O fim dos supertécnicos

15/12/2009 at 19:37 72 comentários

Andrade, Jorge Fossati, Ricardo Gomes, Muricy Ramalho; Silas, Dorival Júnior, Cuca, Vágner Mancini, Mano Menezes, Vanderlei Luxemburgo, Estevam Soares e Adílson Batista. Esses são os treinadores dos 12 grandes clubes brasileiros. Três nomes de grife ali estão, Muricy, Luxa e Mano; dos demais, podemos considerar com boa vontade o Cuca, que está sempre em times de massa, e o Adílson, que conseguiu construir uma longa e gloriosa história no Cruzeiro. Os outros são desconhecidos, emergentes, apostas, etc. Onde estão os supertécnicos?

Vocês lembram dos supertécnicos? Termo inventado por um programa apresentado pelo Milton Neves, nos anos 90. Consta que pagava uns 3 mil reais por participação de cada um dos maiores técnicos do futebol brasileiro. Foi uma das melhores coisas que o rei do merchandising fez na televisão, pois havia bastante tempo e espaço para discutir ideias de futebol; foi também o marco de uma nova época do futebol brasileiro. Pois se no início daquela década ainda havia espaço para eternos interinos, como Carlinhos (Flamengo) e Cabralzinho (Santos), tínhamos campeonatos sendo decididos por Fito Neves, Sérgio Cosme, Jair Pereira e outros menos preocupados com imagem, entrevistas, ternos, afins. Ganhando bem menos que os atletas, funcionários do clube.

Isso mudou a partir daquela época. A Seleção saiu do pragmatismo de Parreira e do ufanismo de Zagallo para chegar às mãos de Vanderlei Luxemburgo, um manager, um empresário, de ternos e mocassins, que ganhava aplausos de jornalistas fãs nas entrevistas coletivas. Luxa ainda é uma figura peculiar; menos peculiar passou a ser o seu entorno. Desde a sua ascensão, também os demais treinadores passaram a exigir salários com mais de cinco zeros antes da vírgula, com comissões técnicas lotadas de gente, além das nutricionistas, dos cinegrafistas e dos empresários de jogadores que levavam consigo pacotões do Iraty e da Gestifute.

Nos últimos anos, vimos desfilar nos gramados de Pindorama times mandados pelos mesmos. Sempre os mesmos. Um treinador conquistava um título nacional e era erguido ao panteão dos grandes mestres. Assim ficaram Luxa, Leão, Tite, Geninho, Osvaldo de Oliveira, Parreira, Autuori, etc. Até menos cotados como Abel (até 2006) Celso Roth e Vadão se repetiam no comando de grandes equipes. Todos com suas grandes exigências e importâncias. Alguns comentaristas se tornaram especialistas em jamais criticar técnicos. O Brasil era campeão do mundo e um grande jornal gaúcho estampava na sua capa a legenda: “Obrigado, Felipão”. Foi campeão do mundo sozinho, claro.

Quando a dupla grenal procura em Jorge Fossati e Silas os treinadores da temporada, está fazendo mais do que rompendo com a mesmice. Está apostando em um projeto de clube, mais do que um projeto de time. Está dizendo com todas as letras que o chefe do vestiário tem que fazer parte de um contexto, não construi-lo. Quando contratou Autuori, a tentativa do Grêmio era válida: construir um projeto coerente de futebol que tivesse ele como eixo principal. Só que o eixo principal é um profissional que aguarda a melhor proposta, enquanto o clube fica. Aí, a proposta chegou: e daí? Ficou o Grêmio sem norte, sem Libertadores e obrigado a recomeçar. Imaginem se o time de 2010 fosse montado com a cara dele!

No Uruguai, as impressões sobre Fossati são engraçadas. Os comentários sobre sua contratação pelo Inter variam entre “aproveitam enquanto não descobrem que tu só ganhou pela altitude” e “100 mil dólares pelo flaco? Esses brasileiros rasgam dinheiro!”. Ainda assim, está lá a informação: ganharia 4 vezes menos que Muricy Ramalho. Eles ainda se impressionam com a importância que damos aos comandantes; aqui, saudável é ver que essa importância diminui.

Não por acaso, Andrade é o melhor do campeonato e Luxemburgo não leva taça importante desde 2004.

