Guardiã de glórias

15/09/2009 at 06:00 46 comentários

Crédito: Manu Spies

Ema Tereza Facchin Coelho de Souza tem a tarefa diária de desfazer a ideia, que ela mesma tem, de que troféu é um objeto frio, sem vida, composto por plástico, cristal, metal, bronze, prata ou ouro. Diretora do Memorial Hermínio Bittencourt, mais conhecido por Museu do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, dona Ema diariamente se esforça para dar mais sentido às conquistas do Tricolor. É ela quem cuida dos objetos que contam a história do clube.

Foi em 1983 que Dona Ema recebeu a missão de organizar as glórias do Grêmio. Quando se aposentou, sentiu que era hora de prestar serviço ao clube. Solicitou uma vaga e o então vice-presidente Mário Rodrigues Leitão preceituou que ela se virasse com a bagunça na sala de troféus do Olímpico. “Não era bem uma sala de troféus”, conta. O que ela encontrou foi um pequeno espaço empoeirado – onde hoje ficam as salas do Conselho Deliberativo – com todas as taças espalhadas pelo chão, sem o mínimo de cuidado, conservação e manutenção.

A árdua tarefa de catalogar por anos, organizar por modalidades e ainda restaurar medalhas, placas, taças, flâmulas e faixas se estendeu durante um ano inteiro. Foi no aniversário do título do Mundial, dia 11 de dezembro de 1984, que o clube inaugurou uma sala para apresentar suas conquistas. Formada em Administração, Ema admite não conhecer as técnicas de reparo, conserto e restauração de objetos tão delicados. Mas, em 26 anos, descobriu o que é essencial para a manutenção: “É preciso bom senso, tato e, principalmente, sensibilidade”. Atributos que visivelmente não faltam a ela, uma mulher altiva e imponente, mas que também esbanja delicadeza.

A vida de dona Ema, no entanto, está relacionada ao Grêmio muito antes do ano do título mais importante da trajetória do clube. Moradora do bairro Medianeira, ela passava todos os dias em frente do endereço do Tricolor. E, desde 1978, voluntariava em vários setores. A partir do momento que se casou, não deixou mais de ir ao estádio. Esteve na inauguração do Olímpico, em 19 de setembro de 1954. Viu a cobertura do anel superior ser construída. Ela é uma enciclopédia. Não hesita em nenhuma afirmação, seja para contar histórias datadas, seja para lembrar-se de emoções, seja para criticar a atual situação do clube.

Crédito: Manu Spies

Com o passar do tempo, com as conquistas acumuladas, o espaço que a diretora idealizou ficou pequeno. Foi nos áureos anos 90 que ela percebeu que definitivamente o lugar precisaria ser maior. Especificamente em 1995, viu que o trabalho de acrescentar mais uma página aos painéis que contavam em cronologia os anos de vida do Grêmio seria exageradamente rudimentar e tormentoso.

Dona Ema sugeriu o aumento da sala dedicada à história do Grêmio e Fábio Koff, presidente na época, acatou a ideia. Este foi o momento mais difícil da diretora no comando do museu. Foram onze anos de reformas, reorganização e luta contra as carências financeiras para construir o Memorial. O mais doloroso, segundo ela, foi transferir todo o material para um lugar sem estrutura, ao lado do portão dez, onde hoje é a sala da torcida Geral do Grêmio. Atualmente, a equipe que conduz o setor conta com oito pessoas. Mas nos tempos de crise o grupo que auxiliava era menor.

Depois de muito trabalho e reviravoltas, no dia 19 de setembro de 2004, aniversário de 50 anos do Estádio Olímpico, foi inaugurado o Memorial Hermínio Bittencourt – nome do ex-presidente que também colaborou para o ingresso de dona Ema no clube. Deste então, ela passa os dias cuidando dos painéis, dos vídeos, dos troféus, dos uniformes, das placas e das bandeiras.

