O Peñarol que alegraria Arregui

10/03/2010 at 06:00 109 comentários

Mario Arregui não é o mais famoso dos escritores uruguaios, ao menos além das fronteiras orientais. Limitou-se quase que somente aos contos, o que não se devia a uma limitação como narrador. Arregui, que durante enorme parte da vida residiu na quase fantasmagórica Trinidad, pouca plata recebeu pelos seus livros. Ainda dedicou um bom par de anos à militância política – era comunista até os dentes – e morreu em 1985, abatido por transtornos cardíacos que até então se mostravam comportados.

De “Cavalos do Amanhecer”, seu livro publicado em português, já ouvira falar algo. Mas atentei para a vida do autor depois da ler a edição das suas cartas – e as respostas dessas – ao escritor gaúcho Sergio Faraco. O livro com as correspondências se chama “Diálogos sem fronteira” e, apesar do desejo de dedicar algumas linhas, não importa aqui. A questão é que Arregui, conforme o que se pôde extrair das suas cartas, é um exemplo de torcedor do Peñarol que não presenciou a decadência do futebol oriental e do clube aurinegro. Quando Arreguiu partiu daqui, o carbonero ainda era o quadro temido que a história consagrou – e como tem sido, mesmo que provisoriamente, nestes primeiros meses de 2010.

Em 1985, o Peñarol ainda nem havia completado a sua prateleira dedicada aos troféus da Libertadores – faltava ainda o quinto, que viria dois anos depois. A década de oitenta, aliás, seria a última de participações decentes em competições continentais. Depois viria a crise – apaziguada com o quinquênio – dos anos 90 e a decadência desordenada dos anos 2000. Se Arregui espiasse hoje, sem as cenas dos clássicos perdidos em sequência, das goleadas para o River Plate do Prado, para o Danúbio do hipódromo e da cadeira vazia na Libertadores, sorriria: o aurinegro de 2010 em nada lembra os fiascos recentes – com Diego Aguirre, uma das glórias do passado, na casamata, o Peñarol enfileirou sete vitórias seguidas no certame local.

A temporada começou com o tradicional torneio de verão. Desta vez, os adversários foram o rival de sempre e o Nacional Querido, aquele do portal místico e sua fonte imponente. No clássico, o empate sem gols que terminou com derrota nos pênaltis aparentemente apontava para, ao menos, um ânimo distinto: o Peñarol vinha de sofrer goleada no derby e igualou a diferença técnica ostentando mais huevos que o time de “Matute Morales” e Nicolás Lodeiro. Caiu nos penais, da mesma forma com que perderia a decisão do terceiro lugar diante do Nacional paraguaio. Iniciava um Clausura com as desconfianças de sempre.

Sabedor das manhas do triunfo, Diego Aguire tratou de definir um onze para o torneio desde a primeira rodada. Ofereceria uma linha de quatro defensiva que, se não é intransponível, merece a alcunha de cumpridora. A dupla de zaga seria composta por Guillermo e Alcoba e, se a lateral direita era a de Aguirregaray, na esquerda Darío Rodríguez e Albín revezariam. Os defensores seriam protegidos por dois volantes carecas, um muito acima da média, que desarma, corre uma barbaridade e aparece em todas as coordenadas da grama (Arévalo Rios) e outro que, quando em boa fase, se diferencia pelo bom passe e por equilibrar todo um setor (Sergio Orteman – sim, ele).

A partir daí, o Peñarol deixa de ser regrado para optar por uma iniciativa audaciosa: Gastón Ramírez, Urretaviscaya, Antonio Pacheco e Alejandro Martinuccio se alternam nos postos do meio para frente, cambiando de ponta e enveredando sempre para o gol. Em sete jogos, 23 gols foram alcançados – mais de três por compromisso. Segundo a análise de Álvaro Cabrera, editor do Blog Carbonero (www.blogcarbonero.com), o time de Aguirre ataca como se inclinasse o campo e a meta fosse o fim de uma descida. Enfileirando vitórias, o sistema de jogo se consolidou, e os jogadores que não caíam no gosto da torcida (o velho Darío Rodríguez, por exemplo) recebiam uma crítica sempre amenizada pela vitória. Sem enormes contestações, o Peñarol, confiante como há tempos não se via, faz lembrar o que costumava ser.

Nas primeiras rodadas, Arévalo Rios segurava as pontas para que Ramírez, mais novo guri a despontar no Uruguai, se destacasse no ataque. Quando o ataque se entrosou, o interminável Antonio Pacheco voltou a ser figura. O camisa número oito decidiu em encontros complicados, como na estreia contra o Wanderers (4-2), a vitória frente ao bom Racing (3-0) e na última goleada: contra o Cerro Largo, diante de quase cinquenta mil torcedores, o aguardado gol teimava em não sair. Até que Pacheco achou a cabeça de Rodríguez na grande área. Depois, o goleador do Clausura marcaria mais três vezes – no torneio, soma dez em sete partidas. Pacheco é o centro das correrias de Martinuccio e Urretaviscaya, e tanto pode armar as jogadas como definir as situações de gol.

