Futebol nos escaninhos da Feira

18/11/2009 at 10:20 51 comentários

Com o fim da Feira do Livro de Porto Alegre, no último domingo, jorraram críticas ao formato do evento nas páginas dos jornais. O fator que desencadeou tal revolta, comparável em intensidade apenas às investidas atuais de Lúcio pela banda esquerda do Grêmio, foi um só: a queda na venda de livros, algo entre quinze e vinte por cento, em relação ao ano passado. É certo – e simples, e evidente – que a essência da Feira é, realmente, vender livros. Mas repensar todo um modelo a partir de um insucesso financeiro – que pode ser passageiro, ainda – ilude a inteligência alheia.

Para começar, para alguns a área da Feira do Livro é enorme, descentraliza e dificulta a interação, desconcentra o comprador. Ainda há os que a consideram insuficiente, e que se deve expandir o território livreiro ano a ano, mesmo que isso signifique a exposição de bancas nas cercanias do LAMI. As sessões de autógrafos também seriam de número exagerado, assim como a variedade de atrações seria suficientemente grande a ponto de confundir o coração do cliente. Agora, questiono: se um acréscimo de, sei lá, míseros sete por cento ocorresse, todos os problemas citados emergiriam como agora?

Como na atual edição a lista dos títulos mais vendidos permaneceu oculta, não se pode saber, por exemplo, se o público freqüentador deixou de comprar obras como “A Cabana” e “Como Sobreviver ao Caos de 2012” (sim, existe) para privilegiar livros com maior decência no branco das suas páginas – desta forma, a queda na comercialização não seria exatamente um problema, ao menos se nos fixássemos na questão educativa da COISA. Terminando com o devaneio, por fim. Se a idéia é mesmo pinçar os aspectos negativos da Feira (que certamente existem), por que não realizar um estudo sério, que ouça todas as partes envolvidas, antes de inundar tudo a partir de um único argumento?

Façamos, pois, a nossa parte. Onde estavam os bons livros futebolísticos na Feira do Livro? Alguns diriam que para encontrar livros decentes sobre o assunto é necessário que, antes, eles sejam publicados, o que, creio, se trata de uma pequena maldade. Há, sim, publicações futeboleiras literariamente interessantes, mas elas normalmente se quedam na estante mais recôndita das bancas. Um breve olhar lançado sobre a Feira (ou sobre uma grande livraria, o caso é o mesmo) logo desvela o de sempre: publicações sobre Grêmio e Internacional e um ou outro exemplar já consagrado – que por vezes até se constituem em peças agradáveis, mas que não são exatamente originais.

Como na vida (?), a Feira também reservou um oásis para os apreciadores das batalhas campais. Mas para alcançá-lo, só atingindo as tendas da Área Internacional. A Calle Corrientes, pequena livraria do argentino e racinguista Miguel Angel González, se especializa na literatura em castelhano, mas mais além das obras de Borges, Carpentier, García Lorca, Vargas Llosa, Galeano, Benedetti, Neruda e tantos outros, reserva espaço para o futebol. A maioria dos títulos atende à temática platina, com abundância de obras a respeito do esporte na Argentina e no Uruguai. É para se esbaldar em coleções sobre a história dos cinco grandes argentinos (Boca, River, Racing, Independiente e San Lorenzo) ou em um almanaque do superclássico uruguaio.

Conversei com Bolívar Almeida, o homem da foto, tradicional livreiro porto-alegrense e auxiliar de Miguel durante a Feira. Além de indicar as obras que estampam o texto, como os dois livros de Francisco Michielin, sobre o improvável título gaúcho do Renner e a primeira Copa do Mundo da seleção brasileira, Bolívar opinou quanto às incertezas da Feira. Para ele, falta, primeiramente, um diálogo maior entre organizadores e livreiros – de nada adianta analisar distúrbios em um sistema sem dar a atenção necessária a quem tem conversação direta com público, editora e distribuidores.

Sobre a expansão geográfica do evento, Bolívar questiona a importância – diz que um acréscimo de criatividade de parte dos expositores alteraria de forma mais explícita os lucros do que o aumento do número de bancas, muitas tão parecidas. Reconhece também que os livros são caros, inclusive os futebolísticos, mas que falta a consciência de quem cobra: “pensar em livros só durante a Feira talvez sugira algo”, diz Bolívar Almeida.

A conversa, naturalmente, não freou nos problemas do evento – quando a pauta é futebol, logo o diálogo descamba para ou a vitória da Celeste frente à Costa Rica, ou o descontentamento mútuo quanto ao rendimento do Grêmio em 2009. Bolívar ainda confessou que o encantamento do futebol causou paixões clubísticas em variados países – no Brasil, é gremista, na Argentina é hincha do River Plate, assim como no Uruguai grita pelo Nacional de Montevideo. Lamenta, no entanto, a falta de informações sobre o futebol sul-americano na mídia gaúcha, apesar das semelhanças, do interesse e da proximidade geográfica. Aí foi a minha vez de sugerir: ora, para isso existe o Impedimento.

Saludos,
Iuri Müller

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Entry filed under: Colunas.

Os argentinos em busca de um Sansão Tudo decidido

51 Comentários Add your own

  • 1. Jean Mello  |  18/11/2009 às 10:49

    cara eu estive nesta livraria…muita coisa legal, porém meio salgados os preços…

  • 2. dante  |  18/11/2009 às 10:50

    “se um acréscimo de, sei lá, míseros sete por cento ocorresse, todos os problemas citados emergiriam como agora?”

    óbvio que SIM.

    7% é muito pouco, dizem os IMPERIALISTAS. [ns]

    como sempre, ótimo texto, iuri.

    NÃO VOLTA, CASSOL!

    açlkçfksçdkfçsd

  • 3. Luís Felipe  |  18/11/2009 às 11:04

    bah, muito ouvi falar ao longo dessa vida da Calle Corrientes.

    mas como sempre, perdi.

    esse bolívar não me é estranho, de cara.

  • 4. guihoch  |  18/11/2009 às 11:14

    fui na feira do livro uma vez em 2002, passei a tarde la, não me lembro de comprar livros só de transar no banheiro do santander cultural, muito boa a feira de poa e realmente a gente se perde no meio daqueles predios e arvores e circos e demais generalidades.

    guihochesta incitando o povo a alma guerreira, sim vamos fazer que nem os estates e começar a cruzada de conquistas pela america latina até chegar no outro oceano.

    td

  • 5. Rudi  |  18/11/2009 às 11:17

    “não me lembro de comprar livros só de transar no banheiro do santander cultural”

    BAH

    BAH

    B
    A
    H

  • 6. Cassol  |  18/11/2009 às 11:24

    Bolívar é figuraça carimbada de Porto Alegre, vendedor antigo de livros e periódicos relacionados à SUBVERSÃO, como os livros sobre cubismo.

    A diminuição nas vendas de livros pode ter vários motivos: a crise econômica, a ausência de descontos razoáveis e a qualidade dos livros vendidos. Mas pra mim a crise mesmo da Feira do Livro é ela ter virado uma feira de celebridades e não de escritores e leitores.

    Dante: não volto mais ao Impedimento com a condição de que tu não tente mais escrever colaborações.

  • 7. Rudi  |  18/11/2009 às 11:27

    eu ainda acho que é pq não tem mais o fotógrafo lambe-lambe de lá

  • 8. Sanchotene  |  18/11/2009 às 11:42

    Boa notícia:

    http://www.fifa.com/worldfootball/news/newsid=1135950.html#watch+algeria+egypt+live

  • 9. Livro  |  18/11/2009 às 11:58

    Comprei um Livreto na feira
    Alicate contra Diamante – crônicas e histórias do futebol como a que da título ao livro, que fala do encontro entre Leonidas da Silva e do Técnico Flavio Costa no Flamengo no anos 1940.
    Muito legal pra ler nas minhas viagens matinais no T5. Fica a sugestão.

  • 10. guihoch  |  18/11/2009 às 12:06

    engraçado RUDI mas foi lá que começou minha vida louca, era final de ano e eu já tinha largado o emprego lá na frontera e todo mundo me dizia pra voltar, que tinha futuro, e eu no meu intimo falava BAH, pras pessoas, então resolvi ir a santa maria, fiquei la uma semana e me bandeei para POA, na casa de uma irma de criação que morava com uma amiga me senti um estranho, e estava sendo incoveniente mesmo, mais uma semana em porto bem na epoca da feira do livro, semana chuvosa lembro, dai passeando por uma das bancas tinha uma num corredor apertado que tinha a mostra oque poderia ser a primeira prenssa de jornal do rio grande do sul não lembro, mas a menina que estava cuidando assim que entrei não tinha ninguem mais neste corredos , estavam todos nos principais largos e com as melhores livrarias, dai ela me puxou para a salinha de cafe ao lado e demnos uns amassos, continuei a andar pela feira ate no microfone anunciar um evento de leitura no santander cultural, fui, chegando lá tinha que esperar uns vinte minuto para começar e perguntei pro segurança aonde o banheiro ficava, terceiro andar, fui lá ninguem olhando sem cameras logo pensei na maldade, mais tarde encontro a gatinha andando na feira, foi fatal a ideia, as meninas de POA querem mesmo é se divertir!

    FALOU COM O LEILOEIRO? RUDI

    A NADIA FOI NO MEU LUGAR, BRASILIA SÓ VOU EM MARÇO= TODO VERÃO DO RIO CURTIREI, depois de um ano desses eu mereço.

  • 11. Lucio  |  18/11/2009 às 12:18

    Ambos os livros do Michielin são da Editora (e livraria) Maneco (de Caxias do Sul). É interessante ver editoras menores publicando livros com qualidade (tanto literária, quanto gráfica) comparável às grandes do Brasil. A Livraria do Maneco também tem banca na Feira do Livro (importam livros da Espanha, França, Itália e Argentina).

  • 12. Frank  |  18/11/2009 às 12:18

    Não fui na feira do livro de POA nesse ano, mas acompanhei a feira pan-amazônica do livro aqui em Belém, na qual os resultados foram muito diferentes desses aí. Aumento de vendas, muito mais estandes e variedades, muitas editoras universitárias e bancas internacionais, etc.

    Isso talvez sirva para mostrar que não se trata necessariamente dos efeitos da crise financeira, que atingiu tanto aqui como em POA. Agora, como disse o Cassol no #6, a ausência de bons descontos realmente pesa. Aqui em Belém, consegui comprar bons livros que normalmente custam R$120,00 ou mais, por R$ 50,00 ou R$ 60,00. Livros muito bons da minha área de formação saíam até por R$ 10,00.

    Resultado imediato: comprei bastante e vi muita gente comprando também, o que parece não ter acontecido em POA nesse ano.

  • 13. Frank  |  18/11/2009 às 12:20

    GUIHOCH = ÍDOLO…

    Sempre sonhei em transar no banheiro do Santander Cultural, de preferência com uma dessas minas gostosinhas de cabelo azul ou verde que ABUNDAM em POA…

  • 14. Sanchotene  |  18/11/2009 às 12:21

    15:30 – Omdurman: Algeria x Egypt
    16:00 – Donetsk: Ukraine x Greece
    17:45 – Zenica: Bosnia-Herzegovina x Portugal
    17:45 – Maribor: Slovenia x Russia
    18:00 – Saint-Denis: France x Republic of Ireland
    21:00 – Montevideo: Uruguay x Costa Rica

    I. Ucrânia precisa vencer em casa. Empate em 0-0, leva a prorrogação e, se persistir, a pênaltis. Qualquer empate com gols ou vitória classifica a Grécia.

    II. Argélia e Egito chegam em igualdade de condições em campo neutro: quem vencer, leva. Qualquer empate leva a prorrogação e, se persisitr, a pênaltis.

    III. Portugal joga por vitória, empate e derrota por um gol de diferença se marcar algum fora de casa. Vitória da Bósnia por 1-0 leva a prorrogação e, se persisitr, a pênaltis. Bósnia se classifica vencendo por 2 gols ou mais de diferença.

    IV. Rússia joga por vitória, empate e derrota por um gol de diferença se marcar dois gols fora de casa. Vitória da Eslovênia por 2-1 leva a prorrogação e, se persisitr, a pênaltis. Bósnia se classifica vencendo por 1-0 ou por 2 gols ou mais de diferença.

