Quimera ou O ocaso de um mito

10/09/2009 at 14:20 68 comentários

Às vezes, principalmente quando calamos, falam por nós os mitos. E, como têm pressa os corações e sede de esperanças e outras falsas verdades, os mitos são repetidos à exaustão. O trago é curto, mas o efeito é de um êxtase violento, hipnótico.

Nada contra. Em campos de futebol.

Tipo, Grêmio Imortal.

Nada contra. Aliás, particularmente simpatizo com Grêmio Imortal: expressão sucinta que num só tempo guarda orgulho e vontade – irrefletida e absurda, é claro: por tudo isso perfeita para coros, gritos e faixas.

Peleador. Ok. Pode funcionar como propósito. Afinal, tudo o que nós, bando de voyeurs, queremos – vejam só – é que o bando de players QUEIRA muito – tanto quanto nós – enquanto pratica o que gostaríamos de praticar se fizéssemos algo senão querer (aqui utilizo a identidade simplista querer=vontade=raça=garra). Enfim, cumprimos toda aquela transferência de responsabilidades em que se pauta a democracia sem querer parecer se pautar. E nada mais AUSPICIOSO, dirão, que chamar peleadores os nossos representantes (deixemos de lado, por ora, a discussão lingüística “por que em espanhol?”). Qualquer um que tenha ouvido falar em LEOCLIDES MARCON ou em SEGREDOS que correm por aí (melhor bibliografia), sabe do poder da palavra. Principalmente se compararmos com o poder de fogo de um ataque com Perea e Herrera, por exemplo. PELEADORES. Ok. Lá se vão eles atrás de bolas e ilusões perdidas. Mas OK.

—–

Futebol é folclore, uma história contada de improviso, um gol achado aos quarenta e sete do segundo tempo que leva à sua eterna prorrogação. Futebol é narrativa que nasce crônica no primeiro toque na bola, pra renascer como tragédia ou epopeia nos lapsos de memória e esquecimento com que se lo conta. O próprio profissional narrador (pense no radialista) já demonstra esta ânsia de dar cores menos pastéis ao que se passa no gramado: aos que escutam, lhes parece que trinta metros separam as duas metas (penso agora que este narrador não deixa de ser um time inteiro em sua voz: um goleiro tônico e surdo; zagueiros graves, átonos, breves; meias carregados de tédio, vacilações, suspiros e impaciência; atacantes ofegantes, na iminência do grito: um corte na voz, um silêncio mínimo, um êxtase em três letras prolongadas até o último sopro – é também este o fim de todo narrador).

Mas eu dizia, ou tentava dizer, que futebol é mais que “desporto em que 22 jogadores, divididos em dois campos, se esforçam por introduzir uma bola na baliza do campo adversário, sem intervenção das mãos, durante uma partida dividida em dois meios tempos durante 45 minutos cada um” (definição deste dicionário).

É folclore, também lendas e mitos, portanto. Já vimos o furor que uma lenda causou ao vestir-se de realidade. Com os mitos isto não ocorre pelo simples fato de que se faz no imaginário, quando o real escorrega ou é insuficiente. Sendo assim, o máximo que conseguimos é ENCENÁ-LO. Mitos não JOGAM futebol.

—–

Aos 40 minutos do primeiro tempo, quando o Vitória abriu o placar contra o Grêmio, de súbito o Olímpico se viu repleto de atores dispostos a encenar comédia digna de abrir o Porto Alegre em Cena. Comediantes natos, fervorosos e surpreendentemente ensaiados. Uníssonos, bradaram um mito fresco e fácil (de consoantes acessíveis ao povo gaúcho).

!TCHECO!
!TCHECO!
E outras tantas dolorosas vezes,
!TCHECO!

Senti-me, digo-lhes a mais pura verdade, deslocado, como se estivesse numa destas igrejas onde Jesus é mantra. Incautos! Ingênuos! Não lhes bastava o sofrimento do gol tomado, anúncio da primeira derrota em casa? O som rasgou a punhaladas meu tímpano esquerdo e só pude me recompor no intervalo de jogo. Meditando precariamente, dei-me conta de que para três quartos do Olímpico aquele mantra era um paliativo, ou, antes, uma fuga, por que não dizer, o EXÔDO psicológico de suas mentes negligentes, que não viam e talvez ainda não vejam que por Tcheco não ser o problema não se torna verdade (alguns só se abraçam à lógica para amaldiçoá-la) que seja a solução. Tempo para pensar; vocês conseguem.

Percebi que tinha me deparado, instantes atrás, com ação humana das mais correntes e débeis – a negação simples e precipitada. Quão triste é o destino daqueles que não querem ver! Juro que temi, de repente, que aquele nome jamais fosse esquecido, que viessem os evangelhos (o Milton reescreveria o dele pra edição sacra) e todos passassem a acreditar que o azul da camisa era CELESTIAL (post mortem, se me entendem), que os martírios vividos no gramado eram como promessas de títulos futuros, enfim, temi – agora sei o que temi num átimo de segundo – que o Grêmio se transformasse num [Bota um nome de um time bem sofredor aqui, à sua escolha; transferência de responsabilidade]. Ele não tem uma cara de sofredor?

Começa o segundo tempo e uma bola na nossa trave foi a senha para voltarmos à minha VIA CRUCIS quase particular (havia alguns familiares comigo). O caminho que F. Cruz havia traçado após o gol rubro-negro, CRUZANDO a passadas largas a arquibancada visitante, parecia prestes a se repetir. Mais uma bola na trave tricolor, mais uma dose de delírio coletivo, clamores pelo messias – meu peito aperta, o que lhes entorpece me agride (penso que não vou suportar). Busco algum fôlego. Autuori chama Herrera e o Salvador, assim juntinhos, pra não pagar de Satanás e diluir a culpa.

Tcheco entra. Em alguns minutos consegue o que nenhum outro jogador conseguira até então: tomar de Túlio a faixa de capitão. Sai Túlio e entra Joílson (favor tirar retrato, como se procede com PROVAS SUBSTANCIAIS) e Tcheco retoma o seu lugar no Grêmio. Cruza algumas boas bolas na área, perde uma ou duas de forma ridícula e dá assistência pro gol do Jonas (nota: há um plano secreto – chamaria DOSSIÊ VERMELHO – sendo tramado debaixo dos nossos bigodes. Está PRESTES a surgir agora, há boatos, Um evangelho para Jonas®).

Chora, Nietzsche: Tcheco está morto, mas não é o nosso. Este num só tempo foi mito de salvação para ressuscitar logo no outro. E, se Tcheco vive, tudo é permitido. Eis o karma da vez, que aqueles seres rasteiros transformaram num falso dilema: ruim com ele, pior sem ele. Quando encontram finalmente uma verdade, ela é irrelevante! As pessoas, caríssimo senhor de bigode, preferem, acreditar e negar, alternadamente. Ora, vê o que dizem, não miram mais o alto; impera a decadência.

—–

Vi nuvens densas e negras. Conhecer verdadeiramente a tempestade – apenas no silêncio. Mas eles repudiam o silêncio.

Quando calamos, falam por nós os muitos. Furem-me o tímpano direito.

Rômulo – não omito – Arbo.

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O novo Tratado de Tordesilhas vem aí Paulinho renova esperanças coloradas

68 Comentários Add your own

  • 1. Franciel  |  10/09/2009 às 14:43

    Arbo,

    poderia dizer muitas coisas sobre este texto sensacional, mas por enquanto apenas furto a voz da menina Marisa Monte. “A dor é sua só e de mais ninguém”. Porém, em verdade lhe asseguro: já senti algo parecido. O santanás que me atormenta (e alegra a torcida) atende pelo nome de Ramon Menezes.

  • 2. Anônimo  |  10/09/2009 às 16:05

    Li, ri, mas não entendi!

    Sanchotene

  • 3. Anônimo  |  10/09/2009 às 16:07

    Falando sério, o que acabou com o Tcheco foi a camisa 10 e a braçadeira. E ele conseguir ambas, parece-me, foi inevitável.

  • 4. André K.  |  10/09/2009 às 16:20

    Acho curioso que, no RS, só existam gremistas condescendentes e subservientes.

  • 5. Adenor  |  10/09/2009 às 16:23

    Muito grande, não li e não gostei

  • 6. Sebastián  |  10/09/2009 às 16:24

    Parabéns pelo texto. Os mitos moram no futebol!!
    Um abraço desde Buenos Aires!
    Sebastián

    http://www.argentinabrasiljuntos.blogspot.com

  • 7. J Petry  |  10/09/2009 às 16:28

    Eu gostei, mas às vezes o estilo do Arbo me deixa tonto (frases compridas, construções incomuns, não é pra quaquer um).

  • 8. Jecimar  |  10/09/2009 às 16:29

    [Bota um nome de um time bem sofredor aqui, à sua escolha; transferência de responsabilidade] = OLE FOGO!!

  • 9. Daniel Cassol  |  10/09/2009 às 16:30

    André K, desenvolva.

  • 10. Adenor  |  10/09/2009 às 16:32

    sou um qualquer então

  • 11. arbo  |  10/09/2009 às 16:36

    Já tive esta curiosidade, André K. (não em relação a gremistas propriamente). Até ver que subserviência é a moda, digamos.

  • 12. Amilton  |  10/09/2009 às 16:40

    Seu estilo de texto parece o do Robinho jogando, cheio de firula e meio fresco, a começar pelo título

  • 13. dante  |  10/09/2009 às 16:43

    fora o “evangelho segundo milton”, que eu NÃO CURTI, muito a fudê o texto.

    não entendi porra nenhuma, mas achei sensacional.

    de verdade.

    e eu não entender porra nenhuma é culpa MINHA, não do escriba.

    taí o gremista que tu queria, carlos.

  • 14. dante  |  10/09/2009 às 16:50

    “Seu estilo de texto parece o do Robinho jogando, cheio de firula e meio fresco, a começar pelo título”

    ÇLDSFKSLÇDKFLSÇDKGLÇSDKGHLÇDSKFHLÇJLKGFGGF

    MELHOR COMENTÁRIO!

    invejei.

  • 15. arbo  |  10/09/2009 às 16:55

    #12. isso me pareceu uma PEDALADA.

    em todo o caso, aos vencedores q chegaram ao fim de tortuoso (bem sei) caminho – o q me honra:

  • 16. Franciel  |  10/09/2009 às 16:58

    Arbo, não dê ouvidos á maldade alheia.

    Sei que minha palavra não vale nada, mas em verdade vos digo: o texto está simplemente sensacional. Só não direi genial porque não me chamo Prestes e não nasci em Santo Amaro.

    Acontece que o povo está acostumado com migalhas, quando ganha biscoito fino (ops) se engasga todo.

    Por falar em porcaria, fiz um texto novo aqui, ó.

    Maestro, nossos comerciais, por favor:

    http://ingresia.opsblog.org/2009/09/10/selecao-brasileira-na-bahia-e-fogo/

  • 17. Francisco Luz  |  10/09/2009 às 17:03

    Tô como o Sancho: li, ri, mas não entendi muuuito – o início, a parte do Tcheco eu acho que peguei.

    Arbo = James Joyce escrevendo Finnegans Wake.

  • 18. Anônimo  |  10/09/2009 às 17:04

    12.
    asofijasiogjsioag

    [Bota um nome de um time bem sofredor aqui, à sua escolha; transferência de responsabilidade] = Botafogo 😀

    O hino do Botafogo não tem nada a ver com o clube…

    “Tradições aos milhões tens também
    Tu és o glorioso,
    não podes perder,
    perder para ninguém!”

  • 19. arbo  |  10/09/2009 às 17:07

    franciel, pare um pouco. ainda estou pensando em como te agradecer a primeira linha do #1. valeU.

    sancho: captou – inevitável, é o q parece.
    petry: é isso mesmo. te devo um engov (ns)
    argentino: paraguay!
    jecimar: é tu quem diz klgkaslk
    adenor: cara, tu só é o TITE. quer mais?

  • 20. Luís Felipe  |  10/09/2009 às 17:07

    não dê ouvidos à maldade alheia, e creia
    sua estupidez não lhe deixa ver
    eu te amo
    quantas vezes eu tentei falar
    que no mundo não há mais lugar
    pra quem toma decisões na vida sem pensar

    …eu ia comentar o texto, mas li a primeira frase do Franciel e lembrei da música sensacional do ROBERTÃO.

  • 21. Luís Felipe  |  10/09/2009 às 17:12

    ao texto.

    gostei da parte que descreve a torcida cantando o nome do Tcheco. Se fosse algum outro jogador histórico do Grêmio, com mais CARA de lenda, provavelmente não causaria tanto espanto.

    mas o Tcheco não tem CARA de lenda, não é um jogador FEITO para ser lenda. Uma vez, vi gremistas descrevendo o time campeão do mundo e claro que falavam de De León, Renato…cinco minutos depois chegaram no Osvaldo.

    “Bah, o Osvaldo. Esse jogava muito. Era fundamental pro time”.

    Mas ninguém vai chegar e dizer que o Grêmio de 1983 era o Grêmio DO OSVALDO.

  • 22. dante  |  10/09/2009 às 17:16

    bom, eu achei o texto genial.

    talvez vocês não concordem, mas pensem que o arbo pelo menos escreve melhor do que o thalles gomes.

    tô errado, franciel?

  • 23. Franciel  |  10/09/2009 às 17:21

    Dante, você tirou a minha da boca.

    Pensei em dizer exatamente isso. Só não falei porque senão Cassol ia dizer que era inveja e tals.

  • 24. dante  |  10/09/2009 às 17:22

    sei como é.

    a propósito, o que tu achou do último texto do milton?

  • 25. Franciel  |  10/09/2009 às 17:24

    Não curti muito não – especialmente aquela coisa folclorizante de Dona Flor, Gabriela.

    Tenho a mínima paciência para o Folclore.

  • 26. Lourenço  |  10/09/2009 às 17:25

    O Impedimento é muito legal, mas o problema é que, via de regra, os colorados são poetas e os gremistas corneteiros.

    Acho que ingênuo é achar que o Tcheco deve sair desse time do Grêmio para entrar….entrar quem mesmo? Não importa quem. Importa que o Tcheco saia. Daí é brincadeira. Para mim, o Tcheco não é insubstituível, até acho que seu ciclo está na descendente. Mas está longe de ser o problema do Grêmio. A torcida já gritou o nome de George Lucas (quando o Michel era titular), grita sempre o de Herrera, ano passado era o de Reinaldo. Isso não significa que são o Renato Portaluppi.

    O Tcheco pode não ser “o cara” de um time, como o Luís colocou. Então esqueçam um pouco o Tcheco. Parem de colocar a cara dele em qualquer derrota. Por esse critério, não sobra ninguém desde 2001. Eu não concordo.

  • 27. arbo  |  10/09/2009 às 17:39

    “Acho que ingênuo é achar que o Tcheco deve sair desse time do Grêmio para entrar….entrar quem mesmo?”
    =ruim com ele, pior sem ele.

    “Não importa quem. Importa que o Tcheco saia.”
    é, tem gente q pensa assim. eu, não.

    “Daí é brincadeira. Para mim, o Tcheco não é insubstituível, até acho que seu ciclo está na descendente. Mas está longe de ser o problema do Grêmio.”
    concordamos.

    “Então esqueçam um pouco o Tcheco.”
    o texto pode ser visto como uma tentativa frustrada de esquecer. há quem não deixe.

    “Parem de colocar a cara dele em qualquer derrota.”
    não o fiz. aliás, nem tenho esse poder. ALIÁS, coloquei a cara dele comemorando um gol.

    ah, os desvios da leitura.

  • 28. Paul  |  10/09/2009 às 17:40

    Baita texto Arbo.
    Mesmo.

  • 29. Gabriel R.  |  10/09/2009 às 17:45

    Rômulo parabens pela iniciativa do texto, não entendi lhufas, mas não sou parametro…

    Tu tem um dom, com certeza, tu conseguiu pegar uma frase do tipo (Eu odeio o Tcheco e ele não representa o meu Grêmio) e transformar num texto de 120 linhas.

    Tu conseguiu criar a mais fina a sucinta arriação sobre o botafogo…

    Parabéns.

  • 30. Lourenço  |  10/09/2009 às 17:48

    Tu fez um texto sobre o Tcheco para esquecer o Tcheco?
    Ironizaste o grito da torcida por Tcheco. Chamou ele ironicamente de Salvador. É possível que eu não tenha o alcance necessário, mas me parece que tua posição é bem clara.
    Se está longe de ser o problema do Grêmio, escreve um texto aí ridicularizando o Autuori por ter tirado o Tcheco. Ao usar um adjetivo irônico para descrever o Tcheco, tira o “Salvador” e bota o “Satanás”.

  • 31. zobaran  |  10/09/2009 às 17:49

    Rapaz,

    Ótimo texto (uma ressalva é esse negócio de “achar gol”, o mais novo clichê das trasmissões futebolísticas da Sportv).

    Mas a parada é o seguinte…Colé a tua? Num tem culhões para escrever BOTAFOGO não? Vamos lá…escreve Botafogo, vai. Escreve, vai.

    Mas não…você não escreve e, assim, o Rafael Botafoguense não virá aqui escrever todas as glórias, histórias e ídolos do passado (presente e futuro) do time do Biriba, eleito o Cachorro do Século.

  • 32. Gabriel R.  |  10/09/2009 às 17:52

    #31

    jdsfhalsjfhalsjhf

    E issaê!!! Botafogo neles!!!

  • 33. Daniel Cassol  |  10/09/2009 às 17:52

    Se o Arbo escrevesse “Botafogo” ali, o Rafael viria aqui proferir sua frase lapidar:

    CALA BOCA SEU ESGOTO.

    É meu ídolo.

  • 34. Franciel Bandeira Cruz  |  10/09/2009 às 17:59

    Arbo diz tudo. É só tirar o colchete.

    “Grêmio se transformasse num [Bota”

  • 35. Titi  |  10/09/2009 às 18:07

    Perda de tempo.

  • 36. zobaran  |  10/09/2009 às 18:09

    #34 é verdade. Ele disse.

    Mas pq o colchetinho? Bota a cara, Mr. M!

  • 37. arbo  |  10/09/2009 às 18:12

    Lourenço, obrigado por tentar entender (sei q é difícil e por minha, ã, culpa). Então vou ajudar, pois tu não está me entendendo (parece q tu está entendendo OUTROS):

    “Tu fez um texto sobre o Tcheco para esquecer o Tcheco?”
    existe essa possibilidade. alguns chamam de exorcismo. eu precisava. eu USEI impedimento. RECOMENDO. kdlsakg

    “Ironizaste o grito da torcida por Tcheco. Chamou ele ironicamente de Salvador.”
    ironia é muito usada por aquele q, e na situação em q, se vê, num repente desarmado. pode chamar de ironia do sorriso amarelo.

    “Se está longe de ser o problema do Grêmio, escreve um texto aí ridicularizando o Autuori por ter tirado o Tcheco. ”
    bá, mas isso tá ainda mais longe de ser o problema do grêmio.

  • 38. arbo  |  10/09/2009 às 18:18

    botaram fogo no colchete!
    é rebelião! ns

    valeu #31zobaran. só não entendi a ressalva do “achar o gol”.
    onde?

  • 39. Guilherme  |  10/09/2009 às 18:53

    Eu entendi o texto como um relato de uma dor incomensurável, de um retrato do sofrimento de quem, afinal, se deu por vencido e de forma triste e envergonhada, percebe que estava errado esse tempo todo sobre o Tcheco.

  • 40. zobaran  |  10/09/2009 às 18:56

    #38 “Futebol é folclore, uma história contada de improviso, um gol achado aos quarenta e sete do segundo tempo que leva à sua eterna prorrogação.”

  • 41. arbo  |  10/09/2009 às 18:57

    incomensurável! é isto! buscava essa palavra!

    “percebe que estava errado esse tempo todo sobre o Tcheco.”
    aqui tu foi longe com teu livre-arbítrio

  • 42. arbo  |  10/09/2009 às 19:02

    #40. e não é q caí no chavão? bem nessa. mto bem observado. a prova de q gols não se encontram no Achados & Perdidos é q tem sempre um q levanta a mão (reclamando autoria para si) naquele gol feito contra, numa confusão. não sobra nada.

  • 43. arbo  |  10/09/2009 às 19:29

    e aí, gabriel?
    http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2009/interna/0,,OI3968684-EI13759,00-Inter+consegue+liberacao+de+Sandro+da+Selecao+Sub.html

  • 44. Carlos  |  10/09/2009 às 20:05

    Tb não entendi porra nenhuma. Ou entendi, sei lá.

    Mas só consigo ler FORA TCHECO.

    Meu mantra é esse: FORA TCHECO.

    Graças a deus não tava nesse dia em que as Tchechechetes gritavam pelo nome desse infeliz. Me jogaria de cabeça no fosso.

    Me lembra muuuuuuuuuuito um belo fim de tarde onde o Nando Lambada foi substituído e todo o estádio gritou o nome dele. Chorei lágrimas de gordura de ovelha pq o grêmio tinha chegado ao fundo do poço.

    Gritar por esse filho da puta amarelão, fazedor de bolo e de biquinho, jamais.

  • 45. Carlos  |  10/09/2009 às 20:08

    E outra. Bando de oportunistas. Esse puto jogou 1000 jogos. Qdo não joga uma e o grêmio se fode (qtos esse puto jogou e o grêmio necas?) todo mundo vem com esse papinho de “a culpa não é dele…o tchechequinho tá carente”.

    Vão catá coquinho.

  • 46. Álisson  |  10/09/2009 às 20:16

    Estou monografando, não li tudo.

    Mas gostei e entendi a parte que eu li.

    hsuahsuahsuasuahsuahsu

  • 47. Gabriel R.  |  10/09/2009 às 20:23

    #43 Feito!!

    Da-lhe Sandro!!!!
    D’alessandro!!!
    Da-lhe Santos!!!(opa)

    #45 Acho que um post do Carlos sobre o Tcheco seria interessante. Um texto que tivesse um palavrão a cada 5 palavras…

  • 48. fino  |  10/09/2009 às 20:51

    também não entendi muito, mas sigo apoiando a causa

  • 49. beretta  |  10/09/2009 às 21:41

    Carlos >>>>>> Dercy Gonçalves (ns)

  • 50. Chico  |  10/09/2009 às 21:59

    Sou colorado e fui ao estádio Olimpico último domingo assistir ao jogo com um amigo, devidamente camuflado nas arquibancadas socias.

    Devido ao retrospecto gremista nos últimos jogos de domingo no brasileirão (2 goleadas em domingao de sol, enfim, tudo dando certo ) , me encaminhava ao estádio já resignado a assitir mais uma vitória gremista. Ficaria eu quieto e sentado na minha,comportamento digno de um espectador de uma partida de tênis, no máximo aplaudindo uma ou outra jogada.

    Pois começa a partida e na verdade o que eu vejo é um domínio do Vitória, com chances de gol perdida e tudo mais.
    Devido essas circunstâncias me começou a me crescer a vontade de apoiar o time do Vitória e gritar e torcer! Mas como não estava bêbado o suficiente para perder a consciência e cometer esse suícidio, fico me segurando……

    Certo momento minha vontade era de pelo menos gritar alguma coisa ….

    Até o momento que a torcida começa:

    – “THECO, THECO, THECO…..

    Pensei na hora,” pedir pelo Theco de volta ao time do Grêmio?”
    “Não vou sentir remorso nenhum!!!!” (ahiuauahaiuhaiu)

    E então acaba minha tensão e engrosso o coro:

    -THECO , THECO, THECO…..

    (No final do grito quase que eu engatei VOLTA CELSO ROTH!)

    Abrasss

  • 51. Logan  |  11/09/2009 às 07:31

    Pelo que eu entendi o thceco parece mais com um Bida ou um Roger da vida, do que com o Ramon.
    E insanidade é torcer prum time treinado pelo tite.

  • 52. Gabriel R.  |  11/09/2009 às 08:51

    #50

    hahahahaha

    Que relato!

  • 53. solraC  |  11/09/2009 às 09:59

    #44 e #45

    51. Carlos | 02/09/2009 at 17:41

    Tdo bem, nesse ponto concordamos, certamente. Pegação de pé pura e simples não eras…

  • 54. Gustavo  |  11/09/2009 às 10:29

    Eu não só ENTENDI totalmente o texto do Arbo, como eu entendo que traduziu da melhor forma possível o meu sentimento em relação a tudo isso que AÍ ESTÁ.

    O Tcheco é UM DOS problemas do Grêmio atual. Neste momento, insolúvel, pois não há substituto à altura (para vermos a precária qualidade do elenco, no que se refere a meio-campistas).

    Mas nada, NADA, justifica um bando de cegos BRADAREM tal nome como sendo a SOLUÇÃO. Aquilo me ENOJOU profundamente.

    Aí está o que a maioria não entende ou não vê: foi um erro tirar o Tcheco sem ter um substituto para ele, mas isso não significa que ele TIVESSE que entrar para RESOLVER o problema!

    Uma cena que a muitos talvez tenha passado despercebida. Logo depois da pintura do gol gremista, Souza coloca uma boa bola para Jonas, que perdeu um gol muito bem desenhado. O jogador ficou um tempo no chão, lamentando o gol perdido, como qualquer pessoa que tenha SANGUE teria feito. Aí o Tcheco chega e PUXA o Jonas pra cima.

    Aposto que a torcida que PEDIU pelo Tcheco deve ter pensado: “Nossa, como nosso LÍDER é valente, foi lá LEVANTAR o Jonas e pedir pra ele ter vontade, não perder as esperanças”.

    Fosse eu o Jonas, teria dado UMA BOCHA no meio da FUÇA do Tcheco e teria dito: “VTC seu NARIGUDO, eu tenho muito mais VONTADE do que tu, que te ARRASTA em campo”.

    Sério, tivesse o Autuori alguma AUTUORIDADE, daria GANCHO no cara por menos do que isso.

  • 55. Milton Ribeiro  |  11/09/2009 às 10:31

    Gostei muito, Arbo, só achei mal aplicado.

    A entrada de Tcheco era necessária. Não havia passe nem articulação. Não é um mito criado por uma seita, é tão real quanto as entradas (e os gol) de Escurinho na metade do segundo tempo, certo?

    Mito era pedir por Fio ou, quem sabe, Rentería.

    Mito sou eu!

    hahahaha

  • 56. Milton Ribeiro  |  11/09/2009 às 10:32

    “E os gol” está errado, pois foram mais de seis.

  • 57. arbo  |  11/09/2009 às 11:57

    a história fabulosa do chico colorado no #50 (de certa maneira ILUSTRA o q quis dizer) e o comentário do gustavo no #54 (totalmente excelente, é isso aí) me fazem pensar q vale a pena o risco q é me botar pra escrever pro impedimento. muchas gracias.

    e, carlos, foi HORRÍVEL. sorte tua não estar lá.

  • 58. rafael botafoguense  |  11/09/2009 às 12:20

    so vi agora essa putaria,nada a acrescentar,meu time eh fodão mesmo foda-se o q vcs acham dele.

  • 59. Gustavo  |  11/09/2009 às 13:42

    Putz, o Rafael botafoguense jogou a toalha. É o fim dos tempos.

  • 60. Jabba  |  11/09/2009 às 13:58

    Arbo,
    Na pessoal, mas achei o texto meia boca e não é só por não concordar com ele, acho que especialmemnte o começo, aquela parte de mitos e metáforas parece algo que tu começou a escrever e parou no meio.
    E quanto ao Tcheco concordo que nãe é solução e nem o problema, mas com certeza me irrita muito mais a torcida pedir o Herrerra que trata a bola com a intimidade de um seminarista na zona.

  • 61. arbo  |  11/09/2009 às 14:10

    sim, jabba, eu escrevo como penso, em geral. tenho q aprender pegar uma linha e seguir. pelo menos minimamente. abraço.

  • 62. rafael botafoguense  |  11/09/2009 às 14:11

    #58 jamais me matarão.

  • 63. fino  |  11/09/2009 às 15:50

    cala boca seu esgoto

  • 64. rafael botafoguense  |  11/09/2009 às 16:21

    imitao escroto

  • 65. Gustavo  |  11/09/2009 às 16:51

    DIMAIX

  • 66. Milton Ribeiro  |  11/09/2009 às 17:39

    Gosto muito das crônicas do Arbo. Acho uma sacanagem criticá-lo pelo fato — a meu ver positivo — de ele ter uma voz própria.

  • 67. Cesarotti  |  11/09/2009 às 19:40

    Muito bom o texto, Arbo, devias escrever mais.

  • 68. Rafael Chat  |  13/09/2009 às 18:38

    Muito bom o texto. Quando vou ao Olímpico tenho pensamentos semelhantes. Ainda na Libertadores, Nietzche acompanhou-me ao Olímpico. Acho que também ao Arbo, em algum outro momento. É que nosso pensador queria observar a repetição de um fenômeno já familiar pra ele: A idolatria ao perdedor Tcheco, a terrível lógica do sofredor de que sua dor é o prenúncio de uma recompensa futura, o mito da imortalidade, e mesmo a referência constante ao Ano da Vergonha de 2005, data inaugural deste novo gremismo, – praticado na Geral, digo com tranquilidade – são os sinais de que vamos virar um Botafogo.
    É bem claro o que está acontecendo. Se não está claro, troca uma idéia com o Nietzche que ele te explica!

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