Quando a ditadura militar do Uruguai se preparava para ruir, contava Mario Arregui para Faraco, o contista saiu às ruas da capital, como fizeram milhares de charruas, para bradar por uma liberdade que se aproximava. Empunhava a bandeira nacional, um pouco a contragosto – havia se enojado dela enquanto esteve preso, período no qual surgiu a sua enfermidade. Arregui teria confessado ao filho que, apesar da relevância da ocasião, preferia erguer o pavilhão do seu Peñarol. Broma ou não, a verdade é que o aurinegro de hoje é provavelmente o primeiro que joga futebol nos anos 2000 e que alegraria até Arregui, que se eternizou com as apresentações dos anos oitenta.

Sabendo que a taça do Clausura já tem dono,
Iuri Mülle.

Anúncios

Entry filed under: Clubes, Nacionais.

De meninas virgens e jogo de bola Grand finale com farofa

109 Comentários Add your own

  • 1. PAULINHO  |  10/03/2010 às 07:19

    Não deixe de ver um clube de futebol de quarentôes, acesse http://www.pernadepautupa.wordpress.com

  • 2. Zé Carlos  |  10/03/2010 às 07:25

    Peñarol: A camisa sulamericana mais bonita !

  • 3. catarina cristo  |  10/03/2010 às 08:49

    “Arregui teria confessado ao filho que, apesar da relevância da ocasião, preferia erguer o pavilhão do seu Peñarol.”

    Quando a pátria nos falha, nos resta o amor pelo clube.

    Inclusive, uma das assertivas que mais rodam na boca dos tricolores daqui é “O Santa Cruz é minha pátria”.

    Valeu, Iuri.

  • 4. Guto  |  10/03/2010 às 09:02

    alguém bane esse Paulinho? Porra, todo post o cara vem fazer spam. que viado.

  • 5. dante  |  10/03/2010 às 09:11

    é, paulinho, vaza.

    ***

    muito excelente o RELATO, iuri, parabéns.

  • 6. Junior  |  10/03/2010 às 09:18

    Catarina, digo mais. Eu, que acho o patriotismo uma besteira, apenas uma ótima desculpa para militares e políticos, além de uma excelente fonte de renda para a indústria armamentícia, prefiro um milhão de vezes a bandeira COLORADA que as bandeiras do Rio Grande do Sul ou Brasil.
    Valeu pela dica do livro, Iuri. O Faraco é um dos melhores contistas vivos (senão o melhor) em língua portuguesa.

  • 7. Gabriel  |  10/03/2010 às 09:23

    Faz algum tempo que eu leio o Impedimento “anonimamente”, sem manifestar comentário nenhum. Mas, putaqueopariu, a indiada citou MARIO ARREGUI, esse gênio!

    Impedimento, a cada dia te quiero más.

  • 8. Gabriel R.  |  10/03/2010 às 09:30

    acesse o site:

    http://www.vazapaulinho.com.br

  • 9. Francisco Luz  |  10/03/2010 às 10:38

    É o fator camisa: bastou lançar uma jaqueta linda e tradicional e o Carbonero voltou a jogar bem.

    Matou a pau, Iurimuller.

  • 10. catarina cristo  |  10/03/2010 às 10:46

    #6
    Junior, beleza. Mas ó, meu comentário não tinha nada de anti-patriótico ou coisa que o valha.

    Só achei bonito como Arregui, ao ter sofrido com o Uruguai, se apegou às nossas pequenas pátrias, como a família e o clube de futebol. E lembrei do sentimento de “terra natal” que os tricolores têm com o Arruda. Só isso.

  • 11. Rudi  |  10/03/2010 às 10:52

    e sim, cavalos do amanhecer é um BAITA livro

  • 12. guihoch  |  10/03/2010 às 11:03

    mas continuando a serie mulheres, futebol e impedimento
    vejam:

    http://oglobo.globo.com/blogs/bolademeia/

  • 13. Roberto Cavalo  |  10/03/2010 às 11:14

    Falando em Uruguai, vejo que o Racing não só mais um rostinho bonito no futebol sulamericano, pegou o Cerro Porteño e créu.

  • 14. guihoch  |  10/03/2010 às 11:24

    é certo que quem me conhece sabe que nunca tenho mais do que preciso, por isso tive uma ideia hoje que a darei para quem quiser ganhar dinheiro com ela, trata-se de pegar o slogan da cerveja DEVASSA e estampar em uma camiseta com a seguinte alterasão

    só DEGRASSA

  • 15. Alexandre N.  |  10/03/2010 às 11:31

    #14

    Bom, se você está falando da cerveja, eu diria que nem de graça… Agora se a piada foi outra, foi mal, não queria atrapalhar.

  • 16. Guilherme  |  10/03/2010 às 11:44

    .6

    Nesse caso, carregar uma bandeira do Inter faz tão pouco, ou menos sentido, do que carregar a da pátria.

    Porque se barbaridades já foram feitas em nome do patriotismo, outras tantas já foram realizadas em nome da “paixão clubísticas”.

