Até quando?

16/04/2010 at 20:00 107 comentários

Até quando as diretorias de clubes vão continuar passando a mão na cabeça de jogadores que cometem injúrias raciais dentro do campo?

Precisa vir o Tribunal de Justiça Desportiva ou a Polícia Civil para fazer alguma coisa?

O primeiro a tomar atitude tem que ser o clube. Pune o jogador. Não precisa dispensar. Pode só dar uma geladeira e cobrar uma multa bem pesada. Obriga ele a pedir desculpas pelo que disse. E depois, obriga a fazer trabalhos sociais para responder pelo que fez.

A sorte é que dessa vez, a câmera pegou. Quando a câmera não pegou, ficou sempre no “deixa-disso”.

Deu né.

Alguém tem que tomar a dianteira.

Até a vitória,
Luís Felipe dos Santos

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Entry filed under: Copa do Brasil.

Carpe Diem 12 Carboneros

107 Comentários Add your own

  • 1. Luciano  |  16/04/2010 às 20:06

    E la vamos nos de novo…

  • 2. Lucas Cavalheiro  |  16/04/2010 às 20:08

    LF, uma máquina de escrever [NS].

    Mas… mas… Eu meio que discordo. O cara que dá uma CABEÇADA no outro. Isso abre um precedente pra ser xingado.

    Veja bem: não estou dizendo que ser racista tem desculpa, mas no calor da hora do jogo, depois de ser agredido, o cara perde o controle.

    Mas falei na ImpedNua de ontem depois de ver o lance: jogador brasileiro é muito verde (trocadalho) pra esse tipo de situação. Espera o próximo lance de bola parada, escanteio, sei lá, e dá só uma NAS OREIA! Nunca mais se fresqueia.

  • 3. Sancho  |  16/04/2010 às 20:27

    Algumas agressões, podem. Outras, não. No referido lance, foram trocados cabeçada, cusparada e, possivelmente, outros xingamentos além desse. Tudo pôde.

    Se o Danilo tivesse usado algo como “sua progenitora é uma meretriz”, “seu orifício anal é muito mais largo que o normal”, “sua esposa busca satisfazer-se sexualmente em relações extraconjugais”, “a matéria do qual você é feito é a mesma produzida pelos resíduos encontrados no sistema digestivo”, etc., não faltariam vozes a clamar que isso tudo deveria ficar dentro do campo de jogo, que teria sido dita no calor da hora, e que isso faz parte do futebol. Mas ele usou a expressão proibida. Aí, f*da-se o contexto!

    Tchê, se o Danilo é racista, isso é absolutamente condenável. O dificil é extrair isso somente pela confusão de ontem.

  • 4. izabel  |  16/04/2010 às 20:53

    LF, vc tá ligado em quem é o técnico do danilo, né? tá lembrado do que aconteceu quando ele era do juventude, né? então…

    quando o corinthians o contratou como diretor de futebol e também quando o palmeiras o contratou como técnico, nos dois casos, as torcidas fizeram protestos, pixaram os muros dos clubes dizendo que não queria racista lá dentro.

  • 5. Milton Ribeiro  |  16/04/2010 às 20:55

    Eu acho que há coisas intoleráveis. O racismo é uma dessas coisas e ponto final. NÃO DÁ PARA RELATIVIZAR NEM COM O RACISMO NEM COM A PEDOFILIA. Se eu ficar louco de ódio com o Tinga e chamá-lo de macaco, eu sou um filha da puta pq não lembro de chamar de branco o Bolívar se ele me agride.

    Ademais, são pessoas públicas. Os clubes têm de mostrar a esses caras que eles não podem dar este tipo de exemplo.

    Eu acho que independe de contexto. Nunca me ocorreria chamar alguém de macaco. O cara cometeu um crime e fim.

    O Luís Felipe tem toda a razão.

  • 6. izabel  |  16/04/2010 às 20:56

    e sancho, lucas: não sei vocês, mas discussão (de transito, entre amigos, no trabalho, na rua, em qualquer lugar) a gente sempre vê. sempre tem xingamento tipo filho da puta, viado, etc. eu NUNCA (juro) vi ninguém xingar um negro de macaco. por que no futebol pode? por que essa ideia de calor do jogo?

  • 7. Ernesto  |  16/04/2010 às 21:07

    Um bugre, falando isso. O cara tem claros traços indigenas, mouro, e vem com essa balela.

    Pelo menos acaba com a palhaçadinha de que é só argentino que faz isso.

  • 8. Raphael Zarko  |  16/04/2010 às 21:14

    izabel, já vi caso de prisão NO TRÂNSITO por que chamaram um negro de macaco (no Rio). não é coisa tão incomum como pensa. sobre o caso do danilo, acabou de mostrar no jornal nacional ele pedindo desculpas. ou seja, admitiu ao menos.

  • 9. Raphael Zarko  |  16/04/2010 às 21:19

    aliás, o zago, vulgo antonio carlos (ou seria ao contrário), foi “dispensado” pela torcida por causa desse “problema” que aconteceu no juventude.

  • 10. Raphael Zarko  |  16/04/2010 às 21:20

    pela torcida do VASCO…faltou dizer.

    desculpem minha costumeira incompetência de fatos ao comentar.

  • 11. Francisco Luz  |  16/04/2010 às 21:23

    Pois é, a minha pergunta é a mesma da Izabel: eu nunca vi alguém xingar um negro de macaco em qualquer tipo de discussão até hoje, a não ser nesses casos de futebol.

    E concordo com o Milton: racismo é intolerável. Não existe conceito, desculpa ou o caralho. Se ele quisesse só xingar, que usasse um dos sinônimos que o Sancho tão pacientemente traduziu de maneira polida. Mas chamar de macaco é querer ferir o cara naquilo que não se tem razão.

  • 12. FERN  |  16/04/2010 às 21:27

    não chama o Bolívar de branco pero chama de amarelo…

    muito complicado generalizar…

  • 13. Rodrigo Fatturi  |  16/04/2010 às 21:29

    Isso que aconteceu é um reflexo da nossa sociedade cheia de preconceitos velados…

    Tá com a cabeça quente na hora do jogo, xinga de outras maneiras que não são racistas, simples.

    Vai tomar caju, filha da polícia, vai te fu….tem tanta coisa pra xingar…

  • 14. FERN  |  16/04/2010 às 21:37

    EU particularmente acho que na cancha vale tudo, o football começa e termina no apito do juiz, eu o vejo e participo dele como um universo paralelo, até por isso tenho posições que são completamente contraditórias as que tomo na minha particular ou mesmo em sociedade, algumas como a solidariedade na cancha= jogo é de 11 não de um, 10 pra ser mas claro…

    E isso parte de uma pessoa bem informada, culta e de mente livre, aliás SEM FRONTEIRAS como bem batizaram Suellen e Cassol, GRACIAS…

  • 15. FERN  |  16/04/2010 às 21:40

    #13, se encarar desta forma só vai agravar o problema, que tem que ser enfrentado de forma SÉRIA para se chegar a um denominador comum,ou mesmo uma cisão complta, enfim uma definição, aliás postergar é da cara do nosso modelo de nação, não é verdade???…

  • 16. Milton Ribeiro  |  16/04/2010 às 21:41

    Pessoal, há algumas pessoas muito mal posicionadas nesta questão. Repito: não podemos relativizar quando o assunto é racismo ou pedofilia ou homofobia. Sim, os três.

    E nem é pelo fato de sermos quase todos imigrantes neste país. É um problema humano, é o fato de estigmatizar o outro pela cor da pele, de usar como recurso extremo uma ofensa falsa, pois não esta não diz do caráter ou das ações, mas de uma suposta inferioridade de origem que é definitiva como qquer origem.

    Numa boa, estou de cara com algumas opiniões aí.

  • 17. Milton Ribeiro  |  16/04/2010 às 21:43

    E vou pra Cidade Baixa tomar umas cervejas, OK?

  • 18. FERN  |  16/04/2010 às 21:59

    Milton eu acho quase tudo isso aí que tu falou, afora a 1ª parte quando vc enumera 3, questões, XONOFOBIA???, citaria outras… o restante concordo em gênero nº e degrau, só que dentro da cancha NÃO, definitivamente.

    e não sei explicar pq, simplesmente é assim…

  • 19. FERN  |  16/04/2010 às 22:04

    ahhh e eu vou a Vila Operária (bohemia vça) SECAR VODKAS & WHISKYS!!!…

  • 20. Battaglin  |  16/04/2010 às 22:28

    “Repito: não podemos relativizar quando o assunto é racismo ou pedofilia ou homofobia.”

