Teoria e prática do feijão-com-arroz

10/02/2009 at 06:14 55 comentários

saopaulors 

Se uma grande corporação midiática do Rio Grande do Sul está de novo reivindicando para si a propriedade de uma notícia, desta vez sobre o Gre-Nal do Centenário, não se enganem. Tudo não passa de manobra diversionista para que a população desconheça algo muito mais importante: no sul do Estado, três equipes vêm realizando clássicos centenários, numa idéia que aparece como um oásis de inteligência e simplicidade neste deserto de alegrias que se tornou o business futebolístico: priorizar o torcedor.

Estamos falando, é claro, do retorno do campeonato citadino de futebol de Rio Grande, que está revivendo clássicos entre São Paulo, Rio Grande e Riograndense, três equipes que, juntas, somam mais de três séculos de futebol.

Na semana passada, voltando de Pelotas, o dial do rádio estacionou numa emissora da cidade de Rio Grande. E pelo ÉTER FÍSICO era possível escutar um dirigente do futebol riograndino anunciando, naquele dia, o começo do citadino de futebol.

Numa certa altura da entrevista, o radialista questionou a decisão de não realizar os jogos na praia do Cassino, distante cerca de 18 km da cidade, para aproveitar a presença dos milhares de turistas que tentam se equilibrar contra o vento na maior praia do mundo.

“Queremos fazer um campeonato para os torcedores e não para turistas”, foi mais ou menos a resposta do dirigente.

Os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) certamente não entenderam porque passei em frente ao posto policial sentado na janela do carro, girando a camiseta e cantando Love is in the Air.

Nestes tempos em que o ingresso de futebol custa uns três salários mínimos e os estádios estão cada vez menos convidativos para o torcedor comum, parece emocionantemente óbvio cobrar apenas cinco reais para que as pessoas tenham oportunidade de torcer pelos seus times. Na entrevista, o dirigente ainda falou algo sobre permitir que a população da periferia de Rio Grande pudesse conferir os clássicos. Genial de tão simples.

Cheguei a ponderar que meu entusiasmo talvez se ARREFECESSE caso eu me aproximasse mais da realidade de tal competição. Até que li este post do Blog do Kayser, o que me tornou ainda mais entusiasta deste torneio em curso no Rio Grande.

A iniciativa de realizar o torneio veio de uma discussão de torcedores no Orkut. A idéia foi abraçada pelos clubes. E fez-se a luz.

A estreia, com o clássico Rio-Rita, teve a presença de aproximadamente duas mil pessoas no Aldo Dapuzzo, palco de todas as partidas do certame. Não é muito para uma cidade de quase 200 mil habitantes, mas supera muito público de Série A do Gauchão.

O São Paulo está final, já que venceu o Rio Grande e o Riograndense, por 1 a 0 nas duas ocasiões. A decisão ocorre no próximo sábado. O clássico Rio-Rita teve direito a coice, a Leão dançando o créu e a um enlouquecido goleiro Sandro, do São Paulo, pulando acrobaticamente sobre a bola e escalando o alambrado após o apito final. Tudo pode ser conferido aqui. Como se não bastasse, ainda há outra grande atração: Thiago Verri, o PRIMO DE DUNGA, foi recém contratado pelo São Paulo. Haja coração.

Esta iniciativa poderia ser imitada por outras cidades, principalmente naquelas em que clubes tradicionais ficam de bobeira no primeiro semestre. Além de preparar os times para a temporada, reavivar rivalidades locais e gerar alguma movimentação de caixa, os citadinos têm a grande virtude de resgatar a identidade do torcedor do interior com o time de sua cidade.

Eis uma contradição do futebol mercado: o negócio anda tão bom que está sobrando espaço para o crescimento dos clubes do interior. Vejam os casos do Inter-SM, do Brasil de Pelotas, do Pelotas, do Ypiranga e do próprio São Paulo, que no ano passado fez boa campanha na segundona gaúcha. Na maioria dos casos, as equipes contam com apoio de empresários locais e empresas maiores que percebem a popularidade dos times. Aproveitam outra brecha criada pelo futebol mercado: o sentimento anti dupla Gre-Nal cada vez mais forte no interior gaúcho.

Um abraço,
Daniel Cassol
Foto: site do São Paulo.

Entry filed under: Colunas.