  • 17. Junior  |  10/03/2010 às 11:49

    Eu sei disso, Catarina, só aproveitei teu comentário porque aqui no RS virou uma praga a idéia de “gaúcho, melhor em tudo.” Tenho horror à teoria de que devemos privilegiar o cinema nacional, a música regional, etc, bem como aos indies deslumbrados que voltam de Londres dizendo: “lá em Londres é que se faz rock bom, rock em português é horrível”. O que me importa é a qualidade do que é feito, não interessa a nacionalidade ou a região.
    E não é flauta aos corintianos, flamenguistas e outros sem estádio próprio, mas esse sentimento de “terra natal” que tu descreves em relação ao Arruda, também acontece aqui com o Beira-Rio e Olímpico e provavelmente deve acontecer com os são-paulinos em relação ao Morumbi, os santistas com a Vila Belmiro e todos aqueles torcedores cujos times possuem um estádio. Um pai de uma amiga ainda se emociona quando lembra de histórias dos Eucaliptos, o velho estádio do Inter, e que para mim, é apenas um local histórico.

  • 18. Macedus  |  10/03/2010 às 11:51

    #6

    Não creio ser besteira alguém ser patriota, amar seu pais, estado ou cidade, vivemos coletivamente em uma sociedade onde é dever de todos viver em harmonia com o próximo e buscar o melhor para sí mesmo e para os outros a sua volta.

    Ocorre que pessoas que se dizem torcedores de clubes acabam por trocar certos valores bagunçando tudo, eu amo o meu time e sempre torço por ele, mas também sei quando devo fazer uma crítica.

    Mas também amo o meu país, o meu estado e a minha cidade e quero ve-los progredindo, melhorando, crescendo.

    Os valores do Brasileiro estão muito conturbados, culpa de bombardeiros de lixo que esta mídia fedida vem fazendo a decadas geração após geração.

  • 19. Roberto Cavalo  |  10/03/2010 às 12:02

    Este “patriotismo gaúcho” só nos traz prejuízos.

    Um amigo meu trabalhava numa empresa com “orgulho de ser gaúcha”, onde era tudo feito “à moda gaúcha”. Aí vieram uns paulistas do mesmo ramo, líderes do mercado, e compraram a empresa. E os gaúchos tentaram convencer os paulistas que o jeito que eles faziam, só pelo fato de ser gaúcho, era o único jeito certo no universo. “Aqui no Rio Grande a gente faz assim, se tu fazes assim em São Paulo é problema teu.” Resultado – todos os gaúchos com cargos de gestão foram demitidos.

    Falo com a autoridade de um gaúcho, filho de cariocas, que morou em Salvador na infância e hoje sofre em SP.

  • 20. Macedus  |  10/03/2010 às 12:24

    Apenas acho que tudo tem a sua doságem certa, até mesmo bairrismos futebolisticos ..

  • 21. Y  |  10/03/2010 às 13:25

    #19:

    Falo com a autoridade de um gaúcho, filho de cariocas, que morou em Salvador na infância e hoje sofre em SP.

    tem certeza que teu nome não é CUNEGUNDES?

  • 22. Junior  |  10/03/2010 às 13:41

    “Nesse caso, carregar uma bandeira do Inter faz tão pouco, ou menos sentido, do que carregar a da pátria.

    Porque se barbaridades já foram feitas em nome do patriotismo, outras tantas já foram realizadas em nome da “paixão clubísticas”.”

    Guilherme, aquilo foi a minha opinião pessoal, obviamente não é uma regra para todos. Por isso, para mim, a diferença é abissal entre a bandeira do RS e a do Inter. E por um único motivo, a única bandeira que eu amo é a do Inter, a do RS e/ou a do Brasil eu respeito.
    O nº de pessoas inocentes (excluo quem quis brigar com a polícia ou outra torcida) que morreram por causa do futebol é infinitivamente menor do que inocentes mortos por causa de guerras “supostamente” patrióticas, não é necessário nem citar as grandes guerras, as atuais Guerras do Iraque e do Afeganistão, onde milhares de civis morreram, já servem como exemplo.

  • 23. Guilherme  |  10/03/2010 às 13:52

    .22

    Mas essas guerras não são patrióticas, são financeiras. E quem tem seu país invadido e sua liberdade cortada tem que lutar contra. O que não é necessariamente patriotismo, é anti-imperialismo mesmo.

  • 24. Roberto Cavalo  |  10/03/2010 às 13:59

    21

    Meu pai era do coronel do exército. Nasci no Rio Grande por acidente, vivi infancia/adolescencia em Salvador (onde ficava a base do meu pai) e depois vim pra SP fazer faculdade.

  • 25. Junior  |  10/03/2010 às 14:09

    #23, repare que escrevi supostamente entre aspas. Quase todas as guerras são financeiras, mas a justificativa sempre é o patriotismo. Nas duas guerras que citei não há líderes “bonzinhos”, os dois lados utilizam o patriotismo como lhe é mais apropriado, enquanto apenas militares (geralmente jovens) usados como massas de manobra e inocentes morrem. E obviamente, os executivos das indústrias bélicas comemoram os lucros.

  • 26. Carlos  |  10/03/2010 às 14:18

    Sugiro deixar um comentário pra esse paulinho no tal blog dele.

    Já fiz minha parte.

    adkçasldkaskçdaskçdçkçk

  • 27. douglasceconello  |  10/03/2010 às 14:24

    SAUDOSO Diego Aguirre, com quem sou sempre SOLIDÁRIO, cúmplice de tantos QUASE títulos no Colorado daqueles fatídicos anos 80.