Até a vitória,
Luís Felipe dos Santos

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72 Comentários Add your own

  • 1. Sanchotene  |  15/12/2009 às 19:50

    Em resumo: o Atlético Mineiro navega na contra-mão…

  • 2. Ernesto  |  15/12/2009 às 19:55

    Felipão não ganhou sozinho, mas algumas idéias de time, naquela copa, foram dele.

    Ronaldinho gaúcho, por exemplo, nunca foi criticado por felipão acerca de seu abdomen, que por sinal, à época, não era protubetrante, como há pouco tempo atrás

  • 3. Sanchotene  |  15/12/2009 às 20:09

    Quando Felipão assumiu a Seleção, ela estava uma zorra. Ele não ganhou sozinho, lógico, mas foi quem criou as condições para que o sucesso fosse possível.

  • 4. Léo  |  15/12/2009 às 20:35

    Absurdo esses salários, pqp.
    Muricy ganhar 400 mil é brincadeira.

  • 5. Flávio  |  15/12/2009 às 20:41

    Mais absurdo ainda era o Dorival Júnior ganhando 280 mil no Vasco.

  • 6. Léo  |  15/12/2009 às 20:59

    Ganhar mais q 10 mil pra treinar um time de futebol nao entra na minha cabeça… ainda mais pra escalar o basico e fazer alteraçoes obvias, tipo ta ganhando coloca mais um volante
    e no treinamento bota neguinho pra treinar finalizaçao e fazer treino fisico… posicionamento de bola parada… e pronto. 100mil, 200mil, 400mil reais…

  • 7. Guilherme  |  15/12/2009 às 21:48

    O Grêmio não tá em projeto nenhum. Primeiro chamou o Autuori, depois foi atrás do Adilson, e daí ficou com Silas. Um NADA A VER com o outro.

    Esse Silas me parece mais pra louco fanático religioso do que técnico de futebol. E o time dele jogava no 361.

    E o Fossati, depois que se dar conta que o Beira Rio tá no nível do mar, vai dar o pé também.

  • 8. Paul  |  15/12/2009 às 22:02

    Vou dar um pitaco bastante desinformado, mas lá vai: trazer um cara que ganhou a sulamericana e não classificou o seu time prá libertadores do ano seguinte é a mesma coisa que alguém contratar o TITE caso o Inter o tivesse dispensado no final do ano passado e achar que está fazendo um bom negócio.

  • 9. borba  |  15/12/2009 às 22:23

    Meu Vitória vai indo nesta linha, efetivou o ex-interino Ricardo Silva, que sempre deu conta do recado quando preciso. Veremos.

    Creio que a tendência é que os técnicos se igualem cada vez mais no nível tático; estudiosos todos já são. Vai se diferenciar quem tiver mais tato com o grupo, como vem Adílson desde sempre no Cruzeiro, Cuca nesse fim de ano e Andrade no Flamengo; e aí o salário faz diferença: quanto mais o técnico ganha, mas ele se acha o supremo dono da verdade. Logicamente, ele vai se foder.

  • 10. Frank  |  15/12/2009 às 22:28

    PAUL WINS!!

    huaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa…

  • 11. col  |  15/12/2009 às 23:23

    Como o LF adora o Andrade!

  • 12. joilson  |  15/12/2009 às 23:36

    muito bem observado.
    quanto ao galo com o luxa, o presidente sabe disso. mas é exatamente porque o presidente kalil tem o clube nas mãos (incluindo qualquer técnico ou banqueiro), com o apoio da torcida, que ele decidiu bancar esta.

  • 13. Raphael Zarko  |  15/12/2009 às 23:37

    Luís Felipe, perfeito! Só que, talvez o Godinho possa opinar também, o Andrade está passando um pouco dos limites. Quer 200 mil, sei lá. Logo ele, que fazia do Flamengo ser menos odiado por mim. Acho que ele está dando uma dorivalzada. E, pelo andar da carruagem, também não fica.
    “Supertécnico” foi uma lembraça perspicaz. Era legal mermo!
    Abs

  • 14. rafael botafoguense  |  15/12/2009 às 23:50

    hahaha o andrade me fazia ter mais ódio do flamengo,como pode esse maluco torcer pro botafogo na infância,ir lá e fazer aquele gol em 81,no jogo da vingança,e o pior é que ele é daqui de jf e ainda é amigo do meu professor de matemática que me deixou em dependência ano passado,aaaaaahhhh maldito!!!!!!

