguns “morenos” infiltrados – e usou a contratação do Tesourinha e toda a simbologia que isso teve como um dos fatores para se reerguer.

    Saber o que o adversário tem de bom e tentar copiar faz parte da rivalidade.

  • 56. Prestes  |  09/06/2010 às 11:17

    Obs: não discutirei o racismo de novo aqui de forma alguma não insistam.

    Posso ter dado alguma opinião errada sobre o Tesoura ali, não conheço a história do Grêmio tão bem, e não tive nenhuma intenção de cutucar ninguém.

  • 57. Diogo  |  09/06/2010 às 11:33

    Não adianta Prestes, me nego a ver esse episódio sob a égide da RAZÃO!

    Não faltei as aulas de matemática financeira para ver o Grêmio de Felipão jogar, para depois os juros da vida me apunhalarem pelas costas.

    Nessas horas a professora deve ostentar o riso cruel do “eu avisei”.

    Hlksdjfhlajfhlaskjfhlsadjfl.

  • 58. Prestes  |  09/06/2010 às 11:37

    huuhasduhasuhasdh

    O sentimento mais parecido q eu tive foi quando o Christian fez aquela bucha no Inter.

    Mas, cara, eu já perdi as esperanças com o futebol há muito tempo.

    Nos anos 20 eu avisei q não deviam profissionalizar essa porra, uhuhuhuhuhasuhduhuh

  • 59. Guilherme  |  09/06/2010 às 12:24

    .55

    Foguinho e Tesourinha são ótimos exemplos para comparar com o Felipão.

    Tesourinha foi uma contratação simbólica para mudar uma característica cultural. Foguinho a mesma coisa.

    A diferença é que no caso do Tesourinha, essa mudança cultural funcionou. Com Foguinho não. E nem pode.

    Porque aí nós estamos falando da escola de futebol, da cultura de cada clube. E isso é uma coisa que nem Foguinho nem Felipão vão conseguir mudar.

    Acho que o Inter se perdeu no meio do caminho, na própria identidade, e está achando que deve se “gremistalizar” (o FC pelo menos).

    E acho que isso é triste pro futebol gaúcho. Considero que os dois clubes sendo forças e filosofias antagônicas é o que dá a graça para o futebol.

    Ou não é verdade que pela personalidade social de cada gaúcho se pode dizer com alguma certeza se ele é gremista ou colorado?

  • 60. Diogo  |  09/06/2010 às 12:28

    55.

    O inter foi mal das pernas em 60 porque estava investindo na construção do Beira-Rio.

    Pelo menos foi a explicação que os colorados me passaram.

  • 61. Prestes  |  09/06/2010 às 12:51

    59. Guilherme, o Foguinho não foi muito bem no Inter, mas foi, por exemplo, quem disse que um ponta-direita tosco como era o jovem Valdomiro podia jogar.

    O Inter dos anos 70, aliou tabelinhas de cabeça com muito preparo físico.

    A mudança imposta pelo Foguinho no Grêmio décadas antes, só foi elevar o futebol gaúcho no Brasil com o Inter dos anos 70. Não pelo Foguinho no Inter, ele foi uma tentativa de se fazer isso, um sinal de que o Inter queria isso, mas já era um cara ultrapassado apesar dessa filosofia e não durou muito no Colorado.

    Foi graças ao Gilberto Tim, que revolucionou o prepara físico no futebol brasileiro.

  • 62. Prestes  |  09/06/2010 às 12:53

    Ou seja, o Inter não é um time culturalmente “serelepe”.

    Em 2006, apesar de Abelão, o Inter não matava seus adversários só na bola era muito no preparo físico de jogadores como Jorge Wagner, Tinga, Ceará, Edinho e Rafael Sóbis.

  • 63. Guilherme  |  09/06/2010 às 12:57

    Mas preparo físico não quer dizer estilo de futebol. Naquela época era uma questão de modernização, assim como foi o Tesourinha no Grêmio.

    Há uma grande diferença entre evoluir e mudar a alma do clube completamente.

  • 64. Guilherme  |  09/06/2010 às 12:59

    E eu não quis dizer que SERELEPE.

    Esse é o Santos, Flamengo. Eu não sei na verdade o que é o Inter, mas com certeza é longe do estilo Grêmio/Felipão de ser.

    Considero Abelão e Minelli a cara do Inter. Não sei bem porque. Aí vai para um debate interessante, e bem mais profundo.

  • 65. Prestes  |  09/06/2010 às 12:59

    Dizer que o Inter quer se gremistalizar é ridículo, Guilherme. Não faz nenhum sentido.