  • 28. Cunegundes, o Mulato Frajola Reloaded  |  10/03/2010 às 14:35

    percebo que fui citado neste blog de sucesso, estou passando por um período de dificuldade para acessar a internet, aqui em Belford Roxo após as enchentes só mesmo com gato pra plugar o cabo, a vida anda dificil demais, fui mandado embora do meu emprego, e ontem à noite peguei minha vó roubando dinheiro da minha carteira pra comprar crack…

    mas vejo que há muitas mulheres macias no impedimento, isso é muito bom para a família brasileira, posso até admitir que no post com as garotas de vermelho cheguei a me masturbar, foi uma longa e duas rapidinhas, como dizia o tim maia, hao haohao, é bom para celulite e baixo astral, nada melhor que uma punhetinha para fazer o sol nascer mais brilhante, parabéns a vocês do impedimento por fazer da minha vida um mar de prazer e sangue, fico muito satisfeito em ver que há gente de bem ainda no mundo, que valorize uma maricota bem feita, porque mulher serve pra isso mesmo, pra enfiar a vara, papai já dizia que mulher bem comida é mais gostoso que lazanha de domingo, mulher não devia trabalhar, devia ficar o dia todo dando a raba para nós, homens viris do Brasil varonil, de membro em riste, curtindo a vida e gazetando por aí, aproveito a oportunidade neste espaço para homenagear a semana da mulher, essas flores do campo que colorem nossas noites, seja puta, fiscal da vigilância sanitária, motorista de ônibus ou parteira, toda mulher é valiosa, não importa a profissão, já dizia painho, sem mulher a gente não é nada, nem corno. quack!

  • 29. Junior  |  10/03/2010 às 14:41

    Diego Aguiire, autor do gol do Inter que eliminou o Bahia na Libertadores. Eu era criança e lembro de um cara perto do meu pai gritar enlouquecido:
    VTNC, Lourinho! (ou algo parecido, era o nome daquele pai de santo baiano que apareceu no Jornal Nacional).

  • 30. izabel  |  10/03/2010 às 14:44

    junior, concordo com o que você falou no primeiro comentário sobre patriotismo e tal. mas é completamente equivocada a sua ideia de que torcedores de time ‘sem estádio’ não tenham sentimento de ‘terra natal’ em relação aos estádios que eles conquistaram por uso capião. o pacaembu é a minha casa, sem exagero. toda vez que viajo de férias pra salvador e acompanho os jogos pela tv me dá uma saudade ‘sentimental’ (não sei descrever o sentimento, mas vocês entendem). o pacaembu é a minha casa, sem dúvida.
    e tenho certeza que se a lila ou o godo vierem escrever aqui, vão dizer o mesmo sobre o maracanã.

  • 31. Y  |  10/03/2010 às 14:48

    #24:

    NEM PRECISAVA FALAR, NOBRE GAJO.

    GAÚCHO É TUDO MILICO… É O QUE MAIS TEM.

    para um gajo esperto como eu, era óbvio que vc era filho de militares.

    Falou.

  • 32. Y  |  10/03/2010 às 14:51

    e boa sorte nos ESTUDOS, Sr. Roberto Cavalo, ex-Criciúma, sobretudo na ANATOMIA.

    AQUELA BOMBA QUE VC ERROU NA LIBERTA-92 NÃO PERDOO.

    hauhuahuahuahuhauhuahha

    bah, izabel… fica quieta. Continua assim que nosso clube nunca terá a sonhada ARENA DO INFERNO, onde os torcedores visitantes que OUSAREM se aproximar serão recebidos com chuva… chuva de balas.

  • 33. Paul  |  10/03/2010 às 15:11

    Eu lembro de um gol de letra do Diego Aguirre naquela Libertadores, até me arrisco a dizer que foi contra o Peñarol no jogo de ida, mas tô sem tempo de pesquisar (googlear).

    SAUDOSO Diego Aguirre, com quem sou sempre SOLIDÁRIO, cúmplice de tantos QUASE títulos no Colorado daqueles fatídicos anos 80. [2]

  • 34. catarina cristo  |  10/03/2010 às 15:26

    #30

    Izabel, na boa, sem querer ser chata nem nada.

    A gente não sente falta do que não conhece. Então, não dá pra vc saber o que é “ter casa”.

    Não duvido que vc se sinta em casa no Pacaembu, nem por um minuto. Mas é como quem se sente à vontade no mesmo apartamento alugado há dez anos. No dia em que se muda para a casa própria é que vê a diferença.

    Meu amor pelo Santa Cruz está intimamente ligado à nossa casa, que tem pintado na arquibancada “REPUBLICAS INDEPENDENTES DO ARRUDA e que, se der tsunami, é no anel superior que vou me proteger.

    É uma história muito particular, não tou comparando com a sua nem nada.

    Mas apartamento alugado não é casa própria.

  • 35. Luís Felipe  |  10/03/2010 às 15:26

    Diego Aguirre, ele mesmo. Que também escalpelou os colombianos na final da Libertadores de 1987 e motivou aquela que é uma das narrações mais tristes de todos os tempos:


    v=6sXzyGE4TII

    Muito bom o texto, Iuri. Aliás, uma coisa que me chamou atenção: as letras nessa camiseta parece que estão brancas, de novo. Muito melhor assim.

    OT:

    Esse texto que tá no Ouvido, “O dia das namoradas do fenômeno”, é um dos momentos mais inspirados do Cassol no Impedimento.