  • 15. Battaglin  |  16/12/2009 às 00:24

    “Quando a dupla grenal procura em Jorge Fossati e Silas os treinadores da temporada, está fazendo mais do que rompendo com a mesmice.”

    O Silas eu não acho fugir, não.
    Frase de efeito: Técnico-promissor-que-tirou-leite-de-pedra-em-time-pequeno-e-que-vem-pra-time-grande-ganhando-muito, doença infantil do Treinadorismo.
    Acho o Silas uma incógnita tão grande quanto o Rospide, só que certamente mais caro.

    Fossati é bem mais ou menos também. Nada contra o Fossati, mas o Osmar Loss assumiria por ainda menos e teria os mesmos resultados.

    Aliás, por que no Brasil somos tão corajosos para lançar guri de 17 anos em Libertadores e Brasileiro e tão cagões para lançar treinadores da base?
    Por que há Julinho Camargo, Lisca, Osmar Loss, Rospide se eles nunca assumem? Leandro Machado (Mano também) era da base do Internacional. Duvido que fizesse um trabalho pior que o Gallo.

    =====

    A ZH deveria ter feito uma capa “Obrigado, árbitros dos jogos contra a Turquia, Bélgica e Oliver Kahn!”

  • 16. Battaglin  |  16/12/2009 às 00:25

    Errei o verbo. Era romper, e não fugir da mesmice…

  • 17. Ernesto  |  16/12/2009 às 00:44

    Libertad 1 x 1 Ldu, Assunción, não há altitude,

    Lanús 1 x 1 Ldu, Buenos Aires.

    Velez x Ldu, em Buenos Aires, 1 a 1.

    Ou seja, de cinco jogos fora de casa, a LDU perdeu dois, empatou três.

    Sendo que para o Fluminense, ficou com um jogador a menos logo aos dez minutos de jogo.

    Não foi pela altitude que o time equatoriano foi campeão.

    Fossati, brilha muito.

  • 18. Sanchotene  |  16/12/2009 às 05:47

    Re 8

    A Liga foi a equipe com melhor campanha no Geral do campeonato equatoriano; ficou fora da final porque superada na última fase e de fora da Libertadores porque perdeu a decisão para o Emelec.

  • 19. Sanchotene  |  16/12/2009 às 05:51

    Re 7

    O Grêmio, depois da demissão de Roth, tinha um projeto centrado no Autuori. Claro que SEM ELE, as coisas ficaram sem rumo (não precisa muito lá na Azenha para isso, aliás). Eu brinquei lá no 2, mas o Grêmio também aposta forte no treinador.

  • 20. Sanchotene  |  16/12/2009 às 05:59

    Re 15

    Contra a Turquia, na 1ª fase, não faria a menor diferença. E o Brasil SOBROU contra a Alemanha na final. Só restou a Bélgica, aí.

  • 21. Ismael  |  16/12/2009 às 07:56

    #15

    Me lembro de ter visto, na manchete do caderno de esportes, um agradecimento ao juiz de Bra x Tur, inclusive com o nome do SAFADO!

  • 22. Guilherme  |  16/12/2009 às 08:37

    .19

    O projeto do Autuori já era falhado porque treinar o Grêmio nunca foi pra esse tipo de treinador.

    Mas tudo bem. Poderia funcionar.

    Depois, vendo qual tipo de treinador precisavam, foram atrás do Adílson. Que seria o perfil exato.

    Não conseguiram, aí foram pro SILAS que não tem nada a ver com nada.

    A única explicação pra terem escolhido o Silas, ao invés do Rospide só poder ser o vestiário. O vestiário do Grêmio tem muita cobra criada e acharam que o Silas, por ter sido boleiro, vai controlar o pessoal melhor que o Rospide.

    O que até faz algum sentido. Mas se a direção do Grêmio não fossem eles mesmos uns BANANAS, não teria esse problema!

    Pior direção da história do Grêmio. Te contar.

  • 23. Alberto Poletti  |  16/12/2009 às 08:47

    Com Mário Sérgio desde o início Inter era campeão, ou então com o Celso Roth, que é gênio.

    Agora num adianta chorar.

  • 24. fino  |  16/12/2009 às 08:53

    mancini querido

    http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI4160166-EI1979,00-Indicado+por+Mancini+Herrera+vira+prioridade+do+Vasco.html

  • 25. Lourenço  |  16/12/2009 às 08:54

    Eu não sei de onde que tiraram que o Adilson é o perfil exato. Em um clube em que historicamente se privilegia marcação, defesa forte, pegar um técnico que em 2 anos nunca arrumou a zaga do Cruzeiro. É um bom técnico e poderia dar certo, mas não sei por que esse consenso de que seria a solução ideal.