    Por que o “repito”? Você imagina que se não concordaram com você é porque não leram o que você disse? “Nossa, o Milton Ribeiro está repetindo pra gente sua opinião pra sabermos de que forma podemos ou não podemos agir. Ainda bem.”

    Curioso você falar em homofobia; você que nunca perde uma oportunidade de ironizar a masculinidade dos gremistas, e adora lembrar do caso da poltrona 36. Você faz esses comentários por que razão? Porque sabe que os gremistas vão se ofender. Você pode se defender dizendo que não tem nada contra gays, e que diz só porque os gremistas se ofenderão. Ué, o que você sabe sobre o Danilo? Ele pode dizer isso só pra irritar o Manoel.

    Racismo, mesmo como técnica de irritação, é condenável, você diz – i.e. “não dá pra relativizar”. Bom que você mesmo falou em homofobia. Então podemos dizer que homofobia, mesmo só pra irritar os outros, é condenável. Assim você mesmo se compromete a nunca tirar sarro de ninguém sobre homossexualidade, pois mesmo que seja só como artifício pra irritar é um ato condenável. Aconselho assim que você se dirija à delegacia mais próxima e se entregue.

    “chamar de macaco é querer ferir o cara naquilo que não se tem razão.”
    Como assim não tem razão? Por que o Manoel não escolheu ser negro? Por que raças não existem? Raças, de fato, são conceitos muito vagos e pode-se dizer tranquilamente que não existem. Mas isso pouco importa. Danilo não quer convencer ninguém de que elas existem. Ele quer agredir. Como quando alguém chama outros de bicha. As pessoas escolheram a bichice? Bichas existem?

    Pouco importa. Xingamento foi FEITO PARA FERIR! Acho até que há uma certa lógica e até um ar de civilização no fim dos xingamentos. Mas dividir entre xingamentos “fofos” e xingamentos “condenáveis” eu acho um pouco além da imaginação.

    Poderia dizer “Não aguenta? Vá embora.”, como disse este aqui: http://altovolta.apostos.com/2009/04/12/a-miseria-do-futebol-moderno/ , mas acho que sou contra o que ele disse.
    Mas o que eu realmente acho curioso é que ele mesmo ficou contra o Danilo, como ele mesmo disse em seu twitter: http://twitter.com/davidbutter/status/12300774562

  • 21. Lucas Cavalheiro  |  16/04/2010 às 22:32

    Se eu chamar o cara de VIADO estarei sendo homofóbico?

    Apesar de eu não ser assim, concordo em muitas idéias do FERN.
    Vejam o que diz o Gustavo Poli num texto do seu blog:

    […]Dias depois apareceu um vídeo de Beluzzo defendendo o extermínio de cervos… no microfone! – numa festa de torcida organizada! – cantando! Não, não era possível. Não era o Beluzzo, era um impostor – asseveraram alguns. Conspiração, conspiração! – sussurraram outros. Mas os óculos… eram de Beluzzo; a voz… era de Beluzzo; o jeitão “professor no samba” era de Beluzzo.

    Como explicar a transformação… de Beluzzo-médico em Beluzzo-monstro? É simples: Charles Darwin. Ou… em outras palavras: a culpa é da arquibancada. Sim, da arquibancada, esse ambiente transformador. O futebol fascina porque bebe na ancestral fonte da competição. Sobrevivemos como espécie, em tempos imemoriais, porque derrotamos o outro time. Viramos macacos 2.0, enquanto os primatas obsoletos ficaram na estrada. Ao longo do tempo fomos civilizando essa animalidade – forrando-a de códigos, pasteurizando bifes e reduzindo a vontade de extrair sangue e pescoço do adversário.

    A arquibancada é uma janela para este passado. Ali, ainda somos romanos no coliseu – e torcemos sempre para que nosso leão almoce o cristão alheio. Dentro de cada arquibaldo pulsa um íntimo robertojefferson, aquele, dos instintos mais primitivos. O torcedor é um inconseqüente primordial – não tem sequer estribeiras para perder. Pode ter capa de fidalgo, rosto de Sorbonne… mas na hora h… bate um cruzamento de Rambo com Dourado Big Brother.

  • 22. Frank  |  16/04/2010 às 22:32

    Concordo com o texto, só acho que não dá para usar um peso e duas medidas nesses casos de preconceito…

    Quer dizer que usar uma expressão racista não pode, e xingar de FDP pode? Por acaso não é uma expressão sexista e machista, que quer inferiorizar uma pessoa comparando sua mãe a uma prostituta? A mesma coisa vale para expressões homofóbicas… por que essas podem? Para mim, isso não faz sentido, relativizar uns termos e formas de preconceito, e outros não…

  • 23. matheus furtado  |  16/04/2010 às 23:18

    isso é reflexo desses STJD’s da vida. Muita bixisse e politicagem. Mas como os demais falaram, não se pode ter duas medidas para diferentes xingamentos. Mas velho, a última coisa que um jogador vai pensar em campo é em ser um pouco mais ‘diplomático’ com o adversário.

  • 24. Luís Felipe  |  16/04/2010 às 23:47

    não, não dá pra relativizar.

    e deu.

    xingar a mãe não é a mesma coisa que xingar de macaco e todo mundo, até o código penal, sabe disso.

    me desculpem, mas essa minha opinião não mudará.

    —–

    o Danilo teve uma vantagem: foi homem.

    http://esportes.terra.com.br/futebol/copadobrasil/2010/noticias/0,,OI4386132-EI14766,00-Danilo+pede+desculpas+por+cagada+e+diz+que+nao+e+bandido.html

    o que mais vimos até hoje foram COVARDES que fizeram a mesma coisa e se esconderam atrás da falta de provas.

    ele pediu desculpas. Primeiro passo dado. Agora só falta responder pelo que cometeu.

    se eu sou delegado do caso, vou dizer a real, nem indicio o cara. Faço uma chamada pública para que o clube tome uma atitude. Cara, a sociedade é infinitamente menos prejudicada por tudo isso do que a Sociedade Esportiva Palmeiras. Essa é a hora do clube tomar uma atitude séria e exemplar contra o racismo.

    O primeiro passo foi dado, ainda bem.

  • 25. marcelo benvenutti  |  17/04/2010 às 00:33

    Nem dar cabeçada justifica xingamento racista, nem cuspir na cara de outro. Cuspir é coisa de guri e de cagalhão. Por muito mais o Matterazzi é campeão mundila e vítima. Mas jamais será perdoado porque o que ele fez foi uma ofensa racista contra as origens árabes de Zinedine Zidane. O que existe e deve ser combatido é o preconceito. Não só quando se chama um negro de macaco, mas sim quando uma torcida tenta diminuir outra chamando ela de gay, argentina ou qualquer outra coisa. Qualquer tentativa de humilhação deve ser combatida. O que o cara fez ontem foi um ato racista, da mesma proporção que qualquer ato de preconceito de origem sexual, racial, religiosa, intelectual ou regional. Devia pegar um mês de suspensão pra pensar na babaquice que fez.

  • 26. Gabriel AT  |  17/04/2010 às 00:47

    Vão passar a mão na cabeça, assim como a imprensa gaúcha faz com o Grêmio, cuja torcida xinga a torcida adversária de “macacos” e todos fingem que não vêem.

  • 27. marcelo benvenutti  |  17/04/2010 às 01:01

    O Maxi Lopez ofendeu o cara em 2009 e se escondeu atrás do Dudinha. Xingm o D’Alessandro e argentino de merda e ninguém faz nada. A primeira coisa que vem a cabeça quando temos algum preconceito na hora do aperto é largar nossos mais íntimos recalques. É como eu carregar um crucifixo no peito, e eu carrego, e por causa desse bando de padres viados enrustidos que comem gurizinhos e da omissão do Bento XVI ser chamado de seguidor de pedófilos.

  • 28. Prestes  |  17/04/2010 às 01:04

    Esses dias, aqui mesmo no país onde não há racismo (KAMEL, Ali), dois coroas se esbarraram no ônibus, um branco e um negro, e começaram a discutir.

    Daqui a pouco o branco largou: “vai subir em árvore”, “vai pular nuns galhos”.