    VOLLTA concorrente.

    hshshshs

  • 36. dante  |  10/03/2010 às 15:44

    “toda mulher é valiosa, não importa a profissão, já dizia painho, sem mulher a gente não é nada, nem corno. quack!”

    pqp, perdi o emprego!

  • 37. Macedus  |  10/03/2010 às 15:48

    #28

    Quem apoia lançarmos o nobre amigo CUNEGUNDES para presidente nas próximas eleições ?

  • 38. arbo  |  10/03/2010 às 16:07

    meu time “tem” estádio, mas to com a izabel. a casa do mendigo é a rua, a rua é do mendigo. um ex-mendigo em sua nova vida arranjará um jeito de ter NOSTALGIA (serve essa palavra, iza?) da rua – eis o homem.
    o resto é tralalá

  • 39. arbo  |  10/03/2010 às 16:11

    iuri pra presidente, cunegundes vice.

    o dia em q o iuri fizer uma entrevista com o eduardo galeano chegaremos ao everest do jornalismo. aliás, ajudo a pagar a viagem de vcs pra irem ao uruguay.

  • 40. catarina cristo  |  10/03/2010 às 16:16

    #39

    eu ajudo tbm.

    Ainda mais que pra vcs do Uruguai do Norte irem visitar o Iuri é mais perto e mais barato do que eu ir em Salvador visitar Franciel.

  • 41. dante  |  10/03/2010 às 16:23

    #39

    eu ajudo tbm. [3]

    CHORA, PRESTES! [ns]

    ***

    arbo, independentemente da discussão sobre ter ou não estádio, nostalgia, etc., discordo totalmente do “a casa do mendigo é a rua, a rua é do mendigo”.

    a SÍNTESE TOTAL do mendigo é o DESAPEGO – não ter NADA, nem dignidade [o conceito], nem comida, nem casa.

  • 42. gilson  |  10/03/2010 às 16:31

    Já que o assunto chegou em “gaúcho” e “presidente”, vale a pena dar uma olhada nesse sítio aqui. Engraçado demais. http://byebyeserra.wordpress.com/2010/03/08/gov-zezinho-tira-fotos-sensuais-com-yeda/

  • 43. gilson  |  10/03/2010 às 16:32

    Iuri presidente, Cunegundes tem mais é cara de editor do Diário Oficial da União. Apoiados!!!

  • 44. catarina cristo  |  10/03/2010 às 16:33

    #41

    tipo esse mendigo:

    http://revistacriativa.globo.com/Revista/Criativa/0,,EMI126092-17553,00-CHINES+ANONIMO+ENCARNA+O+HOMELESS+CHIC.html

  • 45. izabel  |  10/03/2010 às 16:39

    dante, a síntese total do mendigo não seria a MISÉRIA? pelo menos pela minha noção do que seja desapego.

  • 46. rafael botafoguense  |  10/03/2010 às 16:49

    28 .

    COMENTÁRIO MAIS GENIAL DA HUMANIDADE !!!!

    HAUAHAAHAHAHAHAHAHAUAUAUAHAHAAA

    HAUAUAAHAUAUAHAUAUAHAUAUAUAUAUA

    HAUAHAAUAHAUAAHAUAAUAHAAUAAUAUA

    (mosaico de risadas)

  • 47. arbo  |  10/03/2010 às 17:00

    vamo lá, dante – discordo. até mesmo para casos especiais de EREMITAS URBANOS (pouco representativos quantitativamente), a rua é a casa, o ESPAÇO. as piores memórias ainda valem alguma coisa, e, se valem, terão acontecido num espaço, antes de serem imagens saindo aleatórias do nosso projetor particular.
    enfim, há um contrato maior, um direito inalienável até para quem não tem direitos.
    provavelmente não me fiz entender, só baguncei tudo.

  • 48. dante  |  10/03/2010 às 17:06

    ACHO que não, iza.

    alguns mendigos OPTAM pela mendicância.

  • 49. arbo  |  10/03/2010 às 17:09

    ALGUNS não são o bastante para uma síntese TOTAL.

  • 50. Alexandre N.  |  10/03/2010 às 17:14

    #45 e #48

    Confirmo o que o Dante disse. Já trabalhei com as pessoas responsáveis pelo recolhimento de moradores de rua aqui no RJ. O procedimento era o seguinte: os mendigos eram recolhidos e levados para um dos abrigos municipais. Cuidavam de qualquer doença adquirida e em paralelo, procuravam uma recolocação para o cidadão. E, a grande maioria ao descobrir que teria de trabalhar, fugia, pois a vida da mendicância era muito mais fácil.

    E indo assim, nunca se resolve o problema…

  • 51. arbo  |  10/03/2010 às 17:22

    isso não corrobora o q o dante disse. nada a ver com desapego e uma noção mais ampla de “casa”.

  • 52. dante  |  10/03/2010 às 17:28

    bom, eu ia relatar mais ou menos o que o alexandre escreveu: muitos não querem trabalhar, TOMAR BANHO, ser ajudados, etc.

    quando à noção de casa: a minha é só minha. a do mendigo é NOSSA. ou seja, a rua não é “dele”.

  • 53. catarina cristo  |  10/03/2010 às 17:32

    Dante, tu já foi mendigo?

  • 54. izabel  |  10/03/2010 às 17:33

    então é isso aí.
    os mendigos são mendigos porque querem. são pobres porque querem.
    aê, braziu!

  • 55. Prestes  |  10/03/2010 às 17:33

    Porra, eu ajudo o guri tb, carajooo.

    Entrevista do Iuri com o Galeano djá!!!!!!!!!!!!!!1

    AGUANTE IMPEDVACA!!!

  • 56. arbo  |  10/03/2010 às 17:35

    bá.
    outra lógica pegando.

  • 57. catarina cristo  |  10/03/2010 às 17:40

    hohohoho

    ADORO.

    Começa com um escritor uruguaio, passa pro Penarol, descamba pro patriotismo, cai nos times que não têm estádio, desemboca na MENDICÂNCIA, esbarra na lógica.

    Bora, Arbo, explica a (falta de) lógica.

    Adoro estragar conversa de bar com ciência, bora!

    (tou falando sério)

  • 58. catarina cristo  |  10/03/2010 às 17:43

    Tou mala demais.

    Mas é pq tou refazendo a tarde inteira a mesma conta, que não fecha.

    Tou aperriada.

    ME ENTRETENHAM.

  • 59. rafael botafoguense  |  10/03/2010 às 17:43

    mendigo é tudo pilantra.

  • 60. Alexandre N.  |  10/03/2010 às 17:44

    #54

    Izabel, o que eu quis dizer é que existem pessoas que, mesmo que você queira ajudá-las (de qualquer forma que seja), não querem ser ajudadas. Escolhem viver na miséria por livre e espontânea vontade. Mesmo que para isso precisem passar fome e outras muitas necessidades…

  • 61. Alexandre N.  |  10/03/2010 às 17:47

    Putz, a Catarina falou a maior das verdades. A coisa hoje por aqui está tão filosófica que está beirando o surrealismo! hahahahaha…

  • 62. Ernesto  |  10/03/2010 às 17:48

    Tem um “mendigo” na Independência, junção com Andradas, aqui em Porto Alegre, fica só batendo uma caixa no chão.

    A lenda é de que ele tem uma senhora casa em cachoeirinha, e que todo final de tarde – estranhamente – ele sai daquele lugar ali, desaparece.

  • 63. Y  |  10/03/2010 às 17:48

    antes mendigo que pederasta

  • 64. Y  |  10/03/2010 às 17:49

    #58:

    mulher e matemática não dá certo mesmo

  • 65. arbo  |  10/03/2010 às 17:49

    tem uma metáfora e duas outras lógicas correndo por fora, cristo.

    uma delas a izabel deixou bem subentendida no #54. outra é sobre a qual parecemos divergir, mas talvez só seja uma questão de metáfora má construída de minha parte. quem vive na rua faz dela a sua casa. e casa no sentido de lar mesmo, a despeito de todas as faltas. do mesmo modo, quem não tem (do verbo “tá na escritura”) estádio faz de qq campinho o SEU estádio. o importante aqui é entender essa POSSE. é SEU na medida suficiente para os prazeres q o texto tangencia e o teu comentário lá em cima se aprofundou um pouquinho mais. PENSO EU. aí é q só posso concordar com a izabel.

  • 66. Ernesto  |  10/03/2010 às 17:50

    #35

    Qual é a narração triste ? A uruguaia, tu quis dizer, correto ?

  • 67. Luís A.  |  10/03/2010 às 17:59

    Só para COLORADOS

    Virou palhaçada… não dá para confiar em mais nada.

    FORA CARVALHO

  • 68. Francisco Luz  |  10/03/2010 às 18:21

    Ernesto, acho que é a colombiana, a inicial. “No puedo crer. Por que siempre con nosotros?”

    O uruguaio quase rasga a voz em tripa no gol.

  • 69. Serramalte Extra  |  10/03/2010 às 18:34

    Ninguém vai pedir o Ronaldinho na seleção depois da “grande” atuação de hoje?

  • 70. Guilherme  |  10/03/2010 às 18:40

    O pior foi o técnico do Real Madrid que afundou o time de vez, tirando o Kaká de campo.

  • 71. rafael botafoguense  |  10/03/2010 às 18:46

    RONALDINHO NA SELEÇA JÁ!!!!

  • 72. Rita Apoena  |  10/03/2010 às 18:53

    “Como se essa grande cólera tivesse lavado de mim o mal, esvaziado de esperança, diante dessa noite carregada de signos e estrelas, eu me abria pela primeira vez è terna indiferença do mundo. Ao percebê-la tão parecida a mim mesmo, tão fraternal, enfim, eu senti que havia sido feliz e que eu era feliz mais uma vez. Para que tudo fosse consumado, para que eu me sentisse menos só, restava-me apenas desejar que houvesse muitos expectadores no dia de minha execução e que eles me recebessem com gritos de ódio.”

  • 73. Guilherme  |  10/03/2010 às 18:54

    Pra ser reserva do Kaká?

  • 74. Rita Apoena  |  10/03/2010 às 18:55

    Pensei muitas vezes que se me obrigassem a viver dentro de um tronco seco de árvore, sem outra ocupação além de contemplar a flor do céu acima de minha cabeça, eu teria me habituado aos poucos.”

    L’etranger / (Albert Camus)

  • 75. rafael botafoguense  |  10/03/2010 às 19:42

    #73 pode ser,pelo menos terá alguém que tenha noção de futebol no banco.