    V. Uruguai joga por vitória ou empate em casa. Vitória da Costa Rica por 1-0 leva a prorrogação e, se persisitr, a pênaltis. A Costa Rica se classifica vencendo por um gol de diferença se fizer 2 gols, ou se vencer por 2 ou mais gols de diferença.

    VI. França joga por vitória ou empate em casa. Vitória da Irlanda por 1-0 leva a prorrogação e, se persisitr, a pênaltis. A Irlanda se classifica vencendo por um gol de diferença se fizer 2 gols, ou se vencer por 2 ou mais gols de diferença.

  • 15. guihoch  |  18/11/2009 às 12:22

    entrem no

    http://www.flickr.com

    e digitem “soccer”

    para verem fotos como esta, boa para ilustrar os blog
    este flickr esta para imagens como o google esta para links e textos

    tenho dito

  • 16. dante  |  18/11/2009 às 12:26

    fechado, cassol.

    pode ver que não escrevi mais.

    tua ausência tá garantida.

  • 17. guihoch  |  18/11/2009 às 12:28

    PAREM GORIZES.

  • 18. guihoch  |  18/11/2009 às 12:32

    ISTO É FUTEBOL SEM TEMPO RUIM, OLHEM AS BONECAS PELADAS.

    Galeria de Aland Rob

  • 19. Jader Anderson  |  18/11/2009 às 12:57

    Feira do livro de POA vendeu menos por causa da crise e do submarino.

    Comprei a coleção do senhor dos anéis a 10 pila o livro… quando lá sempre esteve 30

    Fora que eles torram livros no site… mta promoção.

    Quem falou aí em aumento na zona PAN AMAZONICA é só pq o submarino deve demorar uns 3 anos pra chegar ae

    hehehehehehehe

  • 20. Pato  |  18/11/2009 às 13:23

    eu não gosto de livros porque é coisa de salame, tinha um primo que passava o dia todo lendo que nem um salame, preso no quarto com aquele cheiro de pinho sol que a empregada usava para lavar o carpete, enquanto eu ficava lá fora livre leve e solto jogando bola com os amigos e comendo a empregada do meu primo, ela era muito macia e tinha lábios carnudos, aí um dia apareci com uma verruga no meu órgão, fiquei muito preocupado e fui procurar ajuda no posto do INAMPS, o doutor falou que eu tinha gonorréia, fiquei deseseperado, não sabia que porra era aquela, achei que meu membro ia cair e que eu ia ter que mijar sentado pro resto da vida que nem meu tio Charles, que perdeu o pinto num dia de cosme e damião, mas essa é outra história… aí corri pra casa e naquela época não tinha GOOGLE, a gente tinha que pesquisar as coisas no AURELIO, fui lá e descobri que gonorréia é uma doença da gota, fiquei aliviado ao saber que meu pau não ia cair, mas puto com a vadia da empregada, enfim, é muito importante lermos para sabermos quais são as doenças venéreas que pegamos, é muito importante ler um bom livro para ter orientação, é por isso que eu recomendo, vá a biblioteca e leia bons livros.

  • 21. Fernando Cesarotti  |  18/11/2009 às 13:28

    Pô, Jader, sexta-feira torrei 100 paus em livros de 10 pilas no Submarino, tô só esperando chegar pra ver a reação da Camila…
    E não sei como foi aí, mas feiras assim, em geral, são uma baita roubada. A última Bienal que eu fui aqui, acho que em 2002, era assim: longe pra caralho (Pavilhão Imigrantes, no caminho para Santos), entrada cara (algo do tipo 20 paus), gente pra caralho em busca de subcelebridades, comes&bebes extorsivos (10 paus pra comer um pão de queijo e uma Coca) e necas de desconto em livros, nem que fosse um vale-desconto pra pagar o preço da entrada. Assim é mole culpar a crise.
    Outro ponto é que, se não faltam livros de futebol, a distribuição deles é, em geral, péssima. Faço frilas com o Celso Unzelte, que escreve livros a rodo, e ele sempre me diz que o grande problema não é escrever e nem publicar, é distribuir. Ele lançou aquela coleção “Os 10 mais”, com os ídolos do Corinthians, seguido por um do Mauro Beting sobre o Palmeiras. Ambos são sensacionais, e, embora específicos dos clubes, interessam a qualquer fã de futebol por conta dos perfis dos craque – tanto que eu mesmo gostei mais do livro do Corinthians.
    E simplesmente você não acha as porras dos livros em livraria nenhuma da cidade, nem em bancas, nem em cazzo de lugar algum. Isso aqui, imagina se aí em Porto Alegre vai ter. (E não venham dizer que não tem interesse. Certo que pelo menos 30 cópias de cada um vendia fácil.)