    Eu vi, ouvi. Foi uma experiência bem ruim.

    Pelo menos gerou reação no ônibus, e um outro cara, também, negro, foi tirar satisfação com o agressor e pressionar para que o cobrador fizesse algo. Mas não deu nada.

  • 29. vicente v.  |  17/04/2010 às 01:09

    bah, foda é ver na tv o boris casoy dando lição de moral sobre o caso.

    VEM, METEORO!

  • 30. FERN  |  17/04/2010 às 01:33

    #21, lucas:
    49. FERN | 16/04/2010 at 21:09
    apeasr de ainda ñ ter visto jogar, acho toda essa lambeção de saco da mídia, este texto do LF e o próprio football do do Santos em sí; LAMENTÁVEIS!!!

    50. FERN | 16/04/2010 at 21:20
    aliás as comemoraçãoes de Goles deste club, essas sim eu vejo sempre, corroboram com TUDO que disse acima.
    NUNCA vi após o gol de um time, qualquer dos torcedores na cancha sairem dançando, isto tudo é parte de uma MODINHA enfadonha que criou-se apartir de não sei exatamente onde, pero suspeito ser o Pais Carioca (Rio City), que todas essas MERDAS são a VERDADE do football, não que eu esteja aqui defendo verdades do football, pero é de uma total falta de conhecimento histórico e por isso mesmo definitivamente contraditório e irreal demais posições, se há alguma verdade no FOOTBALL é a de que o ultimo gol de cada match deveria ser feito com a cabeça do capitão no lugar da pelota…

    importei do outro tópico pois se aplica a esta discussao tb, a esse caracter do footballl, nele todos estamos JOGANDO, quem joga quer VENCER, cabe ao ARBITRO delimitar os meios, com base nos termos que acordamos quando civilizamos o FOOTBALL

  • 31. FERN  |  17/04/2010 às 01:39

    alias é ppor isso que EU acredito no arbitro (fator interno) envolvido por completo e com imensa resposabilidade e não no REPLAY da tv (externo) sem qualquer interesse com jogo a não ser o financeiro…

    no RUGBY este respeito ao árbitro ainda não foi jogado no lixo

  • 32. gustavo scherbaty  |  17/04/2010 às 01:41

    Mas vem cá, chamar o Maxi López de Barbie é racismo ou não é?

  • 33. FERN  |  17/04/2010 às 01:47

    #32, pode ser carinhoso, ofensivo a localidade, ofensivo a sexualidade, ou mesmo a cor de pele, quando não é institucionalizado é complicado definir uma ofensa, depende por demais do contexto.

    e só está na cancha pq existe antes dela

  • 34. rafael botafoguense  |  17/04/2010 às 01:55

    fern,football tem que ser bem jogado cara!!!!!!!

  • 35. rafael botafoguense  |  17/04/2010 às 02:13

    mas dancinha é escroto mermo…

  • 36. gilson  |  17/04/2010 às 03:00

    LF meu rei, ao lado do Carlos, claro, rsrsrsrs.

    NÃO pode ser racista, pedófilo ou homofóbico, Milton perfeito. Código Penal WINS!!!

  • 37. Sancho  |  17/04/2010 às 09:40

    Re 24

    Na verdade, LF, o código penal não faz distinção nenhuma:

    Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
    § 3º – Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.

    Por exemplo, chamar o Silas de PASTOR, pelo Código Penal, é o mesmo crime!

  • 38. Sancho  |  17/04/2010 às 09:45

    Compl. 37

    Fosse o xingamento “oligofrênico”: igual.
    Fosse o xingamento “baiano” (Manoel é do Maranhão): igual.
    Fosse o xingamento “perna-de-pau”: igual.
    Fosse o xingamento “salário mínimo”: igual.

    etc.

  • 39. Sancho  |  17/04/2010 às 09:46

    Por fim, o caso se resolve aqui:

    Art. 140.

    § 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena:

    I – quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;

    II – no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

  • 40. Luís Felipe  |  17/04/2010 às 09:46

    pastor = macaco?

    eu li isso mesmo?

    pastor é uma injúria referente à religião?

    além do mais, eu falei em xingar a mãe.

    bah, olha, não sei nem pq ainda vale a pena debater esse relativismo.

  • 41. Sancho  |  17/04/2010 às 09:47

    Racismo e Injúria -mesmo a de natureza qualificada- são dois crimes diferentes, pessoal…

  • 42. Sancho  |  17/04/2010 às 09:49

    Re 40

    Não, LF. Quem chama Silas de “Pastor” compara-o ao cachorro! Não é porque ele é evangélico.

    Não sou eu quem equipara “pastor” a “macaco”, mas o §3º do artigo 140 do código penal.

  • 43. Luís Felipe  |  17/04/2010 às 09:54

    Quem chama Silas de “Pastor” compara-o ao cachorro!

    MEU
    DEUS

  • 44. Sancho  |  17/04/2010 às 09:57

    Re 43

    Isso, mesmo. Pela TUA tese, só pode. Porque se for ao fato de ele ser evangélico, aí, trata-se de “utilização de elementos referentes à religião”. CP. art. 140, §3º. O mesmíssimo do “macaco”.

  • 45. Luís Felipe  |  17/04/2010 às 10:10

    dou dez minutos para aparecer a tese de que o Manoel foi chamado de macaco pq imitava o Danilo.

  • 46. Nortenã  |  17/04/2010 às 10:10

    Pô, só porque o negão era colorado!!! Brincadeira.

  • 47. Sancho  |  17/04/2010 às 10:27

    Re 41

    LF, a questão toda é a seguinte:

    Racismo e Injúria Qualificada são dois crimes diferentes.

    Racismo e Injúria Qualificada são dois crimes diferentes.

    Racismo e Injúria Qualificada são dois crimes diferentes.

    Racismo e Injúria Qualificada são dois crimes diferentes.

    Racismo e Injúria Qualificada são dois crimes diferentes.

    Racismo e Injúria Qualificada são dois crimes diferentes.

    Racismo e Injúria Qualificada são dois crimes diferentes.

    Racismo e Injúria Qualificada são dois crimes diferentes.

  • 48. Sancho  |  17/04/2010 às 10:33

    Como eu disse no n.º 39, toda essa confusão resolve-se desta forma:

    Art. 140. § 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena: (I) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; ou (II) no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

    Art. 140. § 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena: (I) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; ou (II) no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

    Art. 140. § 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena: (I) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; ou (II) no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

    Art. 140. § 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena: (I) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; ou (II) no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

    Art. 140. § 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena: (I) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; ou (II) no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

    Art. 140. § 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena: (I) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; ou (II) no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

    Art. 140. § 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena: (I) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; ou (II) no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

    Art. 140. § 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena: (I) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; ou (II) no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

  • 49. Frank  |  17/04/2010 às 10:43

    Bem, para mim o preconceito advém de uma definição a priori. A pessoa é julgada de maneira estereotipada, de forma a ser inferiorizada, por sua cor de pele, religião, opção sexual, etc.

    Comparar alguém a uma prostituta, e daí considerá-la inferior por isso tem, no fundo, a mesma raiz… é levar em conta que as prostitutas não possuem direito à dignidade humana, e são menos dignas que as outras pessoas porque trabalham em uma profissão ligada ao sexo, feito de forma remunerada…

    Assim, para mim, as formas de preconceito se equiparam… por que as ofensas às prostitutas não são iguais às que são feitas aos gays e aos negros? Xingar de “macaco” dá cadeia, xingar de “puta” é normal e causa até riso… aham, com esse tipo de HIPOCRISIA é que eu não concordo…

  • 50. Serramalte Extra  |  17/04/2010 às 10:50

    pô, e nada sobre a briga de Lanús e Universitário?

  • 51. Milton Ribeiro  |  17/04/2010 às 11:02

    Bem, eu não estou me referindo à Justiça, bem mais atrasada do que a sociedade — basta ver o que ela pensa (pensa?) da Internet.

    O problema, para mim, é moral é de consciência.

    “Albert Einstein, quando indagado à qual RAÇA pertenceria, não titubeou em dizer: à HUMANA!!.

  • 52. Anônimo  |  17/04/2010 às 11:03

    “Na verdade, LF, o código penal não faz distinção nenhuma:

    Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
    § 3º – Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.