    O Felipão é um técnico reconhecido mundialmente, inúmeros clubes/seleções querem contar com ele. Só pq o Inter é o rival do Grêmio isso não quer dizer q o Inter esteja pensando no Grêmio ao contratar o treinador, estará simplesmente buscando um profissional de alto nível.

  • 66. Luís Felipe  |  09/06/2010 às 13:06

    “Ter o símbolo do futebol gremista e de tudo o que o Grêmio representa, tudo o que o Inter deveria ser contra, na casamata é uma imensa falta de Alma sim.”

    quanta bobagem.

    então Ricardo Teixeira tentou “gremistalizar” a Seleção brasileira quando contratou Felipão.

    parem, por favor. É constrangedor isso.

    Felipão não representa o gremismo. Felipão representa ele mesmo. Ele representa uma era vencedora do Grêmio.

    Eu sei que a contratação dele pelo Inter – que não ocorrerá – seria uma mágoa enorme para 99% dos gremistas, mas daí a encontrar uma explicação cabalística em cima é muita vergonha alheia.

    Faltou alma para o Grêmio quando contratou Minelli em 1985?

  • 67. Guilherme  |  09/06/2010 às 13:07

    O Felipão não é simplesmente um técnico de alto nível, ele é o símbolo máximo do futebol do Grêmio.

    Nada é mais Grêmio do que o Felipão. As seleções brasileira e portuguesas nunca foram tão “grêmio” como com ele no comando. O Palmeiras campeão da Libertadores tinha meio time do Grêmio…

  • 68. Prestes  |  09/06/2010 às 13:09

    “O Palmeiras campeão da Libertadores tinha meio time do Grêmio…”

    Guilherme, acredite, eles eram do PALMEIRAS mesmo.

  • 69. Guilherme  |  09/06/2010 às 13:09

    .66

    Sim! E faltou ALMA pro Grêmio com o Autuori no comando.

    Sacou?

  • 70. Guilherme  |  09/06/2010 às 13:13

    Aliás, o Palmeiras é o maior exemplo de time que vendeu a alma por uns trocados da Parmalat, conseguiu uns títulos, mas nunca mais se recuperou.

  • 71. Luís Felipe  |  09/06/2010 às 13:14

    compara por um segundo o estilo de Felipão e o estilo de Renato Portaluppi, maior jogador da história do Grêmio.

    são totalmente antagônicos. O Renato dos anos 90 não jogaria no time do Felipão dos anos 90. O treinador Renato não combina com o treinador Felipão.

    Qual deles representa a “alma do Grêmio”?

    Acho que sim, existe uma identidade em cada clube, mas daí a tentar personalizar isso vai uma distância.

    O caso do Autuori é bem diferente. Ele tem uma ideia de futebol que teria sérias dificuldades de adaptação no Grêmio, e teve. Mas, repito, Felipão está muito acima disso.

    Veja que Renato, por exemplo, que é um treinador cujo estilo de jogo e de comando se adaptaria perfeitamente àquilo que a torcida do Inter gosta, jamais treinaria o Inter apenas por ser quem é.

    Exatamente o oposto de Luiz Felipe Scolari, que deixou de ser “do Grêmio” no ano da graça de 1999.

  • 72. Prestes  |  09/06/2010 às 13:15

    Alma é o cara querer contratar o Dinho ou o É Dinho achando que vai resolver a meia-cancha.

    O Felipão é sondado por que é (ou era?) BOM.

  • 73. Prestes  |  09/06/2010 às 13:17

    71. Nisso discordo de ti LF, o Renato jogaria com o Felipão, pois o Paulo Nunes jogou.

  • 74. Guilherme  |  09/06/2010 às 13:19

    O Renato como jogador tinha um estilo MUITO GREMIO. Aliás, o Paulo Nunes se assemelha muito com ele. Carlos Eduardo na nova geração também.

    É o habilidoso brigador, corajoso, rápido. Fazendo gol de barriga, cruzamento balão, etc. O Grêmio sempre teve ponteiros esquerdos assim, e o Felipão também em quase todos os times.

    Nada a ver com o Renato TREINADOR. Não confundam as coisas.

  • 75. Luís Felipe  |  09/06/2010 às 13:20

    O Renato dos anos 80 sim.

    O Renato dos anos 90 era acima do peso e raramente treinava. Bem diferente do Paulo Nunes, que nos anos 90, era muito profissional (até em excesso).

  • 76. Guilherme  |  09/06/2010 às 13:21

    Mas o grande trunfo do Felipão é fazer com que virtualmente qualquer jogador jogue conforme a visão dele de futebol.

    Lembram o Denilson na copa? Ele entrava pra CATIMBAR no fim de jogo que o Brasil tava ganhando. Quer coisa mais Grêmio do que isso?

  • 77. Prestes  |  09/06/2010 às 13:22

    Isso é verdade. Em meados dos 90, Renato não jogaria no Grêmio mesmo.

    No início da década, no Cruzeiro do Seu Ênio, ele ainda era o velho Renato.

  • 78. Luís Felipe  |  09/06/2010 às 13:30

    catimbar no final do jogo é muito Grêmio, tá certo.

    é muito Inter, também. Como o Iarley de 2006. É muito Flamengo, como o Adriano contra o Corinthians.

  • 79. dante  |  09/06/2010 às 13:35

    “Ou não é verdade que pela personalidade social de cada gaúcho se pode dizer com alguma certeza se ele é gremista ou colorado?”

    sinto muito, guilherme, mas NÃO, não é verdade.

    ***

    eu nem sei por onde começar a argumentar toda essa bobagem, guilherme…

  • 80. Guilherme  |  09/06/2010 às 13:36

    Eu não estou falando de EVENTUALMENTE catimbar.

    O Felipão levou um jogador pra copa com o único e exclusive intuito de catimbar.

    É diferente de ter feito isso em dois jogos na tua história. O Grêmio não inventou a catimba, o Grêmio/Felipão apenas as utilizam como uma estratégia regular de jogo.

  • 81. dante  |  09/06/2010 às 13:36

    aliás, “personalidade social”???

    wtf?

  • 82. dante  |  09/06/2010 às 13:37

    “O Felipão levou um jogador pra copa com o único e exclusive intuito de catimbar.”

    para, guilherme.

    por favor.

  • 83. Guilherme  |  09/06/2010 às 13:41

    Personalidade Social é a característica que cada pessoa tem em determinadas ocasiões sociais.

    Cada um de nós se comporta diferente dependendo do ambiente.

    Em futebol, é facílimo de identificar quem é gremista ou colorado, antes que eles comecem a falar das preferências clubísticas. Apenas pela atitude em relação ao assunto.

    Eu sei que existe uma nova geração de colorados que perdeu a identidade, mas historicamente sempre foi assim.

  • 84. dante  |  09/06/2010 às 13:42

    “Eu sei que existe uma nova geração de colorados que perdeu a identidade”

    ??????????????????????????????????????????

    bá, meu.

    sério.

    isso não faz o MENOR SENTIDO.

  • 85. Guilherme  |  09/06/2010 às 13:45

    Tu entendeu o que é personalidade social pelo menos?

    Beleza.

    E o Denilson na copa de 2002 só servia pra entrar no segundo tempo e segurar a bola, sem nenhum intuito de ir para o gol.

    Aliás o Felipão foi o único técnico do mundo a achar uma utilidade pro Denilson.

  • 86. Rudi  |  09/06/2010 às 13:47

    bah guilherme, confesso que eu fiquei CURIOSO pra saber qual a personalidade social de um colorado e de um gremista… expande o raciocínio aí, por favor…

  • 87. dante  |  09/06/2010 às 13:47

    “Tu entendeu o que é personalidade social pelo menos?”

    sim, é a MARGARETE PEREIRA:

    http://www.camarasap.rs.gov.br/paginas/dtlnot.asp?id=1203

  • 88. Luís Felipe  |  09/06/2010 às 13:48

    tentando pensar com a cabeça do Guilherme:

    assim: o Inter quer contratar o Adílson e o Felipão porque esse time do Inter é a CARA DO GRÊMIO.

    é RUIM, é TOSCO, é LIMITADO e só vai conseguir ganhar a Libertadores na base DA PORRADA.

    então, precisa de um treinador com a CARA DO GRÊMIO para ser campeão com um time COM A CARA DO GRÊMIO?

    sacou?

  • 89. Guilherme  |  09/06/2010 às 13:55

    .86

    Cara, é difícil de explicar, mas é um experimento que eu e meus amigos fizemos há anos atrás.

    Toda vez que encontrávamos alguém novo, tentávamos identificar o time pra que eles torciam, e quase sempre acertávamos. Não parei pra analisar quais caracteristicas específicas, mas que são diferentes, isso não tem dúvida.

    Faz o teste pra ver.

    .88

    Então, nesse raciocínio, o Inter vai fracassar. Porque simplesmente não combina com a história do Inter fazer isso. E não é apenas a porrada o estilo do Grêmio. É um estilo de futebol, também não tão fácil de definir.

  • 90. Rudi  |  09/06/2010 às 13:56

    Aqui em brasília é difícil, 99% das pessoas são flamenguistas… rs

  • 91. Guilherme  |  09/06/2010 às 13:59

    Na real, essa é a minha teoria. De que times têm ALMA.