  • 76. Ernesto  |  10/03/2010 às 19:48

    É, luz, pode ser. É que eu nao tinha entendido o sentido da palavra triste utilizada.

    No sentido literal, é a colombiana.

    Eu pensei na uruguaia porque é triste, o cara quer passar emoção, mas perde a voz, nao narra porra nenhuma. na minha visão, claro

  • 77. Junior  |  10/03/2010 às 19:56

    Serramalte, se analisrmos apenas os jogos de hoje, quem não merece ir à Copa é o Kaká, que foi VAIADO pela sua própria torcida. Ou melhor, se analisarmos a temporada, as duas torcidas gritam pelos dois, só que a do Real grita de raiva com o Kaká.

  • 78. Iuri  |  10/03/2010 às 20:49

    Sobre o patriotismo: no caso do autor, acho que era uma questão que passava apenas ao lado. A bandeira uruguaia que Arregui via na prisão era a que os milicos o jogavam na cara. Depois de meses (ele passou oito, na prisão) assim, o indivíudo cria uma repulsa pelo SÍMBOLO.

    Sobre o Peñarol: faltou dizer algo sobre o arqueiro, o Sosa. Pelo que acompanhei, ele iniciou o torneio bastante inseguro, mas a senda vitoriosa revigorou o guri. Não é de se duvidar que apareça na Copa, nem que seja como terceiro goleiro uruguaio.

    Sobre os times que não têm estádio: creio que o USO CAPIÃO, nesse caso, acaba equilibrando as coisas: mesmo longe dos lugares em questão, vejo o Pacaembu tão corintiano quanto o Arrudão pertence ao Santa Cruz.

    Sobre a mendicância: Dante mendigo, sem mais.

    O que acharam da cena do MATCH entre Huracán vs. Racing, no “El secreto de sus ojos”?

  • 79. vicente v.  |  10/03/2010 às 23:19

    cara, o plano sequência no estádio de avellaneda ganhou o oscar! o filme é bom, um pouco pior que fita branca, mas aquela cena é sensacional!

  • 80. Rudi  |  10/03/2010 às 23:52

    Santos desrespeitando a lei de sancho

    (serio, aquele gol que o cara deixou o goleiro de bunda no chao foi totalmente humilhacao, se jogo no Na’viraiense parto pra porrada na hora)

  • 81. Lourenço  |  11/03/2010 às 00:01

    Assim, ó: depois de todas os mil lições que a Copa do Mundo já nos deu, quem quer o Ronaldinho na Copa é do mal.

  • 82. Lourenço  |  11/03/2010 às 00:02

    “as mil lições…”

  • 83. dante  |  11/03/2010 às 09:59

    o cara citou o final de “o estrangeiro”, do camus.

    já ganhou.

    ***

    izabel, tu tá reduzindo a MENDICÂNCIA a “ser pobre”. não faz sentido.

    e, realmente, o papo tá muito chato. o iuri matou a charada: ser mendigo é um ESTADO DE ESPÍRITO. apksldjaskl

    ***

    cara, o plano-sequência do qual vocês estão falando [#79] é simplesmente sensacional. mas não é em avellaneda [cilindro], é no tomás ducó, estádio do huracán, certo?

  • 84. catarina cristo  |  11/03/2010 às 11:35

    #78

    O Pacaembu é um estádio municipal e o Corinthians, como os outros times, pode usá-lo. O Corinthians usa mais que os outros pq não tem mais onde jogar. E pq o São Paulo e o Palmeiras preferem jogar em seus estádios.

    Vc não olha pro Pacaembu e lembra do Corinthias. Vc vê um Estádio.

    O Arruda é do Santa Cruz. É um SÍMBOLO do Clube. Tem as arquibancadas – circulares – pintadas com escamas encarnadas, pretas e brancas, que fazem o estádio parecer uma cobra coral pronta para o bote.

    Quando você chega de avião no Recife, ele passa por cima do Arruda e de longe se vê o escudo no gramado e a Cobra Coral enrolada. Você olha pro Arruda e vê o Santa Cruz.

    Não dá pra comparar.

    Isso não faz do Corinthians um time menos importante nem da sua torcida menos apaixonada e menos especial, de jeito nenhum.

    Só não dá pra comparar.

    Os corinthianos ainda não podem pintar um estádio inteiro, com suas cores. É um monumento ao time. É olhar a cidade de cima e ver um um ponto lá pintado de três cores. Trinta mil metros quadrados de Santa Cruz.

    Não dá pra comparar.

  • 85. Carlos  |  11/03/2010 às 11:43

    Onde tá passadno esse filme argentino?

    Vi esse plano sequencia…PQP…MUITO BOM…

  • 86. don Giovanni  |  11/03/2010 às 12:45

    Os unicos amores que existem são o amor de Mãe e o amor de Clube. O resto é mera conveniencia!

  • 87. arbo  |  11/03/2010 às 13:20

    bela citação, Rita. Camus é o meu preferido, entre os poucos q li.

  • 88. dante  |  11/03/2010 às 13:33

    carlos, vi ontem à noite no moinhos.

    mas de FUTEBOL mesmo, só tem isso no filme.

    e, claro, uma parte muito especial que OS FAZ ir até o estádio e tem tudo a ver com o que o DON GIOVANNI colocou aí no #86.

  • 89. Junior  |  11/03/2010 às 14:48

    Carlos, eu assisti sábado no Bourbão (Perondi, Emilio) Country, provavelmente ainda deve estar em cartaz. Vale a pena assistir, o filme é ótimo.

  • 90. arbo  |  11/03/2010 às 16:28

    eu vi no guion q tá com umas poltronaças (SOFÁS na real) novas q tão gosto.

  • 91. arbo  |  11/03/2010 às 16:28

    guion center, cidade baixa

  • 92. Rudi  |  11/03/2010 às 16:30

    guion = nova olaria? não, obrigado

  • 93. dante  |  11/03/2010 às 16:32

    hm, o rudi não pode ir em algum lugar MEIO ESTRANHO que tem COMICHÕES.

    dlfsksdlfjksldfjklsdjf

    [rlx mgx to zoano rsrsrs]

  • 94. Rudi  |  11/03/2010 às 16:34

    dante, vai pro inferno

  • 95. vicente v.  |  11/03/2010 às 16:39

    é, me enganei, é no estádio do huracán mesmo.
    pra quem não viu:

    mas é um ‘falso’ plano sequência, não tem como chegar de helicóptero, pular pra grua e descer com a steady cam. aliás, tem no youtube a versão sem efeitos especiais.

  • 96. vicente v.  |  11/03/2010 às 16:39

    xiii, não incorporou o treco.

  • 97. vicente v.  |  11/03/2010 às 16:43

    aliás, pra quem gostou desse, recomendo o filme ‘arca russa’, que é INTEIRO em plano sequência. 90 minutos! o making of é melhor ainda, que aparece os caras errando lá pelos 50 minutos e tendo que começar tudo de novo.

  • 98. Rudi  |  11/03/2010 às 16:47

    em compensação ORANGOTANGOS do Spolidoro, que também é plano sequencia é uma BELA BOSTA

  • 99. arbo  |  11/03/2010 às 16:58

    Acho ótimo o ambiente do olaria [como o da cidade baixa em geral, fora a sujeira], q já foi chamado de boiolaria, mas hj não tá mais naquele monopólio não, rudi (brasília né?).

    e não achei o filme bom por causa daquela cena apenas, mas como um todo.

    aliás, na esteira de “filmes argentinos”, indico fortemente NUEVE REINAS, q estadunidenses tentaram imitar mas fracassaram.

  • 100. Junior  |  11/03/2010 às 17:03

    Eu gostei do filme do Spolidoro.

  • 101. dante  |  11/03/2010 às 17:04

    “nove rainhas” é sensacional, mesmo.

    também achei o filme TODO bom. a história é genial.

    ***

    vicente, daí o link do plano sem os efeitos.

  • 102. Rudi  |  11/03/2010 às 17:05

    é arbo… brasilia… e vim pra cá só pra ganhar dinheiro… hehehe
    faz 6 anos que eu sai de porto alegre, com passagens esporádicas, realmente não sei como é hoje, apenas não quis perder a piada… mal ae se feri tua relação íntima com o lugar (desculpe, não resisti de novo)

  • 103. arbo  |  11/03/2010 às 17:27

    “nove rainhas” mesmo, dante. não sei pq falei em espanhol. aliás, sei: procuro desde a eternidade esse filme em DVD aqui em porto alegre. vi em vhs e só encontro em vhs.

  • 104. arbo  |  11/03/2010 às 17:29

    eu não vi ainda AINDA orangotangos. quero ver, apesar dos conselhos. acho massa ver poa na tela.

  • 105. vicente v.  |  11/03/2010 às 17:52

    na verdade, é bem sem graça. só mostra que não tinha ninguém no estádio e aparece as bases pra colocar A MAGIA.

    e eu gostei do filme todo também, bem melhor que aquela porcaria de hurt locker (guerra ao terror é o pior título de todos os tempos). mas achei o fita branca mais ENCORPADO, até apostei no bolão. acho que essa cena pesou bastante na decisão.

  • 106. arbo  |  11/03/2010 às 18:17

    quero ver a fita branca.
    mas já fico feliz ouvindo “porcaria de hurt locker”. inacreditável um filme assim ser tão premiado. diz mto mais sobre os próprios prêmios. não achei uma MERDA. mas, tipo, não lembrarei.

  • 107. vicente v.  |  11/03/2010 às 18:30

    arbo, se você for partidário dessas coisas, te mando o torrent de nove rainhas. só deixa o email aí.

  • 108. izabel  |  11/03/2010 às 19:40

    vicente, eu sou partidária dessas coisas! me mande o torrent, please. esse filme é muito massa.
    izamarcilio arroba gmail

    o segredo de seus olhos não fui ver ainda, irei em breve.
    (ah, e se tiver, o da arca russa também =] )

  • 109. arbo  |  12/03/2010 às 18:10

    vicente, não sou partidário pq não conheço A IDEOLOGIA. to pra ME FILIAR há tempos. manda aí e eu vejo se eu consigo (conheço torrent só de nome) me virar (ui).
    arbomenna arroba gmeio

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Subscribe to the comments via RSS Feed


Especial – Libertadores 2011

A bola da ImpedCopa

Toco e me voy

Feeds

web tracker

%d blogueiros gostam disto: