Amália, filha de campeão

01/12/2009 at 06:00 41 comentários

Por Maurício Brum

No oeste do sul do sul, cercada por Dom Pedrito, Rosário e Quaraí, levanta-se Santana do Livramento. Ali, na fronteira com o Uruguai, onde um mapa termina e outro começa, mas o pampa continua, as pessoas são hospitaleiras. Bastou um contato telefônico na véspera para que dona Amália Figueiredo abrisse as portas de casa a desconhecidos que catavam histórias. Fez isso com uma simplicidade que não se poderia suspeitar numa pessoa que tem sangue NOBRE – em suas veias, afinal, corre o mesmo sumo de um campeão gaúcho pelo Grêmio Santanense.

O neto brincava sobre o sofá da sala, perdido nas suas peças de dominó e alheio aos visitantes. A pouca idade impediu que o menino visse o Grêmio Santanense jogando: o clube está inativo desde 2002. Talvez essas impossibilidades sejam sina de família. Dona Amália viu o Grêmio, mas não o pai campeão. Nenhum filho viu. Romeu Figueiredo militou pelas campinas de Livramento na década de 30, quando ainda era solteiro. Naqueles tempos mais PUDICOS, era a senha para não se iniciar uma prole.

Do futebol do pai, dona Amália só conta o que ouviu dele e dos outros. Mas sabe que o nome de Romeu estava entre os que conquistaram o Campeonato Gaúcho de 1937. Aquele foi o ZÊNITE da longa trajetória futebolística de Livramento, iniciada mais cedo do que noutros cantos do Brasil. Isso porque ao sul do oeste do sul do sul, fazendo fronteira seca, há um Uruguai de possibilidades. Além de propor uma rota de fuga para as noites APORREADAS que na fronteira costumam ser mais longas, Rivera ainda apresentou aos santanenses o futebol, já popular em terras orientais.

O 14 de Julho de Livramento é o terceiro clube mais antigo em atividade no país. Surgiu na data que o nome estampa, uma segunda-feira de 1902. Seus fundadores, acostumados a fazer bico apenas para sorver o amargo do coração dos PORONGOS ou para roubar beijos das prendas, repudiaram a ideia de se enrolar para falar football. Propuseram um nome que funcionasse dos dois lados da DIVISA e assim disseram que praticavam o PELOTA-PATA. O absolutismo do 14 em seu quintal durou mais que a denominação bagual para o nome do esporte. Nos dezesseis primeiros anos do Campeonato Citadino, de 1906 a 1921, o Leão da Fronteira foi HEXADECACAMPEÃO.

Existindo desde 1913, o Grêmio Foot-Ball Santanense só se exaltou nove anos mais tarde. Em 1922, finalmente, os alvirrubros deram uma bordoada na mesa da bodega e transformaram o time num movimento revolucionário. Derrubaram os rubro-negros do poder e ergueram sua primeira taça. Ganhar o torneio de Livramento deixou de ser uma façanha inatingível, e a conquista da cidade permitia mirar mais longe. O título levava a eliminatórias regionais. Estas transportavam a equipe ao Gauchão. E fora de Santana, o Grêmio sempre soube dar mais LUSTRO aos resultados do que os rivais.

A primavera do Grêmio Santanense veio na década de 30. As façanhas brotaram como margaridas, FERTILIZADAS pelo momento histórico. Em 1937, os alicerces do futebol gaúcho descobriram que eram feitos de MANTEIGA, e derreteram sobre a quente FRIGIDEIRA do profissionalismo. Os principais times de Porto Alegre (Força e Luz, Cruzeiro, São José e uma Duplinha aí) formaram uma liga metropolitana “especializada”, que pagava seus atletas, e foram banidos do Gauchão. A Federação manteve o amadorismo por mais algum tempo, sacando dos seus quadros os INSOLENTES da Capital.

Naquele mesmo ano o Grêmio iniciou sua epopeia para conquistar o troféu do Estado. Afastou o Riograndense de Santa Maria e o Novo Hamburgo nas fases iniciais, e chegou à mais longa definição da história dos Campeonatos Gaúchos: QUATRO jogos foram disputados contra o Rio-Grandense de Rio Grande para apurar o campeão. Em Rio Grande e Livramento, uma vitória de cada mandante. No desempate, em Pelotas, um 3 a 3. O segundo jogo extra, já em fevereiro de 1938, teve lugar em Bagé. O Grêmio AVACALHOU com o equilíbrio reinante até ali e meteu 4 a 0 – dois gols de Bido, um de Tom Mix e outro de ZORRO.

As finais estaduais voltaram à vida do Grêmio duas vezes, rendendo vices. Em 1939, ainda sem os grandes porto-alegrenses, o Rio-Grandense deu o troco e saiu campeão. Em 1948, o Rolo Compressor do Inter passou por cima dos santanenses. Aquela seria, também, a última participação do time de Livramento na elite do Estado por longo tempo. De 1949 até o retorno triunfante à primeira divisão em 1992, o Grêmio permaneceu num ostracismo tenebroso e só jogou um Gauchão, em 1975.

Romeu Figueiredo se distanciou do clube, e para a filha Amália essa época se tornou ainda mais nebulosa. Os invernos entre os triunfos do Gauchão regionalizado e os devaneios da década passada ela não sabia explicar. A resposta, dizia, seria encontrada percorrendo um caminho entre os postes coloridos de Livramento, chegando ao fim das alamedas. Lá haveria um sujeito daqueles que mantêm um sorriso que só os lábios dos realizados podem exibir. Alguém que, além de defender o Grêmio Santanense, desembarcara em Montevidéu para sustentar nos ombros a jaqueta aurinegra do Peñarol.

Alvim, o santanense do Peñarol

Por Iuri Müller

As respostas estão com os centroavantes – esses seres incumbidos pelos deuses de armazenar informações enormemente úteis para a compreensão do universo. Para jogar luzes no passado do Grêmio Santanense, um campeão gaúcho da fronteira que hoje dorme a sestia tradicional dos castelhanos, fomos atrás de um deles. No caso de Livramento, o centroavante ostentava um currículo internacional. Jorge Roberto Fernandes Alves, o Alvim, seria capaz de descrever episódios únicos que preencheriam as lonjuras entre Santana do Livramento e Montevideo.

Dona Amália nos descreveu o trajeto que nos levaria ao endereço de Alvim. Nada muito distante, coisa de sete, oito quarteirões e um par de desvios. Não sabia, porém, o número certeiro da residência e tampouco a localização exata da casa naquela quadra. Tratava-se de “uma casa de dois pisos. Verde. Ou rosa.” Cores, o inferno particular de um daltônico. Mas Alvim deveria ser suficientemente conhecido naquelas bandas. Partimos logo para as investidas. Na loja de antiguidades, jamais ouviram falar de um tal ex-jogador de futebol que vivia nas cercanias. A solução estava em uma fruteira cumpridora: “ele mora na casa verde antes da esquina”, disse o comerciante de maçãs.

Portões chaveados, janelas cerradas e a constatação do vazio. Mas, fechando o porta-malas de um carro na frente da edificação, erguia-se uma figura que claramente havia marcado gols em muitos destes campos sul-americanos. Muito dessa clareza, no entanto, vinha do fato do homem segurar um tênis de futsal nas mãos. Apresentou-se, então, o Alvim. Negro, razoavelmente alto e prestativo o bastante para logo realizar uma concessão: “estava indo jogar uma pelada, mas hoje posso me atrasar uns minutos. Topo a entrevista.” Alvim nos recebeu como se fôssemos emissários da BBC e buscou com sorrisos sinceros os álbuns que evocariam a sua história futebolística.

Alvim nasceu em Porto Alegre para desembarcar na fronteira com o Uruguai ainda na infância. Com dezessete anos, já trajava a jaqueta vermelha de um Grêmio, a contradição que o Santanense nunca pôde evitar. Um ano após o seu início, mais especificamente em 1967, passou a atuar no time principal do colorado de Livramento. Uma temporada bastou para que aquele centroavante de trato suave com o tento atraísse outros olhares. O jornalista uruguaio Martín Correa, de reputação intocada por toda a Banda Oriental, havia recomendado o futebol de Alvim para o maior time da América daqueles anos: o Peñarol já tricampeão da Copa Libertadores.

Rúben Catalde, dirigente do carbonero nos anos sessenta, não ousou duvidar dos escritos de Correa e contratou Alvim sem observar um só minuto do seu jogo. Em 1968, ainda flertando com a maioridade, Alvim passou a defender o amarelo e negro do Peñarol. Estreou no mítico gramado do deslumbrante Centenário contra o Central Español – quadro que devia ameaçar tanto os grandes quanto assusta nos dias de hoje. O placar Alvim não lembra, mas garante a vitória do aurinegro e o seu primeiro gol em território oriental. O cartão de visitas – que, para a imprensa uruguaia, o credenciou como o “substituto de Alberto Spencer”, o maior artilheiro da história da Libertadores – não garantiria apenas sorrisos na sua passagem pelo estrangeiro.

O Peñarol contava com cinco estrangeiros no seu plantel e apenas três poderiam entrar em campo. Nos primeiros meses, Alvim limitava-se a correr em amistosos ou em desafios do segundo quadro – muito pouco para quem atravessou a fronteira sonhando em abraçar o continente. A solução pensada foi um breve empréstimo para uma equipe do interior, a fim de manter o centroavante na ativa. Mas Alvim desencantando já estava. Regressou meses depois a Montevideo, disposto a não prosseguir como a estrela turva do Peñarol. Em outubro de 68, viajou à sua Livramento para disputar um amistoso contra a seleção local – partida pela qual a renda pagaria a sua transferência para o Uruguai. E sentiu saudades do vento fronteiriço.

A abrupta decisão de abdicar do sonho uruguaio e retornar àquela rotina não ofuscou o futebol goleador de Jorge Alvim. Os seus domingos novamente eram domingos de vitórias e de balançar dos cordões na Vila Honório Nunes, a cancha do Grêmio Santanense. Isso até 1972, ano em que os quatro clubes da cidade (Grêmio, 14 de Julho, Armour e Fluminense, que cedeu a camiseta) mesclaram as suas forças. O Fluminense, até então inexpressivo longe dos limites fronteiriços, transformou os triunfos em finais inescapáveis para as partidas como local e meteu-se na divisão principal do Gauchão de 73.

Mas Alvim conhecia na pele as conseqüências talhadas por ilusões e já não dependia apenas do esporte para sobreviver. Dividia o seu tempo entre o campeonato gaúcho e a secretaria de saúde de Livramento desde 1970. Finda a participação na elite com o selecionado local, Alvim pensou em sossegar e encerrar prematuramente a carreira. Enquanto tecia análises infinitas sobre o que já viveu e o que traria o porvenir, recebeu uma proposta desde Uruguaiana: o Ferro Carril, repleto de santanenses, queria contar com os seus gols para o Gauchão de 1976. De modo que o “sim” rendeu a tarde mais comentada de sua carreira.

Corria o campeonato de setenta e seis quando o Ferro Carril rompeu as entranhas rio-grandenses e desceu em Porto Alegre. Na tarde de vinte e três de maio, o modesto elenco uruguaianense ainda contemplava a beira do Guaíba quando o Inter de Manga, Figueroa, Carpegiani e Valdomiro adentrou o gramado. Foram os impiedosos e famosos 14-0. Alvim não disfarça e dispara um riso sonoro: “não me pergunte o que aconteceu. Não tínhamos o que fazer.” Foi a maior goleada da história do campeonato gaúcho. Do jogo, o espirituoso Alvim não guarda mágoas – só lamenta a impotência do goleiro Orlando a cada vez que os colorados empurravam o esférico para as redes. Um ano mais tarde, pendurou as botinas e virou policial civil. Hoje, se diverte em peladas amigáveis – quando não é importunado por jornalistas.

****

Este DUO de textos consiste na primeira parte de trepidante uma reportagem exclusiva. A segunda parte será publicada na próxima semana.

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41 Comentários Add your own

  • 1. guihoch  |  01/12/2009 às 07:46

    as origens

  • 2. Francisco Luz  |  01/12/2009 às 08:09

    Muito foda. Estes textos que vocês fazem retratando a história do Gauchão é algo por demais genial.

    Foda-se o Brasileirão, bom mesmo é ver esse tipo de coisa. Parabéns.

  • 3. dante  |  01/12/2009 às 08:35

    fantástico.

  • 4. Prestes  |  01/12/2009 às 09:37

    BRAVO!

  • 5. Daison Pontes  |  01/12/2009 às 09:45

    Caixa alta é sine qua non para escrever aqui?

  • 6. Flávio  |  01/12/2009 às 09:46

    O goleiro Orlando que levou 14 do Inter era um gordão. Mais pesado que o Chilavert na Copa de 2002. Mas, segundo os relatos da época, se não fosse ele a sacola teria sido muito maior. O Hoffmeister inchou o ruralito, fazendo aqui o mesmo que a CBF fez com o Nacional, e times sem as mínimas condições passaram a jogá-lo.

  • 7. Capone  |  01/12/2009 às 10:32

    Bons tempos de futebol, onde não havia ônibus com mais de 36 POLTRONAS.

  • 8. Godo  |  01/12/2009 às 10:47

    Tipo de coisa que valoriza por demais o blog.

    Ótimos relatos.

  • 9. Lucas Cavalheiro  |  01/12/2009 às 10:52

    OT:
    Uma dúvida arrebatadora recaiu sobre mim:

    Quando se criou (e por quem) esse jeito PECULIAR de se agrupar para fotos de times de futebol?

    É engraçado. Nunca vi nada diferente, sempre do mesmo jeito.

  • 10. Maurício  |  01/12/2009 às 11:09

    bah, se puxaram afu.

    tão de parabéns.

    abraço!

  • 11. Paul  |  01/12/2009 às 11:26

    Que ducaralho.

  • 12. Lol  |  01/12/2009 às 11:28

    “Quando se criou (e por quem) esse jeito PECULIAR de se agrupar para fotos de times de futebol?”

    Suponho que esse agrupamento ocorreu ao natural, afinal, de que outra forma se enquadraria na foto 11 ateltas mais integrantes de comissão técnica.

    Se todos fossem colocados lado a lado, o fotógrafo teria que ficar à uns 100 metros de distância para conseguir pegar todo mundo…..

  • 13. Schmidt  |  01/12/2009 às 11:29

    SENSACIONAL!

  • 14. Alisson  |  01/12/2009 às 11:37

    Muito bom!!!

    O cara ainda tem pinta de artilheiro.

  • 15. Schmidt  |  01/12/2009 às 11:42

    9: Enquadramento, sem dúvida.

    Mas é interessante observar a história dos agachados, olhando fotos de times. Até final dos anos 80 os heróis da primeira fila realmente se agachavam. Alguns chegavam a ficar de cócoras. Depois, parece houve alguma revolução na cabeça dos integrantes de primeiras filas. Acho que foi o Dunga que começou isso, de ficar naquela pose nem-agachado-nem-em-pé nas fotos. Típico de um cabeça-dura e teimoso. E olhando fotos dos anos 90 para cá, a maioria das primeiras filas está lá, meio-meio, parece que iam se agachar, mas resolveram só abaixar para pegar o sabonete. Estranho isso. Acho que uma boa agachada, como se fosse cagar no mato, é uma pose muito mais digna do que essa napoleão-perdeu-a-guerra.

  • 16. Luís Felipe  |  01/12/2009 às 12:10

    no início, as fotos eram de acordo com a formação dos times. Ou seja: dois zagueiros de pé atrás, 3 médios agachados no centro, 5 da frente sentados.

    depois os times começaram a se perfilar para hinos e etc e o enquadramento ficou complicado. Daí os mais à frente começaram a se agachar.

  • 17. Francisco Luz  |  01/12/2009 às 12:29

    Tem fotos do Inter de 1912 que tem gente de pé, SENTADA NA CALÇADA e sentada numa rua, nesse esquema que o LF falou no 16.

    Eu acho mais legais ainda as montagens em bolinhas, como a primeira imagem do post.

  • 18. André  |  01/12/2009 às 12:46

    O mais afudê dessas fotos são os que ficam de braços cruzados. O Figueroa, por exemplo, já amendrotava os caras só na pose.

  • 19. Matias Pinto  |  01/12/2009 às 12:47

    http://www.google.com/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-BR&geocode=&q=Santana+do+Livramento&sll=37.75,-25.616667&sspn=0.027689,0.054846&g=Livramento&ie=UTF8&hq=&hnear=Santana+do+Livramento+-+RS,+Brasil&ll=-30.885819,-55.545813&spn=0.003757,0.006856&t=h&z=17

    Link que mostra a proximidade das duas canchas mais famosas da fronteira oeste; separado por uma quadra do Uruguai encontra-se o João Martins (14 de Julho) e uma quadra acima o Honório Nunes (Grêmio Santanense).

  • 20. Fernando Cesarotti  |  01/12/2009 às 12:48

    Sem contar que, dos 50/60 para a frente, as fotos em duas fileiras respeitavam a escalação do time. Geralmente na fileira de baixo ficavam os atacantes, e quase sempre na ordem do 7 ao 11.
    Aí vieram os anos 80, os dois volantes e fodeu tudo, até começarem a fazer as fotos de elenco completo dentro do campo, mais um presente do politicamente correto.

    Quanto aos textos, irretocáveis e sensacionais.

  • 21. Guilherme  |  01/12/2009 às 12:50

    Post interessante:

    Em que campeonato está a melhor Seleção Brasileira?

    http://wp.clicrbs.com.br/planetabola/2009/12/01/em-que-campeonato-esta-a-melhor-selecao-brasileira/?topo=2,1,1

  • 22. Rudi  |  01/12/2009 às 12:58

    acho que no italiano, desses aí…

  • 23. Marcus Vinícius  |  01/12/2009 às 13:10

    Foda demais esses resgates históricos.

  • 24. Anderson Fraga  |  01/12/2009 às 13:16

    PQP!

    SENSACIONAL!

  • 25. catarina cristo  |  01/12/2009 às 14:39

    Excelente. Tenho orgulho DEMAIS desse blog.

    Segundo melhor lugar no mundo para se falar-ler-escrever sobre futebol.

    O primeiro é a mesa de bar, claro.

    AGUANTE, IMPEDIMENTO!

  • 26. JANGO MEDEIROS  |  01/12/2009 às 14:48

    PARABÉNS, QUE REPORTAGEM !!!!!!!!

  • 27. Prestes  |  01/12/2009 às 15:48

    Meu bisavô era cartola do Grêmio Santanense.

    E ele tinha um hotel lá em Livramento também, o Palace. Ainda existe, mas não é mais da família.

    Quando já era meu vô quem cuidava, nos anos 90, ele teve uma ideia brilhante. Começou a cooptar os clubes que iam jogar contra o Grêmio no Gauchão a se hospedarem lá.

    Deu certo. Só que os clubes nunca PAGAVAM, hudfhudfuhdfuhdfuhduhdsfuu

  • 28. col  |  01/12/2009 às 18:10

    sem comentarios

  • 29. Francisco Luz  |  01/12/2009 às 19:45

    Grêmio Santanense é vermelho e branco
    Internazionale de Milão é azul e preta

    A junção disso, todos sabem, deu no IVOTI, que usa o símbolo do Inter azul.

    NS, eu sei, mas é algo que eu SEMPRE guardei para mim.

  • 30. FERN  |  01/12/2009 às 21:45

    istotudo me lembra LIGA PAMPA… huhuashuashauhsuahsuahsuahs

  • 31. Iuri  |  01/12/2009 às 22:53

    Sinceros agradecimentos aos elogios.

    Para quem interessar: a reportagem surgiu de um programa de rádio aqui de Santa Maria, mais precisamente da Rádio Universidade. Vínhamos contando a história de clubes do interior gaúcho que há muito não apareciam nos certames importantes ou até de gigantes caídos, como o Gaúcho de Passo Fundo – mas tudo por telefone, com entrevistas gravadas e tudo mais.

    Mas quando surgiu o nome do Grêmio Santanense, nos tocamos para a fronteira. Rendeu a tradicional matéria para o rádio e o texto do Impedimento, que continua na semana que vem.

    Abraços!

  • 32. Cadu  |  01/12/2009 às 23:10

    Um absurdo como esses caras escrevem bem.
    Parabéns.

  • 33. Diogo  |  02/12/2009 às 01:48

    Bah, bem que isso poderia virar uma série. Com times dos mais recantos [cafundós] do Brasil.

    Show de bola gurizada.

  • 34. Diogo  |  02/12/2009 às 01:52

    “Além de propor uma rota de fuga para as noites APORREADAS que na fronteira costumam ser mais longas, Rivera ainda apresentou aos santanenses o futebol, já popular em terras orientais.”

    Taí uma coisa que eu gostaria de saber: porque chamam os lados do Uruguai de oriental? Claro, a versão não oficial.

  • 35. Francisco Luz  |  02/12/2009 às 07:28

    Fica do lado oriental do Rio da Prata.

  • 36. Diogo  |  02/12/2009 às 13:42

    35.

    Huhaksjdhlakj. Isso eu sabia, mas também fica ao NORTE do Rio da Prata.

    [Show do milhão]

  • 37. Francisco Luz  |  02/12/2009 às 16:21

    Eu entendi “a versão oficial”. Me boicotaram naquele NÃO maroto ali.

    Sei lá, também acho frescura por ser no norte, mas em Montevideu, com relação a Buenos Aires, é mais leste do que tudo, mesmo. No final, deve ser alguma frescura de ASTROLOGIA ou TARÔ.

  • 38. Marco Antonio Damian  |  05/03/2010 às 22:26

    Textos enxutos e bem elaborados contam a história do futebol gaúcho. Espetacular. Seria interessante colocar a legenda das belíssimas fotos dos times posados.

  • 39. Lisandra  |  24/03/2010 às 22:36

    Escrevo pra parabenizar este blog e estes caras ( brilhantes) que resgataram parte da história do clube. E aproveito pra perguntar: Como foi que chegaram ao nome do meu avô e da minha tia?

    Lisandra Figueiredo ( neta de campeão)

  • 40. ayrton luiz balsemão  |  18/05/2010 às 14:23

    Sobre os agachados, acho o fim da picada aquela posição que o Napoleão-perdeu-a-guerra. Não sei se foi o Dunga que começou essa barbaridade, mas… que é uma posição muito esquisita, lá isso é! Antigamente era muito mais bonito e decente. Sobre Livramento, é a terra dos meus antepassados, os Balsemão. Tenho muita vontade de conhecer a cidade. Só na leitura desse blog já senti o clima da cultura desse lugar. Parabéns!

  • 41. Gonza  |  29/03/2011 às 02:32

    Volta Gremio Santanense! O/

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