  • 22. Jader Anderson  |  18/11/2009 às 13:33

    Cesarotti, por isso te digo… melhor site hehehehehehe

    Comprei até uma coleção de 13 livros (!), uns negocios de apocalipse e talz, vou demorar 123123 anos pra ler… mas estão lá.

    Eu sinceramente nunca me atraí muito pela feira do livro.

    Acho muito coisa de “porto alegre é demais, tao sentimentaaaaaaal”.

    Me divirto mais catando livros nos Sebos do centrão.

    Comprei um livro do Asimov por 8 reaus!

  • 23. Prestes  |  18/11/2009 às 13:42

    Baita texto!

    O problema da Feira é simples: tem que dar desconto de verdade!

  • 24. Prestes  |  18/11/2009 às 13:43

    Aliás, esses dias um cara da camara do livro deu uma desculpa muito esfarrapada.

    – Choveu muito!

    Como assim? Quando houve uma Feira do Livro em que não chovesse muito?

  • 25. Prestes  |  18/11/2009 às 13:44

    No mais,

    GUIHOCH >>>>>>> Universo

  • 26. dante  |  18/11/2009 às 13:46

    eu não fui na feira do livro deste ano [nas últimas edições que fui, fiquei 15 minutos] porque me dei conta de que eu gosto de LIVRO, não de FEIRA.

  • 27. giu carpes  |  18/11/2009 às 14:33

    concordo totalmente com o cassol no comentário #6.
    numa de minhas visitas à poa, passei pela feira e me arrependi. muito livro best-seller a la a cabana nas bancas ou os clássicos mais surrados de sempre. e tudo a preços muito salgados. encontrei uma preciosidade ou outra e nenhuma delas custava menos de 80 reais. daí prefiro pedir o livro pela internet e pagar em SEIS VEZES no cartão de crédito, condição quase impossível de ahcar na feira. é claro que as livrarias menores não têm condições de propor esse tipo de condições, mas elas contam muito em tempos de pouca grana no bolso.

  • 28. Bruno Lorenz  |  18/11/2009 às 14:39

    Alguém sabe se o jogo de Egito x Argélia é as 15:30 do horário de Brasília ou o quê?

  • 29. Jader Anderson  |  18/11/2009 às 14:50

    poisé giu, me esqueci de comentar sobre o fator PEDALAITION que também é um forte apelo.

    Talvez foi meu medo de ser chamado de PORCO OFICIALISTA (NS²)

  • 30. Anônimo  |  18/11/2009 às 15:01

    #19

    Bah Jader, sacanagem hein…
    Tem até um homônimo teu que é idolatrado por aqui… um tal de JADER BARBALHO…
    hjaihafoiadfhoadsfhdsafo =D

    Mas realmente, com a net daqui muitas vezes fica difícil de comentar até no Impedimento, que dirá tentar comprar livros no Submarino… talvez na Amazon seja mais fácil… sabe como é, Amazon, Amazônia, deve ter algo a ver (ns)…

  • 31. Francisco Luz  |  18/11/2009 às 15:04

    Bruno, sim, e tá rolando a transmissão ao vivo no site da Fifa.

  • 32. Jader Anderson  |  18/11/2009 às 15:07

    Nem me lembra desse cara…

    Escuto essa piada acho que desde o tabelião que me registrou!

    heahehae

    E sempre tenho a resposta padrão “Queria mesmo é ter a grana que ele tem ” hehehehehehe

  • 33. Lorenz  |  18/11/2009 às 15:28

    O foda é que minha internet não contribui em nada, jogo ao vivo na internet só só consigo ver no site do Sportv, os outros fica travando…

  • 34. Carlos  |  18/11/2009 às 15:39

    Cassol matou no #6

    Ir na feira pra ver Davi Coimbra com pose de celebridade intelectual, Marta Medeiros se achando a sábia.

    Todas as bancas com preços absurdos e livros nada a ver (auto ajuda pegando).

    Prefiro ficar em casa.

  • 35. arbo  |  18/11/2009 às 15:51

    #3.
    LF, Karate Kid?

  • 36. Junior  |  18/11/2009 às 16:08

    Um dos fatores que contribuiu para a diminuição de venda dos livros da Feira do Livro é que as megalivrarias de shopping oferecem os mesmos descontos que as bancas da Feira. E como muitas pessoas preferem os shoppings, com aquele ambiente asséptico, quase hospitalar, é inevitável que as vendas caiam. Mas as pessoas reclamam demais. Fui na quarta-feira da última semana e encontrei nos saldos: Henry Miller, Joseph Conrad, Alcy Cheuiche, Charles Kiefer, o cara que escreveu “Onde os Fracos não tem Vez” e que eu não lembro o nome (sem contar os clássicos da literatura nacional, como Lima Barreto, Machado, Raul Pompéia, o “mala-mor” José de Alencar, etc). Todos esses livros custavam R$ 10,00.
    E falando especificamente do assunto do post, encontrei por R$ 5,00, um livro organizado pelo Ruy C. Ostermann, chamado “Meia Encarnada Dura de Sangue”, apenas com contos sobre esporte, principalmente futebol, de vários autores, como Érico Verissimo, Moacyr Scliar, Tabajara Ruas, Alcy Cheuiche, etc. Aliás, considero “Meia Encarnada Dura de Sangue”, do L. Cazarré, o melhor conto escrito em língua portuguesa sobre futebol.

    Prestes, #23, para as livrarias (não estou falando de editoras ou distribuidoras), o 20% tradicional da Feira já é o máximo possível, tanto que algumas deixaram de participar da Feira nos últimos anos. E sinceramente, 20% não é um desconto ruim. É lógico que a ampla maioria das bancas da Feira vende os mesmos livros, os Crepúsculos e Dan Browns da vez, mas há exceções. Ano que vem, procurem a Livraria Terceiro Mundo. Em algumas bancas, não havia NENHUM livro do Cortázar, inclusive em uma, a atendente nem sabia quem ele era. Nessa livraria que eu citei, havia os principais livros dele, por exemplo.

  • 37. Prestes  |  18/11/2009 às 16:14

    20% dum livro de 70 reais é 14. Fica 56. Continua caro suficiente para não me motivar a ir até lá.

    Já nos livros baratos, 20% é irrisório. Um livro de trinta reais dá seis de desconto. Ou seja, nada.

  • 38. Junior  |  18/11/2009 às 16:27

    Pô, Prestes, 14 reais é um bom desconto se o livro custa 70 reais. E como lembrava o meu avô, são nos pequenos descontos que o salário se salva, por isso, seis reais de desconto me interessam sempre.

  • 39. Lucas Cavalheiro  |  18/11/2009 às 16:36

    Aguardando o dia em que irei a Feira comprar o livro do IMPEDIMENTO devidamente autografado por Ceconello, Cassol e companhia.

  • 40. dante  |  18/11/2009 às 16:41

    #36: CORMAC MCCARTHY é o nome do cara: “no country for the old men” e “the road”, este último um EXCELENTE livro.

  • 41. Prestes  |  18/11/2009 às 16:41

    É, só que isso não faz com que a Feira seja um local sensacional para se comprar livros. Isso não chega a ser atrativo. Quem paga 56, paga 70. Quem paga 24, paga 30.

    Este ano não fui à Feira, mas geralmente dou uma passada e é mais para dar uma volta. A Feira pra mim é mais um evento que reúne atividades culturais diversas que um bom local para se comprar livro. Não é um evento que me faça esperar pra comprar um livro.

    Uma opção, mas que descaracterizaria a Feira, seria ter livrarias de tudo quanto é parte e mais segmentadas. Aí tu teria lá uma banca de São Paulo que vende tudo sobre história, p. ex.. Aí sim seria legal.

  • 42. Eloir  |  18/11/2009 às 17:00

    “aquele ambiente asséptico, quase hospitalar” foi um comentário meio abixornado, mas ok, no mais a culpa é sempre do preço, da crise e das novas tecnologias, web 2.0 e afins.

  • 43. Eloir  |  18/11/2009 às 17:01

    eu acho ambiente assépticos muito higienicos

  • 44. Junior  |  18/11/2009 às 17:21

    A nossa geração não precisa esperar a Feira para comprar um livro, isso ocorria com nossos pais e avós. Mas, por exemplo, não comprei um livro que eu queria na Cultura (do Ondjaki, um escritor angolano) porque eles não ofereciam o desconto de 20% que uma banca da Feira oferecia. É lógico que quem 56 paga 70, mas eu prefiro pagar 56 do que pagar 70. Mas a melhor análise que vi sobre a Feira, na verdade, foi uma análise sobre o “gaúcho way of life”: o gaúcho é muito chato! Ou tem aquele vírus do melhor em tudo ou reclama de tudo. Dos eventos literários da “indústria do livro” (é bom sempre lembrar que a Feira não é um evento cultural, mas comercial) ela é a mais democrática. Ao contrário das Bienais de SP e RJ, é anual, ninguém paga nada para entrar, ocorre no centro da cidade, em uma praça tradicional e ainda consegue guardar espaço para livrarias pequenas, pois não é tão gigante quanto as Bienais. Alguém citou nesse tópico que encontrar a Martha Medeiros ou o David Coimbra posando de intelectual é muito ruim, etc. Nesse ano, felizmente, eles nem dia de autógrafos tiveram, o risco de encontrá-los era próximo ao zero!
    Como eu já escrevi, há grandes autores nos saldos e há bancas que fogem do padrão, mas é preciso um pouquinho de boa-vontade, os livros bons não vão saltar nas tuas mãos. E se nenhum livro te agradar, fora da feira, mas ali pertinho, há vários sebos, algum livro interessante o cara certamente vai encontrar ali.

  • 45. Lorenz  |  18/11/2009 às 17:37

    França perdendo.

  • 46. Anônimo  |  18/11/2009 às 17:40

    eslovênia 1 x 0 rússia… AGUENTA CORAÇÃO CAPSLOCKISTICO

    frança imunda… huahuahuaha

  • 47. Anônimo  |  18/11/2009 às 20:49

    Carajo, que gol ROUBADO da França.

    Aliás, roubado é pouca, até achei que era o goleiro frânces dentro da área, nego só faltou encaixar a bola askjgjka

  • 48. Lorenz  |  18/11/2009 às 20:50

    O 46 fui eu.

  • 49. fernando amoretty  |  29/01/2010 às 17:07

    de todos os livros da feira de porto alegre, inegavelmente os dois grandes destaques ficaram para o segmento do futebol,com as obras do medico e escritor caxiense, Francisco Michielin,que nos deu um show contando “A primeira Vez do Brasil” e “Uma vez para sempre”, num estilo apurado e de inegável qualidade. Não sei qual dos dois é melhor. Sei que ambos são muito bons. Copa do mundo de 58 e o Renner,campeão gaúcho de 54, são histórias verídicas que merecem ser narradas e guardadas para sempre. Recomendo a todos. Dois baitas livros

  • 50. luis carlos souza  |  29/01/2010 às 17:10

    Concordo em gênero e número. Não conhecia esses dois livros,até que meus amigos me mostraram. A Feira já havia terminado. Então, entrei em contato com a Livraria do Maneco em Caxias do Sul, cuja editora imprimiu a obra.
    Olhem, achei genial. A linguagem está muito acima dos simples relatos de futebol.
    Quem gosta de futebol e ainda não leu não sabe o que está perdendo. A gente aprende tudo, mas tudo mesmo,sobre a Copa de 1958, a primeira do Pelé. Sensacional

  • 51. paulo emiliano tartarotti  |  29/01/2010 às 17:15

    Confesso que gosto muito de futebol, mas os livros, às vezes, não nos convencem. Já que tanto falam desse autor, Francisco Michielin e seu talento para contar histórias de futebol, com pleno conhecimento de causa, então, galera, tô indo atrás. Se eu gostar,eu conto para vocês.
    Pelo menos, as indicações são muito interessantes. Tanto a do Brasil campeão em 58, como a curiosidade de descobrir como o Renner superou a dupla greanal em 54.Nem dá para crer.
    Com lincença, vou às compras. Michielin é o nome do cara,né?

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