Um espetáculo com os dias contados

30/09/2008 at 16:00 194 comentários

A primeira coisa que eu vou falar nesse texto também poderia ser a última, já que resume o drama todo. Mas a coisa chegou num ponto em que o Gre-Nal das torcidas já não compensa o risco. Enquanto não morrer gente  – seja no Olímpico, seja no Beira-Rio – as pessoas não vão se convencer que o clássico Gre-Nal já não comporta duas torcidas.

O que eu passei na tarde de domingo não foi diversão, não foi futebol. Foi revoltante.

Mas o bovino way of life nos ensina desde cedo que abaixo do Rio Mampituba ou tu é Grêmio, ou tu é Inter. Naquela lógica bovina de que gaúcho é super antagônico e isso é super legal porque demonstra como somos politizados (?) e adoramos divergir uns dos outros. Ou tu é chimango ou é tu maragato. Ou tu é PT ou tu é anti-PT. Ou tu é 8 ou tu é 80.

Até aí, LEGAU. De boa, É BUNITU.

Mas o Gre-Nal já não compensa o risco.

Fui sozinho para a Azenha e combinei de encontrar uns ex-colegas por lá. Cheguei e fiquei tomando uma ceva no AÇOUGUE (na Av. Azenha mesmo, uma quadra antes da ruela que dá acesso ao Largo dos Campeões). Isso era aproximadamente 15h da tarde. Viam-se alguns colorados no movimento dos carros. Mas eu juro que ainda não sei identificar quais deles devemos atacar.

Eu tava sentado numa mesa, tomando minha ceva, quando uma senhora parou na fila do semáforo. Uma senhora meio mamacita assim, não muito coroa, com uns piás no banco de trás, colorados. De repente UM cara se indignou porque um dos PIÁS de 13 ANOS fez um sinal pra ele de dentro do carro. O cara atirou uma garrafa na porta e ficou ali tacando o horror, chamando a mulher de puta e vadia pra baixo, enquanto a coitada surtava no volante. Deu umas bicudas na lateral do carro e ALIVIOU a pressão.

O Palio que parou no mesmo semáforo, 10 minutos mais tarde, se fodeu um pouco mais. Eram 3 caras de camiseta do Inter. Passaram e não provocaram ninguém. Um gremista chegou do lado do carro e tacou um copo inteiro de cerveja na cara do caroneiro. O cara nem respondeu nada, simplesmente abriu os braços. Tomou dois cruzados na boca antes de uns 10 gremistas depenarem o veículo. Não sobrou nada. Parecia ter capotado umas 30 vezes. O motora meio que demorou pra se mandar dali, é verdade. Teve que fugir por cima da calçada, quase atropelando uns pedestres. Ou seja, já podiam ter morrido uns bovinos aí.

Mais tarde, já em frente ao Olímpico, uma multidão aguardava o deslocamento com a escolta, já com algum atraso do horário previsto. Na primeira parada, em frente ao Exército, ali na Corrêa Lima, a primeira revista para ver quem estava com ingresso. Aí já se viu que tinha muita gente sem ingresso. Segue o baile. Mais uma revista metros adiante. Já próximos ao Estádio dos Eucaliptos, nova revista. Dessa vez feita no espaço entre um muro e um poste da calçada. 2.500 pessoas sendo revistadas em um vão de, no máximo, 3 metros de largura. Faltando 30 minutos para a bola rolar. A cada empurrão da turma de trás, a turma da frente levava choque dos hômi.

E quando alguém escapava da escolta, parava todo mundo de novo. Aconteceu quando uma turma considerável avistou um bar no meio da outra quadra e desviou a rota atrás da bira. Também aconteceu quando rolou um CONTATO VISUAL com os colorados, seguido de correria e novo festival de cacetadas por parte da Brigada.

Atravessamos a Padre Cacique e seguimos escoltados por dentro do Parque Marinha do Brasil até o corredor de madeira compensada  erguido da frente do portão 3 até o Gigantinho. A essa altura faltavam poucos minutos pros times entrarem em campo e já no acesso ao corredor improvisado, começa aquele empurra-empurra gostoso antes de nova revista da Brigada Militar. Aí tu vê que tem uns retardados que resolvem agredir a polícia, que, descontrolada, revida em cima de todo mundo que estiver no caminho. Pau afu. Em todo mundo.

Quando consegui entrar no corredor de acesso, logo atrás veio um cara com um guri de uns 10 anos de idade aos prantos e com um senhor de um corte na cabeça.

Entramos.

Antes do jogo os colorados pareciam nos recepcionar festivamente, arremessando presentes do andar de cima. No início do jogo, tomamos um gol. Logo em seguida empatamos. Antes mesmo do segundo gol do Inter, que eu não vi, porque tava me protegendo da pauleira, uns caras do Grêmio estavam se moendo a pau, porque não sei quem tinha reclamado que era pra baixar a bandeira que tapava a visão de 200 gremistas, que faziam coro à reclamação. Bate-boca rolando ao meu lado mas eu seguia com o olho no jogo. De repente, mastros das bandeiras quebrados e 20 gremistas se demolindo do meu lado. Intervenção da Brigada e cacetada em todo mundo.

Inter 2 x 1. Beira-Rio em chamas. Pedras de lado a lado. E não era pedrinha brita, era pedaço de concreto do tamanho de um cinzeiro.  Gravatearam uns 4 e levaram pra fora, passando no meio da torcida Inter, sob forte atilharia. Inter 3. Inter 4. Chuva de mijo e de pedras.

O segundo tempo pareceu passar em 15 minutos. Numa dessas um cara na minha frente leva uma pedrada NA MENTE. Só ouvi o TÓC. O cara meteu a mão na testa e saiu em direção aos degraus superiores. Esqueci o jogo, só olhava para os lados, mais alerta que escoteiro mirim. Quando uma pedra caiu perto de mim, corri para juntar. Um demente pegou antes de mim e falei pra ele aos berros:

– Entrega pra Brigada, meu! Mostra que tá vindo lá de cima!

– Que Brigada, rapaiz??? Eu sou maloqueiro! Fica na tua que eu vou guardar pra usar daqui a pouco.

Minha vontade era socar esse magrão até quebrar todos os ossos da minha mão.

De repente a Brigada SUMIU da divisória entre as torcidas. Gremistas botaram abaixo o portão que dividia as torcidas. Gremistas invadindo o espaço colorado, que se abria como um clarão. Integrantes da Nação resolvem fazer frente e percebe-se ainda um deslocamento maciço de colorados vindo da Popular e da Camisa 12. Intervenção mais fodida por parte da Brigada, em tempo de evitar uma tragédia, que consegue deslocar os gremistas de volta para o seu espaço. Terror e pânico. Provocações de lado a lado e cerca de 50 policiais baixando o sarrafo nas duas torcidas. Nisso explodiu uma bomba do meu lado. Cheguei a cair pra trás com o impacto da explosão. Uma bomba daquelas, no local certo, arranca fácil uma perna, eu acho.

Já na primeira das brigas havia me perdido dos meus amigos. Vontade de ir embora, mesmo sabendo que ficaria mais algumas horas ali sem saber o que estaria por vir. Cambada de otários cantando “vemmm, vemmm pra porrada vem! filha da puta!”. Agridem a polícia e fogem no meio da multidão, que não tem rosto e apanha por isso.

Esperei até as 10 da noite pra deixar o Beira-Rio. Na hora de sair, tudo alagado. Gremistas reclamando que “era mijo”, “haviam mijado tudo ali pra nos foder”. Depois se deram conta que a água que passava o calcanhar era dos encanamentos dos banheiros demolidos logo da nossa entrada no estádio.

A ida pra casa foi relativamente calma, com a camiseta dentro da bermuda e o cu na mão. E o cu na mão não era necessariamente medo. Eu sabia que se rolasse confusão era só fugir em direção oposta. O cu na mão era a tensão e a adrenalina a mil, que me transformaram num caledoscópio humano mirando todos os lados.

Não é bem isso que se espera de uma partida de futebol. Não vale mais a pena. Não vou mais ao Beira-Rio e não recomendo que colorados venham ao Olímpico. Cada vez mais só quem vai encarar essa bronca toda serão “os de fé”. Que, em breve, vão se matar e sepultar o clássico gaúcho.

Espremer a torcida adversária num canto do estádio e colocar a Brigada pra deslocá-los como quem leva o gado para o abate é estimular a violência. Mais do que permitir o consumo de bebida alcóolica dentro dos estádios.

O Gre-Nal já era. E talvez quando morrer gente eu não tenha mais que ouvir um postulante à presidência do meu clube debochar no rádio no dia seguinte que “20 mil correram de 3 mil, DE NOVO”.

Contribuição enviada por Fino Maravilha.

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A um ponto do eldorado Variações (muitas) sobre o número 4

194 Comentários Add your own

  • 1. Milton Ribeiro  |  30/09/2008 às 16:06

    Assino embaixo e por todos os lados.

  • 2. Paul  |  30/09/2008 às 16:08

    Assino embaixo e por todos os lados.

  • 3. Cassol  |  30/09/2008 às 16:10

    O relato é impressionante.

    Agora, “o clássico Gre-Nal já não comporta duas torcidas”. Sei que a tendência é essa, mas acho um tremendo equívoco se isso acontecer.

    Percebam que já proibiram a cerveja, tiraram os pobres dos estádio, colocaram seguranças, câmeras de vigilância e inventaram a escolta da PM para ver Gre-Nal.

    Ao que me consta, a violência não diminuiu.

  • 4. André K  |  30/09/2008 às 16:11

    Espremer a torcida adversária num canto do estádio e colocar a Brigada pra deslocá-los como quem leva o gado para o abate é estimular a violência

    Concordo muito.

    Muito embora essa medida de poucos torcedores visitantes tenha iniciado como uma iniciativa anti-violencia, hoje ela se justifica muito mais pelo numero de socios dos dois clubes.

    Outra coisa, mesmo que não ocorresse nenhum ato de violencia, a ida ao estádio rival pelo horario é meio inviavel. Sai de casa umas 14h e só se volta as 22h, para um jogo que dura poucos menos de 2 horas.

  • 5. Álisson  |  30/09/2008 às 16:12

    bah, eu, colorado, assino em baixo de tudo que tu escreveu.

    Nunca fui ao olímpico, nem nunca irei. Gostaria de ir, minha noiva é gremista, um dos meus dois sobrinhos também e eu bem que gostaria de levá-los para ver um bom grenal. Só que isso é ilusão.

    Como já disse, tenho pessoas das quais gosto que torcem para o gremio, não tem porque ficar se matando!

  • 6. Prestes  |  30/09/2008 às 16:26

    O problema é que os caras patrocinam. São bandos de mercenários, nem torcem pra time algum. Quando estudantes da Pucrs acamparam em frente ao DCE para protestar, quem os mafiosos chamaram?? Integrantes da Camisa 12, e por aí vai. É bom pros políticos ter um monte de marginal pra chamar de seus.

  • 7. Prestes  |  30/09/2008 às 16:28

    Aí tem um monte de gente, entre os 15 a 25 anos, que engrossa essas torcidas sem saber o bicho que tá alimentando. Ou sabendo e entrando na onda.

    Sempre tive uma dúvida: comé que alguém vai numa quarta-feira pra Curitiba assistir um jogo de ônibus?? Ou é playboy pacaraio, ou vive disso.

  • 8. kluge  |  30/09/2008 às 16:29

    Assino embaixo!
    Já vivi algo parecido, foi em 2003 em um clássico Bra-Pel no Bento Freitas pela série C, …sendo que um torcedor do Pelotas foi assassinado na saída do estádio.
    Lamentável onde chegamos.

  • 9. douglasceconello  |  30/09/2008 às 16:33

    Cara, em Porto Alegre, o aumento da barbárie está diretamente ligado ao surgimento da Geral e da Popular. E me dói dizer isto, eu acho bonito a movimentação das torcidas, o incentivo e tal.

    Até o começo dos anos 2000 eu costumava ir ao Olímpico com freqüência. Hoje não me aventuro mais.

  • 10. Alexsander  |  30/09/2008 às 16:36

    O problema é a IMPUNIDADE. Desde o gre-nal dos banheiros químicos incendiados há FOTOS dos marginais que fizeram tudo aquilo. Dizem que vários deles são filhos de importantes dirigentes gremistas, e por isso NADA aconteceu. Pegaram um mané pra bode expiatório e ficou por isso mesmo.

    Qual a mensagem que a IMPUNIDADE passa aos marginais? Que eles podem tudo. Esses ataques a carros descritos no texto são uma mostra clara disso. Sou colorado, sei que tem muito marginal na torcida do Inter também, mas há anos vejo um desequilíbrio na marginalidade — talvez por conta desses bandidos de costas quentes.

  • 11. douglasceconello  |  30/09/2008 às 16:37

    E outra coisa que me chama muito a atenção é que a grande massa, no geral, está muito mais educada. Nunca tivemos tantas mulheres indo ao jogo quanto agora. Domingo, três gurias subiram no ônibus sozinhas para ir ao campo.

    Acontece que aqueles que já eram dementes agora viraram animais

  • 12. Francisco Luz  |  30/09/2008 às 16:38

    Assino embaixo e por todos os lados. Já tinha lido no blog colorado, na RBS, e DESCONFIEI que fosse o mesmo relato do fino.

    É uma pena, isso, mas eles venceram.

  • 13. Luís Felipe  |  30/09/2008 às 16:41

    se me permite, fino, mandarei o texto acima para todos os contatos da imprensa no meu mailing.

    É necessário que esse relato chegue ao maior número de pessoas possível. Alguém tem que mudar isso.

  • 14. Luís Felipe  |  30/09/2008 às 16:43

    alguém além de nós, claro.

  • 15. Carlos  |  30/09/2008 às 16:45

    Eu nunca mais vou ao Beira-Rio. Só se for chegada do papai-noel, pra levar meus sobrinhos.

    açlkdsaçldkasklçdkasdksakdkç

    Falando sério. É loucura ir no Beira-Rio. E toda essa violência é patrocinada por boyzinho, que fica na casa da mamãe durante a semana.

  • 16. Milton Ribeiro  |  30/09/2008 às 16:46

    Eu fico de fora. Gre-Nal no Olímpico, faz uns 20 anos que não vou.

    Na última vez, estava caminhando de volta e vieram uns caras com tijolos nas mãos na Carlos Barbosa. Foi a maior fuga de colorados. Cheguei na calçada e me encostei na parede. Não havia como fugir. Quando me virei veio um amigo meu e bateu com a cabeça de frente no meu nariz. Minha cabeça foi jogada para trás e abri um talho na parte de trás.

    Uma beleza. Tomei na cabeça todos os pontos que o meu time não tinha ganho. Muitiplicados por três. Não apanhei, acho que eles viram o sangue nas minhas mãos. Houve caras que apanharam muito mais.

    Tô fora.

  • 17. fino  |  30/09/2008 às 16:47

    me manda teu email aí LF.

  • 18. Carlos  |  30/09/2008 às 16:47

    E, cópias a parte, copiam os Barras argentinos. Por essas e por outras q Boca x River, por exemplo, é clássico de uma torcida só.

