Nós somos o povo

22/04/2010 at 13:56 43 comentários

Nos últimos tempos, a cada derrota ou partida mal jogada pela equipe colorada a direção, na maioria das vezes representada pela figura de Fernando Carvalho, líder das conquistas de 2006, pondera sobre o comportamento da torcida nas arquibancadas. Segundo estas ponderações a torcida se divide entre uma maioria de bons torcedores, dos que vão ao estádio, e maus torcedores, aqueles que vaiam o time, mesmo que ele não esteja apresentando um bom futebol.

Longe de mim julgar o torcedor. O torcedor que vai ao estádio, então, nem se fala. Ele contribui como sócio, ou nem isso, e se dispõe a sair de casa, muitas vezes com o jogo passando ao vivo pela TV aberta, enfrenta ônibus, filas, flanelinhas, trânsito, lanches caros e pequenos, falta de conforto e a redentora lei seca. Todos esses empecilhos existem para afastar os maus torcedores, ou os mais pobres, não se sabe ao certo
quais deles. Ao cabo de tudo ele vibra com seu time entrando em campo e espera que ele retribua seu sacrifício pelo menos mostrando um bom futebol ou a vontade em desenvolver um bom futebol.

Óbvio que as circunstâncias, o medo de perder, fazem com que nem sempre o torcedor fique satisfeito.
Muitos deles, contrafeitos, tentam reverter a situação berrando mais e apoiando para ver se os jogdores reagem e apresentam um futebol mais vistoso ou, ao menos, que lutem pela vitória. Outros, mais calejados ou revoltados, vaiam. A vaia nada mais é que uma manifestação exarcebada de amor. Talvez de mais amor que aqueles que apóiam. O torcedor que vaia não aceita a situação em que se encontra. Quer reverter a qualquer custo. Claro que alguns também são movidos pelo recalque, mas a ilógica do futebol nos leva a crer que se direcionaram ao estádio para ver, torcer e admirar sua equipe do coração. Eles não queriam vaiar, mas vaiam. Ou queriam, mas se pudessem, não o fariam.

O time do coração é algo que nos pega, um dia, na infância, na adolescência ou até mesmo depois. O time do coração tem sempre a desculpa do pai, da família,daquele tio doido, mas nada disso adiantaria se não nos pegasse de jeito. E depois que nos pega, não larga. A paixão de um torcedor ultrapassa, como todas as outras paixões, o pensamento racional, e então o apaixonado enlouquece ao ver o objeto de sua adoração. O apaixonado, aquele que vai ao estádio, atinge um estado de cegueira que, como toda paixão passa do amor extremo ao ódio intermitente, passando pelo torpor da indiferença insensível.

Essa paixão é que movimenta a torcida desde o primeiro colorado que parou ao lado da lateral do campo e começou a torcer por aquele grupo de camisas rubras. Existia alguma razão para tanto a não ser a paixão incondicional e cega? Uma paixão que mesmo nos aplausos ou nos apupos não se esvai. Uma paixão que ultrapassa o amor carnal, as namoradas, passa por cima de pai, de mãe e de pátrias. O time do coração é o último refúgio do desesperançado. Essa paixão, Fernando Carvalho, é que faz com que o Inter seja grande. Sem ela, sem os cantos, sem os gritos, sem os xingamentos, sem as brigas e sem os abraços, nada disso existiria.

Antes de um estádio, de uniformes, de arquibancadas, de homens de terno, balancetes, marketing, jogadores indo pra Europa e dirigentes mau humorados vociferando contra uma imprensa factóide e hipócrita, existem os torcedores. Sem eles o futebol continuaria existindo? Sim, mas seria tão popular quanto andar de bicicleta. Quase todo mundo um dia andou de bicicleta, mas nem por isso (tirando os franceses) param suas vidas para olhar alguém pedalando.

Então, Fernando Carvalho, quando encher a boca para justiçar e peneirar os bons dos maus, pegue um DVD na locadora mais próxima, não uma blokbuster da vida que não terá esse filme, mas uma dessas que o dono gosta de cinema, e assista ao filme baseado no livro As Vinhas da Ira de John Steinbeck que narra a história de uma família num caminhãozinho pela Rota 66 atrás de emprego e vida nova na Depressão dos anos 1930
nos EUA. Em determinada cena a mãe do protagonista declara, dura e seca, que nada pode deter o caminho deles:

“Nós continuaremos vindo! Nós somos o povo que vive. Ninguém pode se livrar de nós. Ninguém pode nos colocar de fora. Nós continuaremos para sempre. Nós somos o povo!”

Assista, Fernando, e reflita muito bem antes de atacar a torcida colorada. Uma pessoa inteligente se diferencia não por ser definitiva, mas por aprender errando. Ou observar o erro dos outros. Todos somos torcedores. Livres para torcer. Para pular. Cantar. Aplaudir. E, também, vaiar. Nós somos o povo colorado. Somos livres. Não temos outro destino a não ser existir. E a liberdade precede a existência.

