Lost in Translation

05/05/2010 at 11:01 69 comentários

O fato mais bizarro da retratação de Alejandro Valenzuela, preparador do Inter, foi que ao desfazer o mal-entendido a respeito do fato de que os jogadores não entendem a sua língua o preparador deu uma entrevista demonstrando clara dificuldade em entender o que diziam os repórteres. A despeito desse surrealismo, foi mais um capítulo no longo confronto entre Roberto Siegmann e a imprensa gaúcha, o que é uma dura competição para ver quem é mais chato.

Para quem não acompanhou o caso, Valenzuela disse ao polêmico repórter Leandro Behs que o time não está correndo por um dos dois motivos: ou os jogadores não entendem o que ele fala, ou não querem correr. Isso na segunda – tem decisão na quinta. O repórter Gustavo Berton, da Band, teria gravado as declarações de Valenzuela e reproduzido no ar, mas não achei isso em lugar algum.

Quando vi o texto pela primeira vez, não tive dúvida que rolaria uma resposta desaforada de Siegmann, que se apresenta há algum tempo como ombudsman/fiscal/vigilante da imprensa no site do Inter, sempre com fotinho sua ilustrando o artigo. O conselheiro/presidenciável/mala do Inter inaugurou um espaço inédito na internet, a fim de alimentar as paranóias e irritar os periodistas com a versão oficial. Até certo ponto, isso pode ser válido. No entanto, os limites já foram superados há algum tempo. Mais do que esclarecimentos, o espaço pretende reforçar uma ideia clubista de que sempre há má intenção, quase nunca erro. Quando na verdade, no jornalismo o erro é muito mais frequente que a sacanagem.

Quando Jorge Fossati falou que nunca tinha sofrido pressão igual aqui no Brasil, mostrou uma sinceridade que baseia uma série de análises acerca do seu comportamento e dos seus pares. É bem provável que Fossati, Valenzuela e JJ Rodríguez jamais tenham enfrentado a exposição midiática que enfrenta o futebol no Brasil. Fossati mostrou-se incomodado, por exemplo, com a quantidade de entrevistas que dava por semana e pediu para restringir. Autuori – um treinador que conhece bem mais o futebol brasileiro – mostrou a mesma incomodação quando mandou René Weber para uma entrevista coletiva, pois considerava que não tinha o que dizer (e foi duramente criticado). Outros treinadores como Muricy, Roth e Abel respondem ao excesso de exposição com grosseria e/ou silêncio.

Quando Valenzuela desabafou de forma sincera ao repórter numa segunda-feira à tarde, certamente não imaginava o tamanho do rolo que estava aprontando. Preparador físico quase nunca fala à imprensa, ainda mais um preparador que é o terceiro na hierarquia – Mahseredjian e Élio Carraveta estão na sua frente – ainda mais quando a pessoa não conhece a língua, nem a cultura. A retratação dada por Valenzuela na coletiva e no site não é sincera, é assustada. É mais uma demonstração da falta de preparo dos membros da comissão técnica do Inter em relação ao tamanho do desafio que resolveram enfrentar.

A iniciativa do Joseph McCarthy colorado poderia ser inteligente ao tentar blindar o clube. Não é. Quem trabalha com assessoria de imprensa sabe que uma ligação no horário certo para o repórter envolvido é mais significativa do que um release agressivo, um artigo debochado, um corte de verba em publicidade ou uma ameaça direta de censura através da porrada. Tendo o seu trabalho exposto e ridicularizado, o jornalista, mesmo que esteja errado, geralmente ganha o apoio da chefia por solidariedade. Além do mais, reage mal – o próprio Behs se envolveu de forma dura com Clemer em 2007.

O jogo de agressões e desmentidos lembrou a ideia de Gabriel Pillar: basta entrar no jogo para perdê-lo. Perdeu Valenzuela, que foi ingênuo e se queimou com o grupo; perdeu o Inter, pois ninguém acreditou nas versões oficiais; perdeu o jornalista, que será novamente visto com desconfiança e até mesmo ódio por pessoas que podem ser suas fontes; perdeu o torcedor, que não conseguiu entender onde está a verdade. O mais triste é que olho para a situação e não encontro uma solução melhor, ou viável. Um dos males da multiplicação dos meios da comunicação é que muitos tendem a buscar apenas e tão somente a informação que está de acordo com as suas convicções, recrudescendo relações pessoais que deveriam ser saudáveis, dando margem para a intolerância e a ignorância.

Ainda bem que ainda temos o campo, as quatro linhas, os onze e a bola. Senão, a vida seria tão chata como os discursos do novo macarthismo.

Até a vitória,
Luís Felipe dos Santos

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Entry filed under: Libertadores.

A vida te dá a revanche A coruja já tá piando miúdo

69 Comentários Add your own

  • 1. dante  |  05/05/2010 às 11:23

    reptindo o que é uma convicção minha, própria, particular: o jornalismo é [quase sempre] inútil.

  • 2. Sindicato das Prostitutas do RS  |  05/05/2010 às 11:35

    Quem chamar o Sport Club Internacional de ZONA será devidamente processado por injúria contra nossa classe trabalhadora.

  • 3. Alexandre N.  |  05/05/2010 às 11:40

    #1

    Tenhob que concordar em partes com você. Afinal de contas, pelo menos no jornalismo esportivo, o trabalho da imprensa é muito mais negativo do que positivo.

  • 4. Marco  |  05/05/2010 às 11:41

    Se os jogadores do Inter não entendem espanhol (guinazu, dale, sorondo, pato, eller, bruno,…) então quem é que sabe. Claro que o reporter quer dizer que os caras do inter tão dando migué nos treinos.

  • 5. Willian  |  05/05/2010 às 11:44

    Baita texto, LF.
    A conclusão é essa mesmo: todos perderam nessa história, sobretudo o Inter, que decide o semestre na quinta. Espero que entre hoje e amanhã o time seja lúcido o suficiente p/ manter o foco dentro do campo (de onde nunca deve sair).

  • 6. Willian  |  05/05/2010 às 11:47

    #1

    São histórias como essas que alimentam e reproduzem os WIANEYS da vida.

  • 7. guihoch  |  05/05/2010 às 11:50

    um link para fazer jus a lingua do titulo, e esta discussão é melhor!

    qual foi a melhor decada do heavy metal?

    gremio Annihilator

    http://heavymetal.about.com/b/2010/05/05/metal-debate-what-was-the-best-decade-for-heavy-metal.htm

    http://heavymetal.about.com/

    em tempo: off topic

    tenho dito mode off

  • 8. Kleiton  |  05/05/2010 às 11:53

    “Quando na verdade, no jornalismo o erro é muito mais frequente que a sacanagem.”

    Jornalistas = Árbitros de Futebol ?

  • 9. guihoch  |  05/05/2010 às 12:01

    jornalista é como previsão do tempo, só é bom quando acerta.

    klçdaslçlasdksllçaksdlslçalskçal

  • 10. Maurício  |  05/05/2010 às 12:06

    1. Sinceramente, que besteira essa tua convicção, hein ô Dante?

    O jornalismo é útil – considero o post do Luis Felipe um exemplo de bom jornalismo – até para reforçar a tua convicção sobre a inutilidade do jornalismo, hshshs

    abraço!

  • 11. Jean Mello  |  05/05/2010 às 12:09

    Queria saber se em uma semana de decisões dos grandes times do RS, pós final de gauchão, se a ZH realmente precisava de uma matéria como essa pra vender jornal.
    Mas como o arranca rabo foi no beira-rio, tô achando muita graça disso… quero mais é que se foda.
    Isso é pro Pedalado Carvalho aprender que para transformar o vestiário numa sede da Mercosul, deve ser feito com muita precisão,de outra forma dá nisso.

  • 12. douglasceconello  |  05/05/2010 às 12:31

    Não sou nenhum CERVANTES, mas não entendi nada do que esse Alejandro falou. Então, imagina o GALYDSON.

    asdfusidflsd

  • 13. Anônimo  |  05/05/2010 às 12:33

    #7:

    80. Quase tudo foi criado nesse época, death metal (Death, Carcass, Morbid Angel e etc. e black metal (Venom principalmente 1979, considero 80… hehehe), sem contar a boa safra de heavy tradicional (incontáveis), speed metal (Exciter é obrigação!)… e grandes bandas INICIARAM na década de 80, fazendo sucesso até hoje, mesmo véio, tipo Destruction, Megadeth, Kreator…

    mas nada impede que haja coisa boa noventista e nesse milênio também… tem muita coisa legal no mundo dos vocais femininos (Arch Enemy… uhaahuahah), melódico, death e black influenciados pelo boom dos anos 80, tanto do Black Metal tradicional como do satânico-master-norueguês-queimador-de-igrejas… hauauhaa.

    quem curte Death Metal melódico, boa sugestão tenho aqui… banda desconhecidaça, de ANDORRA!!!! Muito fodaça:

  • 14. Y  |  05/05/2010 às 12:34

    o anônimo aí acima, que curte Persefone, sou eu.

  • 15. Y  |  05/05/2010 às 12:37

    que merda, é mó bosta não escrever o nome e depois ter de falar: ERA EU.

    mas era eu mesmo…. aliás, essa música deveria embalar as vitórias da seleção andorrana de futebol, uma das mais insanas do mundo.

    falou.

  • 16. Prestes  |  05/05/2010 às 12:57

    Pois é, che. O cara não aprendeu patavina de português, carajo!

    Achou que os bagasseiros iam apender espanhol??

    MAS…MAS

    A coisa toda só escancara que nenhuma comissão técnica consegue trabalhar direito no Beira-Rio. Time que toma tanto gol de bola aérea há mais de ano, não tem dedicação nos treinos. Ponto final. Isso não se discute. Não há treinamento sério no Beira-Rio.

  • 17. douglasceconello  |  05/05/2010 às 13:01

    Gurizada, negócio é o seguinte. Lembro que na época do FALECIDO bolão que fizemos para o Brasileiro de 2009, alguns de vocês se dispuseram a colocar MIMOS para os vencedores.

    Caso alguém ainda tenha interesse, favor CONTATAR por impedimento@gmail.com

    É uma questão de honra entregarmos os presentes antes de começar o SEGUNDO TURNO desta edição.

    uahuah

  • 18. FERN  |  05/05/2010 às 13:01

    MODE REPLAY ON:

    8. Kleiton | 05/05/2010 at 11:53
    “Quando na verdade, no jornalismo o erro é muito mais frequente que a sacanagem.”

    Jornalistas = Árbitros de Futebol ?

    MODE REPLAY OFF.

    NÃO CONSIGO ENTENDER ESTE ÓDIO GERAL EM RELAÇÃO AO ÁRBITRO A NÃO SER PELO MOTE TELEVISIVO…

    O FOOTBALL ESTÁ AI DESDE O SEC. XIX, COM BOLA, CANCHA, ÁRBITRO E 11 PLAYERS, A TV SE APROVEITA DISSO DE 1980 PRA CÁ…

    ENTÃO MENAS, BEM MENAS…

  • 19. Francisco Luz  |  05/05/2010 às 13:07

    Perdi.

    E apóio Valenzuela.

  • 20. Gerhardt  |  05/05/2010 às 13:08

    Jean #11, falou tudo na última frase.
    e quanto ao jornalismo, acho que ele é uma das faces das forças anímicas que movem o futebol, especialmente.

    queiram ou não, nossa imprensa em parte molda a massa sem rosto que vai para a arquibancada e isto é feito dia após dia, evento após evento. Acho essa visão muito afu. E acho q isso é sutil e pouco evidente em fatos concretos, mas existe.

    com o ADVENTO da net, essa coisa dissipou um pouco, pois a crônica perdeu percentual de importância, perdeu exclusividade.

    Impedimento tem um aroma próprio. imaginem o q seria um olimpico ou beira rio lotados por um publico impedimentista.

    li antes a entrevista do Silas
    http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Gremio/0,,MUL1587607-9868,00-SILAS+CRIA+FAMILIA+GREMISTA+COM+BRONCA+E+CARINHO+SOU+BOM+MAS+NAO+SOU+OTARIO.html

    e ele cita muito a tal da imprensa DAQUI.

    e a propósito, o cara tem idéias boas. esse cara parece saber lidar com os boleiros e isso é muito num time.

  • 21. Eduardo  |  05/05/2010 às 13:08

    O Valenzuela “q laaaaaanceee” so precisa aprender uma palavra em português muito utilizado no condicionamento fisico dos jogadores brasileiros: MIGUÉ

  • 22. almilano  |  05/05/2010 às 13:11

    Excelente o texto, parabens. E agora temos que ter foco na quinta.

    Hoje? Gremio 3 x 1 Flu. “Al natural”…

  • 23. dante  |  05/05/2010 às 13:24

    “Sinceramente, que besteira essa tua convicção, hein ô Dante?”

    toda convicção é besta.

    abrazo!

  • 24. Kleiton  |  05/05/2010 às 13:26

    Isso já é institucionalizar demais a flauta…

  • 25. Junior  |  05/05/2010 às 13:49

    Prestes, o Fossati treina sério, com aplicação. O mesmo valia para o Tite, que não gosto nenhum pouco do trabalho, mas está longe de ser relapso quanto aos treinamentos. A dificuldade na bola aérea não tem a ver com os treinos, mas com os zagueiros do Inter. Pode vir o treinador que quiser, podem ser dados os treinos mais diferentes do mundo, nada resolverá enquanto os zagueiros forem estes.

  • 26. Maurício  |  05/05/2010 às 13:57

    23. Além de tudo, niilista de boutique!
    hshshshs

  • 27. col  |  05/05/2010 às 14:00

    Que serenidade a do LF.

  • 28. Luzardo  |  05/05/2010 às 14:01

    Aos jornalistas: quando se tem uma conversa potencialmente bombástica, que não é gravada nem acordada com o entrevistado, se publica sob forma de entrevista transcrevendo perguntas e respostas como foi feito?

    Não acho que é certo, me parece uma maneira irresponsável de tratar algo grave (o cara admitir que não não consegue fazer o próprio trabalho e fazendo queixa dos seus subordinados). Mas (Velhinha de Taubaté on) penso que o jornalista foi ambicioso, quis dar um grande lance, não pra sacanear o gringo. Em tempo, aos que acusam a RBS de gremista ou pilantra, a notícia do Silas no São Paulo também foi deveras inconveniente para o momento.

  • 29. dante  |  05/05/2010 às 14:04

    “Além de tudo, niilista de boutique!”

    bá, loco, PARA DE ME AMAR. ijashsdgdfh

  • 30. Prestes  |  05/05/2010 às 14:20

    Concordo, Júnior.

    Foi o que eu quis dizer.

    Só que treinar é o seguinte. O cara pode ficar o dia inteiro pulando na área, se não estiver realmente interessado não vai adiantar nada.

    Por isso é que a culpa é da direção, que já devia ter afastado Eller, Bolivar e Índio há tempos.

    E dar uma surra de pau mole no Sandro cada vez que ele ficar estático num escanteio.

    Entre outras cosas.

    Ai vão me perguntar: tá mas não era para o treinador conseguir mandar nos jogadores?

    Se ele tenta fazer isso, os jogadores não aceitam e a direção não dá suporte, deu pro treinador. Por isso nenhum treinador consegue trabalhar no Inter. Quando teu time boicota um treinador disputando o título brasileiro, o mínimo a fazer é mandar o time inteiro embora.

  • 31. Prestes  |  05/05/2010 às 14:22

    Agora, o Inter desde 2007 é o time em que todo mundo sabe: treinador bebia com jogador até mais tarde durante pré-temporada, entre outras….

  • 32. dante  |  05/05/2010 às 14:23

    “o mínimo a fazer é mandar o time inteiro embora”

    fácil, NÉ.

  • 33. Prestes  |  05/05/2010 às 14:26

    No fim da temporada. Não no meio do Brasileiro, Dante, evidentemente.

  • 34. rodrigo  |  05/05/2010 às 14:38

    Perfeito, Felipe. Perfeito. Parabéns.

    Eu conheço poucos bons jornalistas, sinceramente. Acho, em geral, uma classe mal preparada e com uma responsabilidade maior do que pode/deve arcar. No esporte, parece que é pior, porque são assuntos irrelevantes e os jornalistas são menos cuidadosos, mais irresponsáveis.

    Mas bem, quando temos de um lado a incompetência de jornalistas esportivos e de outro uma direção de futebol que está ABSOLUTAMENTE DESCONECTADA DO MUNDO REAL, o resultado só pode ser o desastre.

    A direção do Inter vive em um universo paralelo, onde tudo o que eles fazem é perfeito, e o resto do planeta insiste em não compreender isso. Daí saem frases antológicas como:

    “Torcedor torce, dirigente dirige.”

    Sendo que o dirigente só dirige se tiver dinheiro, e o dinheiro só é gerado pelo torcedor. Ou a GLOBO dá dinheiro pro Inter porque gosta de vermelho? Ou a BRAHMA compra comerciais no meio dos jogos porque só os dirigentes estão assistindo?

    “O Edu calou a boca da torcida”

    Após o terceiro gol de Edu em 8 meses de clube, com salário próximo a 200 mil reais por mês, o que dá, numa continha rápida de quarta série, o custo de MEIO MILHÃO DE REAIS por gol, sem contar luvas e prêmios por vitória.

    “Perdemos na urna, vencemos no campo”

    Frase dita segunda feira na cerimônia de premiação da FGF, logo após o Inter PERDER no CAMPO o título gaúcho, para seu maior rival. Ou o Inter não ASSINOU o REGULAMENTO da competição que estabelece o SALDO DE GOL para definir o campeão?

    A gestão 2010 do Inter é uma piada de mau gosto, e o clube merece ABSOLUTAMENTE todas as derrotas que FATALMENTE terá.

    Seria uma surpresa pra mim se, justamente no difícil trato com a imprensa e com profissionais sem nível como Leandro Behs, eles acertassem, já que erram todo o resto.

  • 35. Eduardo  |  05/05/2010 às 14:42

    depois de um terremoto (en vivo) presencio outro no impedimento hehehe que saga…
    mas convenhamos.. .se o inter não entende espanhol, que dizer da inter de milão no italiano???

  • 36. Gustavo  |  05/05/2010 às 15:09

    Não entendi pq os caras da Rádio Gaúcha (o Sílvio Benfica, especificamente) repetia várias vezes que o Grêmio tinha sido campeão no regulamento. Tipo, vá lá dizer isso se tivesse sido pelo saldo qualificado, mas foi pelo saldo simples. Frase bizarra.

  • 37. FERN  |  05/05/2010 às 15:38

    só faltou um cocô, uma garrafa ou mesmo um VASO sanitário na foto do post… hsuhdauhdushduhadushudhusahuahsdushdushd

  • 38. alemao  |  05/05/2010 às 15:41

    33. prestes emulando luiz onofre meira…q agora anda em alta com os wianeys da vida.

    wianey nao poderia ser um adjetivo para mau jornalista? Tipo, Maurício saraiva é muito wianey. Fica a ideia…

  • 39. Gustavo  |  05/05/2010 às 15:42

    O contrário também ficaria bom. Tipo, o Wianey é muito Saraiva. fhçskl

  • 40. Ducker  |  05/05/2010 às 16:00

    #36. O time dele tinha acabado de perder um campeonato par a rival… Tenta entender a dor dele.

  • 41. Rudi  |  05/05/2010 às 16:10

    http://www.diariodecanoas.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-1079,cd-257796.htm

    hahahahaha

    diário de canoas caiu na brincadeira do “sensacionalista” do uol

  • 42. Eduardo  |  05/05/2010 às 16:15

    não é futebol, não é sulamericano, não é sexta feira, mas merece uma PEQUENA MENÇÃO!!!

    http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Tenis/0,,MUL1588065-15090,00-HINGIS+E+KOURNIKOVA+REEDITAM+PARCERIA+NUMERO+DO+MUNDO+EM+WIMBLEDON.html

  • 43. Eduardo  |  05/05/2010 às 16:17

    se bem que seria muito bom ver essa partida de tenis em 3D!!!