  • 19. Luís Felipe  |  30/09/2008 às 16:48

    luisfelipe@gmail.com

  • 20. Prestes  |  30/09/2008 às 16:50

    Eu nunca mais vou ao Beira-Rio. Só se for chegada do papai-noel, pra levar meus sobrinhos.

    Melhor comentário, hshsahsahshasahs

  • 21. Pato  |  30/09/2008 às 16:54

    Muito bom. E pior que tem colorado que diz “estas brigas são coisa da torcida do Grêmio” não enxergando o próprio umbigo.

  • 22. Francisco Luz  |  30/09/2008 às 16:58

    Pato, isso é comentário de quem nunca foi ver jogo do Inter fora de casa.

    O comentário do Douglas no 11 foi perfeito: em jogos normais, a civilização impera. Vou sempre com meu primo e a mulher dele e uma prima. Ou seja, dois caras e duas gurias. Meu pai leva um outro primo que hoje tem 13 anos, mas vai conosco desde que tinha 8. E, tirando aquele jogo contra o Fluminense e um quiprocó contra o Goiás antes do Mundial, nunca passei por problemas.

    Aí, quando vem uma torcida grande no teu estádio, tu acha que são só “os outros” que fazem arruaça. Mas qualquer visita a um Inter x Nóia, ou Inter x Libertad, ou Gre-Nal no Olímpico (nunca fui) para ver que a merda existe em qualquer lugar.

  • 23. Milton Ribeiro  |  30/09/2008 às 17:00

    Pato,

    pois é. Esse assunto tem que sempre começar pela aceitação da seguinte premissa: a violência vem dos dois lados. Sempre. Sem isso acertado, não há conversa.

  • 24. Alexsander  |  30/09/2008 às 17:00

    “Eu nunca mais vou ao Beira-Rio. Só se for chegada do papai-noel, pra levar meus sobrinhos.”

    O problema não é ir ao Beira-Rio, mas sim andar junto com uma turba de marginais disfarçados de torcedores. Depois daquele triste episódio dos banheiros químicos ficou LIBERADO fazer qualquer coisa com total impunidade. Hoje em dia eles se sentem tão à vontade que SE BOTAM na polícia.

    Ouvindo o Cacalo incitando a marginalidade, gabando-se (provavelmente de seus filhos) e fazendo apologia à violência, fica difícil ter esperança. Pessoas com esse tipo de mentalidade não deveriam jamais ter espaço na mídia.

  • 25. Maurício  |  30/09/2008 às 17:04

    Uma coisa que tá bem a mão do torcedor de Grêmio fazer é protestar publicamente contra essas declarações do Cacalo.

    Tem que constanger a RBS, que fica fazendo campanhas meia boca em prol da paz e mantém esse boçal no ar.

  • 26. Luís Felipe  |  30/09/2008 às 17:07

    Cacalo hoje fez uma longa manifestação pedindo desculpas pelo que disse ontem. Recebeu mais de 200 emails de colorados e gremistas, segundo ele.

  • 27. fino  |  30/09/2008 às 17:09

    E a Brigada Militar não tá preparada pra lidar com a situação…

    Em qualquer manifestação popular – não precisa ser jogo, pode ser sei lá, MARCHA DOS SEM – eles vão sem a identificação dos nomes no uniforme… depois se tu sofre algum abuso não tem como identificar…

    Já dentro do corredor improvisado de madeira compensada, um Brigadiano me deu duas cacetadas no braço dizendo “vai, vai…”

    Sendo que não tinha nenhuma confusão naquele momento…

    Eu só respondi “to indo”…

    Ele veio pra cima de mim berrando feito louco…

    “Como é que é? Que que tu falou? Tu quer ver o jogo ou vou ter que te arrastar pra fora?”

    Respondi… “Calma, eu to fazendo o que tu tá pedindo, não precisa usar o cacetete..”

    Nisso ele colocou o dedo em riste na minha cara “Cala a boca caralho! Vai continuar falando???”

    Olhei pra ele procurando o nome do infeliz no uniforme e segui andando…

  • 28. silent  |  30/09/2008 às 17:10

    Bem, eu quase estive lá, por muito quase. Me atrasei e fiquei sem ingressos. Iria e irei nos próximos que tiver oportunidade, sem dúvida.
    É uma lástima que tenha ocorrido confusão outra vez, no jogo de ida da sulamericana não foi diferente, com exceção de que ninguem derrubou grades. A tentativa foi ao fim do jogo de uns 20 integrantes da popular (talvez da 12…) correr em direção da torcida do Grêmio (que permaneceu no lugar) e instantaneamente foi escurraçada (pela polícia) pois arremessaram um rojão que caiu no meio da barreira que eles formavam na divisória, acabaram por abandonar bandeiras, bumbos e trapos.
    A confusão nos deslocamentos, o transtorno nos entornos do Olimpico e Beira rio (acredito eu), eu sei que acontece. Tu diz que nada fizeram os agredidos do carro, mas alguns fazem e aí já é tarde demais para se arrepender. Me pergunto se não seria mais prudente pegar outra rua, talvez ir pela Ipiranga, pela Érico, trafego solto e quase direto até lá.
    2500 pessoas esperando a saída, passar justo ali… pô, porque justo ali…
    Não apóio de forma alguma a violencia entre as torcidas e repudio os fatos que ocorreram, mas é o instinto coletivo, onde cada um multiplica-se por milhares… acontece no futebol, acontece em protestos, acontece a todo instante, em todo lugar.

  • 29. Maurício  |  30/09/2008 às 17:10

    ótimo sinal.

    esse tipo de coisa tem que começar a ser combatida primeira no PLANO SEMIÓTICO, hshshshshhss.

  • 30. Bruno  |  30/09/2008 às 17:10

    “bah, eu, colorado, assino em baixo de tudo que tu escreveu.
    Nunca fui ao olímpico, nem nunca irei. ”

    Eu fui. Com seis anos de idade, mas fui na final do gauchão de 86 (acho, faz tempo). E, como não tinha mais lugar na torcida visitante, meu pai entendeu minha cara de guri pidão e me levou pra ver o jogo NO MEIO DA TORCIDA DO GRÊMIO.

    NADA ACONTECEU, a não ser a gente sair puto por ter perdido.

    Eu acho um absurdo ter que me cuidar pra, nem falo ir no jogo, mas andar perto do estádio porque um corno de merda não tem mais nada além de eco e cerveja dentro do crânio mezozóico. Assim como dá vontade de matar um imbecil que arruma briga dentro da própria torcida.

    E acho ainda mais patético o teledormindo fazer reportagem bonitinha mostrando mulheres indo ao estádio e meio que ignorando a selvageria que afasta aqueles que querem ira pra ver futebol.

  • 31. Carlos  |  30/09/2008 às 17:10

    Hoje o Cacalo “pediu desculpas” por ter sido mal interpretado, bla bla bla…

    Isso esse FDP faz depois que acontece tudo isso.

    E concordo MUITO com o que disse o Milton (23).

    Temos marginais dos dois lados.

  • 32. Alexsander  |  30/09/2008 às 17:13

    Acho que a BM deve estar com saco cheio de apanhar da torcida do Grêmio sem poder fazer nada. Deve ser chato não poder prender os marginais por saber que eles têm costas quentes… provavelmente os brigadianos sabem direitinho quem são os playboys intocáveis, filhos de ilustres políticos e dirigentes gremistas — e descarregam dos torcedores comuns.

  • 33. Bruno  |  30/09/2008 às 17:16

    “Temos marginais dos dois lados.”

    Qualquer bando de humanos juntos tem vocação pra fazer merda.

  • 34. Alexsander  |  30/09/2008 às 17:17

    “2500 pessoas esperando a saída, passar justo ali… pô, porque justo ali…”

    Esse tipo de mentalidade critica a vítima do assalto porque estava usando um Rolex… “pô foi andar de Rolex, justo Rolex”. Nós temos que parar com isso, errados são os marginais, SEMPRE, e nunca o cidadão de bem que está sendo assaltado ou agredido. Não se pode culpar a mulher gostosa andando de minissaia pelo estupro!

  • 35. Luís Felipe  |  30/09/2008 às 17:18

    E acho ainda mais patético o teledormindo fazer reportagem bonitinha mostrando mulheres indo ao estádio e meio que ignorando a selvageria que afasta aqueles que querem ira pra ver futebol.

    isso faz parte de um longo processo…se a mídia começar a ressaltar só os aspectos negativos, ninguém mais vai no grenal, ninguém assiste na TV, etc. Aqueles que detém os direitos de transmissão perdem muito com isso.

  • 36. Tiago Medina  |  30/09/2008 às 17:22

    Foda. Agora, eu pergunto: por que brigar?
    Querer quebrar a cara, o carro, chamar de puta, vadia, vagabunda uma pessoa só porque ela torce para outro time é o cúmulo da irracionalidade e imbecilidade humana.
    Não consigo entender o porquê dessas brigas – que, sim, existem em todos os clássicos. Futebol era pra ser esporte e não arruaça.
    O Douglas (11) disse tudo: ir a um Gre-Nal na casa adversária é ‘aventurar-se’.

  • 37. vlaskz  |  30/09/2008 às 17:23

    vai acabar q nem buenos aires, torcida unica.
    unica solucao possivel.
    nao existe outra solucao (infelizmente).

    e esse lance de mudar rotina por causa de marginal, nao eras.

    o certo (e q nunca vai acontecer) eh tirar os marginais de cena…mas ai, eh outra historia, nem eh pra esse blog…

  • 38. gus bozzetti  |  30/09/2008 às 17:29

    Assino embaixo e por todos os lados. Está na hora de tomarmos os nossos estádios de volta para nós. Tanto Inter quanto Grêmio têm uma imensa quantidade de sócios, e são esses que têm que cobrar da direção dos seus clubes para que se possa ir com segurança para os jogos. Sou sócio do Inter há vários anos e realmente, tirando o GRE-NAL, todos os outros jogos são maravilhosos de se assistir. Vou a todos os jogos e posso garantir isso. No Gre-nal da Sulamericana do Beira-Rio, fui para o meu lugar de costume, aquele que tu acha que dá sorte e tal. Infelizmente ele ficava a apenas 30 metros da torcida do Grêmio e na hora que saiu o gol gremista, tomei 3 pedradas. Levantei e fui mais para o lado. Quando sentei, um policial me deu uma cacetada. Motivo: uma das pedras que fora arremessada estava perto dos meus pés e o cara achou que eu estava guardando para jogar em alguém. Não podemos deixar esses vândalos, sejam colorados ou gremistas, tomarem conta dos nossos estádios. E temos que tocar o terror (dentro da lei, é claro) nesses dirigentes que incitam a violência. Pode ser por eu ser colorado, mas o Cacalo é o maior exemplo que eu encontro.
    Poderíamos organizar uma caminhada ou algo assim, com colorados e gremistas juntos. Tenho certeza que os que se solidarizam com isso são imensa maioria perto dos que preferem ir para o estádio brigar.
    Tenho um sonho de ir com todos meus amigos, colorados e gremistas, ao estádio. Quando conseguiremos?

  • 39. Andreas  |  30/09/2008 às 17:32

    Sinceramente? Existem marginais dos dois lados. Mas é BURRICE ou CEGUEIRA achar que o nível de violência é equivalente.

    A torcida do Grêmio tem aprontado coisas que a do Inter jamais conseguiu cometer — talvez por estar, nos últimos anos, em número flagrantemente menor.

    E o pior é que, na precaução de tratar as coisas com justeza, nossos santos cronistas esportivos agem como se ambas as torcidas cometessem os mesmos pecados em igual número.

    Para se ter uma idéia, ainda hoje há quem tenha o disparate de achar que a direção do Inter foi CULPADA pelo episódio dos banheiros atômicos… Aqui mesmo, neste blog, eu já vi pessoas assim.

    A imprensa deu ampla repercussão ao caso, mas jamais apontou o dedo diretamente para a torcida gremista. Ao contrário: buscou sempre ressaltar que a violência acontece em ambos os lados.

    No caso dos banheiros, lembro que uma vez fizeram um “contra-ponto” mostrando um guri de 14 anos que foi agredido dentro do Beira Rio. Ou seja: a Geral do Grêmio coloca FOGO EM UM ESTÁDIO e a Popular do Inter DÁ UM MURRO NUM GURI == e aí está a prova cabal de que AMBAS as torcidas estão IGUALMENTE tomadas por vândalos.

    Engraçado que no último Gre-Nal no Olímpico não tenha acontecido nada parecido…

    Pois a barbárie não é só de quem comete vandalismo. É também de quem o observa. Temos aí não só o Cacalo, mas toda uma cobertura esportiva abobalhada, que trata do problema com se ele fosse uma guerra de torcidas semelhantes em tamanho e arsenal — coisa que nunca ocorreu na prática.

    Os marginais e vândalos de AMBOS OS LADOS têm de ser presos e punidos, isso ninguém discute. O que estou levantando aqui é que, para resolver DE FATO o problema da violência nos estádios gaudérios, é preciso agir sobre as suas verdadeiras causas — e acredito que a maioria delas está na Azenha.

    Infelizmente.

  • 40. Anônimo  |  30/09/2008 às 17:34

    um protesto que renderia bastante seria uma caminhada entre colorados e gremistas, antes de um grenal que valesse pouco (mas bem antes, tipo, 14h) do olímpico ao beira-rio, ou do beira-rio ao olímpico, com faixas de protesto contra a violência e sem entrar no estádio.

  • 41. Milton Ribeiro  |  30/09/2008 às 17:37

    Andreas, mesmo que isso seja verdade, NÃO É PRODUTIVO REPISAR ACONTECIMENTOS PASSADOS.

    Não se resolve nada assim.

  • 42. silent  |  30/09/2008 às 17:38

    Alexsander, entendo a opinião de que não se pode culpar a vítima pelo ocorrido, mas eu vejo uma questão de puro e simples bom senso.
    Eu quando fui ver jogo do Inter com um amigo, comprei os ingressos no beira rio um dia antes, vi o jogo tranquilo, não me manifestei ao ver gol adversario e não iria JAMAIS de camisa do Grêmio lá dentro, não faz o menor sentido. Muito menos tirar a tarde pra tomar uma ceva na pe. cacique de azul/preto e branco em dia de jogo do colorado, tu entende o quanto é irresponsabilidade se eu fizesse isto?
    Acontecer um assalto ou um estupro por fatalidade não é a mesma coisa que a famosa expressão : “dar sorte/chance para o azar!”
    O sociedade está errada, sim está. Mesmo assim vou querer bater de frente só para pregar um mundo mais junto, nem pensar que boto meu pescoço a prêmio.
    Ah, pra não ficar mal entendido, não concordo com o que ocorreu e repudio estes atos.

  • 43. Pato  |  30/09/2008 às 17:38

    Andreas sem noção… Certa vez a torcida do Inter destruiu restaurante a caminho de Floripa.

    TODOS SÂO IGUAIS.

  • 44. Rafael  |  30/09/2008 às 17:38

    http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2380

    provavelmente a maioria conhece, mas vale a pena ler…

  • 45. Carlos Marques  |  30/09/2008 às 17:39

    É por isso que eu venho dizendo: é o socialismo ou a barbárie.

  • 46. Andreas  |  30/09/2008 às 17:39

    Milton: concordo. REPRISEI apenas para chegar ao ponto central do meu argumento – o fato de que a FONTE de grande parte da violência não é reconhecida. Todos nós, inclusive eu e tu, ambos colorados, pagaremos o preço por coisas que nunca cometemos.

    E sim, eu sempre vou ao Olímpico. Gosto de ir, não só porque os resultados lá são geralmente bons, mas principalmente porque é TRANQÜILO.

  • 47. Francisco Luz  |  30/09/2008 às 17:41

    Andreas, não sei se tu chegou a ir para o Paraguai quando o Inter enfrentou o Libertad (pelo que eu lembro dos textos que tu escrevia no Final Sports, acho que sim, mas posso estar errado).

    Se tu foi, tu deve ter visto a maneira que se comportam os marginais de vermelho, também. Eu vi um batalhão de caras roubando e depredando um barzinho de beira de estrada, entre putalamierda e lacasadelcarajo, que era o lugar mais miserável do mundo. E, para ter um TROFÉU da viagem, os caras levaram todas as cevas e cigarros do lugar, ameaçando o dono.

    Esse tipo de gente só não colocou fogo em banheiros porque não pensaram nisso. Se tivessem tido a idéia, teriam feito, pode crer.

  • 48. Andreas  |  30/09/2008 às 17:41

    Pato: não vou abrir essa discussão aqui até pelo toque que o Milton me deu. Mas procura fazer um balanço, só pra ti, de toda a destruição já promovida pelas torcidas do Inter e do Grêmio. Tu entenderás o que eu quero dizer.

  • 49. Andreas  |  30/09/2008 às 17:44

    Francisco: lembro disso, sim. Foi em 2006.

    Geral do Grêmio tem façanhas desse tipo desde 2001, sem falhar UM ANO SEQUER.

    E, como eu disse, os marginais estão em AMBOS OS LADOS. A diferença está na PRODUTIVIDADE de cada um…

  • 50. Milton Ribeiro  |  30/09/2008 às 17:47

    Tudo bem, Andreas, li todo o teu comentário e entendi que aquilo era um começo de argumentação. O que te digo é que, MESMO QUE SEJA MENTIRA (E NÃO SEI SE É), é melhor iniciar a discussão pondo sobre a mesa o fato de sermos torcedores iguais.

    O que disse o Douglas é muito consistente. Eu só convivo com classe média dentro do estádio. Onde eu fico, há mulheres e crianças (prefiro as primeiras). Então de onde vem a violência?

    ORA, VEM DE QUEM BOTA A POPULAR E A GERAL PARA DENTRO DO ESTÁDIO. Acho lindo ver a Popular levando o time para a frente, mas há o outro lado, infelizmente.

  • 51. Pato  |  30/09/2008 às 17:49

    Andreas: Mas já fiz inúmeras vezes, e acredito que sejam iguais.
    Mesma imbecilidade.
    Ademais, acho que vc escvreve em algum lugar(pelo que li acima) não pode fazer comentários deste tipo. É irresponsabilidade !!! “a do inter é ruim, mas torcida do Grêmio é pior”.
    Besteira completa, tanto que comentei isso bem no inicio.

  • 52. Pato  |  30/09/2008 às 17:52

    Aposto que tem um idiota da Popular pensando o que vai aprontar contra a torcida do Grêmio.

  • 53. Andreas  |  30/09/2008 às 17:58

    Milton: acho que não entendi completamente a tua conclusão. Mas vamos partir das mesmas premissas… Talvez cheguemos ao mesmo lugar.

    Eu também só convivo com “classe média” dentro do estádio. Meu lugar de fé é em cima do Portão 6, já na parte “neutra” da torcida (não fico nem na C12 e nem na Popular). Ali não há NINGUÉM disposto a partir pro pau. Então, de onde vem a violência?

    Vem das “barras”? É isso?

    Então que se acabe com as barras. Pronto. Esse é o raciocínio mais simples.

    Agora (e aí voltamos ao MEU ponto inicial), é JUSTO acabar com ambas as barras?

    Eu acho que não é.

    No último Inter e Coxa havia uma espécie de “campanha pelo desarmamento” dentro da Popular. Não houve brigas ou confusões desde então, nem mesmo nos Gre-Nais mais recentes. Já a Geral do Grêmio não perdeu a oportunidade de quebrar tudo ao visitar o Beira Rio…

    Por causa disso, é justo acabar com AMBAS as barras?

    Mas tudo bem, eu não sou IDIOTA. Sei muito bem que não adiantaria aplicar o remédio somente em uma das torcidas. Geraria tanta polêmica que não daria certo. Para acabar com o problema, é preciso agir sobre todas as possíveis causas. E a Popular é uma delas, ainda que em MENOR ESCALA.

    É necessário. Mas é injusto.

    Este é o ponto.

  • 54. Milton Ribeiro  |  30/09/2008 às 17:59

    Tchê, isso parece discussão entre judeus e palestinos. O Edward Said morreu dizendo que só haveria a paz se cada um conhecesse e reconhecesse a cultura do outro. principalmente CONHECESSE.

    Se a gente ficar achando que o outro é pior, mais marginal, etc., aí fudeu.

    Mais: acho que o Impedimento é enorme e será ainda maior. Mais ainda: só o fato de botar uma opinião aqui já requer uma pequena responsabilidade. Vamos dar uma pensada. Flauta é flauta, considerar o outro marginal é inteiramente outra coisa.

  • 55. Andreas  |  30/09/2008 às 18:02

    Pato: para tu entender, vamos colocar as coisas assim, ó:

    – Vamos supor que, ao todo, existem 1.000 vândalos nas duas torcidas somadas.

    – Pois bem: neste caso, provavelmente 700 vândalos estão na Geral e 300 estão na Popular. Por quê? Simples: a torcida do Grêmio é MUITO MAIOR atualmente, tal como mostram todas as pesquisas disponíveis.

    – Qual dos dois grupos fará o maior estrago?

    O que estou falando não é irresponsabilidade. É fato. Mas estamos tão preocupados em sermos justos e politicamente corretos que não reconhecemos isso.

    Talvez, como disse o Milton, é até INÚTIL reconhecer essa diferença. Afinal, a solução tem de ser aplicada a AMBAS as torcidas, sem exceção. Pois bem: pode ser INÚTIL, mas eu insisto que é REAL.

  • 56. Rômulo Arbo Menna  |  30/09/2008 às 18:02

    depois do relato em forma de frase q o fino introduziu ontem, fiquei pensando mto nisso… primeiro, a gente fica putodacara, e lembra de situações análogas em q nos metemos, quase sentimos na pele, bate um desânimo foda, o cara se sente um nada perto da multidão, perto da imensidão da ignorância, longe de um simples divertimento, longe do q poderia ser uma festa, uma celebração…
    o cara pensa em mudar isso… pensa em escrever, pra q outro leiam… bom, ninguém melhor q o fino pra ter feito isso, ele estava lá, q bom q relatou… é verdade q agora isso precisa ser melhor divulgado… mas tbm pensei na mesma idéia do gus (38) e do anônimo (40)… um protesto… algo bem relevante seria um protesto q culminasse em NÃO ENTRAR no estádio, pq é a vontade q dá qdo esse tipo de coisa acontece, qdo tu é tratado como um animal não devia ser tratado
    apóio toda manifestação… o impedimento poderia abraçar essa

  • 57. Milton Ribeiro  |  30/09/2008 às 18:04

    É o seguinte. Estou de saída e não posso seguir na discussão, ao menos agora.

    Só quero dizer que o Fino tem mais é que tomar porrada.

    E Dante, vai te foder.

  • 58. Lila  |  30/09/2008 às 18:10

    Uma amiga diz que a solução fatal para a violência em estádios é a seguinte: pega a marginália toda, os caras que tiram onda de porradeiro e joga dentro do Maracanãzinho (insira aqui o ginásio de sua preferência). Apaga a luz. Quem ficar vivo, sai. Pronto, quer matar o inimigo, mata o inimigo. Mas não vai bater em quem está lá pra ver o jogo.

    Achava meio radical, mas depois desse tipo de coisa, t concordando pencas. Porque se é pra tomar cabeçada no nariz, que seja comemorando gol.

  • 59. Ismael  |  30/09/2008 às 18:11

    vai acabar q nem buenos aires, torcida unica.
    unica solucao possivel.
    nao existe outra solucao (infelizmente).

    Não acho que seja a solução definitiva, mas um “cagaço” tem que ser dado nos responsáveis por tudo isso… cogitaria a possibilidade de uma temporada com grenais de torcida única, pra ver o que acontece.

    O mais preocupante é que todas as medidas tomadas até agora no sentido de coibir a violência não estão dando certo e, no caso do grenal, a arruaça só aumenta!

    Nunca tive vontade de assistir a um grenal no olimpico, mas invejo aqueles que tiveram a oportunidade de ver o estádio meio-a-meio. Talvez com mais gente de bem no meio haveria menos espaço pra bagunça, mas daí entra a história dos sócios e tal…

    ou seja, perdi!

  • 60. Pato  |  30/09/2008 às 18:12

    Andreas: isso não deve virar discussão de quinta-série.
    “Minha torcida é menos violenta que a sua”. Este tipo de conversa deveria ficar com estes imbecis “organizados”

    A conclusão que tu deseja chegar é inóqua diante dos fatos, já que os próprios torcedores colorados não suportam mais a violência das “organizadas”.

  • 61. Pato  |  30/09/2008 às 18:14

    Ou leia-se “Minha torcida é mais violenta que a sua”. Tanto faz.

  • 62. fino  |  30/09/2008 às 18:14

    Andreas, essa relação (nº 55) que tu faz do tamanho das torcidas… 300 vandalos colorados e 700 vandalos gremistas não faz o menor sentido…

  • 63. Andreas  |  30/09/2008 às 18:17

    Pato: seria uma discussão de quinta-série, não fosse o fato de que NINGUÉM tem culhão de admitir uma coisa dessas.

    Faz o seguinte: conversa com alguém da Brigada sobre qual é o verdadeiro problema: escoltar a torcida do Inter ou a do Grêmio. Eu já fiz isso. Não estaria aqui argumentando essas coisas se não tivesse absoluta certeza do que estou dizendo.

    Se é inócuo? Talvez seja, não sei. Mas se tu quer acabar com a violência, tu tens que agir onde a violência REALMENTE ocorre.

    Em outras palavras: o remédio deve ser o mesmo para ambas as torcidas. Mas com uma dose 30% maior no caso do Grêmio. Especialmente se considerarmos a ESCASSEZ de recursos da Brigada.

    Do contrário, nem GREMISTAS e nem COLORADOS terão paz.

  • 64. Prestes  |  30/09/2008 às 18:18

    Milton, eu já acho que os judeus detém todas as riquezas e que não passa de uma questão de exploração.

    Como também acho que, desde os anos 90, as torcidas organizadas do Grêmio são BEM MAIS violentas. O que não me impediu – não me cegou, como alguns poderiam dizer – de relatar no comentário de número 6 o que integrantes da Camisa 12 fizeram pra estudantes da Pucrs. Eu não gosto nem um pouquinho da Popular, acho as músicas ruins, acho que são violentos.

    Contudo, não gosto desse negócio de que em Grenal para parecer imparcial eu tenha sempre que expulsar um de cada lado, sempre dizer que as confusões foram de lado a lado. A torcida organizada do Grêmio é um problema muito maior que a do Inter.

  • 65. Andreas  |  30/09/2008 às 18:18

    Fino: não faz mesmo. Foi uma relação hipotética. Os percentuais são diferentes. Mas ilustram algo que faz todo o sentido: o fato de que a torcida gremista é maior do que a do Inter.

  • 66. Rômulo Arbo Menna  |  30/09/2008 às 18:18

    andreas, esse teu esforço é pra dar risada né?
    q merda importa se 70% dos vândalos estão num e 30% estão no outro time? te digo, atente pruma verdade: eles não são nem colorados nem gremistas, nem corinthianos, nem palmeirenses nem flamenguistas… talvez até fossem em estado SADIO, no entanto, é fácil perceber q estão enfermos… bem fora da casinha, problemas psicológicos, esse tipo de coisa… portanto, não fique tentando separar merda dentro de merda… só fede e não leva a nada, percebe? o ser humano é isso aí mesmo (tbm), isso vem muito antes do futebol, te liga só.
    vamo pegá o rumo certo.

  • 67. Andreas  |  30/09/2008 às 18:19

    Contudo, não gosto desse negócio de que em Grenal para parecer imparcial eu tenha sempre que expulsar um de cada lado, sempre dizer que as confusões foram de lado a lado. A torcida organizada do Grêmio é um problema muito maior que a do Inter.

    Eis aí o que estou dizendo (ou querendo dizer).

  • 68. Pato  |  30/09/2008 às 18:21

    “vamo pegá o rumo certo.”

  • 69. Prestes  |  30/09/2008 às 18:22

    Claro, não me interessa ficar dizendo quem é mais violento, não me resolve o problema. Só que naquele Grenal dos banheiros, pra mim ali acabaram com o clássico. E eu ouvi da boca de um ex-colega meu de trabalho, um playboy que mora em um baita apartamento no Bairro Tristeza, que aquilo iria acontecer. Eu ouvi da boca dele que quebrariam o relógio do centenário do Inter. Te digo mais: foi pra acabar com a Libertadores do Inter. Tchê, os caras invadiram a SOCIAL, tinha bem mais mulher e velho ali do qqr outra coisa, vai dizer o quê? Que foi as duas torcidas??

  • 70. Andreas  |  30/09/2008 às 18:22

    Rômulo: se as MERDAS gremistas estivessem no mesmo lugar que as MERDAS coloradas, o que tu disseste faria todo o sentido. Mas existe uma pequena distância separando ambas as MERDAS. Desconsiderar essa distância pode até ser politicamente correto, mas é algo INGÊNUO e MÍOPE.

    Repito: remédios iguais em doses diferentes. Eis aí o RUMO CERTO.

  • 71. Pato  |  30/09/2008 às 18:23

    agora só falta sair um “profi, foi ele que começou”

  • 72. Andreas  |  30/09/2008 às 18:25

    Pato: teu último post é o sinal que faltava para tu mostrares que tu concordas comigo, mas não quer admitir.

  • 73. gus bozzetti  |  30/09/2008 às 18:25

    Gente, não vamos perder o foco.
    Não faz diferença, num primeiro momento, qual das duas torcidas é mais violenta. O que interessa é que a violência existe. Depois que acabarmos com o “grosso” da violência, dae podemos até discutir de onde virão os novos ataques. Por hora, nosso problema é encontrar uma maneira de irmos para o estádio ver um jogo maravilhoso de futebol, que é o grenal, sem se preocupar em como chegar ou sair do estádio.
    Temos que arranjar uma maneira de demonstrar que nós, a maioria de torcedores da dupla grenal, não queremos briga, queremos sim ir com nossos amigos para o estádio, tocar flauta na hora do gol, sair dali e tomar um porre juntos, seja comemorando ou amargando.
    Futebol é uma das coisas mais importantes da minha vida, não quero perder isso para um bando de filhosdaputaquedescontamsuasfrutraçõesnatorcidaadversária.

  • 74. Prestes  |  30/09/2008 às 18:26

    Cara, o Odone patrocinou aquilo ali, corroborou com aquilo ali. O que queriam era que desse morte de colorado pra fuder o nosso ano.

    O babaca do Peninha escreveu no livro dele que o Grêmio é o time da desobediência civil. Como é o PPS bem sabemos. E glorificam a Batalha dos Aflitos. Pra mim, há toda uma questão ideológica que fomenta a violência na torcida do Grêmio. Glorificar a Batalha dos Aflitos tá implícito nisso tudo. Cultuar a violência. Tem vídeos no Youtube, os melhores lances da Libertadores de 83. Só voadora e pontapé. Isso não tem na torcida do Inter.

  • 75. Pato  |  30/09/2008 às 18:27

    Ironia não tem espaço em blogs.

  • 76. Andreas  |  30/09/2008 às 18:28

    Pelo visto, a verdade também não.

  • 77. Pato  |  30/09/2008 às 18:30

    Conclusão: a torcida colorada é santa.

  • 78. Andreas  |  30/09/2008 às 18:31

    Mas enfim, sei que não vou convencer nenhum judeu a rezar o Alcorão. Só espero que essas e outras idéias fiquem um tempo cutucando vossas cacholas. Isso já me basta.

    Té mais.

  • 79. Prestes  |  30/09/2008 às 18:31

    Esse meu colega de trabalho viajou pra Argentina pra ver como funcionavam as barras. Ficava assistindo vídeos das barras no Youtube. Vão me desculpar, isso é ideológico.

    Os caras depois de apanharem, levarem quatro a um, tavam lá, em bloco, gritando, com movimentos disciplinados, ritmados, perfeitamente sincronizados, eu tava bem pertinho. Pra mim aquilo era um exército. Vão me desculpar, essa Geral é uma legião romana, uma juventude hitlerista.

  • 80. Andreas  |  30/09/2008 às 18:31

    Conclusão TUA, Pato. Só tua.

  • 81. fino  |  30/09/2008 às 18:45

    bah prestes… tá forçando um pouco…

    eu sei de cor todas as músicas da geral, rituais, sincronias, ritmos e etc… mas não odeio negro e judeu por causa disso, nem quero espancar qualquer um que passe na minha frente de vermelho…

    talvez a torcida sirva como valvula de escape pra muito delinquente… e eu reconheço que existe um treco meio “fundamentalista” nessa coisa de “não poder vaiar”, “não poder errar as letras das músicas”, “alentar” e o escambau…

    mas não dá pra colocar todo mundo no mesmo saco.

  • 82. Roger  |  30/09/2008 às 18:50

    Bah Fino, como eu não queria concordar com o que tu escreveu!
    Parabéns pelo texto, passei por quase a mesma coisa que tu nesse domingo.
    E pra mim, esse também foi o último Grenal no Beira-rio.

  • 83. natusch  |  30/09/2008 às 19:20

    Calma aí. Já tamo chegando até na “Juventude Hitlerista”, caralho. Esse tipo de rotulação ajuda no quê, exatamente? E tudo é questão de ponto de vista – dizer que se glorifica a Batalha dos Aflitos pelo quebra-pau que deu é quase tão míope quanto dizer que os gremistas tavam festejando o título da série B. Qual é a solução, os malvados gremistas abrirem mão de sua identidade pessoal como time que encara as partidas como batalhas, porque a violência vem daí? Vamos ficar aqui discutindo percentuais para decidir quem é mais violento, quem é mais culpado, é isso?

    Tirando essas coisas do caminho, dá para começar a discutir a sério. Tá na cara que as organizadas continuam sendo o que são faz tempo: um esconderijo para marginais. Qualquer coisa que se faça para tentar dar jeito nessa merda toda tem que partir disso aí. Torcida única, lamentavelmente, vai ter que rolar sim, para dar um susto nesse pessoal. Mesmo porque, se é para engaiolar a torcida “visitante” entre os adversários para que o pau coma à vontade então é melhor nem ter torcida “visitante”, mesmo. E para não dizerem que sou um gremista cego, acho que a direção tricolor tem que cortar AGORA os privilégios da Geral, TODOS ELES. Os caras são praticamente patrocinados pela direção gremista, e isso é ridículo e revoltante. Para mim, a Popular é “menos violenta” apenas porque sua organização é um pouco mais recente que a da Geral – logo logo eles viram uma gangue sociopata também, se é que já não chegaram lá e eu que não vi. E tem que punir esses putos – tipo, CADEIA mesmo. Por enquanto, eu acho até que dois ou quatro grenais de CAMPO NEUTRO não seriam fora de questão…

    Depois desenvolvo mais se for o caso, tô no trampo aqui.

  • 84. Andreas  |  30/09/2008 às 19:24

    Natush: perfeito.

  • 85. Milton Ribeiro  |  30/09/2008 às 19:27

    PRESTES,

    fechamos tranqüilamente sobre a questão judaico-palestina. Mas não sobre a juventude hitlerista. Eu até gosto de fazer piadas sobre a Super-Raça tricolor e a ariana, mas há GRANDES DIFERENÇAS: estamos no campo futebolístico, não esqueça.

  • 86. Serramalte Extra  |  30/09/2008 às 19:28

    Absolveram o Diego Souza. Boa, STJD….

  • 87. Andreas  |  30/09/2008 às 19:32

    Milton: mas há quem diga que o futebol é um SUBLIMAÇÃO DA GUERRA, hehehehe

    (sim, estou brincando)

  • 88. Anonimo  |  30/09/2008 às 19:37

    Alguém conhece o programa Football Factories? É sobre hooligans ao redor do mundo e etc…

    Aqui um trecho do episódio sobre as torcidas do Brasil:

  • 89. Serramalte Extra  |  30/09/2008 às 19:40

    Só um pouquinho… no Olímpico não tem corredor de tapume, nem passeio na floresta, nem a brigada imbecil hostilizando a torcida adversária durante toda a escolta e durante o jogo. No último Gre-Nal da Suda eu passei pela frente do portão dos colorados 10 minutos antes de começar o jogo e tinha gente chegando sozinha e passando tranquilamente por ali, colorados ou gremistas, com um monte de brigadiano PARADO, ao contrário da merda de corredor polonês que botam a torcida do Grêmio no aterro.

    Quem sabe fazemos um tapume saindo lá na Vila Cruzeiro no próximo Gre-nal, com a brigada nervosa atiçando os “pacíficos” para ver como eles se comportam…

  • 90. Anônimo  |  30/09/2008 às 19:44

    Os dois maiores culpados pela violência de domingo foram a BRIGADA MILITAR, que baixou o sarrafo de maneira gratuita, e a DIREÇÃO DO INTER, que colocou colorados na arquibancada superior sobre a torcida do Grêmio. É fácil culpar o povo (sobretudo a torcida adversária) quando o Estado e as altas cúpulas (sobretudo do nosso clube), em vez de apagar o incêndio, põem gasolina.

  • 91. joão carlos  |  30/09/2008 às 19:46

    a questão de usar vocabulário de guerra pra designar desafios não pode ser justificativa. alguém critica, por exemplo, expressões como MARKETING DE GUERRILHA? não é por aí o raciocínio. até porque, momento filosófico, esse tipo de utilização BÉLICA das palavras pra ações do cotidiano me parece ser uma característica OCIDENTAL. ‘del dicho al hecho, hay un gran trecho’.

    o que o andreas falou sobre o NÍVEL DE VIOLÊNCIA FAZ SENTIDO, mas, como o milton 54 e o gus b. 73 falaram, me parece que não é a questão a ser abordada POR ENQUANTO. a questão da polarização extrema que o fino abordou, bovino way of life (definição perfeita, aliás), aliada a um sentimento geral de CONSENSO A QUALQUER CUSTO (a meu ver, um problema ANTROPOLÓGICO atual) faria dessa questão ‘punir mais os gremistas que os colorados’ (no caso) uma outra guerra civil.

    outro ponto: a cabeçadurice implícita do BWOL não vai fazer que um GREMISTA aceite a visão que um COLORADO apresenta, e vice-versa. pelo menos não EXPLICITAMENTE. é uma vergonha, uma desonra, algo nesse sentido. há SEMPRE a necessidade de que uma força EXTERNA interfira nessa relação, e um pouco que um dos lados ache que foi ‘injustiçado’, qualquer acordo já desanda…
    uma vez, falando das arenas, acho que foi o luís felipe que disse que seria uma boa haver um acordo para que fosse construído um grande estádio em porto alegre para uso COMUM da dupla grenal, e cada clube tivesse um estádio menor. partindo da FANFARRONICE dos dirigentes e do cmportamento bovino a priori, alguém acha que essa idéia prosperaria???? o GOVERNO teria que propor, arcar com isso e tudo mais. e não se poderia nunca saber qual o time do governador ou do prefeito…

  • 92. Serramalte Extra  |  30/09/2008 às 19:49

    Anônimo, a direção do inter sempre inova em gre-nais: redução de ingressos, sumiço de ingressos, redução de espaço, banheiro inflamável, arquibancada superior… todas essas iniciativas vieram dos digníssimos Carvalho e Píffero.

  • 93. Serramalte Extra  |  30/09/2008 às 19:49

    faltou o corredor polonês na entrada na listinha ali do 92

  • 94. Guillermo  |  30/09/2008 às 19:50

    O quê??? Andreas concordando com um gremista??? Bah… agora sim que acredito em paz entre as torcidas. 🙂

    Falando sério… essa seria minha primeira ação se assumisse algum cargo no Grêmio. Certamente teria quase total desaprovação, mas não me importa.

    Nada contra as torcidas organizadas, na verdade tenho quase tudo a favor. Falando na Geral por qual nutro maior simpatia. É muito legal a adoção de cânticos, bandeiras, trapos, alentaços pré jogos importantes (como o que ocorreu neste sábado). Mas a coisa tem que parar por aí. São torcedores, na sua maioria sócios (o que é outro mérito) que se juntam para torcer para o Grêmio (e não precisariam de mais motivo para se juntar). Não tem por que o Grêmio ficar cedendo sala ou bancando viagem ou outras vantagens. Afinal, por que eu como sócio (e proprietário de cadeira) não tenho direito a essas mesmas vantagens?

    A questão alguém já matou nos comments aqui em cima. Os dirigentes sabem muito bem usar essas torcidas. Sempre nos achamos superiores aos outros clubes brasileiros neste sentido, mas qual a diferença? Só por que não fazemos badernas nos treinos (ainda)? Dêem espaço para Geral, Popular, C12, Raça que eles mostram que também podem. Lembro do uso colorado no passado da C12 servindo de leões de chácara para a direção se proteger de protestos no P8 (hoje não sei quem é o queridinho). No lado azul, a relação promíscua da direção Odone com a banda louca de Paulão é bastante perigosa, principalmente para o torcedor comum apaixonado pelo clube.

    Eles se esquecem que é Geral do Grêmio, Popular do Inter e não o contrário. Os clubes estiveram muito bem antes dessas torcidas (alguns já expressaram nos comments que a situação está pior por causa delas). Então que se restrinjam ao que fazem muito bem: a festa antes, durante e depois dos jogos.

    De resto… Peace in the Middle East…

    Abraços e DÁ-LHE GRÊMIO!!!

  • 95. Anônimo  |  30/09/2008 às 19:57

    É por pensar do jeito que o Andreas e o Milton pensam que as direções do Inter fazem esses absurdos do tipo redução de ingressos, colorados na superior em cima dos gremistas etc: têm recalque por ter torcida menor e menos vibrante. Aí provocam, tentam calar ou humilhar com essas medidas. Quem não tem complexo de vira-lara trará sempre uma resposta. E assim a roda gira, infelizmente.

  • 96. cesar  |  30/09/2008 às 20:07

    tem que tratar marginal como tal. esses dementes, aposto nao passam de 200 somando ambos times. o resto eh maloqueiro adolescente eque vai na onda. inquerito policial emcima dos cabca de bagre que organi*m essa farandula e prisao neles. campanhas na ttv e radio pela paz acho q vale tbm. educacao sempre vale a pena.
    no mais, num post q falou da elitizacao dos estadios o pessoal aqui reclamou da saudade que sentia da epoca em q mulher era chamada chamada de puta no campo, pessoal mijava na pia, copo de mijo voava e etc….isso tbm eh animalidade

  • 97. Luís Felipe  |  30/09/2008 às 20:13

    – eu não tenho dúvidas que a violência nos grenais se AGRAVOU (não começou a existir, mas se agravou) depois do caso dos banheiros químicos. Não só pelo incêndio, mas pela invasão e especialmente pelo tratamento que o caso teve na direção do Grêmio. (ver http://tinyurl.com/4kjgp5) Os dirigentes só pararam de contemporizar quando a mídia começou a ser implacável.

    – Some isso à relação promíscua da torcida com a direção (como disse Guillermo) temos um comportamento totalmente conivente. Falo da Geral, neste caso, por que é reincidente: fez isso em 2006, em 2007 (http://tinyurl.com/46npjc) e agora de novo. É bem claro para mim que alguns dos seus integrantes têm o OBJETIVO de fazer o que a torcida do River fez com a do Boca em Mar del Plata (http://tinyurl.com/3l29rr).

    – Quem paga por tudo isso é o torcedor gremista comum, como bem demonstra o comentário do Serramalte, #89.

    – Também é necessário ressaltar que o Beira-Rio é mais perigoso para a torcida visitante, pelo fato de só ter dois acessos. Para mandar a torcida do Inter ao Olímpico, é possível fechar uma avenida inteira e todo mundo passar na boa. No Beira-Rio, em algum momento há convergência entre os caminhos das duas torcidas. É claro que, em quase 40 anos de estádio isso só foi problema nos últimos 3, muito por causa do agravamento da violência e das batalhas campais ocorridas em 2006.

    – Isso nem de longe é uma tentativa de culpar apenas e tão somente a torcida do Grêmio. No momento em que a direção do Inter tiver a mesma relação promíscua com a Popular – ainda não tem – o perigo é o mesmo. Acredito que a conivência das direções é fundamental para esse tipo de comportamento, por que dá um aspecto de legalidade ao vandalismo.

  • 98. Andreas  |  30/09/2008 às 20:15

    É por pensar do jeito que o Andreas e o Milton pensam que as direções do Inter fazem esses absurdos do tipo redução de ingressos, colorados na superior em cima dos gremistas etc: têm recalque por ter torcida menor e menos vibrante. Aí provocam, tentam calar ou humilhar com essas medidas. Quem não tem complexo de vira-lara trará sempre uma resposta. E assim a roda gira, infelizmente.

    Estamos perdidos.

  • 99. Luís Felipe  |  30/09/2008 às 20:19

    – outra coisa importante de ressaltar é que a direção do Inter teve um comportamento infeliz e absurdo ao colocar a sua torcida sobre a do Grêmio. Em todos os grenais que eu fui, a torcida gremista ocupava as duas arquibancadas, superior e inferior. Nunca voaram pedras, pelo menos com tanta intensidade. Num cenário de violência exacerbada, é ridículo fazer esse tipo de coisa.

    – outra, ainda: se a direção do Inter não tem imagens de TODOS os que agrediram, jogaram pedras, bateram, etc., o STJD tem que tomar uma atitude drástica. Vai ter de interditar o estádio. Azar que a torcida do Grêmio provocou confusão: se não tem como identificar pelas câmeras, o estádio não tem segurança suficiente para este momento de crise.

    – Eu gostaria de falar aqui em estádio único, campo neutro, mas pena que tudo isso é utópico.

  • 100. Junior  |  30/09/2008 às 20:25

    “Cara, o Odone patrocinou aquilo ali, corroborou com aquilo ali. O que queriam era que desse morte de colorado pra fuder o nosso ano.”
    A atual geração de dirigentes do Grêmio, de Odone e Cacalo incutiram nos gremistas a idéia de superioridade gremista em relação ao Inter. Por isso, a violência da torcida gremista aumentou bastante após as conquistas recentes do Inter. Os imbecis violentos que fazem parte da torcida do Grêmio não conseguiram aceitar que o Inter havia conquistado títulos que eles tinham a certeza que o Inter jamais conseguiria, pois o Grêmio é muito superior, de acordo com os notáveis dirigentes gremistas. E é lógico que os imbecis que fazem parte da torcida colorada encontraram nos atos da torcida gremista uma “justificativa” para praticar a violência, segundo eles seria apenas uma “reação”. Por causa dos imbecis de vermelho e azul, eu não vou mais em NENHUM Gre-Nal, mesmo no Beira-Rio, o estádio que freqüento desde os oito anos, posso receber uma pedrada na cabeça de um desses imbecis colorados ou gremistas que se dizem torcedores, mas são marginais. E o que é pior, muitas vezes são marginais oriundos da classe média ou alta dessa província.

  • 101. Natusch  |  30/09/2008 às 20:32

    Concordo com o Luis Felipe. E digo que a direção gremista, infelizmente, tem a tendência quase que histórica a apadrinhar torcidas organizadas e usá-las em benefício próprio. Quem ainda se lembre, por ex, da Máfia? Eu lembro, e muito bem. Pois um dia desses (acho que no jogo com o Goiás, até) vi um trapo no lado oposto da Geral com o nome MÁFIA GREMISTA e a imagem do GAÚCHO DA COPA. Sim, um trapo do GAÚCHO DA COPA.

    Não é preciso ser gênio para perceber que o negócio tá sério de verdade. Não é algo “inerente” ao espírito gremista, muito menos uma espécie de atavismo tricolor para a violência. É, simplesmente, fruto de uma maior CONIVÊNCIA INSTITUCIONAL com os baderneiros, por motivos e interesses que nem gosto de pensar quais sejam. Se essa conivência rolar com a Popular também (e acredito que até já esteja rolando), a mesma merda toma conta do Beira-Rio também – cujas organizadas, repito, são “menos violentas” por pura força das circunstâncias. Na moral, medidas emergenciais – do tipo torcida única nos clássicos e cadeia nos fdps – precisam rolar, mas só vão adiantar se houver uma mobilização do Ministério Público no sentido de botar ordem nessa PUTARIA entre as torcidas (organizadas ou não) e os poderes políticos envolvidos nas administrações dos clubes. ESSA tem que ser a luta dos que querem colocar um basta nessa zona do caralho.

  • 102. Serramalte Extra  |  30/09/2008 às 20:33

    Junior, não é bem assim… pro torcedor “da casa” tá tranquilo, a confusão, se tiver, é localizada, é só perto da torcida adversária… o problema é que os visitantes, agora espremidos, não podem escolher ver o jogo e torcer em paz, pois estão todos no local da confusão…

  • 103. Anônimo  |  30/09/2008 às 20:36

    Tu quer que todo mundo haja friamente depois de apanhar de graça da BM e de ter pedras caindo na cabeça por conta de uma medida da direção do adversário? Sim, estamos perdidos porque os adversários não apanham quietos.

  • 104. Anônimo  |  30/09/2008 às 20:40

    Pois é, estamos perdidos porque a torcida adversária não age de maneira fria e pacífica quando apanha gratuita e covardemente da BM e quando é sacaneada desse jeito a ponto de sofrer chuva de pedras por causa de uma medida COVARDE da direção do meu clube.

  • 105. Natusch  |  30/09/2008 às 20:46

    Estamos perdidos porque tem gente demais procurando argumentos para que o quebra-pau continue, isso sim.

  • 106. Renato K.  |  30/09/2008 às 20:47

    Francisco Luz, #12: “É uma pena, isso, mas eles venceram.”
    Faz tempo. Há muitos anos levei minha mulher (à época, minha namorada – e olha que sou casado há quase 16 anos) ao Morumbi, ver um SP x Palmeiras. Ficamos nas numeradas inferiores – durante o jogo, tudo em paz. Foi sair do estádio e pegar a Av. Morumbi – trânsito parado, claro -, que me desce um imbecil de um ônibus e começa a querer bater no carro. Detalhe: nenhum de nós (conosco estavam meu irmão e outro amigo) vestia camisa de clube algum.
    Pra mim, o buraco é mais embaixo: não são as torcidas, é TODA A SOCIEDADE brasileira que faliu, irremediavelmente. Tem solução? Bem, pode ter, mas virá tão rapidamente quanto a queda da inflação no Zimbabwe.
    Traduzindo: estamos todos fodidos.

  • 107. FERN  |  30/09/2008 às 20:50

    de volta e triste com tudo que ouve no domingo na cancha e na tribuna, ahar que o problrma da violência reside apenas ou principalmente no futbol é uma bobagem tremenda, o FULBO é apenas um espaço que as torna mais visível…

    gente olha pro lado observa o mundo a sociedade as relações, está tudo tão complexo que não nos permite apenas discutir fatos, é tudo muito mais amplo, mesmo.

    OU ENTÃO SEGUIMOS REFORMISTAS…quem sabe um dia melhora algo…

  • 108. Ismael  |  30/09/2008 às 21:05

    Post bom é post polêmico!!!

  • 109. Gralha  |  30/09/2008 às 21:14

    bah Fino, contou todo meu domingo.

    também nunca mais vou ao Beira-Rio

  • 110. Almir  |  30/09/2008 às 21:23

    Não existe “15h da tarde”, Fino.

  • 111. Guto  |  30/09/2008 às 21:35

    1 – Depoimento excelente.
    2 – Se o texto do Fino realmente foi lido, perceberão que a ignorância começou antes, FORA do estádio. O que é sabido por todos. Calculo que, instituido o esquema de uma só torcida, isso apenas deslocaria a violência das arquibancadas para as ruas.
    3 – Culpar a BM? Beleza. Dizer que ela é despreparada, ignorante? Fácil. Mas, quando a chapa esquenta, tudo o que os clubes, os jornais, os torcedores pedem é MAIS EFETIVO. Decidam-se se ela é ou não a vilã, afinal.
    4 – Em alguns casos, a violência pode partir de um só lado (no microcosmo do Palio dos colorados, por exemplo). Não é o que ocorre aqui – e presumo que estejam corretas as suspeitas de que certos dirigentes fomentam esse tipo de coisa.
    5 – “Sempre tive uma dúvida: comé que alguém vai numa quarta-feira pra Curitiba assistir um jogo de ônibus?? Ou é playboy pacaraio, ou vive disso.” Mesma dúvida me assola, Prestes.

  • 112. vicente  |  30/09/2008 às 21:38

    Em junho deste ano, a revista Trivela fez uma reportagem sobre as torcidas do Inter e do Grêmio [e sobre o crescimento da violência]. Nela, vi algumas confirmações de teses particulares. Vou por partes, mesmo que os comentários estejam agonizando a essas alturas.

    O que o Andreas falou faz todo o sentido. Veja-se que não se está relacionando a “maior violência” de determinados “setores” da torcida do Grêmio com o fato deles serem gremistas ou não. Que a torcida do Grêmio seja, no momento, mais violenta [Maninho. Feijão. “Ei, Feijão, mijei no teu caixão”, como exemplos] não significa que o Grêmio seja um clube de marginais, ou que o simples fato de ser gremista implique em ser um selvagem.

    Nesse sentido, copio um trecho da matéria: “A Máfia Tricolor foi fundada (…) juntando os ‘maus elementos de todas as outras torcidas’, segundo o próprio Moreno [líder da torcida]. (…) Moreno não esconde a filosofia da Máfia: ‘Tem gente da Máfia que nunca entrou no Olímpico, que não sabe nem o nome do goleiro do Grêmio. Só vai lá pra arrumar uma grana mesmo’, conta. Por isso, roubos no caminho entre o Mercado Público (…) e o Olímpico são comuns (…). ‘A ideologia da Máfia é briga. A gente apóia o Grêmio, mas tem que ter porrada também’, diz, sorrindo, um jovem de 17 anos”. Veja-se que eles são os [mais] violentos e, coincidentemente [sem ironia], são gremistas.

    Mas eu estava apenas ilustrando a discussão anterior. Particularmente, eu não acredito que a forma de coibir a violência nos estádios seja “acabar” com as organizadas — mas sim, o oposto: obrigar as organizadas [ou as pseudo-desorganizadas, como a Popular e a Geral] a se “organizar”.

    Fico no exemplo do Inter, que conheço melhor: a Nação Independente, a 12, a Popular, e a Super Fico, em maior ou menor medida, recebem apoio institucionalizado do clube [simplesmente permitir que um determinado grupo entre com instrumentos no estádio já é um apoio institucionalizado]. A NI até sala própria, no Gigantinho, tem.

    A idéia seria vincular este apoio institucionalizado à organização. A torcida em questão, em troca destas “regalias” [entrar com instrumentos; sala no clube; etc] deveria se obrigar a cadastrar o seus membros, de forma a permitir a sua identificação. Assim, se uma determinada pessoa identificada com a indumentária característica da torcida X aparece em alguma gravação, se poderia buscar, junto a torcida, a sua identificação — sob a pena de perder os privilégios ou outra forma de responsabilização da torcida como “entidade determinada”. O objetivo é obrigar as torcidas a se “auto-policiar” e formar uma identidade [“jurídica”, por assim dizer] própria: não foi a torcida do Inter que fez merda, e sim a “torcida x”. Ou: a imagem captou magrão da NI fazendo merda? O clube “oficia” a NI para que o identifique, sob pena de responsabilização da torcida.

    Aliás, no “mundo real” é pra isso mesmo que ser uma “organização” serve. Mas no futebol rola um faz de conta no qual as torcidas são organizadas o suficiente para usufruir uma série de regalias, mas não para que se permita a sua responsabilização pelas merdas de seus integrantes [nesse sentido, a Popular e a Geral alcançam o ápice da hipocrisia irresponsável: até a ZH publica o nome de seus líderes, mas o discurso é de o “não somos organizada” — o que só serve pra iludir piá, que pode dizer que não faz parte da “marginália”, e “irresponsabilizar” os organizadores pelas suas eventuais falcatruas].

    Mas claro que isso nunca vai ser colocado em prática, por que implicaria num sacríficio político muito grande. Esse apoio institucionalizado tem um propósito político [de forma a favorecer os dirigentes, e não o clube]. Consequentemente, não é de interesse “de ninguém” a adoção de qualquer medida que possa “desgostar” uma organizada. E, claro, não resolveria todo o problema [a violência da PM é um problema totalmente a parte, por exemplo].

  • 113. Natusch  |  30/09/2008 às 22:04

    Concordo com muitas coisas, Vicente – quase todas, na verdade. Mas lembro que, quando cogitei entrar na Torcida Jovem há milhões de anos atrás já era necessário preencher um formulário, fazer ficha e tal. O problema principal das organizadas não é a pulverização entre os membros, e sim as ligações que elas estabelecem com as forças políticas dos clubes – que envolvem essa coisa de sala própria, passagens subsidiadas e etc, mas vão muito além. Quando um candidato a vereador aparece abraçado no Paulão da Geral, e outro tem trapo com seu rosto sendo ostentado por um aborto da natureza como a Máfia Tricolor, é porque as relações políticas com a torcida estão sérias – e isso dá móvel para a impunidade, dá combustível para a confusão e a barbárie. Por isso acho, sim, que tem que cortar TODOS os privilégios, JÁ E AGORA – e fazer uma faxina nessa coisa toda, cortando os laços dessa promiscuidade entre torcidas que são quase milícias e dirigentes / políticos que são quase mafiosos.

  • 114. Luís Felipe  |  30/09/2008 às 22:36

    vicente,
    o cadastro, a sede no clube, tudo isso já existe.

    acho que o problema está mais focado no que disse o Natusch.

    o clube Grêmio pune sim os torcedores violentos. Teve gente grande obrigada a assistir jogo na delegacia – mesmo que essa pena fosse cumprida apenas por alguns meses… A questão toda é que o Grêmio está muito volúvel a correntes político-partidárias, um cenário semelhante ao Inter dos anos 90. Aí é normal que alguns grupos se beneficiem disso. Não é novidade.

    a novidade está no poder de mobilização da geral, que permite uma contrapartida nunca vista. É possível que o Paulão, em Canoas, e o Faísca em Porto Alegre tenham uma votação muito grande nas eleições municipais, uma vez que ambos são candidatos a vereador. A Geral não é apenas mais um cabo eleitoral – foi vista por Odone como um movimento político, foi-lhe dada enorme importância.

    Ao mesmo tempo que isso tem o seu lado bom (torcida do Grêmio presente em todos os jogos) tem também o seu lado ruim, como a convivência pacífica e leniente com esse tipo de comportamento INERENTE a uma barra de grande porte. Veja bem, INERENTE, não é acidental. Todo mundo sabe que a violência pode acontecer a qualquer momento. E há uma omissão geral – não da instituição, mas das pessoas que a dirigem – em relação a isso.

    O maior perigo das barras é justamente este. Antes, as torcidas organizadas, diminutas, não passavam de cabos eleitorais de luxo – agora, com eleições diretas, elas carregam um séquito de milhares de sócios com participação decisiva no clube. Logo, elas podem fazer exigências, impôr condições, desde que se dê abertura para isso. O Grêmio já foi engolido por essa realidade.

  • 115. Prestes  |  30/09/2008 às 22:40

    Falei de Juventude Hitlerista por que realmente me chocou a forma marcial como funciona a Geral. Se tu analisar até os cânticos e gestual tu já percebe violência. Mas também por que há uma ideologia de superioridade sobre o colorado, que é um cagão, amargo, que nunca ganha de ninguém.

    É claro que a Popular não é assim por que é uma IMITAÇÃO BARATA da Geral. Com certeza, os caras queriam ser violentos assim, é só tu olhar o orkut. O mesmo autoritarismo: não pode isso, não pode aquilo, tem que se agitar bandeiras assim assado, e por aí vai.

    É óbvio que não resolve nada ficar acusando a torcida adversária, eu só não gosto desse negócio de que sempre pra criticar o Grêmio tem que criticar o Inter na mesma medida, e vice-versa. Aliás, não tô nem criticando o clube Grêmio, nem os torcedores do Grêmio, mas uma torcida, uma horda de idiotas. Horda essa que também há no Inter, mas é preciso ser franco o problema da violência no RS passa pela torcida do Grêmio, não adianta também ficar contemporizando, fazendo média.

  • 116. Prestes  |  30/09/2008 às 22:46

    Eu sou um baita crítico da Popular, acho uma merda. Sou fã do velho olê, olê, olê, Inter. Me pergunto o que alguém faz em um treino às três da tarde de um dia de semana?? Ou é vagabundo ou vive disso. Sei que os caras da torcida do Inter quando viajam saem roubando tudo que é bolicho de beira de estrada. Só que como barra brava é INDIGENTE. .

  • 117. Prestes  |  30/09/2008 às 22:48

    “outra coisa importante de ressaltar é que a direção do Inter teve um comportamento infeliz e absurdo ao colocar a sua torcida sobre a do Grêmio”.

    Concordo plenamente que interditem o Beira-Rio. Negligência afu.

  • 118. vicente  |  30/09/2008 às 23:07

    mas, vejam bem, a questão passa pelo o que se fazer com esse “cadastro” [que, no caso da geral e da popular, simplesmente não existe]. no momento é nada, pelas questões apontadas por vocês [as contrapartidas que os dirigentes, e não o clube como instituição, recebe por ter boa relação com a torcida].

    com uma organização “séria”, e não essa fajutice que existe hoje em dia, a própria torcida organizada em questão poderia ser responsabilizada pelos atos de violência de seus integrantes — dependendo do caso, se poderia buscar até a responsabilização criminal do líder da torcida [um cara como o líder da Máfia Tricolor só não é processado por formação de quadrilha porque… bem, nem eu sei por quê]. Possibilitaria uma responsabilização jurídica dos “setores violentos” muito mais concreta e desmembraria grande parte do apelo que as pseudo-desorganizadas tem [já que, quando corporizadsa, se veriam obrigadas a adotar atitudes concretas que quebrariam a sua “auroa romântica”, de “manifestação espontânea” pra piá-universitário acreditar], além de relacionar especificamente os atos de violência praticados por um “organizado” com o seu grupo-maior [pra o bem ou para o mal; uma “torcida organizada limpa”, não violenta e que não tolera a violência de seus membros é um apoio político válido].

    a proibição da existência de organizadas apenas empurraria todas elas para a ilegalidade dificultando todo o processo. Não é pq se proibe a existência de uma torcida organizada que a gurizada da NI vai deixar de ir pro Beira-Rio para tocar o horror.

    o objetivo seria sistematizar a punição dos torcedores violentos [já que essas responsabilizações que o Luis Felipe falou, com o pessoal tendo que ir pra delegacia, ainda é algo pontual]. Agora mesmo, o anonimato do selvagem só traz prejuízo pro torcedor que tomou a pedrada na cabeça e, eventualmente, para o clube que viu o seu estádio ser interditado [e não para o próprio animal ou pra torcida cujas cores ele ostenta]. com a “organização”, se poderia tentar inverter essa tendência.

    mas, de novo, e por todas essas questões que vocês falaram [o apoio político é forte, etc], a situação, como está, é bastante conveniente pros Cacalos/Odones e suas contra-partes coloradas.

  • 119. Prestes  |  30/09/2008 às 23:09

    “dizer que se glorifica a Batalha dos Aflitos pelo quebra-pau que deu é quase tão míope quanto dizer que os gremistas tavam festejando o título da série B. Qual é a solução, os malvados gremistas abrirem mão de sua identidade pessoal como time que encara as partidas como batalhas, porque a violência vem daí?”

    Infelizmente teve gente que confundiu Alma Castelhana com quebrar o pau como os argentinos, por exemplo. Eu acho que uma voadora do Dinho ser o maior lance futebolístico de uma geração influencia, sim. O pessoal gremista da minha idade, tem uma visão quase homogênea de futebol, na qual o Inter é cagão, o Grêmio ganha de tudo e de todos, contra tudo e todos, é bonito e glamuroso ser odiado por todos, alma castelhana, etc.

  • 120. vicente  |  30/09/2008 às 23:23

    Aliás, seria uma boa medida pelo simples fato de afinar a realidade. ao mesmo tempo que todo mundo sabe quem o fulanão de tal é o cara da geral, e que o fritz manda na popular, as duas torcidas se dizem “sem estrutura” e “voluntárias”.

  • 121. Anônimo  |  30/09/2008 às 23:31

    como falou o truta ali (n. 96) – Há alguns posts leitores volúveis estavam cultuando o tempo em que mulher que ia ao estádio era chamada de puta o namorado dela era o SÓCIO, neguinho mijava em corredor, outros caiam de bebado com aquelas misturas de coca com velho barreiro, maconha era mato…enfim, essas coisas que estão ligadas à vilolência nos estádios (com excessão, talvez, da erva).

  • 122. gilson  |  01/10/2008 às 00:04

    Nessa linha de investigar e prender o pessoal, mais fácil seria tentar acionar a Polícia Civil ou a PF mesmo, pra fazer um trabalho de “inteligência” e identificar os líderes da baderna; prendendo uma meia dúzia, com o apoio do MP, neguinho começa a pensar duas vezes antes de fazer merda. Entendo ser melhor uma Polícia investigativa, pois um inquérito tem mais força e embasamento que simples Boletins de Ocorrência. Além do mais é mais fácil achar um delegado a fim de fazer o serviço do que convencer corporações inteiras como a PM ou as diretorias dos clubes, ou ainda esperar consenso entre as torcidas.

    Na seara dos protestos, pensei um que acho que seria bacana, mas nego provavelmente não seria MACHO (aí sim) pra topar: num próximo clássico os times poderiam entrar de mãos dadas e usando VESTIDOS ou SAIAS sobre o uniforme, só pra atentar contra essa frescura de “valentia”. O futebol é sério, mas antes de tudo é um entretenimento, como já foi defendido várias vezes aqui.

  • 123. vicente  |  01/10/2008 às 00:17

    investigação policial ala “operação santiagraha sem locão” não vai acontecer messssmo. primeiro pq os crimes que ocorrem nos estádios são de competência da justiça estadual — consequentemente, o pepino cai no colo da polícia civil, que não tem nem de longe a estrutura da PF.

    e depois, pq a PC montaria um esquema desses pra, no final, averiguar a existência de meia dúzia de crimes de menor potencial ofensivo? pra polícia, é “melhor” investigar “só” as “exceções” “mais importantes” [no caso, não investigar 8 mil ameaças, mas um homicídio].

    As aspas são apenas pra evidenciar que, nessa vida, tá tudo errado.

  • 124. Beato Salu  |  01/10/2008 às 00:20

    Falando em ‘Juventude Hitlerista’ [e relembrando DEMORI]:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Godwin

  • 125. natusch  |  01/10/2008 às 01:49

    Prestes, isso tudo é outra discussão, que iria longe e acho que não cabe tanto aqui. Só essa coisa de parte da torcida associar o Grêmio com carrinhos e caneladas rende um tratado sociológico, embora dificilmente tu fosse concordar comigo nas minhas conclusões. Mas voadora do Dinho = lance mais genial de todos os tempos é exagero, Aflitos = glorificação do quebra-pau é exagero, gremistas de vinte e poucos anos = cultuadores homogêneos do futebol brucutu é exagero. Fica difícil discutir em cima de exageros. E rótulo por rótulo, também é disseminada entre os colorados a idéia de que os gremistas são arrogantes, por ex. Outra simplificação que não leva a nada.

    No mais, é como eu disse, a situação das organizadas é mais séria no Olímpico porque o poder político gremista é mais conivente e atualmente se “beneficia” mais com esses grupos de arruaceiros travestidos de torcida. O Odone JAMAIS ousaria sequer tirar a salinha da Geral no Olímpico, justamente porque a Geral virou mais que uma torcida, é um grupo que tem força interna, quase uma corrente política pelas vias mais tortas possíveis. Eu nem vou pela extinção da Geral, na verdade – ajudaria muito mais cortar, na marra, os laços diretos dela com o Grêmio instituição, e deixar ela se foder sempre que rolasse qualquer tipo de merda. Cair em cima dos grupos políticos que se aliam a ela e a grupos totalmente ilegais como a Máfia também seria uma boa – mas aí envolve Ministério Público, e duvido que os caras fossem mesmo querer se meter nesse vespeiro. Para mim é isso, tem que cortar os pontos de sustentação desses grupos, os laços institucionais com o clube – no caso do Inter, a coisa tá menos séria, mas teria que se agir nesse sentido também. Vão ter culhões de fazer algo assim? Duvido muito, mas aí é outra história.

  • 126. Renato K.  |  01/10/2008 às 07:32

    Só pra constar: em SP é a mesma merda, com o agravante de que não são só dois clubes, como em POA, mas 4 (se contarmos também o Santos, que tem uma torcida grande e tradição, embora não seja da capital).
    Como eu comentei acima, minha atitude foi drástica mas a única possível dadas as circunstâncias: não vou mais ao estádio – pelo menos em clássicos. Talvez, talvez, eu vá qualquer dia desses ver um SP e Ipatinga da vida, por exemplo – mas olha, mesmo assim é arriscado: sempre tem os bandidos no entorno do estádio prontos pra te furtar/assaltar, ou roubar seu carro, ou depredá-lo, e por aí vai.
    E todo esse risco pra pagar caro por um ingresso, ser tratado como bicho no estádio, e assistir, na maioria das vezes, a um jogo ruim (porque vamos lá, o nível do futebol no Brasil anda uma merda).
    Logo, não vou – CQD.

  • 127. mardruck  |  01/10/2008 às 08:21

    Mas a torcida da Lusa, apesar de pequena, é também bem violenta.

  • 128. Renato K.  |  01/10/2008 às 08:26

    Pois é, mardruck, é o que eu disse: se a gente for olhar para o problema de forma mais genérica, é a SOCIEDADE que está fodida e sem perspectivas. A violência nos estádios é só um reflexo disso.

  • 129. Anônimo  |  01/10/2008 às 09:07

    natush e vicente, luís felipe tbm, dão boas idéias de como a coisa está, e o rumo q poderiam tomar. eu mesmo admito q não me ligava nessa ORGANIZAÇÃO da geral, que, contraditoriamente (pra mim, agora) é MUITO NOTÓRIA. a mentira da desorganização é o campo da irresponsabilidade generalizada, já falaram isso aí, e me parece mesmo ser o maior problema, aliado à essa questão política aê. gostei da idéia de que a solução passa por MAIS organização, transparência, etc. mas, sem pressão, creio q nada será feito. e as pressões vão a ser, comumente, fatos trágicos, o q é triste.
    q poderíamos NÓS fazermos, antes disso?

  • 130. rômulo arbo menna  |  01/10/2008 às 09:08

    aí em cima fui eu…

  • 131. Beto Borracho  |  01/10/2008 às 09:17

    Comprem pay-per-view e fiquem em casa atualizando seus blogs….. o futebol agradece.

    ADEUS!

  • 132. gilson  |  01/10/2008 às 09:20

    Vicente, sobre essa estória de crime estadual/federal acho que dá pra criar discussão e engrossar o caldo (se for do interesse de alguém na polícia ou MP) uma vez que, pelo jeito estaríamos tratando de “quadrilhas” que incitam violência, criminalidade e que, provavelmente, lesam as contas dos clubes em conluio com dirigentes, e que não agem apenas no interior dos estádios. Advogado quando quer mesmo mexer com picuinha dá até medo.

  • 133. Titi  |  01/10/2008 às 09:29

    A ideia do texto eh boa …. mas a realidade que narra nao eh bem essa …

    Alguns fatos sao verdadeiros e outros nao!

    So que, TODOS que viram na TV ou nao estavam AO LADO da grade ESTAO com a ideia de que a torcida do Gremio que foi pra cima.

    Ao contrario do Granal dos juniores, que foi uma chuva de foguetes, nesse domingo, nao se repetiu …. Eu ja comentei … nao foram os Gremistas invadindo o espaco colorado. Primeiro que era o espaco da DIVISORIA, onde JA estavam os colorados! Foi mais pra se defender do qq outra coisa. Te digo de boa. NADA SE JUSTIFICA. Efeito bola de neve.

    “De repente a Brigada SUMIU da divisória entre as torcidas. Gremistas botaram abaixo o portão que dividia as torcidas. Gremistas invadindo o espaço colorado, que se abria como um clarão” – EQUIVOCO!!!!

    “Depois se deram conta que a água que passava o calcanhar era dos encanamentos dos banheiros demolidos logo da nossa entrada no estádio.”

    Meu, como consegui “escapar”, saindo atras das gurias que foram retiradas dali, pude ver isso dos banheiros. Foram quebrados SO (nao justifca nada, repito) DEPOIS do jogo. Eu fiquei sentado na catraca, ate nos liberarem, e ouvia o barulho da agua nitidamente, mas isso aconteceu apos as 21 hs.

    Nao gosto do Cacalo, mas ele se retratou ja … e alegou que nao era esse o contexto da frase. nao ouvi e nao sei se era.

    No resto eu concordo em tudo! com as minhas ressalvas de quem SEMPRE vai ao Beira-rio e nao pra fazer confusao! Ja vivi coisas piores, ja vivi coisas melhores … o meu “maior” problema foi ter que cuidar de 3 minas e uns moleques (desacompanhados) que apareceram apavorados por la.

    Mas nao acho a solucao correta a torcida unica … E aquela historia da teoria da “ocupacao”. Os “de bem” saindo estao cedenco seu espaco pros “do tumulto”, mas …. o MEDO domina tudo e todos, com razao.

    Relato de quem tava ao lado da Grade. Ontem ainda minha guria me falou a mesma coisa. Confio mais nela do que em mim.

    Acho que a solucao eh aumentar o numero de torcedores visitantes …. nao gosto de solucoes radicias.

  • 134. Luís Felipe  |  01/10/2008 às 09:31

    o futebol agradece.

    se o que foi descrito nesse texto é futebol, eu desisto.

  • 135. Eduardo  |  01/10/2008 às 10:15

    Concordo com o texto, sou colorado e sempre fui a grenal no olimpico, só q no primeiro grenal da final do gauchão de 2006 (0x0) a barra pesou, ter q sair e entrar no estádio com a camiseta escondida, levar pedrada os 90 minutos, ter q ficar se cuidadndo de tocaias na hora da saída, caraio, isso é pro indiana jones, não pra mim, grenal agora só no bera ou no ppv…

  • 136. Luís Felipe  |  01/10/2008 às 10:21

    onde tu tava, Eduardo?

    eu fui nesse grenal e não vi nada disso.

  • 137. Álisson  |  01/10/2008 às 10:30

    O Cacalo se retratou da forma mais covarde e ridícula possível.
    Igual político pêgo em escuta telefônica. “Não era bem isso que eu estava querendo dizer, eu sou contra a violência”.

    Contra a violencia todo mundo é. Só que na hora de agir é flauta que botaram pra correr, instinto de sobrevivência e o caraleo.

    O problema é um acúmulo de animalidades. A brigada é muito despreparada. Eu, particularmente, sou a favor de que as duas direções parassem de roubar um pouco, se unissem, e criassem uma equipe de segurança conjunta.

    Esses “agentes” seriam treinados juntos, pagos pelos dois clubes, e seriam escalados em AMBOS os estádios, se revezando entre um e outro.

    Não seriam de nenhum dos clubes, seriam dos dois. Treinados para tratar de forma IGUAL ambas as torcidas. Porderiam dispensar a brigada, ou ao menos, diminuir consideravelmente seu efetivo.

  • 138. fino  |  01/10/2008 às 10:51

    #132 Titi

    Eu não inventei nada disso. O lance dos banheiros não aconteceu SÓ depois… pode ter acontecido depois também… mas quando eu tava entrando no estádio teve neguinho que passou correndo pro mim e foi direto quebrar os banheiros.

    E o lance da Brigada “sumir” não significa que não tenha ficado nenhum brigadiano ali… mas ficaram em número insuficiente pra impedir a derrubada das grades (nessa hora tinha meia dúzia de brigadiano ali só) e na hora em que tentaram invadir teve SÓ UM que fez frente à torcida..

    Não tenho motivo algum pra inventar o que relatei

  • 139. rodrigoluiz  |  01/10/2008 às 10:54

    gostaria de salientar a parte do pré-jogo descrita pelo fino.
    ele comenta que mesmo antes do deslocamento já presenciou imbecilidades. creio que também seria necessário, em caso de torcida única no estádio, um monitoramento do, digamos, “principal local de concentração” da torcida adversária. com diversas ações da mídia para divulgação para que a população não passe pelas imediações dos mesmos.
    antes do grenal, pela gaúcha, só ouvi em um mísero momento um repórter pedir para que os colorados não passasem pelas imediações do olímpico, e isso só aconteceu por que ele ouviu um relato de que um carro havia sido alvejado (graças a deus, sem vítimas).

    e, de fato, fiquei abismado ao perceber que acima do reservado da torcida do grêmio não haviam divisórias. custei muito a acreditar, já prevendo o pior.

  • 140. Gralha  |  01/10/2008 às 10:57

    Comprem pay-per-view e fiquem em casa atualizando seus blogs….. o futebol agradece.

    ADEUS!

    Comentário mais estúpido da história do blog.

  • 141. Gralha  |  01/10/2008 às 10:58

    fino, quando eu entrei no estádio vi uns 2 caras que tiraram a chave do bolso e começaram a quebrar TODAS as lampadas e indicadores de saída de emergência possíveis.

  • 142. anonimo  |  01/10/2008 às 11:04

    o comentario 130 foi o comentario mais imbecil da historia desse blog.

  • 143. Serramalte Extra  |  01/10/2008 às 11:10

    Fino, não tinha polícia na hora que derrubaram a grade.

  • 144. dante  |  01/10/2008 às 11:20

    “Comprem pay-per-view e fiquem em casa atualizando seus blogs….. o futebol agradece.”

    falou o beto borracho, da geral.

    então tá, né.

  • 145. Junior  |  01/10/2008 às 11:27

    Beto, espero que o teu comentário (post 130) seja uma ironia. O futebol agradecerá quando as famílias, as crianças, mulheres e os velhinhos “comedores de amendoim” puderem assistir tranqüilamente a um clássico.
    Serramalte (post 102), infelizmente até no estádio do dono da casa está ficando perigoso assistir Gre-Nal. Domingo soube de um senhor atingido na perna e de uma menina atingida na cabeça por pedras. Ambos estavam na torcida colorada e cometeram o grave erro de prestar atenção somente no jogo e não repararam que pedras estavam vindo em sua direção. Por isso, desde o episódio dos banheiros químicos não vou mais em Gre-Nais, mesmo no Beira-Rio, estádio que freqüento constantemente desde a infância.

  • 146. Lila  |  01/10/2008 às 11:27

    Beto, o que o futebol tem a ver com macheza de torcida? Aliás, por que, mesmo, que EU que vou a jogo pra VER O JOGO e incentivar meu time tenho que ficar em casa enquanto um bando de babaquinha que só quer se atracar selvagemente com outros babaquinhas tão lá, belos e faceiros? Por que eles têm mais direitos do que eu?

  • 147. natusch  |  01/10/2008 às 11:33

    “Comprem pay-per-view e fiquem em casa atualizando seus blogs….. o futebol agradece.

    ADEUS!”

    Tem gente que deve ganhar cinqüenta centavos para cada vez que fala merda, não é possível.

  • 148. anonimo  |  01/10/2008 às 11:43

    se o comentario 130 nao foi IRONICO, eh por causa de gente com a cabeca q nem a desse beto borracho q tem essa merda toda nas torcidas…
    gente igualzinha…

    mas, ainda ESPERAMOS q tenha sido uma ironia…

  • 149. Negrotcho  |  01/10/2008 às 11:44

    Galera, achei o texto muito bom. E é lamentável o ponto em que chegamos. Sou do tempo em que eu saía do Beira-Rio lado a lado com a torcida do Grêmio. Na final do Gaucão de 2006, me botei contra minha própria torcida, pois eles iriam matar um gremista que “ousou” passar de moto na saida do Beira-Rio.

    Tomei a liberdade de trazer a vocês uma idéia que achei muito boa. O autor dela é o Louis, criador do Blog Vermelho:

    “… repito uma sugestão do passado aqui para as diretorias do Inter e do Grêmio. Abram um pequeno espaço no estadio em um Grenal para digamos 50 BEM SELECIONADOS torcedores do Grêmio e do Inter, para sentarem juntos, tranquilamente e sem brigas. Escolhem familias e amigos/amigas, pessoas responsaveis. Acho que da pra achar 25 Colorados e 25 Gremistas em porto Alegre que sabem agir responsavilmente num estadio!

    Filmam eles tudo la juntos (com certeza a imprensa iria documentar) vendo o jogo tranquilamente. Isso já acontece fora do estadio em casas espalhados pelo RS, porque não no estadio? As pessoas viram monstros no estadio? Acredito que não, acho que são poucos que querem brigar realmente o resto entra na onda porque tão ali separados como animais do resto e ai fica aquela “mob mentality”.

    Não adianta SÓ ficar fazendo promoção a paz com camiseta e jogador antes de Grenal, tem que ir alem. Tem que dar EXEMPLO DENTRO DO ESTADIO!”

    E tem mais! PORQUE ESSA PALHAÇADA DE O GRÊMIO NÃO ENTRAR JUNTO COM O INTER, LADO A LADO???(vice-versa) Acho que o Tricolor tinha que levar suas crianças no campo tb! E que todos entrassem juntos. Os exemplos tem que vir das instituições tb. O cara que senta nas cadeiras de comando dos nossos clubes têm que ter posturas mais maduras e responsáveis.

    Domingo fiquei preocupado pracaralho, pois sabia que dois brothers de longa data (titi e serramalte) estavam naquela loucura!

    Temos que salvar o NOSSO clássico!

  • 150. Álisson  |  01/10/2008 às 11:52

    Negrotcho,

    Eu (colorado) e a minha noiva (gremista), estariamos dentro dessa idéia, sem dúvida!

  • 151. Negrotcho  |  01/10/2008 às 12:10

    Cara…

    Sou mais que parceiro! Acredito que um movimento desses jamais vá partir das instituições. Isso tem que partir da torcida! De nós!

    Esse movimento tinha que começar em jogos pequenos (finais de juvenis, juniores, etc.) e ir crescendo gradativamente. Tem que mobilizar os coroas que levam seus filhos para as escolinhas dos dois clubes. A gente tem que doutrinar a nova geração e com o tempo tentar controlar e afastar os que perderam a noção do que é o futebol.
    Acho que é aqui nessas discussões que acharemos a solução, pois amamos o Grenal , o futebol e acima de tudo, nossas famílias e amigos.

    temos que retomar o que é nosso

  • 152. Rômulo Arbo Menna  |  01/10/2008 às 12:36

    só para mim aparece aqui q o post do beto borracho é o 131?
    e eeste comentário foi uma pedrada

  • 153. vicente  |  01/10/2008 às 12:47

    gilson: o problema é que é uma questão de divisão de competência. se a PF fizer o trabalho da PC, não vai dar em nada, o “investigado” vai se livrar depois. teria que ser a PC, que não tem material pra n-a-d-a (já vi delegacia da PC ameaçando “parar as máquinas” pq não estava recebendo nem cartucho pra impressora).

    eduardo: esse tb foi o último grenal que eu fui no olímpico. na chegada, o meu ônibus (um daqueles “futebol” que sai do mercado) foi apedrejado. mas em dia de grenal (ou em jogo que acaba “quente”), eu não uso na volta camiseta do inter nem se o jogo é no beira-rio. nesse último, todos os caras que desceram comigo do metrô, com camiseta do inter, foram revistados pela PM em algum trecho do caminho da estação até a minha casa.

    e em 2007, no último jogo do inter na libertadores, a NI começou um quebra-quebra no metrô. os PM que entravam não iam me perguntar se eu estava com eles ou não — eu ia levar no lombo só por ser colorado no meio de um monte de arruaceiro. isso se os próprios caras da NI não encrencassem comigo pq eu não tava batendo em nada.

  • 154. douglasceconello  |  01/10/2008 às 13:22

    Eu fui dos que presenciou estádio dividido com 1/3 reservado aos visitantes. O espaço destinado ia, no mínimo de uma linha da intermediária até o outro lado do campo, passando por trás do gol. Isto na metade dos anos 90. Certa vez, em 1993, estava parado esperando o ônibus para ir a um clássico no Olímpico, com a camisa do Inter. Um carro cheio de gremistas parou. Adivinhem o que eles fizeram? Me deram carona até o estádio.

    Mas mesmo depois, no final dos 90 e início dos 2000, era possível conviver. Em um Gre-Nal de 2001, amigos gremistas e eu tomamos ums boas cervejas antes do clássico, devidamente fardados, em frente ao Beira-Rio. Gremistas e colorados ainda chegavam juntos ao campo. Um amigo meu inclusive deixou de tomar ceva porque estava trovando uma gremista. dasfhisduhf

    Acho que deveria ser feita a seguinte relação: brigou no estádio, vai preso; quebrou, é responsabilizado. Acho uma imbecilidade descomunal aquela música de “vou matar um puto tricolor” da Popular e não creio que a Geral consiga se desvincular do racismo enquanto alguns integrantes usarem camisas do Di Canio. Por mim, que as duas acabassem hoje.

    E o Cacalo que não se faça de leitão. A frase dele não precisa ser contextualizada. Debatiam o Gre-Nal, o Kenny Braga fez uma piada e ele saiu com: “É, mais ontem foram vinte mil correndo de três mil [risos]. DE NOVO. E na casa deles [mais risos]”. Não precisa contextualizar uma MERDA dessas.

  • 155. Gustavo  |  01/10/2008 às 13:29

    Fino, assino embaixo.
    Tomara que esses “de fé” se matem logo de uma vez.

  • 156. rodrigoluiz  |  01/10/2008 às 13:29

    cacalo disse isso buscando apoio da torcida gremista para seu candidato nas eleições, aposto

  • 157. Prestes  |  01/10/2008 às 13:38

    Pra essa frase do Cacalo nenhuma retratação é possível.

    Natusch, exagerei e continuarei exagerando. Entenda que no Grenal dos banheiros químicos um bando invadiu a área próxima aonde estava meu pai, que já enfartou e tem uma válvula em uma artéria do coração. Minha prima tava lá, assim como um bando mulheres e senhores. Melhor eu me passar no combate à Geral, do que matarem minha família.

  • 158. Prestes  |  01/10/2008 às 13:42

    Nazista prum cara que podia ter matado meu pai é elogio.

  • 159. Cassol  |  01/10/2008 às 13:43

    Acho uma imbecilidade descomunal aquela música de “vou matar um puto tricolor” da Popular

    E a direção do Inter bota essa música no sistema de som do Beira-Rio, baixando a música bem neste trecho, como se fosse a coisa mais legal a se dizer.

  • 160. Rômulo Arbo Menna  |  01/10/2008 às 13:45

    Aí está. Pega o Prestes, que tá com esse pensamento por alguma CAUSA, e coloca uma pitada de porralouquice daqueles imbecis de que estamos falando e o negócio nunca vai acabar.

    vcs já viram O REINO? de 2007, vale a pena

  • 161. dante  |  01/10/2008 às 13:53

    bá, e eu achava que era “eu vou botar no cu do tricolooor…”.

    asdçlkaslçfkasçdlfklsçdk

    por isso que essas músicas são uma merda. eu é que não vou entrar no ORKUT pra saber as letras. é o hino, dale dale ô e vamu vamu inteeer e chega.

    mais do que isso é muito PARNASIANISMO pro meu gosto. koajdsaskjl

  • 162. Daniel Cassol  |  01/10/2008 às 13:54

    Hahaha, eu também achava que era “botar no cu do tricolor”. não cantava a música, mesmo assim, porque não está em minha lista de prioridades nem uma nem outra meta.

  • 163. Prestes  |  01/10/2008 às 14:00

    Não, Arbo. Quem se importa com seu pai não entra em confusão. Apesar de a vontade ser essa.

  • 164. Rômulo Arbo Menna  |  01/10/2008 às 14:26

    é o q diz a razão, concordo, Prestes.
    mas a não é a razão q tem comandado.

    E, falando nisso, te aceitei lá no orkut. [ns]

  • 165. Gralha  |  01/10/2008 às 14:32

    Tbm acho que nossa querida mídia dá um gás nisso tudo. Distribuem bandeirinhas, camisetinhas, mas tá lá na ZH e na RBS…. Grenal é guerra, é brigado (orgulho do sul), quem manda na nossa terra, etc. Todo argentino que joga aqui eles tentam arrancar deles que Gre-Nal > Boca-River, a rivalidade é maior, blá blá blá. Aí, a população geral (cabeça fraca) assimila tudo isso e leva pra arquibancada tbm. Dps, fica todo mundo com cara de tacho qdo as brigas acontecessem e os culpados são sempre os mesmos: as torcidas e a BM.

  • 166. Carlos  |  01/10/2008 às 14:43

    Beto:
    O que tu disse foi uma idiotice foda. Pelo amor de deus.

    Tomara que o grêmio perca esse campeonato MESMO.

  • 167. Prestes  |  01/10/2008 às 14:44

    Gralha, a imprensa é culpada não só por esse motivo. Ela importa o simbólico. Se as brigas de torcida saíram da Grã-Bretanha, foram à Itália, entre outros países europeus, chegaram à Argentina, depois ao Rio e SP, e só depois a estados mais periféricos como RS, PR, e até na Bahia, onde nem rivalidade existia, isso ocorreu graças à TELEVISÃO. E tudo que o loco quer quando comete um ato desses é que apareça na TV – não o seu rosto, evidentemente, mas o seu “feito”. É motivo de orgulho! É como as pichações: o dia em que a imprensa parar de mostrar as pichações dos locos na TV, vai perder muito da graça.

    O mesmo vale para as brigas. Enquanto estiverem na editoria de Esportes, e não na de polícia, mesmo querendo ajudar a imprensa atrapalha. Legitima que a briga seja entre “torcidas”, ou entre “clubes”. Quando é entre marginais e deveria estar na página de polícia. E mostra os “feitos” da torcida, para orgulho dos que participaram. Um dia depois do Grenal dos banheiros químicos. Um colega meu de trabalho mostrava orgulhoso que dava pra ver ele na TV. O sonho dele é que a Geral seja mais violenta que a torcida do River. Mas eu conheço muito bem ele e sei que na hora do vamo ver ele sai correndo. Aí se fode quem nem tá ligado na história.

