Travesti

05/08/2009 at 16:00 62 comentários

Eu acho que cada um carrega dentro de si um traveco.

Tá, eu sei, é uma péssima frase.

Já vejo vocês, sorrisinho descarado no canto da boca, batendo o mouse na mesa e pensando com toda empáfia do mundo: “Bem que eu desconfiava que esse alagoano era viado! Esse papinho de Iggy Pop, Belo do Soweto e Ruiva da Lotação nunca me enganou. Bicha louca!”

Vão tomar meio metro de pica todo mundo que viado é a senhora sua mãe, vou logo dizendo com toda a coragem que o anonimato virtual constitucionalmente me garante. A frase é sensacionalista, eu sei. Tem duplo sentido, beleza. Mas serviu para o que eu queria: chamar a atenção de vocês. Pronto. Quem bate o mouse na mesa por último bate melhor.

Eu até pensei em pagar de intelectual agora e citar uma frase de um literato renomado. Mas não suporto esse pedantismo intelectualóide, esse complexo provincianesco que assola a pungente crônica esportiva.

O que é a mais pura e deslavada mentira.

Como eu ia dizendo antes desse arroubo de falsa modéstia, o Graciliano Ramos desabafou certa vez numa carta à mulher Heloísa – ele morando no Rio de Janeiro, ela em Maceió: “Preciso ter a cabeça no lugar certo e afastar essas coisas do coração. Na vida que tenho não me sobra tempo para sentimentalismo. É aqui no duro, arrumando frases com dificuldade.”

E para provar que minha mente colonizada não tem limites, citarei agora um filósofo francês do século 18, precursor da Enciclopédia Barsa, Denis Diderot. O francês aí, sem nada melhor pra fazer, escreveu entre um ménage à trois e outro um livro sobre a técnica do comediante. Diz ele em castellano perfeito: “Cuando se dice de un hombre que es un gran comediante, no entiende nadie que tal hombre siente, sino todo lo contrario: que sabe simular el sentimiento sin sentir absolutamente nada”.

Sacaram a ligação entre traveco, Graciliano e Diderot? Não, Cassol, não tem nada a ver com ménage à trois! Prestem atenção, seus puto, que não tô com paciência pra desenhar.

Até o último dia dois de agosto eu estava morando no Rio de Janeiro. Passei um ano e meio por lá e digo pra vocês que não gostei. E nem me venham com esse lero-lero de “Narciso acha feio o que não é espelho”, que isso é maior besteira que já compôs essa taquara rachada que insiste em envergonhar os brios da terra de Sêo Françuel.

A verdade é que eu nunca me senti tão nordestino como no Rio de Janeiro. Há no ar do berço da Bossa Nova um resquício deprimente de capital do império que faz com que boa parte da Intelligentsia carioca viva numa bolha onde só importa o que sai do próprio umbigo. E tudo que vem de fora é assimilado como arcaico ou folclórico. Nordestino, nessa lógica, vira tudo Paraíba. E a nós restam as portarias, as bandejas, os tijolos, as vassouras e as fantasias de bobo da corte nas telas, palcos e afins.

Mas, fazer o quê? O cara chega lá pra tentar ganhar a vida, tem que engolir o cuspe a seco. Aí começa a policiar o sotaque, chamar macaxeira de aipim, balançar naqueles ferros-velhos da Central, chamar ônibus de 433, 172, 464, até chegar à humilhação maior de escolher uma daquelas tranqueiras pra torcer.

Eu tentei resistir até onde pude, mas já no finzinho caí em tentação. Em homenagem ao Rivelino, cujo bigode de caminhoneiro é igual ao do meu pai, tentei torcer para o Fluminense. Fui até ao Maracanã, vejam só. Mas depois de ver um tiozinho dos seus sessenta anos, que com certeza viu o Riva jogar, aplaudir de pé o Ruy Cabeção, aos gritos de “Esse é bom jogador”, percebi o risco que corria minha frágil sanidade mental e larguei o Tricolor antes de pirar o cabeção.

Nilton Santos, Mané Garrinha, Paulo Mendes Campos e a Ruiva da Lotação me levaram então para a Estrela Solitária. Mas, de boa, Rafael, torcer prum time cuja única esperança de gol é cobrança de falta de zagueiro já é pedir demais pra este humilde retirante.