Por mais moderno que seja, o museu não está imune a erros. É dona Ema, a maior conhecedora de todos os cantos e paredes do espaço, quem afirma. Em um rápido passeio, ela conta suas histórias favoritas, mas também aponta para equívocos banais e grotescos. Há infiltrações no teto, erros de digitação, datas equivocadas, informações repetidas, layouts que não agradam. Conforme conta, parte da culpa é da gráfica responsável pelos painéis, outros descontentamentos são travessuras do tempo.

Entre as lembranças preferidas de dona Ema está a da passagem do lateral esquerdo Ortunho. Ela fala com orgulho dos embates dele com o rival lateral direito colorado Sapiranga. Também gosta de repetir o causo de Airton Ferreira da Silva, o Airton Pavilhão, que teve seu passe trocado com o Força e Luz por um pavilhão de arquibancadas. Gosta também de desfilar entre as doze taças do campeonato Gaúcho e Metropolitano ganhas entre 1956 e 68. Porém, reclama da proximidade de monitores e telão, prejudicando a visualização e audição dos vídeos. Critica o pouco destaque ao místico Lara. Para ela, o goleiro deveria ganhar uma vitrine em sua homenagem.

Crédito: Manu Spies

Dona Ema gosta de recordar um dos clássicos contra o Internacional. Aliás, é difícil ouvi-la mencionar o nome do maior rival. A propósito disso, ela diz: “Eu queria muito ganhar este Gre-Nal. Todos nós queríamos. Mas eu sempre tive um trauma com Gre-Nais”. A partida citada é a que marcou os cem anos do clássico, dia 19 de junho de 2009, quando o Grêmio venceu por 2×1, de virada.

A felicidade do triunfo estimulou a diretora do Memorial a inaugurar no dia 22 de setembro o espaço do Centenário do Gre-Nal – data do título do Campeonato Farroupilha de 1935. Juntou fotos dos gols de Souza e Maxi López. Pediu as chuteiras autografadas dos jogadores e promete caprichar na distribuição do material. Ela acredita que o torcedor gremista sempre quis um espaço dedicado à rivalidade.

Apesar de não mencionar a palavra “Inter”, há pelo menos uma pasta destinada ao clube do Beira-Rio. No entanto, outra vez, sem referir nome algum. O indicativo que o material (recortes de derrotas e charges) pertence ao rival é uma etiqueta impressa em vermelho que diz: “eles”. E mais nada. Dona Ema ri. Mas logo se incomoda quando vai mostrar a catalogação de jogadores do Grêmio. “Cadê o Alexi Stival, o Cuca?”. Não encontra e anota que precisa procurar a ficha do bom jogador e azarado treinador para devolver ao livro.

É assim que ela guarda a história de cada atleta que em algum momento foi protagonista do Tricolor. Cada um tem a sua pasta ou ao menos uma ficha – que mediante autorização podem ser consultadas por qualquer um. O sonho de dona Ema é digitalizar tudo. A mesma ideia, porém, não agrada quanto às fotografias. Imagem ela prefere impressa, concretizada e de preferência com legenda. O Grêmio tem um arquivo de se esbaldar. Os preciosos recortes de jornais e os arquivos feitos para cada ano de existência do Grêmio também são xodós da gremista, que reclama da interrupção dos livros temáticos. “Que coisa! Ficamos pobres, filhinha”, critica sutilmente.

Perguntada, de jeito algum ela revela qual é seu objeto preferido. Concordemos, afinal, que pedir para ela escolher um troféu entre 641 expostos é de uma perversão sem tamanho. Porém, não deixa de repetir que se orgulha muito em não exibir nenhuma réplica no Memorial. Revela, aliás, que clubes como o Flamengo já pediram fotos de taças para encomendar cópias de originais desaparecidos.

