Fora aquela gurizada que fica sentada ali na praça, olhando o movimento – como Inter, Botafogo, Goiás Sport, Vitória e sei lá mais quais vadios – a turma toda colocou fogo no salão nesta 34ª rodada do campeonato nacional (sempre com o “L” bem aberto, BRIZOLA’S STILE).
O Grêmio, que viajou desfalcado e desacreditado e estropiado, retornou a Porto Alegre com a vice-liderança, em jogo no qual poderia ter vencido o Palmeiras até com mais facilidade. Sexy Hot fez valer a ideologia claudioduartiana e encaçapou o time de Luxemburgo, que conseguiu passar a tarde sem criar uma única chance de gol. Depois, foi esperar que o ACASO ofertasse uma chance e, principalmente, que ela não caísse nos pés de Marcel. Tcheco cobrou falta, Marcos sonhava com o dia em que seria centroavante e a bola, como diria Laura Pausini, SE FUE.
Dos cinco primeiro, portanto, o Palmeiras foi o único que não venceu. Mas nos proporcionou o prazer indescritível de ver JORGE PREÁ desfilar sua pertinência na Globo. O mesmo jogador, que já defendeu o Pelotas, foi o responsável por eliminar o Palmeiras da disputa do título ao concluir de forma bisonha aos 48 minutos, dentro da área. Fato é que este time do Palmeiras já vinha demonstrando escassez de qualidade e perdendo pontos cabais nas últimas partidas. Tirando Diego Souza e Kléber, que nem são todo esse mundo de sabor, acabou a equipe.
Mas voltemos ao que importa. PREÁ, e eu espero que vocês realmente já saibam disso, é um ROEDOR muito simpático que costuma aparecer nos momentos mais inesperados, especialmente em ZONAS RURAIS, como atestam os relatos de viagem do GENERAL OSÓRIO. Dizem que este animalzinho, irmão caçula da CAPIVARA, foi coadjuvante em momentos importantes da história sulista, sendo avistado roendo coturnos na Batalha de Passo do Rosário e fugindo dos cascos dos cavalos em Santo Antônio da Patrulha. Ontem teve mais uma participação decisiva ao aproximar o Grêmio de seu terceiro campeonato.
“Peguei mal na bola, mas vou continuar trabalhando”
Agora, um pequeno tratado sobre erros e equívocos.
Não sei por que o Botafogo complica coisas tão fáceis. Como nada mais tem a fazer, não deveria tentar impedir o bom andamento do campeonato. Já perdeu tantas vezes para o Flamengo, não haveria mal em ser derrotado de novo. Mas NÃO. Querem protestar um penal claríssimo a UM minuto de jogo. Depois da partida, Nei Franco ainda tentou alfinetar o juiz Marcelo de Lima Henrique, dizendo que muitos árbitros são caseiros. Mas, para ser caseiro, o juiz precisaria favorecer o dono da casa, e o Flamengo, bem sabemos, nem estádio tem, DONDE percebemos um problema grave de raciocínio lógico.
No Beira-Rio, aproveitando que a partida não atraía os holofotes da opinião pública, o juiz prejudicou de forma sumária, cruel, dolorosa e irreversível ao Ipatinga, expulsando um pangaré aos 15 minutos de jogo, em lance pouco menos cordial que um aperto de mãos. E o que o Internacional – outro SACRIPANTA que não se conforma com sua condição de MÚMIA nesta fase do campeonato – fez depois foi o auge da safadeza: jogar com reservas e golear um time desesperado. O melhor do jogo, aliás, estava fora do gramado: a arrebatadora seqüência de fotos do mestre Roberto Vinícius mostra TAISON comemorando seu golo.
Saudações,
Douglas Ceconello.