Fui a São Januário e a única coisa boa que vi foi um garoto chamado Felipe Coutinho. O caldeirão é bem aconchegante, mas o time é broxante.

E o Flamengo, então, nem se fala, esse aí já tem muita torcida pra pouco time.

Foi no berço dessa solidão, tomando uma iisssshhhcól na varanda do apartamento, que cheguei à frase lapidar que abre esse texto. Explico: morava eu no sétimo andar de um prédio caindo aos pedaços na Avenida Augusto Severo, Bairro da Glória. O Godo, a Lila e todo mundo que mora na Cidade Pecaminosa sabe que essa avenida é mais conhecida como Rua dos Travecos. As amigas do Ronaldo batem ponto diariamente por lá, faça chuva ou faça sol.

Naquele momento de êxtase metafísico percebi que estava prestes a entrar num caminho sem volta. Tentando me adaptar, falseando o sotaque, escondendo os sentimentos, tal qual um travesti que se entope de silicone industrial pra agradar a rapaize que curte um dois-em-um.

Decidi voltar pro meu Nordeste o mais rápido possível, antes de começar a colocar silicone nos glúteos.

Final feliz, não? Ledo engano. Depois da tempestade, vem a leptospirose já dizia aquele velho ditado que acabei de inventar [CAPSLOCKNELLO, Douglas].

No Galeão, ao despachar meus humildes pertences, descubro que todo o homem tem seu preço. O meu é seis reais. Isso mesmo, seis reais. É essa a bagatela que a empresa aérea cobra por quilo de excesso de bagagem. Pouco, não? Pois multipliquem isso por oitenta e três e vão descobrir porque o rapaz latino-americano aqui ficou sem dinheiro na poupança e voltou pro interior.

E ainda não acabou não, meu filho. Chegando na Veneza Brasileira, descubro que na lama dos manguezais, junto com os caranguejos e os mangue-boy-malungo-sangue-bom, estão o Sport e o Timbu-calça-arriada, chafuscando na zona de rebaixamento. E até o Santinha Querido da Catarina anda se afundando cada vez mais na Série D.

E pior, primeiro sinal do Apocalipse de São João: O Vitória perdendo em casa pro time do Ricardo Gomes e o Avaí do Catarina já entre os dez primeiros do Brasileirão!

Não dá mais pra mim, cara.

É por isso que escrevo essas mal traçadas linhas na rodoviária de Recife, esperando o ônibus pra Maceió. Não tem nenhuma RUIVA do meu lado, é vero. Mas meu alento é saber que quando vocês estiverem lendo isso, eu vou estar aqui, ó.

Fiquem em Porto Alegre, tchau!

Thalles Gomes

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Entry filed under: Colunas, Contribuições, Literatura.

Botafogo Querido Pedrito, el cumpridor

62 Comentários Add your own

  • 1. dante  |  05/08/2009 às 16:21

    bá.

    texto genial.

    e eu ainda me atrevo a escrever pro impedimento…

    PARTIU UMA BARCA PRAS ALAGOAS?

  • 2. Prestes  |  05/08/2009 às 16:24

    GÊNIO!!!!!!!!

  • 3. jurley  |  05/08/2009 às 16:25

    Aqui em POA no máximo que rola é um Influenza A, mas no mais até que não estamos na pior. Recomendo vir pra POA escoplher entre o time de Figueroa e Falcão ou o de Baltazar e Mazzaropi.

  • 4. Prestes  |  05/08/2009 às 16:25

    Tem uma música do Vital Farias que diz assim: “Lugar bom de ganhar dinheiro é Rio e São Paulo, já dizia uma tia minha que nasceu morta”.

  • 5. Lila  |  05/08/2009 às 16:35

    433 e 464. Por um segundo achei que morava pero da minha casa. Mas, não, era naquele ANTRO lapeano…

  • 6. Mateus Borba  |  05/08/2009 às 16:41

    Genial mêo, vou até linkar no meu tuíter.

  • 7. izabel.  |  05/08/2009 às 16:55

    muio massa, thales.
    boa sorte na sua volta à terra.

    me identifiquei em várias passagens. só trocar rio por são paulo e alagoas por bahia.

  • 8. Titi  |  05/08/2009 às 17:10

    G.E.N.I.A.L

  • 9. Yuri  |  05/08/2009 às 17:11

    O Rio de Janeiro realmente parece ser uma merda (fico no “parece” pois nunca botei os pés lá)… mas Maceió é tão legal assim???

  • 10. rafael botafoguense  |  05/08/2009 às 17:11

    ahahaahaha q texto foda

    mas po,gol de falta tambem eh arte,muito dificil

  • 11. Jader Anderson  |  05/08/2009 às 17:18

    Bah, prevejo que o gênio Talles será silenciado.

    Esta ultrapassando demais em desempenho o pessoal de cadeira cativa da IMPEDCORP

    huaeuheaheauheuehuaeue

  • 12. Franciel  |  05/08/2009 às 17:24

    Rapaz,
    como diria aquela corno travestido de escritor: o sertanejo é, antes de tudo, um tabaréu.

    Agora, você, provou que, além de tabaréu, é um resistente. Um ano e meio naquele deserto de homens e idéias?

    Putaquepariu futebol e regatas!

    Eu só consegui ficar três dias – e mesmo assim porque o Brioso estava fazendo uma apresentação lá.

    Maestro, nossos comerciais, por favor.

    http://ingresia.opsblog.org/2009/07/10/rio-taxis-e-aguinaga-condenados-a-decadencia/

    P.S. Ah, sim. Vou ficar mais um mês sem escrever aqui pra não passar vergonha.

  • 13. Arbo  |  05/08/2009 às 17:33

    O Thalles é o camisa 9 do Impedimento. Bota nele (opa) q é gol.
    Douglas é o 10. Cassol é o 4. LF é o … enganche lkfdlgkldkg
    Prestes é o 6 (lateral ESQUERDO)

  • 14. Arbo  |  05/08/2009 às 17:41

    Sério, Thalles, parabéns.
    E sorte na tua terrinha. Espero q alguma grana q o impedimento venha a dar lhe seja revertida. Acabar como traveco propriamente seria um fim baixo para uma alma tão nobre. Conhecer o Ronaldo não paga tua honra NS

  • 15. Ismael  |  05/08/2009 às 18:02

    Caraca… muito bom! Baita texto, pra variar…

    E felicidades na volta pra casa!

  • 16. zobaran  |  05/08/2009 às 18:09

    Boa viagem, Paraíba! [Ironia aí, hein!]

  • 17. Felipe  |  05/08/2009 às 18:40

    “Aí começa a policiar o sotaque”

    sotaque, expressões típicas e o time adorado da nossa terra são coisas que a gente não deve esconder jamais, por mais que possa simpatizar com algum da cidade em questão. Acho bonito pacas a gauchada que vem morar aqui e tem sotaque ainda mais carregado que os que vivem no Rio Grande. Na real é um sotaque que chega a irritar os ouvidos manezinhos, mas é bonito ver o orgulho que eles carregam em cada “bah” que pronunciam.

    Mas entendo, Talles, lá no RJ parece ser meio foda. Certa vez fiquei duas semanas trabalhando em Teresópolis, que nem é capital e sim no MEIO DO MATO, e o que ouvi de piadinha por causa do meu sotaque não tá no gibi. Isso porque os caras lá falam “naisceu” e “tumate” (brinks, Lila)…

    E quando o assunto era futebol e eu dizia que torcia pro Avaí, sempre vinha a pergunta (na real, essa era a segunda. A primeira era “Hã?” ou “Avaíííí? De onde que éééé?”):

    “tá e aqui no Riiiiiio?”. Nenhum, oras. Sou de Florianópolis, torço por um time de Florianópolis. “Maish você torrrrrrrce só pro Avaííííí?”. Exatamente. E uma carrada de gente me olhava como se eu fosse um ET.

    “e o Avaí do Catarina já entre os dez primeiros do Brasileirão”

    e isso é só o começo de dominar o planeta, Talles. áAté o homem mais poderoso do mundo hoje é (h)avaiano (fraca, eu sei…). Quem viver, ver.

    Yes, we can.

  • 18. Felipe  |  05/08/2009 às 18:41

    “e isso é só o começo DO NOSSO PLANO de dominar o planeta,”

    faltou o pedacinho ali.

  • 19. Felipe  |  05/08/2009 às 18:42

    “Quem viver, verÁ”.

    tá foda.

  • 20. col  |  05/08/2009 às 18:47

    Candidato ao Hall da Fama do Impedimento.

    Cara, vivi por pouco tempo no Riiiiio, mas foi o suficiente para perceber o preconceito contra nordestinos em geral. Deprimente.

  • 21. rafael botafoguense  |  05/08/2009 às 18:51

    eu nao tenho sotaque

  • 22. Lila  |  05/08/2009 às 18:55

    Tumátchi, catarina. Respeita o chiado.

    Na real, todo mundo tem essa paranóia com o sotaque alheio. jpa vi acontecer em sp, em porto alegre, em recife, em joão pessoa, em bh e – pasmem, aqui no rio mesmo.

    Aliás, a cidade do rio tem diferença de sotaque de acordo com o bairro de criação do sujeito. Como suburbana, falo total diferente da juventuchi zona sul. E nego zoa. Mas inconscientemente, o meu fica mais pesado a cada zoada, beirando o incompreensível, caso o troço fique desncontrolado.

  • 23. Felipe  |  05/08/2009 às 19:09

    “Aliás, a cidade do rio tem diferença de sotaque de acordo com o bairro de criação do sujeito. ”

    isso um camarada carioca me explicou uma vez. Tem a turma que fala “meiiiiishmo” e a turma que fala “merrrrmo”, não é?

  • 24. col  |  05/08/2009 às 19:11

    O mais incrível é que o gaúcho que nunca cruzou o Mampituba pensa que não tem sotaque.

  • 25. Yuri  |  05/08/2009 às 19:12

    #21:

    Nem eu. Os outros é que têm.

  • 26. Junior  |  05/08/2009 às 19:17

    Ótimo texto Thalles. Boa sorte na sua terra. E por favor, põe estricnina no café do Collor. Lembre que ele é do CSA, hgdhgdhgd.

  • 27. Mauhaas  |  05/08/2009 às 19:38

    ducacildis!!! genial!

  • 28. joão carlos  |  05/08/2009 às 19:59

    larga o futebol e vai pra praia, véi.

    por isso que não tem time no nordeste.

  • 29. João Paulo  |  05/08/2009 às 20:42

    Gênio!

  • 30. Lila  |  05/08/2009 às 20:51

    Sim, catarina. Eu to na segunda turma. A do ‘mermo’, do ‘mazehruimein’ e todas essas girias bem cariocas do eixo zona norte-suburbio. E ADORO.

  • 31. Godo  |  05/08/2009 às 21:23

    A única coisa que ainda salva aquela bagaça é o Clube de Regatas Flamengo. Fui embora e não pretendo voltar.

    Mandou benzaço, Thalles.

  • 32. rafael botafoguense  |  05/08/2009 às 21:32

    olha meu fogao lindao no morumbi hahaahha énois

  • 33. Carlos  |  05/08/2009 às 21:36

    Lila, eu AMO essa sotaque, serio.

    E uma vez tava em Barcelona e uma puta duma gostosa paulista quase babava qdo eu falava com o sotaque idiota daqui…soh q a mina tava com o namorado…PQP…Se o cara nao tivesse junto, ia ser a primeira vez q ia comer alguem falando bahnnnnnn…

    E q texto DO CARALHO. Esse Thalles eh da massa, parabens!!!!

  • 34. rafael botafoguense  |  05/08/2009 às 21:37

    penalti pro sp,farao o gol e darao goleada depois droga

  • 35. Daniel Cassol  |  05/08/2009 às 21:41

    Pra mulher, sotaque de mineiras é o que há.

    NOSSA, ADORO (a/c EGS).

  • 36. Franciel  |  05/08/2009 às 22:00

    Carajo, só agora vi o BRIOSO ali no glorioso altar do Impedimento. Preciso parar de beber. E vou reler e tem uma porra de um “pude” errado logo na primeira linha. Como diria aquele que não tem o pé na cozinha: assim não dá.

  • 37. fino  |  05/08/2009 às 22:55

    huasdafdgyafdgyasgyd

    boa, thalles!!!

    e godo, às vezes eu não entendo metade do que tu diz…

    huaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

  • 38. Ref.  |  06/08/2009 às 00:19

    Desfalcado de Zveiter, Márcio Rezende, Héber Lopes e Ricardo Ribeiro, o Corinthians só leva no cu no campeonato brasileiro.

    Daqui a pouco roubam mais um pouquinho para o time da Marginal Sem Número voltar a conquistar alguma coisa, para o Ronaldo Bacon ficar feliz e pagar uma boa grana para as travas de São Paulo.

    Isso até a Libertadores, quando serão eliminados pelo pior time que fala espanhol antes das quartas.

  • 39. Marimon  |  06/08/2009 às 00:30

    Baita texto.

    E assino embaixo do comentário do Cassol no #35.

  • 40. Felipe  |  06/08/2009 às 00:33

    Lila, eu também gosto de sotaques. De todos. Quanto mais carregados, melhor.

    concordo com o Cassol que o sotaque mineirim fica muito bem para as moças, assim como o sotaque da região Oeste de SC e noroeste do RS, com todas as vogais bem pronunciadas como se fosse um monte de professorinhas ensinando as sílabas aos alunos. O cearense pra mim é o mais engraçado. Parece que os caras tão sempre contando piada enquanto falam.

    e na real não acho o sotaque aqui de Florianópolis dos mais bonitos, mas como ele é o MEU sotaque, é o melhor que há. Melhor ainda quando a gente fala ligeirinho só pra ninguém entender nada. Quem já conheceu um nativo daqui, daqueles “roots” mesmo, sabe como que é. Tem que colocar legenda.

    pra terminar, o Leão papou mais um. Sete jogos, seis vitórias e um empate. Então essa é a tal de Série A, o campeonato mais difícil do País? Hmmm, então tá.

    Que venham Vandemburgo e seus miquinhos amestrados.

    Boa noite.

  • 41. Thomaz Molina  |  06/08/2009 às 02:06

    Em relação aos comentários 35 e 39 tb assino embaixo. Mas com menção honrosa para as gaúchas, que ainda superam as demais na beleza física.

  • 42. marlon  |  06/08/2009 às 06:09

    sotaque do Bonfa pra mulher. odeio sotaque carioca marrento – mas tem uns outros que curto, em mulher. sotaque de paulista é foda. manezês é foda também, mas é engraçado.

    agora é o seguinte, não tem coisa melhor do que ouvir uma mulher falando francês. [em segundo lugar, italiano]. os sotaques menos sexy em mulher: americano [oh myy gosh, it’s like, toootally like, awesome!] e espanhol.

    dito isso, tri massa o texto do Thalles. como sempre, aliás.

  • 43. Camilo CEO  |  06/08/2009 às 06:58

    Sim, belo texto, Thalles.

    E sim, sotaque é o que há. Mineiro, goiano, francês (falando inglês – é o que conheço)… NOSSA, COMO ADORO!(*)

  • 44. Carlos  |  06/08/2009 às 08:50

    Bah…sotaque francês É FODA.

    E espanhol (uruguaias). Já gozei com uma falando bom dia pra mim.

  • 45. Rudi  |  06/08/2009 às 09:55

    Felipe, acabei de voltar de 10 dias em fortalez,a é impressionante além do sotaque as gírias… tipo, os caras chamam todo mundo de “maxo” – INCLUSIVE AS MULHERES!!!

    e falam rápido demais…

  • 46. Logan  |  06/08/2009 às 10:37

    Mas que nada, Baianês é o idioma, o resto é sotaque.

  • 47. Lila  |  06/08/2009 às 10:41

    O ritmo cantadinho do sotaque gaúcho é uma coisa MUITO maneira. E o mais legal é que gaúcho NÃO NOTA como canta e inventam que EU canto. Ah, mas vá.

    Sotaques são paradas mega maneiras. Menos o brasiliense que é feio, sujo e não decidiu se é goiano ou nordestino.

  • 48. Catarina Cristo  |  06/08/2009 às 13:08

    Ih, Thalles, só vacilou de não avisar pra tomar uma cerveja por aqui, hein?

    Na próxima, não vacile.

    No mais, o digníssimo lá de casa tem uma teoria boa sobre a ligeireza com que a gente fala aqui no Nordeste.

    É que tamos uns DUZENTOS anos na frente de vocês no que tange à lida com o português.

    E não venham me dizer que a colonização aí é tão antiga qnt aqui. Gaúchos não contam. Passaram muito tempo falando espanhol com guarani antes de abraçar a flor do lácio. E uns ainda falam, né?

    E preciso falar do Santinha? Preciso dizer que acordar, abrir a janela e ver o Arruda me dá uma dor no coração pq me faz lembrar que domingo tem jogo? Preciso dizer que tou feito vira-lata, já prevendo roer o osso da série D em 2009? Não preciso, né?

    Saudações tricolores!

  • 49. Arbo  |  06/08/2009 às 15:32

    precisa até escrever um post, catarina CRISTO!
    melancolia>>>>>>dor de cotovelo
    todo mundo sabe

  • 50. Yuri  |  06/08/2009 às 15:36

    Não sei o que é mais patético… a outra a orgulhar-se de ser colonizada primeiro ou os brasileiros achando foda seu sotaque, sendo que ninguém tem uma LÍNGUA diferente no Brasil, só os índios.

    E ainda acham que têm identidade… num país desse tamanho sotaque é a coisa mais óbvia, mas ninguém tem um dialeto diferente como em vários outros países. Só os índios.

  • 51. Vinicius  |  06/08/2009 às 15:44

    Sempre que ouço sotaque carioca eu acho que vou ser assaltado.

    E eu nunca fui assaltado.

  • 52. J Petry  |  06/08/2009 às 16:01

    Convém parabenizar, também, o Thalles pela heróica permanência do CRB na Série C, eliminando o Salgueiro e rebaixando o Confiança.

  • 53. Junior  |  06/08/2009 às 16:02

    Mulher com sotaque carioca é fantástico.

    Yuri, não entendeste o que a Catarina escreveu.

  • 54. Logan  |  06/08/2009 às 16:36

    *Yuri não entendeu a razão de ser desse post.

  • 55. Yuri  |  06/08/2009 às 16:48

    Não mesmo. Desconheço o latifúndio chamado Brasil. Explica aí, então.

  • 56. Catarina Cristo  |  06/08/2009 às 17:22

    Yuri, mal humorado assim, mesmo que eu me esfalfe, vc não vai entender. Então, não vou explicar por sua causa.

    Além do mais, se a piada não é facilmente entendida, não é boa. Então, não vou explicar por minha causa.

  • 57. Catarina Cristo  |  06/08/2009 às 17:35

    #49

    Arbo, depois de domingo com certeza vou ter história pra contar aqui nesses comentários. Boa ou ruim, vai ter história.

    #52

    Em nosso lar mezzo pernambucano, mezzo sergipano, tememos que o Sergipe entregue a RAPADURA na última rodada, assim como fez o confiança na série C. Neste domingo, somos romeu e julieta. Ou o Sergipe se classifica, ou o Santinha se cassifica. Um vai rir, outro vai chorar.

    Segunda eu volto pra contar.

  • 58. Catarina Cristo  |  06/08/2009 às 17:37

    Segunda eu volto pra contar, mas o thalles tem que escrever um post preu poder comentar, né? Aí, nos comments, eu conto.

    Vai te preparando pra escrever no domingo de noite, meu fio.

  • 59. Junior  |  06/08/2009 às 17:48

    Catarina 1 x 0 Yuri, hghghghgd.

  • 60. Arbo  |  06/08/2009 às 18:06

    e jogo encerrado né, junior.

    catarina, pÓste vc, menina (travestindo a linguagem)

  • 61. Yuri  |  06/08/2009 às 18:14

    …não vou explicar por sua causa

    Olha que importante eu sou!!! E eu a esperar que ela ignorasse totalmente (pois é o que eu faria).

    Não tô aqui para ganhar discussão nenhuma, então pode pedir pros ajudantes de gandula aí botarem 2 a 0 para a Catarina, assim gastam mais um post comigo.

  • 62. Logan  |  07/08/2009 às 10:25

    There goes my hero!

    Watch him as he goes!!

    There goes my hero!!!

    He’s ordinary!!!!

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