    Por exemplo, chamar o Silas de PASTOR, pelo Código Penal, é o mesmo crime!”

    Sancho, NÃO É MESMO, DE JEITO NENHUM. Nenhum juiz do Brasil concordaria com essa tua tese. E tu sabes disso, duvido que realmente pense o que escreveu.

  • 53. Junior  |  17/04/2010 às 11:04

    Esqueci de assinar o post acima.

  • 54. Cassol  |  17/04/2010 às 11:14

    Me contaram no msn que estava rolando uma discussão sobre racismo no futebol aqui no Impedimento. Na hora, pensei: aposto que um certo cidadão está tentando reescrever a história do Brasil com seu juridiquês.

    Não deu outra.

  • 55. Sancho  |  17/04/2010 às 11:22

    Com isto, encerro.

    Primeiro, trata-se de injúria qualificada; não, racismo.

    O que é injúria qualificada?

    Injúria está definida no art. 140 do Código Penal como ofender a dignidade ou o decoro de alguém. No entanto, para o Direito brasileiro, algumas ofensas são mais graves, o que, em termos técnicos, qualifica o crime.

    Quais ofensas seriam mais graves?

    Elas estão listadas no §3º do mesmo artigo 140 do Código Penal: “utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.” Notem que ofender alguém por ser maranhense ou por considerá-lo negro, para o direito brasileiro, trata-se do mesmíssimo crime.

    Como Danilo ofendeu Manoel fazendo alusão a sua cor, chamando-o de “macaco”, ele cometeu injúria qualificada.

    Trata-se de crime. Ponto.

    Porém, há sempre um porém, o artigo não possui aplicação por si. Se a ocorrência do fato é suficiente para caracterizar o crime, o mesmo não serve para que haja aplicação de pena ao ofensor.

    Um juiz deve considerar o §1º do artigo 140, que considera relevante a contextualização do ato criminoso.

    O que diz o § 1º do artigo 140 do Código Penal?

    O juiz pode deixar de aplicar a pena: (I) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria (tipo assim, um exemplo que me vem aleatoriamente à cabeça, chamar a mãe do outro de “mulher da vida” e desferir-lhe uma cabeçada); ou (II) no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

    É por isso que normalmente o que acontece no campo de jogo morre com o apito final. Como regra, é impossível saber como começou. Só se sabe que ambos brigaram, se agrediram e se xingaram mutuamente.

    Isso não elimina o fato de que tanto Danilo quanto Manoel agiram como dois completos idiotas. Ambos mereciam cartão vermelho. Ambos merecem alguns jogos de gancho para refletir no que fizeram. Se o Danilo merece mais ou se os dois devem pegar ganchos iguais, não compete a mim decidir, nem tenho conhecimento suficiente dos fatos para opinar a respeito.

  • 56. Sancho  |  17/04/2010 às 11:23

    Melhor juridiquês que ignorância, Cassol…

  • 57. Sancho  |  17/04/2010 às 11:30

    http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1493775-17665-309,00.html

  • 58. Milton Ribeiro  |  17/04/2010 às 11:36

    Sancho,

    tu vens com um instrumental que a maioria não domina e sistematicamente defendes os mesmos pontos de vista. Não dá para relativizar de vez em quando oiu abandonar o instrumental?

    Agora, estou lendo Freud, então só vou usar jargão freudiano…. Sancho, larga a grife jurídica, venha para o campo.

  • 59. Junior  |  17/04/2010 às 12:03

    O Danilo responde por INJÚRIA QUALIFICADA, nisso o Sancho está certo. O que ele “esquece” é que o Danilo responde ao inquérito pelo crime de injúria qualificada COM EMPREGO DE RACISMO. Sancho, podes tentar argumentar que o céu é azul, a grama é verde, etc., mas é inegável que a frase do Danilo é justamente injúria qualificada com racismo.
    Sobre o #57, esse livro “Guia politicamente correto da história do Brasil” é de um jornalista da Veja que se diz de “direita”. Logicamente, as análises dele são parciais, de acordo com a ideologia dele. Algumas teses dele são corretas, mas há besteiras enormes no livro. Ex: ele deixa nas “entrelinhas” que os próprios índios (e não os portugueses) são os responsáveis pelo seu extermínio, pois guerreavam entre si. O curioso é que os índios guerreavam entre si há séculos, mas só foram exterminados depois da chegada dos portugueses. Mas deve ser apenas uma coincidência. Aqui uma análise sobre as besteiras do livro:
    http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT110334-17787,00.html

  • 60. Atilio  |  17/04/2010 às 12:04

    LF, parabéns pelo post e pelas demais discussões sobre o assunto em posts anteriores.

  • 61. Logan  |  17/04/2010 às 12:23

    Cara, não importa a pena, esqueçam por um momento o juridiques o que é condenável é a atitude dele em chamar o outro de macaco, e a atitude do outro de dar a cabeçada, os dois são passíves de punição, qual pena especificamente, deixa pros experts em direito daqui decidirem, agora os dois tem culpa nesse caso, as imagens não deixam duvidas, ponto.

  • 62. Logan  |  17/04/2010 às 12:24

    Aliás, vou ser mais específico, ao condenar a atitude racista de um, acredito que ninguem aqui está absolvendo a culpa do outro, repito os dois estão errados na história.

    Agora essa lei é bizarra hein, porque um agiu errado também, nenhum dos dois pode ser culpado? Punam-se os dois oras.

  • 63. Lucas Cavalheiro  |  17/04/2010 às 12:46

    O dia que eu não puder mais chamar gremista de VIADO e dizer que A GERAL VIROU A COLIGAY eu largo o futebol.

    Ah, pára, velho…
    É muita HIPOCRISIA, pra mim. Essa cultura do ser sempre POLITICAMENTE CORRETO me dá náuseas.

  • 64. Maurício  |  17/04/2010 às 12:47

    Só um aparte na discussão.

    Eu acho meio falhado esse argumento de debater as origens raciais do Danilo para reprovar sua ofensa racista ao Manoel.

    Se ele fosse 100% branco – tem uns 27 no Brasil – mesmo assim seria errado o que ele fez.

    Sei que não é a intenção dos autores do vídeo, mas enfim.

    @@@

    Junior, li um livro muito interessante a um tempo atrás “1491 – Novas considerações sobre a América antes de Colombo”.

    O livro aponta que boa parte dos contatos entre os descobridores e os nativos se deu com a população dos segundos já arrasada em grande parte pelas doenças trazidas pelos primeiros descobridores.

    A mortandade foi enorme. Claro que o contato posterior com Cortez e seus amigos não ajudou nada, mas os índios foram arrasados enquanto civilização por não terem um sistema biológico preparado para lidar com as doenças vindas da Europa.

  • 65. Sancho  |  17/04/2010 às 13:10

    Re 58

    Difícil, Milton. A questão envolvendo Dalino e Manoel é jurídica. A resposta que o Direito dá é essa e não outra, por mais que não se goste. Mas, pedes para sair; eu saio, mas vou ter que sair do caso.

    Chamar alguém de “macaco” pode ser demonstração de racismo, de que a pessoa é racista? Pode. Aqui, eu concordo com todo mundo. Racismo é absurdo? É absurdo. É, simplesmente, nojento. Aqui, eu também concordo com todo mundo.

    Mas algo escapa aos “rapidinhos” e “simplificadores”. Ofensa, ela só é ofensa porque quem recebe acusa o golpe. Ela depende do agredido para funcionar. Ele só é injúria porque o ofendido se sente injuriado. Necessita haver uma comunhão no sentido da agressão, entre agressor e agredido. No fim, ambos devem falar a mesma língua.

    Um homofóbico, se chamado de “veado”, vai espumar. Alguém que crê na virgindade da sua própria mãe, vai se ofender com o “filho da puta”. Alguém que é pobre e tem problema com isso, se ofenderá com “chinelão”. Alguém que se vê como “negro”, se ofenderá com o “macaco”. Pode ser, até, que simplesmente duas pessoas não se gostem. Aí, até elogio vira ofensa e o ofendido se sente injuriado…

    O detalhe é que o agressor, apesar de ter praticado injúria, pode não ser homofóbico, nem “pobrofóbico”, nem racista, nem nada. Em vários casos, isso é considerado. Fica como algo do calor da hora. Mas, “macaco” é suficiente para tascar-se RACISTA na testa de alguém.

    Mas o que é racismo?

    Raça é um tópico (sequer é conceito) absolutamente IDEOLÓGICO. Não se sustenta cientificamente. Dividir a humanidade em raças é arbitrário; considerá-las umas superiores as outras, por um suposto conceito evolutivo, é só um passo adiante na imbecilidade original. Perfeito? Ademais, raça é um tópico MODERNO. Não há raça na Europa Medieval; não há raça na Grécia helênica ou em Roma.

    Escravidão é recorrente na história humana. Dificilmente, encontram-se registros de sociedades não-tribais em que não haja o instituto da escravidão presente. E há sociedades tribais que escravizavam outras. E dizer isso não é RESCREVER a História.

    Na modernidade, ocorreram alguns fenômenos aparentemente contraditórios: o mercado de escravos atingiu uma escala inimaginável; e acabou-se com o instituto da escravidão. Na verdade, um é decorrente do outro. Mas isso não significa que se acabou com os “escravos por natureza”. Infelizmente, esse tipo humano segue existindo, e sempre existirá. E será eterna fonte de ebulição social.

    A modernidade acabou: (a) com seu instituto de “coisa”; e (b) com seu caráter hereditário. Reconheceu-se o direito a determinadas liberdades e a recompensa pelo trabalho exercido. Ademais, ficou evidente que tal fenômeno não é exclusivo de determinada parte da divisão social. Há ricos “escravos por natureza”.

    Como herança, no entanto, ficou essa compreensão que existe uma tal de raça negra e que eles são inferiores de certa forma. Ora, só que o segundo problema é decorrência do primeiro! Acabando-se com o primeiro, resolve-se o segundo.

    Mas diante de qualquer tentativa ou argumentação de que o problema a ser atacado é a própria noção de raça, quem a utiliza para própria identificação sente-se atacado na sua própria compreensão de ser -“Se eu não sou isso, então não sou nada.”- e tasca um RACISTA na testa do seu “agressor”, porque acha que esse, lá fundo, quer é: acabar com os “negros”; manter os “negros” na ignorância; quer voltar com a escravidão; etc.

    Mas quem pensa utlizando-se de um falso esquema racial é quem crê que existe algo como uma “negritude” que o identifica com alguns e o separa de outros seres humanos. Quem pensa utlizando-se de um falso esquema racial é quem crê que existe algo como uma “raça branca” que o identifica com alguns e o separa de outros seres humanos.

    E se continuar essa compreensão de que há raças humanas, o problema seguirá.

    Pronto, desabafei.

    Fui…

  • 66. Sancho  |  17/04/2010 às 13:13

    Re 59

    A diferença é que ele deixa isso bem claro. Na entrevista, ele diz que o objetivo dele foi IRRITAR.

    O historiador era o outro.

  • 67. FERN  |  17/04/2010 às 13:58

    bela argumentação do sancho, só discordo quando ele coloca como negativo a reação dos que sofrerão com este esquema e sua hereditariedade, EU acho que este reação apesar de discordar (ponto de vista geral) dela, NATURAL…

  • 68. FERN  |  17/04/2010 às 13:59

    ops, sofreram, sofrem e sofrerão com tal estigma

  • 69. Frank  |  17/04/2010 às 14:05

    Sancho, o meu porém em relação à tua argumentação é que você parece querer resumir um problema que é, na essência, derivado de uma forma de comportamento social reprovável, que é a discriminação e o preconceito, em uma questão cientificista que se apoia na premissa de que a inexistência biológica do conceito de raça é suficiente para tirar o sentido da expressão RACISMO.

    Se o conceito faz sentido ou não, isso não faz a mínima diferença para um comportamento social que é herança histórica sim, que faz parte de um contexto social opressor, em que a população nativa (indígena) e a africana transplantada ao Brasil (e seus descendentes) são consideradas inferiorizadas, estereotipadas e estigmatizadas simplesmente por sua cor de pele ser diferente dos colonizadores, que se consideravam superiores por terem a pele branca. Isso é um fenômeno amplamente condenável, chame-se de racismo ou de outro nome qualquer, e é eminentemente SOCIAL e HISTÓRICO, e não biológico… é um absurdo total negar ou relativizar isso…

    O mesmo acontece com o preconceito em relação à origem ou religião, como aquele dos quais foram (e ainda são) vítimas os judeus, ou ainda os árabes e/ou muçulmanos, dependendo do contexto histórico-social. Se o que estou me referindo é racismo ou não, para mim não tem a mínima importância, pois é um COMPORTAMENTO condenável por si só…

  • 70. Junior  |  17/04/2010 às 14:36

    Sancho, é óbvio que biologicamente não existem raças. E isso é sabido há séculos, não há nenhuma novidade nisso. Somos todos iguais, etc. Isso até uma criança de 10 anos sabe. No entanto, fazendo um trocadilho com o socialismo utópico, digo que isso é um cientifismo utópico.
    SOCIALMENTE ainda persiste (e acredito que persistirá sempre, infelizmente) a idéia de raças diferentes . A melhor prova disso é a oposição ferrenha e absurda que o Obama vem enfrentando da direita conservadora americana. Quando alguém chama outra pessoa de “macaco”, a idéia de uma raça superior à outra está notadamente presente. Caso tu queiras preservar o juridiquês, podemos trocar raça por etnia. A tua relativização lembra o que a Igreja Católica está fazendo em relação aos padres/bispos pedófilos. Como bem escreveu o Milton, racismo, homofobia e pedofilia não podem ser relativizados.
    Caso tu queiras preservar o juridiquês, podemos trocar raça por etnia.

    ” Ofensa, ela só é ofensa porque quem recebe acusa o golpe. Ela depende do agredido para funcionar. Ele só é injúria porque o ofendido se sente injuriado. Necessita haver uma comunhão no sentido da agressão, entre agressor e agredido. ”
    Discordo frontalmente disso. Eu já presenciei um porteiro ser discriminado e ouvir ofensas graves por ser nordestino. Ele não reagiu, talvez porque já estava acostumado, talvez porque precisava daquele emprego. Porém, outro morador do prédio (branco e gaúcho) corretamente agiu em defesa daquele porteiro. A ofensa não precisa de nenhuma circunstância para existir, ofensa é ofensa, com o perdão do óbvio.

    #59, se o objetivo do autor do livro fosse apenas irritar, não fundamentaria suas teses com documentos, livros, etc. Faria um livro de humor, como outros já fizeram.

    Maurício, o nobre autor diz que essa mortandade pelas doenças trazidas pelos europeus foi apenas uma “fatalidade”. E diz que em compensação, os europeus levaram a sífilis e o tabaco, o que daria a mesma coisa. Idiotices como essa estão no livro.

  • 71. Logan  |  17/04/2010 às 14:51

    Hipócrita é quem acha que dentro de campo “vale tudo” e fora não.
    Quer dizer que não tem problema nenhum se eu te chamar de viado ou macaco dentro de campo, mas tem se for em outro ambiente? Faça-me o favor.
    Se fosse assim nos casos de agressão o que sofreu a agressão não teria nem o direito de procurar a ajustiça comum, porque aconteceu dentro de campo, furadíssimo esse argumento, lembrem daquele que levou um soco e ficou sei lá quanto tempo em coma, ah mas como foi dentro de campo então pode né?
    Como se o campo fosse um universo paralelo onde não valem as leis.

  • 72. Sancho  |  17/04/2010 às 15:16

    re 70

    Júnior,

    É um livro de combate; sátira bem documentada. Ele não faz a menor questão de apresentá-lo como “científico”. O titulo em si já é um deboche: “História Politicamente Incorreta do Brasil”. A intenção é sacudir as bases de quem crê estar encastelado na Verdade. Nada mais.

  • 73. Sancho  |  17/04/2010 às 15:16

    re 71

    Lê o n.º 55…

  • 74. Logan  |  17/04/2010 às 15:57

    Já li e respondi, lê o 61…

  • 75. Sancho  |  17/04/2010 às 16:01

    Wolverine,

    O 55 explica porque o que acontece dentro do campo normalmente morre no campo. Não se pode reclamar do juridiquês e clamar por justiça ao mesmo tempo.

  • 76. Carlos  |  17/04/2010 às 16:01

    Bah, não tive saco pra ler tudo.

    SÓ acho q os mesmos q vociferam contra o racismo são os MESMOS q ficam no “gazelas, gays, poltrona 36”, bla bla bla…

    Homofobia e racismo são dois lances pra lá de podres. Até pq o cara tem q ser muito macho pra ser puto.

    Ou seja, não existem “inocentes” “paladinos da justiça” nem “santinhos” aqui.

    Todo mundo já riu de piada de viado, todo mundo já riu de piada de português, todo mundo já riu de piadas de negros e afins.

  • 77. Y  |  17/04/2010 às 16:03

    por falar em RACISMO, quando é que os macacos jogam pela Libertadores no dia 22 de abril (quero saber o horário exacto).

    alguém poderia dizer-me, sff???

  • 78. Y  |  17/04/2010 às 16:03

    todo mundo já riu de piada de português

    EU NUNCA.

  • 79. Y  |  17/04/2010 às 16:08

    e aqui fala Y, aquele que jamais desrespeitou quaisquer raça ou classe social, portanto tenho cacife para criticar quem MERECE.

  • 80. Carlos  |  17/04/2010 às 16:09

    #78
    Vai ver tu não entendeu, idiota.

  • 81. Y  |  17/04/2010 às 16:20

    Tu não entendeste. “Tu não entendeu” tá errado.

    Fala português direito UMA VEZ na vida, sff.

    Essa média de um erro por linha impede minha leitura.

  • 82. Y  |  17/04/2010 às 16:22

    [língua do impedimento]

    Agora que mim não entendeu, eu ir para outro sítio, beleza.

    até outro dia, quando mim vinher com mais perfeitas colocações, tu entendeu direito? Tu foi mal educado e assim, mim não gosta.

    Tchau.

    [/língua do impedimento que não conjuga o tu]

  • 83. Milton Ribeiro  |  17/04/2010 às 16:27

    De um e-mail recebido agora:

    Não discuta com advogados. É perda de tempo. Estamos no século XXI, comandados por pessoas do séc. XX, baseados em teorias juridicas do séc. XIX.

    (Enviado por um ex-juiz de 72 anos)

    É de chorar….

  • 84. Sancho  |  17/04/2010 às 16:30

    Re 83

    Não deixa de ser verdade, mas o raciocínio dele, aparentemente, segue na mesma esteira “progressivista” da turma que ele desdenha…

  • 85. Y  |  17/04/2010 às 16:47

    o jogo dos macacos será… DEZENOVE E TRINTA, horário de Brasília.

    que foda… o Corinthians será o último clube a entrar em campo, sendo assim, poderá escolher seu adversário e entregar o jogo pro DIM, se for necessário fugir do Flamerda (tenho medo do árbitro, não do time). Ou então vencer com força total e pegar um adversário fraco.

    esperemos.

  • 86. Nego Preto  |  17/04/2010 às 16:53

    AE BRANQUELO FILHO DA PUTA POSSO TE XINGAR QUANDO QUISER, MAS SE TU ME XINGAR EU CORRO PRA DELEGACIA, MORÔ?

  • 87. João Miguel Ferreira  |  17/04/2010 às 17:51

    a diretoria do palmeiras não pode fazer nada porque se erguer UM DEDO contra UM JOGADOR aí que o time vai pra merda completa e irrestrita

  • 88. Lucas Cavalheiro  |  18/04/2010 às 02:45


    76. Carlos | 17/04/2010 at 16:01

    Bah, não tive saco pra ler tudo.
    SÓ acho q os mesmos q vociferam contra o racismo são os MESMOS q ficam no “gazelas, gays, poltrona 36″, bla bla bla…
    Homofobia e racismo são dois lances pra lá de podres. Até pq o cara tem q ser muito macho pra ser puto.
    Ou seja, não existem “inocentes” “paladinos da justiça” nem “santinhos” aqui.
    Todo mundo já riu de piada de viado, todo mundo já riu de piada de português, todo mundo já riu de piadas de negros e afins.

    BINGO. Por isso que eu digo que é HIPOCRISIA.

    Eu faço piada de preto, de loira, de puto. Sou racista e homofóbico?

  • 89. marlon  |  18/04/2010 às 08:10

    olha chê, no Braziu, país do jeitinho, do carnaval, da venda de corpos como mercadorias, da putaria, da viadagem, da exportação de travecos (oi, Ronaldo), em que todo mundo é chamado de “negão” e eu de “branquelo azedo” (sim, tudo estereótipo, eu sei, mas com um puta fundo de verdade) – acho que é POLITICAMENTE CORRETO demais toda essa discussão. e “politicamente correto” não é ética, é simulacro de ética. vai mudar alguma coisa? duvido muito.

    e se o cara toma uma cabeçada fala QUALQUER merda, vocês nunca brigaram?

  • 90. marlon  |  18/04/2010 às 08:11

    tô falando do contexto. por exemplo, os comentários do Y fazem com que qualquer um vire defensor da EUGENIA.

  • 91. Logan  |  18/04/2010 às 08:46

    Vixe, Yurizaram o post, se bem que não ia dar em nada mesmo, discussão à toa.

  • 92. marlon  |  18/04/2010 às 08:48

    enfim. vou ali na esquina tomar um café e ser chamado de TERRONE, fjkfhjskd

  • 93. Sancho  |  18/04/2010 às 10:16

    Re 69

    Sancho, o meu porém em relação à tua argumentação é que você parece querer resumir um problema que é, na essência, derivado de uma forma de comportamento social reprovável, que é a discriminação e o preconceito, em uma questão cientificista que se apoia na premissa de que a inexistência biológica do conceito de raça é suficiente para tirar o sentido da expressão RACISMO.

    Não, Frank. Eu aponto que a ORIGEM do problema do racismo está num cientificismo estrábico. O problema é que se um racista não tem base nenhuma para sustentar sua posição, o mesmo vale tanto para ações afirmativas quanto para o senso do IBGE, que partem da mesma premissa.

    Se o conceito faz sentido ou não, isso não faz a mínima diferença para um comportamento social que é herança histórica sim, que faz parte de um contexto social opressor, em que a população nativa (indígena) e a africana transplantada ao Brasil (e seus descendentes) são consideradas inferiorizadas, estereotipadas e estigmatizadas simplesmente por sua cor de pele ser diferente dos colonizadores, que se consideravam superiores por terem a pele branca. Isso é um fenômeno amplamente condenável, chame-se de racismo ou de outro nome qualquer, e é eminentemente SOCIAL e HISTÓRICO, e não biológico… é um absurdo total negar ou relativizar isso…

    Primeiro, não confunda causa com conseqüência. Houve conseqüências sociais de uma aplicação de classificações biológicas aos seres humanos. É por causa dessa aplicação que “cor da pele” é motivo para discriminação e não “cor do cabelo” ou “cor dos olhos”.

    Segundo, para que algo se torne histórico, deve ser posto no passado. Ficar trazendo de volta, não só demonstra que a questão é presente, como se parece fazer questão que ela continue presente. Se ela é presente, para resolver-se a questão no Brasil, deve-se considerar a situação de hoje, não a de 200 anos atrás; e no Brasil, não na África do Sul ou nos Estados Unidos.

    Terceiro, utilizar-se de um conceito equivocado, de origem absolutamente conhecida, para buscar uma “equiparação histórica” é fonte de desordem social; não, o contrário. Isso se dá pelo fato de que há uma demanda contraditória de igualdade exigindo-se a manutenção de uma diferença. Ou bem se busca a igualdade ou bem mantém-se a diferença. Como a política é feita entre iguais, uma vez mantida a diferença, não há política. Sem política, não há diálogo. Sem diálogo, só há conflito. Que, no fim, é o real interesse por trás do discurso de igualdade. Afinal, só o conflito sem tréguas pode vergar essa hegemonia branca, judaico-católica, masculina, adulta, heterossexual, rica e proprietária de terras que domina, explora e destrói este país há 500 anos. Esqueci alguma?

    O mesmo acontece com o preconceito em relação à origem ou religião, como aquele dos quais foram (e ainda são) vítimas os judeus, ou ainda os árabes e/ou muçulmanos, dependendo do contexto histórico-social. Se o que estou me referindo é racismo ou não, para mim não tem a mínima importância, pois é um COMPORTAMENTO condenável por si só…

    Voltando ao caso debatido (o que judeus e mussulmanos têm a ver com isso?!), o comportamento condenável é todo o contexto. Aquela confusão na grande área é inadmissível. Ponto. São dois colegas de profissão, mesmo que em clubes diferentes, disputando uma partida de futebol. Nada mais. As regras de jogo incluem normas de conduta que devem ser igualmente respeitadas. Uma vez a confusão estabelecida, há dois caminhos: ficar fora dela (a melhor saída); ou aceitar as “novas regras”, ou seja, as regras da confusão. E aí, isso inclui todas as baixarias: quem agride, pode ser agredido; quem bate, pode apanhar; quem xinga, pode ser xingado. De novo, o xingamento do Danilo tinha cunho racista. Mas isso não faz dele um racista; nem o Manoel, vítima de racismo. Isso está limitado ao contexto da injúria; nenhum outro. No contexto da injúria, o Manoel é tão responsável quanto o Danilo. No contexto da injúria, o caso deve ser julgado pela Justiça Desportiva; não, pela comum.

    Abraço.

  • 94. Sancho  |  18/04/2010 às 11:13

    Re 70

    Fala, Jr.!

    Sancho, é óbvio que biologicamente não existem raças. E isso é sabido há séculos, não há nenhuma novidade nisso.

    Não, mesmo. Isso é absolutamente novidade. Até o século passado, acreditava-se piamente em diferentes raças humanas. A modernidade, cujos defensores gabam-se pelo fim da escravidão, é mãe do racismo. Me lembra um famoso sermão de um padre em Uruguaiana: “Deus criou todos os animais com um propósito, até a cobra nos dá o soro anti-ofídico…” Não faz mais que a obrigação!

    Somos todos iguais, etc. Isso até uma criança de 10 anos sabe. No entanto, fazendo um trocadilho com o socialismo utópico, digo que isso é um cientifismo utópico.

    Pelo contrário, é o oposto do cientificismo utópico. O ponto é: isso não se sustenta mais NEM cientificamente.

    SOCIALMENTE ainda persiste (e acredito que persistirá sempre, infelizmente) a idéia de raças diferentes.

    Tchê, isso ficará por um bom tempo. Mas, sempre é algo muito amplo. As raças podem desaparecer tranqüilamente. O que sempre ocorrerá é essa pressão para que diferenças sejam politicamente relevantes.

    Afinal, nós somos diferentes. Nós nascemos em locais diferentes, em famílias diferentes, em contextos diferentes, falamos línguas diferentes, possuímos habilidades diferentes, conhecimentos diferentes, há dois sexos diferentes, etc. Diferenças são reais.

    Como a igualdade também é real, isso é fonte de eterna tensão. E isso, sim, durará para sempre.

    A melhor prova disso é a oposição ferrenha e absurda que o Obama vem enfrentando da direita conservadora americana.

    Esse tipo de pensamento só atrapalha. A premissa aqui é que é impossível se discordar de Obama a não ser através de um viés racial. Como se não se pudesse ser oposição ao seu governo pela postura que ele adota. Isso é bobagem. Se fosse Clinton, a presidente, a oposição seria igual. O marido dela tentou uma reforma da saúde como essa em 1994 e foi escorraçado (a lei não passou, e os democratas perderam a maioria em ambas as casas).

    Quando alguém chama outra pessoa de “macaco”, a idéia de uma raça superior à outra está notadamente presente.

    Está, mas como eu já disse, nem sempre isso é sinal de racismo.

    Caso tu queiras preservar o juridiquês, podemos trocar raça por etnia.

    São dois problemas diferentes. Etnicamente, sou descendente de basco/agote (aliás, os agotes eram verdadeiros párias). Isso pode ter altíssima importância política e relevância cultural na Espanha. Aqui, é zero.

    A tua relativização lembra o que a Igreja Católica está fazendo em relação aos padres/bispos pedófilos.

    Não entendi. Nem o que eu estaria relativizando, nem o que a Igreja Católica tem a ver com o que estamos falando a não ser fazer parte da “hegemonia branca, judaico-católica, masculina, adulta, heterossexual, rica e proprietária de terras que domina, explora e destrói este país há 500 anos.”

    Como bem escreveu o Milton, racismo, homofobia e pedofilia não podem ser relativizados.

    Também acho! Mas e quando isso entra em conflito? Como no caso de um “negro homofóbico” ou de um “homossexual pedófilo”? Eu tenho dificuldade de raciocionar pela lógica PC.

    ”Ofensa, ela só é ofensa porque quem recebe acusa o golpe. Ela depende do agredido para funcionar. Ele só é injúria porque o ofendido se sente injuriado. Necessita haver uma comunhão no sentido da agressão, entre agressor e agredido.”

    Discordo frontalmente disso. Eu já presenciei um porteiro ser discriminado e ouvir ofensas graves por ser nordestino. Ele não reagiu, talvez porque já estava acostumado, talvez porque precisava daquele emprego. Porém, outro morador do prédio (branco e gaúcho) corretamente agiu em defesa daquele porteiro.

    Você não discorda. Para discordar, tem que entender primeiro. E você não entendeu. Injúria não tem a ver com modo de reação. O fato de você não reagir a um soco não elimina a agressão tampouco significa que não tenha machucado.

    A ofensa não precisa de nenhuma circunstância para existir, ofensa é ofensa, com o perdão do óbvio.

    Verdade. Mas se você dá um soco e recebe um pontapé, não se pode simplesmente isolar os dois acontecimentos porque “agressão é agressão”, o que é verdadeiro apesar de tautológico, e que agressão “não precisa de nenhuma circunstância para existir”, o que é falso; precisa de um ato, de um agente e de uma vítima.

    No caso da injúria, ainda necessita de uma vontade. Não há injúria culposa. A pessoa pode se sentir ofendida, magoada, triste, desiludida; mas se a outra pessoa não teve intenção de ofender, não há injúria. Voltando ao Gre-Nal, o grito “gente para cá, ‘macaco’ para lá”, é injurioso (mesmo que eu entenda não ser qualificado, mas isso sou eu apesar de achar que tenho razões sólidas para isso). Já um gremista dizer que assistiu o jogo com seus amigos “macacos” não é. Apesar de ser o mesmo termo utilizado em contexto semelhante.

    Abraço.

  • 95. Logan  |  18/04/2010 às 11:14

    Cara, não importa muito a palavra ou a piada, o racismo está na pessoa, alguem pode ser um grande racista mas diante dos outros se comportar de uma maneira extremamente politicamente correta, e aí?

    Aliás, vi em um forum que, no lance do jogo, os dois subiram pra dividir a bola e o danilo derrubou o Manoel, e falou “levanta, macaco” aí sim o manoel deu a cabeçada, só pra esclarecer, repito pra mim os dois são passíveis de punição.

  • 96. Logan  |  18/04/2010 às 11:15

    continuando..
    aí o danilo cuspiu nele e o chamou de macaco de novo, depois em outro lance o manoel pisou nele, pune os dois e fim de papo.

  • 97. Felipe (o catarina)  |  18/04/2010 às 21:27

    Esse Danilo tem que ficar 1 ano sem jogar bola, no mínimo. Além de atitude racista, ainda cuspiu no cara (que é isso? Parece um animal, porra).

    e esse Manoel pela cabeçada e pelo pisão merece pegar uns joguinhos de punição também.

    e engraçado nessa história toda é que o Danilo é praticamente um CAFUZO…. se fosse um desses tupiniquins branquelos aqui do Sul que se acha o mais puro sangue alemão/italiano/polonês/ucraniano/etc., a gente não estranharia tanto.

  • 98. Junior  |  19/04/2010 às 01:50

    “BINGO. Por isso que eu digo que é HIPOCRISIA.

    Eu faço piada de preto, de loira, de puto. Sou racista e homofóbico?”

    Porque é tão difícil entender que racismo não tem a ver com a palavra em si, com a semântica, mas com a INTENÇÃO. Ninguém faz mais piadas com os judeus do que os judeus americanos, como J. Seinfeld, W. Allen, A. Sandler, Mel Brooks, etc.

    “Esse tipo de pensamento só atrapalha. A premissa aqui é que é impossível se discordar de Obama a não ser através de um viés racial. Como se não se pudesse ser oposição ao seu governo pela postura que ele adota. Isso é bobagem. Se fosse Clinton, a presidente, a oposição seria igual. O marido dela tentou uma reforma da saúde como essa em 1994 e foi escorraçado (a lei não passou, e os democratas perderam a maioria em ambas as casas).”

    Sancho, nenhum presidente americano sofreu a perseguição que o Obama sofre da direita conservadora americana, até de “socialista” ele já foi chamado. Até no Congresso americano ele já foi desrespeitado por um deputado representante dessa direita conservadora, “nunca antes na história daquele país” havia acontecido algo como aquilo. Há uma emissora chamada FOX NEWS que é a expressão mais visível dessa perseguição idiota. Isso preocupa os próprios republicanos tradicionais, pois eles tem medo que essa oposição raivosa fortaleça o eleitorado do Obama. Claro que o fato dele ser um presidente negro não tem importância nenhuma, é apenas mais uma coincidência. Há inúmeros negros e latinos nessa corrente ideológica direitista e conservadora, eles apenas nunca aparecem por obra de outra coincidência.

    “Injúria não tem a ver com modo de reação. O fato de você não reagir a um soco não elimina a agressão tampouco significa que não tenha machucado.”
    Então concordas comigo, apenas utilzou outras palavras, um sofisma qualificado.

    “O problema é que se um racista não tem base nenhuma para sustentar sua posição, o mesmo vale tanto para ações afirmativas quanto para o senso do IBGE, que partem da mesma premissa.”
    Com todo o respeito, é a primeira vez que te vejo escrever uma besteira. Ex: Há uma doença chamada anemia falciforme que atinge principalmente negros, portanto é de extrema importância saber a população negra em determinadas regiões. E o senso da IBGE ao classificar certos estratos da sociedade como negros ajuda de maneira extremamente importante o combate à anemia falciforme.

    “e se o cara toma uma cabeçada fala QUALQUER merda, vocês nunca brigaram?”
    Há uma frase que eu considero absolutamente correta: “o esporte não transforma o caráter de ninguém, apenas o revela”.

  • 99. Recém-Chegado  |  19/04/2010 às 02:47

    dos comentários do impedimento, aprendi que:

    xingar o adversário de macaco é legal. Vou ensinar para os meus filhos.

    fazer piada de preto e pobre é legal. Vou ensinar para os meus filhos.

    tudo contra a hipocrisia!

    valeu gurizada!

    sempre soube que os comentaristas do impedimento têm muito a ensinar para todo mundo.

  • 100. Sancho  |  19/04/2010 às 12:17

    Júnior,

    Eu posso estar errado em absolutamente tudo o que escrevi acima. Isso acontece, e o propósito dessas conversas é exatamente o de descobrir no que falhamos. O problema que só funciona quando há mútuo interesse, quando não, é pura perda de tempo.

    Dito isso, a sua visão sobre a política americana (a qual nem é o assunto sobre o que conversávamos) é absolutamente parcial. Antes de qualquer coisa, o que você deve entender é que “progresso” e “tradição” são duas ideologias; e, portanto, mentiras. “Tradição” teria uma pequena vantagem, pois pode-se dizer que seria menos mentira; mas, ainda assim, é mentira. Apoiar uma ou outra sempre e sem julgamento é mentir, seja deliberadamente ou não. Simples assim.

    Nesse caso, chamar Obama de “socialista”, algo que tanto lhe traz indignação, é equiparável a chamar Bush de “nazista”, algo que -suponho- não lhe causou nem estranheza. Não é só na Fox News que há mentiras; na CNN, também. Não é só no WSJ, mas também no NYT. Não se pode levar nada de barbada. Mas para você, todo “conservador” parece ser um racista, egoísta, mau-caráter, hipócrita, homofóbico, e, se bobear, pedófilo. Já os “progressistas” são tudo de bom. Menos, bem menos…

    Voltando ao assunto, só o que eu fiz foi apontar que o caso do Danilo não leva necessariamente à conclusão de que ele seja racista. Não justifiquei discriminação por preconceito, não defendi o direito de se fazer piada de mau gosto, não disse que se pode sair por aí xingando pessoas de “macaco” por aí à vontade. Apenas acho absurda a conclusão de que o Danilo seria racista pelo que se viu no vídeo. É muito fácil e perigoso ignorar o contexto de algo e sair acusando alguém de preconceituoso.

    Todas minhas manifestações sobre esse assunto foram para que se contextualizasse o fato. Racismo, p.e, é alguém achar que o time joga mal porque há muitos negros (eu já ouvi essa ASNICE de um senhor no Olímpico); ou que a torcida do Grêmio é mais bonita porque é mais branca (já ouvi essa barbaridade também, de um COLORADO). Querer desestabilizar um adversário apelando para agressões físicas e injúrias, faz da pessoa um FILHO DA P*T*; não, necessariamente, um racista.

    Mas alguém pode perguntar: Danilo, Antônio Carlos, Máxi Lopez podem ser racistas?! Podem. Mas concluir isso somente baseado nos episódios contra Manoel, Jeovânio e Elicarlos é absolutamente temerário.

    Abraço.

  • 101. Claudio RK  |  19/04/2010 às 13:39

    Como palmeirense, senti-me envergonhado não pelo Danilo, que esse poderia estar em qualquer time, mas por quem manda no clube. Belluzzo, a máquina de falar, justo dessa vez se calou. Muito triste.

  • 102. Luís Felipe  |  19/04/2010 às 13:48

    nem sempre um autor de uma injúria racista é racista. Nem sempre um ladrão é cleptomaníaco. Nem sempre um assassino é psicopata. Etc.

    Daí a relativizar a ofensa, vai uma loooooonga distância.

  • 103. Sancho  |  19/04/2010 às 14:02

    Re 97

    “O problema é que se um racista não tem base nenhuma para sustentar sua posição, o mesmo vale tanto para ações afirmativas quanto para o senso do IBGE, que partem da mesma premissa.”

    Com todo o respeito, é a primeira vez que te vejo escrever uma besteira. Ex: Há uma doença chamada anemia falciforme que atinge principalmente negros, portanto é de extrema importância saber a população negra em determinadas regiões. E o senso da IBGE ao classificar certos estratos da sociedade como negros ajuda de maneira extremamente importante o combate à anemia falciforme.

    Júnior, antes de saber se uma doença ataca mais negros que brancos, há que se distinguir negros de brancos. E não há critérios para tanto. O IBGE simplesmente pergunta a qual “raça” você acha que pertence. Eu, mesmo, tentei recusar responder tal questão, já que ela não faz NENHUM sentido. Em vão. Disse para a pesquisadora marcar o que bem entendesse. Ela não podia.

    “Quais as opções? Marca ‘pardo’ aí, então.”

    Se eu tivesse dito ‘negro’, teria aumentado meu risco de ter anemia falciforme?!

  • 104. Sancho  |  19/04/2010 às 14:04

    Re 101

    Você mesmo concorda que “nem sempre um autor de uma injúria racista é racista”. E eu sou culpado de relativizar?!

  • 105. Carlos  |  19/04/2010 às 15:07

    Só um esclarecimento qto ao IBGE. Fiz uma pesquisa deles (PNAD 1994) e, no treinamento, a ORDEM dada por eles nesse quesito RAÇA, q provocou um puta dum debate, haja vista q um entrevistador pode achar q um cara é negro ou mameluco ou pardo, ou branco…etc…

    A ordem dos caras é a seguinte: Perguntem e eles respondem. Se uma pessoa NEGRA disser q é branco, marquem branco, não perguntem pq. Se um ALEMÃO BRANCO ALBINO disser q é negro, marquem negro. A pergunta é feita para a pessoa e não é avaliada pelo entrevistador.

    Vamos em frente.

  • 106. Junior  |  19/04/2010 às 19:22

    Sancho, contra fatos não há argumentos. Por favor, pesquise no Google anemia falciforme. Verás dados concretos e de fontes confiáveis. Existem pessoas negras e pessoas brancas, não adianta dizer que biologicamente todos somos iguais, etc. E entre pessoas negras, há DADOS MATEMÁTICOS que comprovam a maior incidência da anemia falciforme em pessoas negras.

    “Se eu tivesse dito ‘negro’, teria aumentado meu risco de ter anemia falciforme?!”
    Me nego a responder isso.

    Eu não disse que todo progressista é bom, nem todo político de direita é ruim. O que eu digo e reafirmo é que Sarah Palin, ícone dos “neocons” e seus asseclas representam tudo que há de mais retrógado na sociedade americana.

  • 107. ??  |  25/04/2010 às 19:09

    FDP pode, tapa pode, cuspe pode… ou nada disso pode?

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