O mais surpreendente é o que Dona Ema esconde, mas cuida com carinho. Há uma sala com peças que não estão à mostra. É um espaço despercebido para um milhão de admiradores que visitaram o Memorial em 2008. Um ambiente que remete à imagem daquele no qual ela encontrou quando chegou ao Tricolor em 1983. Iluminada pelo brilho de metais espalhados por dois andares, diz que futuramente pretende exibir todos os troféus.

ema4

Já exigiu três mil metros quadrados na Arena do Grêmio e, sem hesitar, diz que vai fazer tudo novo. “Ah, filhinha, tem tanta coisa para arrumar”, garante. Por isso, ela não dorme antes das quatro da manhã. Precisa urgente e constantemente mostrar para quem chega ao Memorial Hermínio Bittencourt que este não é só um museu. É o suor de cada medalha, o sangue de cada taça, a raça de cada faixa, o valor compassivo de cada flâmula. É missão de dona Ema trazer uma nova ideia a cada dia e acordar no instante seguinte com a memória fresca e o coração cheio de uma história de 106 anos.

Reportagem enviada pela leitora Juliana de Brito, gremista, estudante de jornalismo e responsável pelo blog Notas Futebolísticas. Fotos da também tricolor Manu Spies. Parabéns ao Grêmio e a todos os gremistas que construíram esta história desde 15 de setembro de 1903.

Anúncios

Entry filed under: Clubes.

Manual para voltar ao estádio Manifesto formulista

46 Comentários Add your own

  • 1. Mauhaas  |  15/09/2009 às 08:02

    Dále Grêmio!!!!

  • 2. Pato  |  15/09/2009 às 08:32

    Sensacional.
    Na próxima visita a Azenha, deixarei de tomar algumas ampolas e vou conhecer a dona Ema.

  • 3. mardruck  |  15/09/2009 às 08:41

    Ô tricolor, amo você!

    Da-lhe Grêmio!

  • 4. Gustavo  |  15/09/2009 às 08:56

    106 no LOMBO. Mas parece um GURIZINHO.

    Dale.

  • 5. Daniel Cassol  |  15/09/2009 às 09:03

    Grande texto. Prestes deve estar apavorado com a concorrência agora. Quem mandou se vender pro Carta na Manga!

    No mais, parabéns ao Grêmio e aos gremistas, mas a aniversariante mais importante do dia é a MINHA MÃE.

    AGUANTE DONA GLÓRIA CARAJO TU HIJO ES FERA!

  • 6. joão carlos  |  15/09/2009 às 09:21

    imortal brucutu. pau neles tudo.
    AGUANTE GRÊMIO CARAJO AHORA VÁ RONAS ARTILLERO BAMOS BAMOS A SER GOLES CARAJONAS

  • 7. fino  |  15/09/2009 às 09:26

    Hey que onda…. que festa de arromba…

    Finalmente sol! Ideal pra tomar uns mates na orla do dilúvio.

    Tomara que domingo esteja assim também e cheio de raparigas juvenis…

  • 8. Milton Ribeiro  |  15/09/2009 às 09:33

    Fora do tópico:

    Il calcio è l’ultima rappresentazione sacra del nostro tempo. È rito nel fondo, anche se è invasione. Mentre altre rappresentazioni sacre, persino la messa, sono in declino, il calcio è l’unica rimastaci. Il calcio è lo spettacolo che ha sostituito il teatro. (PIER PAOLO PASOLINI)

    (Tradução do chutador Milton Ribeiro:

    O futebol é a última representação sacra de nosso tempo. No fundo é um ritual, mesmo que seja mais invasivo. Enquanto outras representações sacras, até a missa, estão em declínio, o futebol é a única que nos restou. O futebol é o espetáculo que substituiu o teatro.)

    Hummm… Mas não foi exatamente isso que eu disse no meu primeiro, segundo ou terceiro texto no Impedimento?

    Bah, já sei que o Dante não vai curtir, apesar de estar na língua de Dante, ou quase.

  • 9. Milton Ribeiro  |  15/09/2009 às 09:38

    Correção: o texto de Pasolini não tem invasione, mas sim, evasione, que significa passatempo, diversão. Copiei errado. O Dante tem razão, sou uma besta!

    Muda um pouco. Não muito. Sorry.