Marcelo Benvenutti

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Uma vitória e alguns pecados tricolores Mulheres, idosos e crianças primeiro

43 Comentários Add your own

  • 1. Rudi  |  22/04/2010 às 14:14

    sem mais… assino totalmente

  • 2. storm  |  22/04/2010 às 14:49

    como corintiano( do bem ) concordo 100%, quem move os Clubes, nem digo o time por que esses vão e vem, quem move mesmo somos nós, o povo, sem esse povo não existiriam nenhum dirigente, portanto ele deve a sua existência no futebol ao povo( nesse caso colorado)

  • 3. fino  |  22/04/2010 às 15:05

    putz, que texto bem esgoto…

  • 4. André  |  22/04/2010 às 15:15

    ba, impedimento é muito colorado

  • 5. André  |  22/04/2010 às 15:16

    #3 – realmente, muita choradeira, palha

  • 6. fino  |  22/04/2010 às 15:17

    manda lá pro elvis providenciar uma camisetinha da cove

    “Não temos outro destino a não ser existir. “

  • 7. fino  |  22/04/2010 às 15:19

    “A vaia nada mais é que uma manifestação exarcebada de amor.”

    dá pra ficar o dia inteiro aqui tirando frases celebres como a de cima

  • 8. Roger  |  22/04/2010 às 15:21

    hahaha

    Fino inspirado hoje.

    E manda esse cara escrever umas novelas, lá no México. Vai fazer sucesso.

  • 9. col  |  22/04/2010 às 15:39

    O FC eh o nosso Gabiru de gravata, nao podermos exigir muito.

    No mais, otimo texto. Fico puto da vida quando escuto na radio esses babacas reclamando da social.

  • 10. Jader Anderson  |  22/04/2010 às 16:00

    Eu concordo com o FC, baita palha esses colorado ae

  • 11. marcelo benvenutti  |  22/04/2010 às 16:01

    Ô Roger, se tiver o contato da TELEVISA, me manda. pra pagar o leite do piá, eu aceito. Depois te mando o telefone da Eva Mendes.

  • 12. Vocalista de tiara do Biquini Cavadão  |  22/04/2010 às 16:09

    Eu sou do povo, eu sou um zé ninguém. Aqui em baixo as leis são diferentes

  • 13. marcelo benvenutti  |  22/04/2010 às 16:11

    Zé Ninguém é do Willhem Reich. Ó que eu meto vocês tudo num Orgone com um bando de neguinho batendo punheta e esporreando na cara pra acumular energia cósmica.

  • 15. Roger  |  22/04/2010 às 16:26

    Leandro mestre!
    Arrumou uma festinha com umas moças de família e armou uma armadilha pra lesionar os inimigos vermelhos.

  • 16. Roberto Cavalo  |  22/04/2010 às 16:32

    “Então, Fernando Carvalho, quando encher a boca para justiçar e peneirar os bons dos maus, pegue um DVD na locadora mais próxima…”

    Qualquer DVD, menos o filme da Copa do Brasil 2009.

  • 17. Francisco Luz  |  22/04/2010 às 16:38

    Já eu acho as torcidas em geral muito BURRAS. Compram qualquer merda que a imprensa fala/escreve e criam celeuma em cima de pouca merda, muitas vezes deixando algo mais importante dentro de um clube passar batido.

    Sou a favor da corneta contra a torcida, principalmente contra a estúpida torcida colorada. Quem foi no jogo de domingo sabe bem como o Inter venceu o Pelotas (por mais obrigatório que isso seja) APESAR da sua torcida, que pedia mudanças cabais em todo o mundo quando saiu o segundo gol do Lobão.

  • 18. fino  |  22/04/2010 às 16:39

    Não temos outro destino a não ser existir, Chico Luz…

  • 19. Felipe (o catarina)  |  22/04/2010 às 16:43

    #17

    “Já eu acho as torcidas em geral muito BURRAS. Compram qualquer merda que a imprensa fala/escreve ”

    Quer ver a tal “hostilidade” com o Silas. Foi um troço exagerado pra carajo. Vá lá, xingar no início do jogo um pouquinho, tudo bem, mas foi um troço fora dos limites, incitado pelo presidente do Avaí (que disse que a recepção a ele não seria boa já no vestiário depois do 3×1 em POA) e por alguns veículos que ficaram martelando aquela história de ele dedurar o Caio pro bandeira a semana inteira. Me senti constrangido por ele.

  • 20. Jader Anderson  |  22/04/2010 às 16:49

    poisé catarina, totalmente sem necessidade se me perguntar (o que tu nao fez) hehehehe

  • 21. Jader Anderson  |  22/04/2010 às 16:51

    Seria a mesma situação se de repente tem um gremio e corinthians aí e começam a apedrejar o mano menezes…

  • 22. col  |  22/04/2010 às 17:15

    Chico Luz,

    Tem cara que ama o Inter e simplesmente nao consegue ficar quieto assistindo um festival de horrores de um time com Alecsandro e Cia. Nao vou ao estadio, mas suspeito que o Wianey nao eh responsavel por isso. Se tem algum responsavel, esse eh o FC que vem planejando o Inter muito mal.

  • 23. Prestes  |  22/04/2010 às 17:31

    Cornetar é uma arte!

    E digo mais: o Inter só chegou à Libertadores ano passado devido àquele portão 8 pegado depois do jogo contra o Botafogo.

    Se tiver perdendo pro Pelotas tem que cornetar mesmo! Se tiver caindo fora da Liber IDEM.

    Óbvio que o ideal é soltar o bafo na nuca (ui) dos equatorianos hoje, não dos nossos.

    Mas aqui ó: jogador que sente a pressão pode pegar um T7 ali no Praia de Belas e ir pro Zequinha, lá não tem pressão.

  • 24. Jader Anderson  |  22/04/2010 às 17:35

    Bah, carlos amarilla apitando… mumu pro colorado agora

  • 25. col  |  22/04/2010 às 17:36

    Falou tudo, Prestes. E por isso eu gosto do Walter. O cara nao sente a pressao na hora do jogo.

  • 26. Viciado em Norteña  |  22/04/2010 às 17:39

    Tah na hora de a torcida do Gremio fazer o mesmo com uns que tais da azenha, tipo o ANFITRIÃO Leandro.

  • 27. Jader Anderson  |  22/04/2010 às 17:41

    Tilt na gaúcha! Trilha do metallica!

  • 28. arbo  |  22/04/2010 às 17:47

    só li fernando carvalho e dvd.
    PRESSÁGIOS…

  • 29. Francisco Luz  |  22/04/2010 às 17:50

    Col e Prestes, não sou contra a corneta. Aliás, para quem não lembra, eu fui ACUSADO aqui no ano passado de ter falado mal do Inter depois da final do Gauchão. Sou a favor de uma boa PICUINHA.

    O que eu vou ser sempre contra é de terrorismo por algo menor. Conseguiram criar um ENFARADO no Inter devido a uma derrota para o Novo Hamburgo com os reservas dois dias antes da estreia na Libertadores. Segundo o Vidarte, o Fossati tinha que ser demitido NAQUELE INSTANTE – percebam o grau de insanidade da coisa. Depois, no jogo contra o Cerro, 2 a 0 no placar, um abobado na torcida disse que aquilo NÃO APAGAVA O VEXAME do GAUCHÃO.

    Se isso não é fazer tempestade em copo d’água, não sei o que é. O pior é que o exemplo de que isso não leva a lugar algum foi dado no ano passado pelo Grêmio, mas ninguém se preocupou em aprender.

  • 30. Fernando Carvalho  |  22/04/2010 às 18:00

    Continuo sabendo.

  • 31. Carlos  |  22/04/2010 às 20:44

    Virei colorado depois desse texto. Que lindo. Eu existo. Eu sou torcedor, do povo, ó meu deus.

    Bah, vou te contar. Texto bem palha esse, heinhô.

  • 32. Anônimo  |  22/04/2010 às 21:45

    só gremista não gostou do texto

  • 33. Leo Garcia  |  22/04/2010 às 22:34

    Este blog, na maioria das vezes, nos presenteia com textos geniais. Não foi o caso deste. Com todo respeito ao autor, achei um ODE À CORNETA. E eu já quase briguei no Beira-Rio por isso. Burrice não é paixão. Quer vaiar? Espera terminar o jogo porra. Até as ovelhas do Tite sabem que vaiar durante o jogo faz a bola queimar.

  • 34. Gabriel R.  |  22/04/2010 às 22:38

    #33 Isso aí! no jogo de hoje tinha um INFELIZ atrás de mim que ficou o segundo tempo inteiro pedindo a entrada do taison, TAISON, T A I S O N!!!!!
    Não basta o que ele NÃO FEZ contra o Pelotas!!!

    O problema é que a maioria da torcida é MUITO BURRA e se guia pelo que a imprensa fala!!!!

    Por isso que sou da teoria que é melhor 15 mil colorados de fé, que vão em todos os jogos que 45 mil que vão lá MOSTRAR A CARTEIRINHA NO INTERVALO!

  • 35. Ernesto  |  22/04/2010 às 22:41

    Realmente Jader, arbitro colorado.

    expulsou EDU.

    EXPULOSOU EDU.

    Estamos livres dessa mala no primeiro jogo das oitavas

    Amarilla VIVE.

