O juiz não está preparado para ser odiado

21/08/2009 at 07:00 36 comentários

Não sou adepto da ideia de que todo árbitro é pilantra. Também não sei se os árbitros brasileiros erram mais que os outros. Porém, talvez seja importante discutir esse tema mais a sério. O debate da honestidade da arbitragem parece saturado. Mais importante parece ser discutir se o juiz está realmente preparado para ser a pessoa mais odiada do mundo.

Em uma palestra que deu para o curso Kick Off, da Perestroika, Leonardo Gaciba foi muito honesto com a questão arbitral. Acredito, porém, que a sua contribuição mais relevante não foi contar causos da profissão, mas o momento em que ele detalhou as condições de trabalho.

“Se um juiz dá a sorte de apitar quatro jogos da Série A em um mês, leva cerca de 10 mil reais. Isso tendo de pagar academia, nutricionista, psicólogo…” Gaciba é defensor da profissionalização da arbitragem, que já acontece em países como Inglaterra e Portugal. Parece estranho, quase inaceitável, que um árbitro dependa de um sorteio ou de uma pré-seleção para ganhar dinheiro no final do mês.

Enquanto existe essa dependência, fica claro que o árbitro vai apitar para não se comprometer, para não se queimar com o José Roberto Wright ou o Arnaldo Cézar Coelho. O juiz vai ao campo pensando em se preservar para garantir os 2,5 mil no jogo seguinte. E dê-lhe compensação, faltas medíocres para os “dois lados”, cartões amarelos e vermelhos iguais para infrações muito diferentes.

Também é muito estranho que um árbitro tenha de pagar o seu próprio condicionamento físico. Só esse fato gera uma profunda injustiça. O jogador mais medíocre da Série A, via de regra, tem direito a excelentes salas de musculação e centros de treinamento bem equipados, além da orientação dos melhores profissionais que o clube pode pagar. O árbitro, com 10 mil reais por mês, não pode pagar essa estrutura e esses profissionais. Está sempre um passo atrás em relação à condição física dos atletas – e esse passo atrás pode determinar um impedimento mal marcado ou um pênalti não dado.

Considerando que os clubes são os maiores interessados na boa arbitragem, é dever deles fornecer tal estrutura. Através das federações, ou mesmo por uma entidade autônoma, eles podem pagar uma taxa mensal que permita a todos os árbitros uma estrutura adequada para o condicionamento físico. Se cada estado brasileiro tiver um centro de treinamento e um estádio que permita o treinamento intensivo e gratuito para os árbitros, o risco de saírem dali juízes mal preparados é muito menor. Isso inclui condicionamento físico e estudo de regras, reciclagem, etc.

Muito se fala sobre o uso de recursos eletrônicos. Na palestra, Gaciba mostrou receio com a história. “Será que a câmera vai ser imparcial?”, perguntou. Lembrou o famoso caso de Copa de 1998, que deveria ser um voto a favor das imagens como ajuda para decisões arbitrais. O juiz que anotou pênalti de Júnior Baiano em Tore Andre Flo  em Brasil 1×2 Noruega foi mandado embora, de volta para casa, depois do “erro” cometido. Nenhuma das mais de 30 câmeras presentes no estádio pegou a mesma imagem de um cinegrafista amador, que fazia um filme sobre Flo e captou o puxão de Júnior Baiano, momentos antes da bola chegar.

Isso quer dizer que a câmera acaba não sendo definitiva: a interpretação da imagem do VT é igualmente falível. Além do mais, como garantir que o operador da câmera seja tão imparcial quanto deve ser o juiz? Quantos lances de interpretação não seriam discutidos à exaustão dentro do campo por causa disso? Em lances de impedimento sim, é muito difícil errar com o auxílio da câmera. Existe uma linha imaginária que não pode ser ultrapassada, ponto. Bem mais simples para um cinegrafista captar.

Não lembro de nenhuma ação mais séria dos clubes e da federações para melhorar as condições dos árbitros. Vejo homens que, ao representar o clube, falam patacoadas pessoais dos juízes ou fabricam DVDs. O assunto só é levado a sério quando o time do dirigente é prejudicado.

O futebol é um esporte muito sério e muito caro para ser decidido por pessoas com condições de trabalho tão desiguais, em relação aos outros. Por não acreditar em uma safadeza generalizada dos árbitros, creio que quando todos tiverem mais condições de apitar partidas da Série A, mais fácil será distinguir os bons, os ruins, os pilantras e o Djalma Beltrami.

Até a vitória,
Luís Felipe dos Santos

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36 Comentários Add your own

  • 1. Lucas Cavalheiro  |  21/08/2009 às 07:42

    Eu concordo com grande parte do teu texto, LF.

    Mas, será que um bandeirinha precisa de toda esse blah blah blah de preparo físico pra correr meio-campo??

    Se erram, é porque são ruins mesmo! E impedimento, sempre ele, é a coisa mais barbada de ser resolvido com câmeras. Seria tão simples deixar seguir o lance, em caso de dúvida, e resolver a validade do lance logo em seguida.

    Só com esse recurso aí já se consertariam uns 100 erros grotescos no brasileirão.

  • 2. Jean Mello  |  21/08/2009 às 08:27

    é o fim da picada ver o marsiglia dando pitacos sobre futebol ao invés de arbitragem… isso me enoja…

  • 3. Fernando Cesarotti  |  21/08/2009 às 08:55

    Pois eu concordo plenamente, sensacional o texto, LF. Especialmente o fim.

    Acho que o mais importante de se adotar essa estratégia é que enfim poderá se cobrar de fato dos árbitros, afastá-los, demiti-los e tudo o mais. Eles são parte do espetáculo e devem ser tratados como tal.
    Pô, imagina como é constrangedora a situação atual: o juiz recebe em cash, com dinheiro de bilheteria, após o jogo. Imagino a boa vontade do diretor financeiro do Inter na última quarta pra fazer o pagamento – isso pra não falar de casos em que, de fato, o clube pendura o pagamento.

    Os juízes deveriam ser todos empregados da CBF, ou das federações que seja, com carteira assinada e pagamento fixo mensal, não importa para quantos jogos fossem escalados. E teriam de bater cartão numa eventual “escolinha”, onde, além da preparação física, cuidariam da parte técnica. apitariam jogos de moleques como “coletivo”, assistiriam a vídeos de partidas, enfim, um serviço de gente.
    Claro que uma estrutura dessas custaria caro, mas pra isso tem as cotas de TV, a publicidade e tudo o mais. É o mínimo que se espera para que todos possam participar em condição de igualdade.

  • 4. Felipe (o canoense)  |  21/08/2009 às 09:08

    Os clubes não podem gastar dinheiro com árbitros. E do que viveriam os dirigentes, esses ABNEGADOS senhores que NEM SALÁRIO RECEBEM e dedicam suas vidas aos clubes?

    Imagina se resolvem cobrar uma TAXA de cada transferência internacional feita no país, por exemplo, para ajudar na preparação dos apitadores?

    1º O griteiro seria apavorante;
    2º Os camaradas que administrariam o dinheiro, com certeza LEVARIAM ALGUM!

    Depois de igreja e senado, melhor lugar pra ganhar dinheiro no país é em clube de futebol!

    Tirando a indignação, grande texto com boas idéias… Que funcionariam num país decente.

  • 5. Prestes  |  21/08/2009 às 09:38

    Concordo quase que integralmente com o texto, Luis.

    Só aqui não concordo:

    “Em lances de impedimento sim, é muito difícil errar com o auxílio da câmera.”

    Pergunta: qual frame escolher??

  • 6. Francisco Luz  |  21/08/2009 às 09:52

    ALém de tudo que o texto cita, acho que uma medida de caráter mais imediato, e que ajudaria a arbitragem, seria a de aumentar o número de árbitros. Um atrás de cada gol já funcionaria para lances de pênalti, etc.

  • 7. Camilo CEO  |  21/08/2009 às 09:59

    #5 O frame em que o pé do passador está em contato com a bola.

    Sobre a utilização de filmagens, usar o argumento de que erros continuariam acontecendo é meio FAIL. Ainda assim, a quantidade de erros evitados seria MUITO relevante.

  • 8. fino IN MEMORIAN  |  21/08/2009 às 10:09

    como assim qual frame prestes…

    congela a imagem no momento do passe e era isso… e de preferencia deveria passar no telão do estádio como fazem na NFL… mas aqui nessas biboca querer isso é delírio

    lembram quando cogitaram usar DOIS arbitros dentro de campo? bem palha.

    é BEM COMPLICADO… quanto vale um erro de arbitragem em final de campeonato?

    também não concordo com a parte dos clubes arcarem com os custos da profissionalização.

  • 9. Kleiton  |  21/08/2009 às 10:11

    #5

    E na boa: só por dar a oportunidade do juiz rever o lance em câmera lenta, discutir com os assistentes e decidir de forma PENSADA, e não no meio do FURDUNÇO, já é um baita avanço.

    Os impedimentos de 1cm continuariam polêmicos, mas aqueles de METRO E MEIO seriam facilmente corrigidos.

  • 10. fino IN MEMORIAN  |  21/08/2009 às 10:14

    Cadê o Sancho, o Serra e o AK pra criticar a pauta do texto?

    sfklksdlafklsfdskdlf

  • 11. Gabriel R.  |  21/08/2009 às 10:28

    O melhor seria acabar com a regra do impedimento, assim, certamente o romario jogaria até os 60…

  • 12. dante  |  21/08/2009 às 10:40

    fino manco, não jogou nada ontem.

    lkalçdjasflsjdihfjsldkgjslkfdjkdslfgkdfglkdfjgldjflkgjdlkfjgldfg

  • 13. dante  |  21/08/2009 às 10:43

    [rlx mgx sxt-fera dboa]

  • 14. saulo  |  21/08/2009 às 10:45

    A arbitragem brasileira tá fazendo vergonha.

  • 15. Yuri  |  21/08/2009 às 10:52

    Cara, não discordo do texto (mas também não concordo totalmente) mas mencionar PORTUGAL como exemplo é sacanagem… os árbitros portugueses são muito, mas muito ruins, a roubalheira acontece muitas vezes na cara dura, e imagina gaúchos apitando jogos do Grêmio e mineiros apitando do Atlético, isso acontece lá DIRETO. Na primeira rodada do LUSÃO, domingo último, já teve dois penais mal marcados, duas explusões não feitas, dois amarelos transformados em sumaríssimo contra o brasileiro Hulk (sumaríssimo é o vermelho direto, sendo que no caso ele pegou 2 jogos ainda) e isso só contando os jogos de Benfica e Porto…

    Isso sem contar os árbitros SÓCIOS de clubes… sim, isso acontece. Imagina isso no Brasil…

  • 16. Yuri  |  21/08/2009 às 10:55

    #8:

    Já usaram dois árbitros e campo, num Paulistão aí em meados dos anos 90. Não prosseguiu, o motivo é, declaradamente, a falta de grana para bancar os dois. Se não tem grana nem para 2 juízes, imagina a estrutura…

    Aí me perguntam : “Yuri, o que é estrutura?”

    E eu respondo: “É arame…”

  • 17. André K  |  21/08/2009 às 11:13

    # 10

    “Não gosto de falar de arbitragem.”

    Frase que inicia a maioria das coletivas de treinadores.

  • 18. Lucas Cavalheiro  |  21/08/2009 às 11:23

    Enquanto isso, o Inter traz um lateral direito BÚLGARO. Sentido?

  • 19. Serramalte Extra  |  21/08/2009 às 11:46

    Na boa… tudo bem que eles são mal preparados e tal, mas como que os brasileiros conseguem ser piores que os argentinos, chilenos, BOLIVIANOS, que teoricamente ganham ainda menos. Será que só a pressão faz tudo isso? Provavelmente.

    O culpado é o Arnaldo, mas não sozinho. Quem nunca ouviu comentaristas cariocaschamando de absurdas as arbitragens NORMAIS* da Libertadores, ou do Vuaden?

    Continuo achando que o objetivo da arbitragem deveria ser aumentar o tempo de bola em jogo, o exato oposto ao que é feito aqui no Brasil (truncar pra não aparecer erros graves nos melhores momentos, inventar 50 faltas para “controlar” o jogo e aparecer menos nos Gols do Fantástico mesmo errando mais).

    * normais em 206 dos 207 países filiados à FIFA, aqui chega a ser uma aberração.

  • 20. Daniel  |  21/08/2009 às 12:13

    belo ponto, LF. tem dinheiro SOBRANDO no ramo hoje pra manter toda estrutura sugerida e ainda colocar mais um arbitro dentro do campo pra apitar vendo a coisa toda de outro angulo, como acontece no basquete.

    quanto as câmeras, tb não vejo problema. mesmo com o caso do pênalti esse aí, a margem de erro ainda fica bem menor que sem os aparelhos. no futebol americano, os juízes se reúnem, olham a câmera e o principal deles ainda vira pra MASSA e explica o que apitou, num microfone de lapela [exagero, admito. mas é um exemplo trimassa]

    por mim o impedimento, regra mais inútil do futebol, poderia ser abolido. só serve pra gerar controvérsia e chororô. se o centroavante vai ficar pescando o problema é dele e dos zagueiros que vão marca’-lo. sem falar que contribuiria para a faceirice do esporte e marcação de mais golos.

  • 21. Prestes  |  21/08/2009 às 12:27

    Não acho que seja simples assim registrar o exato momento do passe nas câmeras. Várias vezes fico com a impressão de que a edição escolheu o frame. Imagina esse tipo de discussão num jogo de futebol: “os frames escolhidos sempre favorecem o Corinthians?”

    Coisa mais chata impossível.

  • 22. Lourenço  |  21/08/2009 às 12:43

    A profissionalização da arbitragem não diminui a dependência do árbitro às influências externas. Profissionalização não dá estabilidade de funcionário público. O teu chefe pode sempre te afastar, sendo profissional ou ganhando por jogo. Sem contar que não é só pelo dinheiro mensal que se pressiona alguém. Botar o juiz que anulou mal um gol para apitar a Série D, ou colocá-lo na geladeira, é um instrumento enorme de pressão psicológica.

    Conheço pouco a questão a fundo, mas com certeza o problema não é de mera crise ética (nem na política brasileira é, imagina na arbitragem). Acho que talvez falte preparação mesmo, cursos de formação com mais recursos para que cheguem mais prontos. Não acho que a profissionalização de arbitragem vá diminuir os erros. E acho que, pelo lado humano do trabalhador, será bem mais difícil simplesmente afastar um juiz de mau rendimento.

  • 23. André K  |  21/08/2009 às 12:49

    Prestes, mas é uma dificuldade a mais. Tanto o juiz quanto o o selecionador de frame terão que favorecer o Corinthians.

    Por falar em corinthians. É possível questionar o momento em que foi publicado o texto?

    Concordo em parte com o Lourenço no #21. Mas pra mim o maior problema é que os arbitro são muito suscetiveis a pressos externas (mídia, torcida, dirigentes, etc…)

    Na Libertadores, com arbitro “de fora”, a coisa normalmente flui melhor.

  • 24. Prestes  |  21/08/2009 às 12:58

    A questão da preparação é a chave com certeza. Nisso aí eu concordo plenamente com o Luis.

    Lourenço, a questão é que pro cara se preparar melhor, faz-se MISTER que o árbitro se dedique em tempo integral.

  • 25. Prestes  |  21/08/2009 às 13:23

    Ah, já ia esquecendo!

    “mais fácil será distinguir os bons, os ruins, os pilantras e o Djalma Beltrami.”

    FUI PRO SACO

  • 26. branco  |  21/08/2009 às 13:50

    Perfeito. Concordo com tudo que foi escrito no texto.

    Mas além disso, há 2 coisas que poderiam ser feitas para melhorar as arbitragens.

    A primeira é acabar com a possibilidade de o juiz interpretar o lance. Por exemplo, mão seria mão sempre, independente de intenção, de o braço estar longe do corpo, etc… Impedimento passivo também não existiria.

    A segunda é imitar o campeonato de rugby da Austrália, onde o juiz tem um microfone e fala para todo o estádio o que ele está marcando.

  • 27. Jader Anderson  |  21/08/2009 às 13:55

    Já tinha largado em outro topico o que eu penso q ajudaria a classe dos juízes de futebol.

    Primeira coisa é a tão dita estrutura que deve ser mantida pela CBF para treinar, manter fisicamente etc etc esses arbitros.

    Depois vem os indicadores de desempenho, um baseado na condição fisica, outro baseado no indice de eficiencia do arbitro: criterio para faltas, tmepo de bola rolando, até mesmo postura perante os atletas e controle de jogo. Podem inserir tudo aqui o que vcs gostariam de avaliar. As rodadas do brasileirao seriam avaliadas no quesito arbitragem por um comite FIFA, sei la..

    De acordo com isso se condiciona a posição dos mesmos na serie A B C. o fato de meter uns candango na geladeira nao interferiria na remuneração total do cara… mas por exemplo manter uma boa regularidade ao longo do campeonato manteria o cara na sua serie, ou promoveria para serie A por ex.

    Quanto maior a serie obviamente melhor o salario… isso faria os caras apitarem certo e até se puxarem para promover de uma serie a outra. Beltrami ia pra C rapidinho…

  • 28. Lucas Cavalheiro  |  21/08/2009 às 14:12

    #26

    Já existe, se não me engano, um sistema parecido com esse de “classes”. Juízes FIFA, CBF, ex-FIFA…

  • 29. Lucas Cavalheiro  |  21/08/2009 às 14:17

    corrigindo, o #28 foi para o #27

    (acho que entrou um comentário que estava bloqueado. Ou eu que sou MONGO!)

  • 30. Sancho  |  21/08/2009 às 14:20

    Re 10

    Eu?!?!?!

  • 31. Jader Anderson  |  21/08/2009 às 14:47

    Sim lucas, mas isso determina ainda a famigerada comissão…

    o negocio eh so determinar a remuneração mensal do cara com uma avaliação anual, ou semestral… algo assim… baseado nesses criterios…

    mas eu so sou um mangolao com algumas ideias huaehuehueuheu

    nao sei como o esquema opera na vida real… pra mim eh tudo politicagem, FIFA, FIFO, LIFO, heahehehehe

  • 32. Anônimo  |  21/08/2009 às 15:04

    Concordo com o LF.

    Poderia se criar empresas prestadora de serviço que seriam responsáveis pela arbitragem, talvez em forma de cooperativa.

    Uma nacional, para os jogos das séries A-D, e outras estaduais.

    Um abraço,
    Sanchotene

  • 33. Lourenço  |  21/08/2009 às 16:29

    #23
    Acho que o texto foi escolhido agora justamente porque o Corinthians foi prejudicado quarta, quando o Tardelli não expulsou o Bolanos ainda no primeiro tempo.

  • 34. Junior  |  21/08/2009 às 16:30

    Concordo com o Sancho, uma cooperativa seria uma boa idéia. Mas é preciso dizer que os árbitros já estão num “profissionalismo disfarçado”, como ocorria com os jogadores de futebol nas primeiras décadas do século XX e com os atletas olímpicos brasileiros há uns 20, 25 anos. Um árbitro da FIFA vive principalmente da arbitragem. Qual empresa vai dar algo importante a um funcionário que precisa viajar toda quarta e todo fim de semana? Também é preciso mudar a orientação da CONAF(é esse o nome da entidade que regula a arbitragem?). Por exemplo, o Tardelli e o Beltrami perderam o escudo da FIFA, qual a motivação deles para apitar? Eles só estão esperando atingir a idade limite, por isso, não deveriam apitar os jogos mais importantes. Esses jogos deveriam ser apitados por juízes com ambição, o que não é o caso deles.

  • 35. Serramalte Extra  |  21/08/2009 às 18:53

    Junior, o Tardelli perdeu o escudo da FIFA porque aceitou uma proposta do Diretor de Ladr… hm… Arbitragem, que mantêm o pagamento dele no mesmo nível dos FIFA. O Beltrami rejeitou, reclamou, divulgou isso e acabou perdendo o escudo sem ganhar porra nenhuma…

  • 36. Luís Felipe  |  22/08/2009 às 08:35

    #6

    Sobre 2 árbitros, o grande problema acontece quando eles discordam um do outro. Quando isso acontece, disse o mesmo Gaciba na palestra, ambos perdem a autoridade dentro de campo. Melhor é o que já está acontecendo: o quarto árbitro comunica-se com o árbitro principal através do ponto eletrônico e auxilia nas decisões. Às vezes o quarto árbitro olha para a transmissão televisiva inclusive, o que a FIFA diz que não existe, mas acontece.

    #26

    O problema da regra é que ela é naturalmente interpretativa na maior parte dos casos. Ela não é “clara”, como diz o Arnaldo Coelho. O dia em que ela deixar de ser interpretativa, ela terá de ter um nível de detalhe que é improvável para a percepção do olho humano.

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