  • 26. Manuel Barbeiro  |  16/12/2009 às 09:12

    Algumas considerações.

    1. Não concordo com a tese do Mario Sergio de que “treinador não ganha jogo, no máximo perde”, mas também não acho que o treinador tenha toda essa importância que se deu em outros carnavais. Ele tem sua importância sim, ao escalar o time e prepará-lo. Mas nada faz sem bons atletas, razão pela qual não se justifica todo esse oba-oba ao seu redor.

    2. Acho que o Fossati vai dar certo no Inter e o Silas vai sofrer no Grêmio. O Fossati tem mais bagagem. O Silas ainda vai pagar pela inexperiência e por ter de lidar com um time de massa. Basta lembrar do início da campanha dele no Avaí no Brasileiro – se fosse no Grêmio, ele teria sido demitido na 10ª rodada.

    3. O Felipão foi muito bem em 2002, quando apostou nos jogadores certos para aquela competição, deixou o orgulho no vestiário e armou aquele ferrolhozinho com Roque Jr., Lúcio e Edmilson pra deixar os 3 Rs e os laterais correrem livres (para arrepios dos entendidos Calazans e Juca Kfouri, na época, e para a doce vingança de Lazaroni – sim, o Brasil ganhou uma copa com 3 zagueiros!).

  • 27. Guilherme  |  16/12/2009 às 09:13

    .24

    jsdhiausgdiuaohsdoashdoahf

    .25

    Eu achei que ele foi bem no Cruzeiro. Perdeu pro Estudiantes que era melhor mesmo, e no Brasileiro perdeu o Kléber. Quando veio o Gilberto engrenou e foi pra Libertadores.

  • 28. Guilherme  |  16/12/2009 às 09:15

    .26

    Se engana MUITO quem acha que a seleção de 2002 jogou no 3-5-2 do Lazzaroni.

    Lê o livro do Felipão que ele explica bem. Ou re-assiste os jogos heh. Tem muitas variações no time, mas em quase todas o Edmilson joga de volante, na FRENTE da zaga.

  • 29. Luís Felipe  |  16/12/2009 às 09:19

    na real, todo esquema (bom) é dinâmico.

    dá para considerar que o Parreira em 1994 jogava com variação de 3-5-2, pq o Mauro Silva voltava para compor a zaga várias vezes. O eixo, entretanto, era um 4-4-2.

  • 30. Sanchotene  |  16/12/2009 às 09:24

    Re 28

    Seja 1-2 ou 2-1, continua sendo 3 atrás. O que define um 3-5-2 não é a posição do central, mas se há alas ou laterais.

    Basicamente, o time de 2002 se defendia com 5 (os zagueiros e os meias) e atacava com 5 (os alas e os atacantes). As variaçoes giravam em torno disso.

  • 31. Guilherme  |  16/12/2009 às 09:43

    .29

    Tem razão. E a minha teoria é de que o Roth sempre inevitavelmente perde por causa disso. Ele arruma o time dele estático.

    30.

    A posição do central é JUSTAMENTE o que define o esquema. Não interessa em qual posição o Edmilson nasceu jogando. O que interessa é a função que ele faz em campo. Se ele tá na frente da zaga, junto com o Gilberto Silva, ele tá no meio campo.

  • 32. Diretora  |  16/12/2009 às 09:49

    CAMPEONATO DENTE-DE-LEITE COLEGIO JUIZ DE FORA

    Artilheiros:

    1) Professor de Matemática – 10 – 7 + 2 gols
    2) Juquinha – 4 gols
    3) Aecinho Jr – 2 gols e uma cafungada
    4) Rafaelzinho – 1 gol

  • 33. Guilherme  |  16/12/2009 às 10:08

    Na real não lembro se o Mauro Galvão fazia o que o Edmilson fazia em 2002, no time de 90? Acho até que sim…

  • 34. Alexandre N.  |  16/12/2009 às 10:18

    #25

    Lourenço, como é que o Adilson pode resolver aquela zaga? Afinal de contas, os Perrelas são todos umas bestas! Digo isso por que eles sempre fazem questão de gastar os tubos contratando ótimos jogadores pra meio e ataque (afinal de contas, a melhor defesa é o ataque!). Daí, jogar a culpa da falta de bons jogadores de defesa no técnico realmente complica.

    #1

    Sancho, acho que o “Fator Luxemburgo” é algo muito complexo pra ser analisado só por esse ângulo. Ele é um técnico muito caro? Sim, porém, ele trás uma bagagem junto que, se você usar as boas idéias (e conseguir administrar a conta depois da saída dele), consegue organizar e fazer progredir o futebol de qualquer clube (no sentido organizacional).

    Só que o que mata este tipo de situação é a cabeça amadora da maioria dos dirigentes (e a vontade alucinada que eles têm de enriquecer com o futebol).

  • 35. YODA  |  16/12/2009 às 10:36

    Guilherme #22 – parece comentarista de rádio. Controle de vestiário não é treinador, mas sim evitar contratar jogador que faz BICHISSE no vestiário.

  • 36. Guilherme  |  16/12/2009 às 11:01

    .35

    Boleiro é que nem peão de obra. Se tiver rédea frouxa eles montam em cima e aí não time (ou obra) que ande.

    Vide o Inter desse ano com o Tite. E a diferença que fez o Mário Sérgio nesse sentido.

  • 37. Sanchotene  |  16/12/2009 às 11:34

    Re 31

    Interessa o que ele faz durante todo o jogo, não uma vez. Se não Cafu e R. Carlos eram pontas porque chegavam ao fundo! O fato do Edmílson ter liberdade de juntar-se ao meio quando necessário, não fazia dele meio-campista. É o mesmo que dizer que como G. Silva recua, o Brasil joga hoje com 3 zagueiros.

    Sobre o Celso, é melhor prestar atenção em vez de olhar futebol com idéias prontas. Antes de ser demitido do Grêmio, o time dele de 2009 tinha diversas variações dependendo da postura do adversário. Um exemplo. No Olímpico, o treinador da UChile deslocou um dos meias para o ataque. O time passou a ter 3 atacantes, com o objetivo desses ficarem de mano com os 3 zagueiros, eliminando a sobra. O Rafael Marques foi para a lateral esquerda, o Adílson foi para a lateral direita e passamos a jogar com 4 atrás. O jogo foi praticamente “ataque-contra-defesa”, eles quase nunca ameaçaram o Victor, e o 0-0 foi absurdamente falso.

  • 38. Guilherme  |  16/12/2009 às 11:49

    Certo.

    Mas olha só a diferença. No time de 2002 a gente nem consegue dizer direito se o Edmilsion é zagueiro ou volante, porque ele varia conforme o jogo desenvolve. Da mesma forma os laterais vão mais e ficam mais. São variações naturais num sistema dinâmico. O Felipão e os jogadores mesmo vão se adptando ao adversário.

    No caso do Roth, ele mudou toda a estrutura do time no desespero. E duvido que ele tivesse treinado aquela variação, até pq nunca mais usou. E isso é outra coisa. Basicamente o que acontecia é que se um atacante do outro time começasse a jogar recuado contra o Grêmio, o time não tinha flexibilidade suficiente pra marcar isso. E nem o Roth tinha visão suficiente pra fazer o time se adaptar à novas situações. Mantinha os 3 zagueirões lá trás sem fazer nada.

  • 39. Guilherme  |  16/12/2009 às 11:53

    Tirar zagueiro, enfiar atacante não é variação tática. É desespero.

  • 40. Sanchotene  |  16/12/2009 às 11:55

    A chegada do Túlio mudou a maneira do time jogar. E, se não foi treinado, palmas aos jogadores pela brilhante iniciativa!

  • 41. Sanchotene  |  16/12/2009 às 11:55

    re 39

    ?!

  • 42. Luís Felipe  |  16/12/2009 às 11:56

    peraí, não foi o Roth que inventou o Réver de volante uma vez?

  • 43. Guilherme  |  16/12/2009 às 12:05

    Minha teoria é que o Roth acerta a defesa do time de um jeito, e proíbe qualquer jogador de sair da posição.

    O que é bom por um lado, mas daí se o técnico do outro time começa a ganhar no meio de campo, tem que se ligar e mudar.

    A solução do Roth pra esse caso, por tanto medo que ele tinha de mudar a defesa e perder, era tirar um cara do ataque e enfiar no meio.

    Não solucionava a parte defensiva e ainda comprometia o ataque.

  • 44. Manuel Barbeiro  |  16/12/2009 às 12:14

    Em 2002, por mais que o Felipão diga o contrário, ele armou um clássico ferrolho – um triângulo de zagueiros. Não importa se o central joga à frente, como um falso “volante”, dando o primeiro combate, ou atrás da zaga, na sobra. É um ferrolho típico, muito comum no futebol italiano dos anos 80/início dos anos 90 (Franco Baresi se consagrou graças a este esquema) e no futebol alemão até o final dos anos 90. A posição do central se altera conforme a necessidade do jogo – se o time está pressionando o adversário, o central vai para a frente da zaga para anteparar os contragolpes, se está no sufoco, o central fica na sobra.

    O SPFC também usou o mesmo sistema na Libertadores 2005, com uma variação – a função de central era alternada entre Fabão e Lugano. Contra times “Muricyanos”, como o River, o Autuori trocou o Fabão de posição com o Lugano e o adiantou para dar o primeiro combate, principalmente porque o River usava muito o sistema de lançamento bumba-meu-boi pra frente. O Fabão não deixou uma bola passar e tornou o trabalho do Lugano e do Alex Bruno (!) lá atrás muito mais tranquilo. Já nas finais contra o Atlético Paranaense, o Lugano ficou na sobra, pois era sabido que o jogo do Atlético chegava pelo meio com qualidade (Evandro e Fernandinho) e tinha um centroavante que saía muito da área para abrir espaço (Aloisio).

  • 45. rafael botafoguense  |  16/12/2009 às 12:16

    botafogo vai trazer o renato cajá e tá querendo o herrera ai do grêmio.são bons num são?

  • 46. Logan  |  16/12/2009 às 12:20

    Nada rapaz, bota Viáfara no meio de campo que resolve o problema! (ns)

    Mas o Vitória se livrou de uma praga chamada Mancini, que duvido que ganhasse menos de 200 paus por mês e efetivou o Ricardo silva, que deve ganhar no maximo uns 40.
    Aliás um “acessor” do mancini tinha 7 ou 8 jogadores da base do Vitória, esse é um Luxemburgo daqui a uns anos, ou meses.

  • 47. Manuel Barbeiro  |  16/12/2009 às 12:26

    Logan, infelizmente, não é só o Mancini não… o Mano Menezes e seu empresário Carlos Leite são donos do Morais, do Souza, do Alessandro… e tentaram comprar o Dentinho, e como o jogador não aceitou, foi parar no banco…

    E esse mesmo Carlos Leite, que também é empresário do Dorival Júnior, financiou a compra de metade do time do Vasco campeão da série B.

    Se ele continuar ajudando o Vasco, é possível que a dupla Mancini/Leite façam grandes negócios ano que vem.

  • 48. dante  |  16/12/2009 às 12:55

    “botafogo vai trazer o renato cajá e tá querendo o herrera ai do grêmio.são bons num são?”

    não, não são.

    pobre botafogo.

    sério.

  • 49. Guilherme  |  16/12/2009 às 12:58

    .48

    Não cara! São super craques! O Botafogo tá fazendo um ótimo negócio. Tem um zagueiro muito promissor que o Bota deveria levar junto chamado William Thiego.

    Levem os três!

  • 50. Lourenço  |  16/12/2009 às 14:25

    O Herrera joga no Botafogo fácil.
    Renato Cajá veio fora de forma e nunca jogou no Grêmio. Quem tá falando mal do futebol dele o viu no Juventude, na Ponte e no Al-Ittihad, mas já faz tempo isso.

  • 51. zobaran  |  16/12/2009 às 15:06

    LFS,

    Muito bom o texto. Esse programinha do Milton Neves foi, realmente, a última – e, acredito, única – boa que ele já fez na vida. E concordo com a teoria que aquele programa levou os treinadores para outro nível. Era curioso ver o Zagallo lá, como técnico da Portuguesa. Infelizmente, aquilo ali marcou o início do fim do Zagallo, um técnico que era desprezado por não ser um Luxemburgo da vida e que se você pensar é bem mais parecido com um Andrade do que qualquer coisa.

    Sim, eu gosto do Zagallo. E…sim, ele foi usado pelo milicos, mas aí, meu amigo, já é outra história…

  • 52. Rudi  |  16/12/2009 às 15:17

    zobaran, gosto do “que fim levou” do site dele, tem algumas informações relevantes

  • 53. Carlos  |  16/12/2009 às 16:06

    Bons tempos do Enio Andrade…

    E, pra mim, o técnico mais fodão de todos os tempos: Evaristo de MAcedo…ele simplesmente CAGAVA NA CABEÇA de repórter burro nas entrevistas.

  • 54. Carlos  |  16/12/2009 às 16:09

    Herrera é craque e Renato Cajá é gênio, rafael!!!!

    Fica tranks!

    asçldksaçldkçsadkaskçdkçsakldkç

    E zagallo, pra mim, nada mais é q o Forrest Gump dos técnicos…nunca fez porra nenhuma, sempre foi medíocre mas teve sorte de pegar time pronto e geração de craques absurda.

  • 55. Rudi  |  16/12/2009 às 16:10

    Zagallo nitidamente foi muito melhor jogador do que treinador, como jogador realmente era acima da média

  • 56. zobaran  |  16/12/2009 às 16:23

    Rudi,

    Vou dar uma olha no “que fim levou”. Não suporto o sujeito, apesar de não suportar o Juca Kfouri dizendo que não suporta o sujeito. Enfim, não dá pra negar também que ele nos trouxe a Renata Love Fan.

    Sobre o Zagallo, eu acho que o cara é sensacional. Foi mais jogador do que treinador, mas foi acima de tudo um cara que viveu (e vive) o futebol intensamente. Além disso, o cara tem umas invenções absolutamente MONSTRAS do tipo “Eu Num Sei Que Lá tem 13 letras”, “Vocês vão ter que me engolir” e “Zé Carlos é lateral-direito de seleção”…

  • 57. Rudi  |  16/12/2009 às 16:27

    ele foi o primeiro ponta a recuar pra fazer marcação, pelo que me consta (tá, eu devo estar errado, mas ouvi isso) e tipo, fazer gol em final de copa não é pra qualquer um…
    agora, essas invenções dele eu já acho excesso de cogumelo

  • 58. Guilherme Dias  |  16/12/2009 às 16:43

    O Caja nem chega a ser ruim, mas ficou sem ritmo nenhum quando foi contratado. Com uma pre-temporada serve pelo menos como reserva, algo que vamos precisar.

  • 59. rafael botafoguense  |  16/12/2009 às 16:55

    que fim levou é irado mesmo.

    o herrera era mó bom no corinthians,esse cajá ai não sei,mas tipo no botafogo tem uns caras que jogam pacarai do nada,vejamos.

  • 60. Lourenço  |  16/12/2009 às 17:01

    Não sei se eu entendi bem o texto.
    Eu concordo em dizer que os supertécnicos estão em crise, se considerarmos como tais as chamadas velhas raposas. Realmente, Muricy, Leão, Parreira, Luxa e tal não tiveram um ano bom.

    No entanto, a supervalorização da figura do técnico continua crescendo. Adílson tirar mais de 200 por mês, Dorival Júnior só negocia por 300, até o Silas que tem 3 anos de carreira já está ganhando mais de 100. Enfim, os nomes vão mudando, mas o mercado continua inflacionado e a figura do treinador valorizadíssima.

  • 61. Manuel Barbeiro  |  16/12/2009 às 17:08

    Eu não sei quem teve a feliz lembrança do Evaristo… lembro dele no Corinthians… acabada a derrota para o Juventude por 2 a 0 no Pacaembu que custou a eliminação do time da Copa do Brasil de 1999 (que seria vencida pelo próprio Juventude, que dignem-se V.Sas. a reconhecer) e o emprego do velho Evaristo, chega um repórter no vestiário do Timão e pergunta:

    – Depois do jogo, o que você achou?

    E Evaristão responde:

    – Nada, não tô procurando nada!

  • 62. rafael botafoguense  |  16/12/2009 às 17:25

    evaristo estudou na minha ex-escola.

  • 63. Junior  |  16/12/2009 às 17:28

    A nossa geração conheceu um Zagallo ultrapassado, mas na Copa de 70 ele foi genial. Com o Saldanha, a seleção estava em crise, o Pelé chegou a ir PARA O BANCO. A imprensa dizia que Tostão e Pelé não poderiam jogar juntos, a zaga era fraca, etc. O Zagallo conseguiu acomodar 5 caras que eram “camisas 10” nos seus times na equipe titular: Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson e Rivelino. Além disso, improvisou o Piazza (um volante) na zaga, liberava o C. Alberto para apoiar e fixava o Everaldo quase como um terceiro zagueiro. Não sei se alguém já assistiu aos VT’s da seleção de 70, mas foi o time perfeito, marcava bastante e jogava um futebol bonito e OBJETIVO quando tinha a posse de bola.
    Sobre o texto do LF, foi muito curiosa a entrevista do Dorival Jr. para o Reche no Correio do último domingo. Ele disse que realmente considera inflacionado e exagerado o salário dos treinadores brasileiros, mas pede alto porque sabe que os outros treinadores pedem grandes salários, e o principal, que os dirigentes pagam esses salários astronômicos.

  • 64. Alberto Poletti  |  16/12/2009 às 17:41

    cajá não existe

    É SÓ RENATO RE-NA-TO… NÃO EXISTE “RENATO CAJÁ”

    isso aí gauchada inventou quando ele chegou no COISO daquele time verde cujo esqueci o nome…

    HERRERA FODÃO RAÇA PURA SEMPRE DISSE

  • 65. Lorenz  |  16/12/2009 às 19:31

    Rafael, acho melhor o Botafogo se apressar, o VASCO também está atrás de Herrera.

    Não consigo imaginar dois times fazendo um leilão pra disputar o HERRERA :O

  • 66. René Higuita  |  16/12/2009 às 19:34

    Onde estão os formulistas do Impedimento?

    http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1417774-9825,00.html

    Coritiba garante vaga nas quartas do Brasileiro sub-20 nos cartões amarelos

  • 67. rafael botafoguense  |  16/12/2009 às 20:08

    #65 pois é lorenz,já levaram o dodo e agora o herrera,o botafogo fica pra trás e aqueles babacas prometendo craque de seleção,na moral é revoltantte demais pqp!!!!!!!!!

  • 68. luís felipe  |  16/12/2009 às 20:52

    é verdade que os salários dos treinadores seguem inflacionados.

    mas em proporção, os salários inflacionaram menos nos últimos 3 anos que os salários dos jogadores – e também, em relação aos valores que os clubes estão recebendo de patrocínios, etc.

  • 69. Bruno  |  16/12/2009 às 22:35

    Muito lúcidos e pertinentes os comentários. Eu fiz uma crítica bem parecida a essa super-valorização dos técnicos no início do ano, quando o Celso Roth foi demitido do Grêmio. Espero ver Grêmio, Inter e Flamengo na vanguarda nesse sentido, ao apostar em técnicos “baratos”, mas nem por isso sem renome, e em uma idéia de time que esteja além deles.

  • 70. Raphael Zarko  |  17/12/2009 às 00:22

    rudi e zobaran, com todo o respeito, depois de “comprar briga” com a torcida tricolor no blog dos caras do globoesporte.com, preciso também ajudar vcs.

    quem fala q zagallo foi melhor jogador do que treinador subestima o treinador e supervaloriza o jogador. balela.
    tire todas suas opinioes formadas sobre o velho lobo. ele foi exceção nos dois. mas como jogador era peça da engrenagem, um motorzinho etc. como treinador foi o primeiro a conseguir, como o tal do junior lembrou, colocar varios craques no mesmo time. sem tirar o mérito do saldanha, claro.

    isso é muito raro no futebol. muito mesmo. felipao fez algo parecido quando colocou juninho paulista no meio campo, sacrificando o cara e mudando seu proprio estilo gaucho. depois ele colocou kleberson e entao ganharAM a copa. mas a evolução do ser foi felipao renovar seu pensamento sobre futebol.

    zagallo fez isso 5.879 anos antes.

    abs

  • 71. Marcelo  |  17/12/2009 às 01:56

    Isso sem falar no técnico da Seleção, que nem técnico de time de base ele foi. Antes tínhamos Parreira, Zagallo, Telê, Leão “Futebol Bailarino”, Felipão, Carlos Alberto Silva…
    Será que o Luxa se tonará um Rubens Minelli, que depois não ganhou mais nenhum título nacional ou internacional desde 1980, quando ganhou uma certa Copa do Golfo?
    Já imaginaram ele treinando um time do interior num futuro próximo???

  • 72. Gustavo  |  17/12/2009 às 08:38

    Quando se fala em salários para treinadores medianos na ordem de R$ 200.000, é difícil não achar que estes não foram inflacionados em grande percentual recentemente…

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