Cerro perde clássico e entrevera tabela

28/04/2009 at 08:00 10 comentários

E ainda tem gente infiel que não crê no poder do olho gordo do Impedimento. Desde que escrevi que o Cerro Porteño empreendia uma “meteórica jornada rumo ao título nacional”, o Ciclón não conseguiu mais vencer. Depois de dois empates, perdeu o clássico para o Olímpia e já vê a liderança ameaçada pelo Libertad.

Percebam que não foi pouca coisa. A última vitória do Decano ocorrera há cinco clássicos, no distante setembro de 2007. Mas os cinco bêbados tremulando uma bandeira alvinegra no meio da avenida Santíssima Trinidad, no final do domingo, anunciavam: o Olímpia venceu o superclássico do futebol paraguaio.

Foi por dois a zero: gol do GUATEMALTECO Carlos Ruiz no primeiro tempo e de Oscar Molinez logo aos dois do segundo. Entre os tentos, Carlos Amarilla não deu uma de árbitro gaúcho: expulsou o defensor cerrista Julio Irrazábal aos 27 da primeira etapa e não compensou com uma expulsão do outro lado, o que acabou determinando a superioridade franjeada ao longo da partida, observada da arquibancada por Tata Martino.

Menos mal para o Cerro que o Libertad empatou na rodada, ainda na sexta-feira, diante do 2 de Mayo. E no fim de tudo o Cerro, que tinha cinco pontos de vantagem, estacionou nos 23, escoltado de perto pelo próprio Libertad, com 21, e pelo Nacional Querido, com 20.

No sábado, a equipe do Impedimento conferiu – e deu sua contribuição para – a derrota do Rubio Ñú, em casa, para o Tacuary. O clube enfeitou o estádio de La Arboleda para a partida que foi televisionada para todo o país. Uma modelo muito superior à Glória Vera distribuía panfletos anunciando a ampliação do estádio. Mas nada disso fez com que o Rubio chegasse à vitória.

A equipe de Arce começou arrasadora, metendo uma bola no travessão, mas nos contragolpes o Tacuary aproveitava a extrema fragilizada da zaga alviverde. O resultado foi de 3 a 2 para os visitantes. O consolo para o Rubio Ñú está na tabela de artilheiros: o esguio Pablo Velázquez anotou dois na derrota para o Tacuary e isolou-se na artilharia com sete gols. Tem um a mais que Juan Samudio, do Libertad.

A classificação do Apertura ficou assim:

Time                     P     J
Cerro Porteño     23  11
Libertad                21  11
Nacional               20  11
Olimpia                 18   11
Luqueño               18   11
Rubio Ñú              16   11
Tacuary                16   11
12 de Octubre     13  11
Sol de América   11  11
Guaraní                 10  10
2 de Mayo            6   10
3 de Febrero       1   11

Um abraço,
Daniel Cassol

Entry filed under: Nacionais.

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10 Comentários Add your own

  • 1. fino  |  28/04/2009 às 10:11

    E aí Cassol, já avistou algum colorado em Asuncion?

  • 2. Daniel Cassol  |  28/04/2009 às 10:21

    Só eu até agora, uhuhshushsu.

    Placar das camisetas avistadas: Grêmio OITO x 0 Inter.

  • 3. fino  |  28/04/2009 às 10:24

    feitoooooooo (ns)

  • 4. Luís Felipe  |  28/04/2009 às 10:51

    Rubio está pegando a vaga na Sul-Americana?

  • 5. Gabriel R.  |  28/04/2009 às 11:29

    #2

    é o cavalo paraguaio…

  • 6. Francisco Luz  |  28/04/2009 às 11:33

    Desculpas pelo off-topic, mas deveria haver um limite para a cara de pau:

    http://www.clicrbs.com.br/esportes/rs/noticias/default,2491197,Simon-diz-que-acertou-em-apitar-a-penalidade-no-classico-cearense.html

    Simon diz que acertou em apitar a penalidade no clássico cearense

    Juiz acha que resultado de Fortaleza e Ceará não foi influenciado pela arbitragem

    Em uma partida polêmica, apitada pelo gaúcho Carlos Simon, o Fortaleza venceu por 2 a 1 o clássico contra o Ceará, neste domingo, na primeira partida da decisão do Campeonato Cearense, no Castelão. O jogo contou com dois gols duvidosos – um para cada lado.

    No final do primeiro tempo, Wanderley fez o primeiro gol em impedimento, para o Fortaleza. Na segunda etapa, o Ceará empatou com um pênalti duvidoso, em que Edu Sales caiu sozinho na área. Porém, Simon se defendeu nesta segunda-feira, reafirmando que a marcação foi correta.

    – O atacante é tocado em cima da linha e cai dentro da área. Houve a penalidade máxima. O próprio zagueiro admitiu que tocou o jogador, mas que foi sem querer – afirma Simon.

    Para o juiz, o resultado do jogo “não foi influenciado pela arbitragem”.

    – Não tive a oportunidade de ver na TV. Estou com a fotografia do lance de jogo. Estou com a consciência tranquila, assim como o trio de arbitragem. O resultado da partida não passou pela arbitragem – finalizou.

  • 7. Prestes  |  28/04/2009 às 12:55

    “E ainda tem gente infiel que não crê no poder do olho gordo do Impedimento.”

    Por isso é que a corneta do Douglas ao Tite é SAGRADA.

  • 8. Prestes  |  28/04/2009 às 13:02

    Cara, eu sinceramente digo que pelas imagens que vi não dá pra ter certeza se o cara encosta ou não.

    Mas o Simon seria reincidente nesse lance, não me espanta, se tiver errado. Teve um Grenal que um já velho Carlos Miguel passa a um metro de distância do zagueiro, faz um movimento com a perna e se joga na intermediária, o Simon marca falta. Lance parecido.

    Agora, a gente tb precisa para com a ideia de que a câmera revela uma verdade suprema. Primeiro por que ela não dá todas as dimensões, segundo que ela ‘enxerga” muitas vezes mais de longe que o árbitro.

  • 9. Francisco Luz  |  28/04/2009 às 13:14

    Prestes, se encostar é sinal de falta, então qualquer merda é falta. E se o cara encostou, foi DOZE ANOS-LUZ antes de o atacante se jogar dessa maneira vergonhosa.

    E o lance do Carlos Miguel que tu tá falando, se é o que eu lembro (1º Gre-Nal do Gauchão de 2003, o que acabou com o jejum), o árbitro era o BARRETÃO.

  • 10. Prestes  |  28/04/2009 às 15:39

    Cara, agora eu vi por ângulo convincente, realmente foi bizarro o pênalti. Mas, veja, em quatro ângulos, quatro câmeras diferentes só uma deixa claro que o cara caiu longe do zagueiro.

    Longe de mim defender o Simon como árbitro, considero um pésimo árbitro.

    Não tenho certeza em qual Grenal foi esse lance, acho que era o Simon na ocasião, o C. Miguel era do Grêmio na época, depois de já ter passado pelo Inter.

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