    Existe MUITA evidência pra isso, no entanto. A história da personalidade social, e nos estilos de futebol mesmo.

    O melhor exemplo é comparar São Paulo e Flamengo, que são dois clubes completamente fiéis aos seus estilos.

  • 92. Prestes  |  09/06/2010 às 14:01

    Cara, eu entendo, e concordo, em muito do que o Guilherme diz quando fala de identidade dos clubes.

    Por exemplo, o Renteria dificilmente daria certo no Grêmio, ou o Fabiano Cachaça. Como o Inter dificilmente ganharia no pau do Penarol em plena década de 80. Como o Santos só deu certo com gurizada do clube e futebol “bonito”, etc.

    Só que, cara, pela última vez, a carreira do Felipão só tá intrinsecamente ligada ao Grêmio pros gremistas. O cara fez o que fez pelo Criciúma antes de ter sucesso no Grêmio. Fez até na seleção brasileira, em Portugal. O Felipão não é irmão siamês do Grêmio.

    Vai me dizer q o Chelsea contratou o cara pq queria o Grêmio. Pelo amor de deus.

  • 93. dante  |  09/06/2010 às 14:02

    “Toda vez que encontrávamos alguém novo, tentávamos identificar o time pra que eles torciam, e quase sempre acertávamos.”

    sim, creio que 50% ou 60% das vezes, né?

    ¬¬

  • 94. GG  |  09/06/2010 às 14:29

    personalidade social = ESTEREÓTIPO

    isso???

  • 95. Luís Felipe  |  09/06/2010 às 14:39

    eu concordo com o Prestes, totalmente.

    O Felipão treinou (e foi campeão) com o Palmeiras e a Seleção Brasileira, cujas torcidas sempre gostaram de um estilo de futebol antagônico ao preconizado por ele.

    E ninguém pode dizer que a Seleção de 2002 era mais transpiração. Não era. Aquela Seleção foi a que jogou mais bonito, entre todas as que eu vi. Quem mudou, Felipão ou a Seleção?

    Isso é só para dizer o quanto essa questão da identidade é mutável.

    Esses dias falei para o próprio Prestes que um amigo são paulino debochou dessa história de identidade me dizendo o seguinte:

    Até os anos 70, todos falavam que o Corinthians era símbolo de raça e o São Paulo de jogo bonito. O SPFC era campeão com Rui Bauer e Noronha, voltou a ser campeão com Gérson, Canhoteiro, etc.

    Aí, em 1977, com um dos piores times da sua história recente, o SPFC foi campeão brasileiro com 15 pontos a menos que o Atlético-MG, batendo até na sombra, ganhando nos pênaltis, com Chicão de líder.

    Nos anos 90, quando Telê chegou, diziam que não combinava com o São Paulo, era um treinador que jogava bonito, e o SPFC só era campeão com o jogo feio.

    Telê ganhou tudo. Aí chegou o Muricy. “Esse time não combina com o São Paulo, é só retranca e contra-ataque, não joga bonito, volta Autuori”. Tricampeão brasileiro. E daí?

  • 96. Rudi  |  09/06/2010 às 14:44

    Eu fui ali dar uma RACIOCINADA (DO BONFA, Magro – 199x) e acho que entendi o raciocínio do Guilherme… se eu estiver errado me corrijam…

    GREMISTA: Aquele que gosta de Engenheiros do Hawaii

    COLORADO: Aquele que não gosta tanto assim…

  • 97. Prestes  |  09/06/2010 às 15:01

    Além disso, o relato do LF mostra como um bom treinador não impõe sempre um determinado estilo de jogo.

    O Minelli foi campeão com um timaço em 75/76 e, no ano seguinte, com um time limitado, ganhou no copeirismo puro e simples.

  • 98. Carlos  |  09/06/2010 às 15:04

    Felipão é muito gremista.

    Mas na real nem esquento com ele treinando o colorado. Sério.

    E sobre personalidade social, ontem fui num aniversário de criança e tinha uma mamãezinha…q. deus do céu….tinha um par de personalidades sociais…….tomei até mijada de dona denise na volta pra casa…

  • 99. Carlos  |  09/06/2010 às 15:05

    Só acho q, pagar uma milha por mês pra um técnico é uma loucura além do aceitável pra um cara q quer se perpetuar no poder…

  • 100. Diogo  |  09/06/2010 às 15:39

    Entendo o Guilherme.

    O Grêmio de Felipão foi tão execrado, caluniado, xingado, mal visto que nós gremistas temos o direito de exigir exclusividade dele aqui na província.

  • 101. Diogo  |  09/06/2010 às 15:54

    “Queiram ou não seus fãs, entre os quais me incluo, o fato é que o futebol — o jogo em si e a rede de discursos e práticas que o envolve – vem se mostrando não uma metáfora, mas um verdadeiro prolongamento da guerra. Não interessa o “romantismo” da técnica e da fantasia. Interessa o “hiper-realismo” da vitória, o esquema militarmente cumprido (…). Que ganhe meu país e meu time, não o futebol. No domingo, por exemplo, ouviu-se na TV o senhor que treina o Grêmio (TIME QUE SE NÃO VENCE POR PONTOS VENCE POR NOCAUTE) dizer que o violento jogador Bernardo foi o artífice das recentes conquistas do Corinthians, não o requintado Marcelinho. É essa a cabeça vitoriosa do futebol atual. E é esse universo violentamente competitivo, sectário,machista e chauvinista que empresta máscaras para cobrir os rostos revoltados e sem identidade social dessa legião (…) que cresce nas franjas do admirável e cruel mundo novo em que vivemos.”

    JSDHFLKJALFHLAJFHLASKJDHALJFHALKJFHALSJFHALJKL.

  • 103. Frank  |  09/06/2010 às 16:24

    Eu entendo UM POUCO do que o Guilherme quer dizer…

    Na verdade, eu prefiro usar a expressão IMAGINÁRIO COLETIVO para dizer a mesma coisa que ele quer expressar falando da ALMA de um clube…

    A questão é que, historicamente, o Inter é associado a um futebol mais VISTOSO e técnico, por sua trajetória (rolo compressor, o timaço da década de 70, etc). Já o Grêmio tem uma trajetória diferenciada, com times menos técnicos NO GERAL e mais esforçados, geralmente ganhando títulos, apesar de um futebol menos ARTÍSTICO…

    Isso é o imaginário coletivo de grande parte dos moradores da província (ou daqueles que acompanham o futebol gaúcho a distância), o que não significa que essas características serão mantidas em todos os times ou em todos os momentos do clube… o caso do São Paulo citado pelo LF é uma evidência clara disso… esse imaginário pode ser MUTÁVEL e não é necessariamente uma IDENTIDADE FIXA de um clube, pois tem mais a ver com momentos históricos específicos… no entanto, o que fica na memória da torcida são os momentos FELIZES dos clubes e o estilo de jogo que esses clubes adotavam nesses momentos…

    Acho que escrevi, escrevi, mas não sei se consegui explicar alguma coisa com todo esse blá blá blá sem sentido… mas o que vale é a tentativa…

    ahahhadfojadfsh

  • 104. Prestes  |  09/06/2010 às 17:02

    103. boa Frank, concordo contigo.

    E tua definição como imaginário é perfeita. É isso mesmo, uma idealização.

    E embora a gente possa se aproximar do que é um denominador comum sobre o que é Grêmio, o que é Inter, na real cada torcedor tem uma visão/idealização diferente.

    E invariavelmente os fatos desmentem o cara, pq os clubes já têm uma trajetória mto grande.

    Eu, por exemplo, idealizo o Inter como um clube ligado à esquerda. Mas Ildo Meneghetti, Zachia e outros notórios direitistas já comandaram o clube e obviamente há centenas de milhares de direitistas torcedores do Inter e que não veem no clube essa ligação com a esquerda.

  • 105. Rômulo  |  09/06/2010 às 17:49

    morri com a discussã. concordei com o frank, por fim.
    irado o textinho, diogo.

  • 106. dante  |  10/06/2010 às 19:24

    AGORA SIM.

    apesar de gremista [ns], concordei com o frankenstein.

  • 107. Ernani  |  04/10/2010 às 09:04

    A alma cruzeirista está na Montanha. Jogar naquele arremedo de estádio na Protásio, que fica a 18 quilômetros da minha casa, ou num belíssimo estádio novo em Cachoeirinha (a 30 km da minha casa) dá na mesma. A genética cruzeirista permanece. Os fiéis e natos estrelados nunca abandonaram o clube nas piores fases e agora não custa nada andar um pouquinho mais para ter um baita estádio. O bom é que agregaremos torcedores e apoio da cidade vizinha. Porto Alegre nunca esteve nem aí pra nós e agora estamos dando o troco, tchau cidade que sempre nos odiou.
    Ernani, Cruzeirista e sócios desde 1978 com MUITO orgulho.

    PS: Haverá uma sede social e administrativa em POA.
    PS2: Lindo texto, só hoje conheci. Parabéns.

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