A ascensão e a ascensão dos negociantes
04/09/2008 at 16:46 douglasceconello 70 comentários
Parte I – Ascensão
Desejo fazer um registro histórico do que aconteceu com o Internacional desde julho de 2004 até sua atual decadência. Minha intenção é tentar entender e explicar como o Inter chegou a Campeão da Libertadores – seu auge como time de futebol -, a Campeão Mundial – já em decadência técnica -, até chegar à situação superavitária e sem perspectivas futebolísticas de hoje, apenas vinte meses após sua maior conquista. Escolho a data de julho de 2004 para iniciar minha análise e, especificamente, o Gre-Nal do primeiro turno do Brasileiro daquele ano, pois foi ali que Fernandão estreou, marcando o Gol 1000 em Gre-Nais.
Até 2005, o Inter passou mais de quinze anos como o nono ou décimo time do país. Chegamos ao segundo lugar em 1997 e quase caímos para a segunda divisão em 1999 e em 2002, mas, em média, sempre ficávamos por detalhe fora dos oito classificados para as finais do Campeonato Brasileiro. Lembram que os gremistas diziam – com razão – que nadávamos, nadávamos e morríamos na praia? Foram muitos anos nesta situação de décimo time brasileiro. Tinha para mim que, apesar de nossa colocação do ranking da CBF, era torcedor de um time mediano. Hoje, não por coincidência, estamos na 11ª colocação.
Porém, naquele ano de 2004, o presidente Fernando Carvalho – maior criador e vilão desta história – iniciou uma pequena revolução. Tendo recebido em 2002 um clube com R$ 50 milhões em dívidas e sem jogadores, ele finalmente estava conseguindo manter os credores tranqüilos e começava a tomar atitudes anormais em uma instituição tão pacata como a nossa (e não por desejo da torcida!). Sem grande alarde, Fernando Carvalho seguiu vendendo nossas revelações jovens (Nilmar, Daniel Carvalho, etc), porém, do outro lado, principiou a montagem de uma equipe com jogadores de mais de 25 anos, com experiência na Europa e que, afinal, eram diferenciados ou, no mínimo, experientes.
A equipe que recebeu a contratação de Fernandão naquele Gre-Nal de julho de 2004 não era nada extraordinária: Clemer; Sangaletti, Wilson (Fernandão, int.) e Vinícius; Bolívar, Edinho, Marabá, Élder Granja e Alex; Rafael Sobis (Dauri, 43/2) e Danilo.
Os colorados sabem o quanto é curioso ver Bolívar na ala direita, Elder Granja no meio de campo e Alex na ala esquerda, mas era assim. Fernandão, fato hoje esquecido por muitos gaúchos, fracassara na Europa, rolando de um time francês para outro (Olimpique, Toulouse, Paris St. Germain…), mas chegou jogando demais em Porto Alegre. Seu segundo semestre de 2004 foi espetacular.
Mesmo assim, no Brasileiro de 2004, o Inter manteve sua característica de ficar lá pelo 8º e 10º lugares. Porém, ao final da temporada, quando foi desclassificado pelo Boca Juniors na Copa Sul-americana, o time-base já tinha uma cara mais reconhecível: Clemer; Wilson, Edinho e Sangaletti; Élder Granja, Marabá, Gavilán, Fernandão e Chiquinho; Rafael Sobis e Diego (Fernandão, lesionado, não jogou contra o Boca, mas era o titular; jogou Wellington).
O começo de 2005 foi o momento mais marcante para a formação do campeão da Libertadores do ano seguinte. Após complicadas negociações, trouxemos Jorge Wagner, Tinga e Índio. Seus perfis? Ora, os mesmos de Fernandão: Tinga, de 27 anos, voltava do Sporting de Lisboa onde era reserva; Jorge Wagner, também de 27 anos, fugia do gelado Lokomotiv de Moscou e Índio era o único não “europeu”, mas chegava aqui com 30 anos e com um invejável currículo no Juventude de Caxias. Naquele início daquele ano, o time mudava sua fotografia para melhor. Em maio daquele ano, vencemos – como costumávamos fazer – o Atlético-PR em Curitiba por 3 x 1 e o time já era este: Clemer; Élder Granja, Índio, Wilson e Jorge Wagner; Edinho, Gavilán, Tinga e Fernandão; Rafael Sóbis e Gustavo.
Na metade do ano, Fernando Carvalho seguiu em sua política e trouxe do México Iarley, também na faixa dos 30 anos e ex-jogador do Boca Juniors. Recebeu Perdigão e Ediglê que, se não são craques, chegaram aqui com 28 anos e muitos times da bagagem e Ricardinho, vindo do Paulista de Jundiaí, aos 29 anos. Todos experientes. Havia um projeto claro. Nossas contratações não eram de garotos, era de gente com rodagem, de jogadores que não se apavorariam com vaias ou ambientes hostis.
Observem pela escalação como a formação de nosso grande time veio não através de atletas formados no Beira-rio, mas por gente vinda de fora. Na partida em que Márcio Resende de Freitas nos roubou – e depois desculpou-se… – em São Paulo, contra o Corinthians, a formação de nossa equipe era a seguinte: Clemer; Élder Granja, Edinho, Ediglê e Alex; Gavilán, Perdigão (Márcio Mossoró), Tinga e Ricardinho (Wellington); Fernandão (Iarley) e Rafael Sobis. Jorge Wagner não jogou esta partida por estar punido.
Na virada do ano de 2005 para 2006, não precisávamos de quase nada. Era só impedir que o grupo se desfizesse. Perdemos apenas um jogador: Gavilán, para o Newell`s Old Boys de Rosário. Mesmo assim, contratamos um que mostrou-se fundamental – Fabiano Eller, 28 anos -, um que foi útil – Fabinho, 30 anos -, e o mais importante, Adriano Gabiru… Estava pronto o time.
Quando, no dia 16 de agosto de 2006, vencemos a Libertadores da América, a equipe era esta: Clemer; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Ceará, Edinho, Alex, Tinga e Jorge Wagner; Fernandão e Rafael Sóbis.
Ou seja, éramos uma equipe formada por
– Dois ex-juniores: Edinho e Sóbis;
– Sete jogadores muito bem pagos em razão de suas biografias, Clemer, Índio, Eller, Alex, Tinga, Jorge Wagner e Fernandão; e
– Dois jogadores baratos, “apostas” mesmo: Bolívar e Ceará.
Quais eram, então, os principais pontos da política de formação de grupo de Fernando Carvalho:
1. Contratações de jogadores experientes, baseadas em seu enorme conhecimento de mercado e de futebol.
2. Poucas contratações caras de jogadores jovens. E a maioria das que foram feitas não deram certo. Principais casos: Márcio Mossoró, Rentería e Leo. Apenas uma funcionou: Alex, contratado em 2003.
3. Contratos longos para lucrar na venda de jogadores. Tal política deu certo para os melhores jogadores, mas revelou-se catastrófica ao incluir um monte de “promessas” em contratos que durariam quatro ou cinco anos. Estamos pagando um monturo de ruindades até hoje. Por quê? Porque ninguém os quer, claro, e porque as multas rescisórias, que existem para beneficiar o clube, neste caso o prejudica. São contratos que serão cumpridos sem resultados até seu último dia.
4. Investimentos num Inter B e tentativas de formar jogadores no clube. Nada disso funcionou. Em média, formamos apenas um bom jogador por ano. 2004 foi o ano em que conhecemos Sóbis; 2005 foi o ano de não conhecer ninguém; em 2006 apareceu Renan como goleiro confiável; em 2007, os novos dirigentes passaram o papel de “grande estrela” a um menino de 17 anos e neste ano, novamente nada.
Ou seja, o Inter vencedor foi formado convencionalmente pela contratação jogadores bons e experientes que haviam fracassado na Europa ou que estavam em clubes menores e não através de suas divisões inferiores, cuja contribuição, ao menos recentemente, é uma espécie de mito. Quando paramos de contratar bem e seguimos vendendo, o time acabou, mesmo com um grupo de 66 profissionais que tínhamos em maio de 2007. Sim, sessenta e seis atletas contratados em maio de 2007.
Mas estou antecipando fatos. A decadência começou na gestão do próprio Fernando Carvalho, no dia 17 de agosto de 2006, um dia após a conquista da América. Faltavam 4 meses e meio para seu mandato acabar e, apesar de haver o Campeonato Mundial em dezembro, havia a necessidade de realizar lucros. Na semana que vem, veremos como pode ser rápida a destruição de uma grande equipe de futebol.
Escrito por mim — o homem, o mito, o Milton Ribeiro.
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1. mardruck | 04/09/2008 às 17:08
Baita texto.
2. Francisco Luz | 04/09/2008 às 17:13
Grande texto, Milton, e concordo com o CERNE da questão. Mas há duas incorreções:
1- O Inter foi o terceiro em 97, tanto em pontos somados quanto pelo fato de o Palmeiras ter decidido o BRÃO com o Vasco;
2- Fernandão só jogou pelo Olympique e pelo Toulouse. Nunca atuou no PSG.
No mais, como disse, concordo com tudo. Fernando Carvalho não pode passar ao largo da responsabilidade pelo time que temos hoje, assim como quase todos antes dele. Merecem crédito, quando merecem, e o PAU PURO como hoje.
3. Arbo Menna | 04/09/2008 às 17:14
hehehe, legal
espero ansioso pela DECADÊNCIA hehehe
4. dante | 04/09/2008 às 17:23
porra, arbo, vocês tão esperando isso desde 1909!
sosega vae
açsdlfkadçlsfkslçdk
5. Prestes | 04/09/2008 às 17:24
Bela análise.
Só creio que o “não estamos contratando bem” não é pelos jogadores mas pela época em que estamos contratando (julho, agosto, por duas temporadas seguidas). Guinazu, Magrão, Alvaro, Daniel, Bolívar são todos contratações da mesma linha de antes. D’Alessandro foge um pouco por ser mais estrela.
E não acho que não formamos jogadores, mas sim que os erros normais cometidos por novatos não são perdoados, o Inter queima os jovens e passa a mão na cabeça das puta véia.
6. Junior | 04/09/2008 às 17:39
Outra correção: Renan começou a jogar no time de cima em 2005. Ele chamou a atenção em 2006 porque quebrou o recorde de invencibilidade sem tomar gols, que era do Taffarel. A mesma coisa ocorreu com o Sidnei, que estreou em 2007, mas chamou a atenção nesse ano, tanto que foi vendido por uma proposta irrecusável para o seu talento. Na minha opinião, o grande erro da direção em 2008 foi a escolha do Tite como treinador. A imprensa diz que o Inter contratou um time novo no meio do campeonato, o que é uma mentira. Apenas TRÊS jogadores vieram para ser titulares: Gustavo Nery, D’Alessandro e D. Carvalho (Rosinei, Luiz Carlos, Alvaro, etc., vieram para compor o grupo). No entanto, esses 3 jogadores deveriam entrar em um time com uma base já feita, coisa que o famigerado pastor não fez. Basta observar o Flamengo, que perdeu jogadores e com isso desabou na tabela. Porém, como o Caio Jr. tem um time-base pronto, com as novas contratações, o Flamengo voltou a subir.
7. Caue | 04/09/2008 às 17:42
Mal posso esperar para a parte em que o Inter paga, em agosto, um pote de ouro por um lateral-esquerdo que não vestia chuteira desde janeiro e firma contrato até 2011 (repetindo: 2011) por um lateral-direito colombiano que estava na reserva do Grêmio.
(Sem falar no Tite, porque aí já é golpe baixo)
8. Arbo Menna | 04/09/2008 às 17:42
dante, vai pro inferno!
pronta essa…
mas ó… não tô esperando nada não pra vocês… deixa que vocês (des)esperam sozinhos…
9. Dario | 04/09/2008 às 17:45
Milton, como sempre um ótimo texto, mas vou discordar de ti em um aspecto. Nossos problemas em 2007 e 2008 me parecem claramente de falta de comando, ou seja, nos falta uma linha mais dura de administração de vestiário. Tenho a impressão que o “Pífio” botava o “pau na mesa” no vestiário e o FC era o “gentleman”. Em 2003 e 2004 nos faltava grana e por consequencia time e assim nos contentamos em ficar lá pelo meio da tabela, mas acho que nunca faltou comando, seja pelo “Pífio” no vestiário, seja pelo Muricy como técnico. Já em 2007 e 2008 eu vejo claramente uma falta de pulso no vestiário do Inter (Galo, Tite e Luigi, tropa de bananas). Me parece que a ordem está invertida, FC deve ser o presidente e o “Pífio” o cara do vestiário. Já o Luigi pode ir cortar a grama do Beira-Rio e o Tite comê-la.
10. Gustavo | 04/09/2008 às 17:45
Boa análise. Parabéns, Milton.
11. Luís Felipe | 04/09/2008 às 18:19
olha, acho que DUAS contratações não garantem exatamente uma tendência, como “jogadores fracassados na Europa”. Falo duas por que contratações técnicas mesmo foram JW e Fernandão. Tinga foi para a Europa para fugir do grenal.
explico. O Tinga estava acertado com o Internacional no final de 2003. Seria uma contratação ao estilo Batista. Aí, o Claiton, amigo de infância, abriu o jogo e disse que o Tinga viria no ano que vem. A diretoria do Grêmio começou a trabalhar para que isso não acontecesse. Então, o empresário colocou ele no Sporting, contra a vontade do treinador do clube – se não me engano, era um romeno. Por isso, Tinga teve poucas oportunidades por lá e perdeu praticamente um ano inteiro da carreira.
Mais adiante eu faço mais comentários chatos.
12. Maurício | 04/09/2008 às 18:26
Legal o comentário Milton. A torcida do Inter precisa entender melhor o que está acontecendo, até pra votar nas eleições do clube e tals.
abraço!
13. Milton Ribeiro | 04/09/2008 às 18:37
Bom, vou fazendo as correções aos erros que vcs encontrarem. Foi quase tudo de memória, exceto as escalações. Só podia aparecer problemas, mas a essência segue.
Abraços.
14. FERN | 04/09/2008 às 18:50
milton, parabéns pelo bom texto…
15. Branco | 04/09/2008 às 19:17
Não entendi direito o que tu quis dizer.
Segundo o que tu escreveu, a política de formação de grupo do Fernando Carvalho é a mesma de agora: contratação de jogadores experirentes vindos da Europa e contratos longos. A contratação de jogadores jovens e caros e a formação do Inter B foram tratados como erro.
Se a política é a mesma e os erros foram corrigidos, quais seriam as causas da decadência?
16. Beato Salu | 04/09/2008 às 20:10
3. Contratos longos para lucrar na venda de jogadores. Tal política deu certo para os melhores jogadores, mas revelou-se catastrófica ao incluir um monte de “promessas” em contratos que durariam quatro ou cinco anos. Estamos pagando um monturo de ruindades até hoje. Por quê? Porque ninguém os quer, claro, e porque as multas rescisórias, que existem para beneficiar o clube, neste caso o prejudica. São contratos que serão cumpridos sem resultados até seu último dia.
Perfeito.
Aliás, como é difícil tentar explicar isso para o torcedor-padrão.
17. Milton Ribeiro | 04/09/2008 às 20:25
Devagar, Branco. Isso é uma minissérie!
18. fino | 04/09/2008 às 20:38
Baita texto mesmo. Concordo com tudo.
Fiquei pensando agora: será que acabou o “ciclo de vitórias” do Inter? E quando falo de ciclo de vitórias, falo do acumulo de títulos “grandes”, ano pós ano, sucessivamente…
O time da final da Libertadores era UMA NAVE. Com totais condições de enfrentar, e vencer, qualquer time europeu… como o fez contra o Barcelona, com algumas modificações, que como se viu, não foram tão prejudiciais assim…
Passado isso começou a debandada… veio ainda a Recopa (se não me engano, apagando uma fogueira, pois o time não vinha bem)…
E daquele time ficaram aí, principalmente 3: Clemer, Fernandão e Iarley. O triunvirato, aquela conversa toda…
Sobrou só o CLEMERRRRRRRRRRR
Teria sido o fim da SOCIEDADE DO ANEL o início da derrocada colorada??? Tinha gente que já esbravejava contra o Fernandão, vocês devem conhecer melhor que eu…
Eu não sei… continuo RESPEITANDO, coisa que não fazia nos anos 90 por exemplo, durante o “ciclo de vitórias” azul.
Ano que vem não vai ter Libertadores no ano do centenário (grande merda), mas tem uma base boa pra montar um bom time…
E sendo gremista, tenho até hoje martelando na minha cabeça a frase do Mário Sérgio: “O Grêmio vai ficar 10 anos sem ganhar nada.”
Em que ano foi isso? No ano em que A NAVE tava pau e pau com o Corinthians…
O que me consola é que desde que o Grêmio levantou do tombo, está sempre ali beliscando alguma coisa. Uma hora vai.
19. fino | 04/09/2008 às 20:49
Putez, assisti esse video hoje: http://br.youtube.com/watch?v=WperNVQiyls
Nem lembrava disso… nos comentarios diziam que era de 1993
Mando uma PRECE pro Deus Google: buscando por briga gremio penarol 1993
E o que me aparece por primeiro???
https://impedimento.wordpress.com/2008/08/19/violencia-so-dentro-de-campo/
49. Everton Silva | 19/08/2008 at 19:48
Só tem brasileiros fugindo porque faltou o Grêmio versus Peñarol de 1993. Tem um Grêmio versus Palmeiras da semifinal da Copa do Brasil de 1996, roubalheira escancarada, em que até o Felipão esbofeteou o Luxemburgo, que também podia entrar.
COMEÇOU A DOMINAÇÃO MUNDIAL do impedimento
20. douglasceconello | 04/09/2008 às 21:03
Tenho informações tão, mas tão cabulosas sobre aspectos diretivos do Inter que me dou ao direito de não comentar agora. Quero levantar DETALHES.
21. douglasceconello | 04/09/2008 às 21:04
E, sim, Fino. Logo estaremos lançando o http://www.impedimento.org/GOOGLE.
fhudsfhasdiufhsduhfusdu
22. Flávio | 04/09/2008 às 21:20
Pois é, Milton. Os problemas, que iniciaram logo após a conquista da Libertadores, continuaram após o Mundial. Abel ficou, não tinha mesmo como sair, mas, com moral pelo títulos, se sentiu livre para dar vazão de vez a bruxice e a falta de noção. O elenco, que no Japão já era inferior ao da Libertadores, foi “reforçado” com Rafael Santos, Christian e Jean (?!)… Resultado: quebramos a cara no ruralito, o que não tem nenhuma importância, mas, fiasco-mor, fomos eliminados na 1ª fase da Libertadores, proeza até então inédita para um campeão continental. Abel saiu, veio Gallo… Gallo saiu, voltou Abel. Para mim, essa volta foi um dos maiores erros da Direção. Matou dois anos da vida do Inter. Abel não é um Telê, um Felipão. É, no máximo, o Valdyr Espinosa colorado. Abelão, neste seu retorno, foi totalmente esquizofrênico, tentando conciliar seus instintos ofensivistas com o figurino retranqueiro do futebol do Bovinão. Sem falar na bruxice, perpetuando no time titular jogadores decadentes (Fernandão, Clemer) e outros tecnicamente discutíveis (Edinho, W. Monteiro). Deu no que deu.
A torcida, sempre tão crítica na época das vacas magras, ficou anestesiada pelas conquistas de 06, e relevou uma temporada jogada fora (“2007 foi para comemorar”), esquecendo que todos os times brasileiros que foram campeões do mundo antes do Inter seguiram ganhando ou ao menos lutando por títulos importantes nos anos seguintes à conquista do mundial. Ou seja, em um ano o Inter desaprendeu a vencer. A torcida, ainda anestesiada, festejou a “Tríplice Coroa” e a Dubai Cup, entre outros embustes promovidos pela nossa Direção marqueteira. Só agora, quando vamos para o segundo ano sem títulos de verdade (e sem sequer lutar por eles) é que a ficha caiu.
O embromador Tite foi apenas a cereja no bolo.
23. Flávio | 04/09/2008 às 21:24
19. “Tem um Grêmio versus Palmeiras da semifinal da Copa do Brasil de 1996, roubalheira escancarada, em que até o Felipão esbofeteou o Luxemburgo”
O Felipão deu um empurrão (ou peitaço) no Luxemburgo quando este treinava o Flamengo, num jogo pela Copa do Brasil-95. No Grêmio x Palmeiras de 96, que teve um gol legal do Jardel anulado, foi o Luxemburgo que deu uma porrada num torcedor gremista que invadiu o campo.
24. douglasceconello | 04/09/2008 às 22:07
Bah, o Sport tá dando o famoso ARRODIÃO no Palmeiras.
25. fino | 04/09/2008 às 22:14
Edmundo foi pro gol em São Januário
26. Francisco Luz | 04/09/2008 às 22:43
Acabou o Brasileirão. Sugiro cobertura semelhante a de 2005 por este SÍTIO.
Ou seja, ignorem. askhasjk
27. Bruno Ramires | 04/09/2008 às 23:15
Sport botou na rodinha do Palmeiras.
Digo, botou o Palmeiras na rodinha.
Quem é falastrão sempre corre o risco de queimar a língua, né seu Luxa?
28. Patrick | 04/09/2008 às 23:20
Que rodada massa, e ainda teve um BÔNUS( Leão levando uma tunda na Vila). hasgahsga
DÁ-LE!!!
29. Beato Salu | 04/09/2008 às 23:22
#
20. douglasceconello | 04/09/2008 at 21:03
Tenho informações tão, mas tão cabulosas sobre aspectos diretivos do Inter que me dou ao direito de não comentar agora. Quero levantar DETALHES.
Fala ae…
30. mardruck | 04/09/2008 às 23:45
Bá, Grêmio podia perder só pela farra hahahaha
31. Ismael | 05/09/2008 às 00:19
Boa idéia mardruck…
32. guihoch | 05/09/2008 às 00:20
GREMISTAS ADVISORY: EXPLICIT CONTENT
mensagem subs
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHEUHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAJÁHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHSAHAHAHAHAHAHAHABIAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAAHAHAHAHAHAHHOCHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
ERA ERA COMO CHERADOR DE COCAINA NA BERA
ERA ERA PALMEIRA FIM DE CARREIRA
1000, NA PARADA, TOPAM, ALGUEM.
APETRECHO PARA CAVALO?, APOSTADORES DA MEGA SENA? OTIMISTA? ALIENADO?
GUIHOCH.
33. Luís Felipe | 05/09/2008 às 00:59
algumas outras considerações:
1. A política de contratos longos é questionável na forma com que estes foram realizados (tipo, Rodrigo Paulista) mas ainda não é possível avaliar qual o seu real efeito.
Danny Morais, por exemplo. Em 2007, depois de perder na corrida para ADÃO, virou um pária. Foi esquecido, virou reserva do Inter B. Acabou de titular na primeira volância no Gauchão. Pode render lucros mais adiante.
Se um Wellington (outra enganação) é vendido por 5 milhões de euros, ele já paga uma folha salarial anual inteira de renegados. Com um número maior de jogadores, o clube corre menos riscos de perder grandes promessas. Anderson, por exemplo, foi recusado pelo infantil do Inter em 2002.
Não é tão simples como o texto demonstra. Existem casos de clubes que mantêm um número altíssimo de jogadores e ganham mais do que perdem no repasse (Boca, p.ex). Existem outros clubes que mantêm um número reduzido, mas os jogadores que dão certo longe dali não devolvem ao clube o mesmo lucro que poderiam devolver (o Botafogo, por exemplo, perdia centenas de jogadores nas mãos dos empresários). Geralmente isso está diretamente ligado à falta de dinheiro.
Mais eu comento em outro lugar, daqui a pouco vão me chamar de chato e outras tantas coisas.
34. Titi | 05/09/2008 às 03:33
“A torcida, sempre tão crítica na época das vacas magras, ficou anestesiada pelas conquistas de 06, e relevou uma temporada jogada fora (“2007 foi para comemorar”), esquecendo que todos os times brasileiros que foram campeões do mundo antes do Inter seguiram ganhando ou ao menos lutando por títulos importantes nos anos seguintes à conquista do mundial. Ou seja, em um ano o Inter desaprendeu a vencer. A torcida, ainda anestesiada, festejou a “Tríplice Coroa” e a Dubai Cup, entre outros embustes promovidos pela nossa Direção marqueteira. Só agora, quando vamos para o segundo ano sem títulos de verdade (e sem sequer lutar por eles) é que a ficha caiu.
O embromador Tite foi apenas a cereja no bolo.”
Flavio, as palavras mais sensatas que ja “li” na vida!!!! Tiro o chapeu.
35. Anônimo | 05/09/2008 às 07:16
tudo que desanca o Internacional leva o nome de “sensatez”.
36. Guilherme | 05/09/2008 às 07:41
Eu vejo essa como uma política eterna do Inter, inclusive esse ano, que bem por isso QUASE* nunca dá certo.
Na minha opinão, o Grêmio quando respeita a sua história, tem sempre uns 4 jogadores da base. Uma idéia que eu simpatizo bem mais.
Olhem o Carioca, Magrão, Léo e até o Pico esse ano. Volta pra Eduardo Costa, Tinga e Polga e mais ainda pra Danrlei, Roger, Carlos Miguel, Emerson e Arílson.
*exceção feita ao descabido ano de 2006.
37. Flávio | 05/09/2008 às 08:23
Errata [22]: Faltaram duas crases, linhas 3 e 4…
38. guihoch (BAH VERSION) | 05/09/2008 às 08:45
uqe nem analfabeto que fala e diz:
mIN TER um time muito ruin.
INTER OU NÃOINTER, EIS A CONSOLAÇÃO!
BAH, esta matou o puliça, discurpa, ta.
guihoch!
Lila, vou ao RIO, ficarei no HOTEL OURO VERDE, LEME, VAMOS TOMAR UM CHOPP NO SINDICATO? DO CHOPP NÉ?, ALI NO LEME TAMBEM?
quem sabe vc vira GREMISTA pra mim?
39. Anônimo | 05/09/2008 às 10:20
36. “Olhem o Carioca, Magrão, Léo e até o Pico esse ano. Volta pra Eduardo Costa, Tinga e Polga e mais ainda pra Danrlei, Roger, Carlos Miguel, Emerson e Arílson.”
O Arílson era reserva do Esportivo. Foi contratado.
40. Flávio | 05/09/2008 às 10:35
Dos titulares do Grêmio vice da América ano passado, acho que somente o Carlos Eduardo era prata da casa (Lucas jogou poucas partidas).
41. Luís Felipe | 05/09/2008 às 10:50
na real, acho que o problema maior é a falta de uma avaliação técnica mais aprimorada dos jogadores necessários.
Em 2005 o Inter buscou atletas com o perfil e o estilo de jogo do Muricy, à exceção do Jorge Wagner – que por isso, virou ala esquerda. Eram atletas fortes e velozes, em sua maioria. Não havia jogadores de articulação, pessoas que paravam a bola, cadenciavam o jogo, por que Muricy não gostava de jogar assim.
A imprensa e a torcida não gostavam muito disso. No primeiro semestre, exigiam um 4-4-2 com Edinho, Tinga, Jorge Wagner e Fernandão, um meio campo claramente ofensivo e cadenciado. No segundo semestre, exigiam Tinga e Perdigão no meio campo, para o desespero do Muricy. Por isso – e pela arrogância – ele foi chamado de burro. Queria impor um estilo de jogo que não condizia com aquilo que agradava aos torcedores. Devido à coerência, entretanto, quase foi campeão brasileiro.
Abel fez a mesma coisa a partir de maio de 2006, quando começou com os treinos alemães em dois turnos. Ele queria instaurar o estilo de jogo cadenciado e ofensivo que sempre lhe foi característico e esteve perto de fracassar – mudou para um estilo pragmático e usuário da ligação direta, dos contra-ataques em velocidade, mais acostumado com Muricy.
Desde 2007, o Inter não tem um estilo definido. Esteve muito perto de fazer isso em dois momentos, com Gallo e Abel. Com Gallo, a idéia era fazer um time que valorizasse a posse de bola para dar segurança à defesa. Os problemas de vestiário e de preparação física o afogaram. Abel, no início do ano, criou um time trabalhando para Alex como enganche, e chegou inclusive a construir alternativas pelo lado direito, com Bustos e Andrezinho. Com os dólares árabes na cabeça, a coerência se perdeu. E até agora não se encontrou.
Acho que uma idéia coerente de time que resista às pressões externas é fundamental para o time obter sucesso. Tite já demonstrou que é incapaz de conseguir isso.
42. Prestes | 05/09/2008 às 11:26
36. Guilherme | 05/09/2008 at 07:41
Na minha opinão, o Grêmio quando respeita a sua história, tem sempre uns 4 jogadores da base. Uma idéia que eu simpatizo bem mais.
Tchê, esse time do Grêmio é igualzinho ao do Inter de 2000. Tinha Lúcio, Rochemback, Leandro Guerreiro e Diogo Rincón. Quatro da base, inclusive um baita zagueiro e a dupla de volantes. O resto eram refugos.
A diferença é que este ano não tem times como o Cruzeiro, Vasco e São Caetano na época. O próprio time do Grêmio era bem melhor em 2000 do que é hoje.
43. Titi | 05/09/2008 às 11:32
Anonimo da patrulha.
Patrulha ja eh foda … anonimo ainda = AMARGURA TOTAL
44. Guilherme | 05/09/2008 às 12:06
1) O que o Inter de 2000 ganhou?
2) Esses da base, não importa se foram trazidos com 17 ou com 12, o importante é que vem dos juniores. O Arílson não era profissional antes de vir.
3) O Grêmio de 2000 era um lixo completo. Paulo Nunes, Amato, Astrada, Nenê… Tinha alguns poucos que se salvaram e fizeram o time de 2001, junto com os guris da base.
4) Vice da libertadores e nada é a mesma coisa. Eu tava falando dos times vencedores.
45. Prestes | 05/09/2008 às 12:11
O que o Grêmio de 2008 ganhou?
46. Guilherme | 05/09/2008 às 12:12
Não acabou o ano ainda Prestes.
Wait and see…
47. Prestes | 05/09/2008 às 12:15
Atente-se para os tempos verbais.
48. Guilherme | 05/09/2008 às 12:22
É que eu sou da turma do “Já ganhou”.
49. Prestes | 05/09/2008 às 12:40
ah, bom
50. Branco | 05/09/2008 às 13:07
Então tá Milton
Vou esperar pelos capítulos finais da minissérie.
51. dante | 05/09/2008 às 14:19
“Não acabou o ano ainda Prestes”.
“É que eu sou da turma do ‘Já ganhou’”.
sentido? ná.
52. Prestes | 05/09/2008 às 14:43
saiuugighghigdhifh
53. Vinicius | 05/09/2008 às 20:33
Não consigo aceitar o Rentería entre os que “não deram certo”. Nem tenta justificar.
54. Prestes | 05/09/2008 às 21:04
Assino embaixo.
55. douglasceconello | 06/09/2008 às 01:26
Porra!
Não tivesse nosso AMADO SACI e nem a Libertaodres teríamos vencido.
Maldito DESTINO filho de um ZEBU que fez com que ele se lesionasse e não fosse ao Mundial. Certamente teria feito o gol no lugar do Gabiru e ACARCADO o Valdéz. sdhfsudfhsdufsdf
56. Luís Felipe | 06/09/2008 às 12:22
aquele gol ele não faria, Douglas.
mas um minuto depois ele sairia correndo pelo lado esquerdo, daria dois cortes no Belletti, uma janelinha no Puyol e meteria um balaço no ângulo oposto do goleiro.
lembre-se que ele só fazia os gols difíceis.
57. Hélio Sassen Paz | 06/09/2008 às 17:03
Sensacional! Parabéns pela brilhante análise! 🙂
[]’s,
Hélio
58. Ernesto | 07/09/2008 às 00:59
Deixa claro quem fez a dívida de 50 milhões.
Com certeza nao foi a gestão de 2000/2001. Pq aquela ainda vendeu o Rockenbach e o Lucio pra saldar essa dívida, que era maior ainda.
E em 2000/2001 nunca houve problema de segundona.
Faltou dizer também que Carvalho sempre pautou suas contratações em ex-gremistas e medalhões (Junior Baiano, Carlos Miguel)
Faltou dizer que naquele 2004 do gre-nal do gol 1000 o técnico era o JOEL.
Faltou dizer que Fernando carvalho foi diretor na época do Zachia, em 1997. Ou seja, é um OTOMANO, não a toa quase levou o colorado à segundona, a praxe desse EIXO DO MAL QUE TOMOU DE ASSALTO O BEIRA-RIO NA DECADA PASSADA.
59. Ernesto | 07/09/2008 às 01:06
E aqui ó, vamos ser realistas. Ficar reclamando do roubo de 2005 é rídiculo. Isso é erro de arbitragem.
É a mesma coisa que aconteceu nas oitavas da Libertadores de 2006, contra o Nacional aqui. Um 0 x 0 que era pra ter sido 2 pros castilhanos. O juizão deu uma mão. O cara entrou antes da zaga e o juiz marcou impedimento. Depois, o GOLEIRO DA GUARDA POPULAR E DO CECONELLO foi pegar a pelota e largou no pé do castilhano, e o juiz apitou e enxergou irregularidade que só ele viu.
Então velho, tá faltando lucidez.
60. Ernesto | 07/09/2008 às 01:09
“A imprensa e a torcida não gostavam muito disso. No primeiro semestre, exigiam um 4-4-2 com Edinho, Tinga, Jorge Wagner e Fernandão, um meio campo claramente ofensivo e cadenciado. No segundo semestre, exigiam Tinga e Perdigão no meio campo, para o desespero do Muricy”
Os resultados exigiam Perdigão. Com ele havia cadência, bom toque de bola, e passes precisos. Principalmente em 2005. Com ele o Inter nunca perdia. Tanto que perdeu quando ele não estava ( Paraná, Juventude, Boca na bombonera, pq aqui ele jogou e o inter ganhou.)
61. Ernesto | 07/09/2008 às 01:13
Aliás, quero ver se nos próximos capítulos, abordagens serão feitas sobre essa torcida de diretoria, que em 2000/01 fazia portão 8 todos os jogos, e atualmente aparece na cancha com faixa de dirigente.
Esse é um dos problemas que lastimam o Inter. Uma torcidinha que fica atrás do gol e se acha mais colorada que todos os outros pq copia a Geral do Gremio.
Quero ver o que o “mito” irá falar sobre isso. Com certeza vai falar contra o que eu estou dizendo aqui.
62. Beato Salu | 07/09/2008 às 01:19
Ernesto em chamas.
63. Luís Felipe | 07/09/2008 às 03:11
ernesto,
Sobre Perdigão, isso é o que o Wianey dizia. Mas não era bem assim.
O Perdigão jogou algumas partidas antes do Inter começar a arrancada final e não foi muito bem. Foi para o banco. Depois, ele começou a ir bem por um detalhe simples: era o único jogador com características de articulador no time inteiro. Volta e meia o Inter pegava retrancas (Brasiliense, lembra?) e o “água mole em pedra dura” do Muricy angustiava a torcida.
Na partida contra o Juventude, e eu estava lá (pior jogo que eu já fui) o Perdigão atuou ao lado do Tinga, não foi bem. Lembro que o Muricy insistiu sistematicamente nisso, por que a torcida e a imprensa exigiam, e ele insistia em dizer que não dava.
Mas não é nem sobre isso o tema. Eu gostava do Perdigão.
O problema é que se Tite fosse o treinador do Inter naquela época, ele colocaria o Perdigão, mudaria todo o estilo de jogo, o time teria um mau resultado, ele tiraria o Perdigão do time, e no próximo mau resultado colocaria de novo. O Tite não tem a coerência do Muricy, entende?
64. Ernesto | 07/09/2008 às 04:02
MAs o Luis, nao disse que o Muricy era mal treinador. Concordo contigo nisso.
Inclusive, estão falando nele para 2009, ans atuais circunstâncias, um excelente nome.
Sem contar que tem pulso firme e comando de vestiário. Coisa que falta para o Pastor.
MAs naquele do Juventude, ele tirou o Perdigão? Eu pensava que nem tivesse colocado o Perdiga. Bueno, abraço.
65. Luís Felipe | 07/09/2008 às 13:16
tu tem razão, agora fui conferir, o Perdigão não jogou aquela partida.
o Perdigão jogou na partida anterior, contra o São Caetano, e não foi bem.
66. Luís Felipe | 07/09/2008 às 13:19
aí colocaram a culpa da derrota na falta do Perdigão, quando na verdade ela se deu em circunstâncias bem diversas – dois gols nos últimos 10 minutos, Edinho recuado sem nenhum sentido – e daí na coletiva o Muricy descascou os repórteres dizendo que Perdigas e Tinga não podiam jogar juntos.
só para corrigir o que eu disse.
67. Junior | 07/09/2008 às 17:01
“E aqui ó, vamos ser realistas. Ficar reclamando do roubo de 2005 é rídiculo. Isso é erro de arbitragem.”
Ernesto, o erro de arbitragem no lance do Tinga foi apenas a cereja do bolo (by André Krieger). O motivo da reclamação sobre o campeonato de 2005 é a absurda anulação dos 11 jogos. Uma decisão inédita no mundo e que foi totalmente incoerente, já que o mesmo STJD não anulou os jogos da Série B em que o Danelon (acho que é esse o nome do árbitro) apitou.
“Faltou dizer também que Carvalho sempre pautou suas contratações em ex-gremistas e medalhões (Junior Baiano, Carlos Miguel)”
Ernesto, quem lê essa tua frase tem a impressão de que o F. Carvalho só contratou jogadores em final de carreira ou que passaram pelo Grêmio. Sinceramente, no dia 16/08/2006 não lembrei que o Tinga e o Paulo Paixão trabalharam no Grêmio. Aliás, se o Carvalho contratar o Lucas e/ou outros ex-gremistas bons de bola, não vou me importar. Radicalismo é ruim em política partidária, e é ruim em qualquer coisa, melhor deixá-lo de lado e torcer pelo Internacional.
68. Prestes | 07/09/2008 às 19:14
Ernesto, só uma coisa, o segundo gol do Nacional foi bem anulado. Sem querer, mas foi. Houve impedimento, embora o juiz tenha inventado uma falta.
69. Luís Felipe | 07/09/2008 às 19:18
e outra…o Inter jogou mal aquela partida pq estava de sangue doce, devido ao bom resultado em Montevidéu.
as coisas seriam BEM diferentes se o primeiro gol fosse validado como deveria ser. O time do Inter era muito melhor, tinha tudo pra virar o jogo.
70. Prestes | 07/09/2008 às 19:29
Esse vídeo não me deixa mentir. O camisa nove do Nacional chuta a bola que o Clemer largou e não há ninguém do Internacional – nem sequer o goleiro – à frente do jogador que chuta pro gol.