  • 168. douglasceconello  |  01/10/2008 às 15:00

    Resumindo, mas sem querer diminuir o ÍMPETO dos comentários: pra aguentar (sem trema, LULA MANDOU. ashasuashusa) esse mundo de hoje só mesmo tomando uma GRANOLINHA em cada entardecer.

  • 169. Junior  |  01/10/2008 às 15:18

    Essa música da Popular que vocês citaram é de uma idiotice atroz, mas pelo que eu me lembre do jogo contra o Paraná, em que eu e meu irmão tivemos que acompanhar amigos que não são sócios e ficamos na geral do Beira-Rio, perto da popular, é uma música com letra irônica. Mas continuo achando uma idiotice cantá-la. No Brasil, gostamos de colocar a culpa sempre dos governantes, porém, por mais erros que a Secretraria de Segurança e a Brigada cometam, os culpados da violência são os dirigentes da dupla. Eles SABEM quem são os responsáveis pelas confusões, mas não fazem nada porque a Popular e a Geral rendem muitos votos nas eleições. Aliás, para felicidade da torcida colorada, a Popular não pode crescer mais, pois está limitada de um lado pela Camisa 12 (outra “entidade” que adora uma confusão) e de outro pela social. A Geral do Grêmio é mais violenta porque é maior, conseguiu se espalhar, o que não acontecerá com a Popular. A violência nos estádios do RS é diferente da violência comum, do dia-a-dia. Os integrantes da Popular e da Geral não foram empurrados para o crime pela falta de oportunidades e/ou pobreza, pois a maioria de seus integrantes são sócios de seus clubes, são pessoas de classe média, idiotas como o ex-presidente que prefiro não citar o nome e que tentou arranjar uma desculpa para a sua frase imbecil.

  • 170. Prestes  |  01/10/2008 às 15:25

    Júnior, EM TESE, nossas polícias deveriam ter setores de INTELIGÊNCIA.

    E as nossas prisões deveriam ser, digamos, mais RECEPTIVAS para com pessoas não miseráveis.

    Aí os dirigentes não teriam culpa nenhuma de nada por que esse problema não existiria.

  • 171. natusch  |  01/10/2008 às 15:38

    Prestes, se teu combate à Geral não sugerir que os gremistas têm um atavismo para a violência, por mim tudo bem, vamos até combater juntos até certo ponto. Só achei que tu carregou demais nas tintas – continuo achando, aliás. Mas enfim, discordância é da vida.

  • 172. Luís Felipe  |  01/10/2008 às 15:55

    A Geral do Grêmio é mais violenta porque é maior, conseguiu se espalhar, o que não acontecerá com a Popular.

    não é verdade. A questão do espaço físico não tem nada a ver. Na Argentina, a torcida do Nueva Chicago é uma das mais violentas do país e não ocupa mais de mil lugares no estádio.

    É preciso partir do seguinte pressuposto: a violência é inerente à barra. Toda barra vai ter problemas com a lei. Sendo assim, o que difere é a atitude do clube ou dos dirigentes.

  • 173. Junior  |  01/10/2008 às 15:57

    Prestes, os setores de inteligência das polícias deveriam preocupar-se com traficantes, quadrilhas, etc., não com torcidas de futebol. Deveria ser uma obrigação dos dirigentes expulsar e não permitir a entrada de marginais em seus respectivos estádios, que são propriedades privadas. Quando eu escrevi que os marginais da Popular e da Geral (estou me referindo aos imbecis, é lógico que boa parte dos integrantes dessas torcidas não são marginais) são oriundos da classe média não estava pensando na questão da prisão, mas ao fato de que em relação a eles, a falha não é de nenhum governo, mas da sociedade, sendo mais específico, das famílias que endossam ou fazem vista grossa ao comportamento dos seus “queridinhos”. Nenhum dos meus amigos gremistas aprovou a queima dos banheiros químicos, me pergunto qual o exemplo aqueles idotas que fizeram isso possuem em casa. Lembro que na Folha de SP de alguns meses atrás, apareceram duas fotos com “madames da sociedade” em dois dias seguidos. Na primeira, uma empregada doméstica apareceu perto da patroa, mas o seu nome não foi citado. Na segunda foto, uma cadela apareceu perto da dona, e o mais incrível, o nome da cadela foi citado. Além de olhar governo, seja qual for, precisamos perceber que a sociedade brasileira está corroída.

  • 174. Prestes  |  01/10/2008 às 15:57

    Não sugeri isso, opinei que a ideologia do Peninha/Pedro Ernesto/Alma Castelhana/Inter cagão incita a violência. Alás, foi a segunda vez que figuras históricas do Grêmio incitam a violência. Odone em 2006 e Cacalo agora.

    Tu já viste a visão de um amigo que entrou aqui para mandar a gente comprar PPV porque o “futebol agradece”, ou seja, acho que tem gente confundindo futebol-força com violência nos estádios. Eu sei que tu não é um desses, mas infelizmente isso está acontecendo. Se os caras estão intepretando mal a história do Grêmio, ok, então não sou eu que estou confundindo a história do Grêmio com violência, são alguns que se dizem torcedores do clube, e não são tão poucos assim, como o próprio imbecil do Cacalo. E se o Peninha escreve um livro dizendo que o Grêmio é o “time da desobediência civil”, isso não é preocupante? Eu acho que é. Acho que não há mera coincidência entre o florescimento dessa ideologia e a violência de uma parte que nem é tão pequena de “torcedores” do Grêmio.

    Sei que os torcedores de verdade do Grêmio ficam magoados, e acho que têm todo o direito de amar o Sandro Goiano. Só que não vou fazer média, por que acho realmente que têm que baixar a bola um pouco com essa história de “jaqueta”, de castelhano.

  • 175. Junior  |  01/10/2008 às 16:08

    “Sendo assim, o que difere é a atitude do clube ou dos dirigentes.”

    Luís Felipe, quando eu falei no tamanho das torcidas, me referi especificamente à Geral e à Popular. Pelo que eu sei, o comportamento dos dirigentes dos clubes e dos líderes das torcidas são muito parecidos. Sabes se há alguma diferença de comportamento entre os líderes da Geral e os da Popular ou entre o respectivo tratamento que a direção dos clubes oferecem?

  • 176. Luís Felipe  |  01/10/2008 às 16:46

    existe sim. No Grêmio o poder de influência da Geral é conhecido e utilizado, tanto em eleições do clube como em eventuais questões político-partidárias (candidaturas a vereador). No Inter, isso não acontece por dois motivos. O primeiro: há um grupo com poder quase inabalável no comando, ou seja, os atuais dirigentes não precisam da torcida; o segundo: a própria torcida não tem intenção de unir-se a um grupo político, mas sim fundar o seu próprio.

    A influência política da torcida, em todo lugar do mundo, faz com que determinadas atitudes da mesma sejam relevadas em prol de vantagens políticas. Uma vez que a polícia é pouco eficiente – e não poderia ser diferente, afinal, existem coisas mais importantes, e falo sério – e a pressão interna dos torcedores comuns é nula, a única forma de mudar certos tipos de relações é dentro do próprio clube.

  • 177. natusch  |  01/10/2008 às 17:02

    Para mim, o post surreal do Beto é o 131 também.

    Prestes, não tem como “baixar a bola” na questão ‘bélica’ do Grêmio, porque isso é uma coisa muito mais antiga do que tu defendes aqui. As raízes disso vêm pelo menos dos anos 40, se não ainda antes. A primeira excursão internacional, lá na metade do século passado, foi chamada “Conquista das Américas”… Não adianta, o Grêmio traz isso na sua psiquê desde sempre, e não é algo negativo de maneira nenhuma. De certo modo é até uma diferenciação do Inter, que sempre foi associado a um futebol mais tecnicamente qualificado enquanto o Grêmio era mais “tosco”, por assim dizer. A violência não nasce daí, ela usa esse aspecto como mecanismo para sua legitimação, com a conivência de dirigentes interesseiros e/ou políticos sem escrúpulos. Ou precisou desse imaginário para a Mancha Verde, para os Gaviões da Fiel ou a Torcida Independente do São Paulo? Se tu diz que ajuda, eu concordo, ajuda mesmo – mas não como causador ou catalisador, e sim como uma desculpa “histórica” para uma violência que nem sempre é futebolística – vide o exemplo escroto da Máfia Tricolor.

    O Luis Felipe está certo quando diz que a violência é parte das barras. É assim desde sempre – insisto, quando eu quase entrei na Jovem, lá pela segunda metade dos anos 90, os quebra-paus entre as próprias torcidas gremistas eram constantes e nem um pouco disfarçados. Do Inter não sei, porque nunca vivenciei o ambiente interno da torcida e dos estádios, mas duvido que seja muito diferente.

    P.S.: O Cacalo é um otário.

  • 178. mardruck  |  01/10/2008 às 17:09

    O Cacalo deveria ter sido morto quando dispensou o Dinho por telefone e forçou a saída do Emerson pra comprar o Beto Cachaça.

  • 179. natusch  |  01/10/2008 às 17:20

    Mardruck [2]

  • 180. Prestes  |  01/10/2008 às 17:33

    Natusch, eu sei que lá nos idos do Foguinho, e até o mito do Lara já mostra um pouco disso, o Grêmio já tinha um certo rótulo de futebol-força. Sei que não é causador, mas é legitimador como tu bem disseste. E, na mina opinião, amplifica sim, o papo de “alma castelhana”, este sim recente, pra mim ajuda e muito a ter eco dentro da torcida uma barra brava.

    E esse rótulo do Grêmio era bem mais a um futebol bem organizado taticamente, ressaltando o preparo físico e o aguerrimento, do que um futebol chegado a voadoras, bater em juiz, etc., goleiros que dão socos pelas costas.

  • 181. Prestes  |  01/10/2008 às 20:08

    Tá este último parágrafo foi apenas corneta.

  • 182. Natusch  |  01/10/2008 às 21:43

    Ufa.

  • 183. Qual a causa?  |  01/10/2008 às 22:07

    O site fala em chacina…

    Mudem a linguagem…

  • 184. douglasceconello  |  02/10/2008 às 00:45

    Mudaremos a linguagem, sim, meu caro COMENTADOR ESPERTINHO.

    Enquanto isto tu vai ali e REESCREVE Shakespeare. Ele também tinha passagens bastante violentas.

  • 185. Paul  |  02/10/2008 às 12:56

    Quem são “fejão” e “maninho” ?
    Confesso que depois de ler este post, ontem foi a primeira vez que prestei atenção nas faixas da popular. Tinha uma com a cara do Fernando Carvalho, e outra com esses dois aí…

  • 186. Luís Felipe  |  02/10/2008 às 13:04

    dois guris que foram assassinados em São Leopoldo, antes de um dos grenais deste ano.

  • 187. Paul  |  02/10/2008 às 13:15

    Ah, pode crer. Valeu LF.

  • 188. Anônimo  |  02/10/2008 às 22:18

    “Por mim, que as duas acabassem hoje.”

    NOOOSSA!!!! Suellen, que decisão inteligente???…

    LF concordo plenamente sobre as barras e ainda assim AS AMO.
    violência é o MODUS OPERANDI delas é só olhar para outras barras ao redor do continente

  • 189. FERN  |  02/10/2008 às 22:33

    acima fui eu

  • 190. Alberto  |  28/11/2008 às 16:24

    Sou colorado, sócio, e me atrasei no dia do Gre-Nal. Sempre fico na arquibancada superior, um pouco à esquerda do último refletor. Mas, como o estádio estava quase cheio, tive que ficar perto da torcida do Grêmio. Não posso falar da torcida do Inter, não vi ninguém atirando mijo ou pedras lá pra baixo. Haviam cordas impedindo que torcedores do Inter ficassem na “amurada”. O que foi uma decisão certa, para evitar o contato visual e tal e que algum babaca cuspisse ou fizesse coisa pior com os gremistas lá embaixo. E a brigada estava ali, cuidando para que ninguém ultrapassasse aquela linha divisória.
    Acho que quem começou a jogar pedras foi a torcida do Grêmio. Pois foi logo após o 3 ou 4 gol do Inter. Quem estava na superior, torcedores colorados, não poderiam jogar pedras, até pque a brigada estava ali, cumprindo bem seu papel. Quando vi, pedras eram atiradas lá de baixo. E, conforme o relato, não eram pedrinhas, eram pedaços de concreto. Um horror. Por sorte, elas caíam 15 metros do lugar onde eu estava, mas tive que continuar vendo o jogo com apenas um olho, enquanto com o outro cuidava se alguma pedra não vinha lá de baixo (dava tempo apenas de vê-la cruzando o “corrimão” para cair 2, 3 metros para cima). Muitas mulheres e crianças ali, portanto sei que, se algum colorado jogou pedras, não foi dali. Senão, teríamos visto. Quando um cara fez menção de jogar, todo mundo, já só preocupado com isso, esquecendo o jogo, xingou o cara. A brigada o que fez? Nada. Durante 10 minutos – cuidei no relógio – eles apenas baixaram o visor na frente do capacete e viraram de costas para o campo, como se estivessem querendo ver onde cairiam as pedras. Um absurdo. Eu e outros protestamos, perguntando o que eles fariam. E não diziam nada. Quase fui preso ao gritar com um brigadiano “cara, já que tu não vai fazer nada, me empresta o teu capacete, porra” e ele só ficou me olhando.
    Dez minutos depois, a “tropa de choque” entrou no meio da torcida do Grêmio, para acalmar as coisas. E as pedras pararam.

    Não estou julgando nem inocentando ninguém, apenas narrando o que eu presenciei. Repito, ninguém me contou isso, eu estava a 10, 15 metros à esquerda de onde “subiam” as pedras. Por sorte.

  • 191. giovani  |  27/02/2009 às 14:07

    asistir os jogos do gremio

  • 192. giovani  |  27/02/2009 às 14:08

    grêmio

  • 193. giovani  |  27/02/2009 às 14:09

    isso é muinto legal nota 10000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000

  • 194. Romeu de Cáceres - MT  |  19/04/2009 às 14:26

    SOU GAÚCHO, GREMISTA, 52 anos, assisti a inúmeros grenais, inclusive no Beira Rio, não haviam estes atuais problemas de violência.

    Não concordo com a atual postura da Brigada Militar, de todas as pessoas que tratam da segurança, por um único motivo: tratam a todos como se fossem marginais.

    O primeiro Grenal de 2009, no interior do estado, com estádio dividido, provou que se as pessoas forem tratadas com igualdade, elas irão interessar-se por bons lugares para ver o jogo, canticos, alegria no futebol, chegarão cedo, se acomodarão com calma.

    Um grenal maravilhoso, com etádio dividido meio a meio, foi a prova cabal de que a violência existe pelo fato de que quando você é tratado como animal, em um brete, animal você já é, e assim responderá.

    O problema está na organização do espetáculo, ou não?

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