O caso Maxi era uma oportunidade para faturar

07/07/2009 at 07:00 123 comentários

Everaldo, a estrela dourada. Foto: gremio.net

Maxi López jurou de pés juntos que não disse nada racista. Elicarlos jura o contrário. Ficou palavra contra palavra, o que dificultou qualquer julgamento. A panela esquentou, ferveu, o feijão tropeiro cruzeirense deu indigestão no Grêmio e o tricolor perdeu uma linda oportunidade de faturar com a sua imagem.

A imagem do Grêmio vem sendo vinculada à questão racial desde a década de 50, quando Saturnino Vanzelotti teria contratado Tesourinha para acabar com isso. Nos últimos tempos, a lenda criada acabou voltando à tona, com a discussão sobre os cânticos da Geral, com a prisão de material de neonazistas descerebrados (pleonasmo) colocando o Grêmio no meio, com a história mal-contada da GAS, agora com o caso Maxi López e os cantos da torcida no jogo contra o Cruzeiro. É dispensável discutir se esse vínculo da imagem do Grêmio é válido ou não – o Grêmio não é um clube racista. O que falta é uma reação mais forte do marketing gremista em relação a isso.

Imaginem se o Maxi López aparece para a entrevista coletiva na qual explicou o caso com uma camiseta “Grêmio azul, NEGRO e branco”. A idéia nem é minha: o nome é dessa comunidade, criada justamente para responder às acusações injustas de racismo por parte de pessoas ligadas ao clube. No dia seguinte, o Grêmio chama o Tarciso – o maior jogador negro da história do clube – para fazer a campanha institucional chamando a torcida para o jogo contra o Cruzeiro. Coloca outdoors nas ruas com o Tesourinha com a camisa do Grêmio, em 1952; Aírton, maior zagueiro negro do Rio Grande do Sul; Everaldo, lateral esquerdo da Copa 70; Flecha, Roger, Anderson, outros tantos jogadores negros que marcaram a história do clube. Nem falo em Ronaldinho, para não levantar polêmica.

Imaginem se o Grêmio tivesse entrado em campo na quinta passada com 11 camisetas contendo a frase descrita anteriormente – “Grêmio Azul, NEGRO e Branco” – e em cada uma delas, uma foto de um jogador desses. Podem até chamar o Lupicínio, maior compositor negro da história do Rio Grande do Sul, que fez o hino do Grêmio. Chamem a família dele para receber homenagens. Coloquem o Maxi López como modelo para vender essas camisetas, que depois viram faixas, buttons, adesivos.

O Grêmio poderia faturar uma enormidade com isso. Não só financeiramente, mas em relação à sua imagem. Nenhuma discussão sobre racismo entre clubes poderia prosperar entre um colorado e um gremista vestindo a camiseta do Lupicínio. Impossível.

A reação tricolor, porém, foi tíbia. Não por acaso, Duda Kroeff teve que passar pelo constrangimento de dizer que quer expulsar os racistas do clube. Houve muita polêmica, argumentos confusos, pouca disposição para enfrentar de vez um problema real. O marketing precisava agir, para evitar que esse tipo de coisa aconteça de novo.

Até a vitória,
Luís Felipe dos Santos

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Entry filed under: Clubes, Colunas.

La estrella del Centenario ya esta! A noite em que fui barrado

123 Comentários Add your own

  • 1. Sanchotene  |  07/07/2009 às 07:24

    Uma semana de atraso, LF! Mas, parabéns pela compreensão do que é marketing. Marketing não direito, não é filosofia. Não trabalha pelo certo, justo e verdadeiro. Não funciona no longo prazo. É puro trabalho sobre percepção de imagem sobre o agora. E isso faltou, e bastante.

    Um abraço.

  • 2. Limão  |  07/07/2009 às 07:33

    Bom texto, mas pelo que já vi aqui no impedimento esse post só vai gerar flame, e não vai levar a nada, uma eterna discussão que não chega a nenhuma conclusão e nem fim.

  • 3. Sanchotene  |  07/07/2009 às 07:55

    Re 2

    Desde que permaneça contextualizada, não haverá problemas.

    LF,
    O último parágrafo é sintomático. A reação o Grêmio não foi apenas tíbia, mas contra-producente. Jogou contra o clube.

    Um abraço.

  • 4. Andre  |  07/07/2009 às 08:15

    Bah, tu tem de ser contratado pelo marketing do Grêmio já! Luis Felipe para diretor de marketing do tricolor! E já aproveita pra dar um pé na Puma e nos arrumar um desenho de camisa decente!

  • 5. Gustavo Scherbaty  |  07/07/2009 às 08:49

    Mas vem cá, Tíbia não era aquele OSSO da perna?

  • 6. Gustavo Scherbaty  |  07/07/2009 às 08:50

    Agora acabei de ler o texto. Estratégia DESCOMUNAL mesmo.

  • 7. Alisson  |  07/07/2009 às 08:52

    Deveriam chamar o Souza….
    Tirando a minha corneta tosca, excelente texto. Bravatas de expulsão e discursos inflamados não vão ajudar na resolução do problema. Faltam ações efetivas que demonstrem que a instituição Grêmio, e a imensa maioria de seus torcedores, não Têm qualquer coisa a ver com racismo.

  • 8. Carlos  |  07/07/2009 às 09:08

    Bah, não concordo…

    Essa coisa do cara precisar ficar repetindo “não sou racista, não sou racista, não sou racista, não sou racista”…acaba dando efeito exatamente contrário.

    Duas coisas:
    1) se um jogador fala uma merda no campo, não quer dizer q o CLUBE mandou ele falar ou assina embaixo;
    2) se meia dúzia de torcedores, “ofendidos” com toda a confusão imitam macacos ou coisa do gênero, o clube tb não pode ser responsabilizado.

    Existem racistas em todos os clubes, assim como existem todas as minorias, maiorias, gente de esquerda, direita, putos, loucos em geral. Querer q o clube seja “responsabilizado” por isso é muito preciosismo.

    Sei lá, é o q eu acho….

  • 9. klaus  |  07/07/2009 às 09:11

    clube que depende de MARKETING pra isso já é porque ali tem. e no gremio tem sim. essa campanha também não sei se é muito boa. muito artificial pro meu gosto. talvez se os proprios jogadores negros do elenco (nao me lembro nenhum agora) saissem em defesa do xuxinha seria melhor. e se a propria torcida recriminasse na hora esta posição, que não é de um grupo nazista, mas de grande parte da torcida do gremio. basta conversar com qualquer gremista que voce logo vai ouvir algo relativo a isso.

  • 10. Bruno Galera  |  07/07/2009 às 09:30

    Passaram com uma faixa com dizeres parecidos com esse antes do jogo. Obviamente não adiantou nada.

    Mas corroborando em parte o texto do LF, a coisa é tão descerebrada que dezenas de negros também imitavam macacos na social. Isso não é racismo, é demência completa, mesmo.

    Mesmo que venham com esse argumento de minoria, fiquei com muita vergonha de ser gremista na partida contra o Cruzeiro.

  • 11. dante  |  07/07/2009 às 09:37

    bom texto e bela ideia, LF.

    mas, como disse o bruno aí arriba, o problema não é o racismo, é a demência.

    ***

    off topic: ontem minha TV estava ligada e eu DELIREI QUE OUVI algum locutor da globo fazer a chamada pra estudiantes x cruzeiro, quarta-feira.

    a ver.

  • 12. Carlos  |  07/07/2009 às 09:37

    Tá, tudo bem.

    Mas…só pra efeitos de “comparação”, digamos assim…

    Qdo a torcida do inter começa a dizer q o grêmio é de “gazelas”, coisa e tal….não estaria tb sendo preconceituoso com uma “minoria”…

    O que eu quero dizer é q existem idiotas de todos os naipes numa arquibancada…

    Eu não fiquei com vergonha no jogo, pq isso acontece em todo o lugar. Ficaria com vergonha se meu irmão, por exemplo, fizesse isso…
    Óbvio q acho q quem imita um macaco num estádio de futebol tem vários neurônios a menos.

  • 13. Gustavo  |  07/07/2009 às 09:38

    Bruno, descerebrada é a palavra certa. Eu TENHO CERTEZA de que a maioria dos que fizeram o som simplesmente SEGUIRAM o que alguém começou. Acho até que se alguém TORCESSE O PRÓPRIO PESCOÇO eles repetiriam.

  • 14. Kleiton  |  07/07/2009 às 09:39

    #11
    dante, eu conferi no hagah, e lá diz que a rbs vai passar libertadores na quarta de noite

  • 15. Carlos  |  07/07/2009 às 09:41

    Dante

    http://www.clicrbs.com.br/rbstv/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&programa=4&nome=gradedeprogramacao&template=1498.dwt

    Quarta, confirmado, Estudiantes x Cruzeiro.

  • 16. arbo  |  07/07/2009 às 09:45

    O LF falou de marketing, e acho q falou certo. Agora, nao queiram se aprofundar nisso, pra mim marketing trata da superfície, da imagem aparente, direta, fácil.
    obviamente a discussão aqui já se encaminha pra questões mais profundas (o marketing vai pro BELELÉU – pois, é claro, é uma questão toda do Grêmio, como clube), profundas e espinhosas.

    Eu disse, não vi sequer um negro no estádio na semifinal, isso já me dá o q pensar…. agora o galera disse ter visto, na social e fazendo os urros aqueles, isso me leva a concordar: demência. agora, demência e ignorância de negros e brancos, de racistas, ocasionalmente gremistas tbm. a sociedade é, vamos generalizar, burra e racista.

  • 17. Alaípio  |  07/07/2009 às 09:53

    Eu tenho orgulho da torcida do grêmio!!!!” Olha a festa macaco” é a melhor música.

  • 18. martina  |  07/07/2009 às 10:06

    #9
    klaus, o souza (não sei se ele se autodeclara branco, negro ou pardo) falou:
    — Achei que por parte do Elicarlos foi uma total falta de ética. Não interessa a cor, a camisa, aquilo era um espetáculo, um jogo de futebol. Todo mundo fala de racismo no futebol, mas ele já começa na universidade, que tem cotas para esse, aquele — concluiu o meia do Grêmio.
    foi o único, acho. mas é forte isso.

    #16
    ah. arbo, eu não vi dentro porque nao entrei, mas vi um negro imitando macaco lá fora no 16, quando chegou a torcida do cruzeiro. de resto não sei, porque juro, começar a prestar atenção quem na torcida é de que cor, pra mim já é demais.

  • 19. Sanchotene  |  07/07/2009 às 10:21

    Re 16

    Arbo, se tu paraste para procurar é porque a tua percepção está errada. Não é fácil, porque essas diferenças nos são ensinadas, mas esse hábito de diferenciar pessoas pela cor da pele precisa ser extirpado, primeiro, individualmente. A medida em que menos pessoas se preocuparem sobre a cor da pele das outras, menos haverá racismo.

    O racismo é resultado da aplicação de princípios classificatórios da biologia na antropologia sob influência das teorias evolucionistas; i.e., separam a humanidade em raças, depois apontam superioridade de uma sobre as outras. Ou seja, o racismo alicerça-se sobre duas bases falsas.

    Mesmo que a pessoa não aceite o segundo passo -a superioridade-, o fato de pensar esquematicamente com o primeiro, já permite que exista o racismo. A diferença entre o racista e o igualista racial é apenas de grau.

    Um abraço.

  • 20. arbo  |  07/07/2009 às 10:22

    martina, obviamente acredito e até SEI q haviam negros no olímpico naquele dia, apesar de não tê-los visto. e não sou MESMO de prestar atenção nisso, aliás sou um abobado completo q só presta atenção até onde vai o verde. findo o jogo, meu amigo vira pra mim e comenta: “reparou q não tem negro por aqui. não vi um desde q chegamos.” olhei em volta e não vi, não lembrei de ter visto antes, não vi depois.
    isso, é claro, generalizando e não entrando na questão “o q é ser negro”, “o q é ser branco”.
    isso é só UMA questão.
    OUTRA é: há racismo na sociedade, TAMBÉM no olímpico.

  • 21. www.futebolforca.com  |  07/07/2009 às 10:25

    Enquanto que o departamento de marketing for cabide de emprego pra sobrinho de conselheiro, idéias como esta nunca prosperarão.

  • 22. Guilherme  |  07/07/2009 às 10:29

    Eu fiquei com MUITO medo de que a torcida do Grêmio imitasse macaco em peso e tava preparado, para caso isso acontecesse, largar de mão o Grêmio e torcer pra outro time.

    Mas como disseram por aí, foram um ou outro idiota. Pena que esses idiotas tem mais voz no Grêmio do que em qualquer outro clube do país…

  • 23. Sanchotene  |  07/07/2009 às 10:31

    P.S. 19

    Mesmo que a pessoa não aceite o segundo passo -a superioridade-, o fato de pensar esquematicamente com o primeiro, já permite que exista o racismo. A diferença entre o racista e o igualista racial é apenas de grau.

    Como a maioria das pessoas é “do bem”, o racismo acaba sendo minoritário. Mas há uma outra “minoria” que busca levar vantagem, tentando, a todo custo, fazer com que tudo seja englobado no racismo. A diferença de grau não só desaparece, como outros tipos de dicriminação entram na conta. E o que é algo pontual, passa a ser um problema crônico.

    Ao tentar se resolver um problema que é pontual como se fosse crônico, tende-se a agravar-se o problema; não, resolvê-lo.

    Um abraço.

  • 24. Guilherme  |  07/07/2009 às 10:32

    Na minha opinião, a solução para todos os males que eu vejo na torcida no Grêmio seria acabar com a SOCIAL. Faz o anel inferior uma mistura de torcedores e sócios, que todas as vaias, idiotices e racismos diminuiriam muito.

  • 25. martina  |  07/07/2009 às 10:33

    #8
    concordo contigo, carlos.
    eu tenho lá meus preconceitos, e certamente todo mundo tem. mas a cor da pele ou o formato do olho realmente não faz a menor diferença pra mim. eu não tenho que me defender disso. quem me acusa que prove.
    fazer camisetas com o lupi, o everaldo, é muito legal. mas faz de ídolos brancos também. se a intenção é apenas a de dizer eu não sou racista, pra mim se torna falsa e discriminatória também.

    #20
    ok, arbo. é uma questão de lógica. o problema é a generalização. há racismo na sociedade, mas a sociedade não é racista como um todo.

  • 26. arbo  |  07/07/2009 às 10:35

    Sancho, eu não tô nem aí pra cor das pessoas. Agora, só cuida como tu usa a palavra “diferenciar”, porque dá pra fazer diferença entre uma coisa e outra sem estabelecer uma relação de superioridade. tendo o meu amigo feito a observação, olhei em volta BASEADO no q é tido por RAÇA NEGRA, mesmo sabendo da precariedade desse conceito. Porque eu posso muito bem não ser racista e ainda assim ter OLHOS, q funcionam naqueles esquema de luz e frequências, e podem muito bem diferenciar CORES. Daí segue q eu posso muito bem pegar um DADO VISUAL e, entrando num conceito precário (para com isso poder falar de RAÇA, RACISMO, ETC), observar q AQUELES TIDOS como negros, ME PARECEU, estavam em menor número ali no Olímpico do q AQUELES TIDOS como negros estão na, sei lá, porto alegre q eu conheço.

    “pensar esquematicamente” talvez permita – aredito q permita – mas não EXIGE q se seja racista.

  • 27. Sanchotene  |  07/07/2009 às 10:35

    Re 25

    Martina,

    O LF fala de uma ação PONTUAL –de uma semana– sobre uma questão PONTUAL: o caso Elicarlos-López. Não é para ser uma ação institucionalizada do clube…

  • 28. arbo  |  07/07/2009 às 10:37

    martina, a generalização quase sempre é um problema. muitas vezes é um GRANDE problema. agora, quando eu aviso ESTOU GENERALIZANDO, não vejo problema, e até posso querer algum efeito dizendo assim.
    concordo, a sociedade não é racista como um todo.

  • 29. Sanchotene  |  07/07/2009 às 10:47

    Re 26

    Arbo,

    Primeiro, tu não leste ou, pelo menos, não levaste em consideração tudo o que escrevi.

    Segundo, um estádio de futebol não é lugar onde há uma representação da sociedade que o cerca como um todo. Aliás, tampouco dos torcedores do clube como um todo. Simplesmente, é o local onde aqueles que gostam de futebol, gostam do clube e podem pagar pelo passatempo reúnem-se em dias de jogos. Nada mais. E mostra apenas aqueles que foram naquela tarde ou noite específico.

    Não se pode universalizar uma experiência tão singular quanto essa.

    Um abraço.

  • 30. Rudi  |  07/07/2009 às 10:51

    “Mas vem cá, Tíbia não era aquele OSSO da perna?”

    pra mim era aquele joguinho besta…

  • 31. martina  |  07/07/2009 às 10:56

    27.
    ok, talvez pontualmente funcionasse, não sei avaliar. algum locutor ia achar bonito e elogiar, enfim. ia aparecer no jornal nacional, todo mundo ia achar lindo. e o grêmio ainda ganharia uns trocos com isso. é, tá certo. marketing é isso mesmo, como tu falou lá no 1. dou meu braço a torcer.

  • 32. arbo  |  07/07/2009 às 10:56

    “… E mostra apenas aqueles que foram naquela tarde ou noite específico.”
    concordo. errei ao tirar uma conclusão precipitada, tenho uma certa mania de pensar na sociedade a partir do estádio (acho louváveis algumas abstraões nesse sentido). Mas o q tu observa é absoluta verdade. Assim como o meu dado (DADO), solto de conclusão.

  • 33. Rudi  |  07/07/2009 às 10:57

    “Simplesmente, é o local onde aqueles que gostam de futebol, gostam do clube e podem pagar pelo passatempo reúnem-se em dias de jogos.”

    podem pagar pelo passatempo…

    temos que lembrar que infelizmente vivemos em um país onde os negros/pardos (autodenominados, não é eu que digo) possuem condições socio-economicas piores em média…

    considerando a importância do jogo, o quanto se gasta pra ir num jogo desses, enfim… é um pouco “””””” natural “””””” (bota muitas aspas aí) que a média de negros/pardos no estádio seja menor que a da cidade…

  • 34. Kleiton  |  07/07/2009 às 10:58

    tíbia
    s. f.
    1. Anat. O mais grosso e comprido dos ossos da perna.
    2. Terceira articulação das pernas dos insectos!.
    3. Poét. Flauta pastoril.

    tíbio
    adj.
    1. Morno, tépido.
    2. Fig. Frouxo, remisso, descuidado.
    3. Falto de fervor, falto de zelo.
    4. Frio, falto de entusiasmo.

    FLAUTA PASTORIL? Como substantivo, é absolutamente colorado.

  • 35. Gustavo  |  07/07/2009 às 11:09

    Também acho que deveria acabar a social. Permitir que todos os sócios entrem em qualquer área do anel inferior do estádio, assim como os que compram ingresso de arquibancada.

    Provavelmente a área onde está hoje a social encheria antes nos dias de sol, pois lá tem sombra a tarde inteira.

  • 36. arbo  |  07/07/2009 às 11:28

    é “””””” natural “””””” , lógico, e não deixa de ser um dado relevante. é uma pena tbm. no CURTO LONGO PRAZO não vejo solução…

  • 37. Jabba  |  07/07/2009 às 11:39

    O engraçado é que estão falando em generalização/discriminação e a solução é acabar com a social? Realmente todos os sócios do Grêmio são racistas/corneteiros/comedores de criancinhas e devem ser eliminados da face da terra. E nunca ninguém canta nada com o termo macaco e nem produz sons que imitam os referidos símios em outros setores do estádio.
    Coerência é tudo.

  • 38. col  |  07/07/2009 às 11:42

    Muito bom mesmo, LF. Só acho que não tem muito o quê discutir sobre o racismo dentro da instituição Grêmio, pois muitos episódios apontam na mesma direção. E é lamentável que a direçao do Grêmio dificilmente manifesta-se sobre certos acontecimentos.

  • 39. col  |  07/07/2009 às 11:46

    “Nenhuma discussão sobre racismo entre clubes poderia prosperar entre um colorado e um gremista vestindo a camiseta do Lupicínio. Impossível.”

    Não entendi direito. Quer dizer que um ato racista pode ser anulado por outro(http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=racismo)? Seria uma espécie de mecânica quântica das raças?

  • 40. Guilherme  |  07/07/2009 às 11:58

    Jabba, nem todos os frequentadores da social são racistas ou vaiam o time, mas o ambiente da social, por algum motivo que eu não entendo, acaba sendo um ambiente onde se pratica isso de maneira desinibida.

    Racismo existe na sociedade, mas o Grêmio (ou o estádio olímpico) não pode ser um lugar onde esse tipo de comportamento tenha CORAGEM de acontecer.

  • 41. arbo  |  07/07/2009 às 12:03

    Jabba, tu está vendo ironia no ESPAÇO dos comentários, concordo. Mas não vejo nas pessoas, pontualmente. Foram diferentes pessoas a falar de uma coisa e outra. Eu, por exemplo, acho essa história de “acabar com a social”, superpalhaçada.
    E (digo E) fui na geral e vi gente igualmente racista.

  • 42. Jabba  |  07/07/2009 às 12:18

    #41
    Foi isso que eu quis dizer. O racismo está em todos os locais da nossa sociedade (e não só no Olímpico). Acho que foi tu que falou que não viste negros no jogo de quinta. Dá uma passada na Assembléia Legislativa, no Tribunal de Justiça, na UFRGS antes das cotas, e vê quantos tu vai encontrar. Depois dá uma passada no Central. E não é campanha de marketing que vai resolver isso.
    O nosso racismo é velado, mas existe e está latente na sociedade. Eu acredito que ele se manifestou no jogo muito mais por causa do clima criado em BH e porque imbecis se sente mais a vontade no meio da multidão, do que por ser a torcida do Grêmio mais racista do que o resto da sociedade gaúcha.

  • 43. Rudi  |  07/07/2009 às 12:38

    mudando TOTALMENTE de assunto

    Internet EXTREMAMENTE lenta…

    deve estar todo mundo vendo o funeral do MJ pelo roja directa!

  • 44. dante  |  07/07/2009 às 13:23

    “Permitir que todos os sócios entrem em qualquer área do anel inferior do estádio”

    no BEIRA é assim, e ainda uma parte da superior.

  • 45. Arbo  |  07/07/2009 às 13:23

    Jabba, 42, concordamos totalmente.

  • 46. Alex da Rosa  |  07/07/2009 às 13:31

    “III. O Apartheid Futebolístico: a Liga da Canela Preta

    (…) Interessante registrar que o sr. Francisco Rodrigues (pai do famoso compositor Lupicínio Rodrigues) dirigia o Rio Grandense, clube que gerou polêmica no interior da liga por definir-se como “mulato”: somente mulatos e mulatas poderiam torcer pelo clube [1]. Cardoso [2] alerta para a emergência deste movimento “mulato”, que realiza uma polêmica diferenciação interna na comunidade negra, alvo de críticas e reações violentas por parte dos militantes da “raça”. Observa o autor a existência em 1915 de associações exclusivas para “mulatos”, numa estratégia de ascenção social através da negação da negritude. Sendo o “outro” numa cidade cindida, o negro encontra no mimetismo em meio aos brancos uma forma de obter aceitação na sociedade. Cardoso [2] visualiza uma pequena burguesia negra, originária de artesãos urbanos do século XIX, que se educou e que se expressa no periódico O Exemplo. Este jornal, em determinadas épocas, promove um discurso de pregação de “boas maneiras” aos negros, o que é uma forma de branqueamento, via aceitação de um código de conduta.”

    Fonte: ESPORTE E MITO DA DEMOCRACIA RACIAL NO BRASIL: MEMÓRIAS DE UM APARTHEID NO FUTEBOL
    Gilmar Mascarenhas de Jesus

    [1] Carlos Lopes dos Santos, em Zero Hora, 13/05/87
    [2] CARDOSO, Fernando H. (1962) Capitalismo e Escravidão no Brasil Colonial: o Negro na Sociedade Escravocrata do Rio Grande do Sul. São Paulo: DIFEL

  • 47. Sanchotene  |  07/07/2009 às 13:34

    Cardoso [2] alerta para a emergência deste movimento “mulato”, que realiza uma polêmica diferenciação interna na comunidade negra, alvo de críticas e reações violentas por parte dos militantes da “raça”.

    Sensacional! O presidente dividia a humanidade entre brancos e o resto…

  • 48. Alex da Rosa  |  07/07/2009 às 13:45

    Acho que o termo “raça”, neste contexto, refere-se aos negros… Ou seja, houve reações violentas por parte dos militantes do movimento negro.

  • 49. José Beltrame  |  07/07/2009 às 14:08

    O Grêmio É um clube racista SIM. Isto incomoda alguns gremistas, como o autor do texto acima, que procura negar o óbvio, mas é um FATO. O próprio presidente cometeu um belo ato falho, ao pedir que não gritassem frases racistas contra o Cruzeiro, mas QUE CANTAR O “CHORA MACACO” poderia. porque NÃO É RACISMO, E NÃO TEM PROBLEMA!!! Quer dizer que chamar os outros de macacos não é racismo? Mudou de nome, então? Só fico pensando na cara dos negros que torcem para o Grêmio, e são muitos, quando os colegas de analanche ficam chamando os outros de macacos!

  • 50. Sanchotene  |  07/07/2009 às 14:09

    Re 48

    Não é isso que a “diferenciação interna na comunidade negra” implica, Alex. Nesse caso, os referidos “mulatos” fazem parte da tal “comunidade ‘negra'”. Segundo a definição trazida, o que há são os “brancos” em oposição a “comunidade negra”; e, dentro dessa última, uma separação entre “negros” e “mulatos”. A distinção principal, aqui, é entre “brancos” e o resto, mesmo.

  • 51. Sanchotene  |  07/07/2009 às 14:11

    … gremistas, como o autor do texto acima…”

    Parabéns, LF! Novo Imortal! Nem precisa ir à Academia Brasileira de Letras.

  • 52. Alex da Rosa  |  07/07/2009 às 14:25

    Re 50

    A distinção parece ser entre brancos e negros — lembrando que o livro de FHC chama-se “Capitalismo e Escravidão no Brasil Colonial: o Negro na Sociedade Escravocrata do Rio Grande do Sul”. Por um lado, pode ser uma diferenciação entre “os negros e o resto”; por outro, pode ser entre “os brancos e o resto”. O mais importante do texto, ao meu ver, é a exposição da atitude de “negação da negritude” por parte dos mulatos da época, Lupicínios inclusive. O autor do post chama de “maior compositor negro da história do RS” um homem que provavelmente não se considerava negro — e cujo pai era racista ao ponto de presidir um clube onde negros não eram aceitos, apenas mulatos.

  • 53. Titi  |  07/07/2009 às 14:27

    #42

    Ilude-se quem pensa que a maioria dos presos sao negros.

  • 54. Rudi  |  07/07/2009 às 14:41

    “Uma análise do censo penitenciário permite obter mais algumas informações, como por exemplo dados sobre cor da pele e escolaridade dessas famílias. Em São Paulo, cerca de 47% dos detentos são brancos. Os demais são considerados não brancos. O índice de analfabetismo aproxima-se dos números apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em relação à população brasileira: 6% dos homens e 7% das mulheres que estão na prisão são analfabetos. Entretanto, 75% dos homens e 65% das mulheres sentenciados não concluíram o ensino fundamental.”

    em: http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/pb/artigo.cfm?Edicao_Id=160&Artigo_ID=2321&IDCategoria=2372&reftype=1&BreadCrumb=1

    “No caso do Brasil, o estereótipo do “suspeito” não está descrito em lugar algum, mas é fartamente conhecido: homem, jovem, negro ou pardo, pobre e oriundo dos bairros mais afastados da periferia. Os dados do Censo Penitenciário de 2002 reforçam esse retrato: 75% dos detentos têm menos de 34 anos e não concluíram o ensino fundamental. Os brancos constituem 47% do universo e os não-brancos, o restante – uma composição inversamente proporcional à da presença dos dois grupos na população que, segundo o IBGE, é de 46% de negros ou pardos. ”

    aqui a questão que eu precisava, percentual da população pra comparar…

    http://www2.oabsp.org.br/asp/jornal/materias.asp?edicao=76&pagina=1803&tds=7&sub=0&sub2=0&pgNovo=67

    ou seja, 46% de negros ou pardos no país, 53% entre os presos…

  • 55. Frank  |  07/07/2009 às 14:43

    Quer melhor exemplo de “embranquecimento social” que o Pelé?

  • 56. Frank  |  07/07/2009 às 14:45

    #49

    Impressionante esse indivíduo aí, responde um suposto preconceito no Grêmio com outro. ANALANCHE é só um pequeno caso de homofobia, como vários outros por aí cotidianamente na sociedade…
    BABAQUICE é o que é cometido por esse cara aí…

  • 57. Frank  |  07/07/2009 às 14:47

    #54

    46% de negros ou pardos na população, e 2% nas universidades federais ANTES das cotas…
    Se isso não for um RACISMO velado, não sei mais o que é…

  • 58. col  |  07/07/2009 às 14:49

    #54 Rudi,

    Nos Estados Unidos tem relação de raça com crime sim. Perderia um tempo tentando achar dados na web, mas vai aqui uma frase:

    “Statistics have long been kept on crime, breaking it down in various ways, including by race and ethnicity. Some identifiable groups, considered as a group, commit crime at a rate that is higher than the national rate. Blacks are such a group. That is simply a fact.”
    — Andrew C. McCarthy, former federal prosecutor, a senior fellow at the Foundation for the Defense of Democracies, National Review On-line, September 30, 2005 [1]

    http://www.huffingtonpost.com/van-jones/are-blacks-a-criminal-rac_b_8398.html

  • 59. Bruno  |  07/07/2009 às 14:52

    O jogo foi dia 2. A confusão, uma semana antes. Hoje é dia 7. Se esse blog levou tanto tempo pra publicar uma idéia dessas, imagina quanto tempo levaria o Grêmio pra executá-la.

    Mas na real isso não é desculpa. Desde 2007 ou antes o Grêmio tem uma faixa “Negro, azul e branco”. Até entrou com ela no gramado no dia do jogo. Bem que poderiam ter estendido essa idéia a camisetas, bottons, campanhas, etc.

  • 60. Rudi  |  07/07/2009 às 14:53

    no brasil, como a diferença percentual entre população total e população carcerária não é tão grande, mas entre população e acesso a universidade (conforme informe do frank) é absurda, podemos estar falando de um problema social – alem do racismo velado…

    não tenho dados de 120 anos atrás pra comparar, mas imagino que houve uma evolução, embora saiba ser insuficiente

  • 61. Rudi  |  07/07/2009 às 14:56

    Bruno, se hoje estamos discutindo mais ou menos educadamente, imagina como seria no auge da cabeça quente? foi melhor trazer esse assunto depois mesmo

  • 62. Bruno  |  07/07/2009 às 14:56

    Mas outra coisa. A agência de publicidade do Grêmio (SLM) é uma droga. Conseguiu a façanha de publicar anúncios como “Pra quem acredita em Coelhinho da Páscoa e em imortalidade” e coisas tão ruins quanto. Além de ter alugado aquela estrela e coisas parecidas.

    Falta visão, sangue nas vistas, vontade de fazer algo diferente, ousar, provocar… Deveriamos dar a conta pra uma agência argentina até…. Mas aí são outros 500.

  • 63. Frank  |  07/07/2009 às 14:57

    Rudi,

    Não leve tão a sério o informe que eu trouxe, não procurei nenhuma estatística, estou apenas me lembrando daquele rap dos Racionais (capítulo 4, versículo 3)…

    ahahahahhfdjppjjpj

  • 64. Rudi  |  07/07/2009 às 14:58

    não é mais a w3haus?

  • 65. Frank  |  07/07/2009 às 15:01

    Os números corretos estão aqui:

    “Dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) mostram que, de 2002, quando as universidades começaram a instituir programas de cotas, a 2007, a participação de pretos e pardos no ensino superior público variou 1,8 ponto percentual -passou de 36,4% dos estudantes de graduação do setor para 38,2%. De 2001 a 2002, a variação foi de 2,8 pontos percentuais.
    Pretos e pardos são nomenclaturas usadas pelo IBGE para a classificação de raça/cor, a partir da autodeclaração dos entrevistados.
    Na rede particular, a presença do grupo passa de 26,2% para 29,5% de 2004 a 2007. A principal ação afirmativa no setor é o Prouni, que desde 2005 concede bolsas a estudantes carentes de escola pública na proporção igual à de pretos, pardos e indígenas de cada Estado”

    http://www.fne.org.br/fne/index.php/fne/noticias/cota_nao_altera_numero_de_negros_na_universidade

    Mesmo assim, há bastante diferença entre o percentual da população que se autodeclara negro ou pardo, e sua representatividade nas instituições de ensino superior (públicas ou privadas)…

  • 66. Rudi  |  07/07/2009 às 15:08

    mudando de assunto, bela iniciativa

    http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=13542

  • 67. Lucas Cavalheiro  |  07/07/2009 às 15:08

    Hoje eu to pela flauta:

  • 68. tiago  |  07/07/2009 às 15:18

    e se Maxi tivesse feito mais um contra o Atlético e pedido a música no fantástico.

    Jota Quest – Planeta dos macacos.

    marketing?

  • 69. guihoch  |  07/07/2009 às 15:35

    macaco não é negro é animal, logo estou chamando a pessoa de burra e não de negro, coisa que ela de fato é.

    é um habito integrado a nossa sociedade a comparação com animais, segue a lista:

    vaca=puta
    burro=burro
    aguia=esperto
    porco=sujo/fedorento
    rato=mau carater
    égua=gostosa
    peixe=bom nadador
    macaco=debil mental
    cobra=falsa

    não há racismo nestas conotações então?

    no fundo há racismo em tudo, mas algumas pessoas disfarçam muito bem.

  • 70. col  |  07/07/2009 às 15:38

    #69,

    não vejo racismo em puta, burro, falsa etc.

  • 71. André K.  |  07/07/2009 às 15:45

    # 52

    é muita “forçação” barra

  • 72. Sanchotene  |  07/07/2009 às 15:47

    Re 52

    Alex, eu tive que sair de casa, mas segui pensando no assunto. Quando volto, vejo que você pensa sob o mesmíssimo esquema do FHC. É por isso que eu digo “A”, você intepreta como se fosse “B”, e a gente não consegue estabelecer uma diálogo. Vou tentar explicar em outros termos.

    Se fossêmos levar os dizeres do presidente a sério, nós teríamos que interpretar a sociedade gaúcha da época como nazista ou, ao menos, em regime de aparthaid. Em que havia brancos e não-brancos separados legalmente em duas sociedades, em que qualquer indivíduo que nascesse de relação inter-social seria negado-lhe acesso à “sociedade branca”. Isso, desculpem-me, é bobagem. Tão bobagem, que duvido que o prof. Cardoso pensasse assim. O problema, pois, é outro.

    O presidente sabia como funcionavam as classificações raciais. Não havia apenas “brancos”, “negros” e “índios”, mas também divisões intermediárias, como “bugre” (branco e índio) e “mulato” (branco e negro), entre outras. Quando ele se refere a “mulato”, ele tem total consciência de que se trata de alguém cujos pais seriam de “raças” distintas. Portanto, racialmente, “mulato” é alguém tão “negro” quanto “branco”. Para que ele pudesse colocar os “mulatos” dentro da tal “comunidade negra”, apenas o conceito racial seria insuficiente.

    Assim, ele lançou mão de uma segunda categoria, que ficou latente sob a denominação racial. Assim, onde se lê que havia uma separação racial entre brancos e não-brancos, oculta-se uma separação entre ricos e pobres; uma segregação SOCIAL. “Mulatos” são “negros” porque não são ricos, pois ricos são os “brancos”. E era assim porque quando da abolição da escravatura, em 1888, apenas 12 anos antes do início do século XX, a sociedade brasileira não tinha necessidade de mão-de-obra assalariada, ainda mais não-qualificada. Os escravos libertos foram jogados à miséria. Ser “negro” e ser “pobre” eram praticamente sinônimos, porque os pobres eram os escravos libertos.

    Assim, quando FHC fala em “diferenciação interna na comunidade negra”, se trata de uma diferenciação não dentre uma “comunidade racial” -já que não existe uma unidade “racial” entre “negros” e “mulatos”-, mas entre os pobres! Contudo, pela linguagem utilizada, tudo isso ficou confuso. E nisso, o trabalho sociológico do prof. Cardoso peca, e bastante.

    Um abraço.

  • 73. guihoch  |  07/07/2009 às 15:59

    mas não é o significado em si, o fato é que se a pessoa se ofender em ser negra, parda ou amarela, de fato será um reconhecimento de suas limitações por assim dizer, quer dizer que ser negro então e pior que ser branco, pois eu queria ser o maior gorila da selva se não fosse humano, salvo ser um leão tambem seria legal, me disseram que são as leoas que fazem as caças e deixam os leoes comer primeiro, VOLTANDO ao asssunto, OQUE TEM QUE ACABAR É COM O PRECONCEITO DO PROPRIO PRETO EM NÃO GOSTAR DE SUA COR, ESTE É O MAIOR DESAFIO DELES PARA PODEREM FIGURAR DE MANBEIRA MAIS EFETIVA NA SOCIEDADE,POIS VEJA UM EXECUTIVO NEGRO QUE VE UM ERRO DE UM AJUDANTE DE LIMPEZA TAMBEM NEGRO, ELE VAI LA FALAR QUE ELE NÃO ESTA HONRANDO A SUA COR É QUE NEGROS NÃO FAZEM AQUILO, SE FOSSE BRANCO DUVIDO QUE FALASSE ALGUMA COISA. E QUE SAber esse assunto de racismo já deu no saco, os homens temque trabalhar e não ficar falando, deus errou emcriar diferenças nos seres humano, e a boca e a lingua com certeza foram invenções do diabo, AINDA BEM QUE EU USOI OS DEDOS PARA ESCREVER OQUE PENSO.

    HOCH

  • 74. col  |  07/07/2009 às 16:10

    #73,

    hahahaah, sim as leoas caçam e fazem todo o riscado. Os leões só procriam e defendem o território.

  • 75. guihoch  |  07/07/2009 às 16:11

    A MAIOR CONTIDADE DE PRESOS DO BRASIL CONSIDERANDO OS SISTEMAS PRRISIONAIS DO RIO E SAMPA SÃO CEARENSES EM PRIMEIRO, BAIANOIS EM SEGUNDO E MARANHENSES EM TERCEIRO

    dai um dia na fila, nem me lembro do que, um cara em chamas começou a falar comigo sobre este assunto, ele disse que para acabar com os presos basta povoar a amazonia, conforma o crime tu teria um incentico do estado, explico

    para um ladrão de galinhas o estado daria um facão e um para quedas e quando o avião estivesse la no meio da selva a duzentos quilometros do nada de cada lado faz o sujeito pular, com um facão ele vivera de caça muito bem,
    fariamos o mesmo com um assassino, só que este ganharia uma faquinha de serra para dificultar um pouco e fazelo refletir.
    já para um estrupador daria mos uma lixa de mão para manter as unhas bem afiadas pois ele iras precisar para caçar literalmente a unhas e dentes, se deus tiver piedadee deles, SOBREVIVERÃO.

    VOU TENTAR ACHAR UM TEXTO RACISTA DE UM GRANDE JORNALISTA PAULISTA, volto logo

  • 76. guihoch  |  07/07/2009 às 16:20

    os sertões, euclides da cunha

    prologo:

    Primeiros efeitos de variados cruzamentos, destinavam-se talvez à formação dos princípios imediatos de uma grande raça. Faltou-lhes, porém, uma situação de parada, o equilíbrio, que Ihes não permite mais a velocidade adquirida pela marcha dos povos neste século. Retardatários hoje, amanhã se extinguirão de todo.

    NA INTEGRA:

    Escrito nos raros intervalos de folga de uma carreira fatigante, este livro, que a princípio se resumia à história da Campanha de Canudos, perdeu toda a atualidade, remorada a sua publicação em virtude de causas que temos por escusado apontar.

    Demos lhe, por isto, outra feição, tomando apenas variante de assunto geral o tema, a princípio dominante, que o sugeriu.

    Intentamos esboçar, palidamente embora, ante o olhar de futuros historiadores, os traços atuais mais expressivos das sub-raças sertanejas do Brasil. E fazêmo-lo porque a sua instabilidade de complexos de fatores múltiplos e diversamente combinados, aliada às vicissitudes históricas e deplorável situação mental em que jazem, as tomam talvez efêmeras, destinadas a próximo desaparecimento ante as exigências crescentes da civilização e a concorrência material intensiva das correntes migratórias que começam a invadir profundamente a nossa terra.

    O jagunço destemeroso, o tabaréu ingênuo e o caipira simplório serão em breve tipos relegados às tradições evanescentes, ou extintas.

    Primeiros efeitos de variados cruzamentos, destinavam-se talvez à formação dos princípios imediatos de uma grande raça. Faltou-lhes, porém, uma situação de parada, o equilíbrio, que Ihes não permite mais a velocidade adquirida pela marcha dos povos neste século. Retardatários hoje, amanhã se extinguirão de todo.

    A civilização avançará nos sertões impelida por essa implacável “força motriz da História” que Gumplowicz, maior do que Hobbes, lobrigou, num lance genial, no esmagamento inevitável das raças fracas pelas raças fortes.

    A campanha de Canudos tem por isto a significação inegável de um primeiro assalto, em luta talvez longa. Nem enfraquece o asserto o termo-la realizado nós filhos do mesmo solo, porque, etnologicamente indefinidos, sem tradições nacionais uniformes, vivendo parasitariamente à beira do Atlântico, dos princípios civilizadores elaborados na Europa, e armados pela indústria alemã — tivemos na ação um papel singular de mercenários inconscientes. Além disto, mal unidos àqueles extraordinários patrícios pelo solo em parte desconhecido, deles de todo nos separa uma coordenada histórica — o tempo.

    Aquela campanha lembra um refluxo para o passado.

    E foi, na significação integral da palavra, um crime.

    Denunciemo-lo.

    E tanto quanto o permitir a firmeza do nosso espírito façamos jus ao admirável conceito de Taine sobre o narrador sincero que encara a História como ela merece:

    “il s� irrite contre les demi vérités que sont des demi faussetés, contre les auteurs qui n�altèrent ni une date, ni une généalogie, mais dénaturent les sentiments et les moeurs, qui gardent le dessin des événements et en changent la couleur, qui copient les faits et défigurent l’âme; il veut sentir en barbare, parmi les barbares, et, parmi les anciens, en ancien. ”

    Euclides da Cunha.

    São Paulo, 1901

  • 77. Gardenal  |  07/07/2009 às 16:23

    Esqueceu de mim hoje, guihoch?

  • 78. Arbo  |  07/07/2009 às 16:29

    demorei dois mminutos pra entender q facão, faquinha e lixa eram INCENTIVOS DO ESTADO
    hahaahauhauha

  • 79. dante  |  07/07/2009 às 16:30

    não precisa, guihoch.

    dçlfksdlçfklçsdkglçsdkflgçkdflçgkdfg

  • 80. dante  |  07/07/2009 às 16:32

    outra coisa:

    COMO O GUIHOCH ENTRA EM FILAS, vocês não acham?

  • 81. Rudi  |  07/07/2009 às 16:35

    Euclides escreveu isso em 1901… por mais que a gente faça um exercício de relativização, a concepção de racismo na época é ultra diferente da atual… não vivi lá, mas em 1901 de repente esse texto não tinha nada de racista… vai saber

  • 82. guihoch  |  07/07/2009 às 16:43

    não da mais nada tem que ser prozac

  • 83. Francisco Luz  |  07/07/2009 às 16:44

    os homens temque trabalhar e não ficar falando, deus errou emcriar diferenças nos seres humano, e a boca e a lingua com certeza foram invenções do diabo, AINDA BEM QUE EU USOI OS DEDOS PARA ESCREVER OQUE PENSO.

    Sensacional.

  • 84. joão carlos  |  07/07/2009 às 17:17

    bah, bela idéia, mas não daria em nada. e ainda ia ter IMPRENSA VERMELHA (huaaaaaaa) dizendo que o grêmio lançou a campanha pra PROTEGER e ESCONDER os racistas, ou DEMÊNCIAS (adotarei) do gênero…

  • 85. igor  |  07/07/2009 às 17:19

    é uma parada meio governo YEDA CRUSIUS

    as denúncias pipocam por todo lado!, mas..

    e outra que eu conheço alguns caras do núcleo da geral do gremio, são todos racistas mesmo, não tem o que dizer.

  • 86. Frank  |  07/07/2009 às 17:49

    Pois é, mas aí é que está a questão…
    O RACISMO existe por todos os lados…
    Existem torcedores racistas do Colorado? CERTAMENTE que existem. Talvez eles não têm a mesma visibilidade desses imbecis que fazem essas bizarrices no Olímpico, mas daí a querer correlacionar os racistas a um grupo social, ou a uma torcida de clube de futebol, é forçar muito a barra…
    E eu sou pardo e gremista, acho que tenho alguma legitimidade para falar isso… hahaauifhidfa

  • 87. Frank  |  07/07/2009 às 17:52

    E só para discordar do SANCHO pela milésima vez (eu não resisto… hahahahfahaha).
    Para mim, essa parada de racismo não pode ser julgada à luz dos elementos biológicos, mas sim dos sociais.
    Pois esse (pre)conceito é social, faz parte de um discurso e de um poder (pra lembrar o velho Foucault, se bem que para ele raça assumia uma conotação diferente…) e dá força para uma dominação EXCLUSIVAMENTE social, ou para dizer melhor, para um racismo ESTRUTURAL na sociedade brasileira…
    Mazah! Tô inspirado hoje… haahuadohfdaihdaofoihdfa

  • 88. Luís Felipe  |  07/07/2009 às 18:01

    adorei ser chamado de gremista. Sério.

    #59,

    Esse texto foi escrito na segunda-feira passada e teve que ser adaptado para entrar hoje. Foi alvo de grande discussão no bunker da ImpedCorp, inclusive. Acabamos optando por publicá-lo nessa semana, pois semana passada estava todo mundo VIVENDO DE LOUCURA e o texto poderia ser muito mal-interpretado.

    Ele acabou perdendo a força de sugestão que tinha no início – eu pensei na história das camisetas entrando em campo por isso – mas continuou trazendo reflexão, até o FHC (como presidente, um excelente sociólogo) apareceu por aqui.

    Ainda há tempo, porém, para esse tipo de atitude. A imagem do Grêmio continua sendo manchada pelo racismo, o que é inadmissível para um clube de um país miscigenado no século 21.

  • 89. Luís Felipe  |  07/07/2009 às 18:08

    eu presenciei um ato racista no Beira-Rio em 2002.

    Inter X Santos, Copa do Brasil. Cléber, o zagueiro, foi expulso. Dois caras começaram a gritar “uh, uh, uh” e xingar o cara como “macaco”.

    O mais engraçado é que meu irmão e eu tínhamos sido vítimas de preconceito pela polícia minutos antes de entrar no estádio. Estávamos acompanhados de uns seis caras, todos brancos – pegamos carona com eles – mas dois policiais nos pararam para revistar. Apenas a mim e ao meu irmão. Eu tinha cabelo rastafari, meu irmão é negro. Perguntaram até de onde vínhamos, para saber se “podiam nos deixar entrar no estádio”.

    Pois bem. Os dois caras começaram a fazer aquilo e nós paramos de olhar o jogo e ficamos encarando eles. “Mas é um macaco mesmo”, um deles tentou justificar. Continuamos encarando. Rolou um constrangimento geral em volta. Um cara que tava atrás de nós disse: “Olha pra bandeira da camisa 12, tu tem que sentir vergonha do que tá fazendo”.

    Imaginem isso no Olímpico, quinta-feira. “Olha pra camiseta do Lupicínio, pra estrela do Everaldo, e sente vergonha do que tá fazendo”. É isso que tá faltando.

  • 90. Sanchotene  |  07/07/2009 às 18:28

    Re 87

    Desculpa, Frank. Se puderes reescrever, por favor. Não entendi nada…

  • 91. Luís Felipe  |  07/07/2009 às 18:45

    Alex,

    Eu conheço essa história do pai do Lupicínio. Inclusive, já li que a história da não aceitação dele no Inter teria a ver com isso. Alguns clubes de negros jogavam no estádio do Inter, mesmo antes do clube aceitar negros – o que é uma situação bizarra – e disputavam competições ali. O Riograndense não teria sido aceito numa dessas competições pq era mal visto pelos clubes de negros. Também já ouvi (não lembro as fontes, desculpem) que esse “branqueamento” do Riograndense não seria por “racismo”, mas um estratagema do Francisco Rodrigues para conseguir “mulatos” emprestados do segundo quadro das grandes equipes (Grêmio, Inter, Cruzeiro, etc.)

    Acho, porém, que essa história de considerar o filho racista por causa do pai é uma grande bobagem.

  • 92. Sanchotene  |  07/07/2009 às 19:00

    Re 87

    Só para não dizerem que fugi.

    Para mim, essa parada de racismo não pode ser julgada à luz dos elementos biológicos, mas sim dos sociais.
    Pois esse (pre)conceito é social, faz parte de um discurso e de um poder (pra lembrar o velho Foucault, se bem que para ele raça assumia uma conotação diferente…) e dá força para uma dominação EXCLUSIVAMENTE social…

    Frank, onde é que discordamos?! É, mesmo, impossível julgar “racismo” em elementos biológicos. Apesar dos conceitos NÃO terem nascido como elementos de dominação e controle social, acabaram servindo para tanto em função da “aplicação de princípios classificatórios da biologia na antropologia sob influência das teorias evolucionistas” (n. 19). Bases, essas, absolutamente falsas. E se a base biológica é falsa, sobra apenas a social.

    … ou para dizer melhor, para um racismo ESTRUTURAL na sociedade brasileira…

    Contudo, e aqui tu te perdes, o “racismo” só pode ser construído sobre premissas biológicas, de distinção das pessoas pela cor-da-pele. Eliminando-se tais bases, o racismo DESAPARECE. Haverá, claro, outras discriminações; mas, de caráter não-“racial”.

    Um abraço.

  • 93. André Kruse  |  07/07/2009 às 19:36

    O texto do Lupicínio

    “Domingo, estive em um churrasco na Sociedade Satélite Prontidão, onde se reúne a ‘gema’ dos mulatos de Porto Alegre. Lá houve tudo de bom, bom churrasco, boa música e boa palestra. Mas como nestas festas nunca falta uma discussão quando a cerveja sobe, lá também houve uma, e foi a seguinte:
    Uma turma de amigos quis saber por que, sendo eu um homem do povo e de origem humilde, sou um torcedor tão fanático do Grêmio.
    Por sorte lá estava também o senhor Orlando Ferreira da Silva, velho funcionário da Biblioteca Pública, que me ajudou a explicar o que meu pai já havia me contado. Em 1907, uma turma de mulatinhos, que naquela época já sonhava com a evolução das pessoas de cor, resolveu formar um time de futebol.

    […]
    Fundou-se, por isso, uma nova Liga, que mais tarde foi chamada de Canela Preta, e quando estes moços casaram, procuraram desviar os seus filhos do clube que hoje é chamado o ‘Clube do Povo’, apesar de não ter sido ele o primeiro a modificar seus estatutos, para aceitar pessoas de cor, pois esta iniciativa coube ao Esporte Clube Americano, e vou explicar como:
    A Liga dos Canela Preta durou muitos anos, até quando o Esporte Clube Ruy Barbosa, precisando de dinheiro, desafiou os pretinhos para uma partida amistosa, que foi vencida pelos desafiados, ou seja, os pretinhos.”

  • 94. marcelo  |  07/07/2009 às 20:28

    Não concordo.

    Sou contra ficar alimentando isso. Quanto mais se fala mais se propaga.

    Também acho que não traria retorno financeiro.

    Principalmente seria constrangedor fazer o Maxi Lopez praticamente se retratar ao Dr. Elicarlos…

  • 95. Frank  |  07/07/2009 às 20:44

    #92

    Grande Sancho, entendo onde você quer chegar…
    Na verdade, essa discussão seria muito melhor em um local com CERVEJA, e não na impessoalidade da internet.
    Realmente, creio que não temos MUITAS discordâncias, mas divergimos em um ponto fundamental.
    Tudo bem, nas premissas biológicas não há sentido em se considerar a existência de raças, o problema é que isso foi contrabandeado para o senso comum, e gerou (e ainda gera) um viés classificatório pela cor da pele que, se para as ciências biológicas, não faz mais sentido nenhum, ainda faz (e muito) para as ciências sociais.
    Pergunte para qualquer pessoa qual sua raça: uns vão dizer que é branca, outros que é negra, outros que é indígena, sem contar as mais variadas miscigenações. É isso que eu considero como um fato social, e mesmo que isso não faça sentido biologicamente, no nosso DNA, faz todo sentido quando falamos de sociedade, e quando discutimos como essa sociedade se organiza.
    Daí, não posso dizer simplesmente que o RACISMO desaparece junto com a classificação biológica de raça, se essa mesma classificação não é levada em conta no dia-a-dia. Assim, você está sendo de um essencialismo científico muito radical, sem considerar as construções sociais que se fazem em torno de um conceito e que permitem a existência de preconceitos que podemos designar de RACISTAS.
    Desconstruir uma construção social é muito mais difícil do que a mesma operação no âmbito das ciências naturais, porque você tem que partir do princípio de que as pessoas irão aceitar essa não-existência de raças naturalmente, pela evidência apresentada, enquanto as pessoas irão ver a cor de pele e se referir a ela como raça, porque isso faz parte do discurso dominante.
    Não sei se me fiz muito claro, e acho também que não vamos chegar a lugar algum, mas é a isso que me refiro quando me apresentam esse argumento de que o RACISMO não existiria porque as raças não existem. Essa argumentação é complicada, porque aí tu considera um fato das ciências biológicas mais importante do que um fato das ciências sociais…

  • 96. Antenor  |  07/07/2009 às 22:34

    Não consegui ler todos os comentários anteriores, então lamento caso soe repetitivo:

    A simples ideia de usar “o marketing” para “capitalizar” em cima de um episódio racista é algo repulsivo. Era só o que faltava.

    Aliás, só o que os clubes fazem é “capitalizar”, barrando pobres e deixando somente o “verdadeiro tor$$edor” entrar no estádio.
    Por si só, isto já é totalmente contraditório a uma “campanha contra a discriminação”. Olhem para os lados no estádio e vejam qual é o perfil do público cativo hoje em dia.

    Prefiro, sinceramente, entender que este texto tenha sido um grande exercício de ironia de seu autor.

  • 97. Luís Felipe  |  07/07/2009 às 23:28

    não foi um exercício de ironia.

    mas desenvolve aí a tua tese: na tua opinião, os gritos de “macaco” acontecem por que temos maioria de brancos no estádio?

    acho uma lógica tão simplista quanto achar que o futebol não precisa de dinheiro.

  • 98. Frank  |  08/07/2009 às 02:15

    Nem o Obama anda escapando do racismo… olha só:

    http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/090707/mundo/honduras_pol__tica_golpe_eua

  • 99. Gustavo  |  08/07/2009 às 09:29

    Gurizada, eu já falei aqui: a HUMANIDADE É UMA MERDA. Não existe animal pior do que o homem. Acho que se todos nós fôssemos macacos a Terra seria um lugar melhor.

  • 100. Antenor  |  08/07/2009 às 10:56

    Não tenho tese. Mas recuso a idéia de que a “oportunidade de faturar” é A maneira ou A alternativa de como tal episódio deve ser tratado. Isso sim é simplista.

    Quanto ao público nos estádios, não digo que está “reservado aos brancos”. Está reservado a quem tem dinheiro, e, infelizmente, essas coisas se sobrepõem aqui no Brasil, onde ser negro é, muitas vezes, quase sinônimo de ser pobre. Herança histórica, sim, mas também reprodução sistemática, hoje em dia, das condições que levaram a isso.

    Quanto à questão sobre gremistas chamando colorados de macacos (que não suscitei em nenhum momento, e acho que tu também não), já tive uma longa e infrutífera discussão com o Cassol, anos atrás. Eu relativizava, ele não. E, hoje em dia, acho que ele estava mais certo que eu.

    Se te referes às ofensas ao Elicarlos, concordo que há ali uma mistura de racismo, ignorância e falta de noção, que transcendem quaqluer ação de marketing. É questão cultural, e infelizmente não conheço tese ou proposta para resolver um problema tão profundo, ainda mais no curto prazo.

  • 101. Sanchotene  |  08/07/2009 às 11:15

    Re 95

    Frank… FRÂNQUI!

    Tchê, não subestimes o poder da influência das ciências biológicas sobre a sociedade, pois o racismo nasceu exatamente disso. Antes da “explosão” do positivismo e das ciências matematizantes, não havia a menor distinção racial entre as pessoas. A cor da pele era algo tão diferente quanto a cor dos olhos ou do cabelo. Durante a imensa maior parte da história da humanidade, o conceito de raças não existiu. Ele foi IMPOSTO de maneira arbitrária recentemente (no máximo, há 600 anos), e as pessoas acreditam tratar-se de algo real e natural, quando não é. Para acabar com isso, tem que se parar de pensar dentro dessa “esquema racial”. E começa-se, exatamente, admitindo sua inexistência biológica.

    Um abraço.

  • 102. Arbo  |  08/07/2009 às 13:41

    Frank, isso q tu falou, já foi falado por umas três pessoas diferentes para o mesmo Sancho. Me parece q tu falou MELHOR. Acho q o Sancho tá na ânsia de tratar tal assunto nos devidos termos (louvável), mas infelizmente ainda não nos desamarramos de certaas ESTRUTURAS. Donde concluo q os dois estão certos, mas apontando pra lados diversos.

    E tô com o Antena ali. (particularmente tinha lido essa proposta como irnonia, tanto q a tachei de “superficial” já de cara – não me dei conta q era esse, afinal, o ponto central do texto)

  • 103. Frank  |  08/07/2009 às 14:25

    Isso mesmo Arbo…
    Não acredito que tenhamos divergências, o Sancho e eu (ui!), mas apenas encaramos o mesmo problema de ângulos diversos.
    Se bem que pelo que tu falou, tá 4 x 1 no PLACAR MORAL dos comentários…

    hahahahahahldfahlpihohoihoihd

  • 104. Sanchotene  |  08/07/2009 às 14:28

    Eu normalmente sou o UM, em qualquer debate…

  • 105. Prestes  |  08/07/2009 às 14:39

    Antenor, não vi no texto uma ideia de “capitalizar” a questão do racismo.

    Acho que uma ação mais forte do marketing do Grêmio pode sim INIBIR tais manifestações. Acho que o clube precisa tornar o ambiente do Olímpico um lugar em que as pessoas não se sintam à vontade para manifestações racistas.

    O Grêmio, enquanto instituição, deveria ter se posicionado mais veementemente contra o que já se sabia que poderia acontecer no jogo de volta. Nisso é que eu acho que seria eficaz uma campanha mais ampla.

    De quebra, obviamente seria bom para a imagem do clube.

  • 106. Junior  |  08/07/2009 às 14:51

    Não sei se já foi comentado em algum outro tópico, mas ontem ocorreu mais uma confusão envolvendo racismo. O jogador Dinei (não é aquele) do Brasiliense acusou o Márcio Alemão, do Guarani, de ofensas racistas. Ao final do jogo, esse tal de Dinei parecia um animal, foi preciso que alguns jogadores o segurasem, pois ele estava incontrolável e queria brigar de qualquer jeito com o Márcio Alemão. Está na hora da CBF tomar alguma atitude em relação a isso.

  • 107. Prestes  |  08/07/2009 às 14:55

    Junior, nesses casos de racismo dentro de campo dificilmente se tem como provar, aí fica difícil rolar alguma punição.

  • 108. André K.  |  08/07/2009 às 15:01

    Aí tu te perde né, Prestes

  • 109. Rudi  |  08/07/2009 às 15:09

    jogo da série b, sem transmissão de TV, e nada na súmula, vai fazer o que? punir o jogador mesmo assim?

  • 110. Prestes  |  08/07/2009 às 15:10

    Como assim? Eu pedi punição pro Maxi Lopez?

  • 111. André K.  |  08/07/2009 às 15:14

    Pediu para o Grêmio ser banido da Libertadores

  • 112. Antenor  |  08/07/2009 às 15:18

    #105
    “O Grêmio poderia faturar uma enormidade com isso. Não só financeiramente, mas em relação à sua imagem.”

    O texto sugere isso em contraposição à (falta de) atitude da direção gremista.

    Isso é exatamente capitalizar (a parte do “faturar uma enormidade”) com o racismo. Seja ganhando dinheiro (a parte do “financeiramente”), seja agregando valor positivo e reduzindo o negativo à “marca Grêmio” (a parte do “em relação à sua imagem”).

    Marketing é isso (Market=Mercado).
    Mercado é capitalizar TUDO.

    Ações para “inibir” (como tu disse) atos racistas são (ou deveriam ser) de alçada superior ao marketing de um clube.
    Essa é a questão.

  • 113. Prestes  |  08/07/2009 às 15:19

    Que houve gritos de macaco no estádio tem como provar, dada a vastidão de testemunhas. Basta ouvir o relato do Faraon no Carta na Mesa, por exemplo.

    No caso de racismo, ficou a palavra de um contra a de outro. As imagens dão quase certeza de que houve o insulto, pela reação do Vágner. Mas só isso, a meu ver, não é suficiente para punir o jogador, por que poderia dar margem para armações em outros jogos.

  • 114. Junior  |  08/07/2009 às 15:20

    Rudi, teve transmissão de TV e um outro jogador do Brasiliense confirmou as ofensas. O Paulo Schimidt processa todo mundo por vídeo, sem estar na súmula. A reação do jogador do Brasiliense foi descomunal, é impossível não ter havido um xingamento muito grave para que existisse aquela reação.

  • 115. Prestes  |  08/07/2009 às 15:21

    Ok, o texto fala isso mesmo. Mesmo assim acho que uma boa campanha institucional seria adequada ao caso.

  • 116. André K.  |  08/07/2009 às 15:26

    Que houve gritos de macaco no estádio tem como provar, dada a vastidão de testemunhas

    E esse jogo do Brasiliense foi jogado aonde?

  • 117. izabel.  |  08/07/2009 às 15:44

    no brinco de ouro, andre k.

    também não gostei do nome ‘marketing’. acho melhor ‘educação’.
    e também acho que não é só uma atitude a se cobrar da diretoria dos clubes. as torcidas (ou suas facções organizadas) podem tomar alguma atitude: http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2009/06/gavioes_racismo.jpg
    e as federações também, como a paulista já faz há uns 4 ou 5 anos, com faixas de ‘racismo aqui não’ que desfilam no antes dos jogos e nos intervalos, junto com os mascotes, e aparecem nas fotos oficiais dos posteres de campeões: http://esportes.terra.com.br/futebol/estaduais/2009/interna/0,,OI3741857-EI12403,00-Poster+Corinthians+campeao+paulista.html

  • 118. Rudi  |  08/07/2009 às 15:53

    Junior, NESSE CASO sim… mas ainda assim, o vídeo deveria ser capaz de pegar ao menos uma leitura labial, pq senão daqui a pouco maluco vai TEATRALIZAR reações ultra exageradas pra tentar punir caras em função disso…
    enfim… é foda demais decidir qualquer coisa sobre isso sem saber, sem estar lá…

  • 119. JO  |  08/07/2009 às 16:12

    GREMIO E FATOS:PORQUE FOI O ÚLTIMO TIME NO BRASIL A ACEITAR NEGROS E 27 DEPOIS(HAJA TEMPO PRA PENSAR INISTO ,HEIN?) DO COLORADO? PORQUE HAVIA UMA CLAUSULA NA DOAÇÃO DO TERRENO ONDE FOI CONSTRUÍDO O ESTÁDIO DA BAIXADA EM QUE É DITO QUE LE SERIA DOADO AO GREMIO DESDE QUE ELE GREMIO NÃO TIVESSE NEGROS NO TIME? SINTO MUITO FELIPE MAS A HISTÓRIA DE RACISMO NO GREMIO VEM DE MUITO TEMPO JÁ QUE NA FUNDAÇÃO HÁ UMA CLAUSULA QUE IMPEDIA A CIRCULAÇÃO NAS DEPENDENCIAS SOCIAIS DE NEGROS NO CLUBE(VALE LEMBRAR QUE O GREMIO FOI FUNDADO POR ALEMÃES E, QUE PELO O QUE SE SAIBA, NAQUELA ÉPOCA NÃO ERA MUITO COMUM DELES SE DAREM BEM COM NEGROS ,OU ERA?

  • 120. Frank  |  08/07/2009 às 18:04

    Pelo amor de Deus hein Jo…

    Se a gente for recuar na história, TODOS os clubes de futebol foram racistas um dia, sem exceção, já que este é um esporte originariamente de elite (e as nossas elites foram tão ou mais racistas que as outras)…
    Se não me engano, o primeiro clube a permitir jogadores negros foi o Vasco, em 1923… (ou o Bangu, não me lembro bem, mas foi mais ou menos por essa época). Então, antes disso não existiam negros no futebol (a não ser “mulatos pintados” de pó-de-arroz, como no Fluminense)…
    Querer justificar um fato atual com esse historicismo barato é o mesmo que querer associar os alemães com os nazistas, só porque essa ideologia surgiu na Alemanha…

  • 121. Luís Felipe  |  08/07/2009 às 18:25

    em resumo, não gostaram do nome “marketing” por que é “feio”.

    tá bom.

    o que vocês não conseguiram entender é que não existe contraposição entre uma atitude drástica do Grêmio com os racistas e as ações de marketing.

    as duas coisas podem ser feitas.

    assim como o Duda vai à imprensa dizer que tem as imagens e vai punir os sócios, é indispensável desencorajar esse tipo de atitude desde o seu início. Ou seja: mostrando para o mundo inteiro que não, o Grêmio não é um clube racista, o Grêmio não é a Lazio do Brasil.

  • 122. Antenor  |  08/07/2009 às 22:42

    Não simplifique, Luís Felipe.
    Se quiser manter tua posição, tudo bem. Não rebaixe a dos outros.

  • 123. Saci  |  09/07/2009 às 21:28

    A grande prova de que Maxi Barbie Lopez ofendeu de forma racista o jogador do Cruzeiro foi sua defesa. O jogador tricolor afirmou que não entendia o que queria dizer o termo macaco. Faça-me rir, desde que existe rivalidade entre Brasil e Argentina, os hermanos nos chamam de macaquitos. Quando o Brasil ou o Santos jogava lá na década de 60 era comum o grito: hijos de puta, macaquitos de Brasil. Sempre que a torcida do rival quer tirar a torcida do Inter, como mesmo que nos chama? Agora aparece o sujeito dizendo que não sabe o significado de tal insulto. Mais fácil acreditar em coelhinho da páscoa ou que o timinho dele iria para o Mundial que na defesa do jogador argentino.

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