  • 44. Jader Anderson  |  05/05/2010 às 16:21

    rodrigo totalmente em chamas depois do titulo gaúcho heaheaheahaeheahehae

    E bá, como falaram ali em cima… esse negocio de idioma EH PATAQUADA de jogador…

    Além de ser cheio de estrangeiros… palavras como CORRA, PULE não devem ser tão dificeis de entender…

  • 45. Leonardo  |  05/05/2010 às 16:45

    Valenzuela < Venezuela

  • 46. Eduardo  |  05/05/2010 às 16:54

    buenas, OFF TOPIC total: (embora seja relacionado a “ENTENDER idiomas) hehehe ::

    mas como sugestão nunca é demais (se é boa ou não cabe aos próprios decidirem)… ,

    entrei num sebo em Santiago e perguntei se tinha algum livro de um escritor chileno. após conversar alguns minutos com o sujeito ele me sugeriu um livro chamado “El Fantasista” de Hernán Rivera Letelier. Não sei se existe versão em Português, mas aos que se atrevem no español me parece DEVERAS interessante. devorei ontem as primeiras 80 páginas e estou achando muito bala. . sobre uma comunidade (norte do chile, baseada nas “companhias) ou seja, acampamentos criados para um serviço nas Minas e que, em alguns anos se esgotam e são “destruídas” virando uma pequena cidade fantasma. Os caras, é claro, possuem um time de futebol que tem rivalidade com outro acampamento. Porém, chega na cidade um “Ronaldinho Gaúcho”, foca da bola, última esperança para que eles ganhem o jogo contra os rivais…

    segue um trechinho…

    “Y es que se trataba de nuestro último encuentro como local, la última vez en la vida que jugaríamos en nuestro reducto. En definitiva, para nosotros este representaba el último partido de fútbol antes del fin del mundo”

    ou

    “Pero es, en el fútbol, no cabe duda, donde la rivalidad llega a límites escandalosos. Ahí no hay tregua que valga. Soy muy pocos los partidos , por no decir NINGUNO, que no terminan en verdaderas batallas campales. Cuando la bataloha no se genera en el campo de juego, hace explosión en las tribunas…”

    qualquer semelhança com a trivo é mera ….

  • 47. Eduardo  |  05/05/2010 às 16:55

    ops… tribo..

  • 48. Eduardo  |  05/05/2010 às 17:02

    ops2…
    entrei num sebo em Santiago e perguntei se tinha algum livro LEGAL NOVO de um escritor chileno.
    é claro que encontraria um livro de um escritor chileno em um SEBO DE SANTIAGO hehehe

  • 49. dante  |  05/05/2010 às 17:27

    eduardo: já estive numa dessas “companhias” aí, perto de… antofagasta, talvez. são lugares muito sensacionais.

    LEREI esse livro.

    ***

    outra coisa: não é tu que FAZ CERVEJA? dá uma olhada nisso:

    http://www.acervagaucha.com.br/concurso2010/

  • 51. Serramalte Extra  |  05/05/2010 às 17:38

    36 -> pois é… me diz um time que tenha sido campeão “fora do regulamento”

  • 52. Eduardo  |  05/05/2010 às 17:45

    sou eu mesmo que faço cerveja. muito interessante o site. vou passar prá alguns amigos de POA que estão fazendo também… estou morando nos EUA.

    estive em 2004 no Deserto de Atacama e fui nas minas de Chuquicamata , onde tem muitos desses lugares.. prá quem viu Diários de Motocicleta , aparecem na cena em que eles estão no deserto e encontram um casal procurando emprego… é muito bacana.

    quanto ao livro, legal que tem em português. a versão em espanhol tem uns “modismos” do norte do chile. algumas gírias difíceis de entender, mas após encontrar a palavra lá pela 3ra vez, já se tem uma boa idéia do que significa. mas achei que cai bem no gosto “Impedlivro”, por ser da Pampa Chilena, times aguerridos, jogos com confusão e, afinal, um lugar de escritores… 🙂

  • 53. alemao  |  05/05/2010 às 18:16

    O Eduardo, sabe onde conseguir literatura em português para iniciantes? Fazer ceva me interessa. Aguante 2012!

  • 54. Eduardo  |  05/05/2010 às 18:37

    #53
    Infelizmente nao sei Alemao. Vou perguntar pros meus amigos ai que estao fazendo. Na real, nao requer muita habilidade mas sim PACIENCIA. A “William Magrao em impedimento”(versao trigo) por exemplo, esta ha 4 semanas no barril, fermentando. Depois mais uma na garrafa e ja vai pro freezer. :). O grande barato eh a expectativa e prazer quando fica boa, alem da mesma sensacao de perder campeonato quando fica ruim. Hehehe

  • 55. Eduardo  |  05/05/2010 às 18:50

    Em suma, sao 5 passos:
    1) higienizar instrumentos
    2) Fermentar
    3) Carbonizar
    4) Resfriar
    5) BEBER

    Ha alguns metodos que possuem mais etapas, onde a cerveja fica mais filtrada (e mais fraca) mas eu gosto das mais fortes mesmo.
    Da uma vasculhada no google. Pode ser um bom comeco, enquanto busco info em ptbr com meus amigos.

  • 56. Junior  |  05/05/2010 às 18:50

    “Se ele tenta fazer isso, os jogadores não aceitam e a direção não dá suporte, deu pro treinador. Por isso nenhum treinador consegue trabalhar no Inter. Quando teu time boicota um treinador disputando o título brasileiro, o mínimo a fazer é mandar o time inteiro embora.”

    Prestes, com todo o respeito, acho isso uma “bobagem inventada”. Com o Mário Sérgio, não faltou vontade, faltou qualidade dos jogadores em alguns jogos e inteligência para o Mário Sérgio em outros. E não considero que o problema do Inter seja um boicote ao Fossati. No jogo em NH e agora contra o Banfield, o D’Alessandro marcou como nunca havia marcado em todo o seu tempo de Inter. Ninguém está querendo “derrubar” o Fossati, a não ser o próprio Fossati quando faz besteiras inexplicáveis, como por exemplo, tirar o centroavante e colocar um meio-campo quando precisa marcar mais um gol na final de um campeonato.

  • 57. dante  |  05/05/2010 às 18:53

    concordo com o junior.

    não faltaram oportunidades pra “derrubar o fossati”, como no jogo contra o pelotas, por exemplo.

  • 58. rômulo  |  05/05/2010 às 19:06

    post muito lúcido do LF.
    comentários ótimos do rodrigo e do eduardo.
    e segue o baile.

  • 59. Eduardo  |  05/05/2010 às 19:10

    O mesmo vale pro silas. Tem gente contente com o interesse do SP. Particularmente, acho 2 bons treinadores, nem pior nem melhor (ainda) do que a media que tem passado por aqui.

  • 60. Junior  |  05/05/2010 às 19:19

    Bem lembrado, Dante. A comemoração do Bolivar (o líder do grupo, segundo a imprensa) quando marcou o gol mostra como eles queriam “derrubar” o Fossati. Vou remar contra a maré e afirmar que o Piffero está(va) absolutamente certo quando disse:
    “torcedor torce, dirigente dirige”. Em geral, torcedor não entende nada de futebol (me incluo nisso). Se os dirigentes seguissem os torcedores, Felipão e Abel seriam demitidos, não venceriam a Libertadores e a história do futebol da província seria totalmente diferente. A torcida do SPFC “expulsou” o Kaká do Morumbi, o que fez com que ele fosse vendido por um preço baixo. Peguei esse exemplo, mas poderia pegar vários.

  • 61. Gabriel R.  |  05/05/2010 às 19:29

    O fato de o inter estar morrendo no segundo tempo é muito mais uma questão emocional do que física, pois o inter COMEÇA o segundo tempo MORTO! Acho que o Fossati deve ter um videoquê em que ele canta CUMBIA no intervalo para deprimir os jogadores.

  • 62. Eduardo  |  05/05/2010 às 19:41

    Gabriel R. Leva as fichas da banca. Invocar a CUMBIA eh premio supremo. Hehehe

  • 63. dante  |  05/05/2010 às 20:59

    sim.

    invocar a cumbia é a nova lei de godwin. [ns]

  • 64. Guilherme  |  06/05/2010 às 05:02

    Só cheguei agora, mas acho um absurdo completo alguém achar que um jornalista não deva noticiar um fato “porque pode prejudicar o clube”. É o cúmulo do conformismo. O jornalismo esportivo é geralmente vazio, mas quando finalmente eles conseguem trazer algo de relevante, a torcida acha ruim? Não entendo isso. Paixão cega por um clube até vai, mas isso é o cúmulo.

  • 65. Marco  |  06/05/2010 às 07:18

    Se o torcedor não entende nada de futebol, porque que o Michel está no Novo Hambugo, e não no Real Madrid???

  • 66. Caue Fonseca  |  06/05/2010 às 11:45

    “Queria saber se em uma semana de decisões dos grandes times do RS, pós final de gauchão, se a ZH realmente precisava de uma matéria como essa pra vender jornal.”

    Bem, Jean, acho chato ficar defendendo a firma, mas a resposta para a tua pergunta é que a última coisa que a ZH precisava era de uma matéria como essa nessa hora. E resolveu publicar mesmo assim. Te asseguro que o número de assinaturas canceladas no dia seguinte com uma notícia que o torcedor não gosta é muito superior ao de jornais vendidos, mas isso é do jornalismo.

    Essa pauta surgiu pelo cansaço do Inter no segundo tempo do Gre-Nal, que chamou a atenção da reportagem, mas meio an passant. Não era para ter a proporção que teve não fossem as barbaridades que o preparador falou. Até por não ter noção da bomba que cairia no seu colo, o Behs (pra lá de fluente em espanhol, diga-se) não foi de gravador. Só que ele tem credibilidade para publicar algo não está gravado, e essa é a palavra-chave aqui.

    Concordo com o LF que o Valenzuela ñ teve a perfeita noção do que estava fazendo, mas daí a dizer que não achava que era uma entrevista é ridículo. Ele achou que o repórter fazia o que com aquele bloco em que anotava freneticamente tudo o que o cara falava? Poesia?

  • 67. Lúcia Bastos  |  06/05/2010 às 12:07

    Buenas…Um pouco atrasada para o debate, mas, “vamô lá”.
    Já escrevi num post do Nando Gross, vou repetir, seria muito mais fácil a convivência imprensa/clube/torcida, se os gaúchos “neutros” assumissem suas cores!
    No centro do pais, assim como em Minas, os jornalistas possuem times, só os gaúchos são “neutros”…
    Dessa “neutralidade” nasce a “paranóia”, o resto é tudo consequência…
    Não condeno com tanta veemência o Siegmann, pois se eu fosse dirigente do Colorado, alguns jornalistas, que já vi comemorando eliminação nossa em tela de tv – na sala de imprensa do Beira-Rio, seriam pessoas “nom gratas”.
    Pode me chamar de paranaóica!
    Mas enquanto ontem ouvi no sportv a bancada do eixo RJ/SP apostar no Inter para seguir na Liberta, de noite li no twitter “jornalistas neutros” apostarem no Banfield…
    Quando é assunto vermelho, sempre tem neutralidade no RS, quando é assunto azul, o estado vira azul???
    Se isso é imparcialidade, tem distorção feia…
    Não tem como negar que existem 2 pesos e 2 medidas para tratar os assuntos da dupla.
    Quem nega que existe essa distorção, no minimo quer “tapar sol com peneira” ou então menospreza inteligência dos torcedores…
    E olha que nem precisa um QI muito alto para “enxergar” a diferença de tratamento…
    Basta saber olhar figurinhas que saem em jornais, ou seja, até crianças desalfabetizadas podem perceber…

  • 68. Luís Felipe  |  06/05/2010 às 12:47

    Caue, entendo o teu respeito pelo trabalho do Behs, mas olha só:

    Considerando o histórico que o Behs tem no clube, eu JAMAIS faria um pingue pongue sem gravar a entrevista, considerando o conteúdo.

  • 69. Caue Fonseca  |  06/05/2010 às 13:41

    Claro, Luís. Eu, tu e ele achamos isso. Mas a discussão é além: uma vez que tu te vê com uma bomba dessas na mão não gravada, tu publica ou não publica? E o veículo, respalda ou não respalda?

    Eu, e aqui falo por mim e não pela firma, sou de gravar o que for possível mas publicar SEMPRE que tu tiver segurança de que o que ocorreu é verdade. Mesmo quando sequer é uma entrevista. Poderia ser uma conversa flagrada, por exemplo. Acho que o fato se sobrepõe.

    Mas o debate sempre é válido. E pela primeira vez, talvez, vejo torcedores (colorados, gremistas, tanto faz) condenando essa postura de culpar a imprensa em vez de encarar os próprios problemas. A turba que quer sempre agenda positiva pode ser + barulhenta, mas dessa vez não creio que seja a + numerosa.

    A propósito, fizeste um belo post a respeito. Embora, como tu pode ver, discordemos em um ponto e outro.

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