É preciso respeitar a mãe de todas as batalhas Top 10 humilhações do Flamengo

55 Comentários Add your own

  • 1. Francisco Luz  |  10/02/2009 às 06:40

    Em Bagé também está acontecendo (ou aconteceu) um Citadino, não?

    São vários os lugares que poderiam ter algo do gênero: Rio Grande, Pelotas, Livramento, Bagé, Santa Maria, Santa Cruz, Caxias… sonhando um pouco mais alto, poderiam fazer um torneiozinho depois com os vencedores de cada cidade, mais ou menos nos moldes dos gauchões d’antanho.

  • 2. Sanchotene  |  10/02/2009 às 07:20

    Na Fronteira, alguns anos atrás, houve o torneio da Rivalidade, com Ferro, Sá Viana, Uruguaiana, 14, Grêmio e um time de Quaraí que – maldição! – me escapa o nome. Mas não seguiu adiante…

  • 3. Fabio  |  10/02/2009 às 07:29

    Sei lá, o vizinho da minha prima é (ou era) o técnico do 14 há uns dois anos..nunca tinha ouvido ele proferir uma sílaba sobre a esfera mais famosa…por um lado esse lado TIETA do AGRESTE me encanta, mas também me deixa com um pé atrás sobre o renascimento desses clubes

  • 4. LOBO  |  10/02/2009 às 07:34

    “o sentimento anti dupla Gre-Nal cada vez mais forte no interior gaúcho”
    …….Infelizmente isto não existe, as torcidas da dupla Gre-nal estão cada vez maiores no interior, o torcedor do interior acaba dividindo sua paixão pelos clubes da cidade e capital.

  • 5. Luís Felipe  |  10/02/2009 às 07:35

    é por isso que talvez seja melhor tirar a dupla grenal do Gauchão.

    ao invés do oportunismo de colocar ingressos a 200 quaquilhões para ver o Andrezinho jogar, ingressos baratos para ver o time local ter a oportunidade de ganhar a taça.

    Rio Grande está dando exemplo. Duas mil pessoas em jogos sem a oportunidade de enfrentar a dupla. Na segundona, ano passado, também lotavam estádio.

  • 6. Luís Felipe  |  10/02/2009 às 07:37

    tira a dupla grenal do campeonato, classifica o campeão para a fase nacional da série D e os demais jogam a fase regional.

    me elejam para o lugar do Noveletto agora!

  • 7. Daniel Cassol  |  10/02/2009 às 07:40

    Talvez o sentimento anti Gre-Nal não seja generalizado, mas é uma bandeira dos torcedores mais militantes dos times do interior.

    E Francisco: em Bagé também retomaram o citadino. Falamos no Impedimento, mas não fui atrás do resultado depois.

  • 8. Sanchotene  |  10/02/2009 às 07:53

    Re 5,6

    Discordo de ti, LF. Essa proposta me embrulha as entranhas, “desperta em mim os sentimentos mais primitivos” (JEFFERSON, Roberto; 2004).

  • 9. Daniel Cassol  |  10/02/2009 às 07:56

    Opa, prevejo disputa acirrada na eleição pra presidência da FGF.

  • 10. Sanchotene  |  10/02/2009 às 08:08

    Rachados, não temos a menor chance. Noveletto nos patrolará…

  • 11. dante  |  10/02/2009 às 08:26

    ” Logo na chegada, estacionei o carro em uma rua ao lado do estádio, em meio a uma vila. Se eu estacionasse em uma rua com aquela aparência em Porto Alegre e fosse apenas assaltado, já estaria no lucro. Ali, tudo tranqüilo. Nem flanelinha havia. Verdade que a rua era um capinzal só, parecia até que o Fogaça era prefeito da cidade.”

    sdfçlsd~flksçdkfçlsdkflçsdkflçksdlçfksdl

  • 12. Anderson Fraga  |  10/02/2009 às 08:37

    http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Libertadores/0,,MUL972260-9851,00.html

    Opinião do blog La Pelota:: “O Grêmio montou um time bem ao estilo da Libertadores, guerreiro e muito forte na parte defensiva. Ainda tem como arma o Souza, que voltou a jogar bem. O problema é que falta um pouco de talento à equipe. Falta um craque como o Hernanes é no São Paulo ou o Keirrison é no Palmeiras. Acho que o Grêmio vai chegar longe, mas não o vejo como um campeão.”

    COOOOOMOÉQUEÉ?