    No mais, Luz, larga esse 3-5-2. VAZA ARBO. Mãe DINÁ PARAGUAIO.

  • 36. Gabriel  |  22/04/2010 às 23:43

    Não sei se e possível dizer q ha algum dirigente mais apaixonado por seu clube no Brasil q o Fernando Carvalho. Acho muito legal vê-lo falando sobre o Inter e sobre futebol.

    E foi a gestão dele que permitiu que, no final do ano, cerca de 80 mil colorados possam votar para presidente e conselho.

    A torcida corneteira se esquece que, antes dessa diretoria, o Inter estava virado em um time vagabundo e sem confiança. Que o Beira Rio era um estádio abandonado. Que ficamos 13 anos sem jogar uma Libertadores.

    E a imprensa eh canalha, irresponsável e, infelizmente, pauta a opinião publica.

    Acho q o FC tem razão qdo diz q a torcida tem sido injusta com o Inter. E essa louvação ao POVO abre margem pro elogio as HORDAS. Que bom qd um clube consegue ser administrado com paixao E ponderação.

  • 37. Jader Anderson  |  23/04/2010 às 00:03

    #35

    Hehehehehe

    Larguei a isca mas ninguem pegou na hora hehehehe paciencia! heheahe

  • 38. Junior  |  23/04/2010 às 02:40

    “Já eu acho as torcidas em geral muito BURRAS. Compram qualquer merda que a imprensa fala/escreve e criam celeuma em cima de pouca merda, muitas vezes deixando algo mais importante dentro de um clube passar batido.

    Sou a favor da corneta contra a torcida, principalmente contra a estúpida torcida colorada. Quem foi no jogo de domingo sabe bem como o Inter venceu o Pelotas (por mais obrigatório que isso seja) APESAR da sua torcida, que pedia mudanças cabais em todo o mundo quando saiu o segundo gol do Lobão.”
    PERFEITO.

    A frase mais demagógica do mundo é: “a voz do povo é a voz de Deus”. Ficando exclusivamente no futebol bovino (se for para citar a política esse post seria interminável) se os dirigentes ouvissem a “voz da torcida”, Felipão e Abel seriam demitidos e obviamente não seriam campeões da américa. Além disso, tem muita gente que vai ao estádio para descontar os esporros do chefe ou os chifres que levou da mulher. No jogo contra o Pelotas, um mala começou a reclamar com um minuto de jogo!

  • 39. marlon  |  23/04/2010 às 04:37

    Benvenutti: “Torço, ergo existo”.

    Prestes: “Corneteio, ergo existo”

    Ernesto: “O Edu não ecziste”

    Fino: “Vão sifudê com esses texto palha de colorado. E passa a bola, Romário”

  • 40. marlon  |  23/04/2010 às 04:54

    e alguém tinha que ter mencionado a Lei de Sancho pros jogadores do Inter ontem. 1 a zero tava mais que beleza, e pegar um Alianza Lima cagado depois. o Banfield vai incomodar.

    e que golazo do 10zinho, puta madre que me remil parió. bá, como queria ver os CARBURETOS VERMELHOS em BsAs, comendo um bife de CHORIZO MARIPOSA e secando aquelas argentinas gostosas. adoro mucho. nossa.

  • 41. Allan Garcia  |  23/04/2010 às 13:49

    É isso aí: o importante é diferenciar a vaia “saudável” da corneta.

    O time levando 2 do Pelotas tem mais é que vaiar mesmo, pra ver se os caras percebem o papelão e acordam em campo. E, dessa forma, o cara que marcar o gol da virada também tem todo o direito de passar na frente da social com a mão na orelha, pedindo pra ouvir as vaias agora.

    Outra coisa muito diferente é a maldita corneta, como aquela vaia quando anunciam a escalação antes do jogo, ou neguinho enchendo o saco o jogo inteiro porque ouviu ou leu em algum lugar que determinado jogador não tem números interessantes quando joga, e enquanto isso tem outro cabra no banco pedindo passagem, etc… Esse tipo de alienação é que não dá pra aguentar.

  • 42. Prestes  |  23/04/2010 às 14:14

    Se a bola queima com vaia, tem que jogar no Zequinha. Os caras ganham 100 mil pra aguentar a pressão.

    Neguinho bom de bola é só chutar uma árvore que cai cinco, quem tá ali é pq teve culhão pra morar desde os 12 longe da família, pq aguentou jogar na pressão nas peneiras, nos testes. E quando chega ao profissional tem q aguentar vaia, é a coisa mais simples na carreira desses loco perto do que já passaram antes. Tanto que o Inter não sentiu a vaia contra o Pelotas e virou o jogo.

  • 43. Anônimo  |  25/04/2010 às 15:54

    texto cagado dum gordo bebado falido de merda

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