  • 10. Luís Felipe  |  15/09/2009 às 09:51

    hoje também é aniversário da crise econômica mundial (o Lehman Brothers pediu concordata nesse dia ano passado), da Amy Winehouse e de um grande parceiro meu, com quem assisti um grenal nesse dia em 2004.

    parabéns ao Grêmio e aos gremistas!

  • 11. Vinicius  |  15/09/2009 às 10:00

    Parabéns pelo texto, acho que irei copiar o #2 hehheheh.

  • 12. Milton Ribeiro  |  15/09/2009 às 10:00

    E parabéns a nossos fregueses!

  • 13. Luís Felipe  |  15/09/2009 às 10:02

    a Amy foi ontem, perdão

  • 14. Daniel Cassol  |  15/09/2009 às 10:10

    “Foi em 1983 que Dona Ema recebeu a missão de organizar as glórias do Grêmio.”

    É impressionante uma pessoa começar um projeto e seguir nele há 26 anos.

  • 15. tiago  |  15/09/2009 às 10:31

    Sensibilizante matéria, muito boa.

    Aderi ao movimento 2 ampolas a menos, mas um oi salve a Dona Ema.

    A menos que dê pra entrar bebendo lá.

  • 16. Emanuele Spies  |  15/09/2009 às 10:38

    Dona Ema é incrível! Só conhecendo mesmo. Acompanhei a Ju na matéria e fiquei impressionada.

    Fato que quero ser como ela quando crescer *.*

    E, sim, essa mulher AMA o grêmio o/

  • 17. dante  |  15/09/2009 às 10:44

    milton: o texto do pasolini eu curti, o que eu não curti foi a TUA tradução.

    huaaaaaaaaaaaaaa

  • 18. Klebersson  |  15/09/2009 às 10:47

    Parabéns ao Imortal Tricolor

  • 19. fino  |  15/09/2009 às 10:57

    Essa Juliana também contribui pro blog do Gremio no globoesporte.

    Desconfiei desde o principio

  • 20. Marcio Choco  |  15/09/2009 às 11:07

    Parabens a nós…a maioria do rio grande!

  • 21. Juliana de Brito  |  15/09/2009 às 11:12

    Agradeço à equipe do Impedimento por permitir a comunhão deste texto quando muito bem, no dia de hoje, poderiam publicar somente uma homenagem à mãe do Cassol.

  • 22. Diogo  |  15/09/2009 às 11:38

    Parabéns gremistada!

  • 23. Rodrigo  |  15/09/2009 às 12:37

    Parabéns pelo texto

    E no mais, AGUANTE IMORTAL

  • 24. Anônimo  |  15/09/2009 às 12:47

    Dona Ema, uma democrata???

    http://www.gremioindependente.com.br/nova-chance-para-a-reducao-das-clausulas-de-barreira.htm

  • 25. Raphael Zarko  |  15/09/2009 às 13:07

    ju, não li, mas gostei. estudante de jornalismo, do sul… pronto! já basta para minha imaginação.

  • 26. Raphael Zarko  |  15/09/2009 às 13:26

    agora li. impecável! o pessoal do impedimento deve conhecer também um senhor que conta a história do clube. no dia que visitei o estádio, antes do beira-rio, ele acompanhava uns turistas contando alguns casos do tricolor. vale outra matéria. abs

  • 27. Anônimo  |  15/09/2009 às 13:59

    Parabéns ao time quer mais perdeu para o Internacional!

  • 28. Francisco Luz  |  15/09/2009 às 13:59

    Merda. Li e GOSTEI, cacete. Algo está errado.

    Parabéns para vocês que têm mau gosto.

  • 29. Gustavo  |  15/09/2009 às 14:12

    #24: não vi nenhuma parte no texto chamando a Dona Ema de Democrata.

    Pelo menos ela teve coragem de votar contra. Muito piores aqueles que FUGIRAM da votação.

  • 30. marlon  |  15/09/2009 às 14:28

    não lerei.

  • 31. Carlos  |  15/09/2009 às 14:29

    Texto do Grêmio, mais mulheres no impedimento.