  • 13. LOBO  |  10/02/2009 às 09:02

    Campanha do Felipão no Chelsea (incluindo amistosos):
    41 jogos
    24 vitórias
    12 empates
    5 derrotas
    Aproveitamento: 68,3%

  • 14. almilano  |  10/02/2009 às 09:32

    Luís Felipe,

    Também sou partidário de tirar a dupla do Gauchão. O único problema é que os times do interior não querem isso, eles rezam pelo dia em que poderão jogar contra Grêmio ou Inter para faturarem um pouco mais.

  • 15. Milton Ribeiro  |  10/02/2009 às 09:43

    Ref. 5, 6, 14:

    Totalmente de acordo com o Luís Felipe.

  • 16. Álisson  |  10/02/2009 às 09:57

    Totalmente contra.

    Gosto muito de ver o Inter jogando o gauchão. Não tem nada melhor do que ver estrelinhas do porte de Alex e Nilmar tendo que jogar no ARRANCA TOCO.

    O gauchão serve como afirmação para o mais jovens, caso do Tayson esse ano.

    Se a idéia é VALORIZAR o torcedor, tirar os clubes mais interessantes da disputa não é o caminho.

    Prefiro a idéia do campeonato paulista. Lá tem o campeão do interior, com direito a festa e tudo.

  • 17. Felipe catarina  |  10/02/2009 às 09:58

    Acho massa essa idéia, apesar de que nem todas cidades poderiam fazer um torneio desse tipo. Para vcs terem uma idéia, Joinville tem 500 mil habitantes, considera-se o 3º maior pólo industrial do Sul e tem apenas um time profissional, o Joinville, que ainda não tem divisão. Mas em muitos casos ajudaria a preencher o calendário desses times que ficam de fora até da Série D.

    Tava procurando algo sobre o Fofonka e me digam se ele é o último cara que aparece nesse post:

    http://blogdorobertosilva.zip.net/arch2008-12-07_2008-12-13.html#2008_12-08_21_28_49-120494633-0.

    Ah, e quando quiserem entrar em contato para me enviar a camisa, fiquem à vontade. rsrsrsrsrsrs

  • 18. Cassol  |  10/02/2009 às 10:01

    É este mesmo. Parece que está na Grécia agora.

    E porra, Felipe. Estava demorando pra te escrever pra ver se tu esquecia da camiseta e ela ficava comigo.

    Maldito.

  • 19. Paulo Torres  |  10/02/2009 às 10:11

    Em Joinville tem/tinha um CAXIAS ocasionalmente chegando à primeira divisão barrigaverde, não?

    E concordo com o 16. Jogador de verdade tem que enfrentar um estadual, encarar de frente as arquibancadas do Alçapão do Bonfim, o gramado da Fazendinha, as travas da chuteira dos beques do Democrata de Sete Lagoas. Mas só os times mais fortes entre os pequenos deveriam receber os grandes, uma seletiva pré-estadual ou algo assim. Não mais que uns 15 jogos de estadual para os times da Série A nacional.

  • 20. LOBO  |  10/02/2009 às 10:28

    Tinha o Caxias (que atualmente está licenciado do futebol catarinense); o que existe é o time de futebol americano, que é campeão catarinese e brasileiro.

  • 21. Flávio  |  10/02/2009 às 12:39

    É a prova de que os clubes do interior não são dependentes da Dupla Gre-Nal. A alegria de disputar uma competição na qual há chance real de título, seja torneio municipal, série B do ruralito, Copa Paulo Rogério Amoretty ou terceirona do Brasileirão, é muito maior do que viver perdendo em casa para os entediados grandes da capital.

  • 22. Prestes  |  10/02/2009 às 13:15

    Bacana a ideia e acho que é mais ou menos por aí. Não adianta misturar alhos com bugalhos e fazer um campeonato em que desde a década de 40 só dois ganham.

    Tu vê o Pelotas, todo fiadaputa, levantou taça ano passado, deu volta olímpica, lotou a Boca do Lobo.

    Tu pega algumas cidades do Interior gaúcho, conheço bem o caso de Teutonia por que um amigo meu ia pra lá direto, o futebol amador possui estádios, times tradicionais, o jogo passa na rádio. Fizessem lá um time profissional seria um fracasso. O afudê é a rivalidade entre o Esperança e um time lá que eu não lembro o nome.

  • 23. Germano Jaeschke Schneider  |  10/02/2009 às 13:18

    Rivalidade: eis a salvação do futebol do interior.

    http://www.futebolforca.com

  • 24. Atilio  |  10/02/2009 às 14:17

    Em Bento a coisa também bomba… Os times estão se organizando cada vez melhor. E existem diversos clássicos no chamado campeonato Inter-Distrital, entre os times da colônia. As rádios transmitem jogos em todos os finais de semana e os jornais cobrem. Quando trabalhava lá, escrevi diversas reportagens.
    Uma vez joguei uma dessas pelejas, pelo Flamengo de São Valentin B – isto é, eu era reserva dos reservas –, contra o Canarinho B. Ganhamos de 3 a 2, marquei dois gols e dei o passe do outro. Foi o dia mais feliz da minha vida, e também foi o dia em que o Senna morreu. Uma semana depois, descobri que eu sou diabético e foi o dia mais triste da minha vida. Assim é o destino.
    E, não custa lembrar o mais legal de tudo: meu pai conheceu minha mãe num jogo no interior! Ela torcia pro 15 da Graciema e ele jogava pelo 24 de Maio.
    Um amigo meu tem uma história parecida: o pai dele conheceu a mãe num jogo do mesmo Canarinho que décadas depois seria fulminado pela minha canhota.
    Lembro disso porque a professora uma vez perguntou onde se conheceram os pais de cada. Cada aluno foi contando. Quando chegou nossa vez, a sala inteira debochou de nossas origens. Ficamos putos da cara, mas a partir daí no tornamos cúmplices naquela escola bunda-mole lá de Bento. Foi massa.

  • 25. Sanchotene  |  10/02/2009 às 16:12

    Na Inglaterra, não há idéia de isolar os 4 grandes só porque os títutlos se dividem a 215 anos entre Manchester United, Arsenal, Liverpool e Chelsea. O Canarinho disputaria a Décima Segunda Divisão (ou Série L), sonhando um dia chegar a Primeira. Na Argentina, a mesmíssima coisa. O Campeonato possui SEIS divisões (e não é o país todo, não, é só Bs.As. e adjacências).

    Por que, aqui, teríamos que separar Grêmio e Internacional dos outros? Temos é que trazer esses times de fora para dentro! O problema é que para esses times, é melhor ficar de fora da Federação…

    Entrem no saite da FA e vejam as copas organizadas pela entidade.

  • 26. dante  |  10/02/2009 às 16:21

    atilio [23], meu pai jogou no flamengo de são valentim.

    : ~~ ~~ ~~~ ~

  • 27. J Petry  |  10/02/2009 às 16:25

    O mais curioso nas divisões da Argentina é que não existe “Segunda”. Os nomes são:

    Primera División
    Primera B Nacional
    Primera B (sim, outra Primera B)
    Primera C
    Primera D
    Torneo Argentino A
    Torneo Argentino B
    Torneo del Interior

  • 28. Prestes  |  10/02/2009 às 16:39

    Essa comparação Gauchão x Inglês não procede de forma alguma.

    O domínio do Arsenal e do Manchester tem 15 anos. O da dupla grenal dura SETENTA.

    E não entendi, porque incluir o amador como profissional?

  • 29. Sanchotene  |  10/02/2009 às 17:32

    Re 26

    Não seriam “Primera A” e “Nacional B”?

    E o esquema correto seria assim:

    Primera División
    Primera B Nacional
    Primera B / Torneo Argentino A
    Primera C / Torneo Argentino B
    Primera D / Torneo del Interior

  • 30. Sanchotene  |  10/02/2009 às 17:34

    Re 27

    Poderia citar a Itália, a Alemenha, a França, a Espanha, Portugal. Em todos eles, há domínio de poucos clubes nas divisões principais, mas os níveis abaixo contam com divisões regionalizadas e clubes amadores. Tudo INTEGRADO.

  • 31. Flávio  |  10/02/2009 às 17:40

    Os clubes pequenos daqui deveriam aspirar o mesmo que os pequenos ingleses: disputar a 1ª divisão nacional, ou seja, a Série A do Brasileirão. Mal comparando, o Ruralito não seria a Premier League, mas sim a Copa da Liga, a terceira competição nacional em importância na Inglaterra.

  • 32. Atilio  |  10/02/2009 às 17:53

    Mas Sancho, nao foi nesse sentido que comentei. Soh quis dizer que lah em Bento os campeonatos amadores sao (ou eram) integrados com a comunidade. E que se nao fosse o campeonato Inter-Distrital, eu nao existiria…

    Dante: que honra, hem!

  • 33. Sanchotene  |  10/02/2009 às 18:51

    Re 30

    Não, Flavio. O Brasileirão seria a Liga dos Campeões.

    São Paulo=Inglaterra
    Rio de Janeiro=Espanha
    Rio Grande do Sul=Itália
    Minas Gerais=Alemanha
    etc.

  • 34. Sanchotene  |  10/02/2009 às 18:52

    Re 31

    Eu te entendi, Atílio. Não te critiquei, aproveitei o gancho…

  • 35. Eduardo  |  10/02/2009 às 19:28

    É realmente uma lástima que o futebol não seja mais como era antigamente. Não me chamem de saudosista, nem sou tão velho assim. Mas, o que há, de fato, de sentimento ANTI-GRENAL, resume-se a zona sul do estado.

    Claro, isso na minha humilde opinião. Brasil, Pelotas, São Paulo, Bagé e Guarani são times que TÊM que estar no campeonato gaúcho.

    Dai-me paciência para aguentar: “Ulbra”, São José”, o tal do “Porto Alegre”, “Cruzeiro”, daqui a pouco vai ser mais negócio para dupla gre-nal fazer um citadino, por que a distância financeira dos times do interior é tão grande que vira covardia e já é só um aquecimento para a dupla o gauchão.

    Ou seja, a lógica capitalista abarcou as paixões e tornou torcedores em consumidores de títulos, tirando o mais legal que existia no futebol: a IDENTIFICAÇÃO com o time, as cores, a cidade, a história, as origens e as tradições!

    Vida longa ao Grêmio Esportivo Brasil, A MAIOR, MAIS FIEL, HERÓICA E HONRADA TORCIDA DO INTERIOR!

    OBS: Só o Inter tem uma receita de 36 bilhões…, Taíson saiu de Pelotas, lá do navegantes, chegou a jogar na base do Brasil, quando tinha, não passou para o profissional dosl clubes daqui, do progresso foi direto para o inter.

    OBS2: Muitos “guris” sem culhões, que nascem no interior de cidades como Pelotas, que necessita de sócios para manter seus clubes a pleno, são sócios dos times da capital, e não são sócios do time de sua cidade, além disso coopitam novas cobaias alienadas para fazerem o mesmo!

    ISSO TÊM NOME: COLONIALISMO FUTEBOLÍSTICO

    Se continuar assim, adeus gauchão… a hegemonia da dupla sufoca os bolsos, os corações e as mentes do gauchos do interior!

  • 36. Junior  |  10/02/2009 às 19:40

    Eduardo, colocar São José e Cruzeiro, duas equipes tradicionais no mesmo rol de Porto Alegre e Ulbra é inaceitável. O Cruzeiro foi o primeiro time gaúcho a fazer excursão à Europa, inclusive jogou contra o Real Madrid. Nesse jogo ocorreu uma história engraçadíssima: o Di Stefano reclamou de uma entrada violenta de um jogador do Cruzeirinho e reclamou: “que é isso? Eu sou o Di Stefano!” Ao que o jogador do Cruzeiro retrucou: “E daí. Eu sou o Valtão, de Canoas!”
    Provavelmente essa história seja mentira, mas é tão boa que nem precisa ser verdadeira, gfhdfgd.

  • 37. Lucas Cavalheiro  |  10/02/2009 às 19:40

    Não sei se já foi falado aqui sobre a RBS chamar a Ulbra de Canoas.

    Segue nota do Diário de Canoas:

  • 38. Sanchotene  |  10/02/2009 às 20:04

    O Cruzeiro teria metido uma bola na trave, chute de Rubens Hoffmeister…

  • 39. Flávio  |  10/02/2009 às 20:42

    Re: 32
    Sancho, aí é a lógica do FERN. O Brasil seria – de fato – um continente, com Amazônia, Nordeste, Pantanal, Centro-MG, SP, RJ e República Piratini (ou Liga Pampa). Não sou contra os campeonatos estaduais, mas acho que eles estorvam o calendário dos times que disputam a série A do Brasileiro, que são os mesmos que se classificam para a Libertadores e que chegam na reta final da Copa do Brasil. Até os anos 80, os estaduais ainda valiam alguma coisa. Mas hoje, com Copa do Brasil, Sul-Americana e cinco vagas na Libertadores, eles são cada vez menos relevantes, pelo menos para os clubes com ambições nacionais e continentais.

  • 40. matheus  |  10/02/2009 às 21:17

    ahahahaha, olha só o carvalho

    se aposentou, ele. tive a honra de tê-lo como professor em seu semestre derradeiro. LÂM-PADA, dizia ele. que bom colorado.

  • 41. Paulo Torres  |  10/02/2009 às 21:49

    Há de se respeitar os tradicionais “terceiros times” de cidades bipolares, como São José e Cruzeiro/POA, o América mineiro, o Galícia de Salvador ou a grande Tuna Luso Brasileira de Belém. E hoje acho que esses times enfrentam dificuldades ainda maiores para existirem, pois têm que disputar espaço com times que contam com apoio financeiro e estrutral de suas prefeituras, o maior exemplo disso é o estadual do RJ.

    Sobre o Cruzeirinho de POA: eles têm ao menos um torcedor ilustra, o Thedy Corrêa, vocalista do Nenhum de Nós.

  • 42. Francisco Luz  |  10/02/2009 às 22:11

    Bah, aí é melhor não ter torcedor nenhum.

  • 43. Flávio  |  10/02/2009 às 23:02

    O Moacyr Scliar também é torcedor do Cruzeirinho.

  • 44. Junior  |  10/02/2009 às 23:42

    O Érico Verissimo também era torcedor do Cruzeirinho.

    Francisco, podia ser muito pior. O Fluminense tem o Lulu Santos como torcedor ilustre.

  • 45. Xavante  |  11/02/2009 às 06:00

    Falando em colonialismo futebolístico, nada mais apropriado que nomear as taças de cada turno com os nomes de ex-presidentes da dupla.

    Lembrando também que a copinha já se chamou “Emídio Perondi” e “Amorety”. Na próxima edição talvez se chame Cristina Ranzolin.

  • 46. George  |  11/02/2009 às 06:10

    Cassol, o citadino de Bagé começa no próximo domingo, na Pedra Moura. A fórmula é interessante, porque reúne dois jogos da pré-temporada, mais os dois valendo pela segundona, fechando 4 jogos. Quem tiver mais pontos leva e em caso de empate, 5º jogo não sei qndo.

  • 47. Atilio  |  11/02/2009 às 09:33

    Sobre 32 e 37. São propostas que coincidem, em partes, com um esquema sócio-econômico-literário que o Vianna Moog, hoje esquecido, propôs pra se entender a literatura no Brasil. Ao invés do sistema, do Antonio Candido, ele propunha a concepção de arquipélago cultural. As “ilhas” seriam: Amazonas, Nordeste, Bahia, Minas, São Paulo, Rio e RS.

  • 48. André K.  |  11/02/2009 às 11:32

    Bah, aí é melhor não ter torcedor nenhum.

    concordo. Nunca foi visto no Estrelão.

  • 49. J Petry  |  11/02/2009 às 12:42

    Achava que o Thedy era do São José.

  • 50. Prestes  |  11/02/2009 às 13:45

    O Thedy (argh) é colorado.

    O Rogério Bohlke, o Ernani Campelo e o Armando Burd torcem pro Cruzeiro.

  • 51. Junior  |  11/02/2009 às 13:54

    O Ernani Campelo não engana ninguém. Nos saudosos tempos do programa Folharada na Ipanema, ele usava o sobrenome ou apelido Montanha e era um colorado assumido.

  • 52. Prestes  |  11/02/2009 às 14:01

    Claro que ele é colorado. Mas é também Cruzeiro, inclusive é dirigente do clube.

  • 53. Flávio  |  11/02/2009 às 18:04

    E o Armando Burd votou na eleição do melhor Grêmio de todos os tempos da Placar…

  • 54. FERN  |  11/02/2009 às 20:42

    Sancho; 8, 10, 25, 30 e 33:

    clapclapclapclap…

    !!!

  • 55. FERN  |  11/02/2009 às 20:44

    Flávio-39, Até os anos 80, os estaduais ainda valiam alguma coisa.

    do princípio até ate ANTONTE…
    de ontem até hoje…

    precisa dizer quem ganha???

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