    Eu tava certo. Chega dessa coloradagi fedorenta por aqui.

    E dante, esse huaaaaaaaaaaaaaaaaa é meu. Favor não banalizar.

    huaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

  • 32. Carlos  |  15/09/2009 às 14:30

    E meu presente de aniversário hoje seria a demissão sumária do Tchecheco.

    Rumo aos 100.000 comentarios
    açldkasçldklasdçklaskçldasçlkdsçklkç

  • 33. Junior  |  15/09/2009 às 16:05

    Parabéns ao Grêmio. Com exceção do Inter, é o clube de futebol que me dá mais alegrias. Por isso: Fica Tcheco!

  • 34. dante  |  15/09/2009 às 16:42

    carlos, como nasci primeiro, com licença:

    HUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

  • 35. Jader Anderson  |  15/09/2009 às 16:45

    Parabéns meu Grêmio!!!

    Excelente o texto! Salvarei no PC!

    WORDPRESS MENTE! hehehehehe

  • 36. Sanchotene  |  15/09/2009 às 17:21

    Estava achando o texto demasiadamente feminino, e estranhando. Nem a Lila ou a Catarina possuem esse estilo. Só entendi após a assinatura.

    Espetacular o registro! Parabéns!

    Perfeito presente de aniversário do Impedimento aos 106 anos do Imortal!

  • 37. Lorenz  |  15/09/2009 às 17:28

    O céu ficou azul no dia certo. 😛

  • 38. Prestes  |  15/09/2009 às 17:55

    GENIAL!!!

    Vou ter que me juntar que pedir umas dicas pro Franciel sobre como fazer um complô contra um colaborador do Impedimento, uhasduhasduhasduhasduhsdsuhdsuhdaasuhd

  • 39. Lui  |  15/09/2009 às 18:52

    Dá-lhe Grêmio! Mas que belo texto! Parabéns Ju! É muita felicidade para nós Gremistas nesse dia em que comemoramos 106 ANOS DE GLÓRIA!

  • 40. FERN  |  15/09/2009 às 21:38

    FELIZ CUMPLE…

    AGUANTE IMORTAL!!!!

  • 41. Eduardo Machiavelli  |  16/09/2009 às 15:25

    Dá-lhe Dona Ema exemplo de verdadeiro amor ao imortal!!! Parabéns ao tricolor e a Guardiã de nossa Memória!! parabéns também a Juliana!

  • 42. Luis Carlos  |  16/09/2009 às 15:38

    Dale Grêmio! Parabéns por toda a sua história. E o nosso MUITO OBRIGADO a todo o esforço de pessoas como a Dona Ema, visionária por há décadas atrás coletar, armazenar e resguardar documentos da história do nosso IMORTAL.
    E ao AMARGO oportunista que só abre a boca para criticar e não elogiar vai repensar tua vida. Como falaram em outro post aí pelo menos ela não se omitiu e foi lá e votou, diferente da maioria. Democracia também é isso, respeitar a opinião alheia!
    DALE TRICOLOR!!

  • 43. nonovox  |  16/09/2009 às 20:12

    Parabéns a ti imortal!
    MUITAS GLÓRIAS VIRÃO…

  • 44. RAMiRO  |  03/10/2009 às 18:15

    Dale gurias do Centro 3… Beijos!

  • 45. Rosiane Silveira Pontes  |  02/02/2010 às 08:12

    Ótimo texto! Não tinha lido ainda!
    E Dá-lhe Imortal!!!

  • 46. Klebi Nori  |  04/05/2010 às 23:00

    Ótima matéria com a Dona Ema, parabéns!
    Sou filha de Clóvis Nori zagueiro do Corinthians que foi campeão do quarto centenário. Adoraria ter o contato da Dona Ema para umas dicas de como restaurar faixas e flâmulas do meu pai
    Obrigada

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Subscribe to the comments via RSS Feed


Especial – Libertadores 2011

A bola da ImpedCopa

Toco e me voy

Feeds

web tracker

%d blogueiros gostam disto: