Relicário das pequenas extravagâncias

25/06/2008 at 00:28 71 comentários

Ando meio enjoado com o noticiário esportivo e com as coisas que envolvem o futebol. Preciso fazer um esforço sobrehumano para acompanhar o que anda acontecendo. E geralmente são sempre as mesmas notinhas irrelevantes, textos sem graça sobre os jogos, “Gre-Nal tem favorito?” e “Josivaldinho apresenta seu novo corte de cabelo”. Isto não significa que tenha desistido de ver jogos ou tenha deslocado o futebol na minha linha de interesses. Ele continua ocupando a posição de um dos principais artistas populares na “douglopédia” dos passatempos mais atraentes.

Assisto a todos os jogos que posso – e não são muitos, admito – esperando pelo que de melhor pode acontecer – o golaço, a defesa monumental, o atacante tropeçando na bola, os laterais se chocando contra as placas de publicidade. Tento assistir com a maior das inocências, procurando manter o futebol envolto em suas mais cara qualidades – emocionar, divertir, gerar sentimentos contraditórios. Seja numa Copa Libertadores ou na várzea. Como diria o Dylan Thomas, “a bola que lancei quando brincava no parque ainda não tocou o chão”.

Cada vez mais, o inventário de alegria e ensinamentos do futebol está presente. E, por algum motivo misterioso, tenho pautado meu comportamento por sentenças e vivências infalíveis, de alguma forma ligadas ao balompié. Depois daquele jogo memorável em que o Inter eliminou o Paraná, cheguei em casa vitimado por uma alegria demente, uma euforia quase autista, ainda que amassado pelo cansaço monstruoso.

A vitória ORGÁSMICA havia sido a consagração de um dia canino. Além do trabalho, andava alucinado em busca de MORADIA. E aquela jornada estava encerrando-se de forma DULCÍSSIMA. Era uma da madrugada e assim encontrava-se meu estado de espírito quando meu pai se aproximou para comentar sobre o jogo, como sempre faz. Lá pelas tantas, ele advertiu: “Só estamos com um probleminha”. Então me comunicou que um motociclista que bateu no meu carro há um ano havia me acionado na Justiça. Falando isto, me quebrou as pernas. Que alegria de pobre e de colorado dura pouco, eu já sabia plenamente, mas o EPITÁFIO não precisava se manifestar de forma tão oportunista.

Observando meu crescente abatimento, não tardou em emendar, sempre com seu habitual ponto de exclamação verbalizado: “Olha, isto a gente tira de letra. Hoje NADA importa. Hoje só o que importa é o Colorado”. Dali em diante, percebi que ele havia sido iluminado por um momento de extrema pertinência. E me dei conta que a frase pode se encaixar em qualquer momento delicado. Sendo que o “Colorado” não se refere necessariamente ao clube, mas sim à tendência a um desfecho certamente não triste, a tudo que persevera. E assim, quando algo me transtorna, eu repito baixinho a frase. Numa reunião de trabalho, no trânsito, em qualquer lugar. Virou uma imposição EXISTENCIAL.

Dia destes, também estropiado, estava deitado, planejando minimanente o que faria a partir do momento em que o rádio despertasse com sua explosão de euforia jornalística. As costas estavam quebradas, os músculos manifestavam-se de forma a mostrar seu persistente desprezo por qualquer atividade física. Lá pelas tantas, assim, sem critério aparente, me vem à cabeça uma frase do Manga, logo após a final contra o Cruzeiro em 1975. “Falei pra Minelli. Me voy arrebentado mesmo”. Em seu peculiar dialeto, o arqueiro referia-se a uma distensão na coxa, que por pouco não o tirou do jogo final. E também a partir daí passei a pensar: se Manga foi, por que eu não vou também? E me vou por aí arrebentado, tentando combater os NELINHOS que me bombardeiam na árdua competição organizada pela Federação Douglista da Batalha Cotidiana.

Ao mesmo tempo que o noticiário me irrita e as maracutaias me enojam, minha mais nova tendência é pautar meu comportamento pelo fabulário do futebol – o jogo, não o negócio. E esta é uma espécie de declaração de comprometimento com o futebol, expressa com esquizofrenia, ternura e alguns palavrões bem cabeludos. Só espero que as câmeras de TV não me usem para fazer leitura labial. Mas, por enquanto, tudo o que importa é o Colorado. E me voy arrebentado mesmo.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Entry filed under: Colunas.

Defensor a um ponto do título Compromisso para a gente de bem

71 Comentários Add your own

  • 1. Paul  |  25/06/2008 às 00:43

    Bah.
    Sem mais,
    Paul

  • 2. tiagón  |  25/06/2008 às 01:04

    minha aproximação ao Impedimento = “ando meio enjoado com o noticiário esportivo”.

    tônico reavivante ao amigo: cobertura da cadena/ser para os pênaltis entre Espanha x Itália.

  • 3. izabel  |  25/06/2008 às 01:21

    noooooossa, douglas.
    acho que esse foi o melhor até hoje.
    cara, você tem MUITO talento.

  • 4. Gustavo  |  25/06/2008 às 08:27

    Parabéns, Douglas. Tu te superas.

  • 5. Gustavo  |  25/06/2008 às 08:33

    Tenho uma pequena hipótese, que me surgiu agora mesmo, sobre uma possível explicação para as notinhas irrelevantes que bombardeiam as mídias, notadamente a eletrônica: o futebol, ainda que seja o maior e mais praticado esporte do mundo, não justifica atualizações minuto-a-minuto. Equipes de jornalistas e estagiários são formadas nos portais esportivos e são cobrados para gerar notícias. O resultado é essa enxurrada de mini-notícias ridículas, que tanto nos enojam.

    Não sou jornalista e nem tenho embasamento para essa hipótese. Talvez alguém com mais conhecimento da área possa confirma-la ou desmenti-la.

  • 6. Lugo  |  25/06/2008 às 08:50

    “o jogo, não o negócio”
    cuidado, Douglas, se o coronel Mendes de vocês ver isso, é capaz de tu seres acusado de ‘futebolismo político’, e ir parar na cadeia, ou, se esse Estado aí continuar nesse rumo, tu vai ganhar uma pena capital.
    Te cuida guri, te preocupe com o negócio, e deixe essa história perigosa de jogo, de fábula, pra lá.

  • 7. Beto Borracho  |  25/06/2008 às 08:53

    Deixa ver se eu entendi! Quando tu estás na merda, no fundo do poço, é só pensar no Manga que forças sobrenaturais aparecem?

    Cidade de Deus, Bené para Zé Pequeno: “porra Zé, ta na hora de tu arrumar uma namorada”.

  • 8. dante  |  25/06/2008 às 09:02

    ele não falou em “forças sobrenaturais”, BB.

    acho que douglas quer falar das forças meramente humanas que temos e não nos damos conta. ou SOBREhumanas, talvez caiba melhor.

    belo texto, ceconello. e bola pro mato.

  • 9. Beto Borracho  |  25/06/2008 às 09:12

    só estou sendo chato mesmo, o texto ta muito bom!

  • 10. Francisco Luz  |  25/06/2008 às 09:13

    Está certo, Gustavo, é isso mesmo. A ordem é que “um site não pode ficar dez minutos sem notícias”. Logo, qualquer bosta vira fato.

  • 11. Milton Ribeiro  |  25/06/2008 às 09:18

    Belo texto, Douglas.

    Quando quiseres, telefone ou escreva. Tenho experiência com motoqueiros e processos. Me ralei com um deles. É sério. Há toda uma estratégia.

  • 12. Francisco Mahfuz  |  25/06/2008 às 09:59

    Livro DJA’, Sorin.

  • 13. Daniel Cassol  |  25/06/2008 às 10:00

    Sorin! Genial a lembrança.

  • 14. joão carlos  |  25/06/2008 às 10:02

    bah, eu preciso.
    uma vez um deles quase atropelou meu cachorro.
    ele sumiu do mapa, mas vai saber. motoqueiros se MATERIALIZAM.

    qnd sai o livro do impedimento?

  • 15. André K  |  25/06/2008 às 10:08

    legal ler isso.

    dois meses atrás tinha que aguentar gremista falando “só volto ao estádio quando demitirem o Roth”.

    não é por aí.

    além disso quem gosta de futebol é castigado pela qualidade da imprensa esportiva

  • 16. Felipe catarina  |  25/06/2008 às 10:13

    além da internet o nível do jornalismo esportivo na TV também é absurdamente ruim – principalmente o da Redigrobo. Há muita poesia, muito sorriso e pouca informação.

  • 17. Luís Felipe  |  25/06/2008 às 10:23

    o que me mata no jornalismo esportivo – acontece também em outras áreas, mas por interesses bem maiores- é o hábito irritante de moldar fatos a partir de teses.

    sim, é isso mesmo. Moldar fatos, manipulá-los. Acontece o tempo todo. Algum jornalista ou cronista afirma uma tese e a partir disso o repórter constrói uma matéria.

    ontem mesmo aconteceu um exemplo bem claro disso, num jornal de grande circulação do RS.

  • 18. Luís Felipe  |  25/06/2008 às 10:32

    pensando bem, esse meu comentário anterior foi excessivamente ingênuo.

  • 19. Anônimo  |  25/06/2008 às 10:43

    “ontem mesmo aconteceu um exemplo bem claro disso, num jornal de grande circulação do RS”

    ????

    esclareça para aqueles que não sao do RS

  • 20. douglasceconello  |  25/06/2008 às 10:44

    Rá! Obrigado, gurizas. Na real, ando com ALERGIA a noticiários esportivos. Às vezes eu me esforço, cruzo os dedos, baixo a cabeça e penso: “vou ouvir de qualquer jeito”. Mas quando vejo já mudei o DIAL para a CONTINENTAL (ussuhsu. melhor estação).

    Ao mesmo tempo, as histórias pessoais que envolvem o futebol cada vez mais me atraem, assim como o folclore em torno do futebol. Não lembro da última grande matéria ou resenha de jogos sobre futebol que eu tenha lido.

    Fosse eu editor mandaria um repórter ficar do lado de fora do estádio, ao lado do churrasquinho, para relatar o que o assador faz enquanto o jogo rola. Ou então o mandaria para o GRUTA AZUL para ver quantos homens casados mentiram que iriam ao campo. suhushu

  • 21. Luís Felipe  |  25/06/2008 às 10:46

    primeiro esclareça o seu nome, depois eu esclareço o que disse.

  • 22. douglasceconello  |  25/06/2008 às 10:47

    Ah, o último repórter a fazer uma grande cobertura de AMBIENTE futebolístico foi o MÁRCIO CANUTO.

    Em cima de um JEGUE.

    ahsusahuashsausaush

  • 23. Yeda  |  25/06/2008 às 10:56

    Desculpe, esqueci de assinar ali em cima…
    Ahhh, sou de SP.

  • 24. joão carlos  |  25/06/2008 às 10:59

    ahahahahahahahahahahahah.
    morri.

  • 25. Gabriel  |  25/06/2008 às 10:59

    Bah, texto afudê Douglas, parabens! Fazia tempo que tu não te puxava desse jeito!

    Concordo com a questão do noticiario esportivo, principalmente na web. Não tem informação pra dar então é necessario criar. É que nem fazer tosa em porco, muito grito e pouca lã!

  • 26. Luís Felipe  |  25/06/2008 às 11:01

    Yeda, agora esclareça a roubalheira do Detran. askjdhakjsdh

    Foi a ZH, matéria sobre o aproveitamento de jovens. Ela surgiu de uma afirmativa do Sílvio Benfica no Esportes ao Meio-Dia de anteontem.

  • 27. Gabriel  |  25/06/2008 às 11:05

    Douglas essa é pra ti!

    http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL613086-9827,00.html

  • 28. Anônimo  |  25/06/2008 às 11:07

    Nada vindo do Silivio Benfica pode ser bom

  • 29. Yeda  |  25/06/2008 às 11:10

    talvez o silêncio

  • 30. Carlos  |  25/06/2008 às 11:12

    Bah…isso tudo me lembra o qto me irrita hoje em dia ver os gols no Fantástico…aquele FILHO DA PUTA do Regis Rosing, q infectou a todos com o seu jornalismo “engraçadinho”…Não passam mais os gols…é só a parte “engraçadinha” do futebol…Bola cheia, bola murcha…aquilo me irrita tanto…

    Aliás, onde eu posso ver os gols num domingo a noite, sem aguentar essas punhetas…

  • 31. Luís Felipe  |  25/06/2008 às 11:13

    eu até gosto bastante do Sílvio Benfica, acho ele um bom apresentador de rádio. A questão é que ele afirmou o seguinte “Eu não posso provar, talvez seja até muito pretensioso, mas tenho a impressão de que o Inter aproveita mal seus jovens”. E deu uma opinião pessoal.

    Aí, a ZH fez uma matéria. Até poderia buscar os fatos reais que induzem ao pensamento do Benfica. Mas não o fez. Faltaram dados concretos, sobraram opiniões e induções. Tem um livrinho do Perseu Abramo que fala sobre isso.

  • 32. Gustavo  |  25/06/2008 às 11:18

    Recebi um e-mail há poucos dias, alertando para a “máfia dos processos de motoqueiros”. Disseram para que, independente da gravidade do acidente e do culpado, JAMAIS DEIXAR DE REGISTRAR OCORRÊNCIA. É a única coisa que pode te salvar de informações deturpadas por parte do motoqueiro.

    Ah, no jogo Gremio x Atlético, os dois times estavam em campo, e tinha um repórter da SporTV que parecia uma mosca tonta e não saía do campo. A galera começou a gritar pro cara e aí ele saiu.

    Se vocês tivessem visto, não acreditariam. O cara parecia retardado.

  • 33. Alisson Coelho  |  25/06/2008 às 11:19

    O jornalismo atualmente se preocupa tanto com produção, que qualquer especulação vira fato.

    Como o Douglas disse, falta mostrar os vários lados de uma notícia. Gostei do texto porque mostra como uma vitória do time do coração, muda o dia de UMA pessoa.

    O que falta nas reportagens é o que tal resultado, ou negociação, impacta na vida de uma pessoa.
    Saindo do esportivo: Na TV dizem que a inflação está aumentado. Pra mim não muda nada.
    Agora façam uma matéria dizendo: Que o meu sálario vai desvalorizar, e que a comida vai subir, ora… eu vou me indignar!

    É isso que eu quero ver, os fatos, sim. Mas mostrar os fatos de uma forma que tenha impacto na VIDA REAL das pessoas!

  • 34. Gustavo  |  25/06/2008 às 11:21

    Se eu fosse colorado, ficaria nervoso com o Sílvio Benfica dizendo, a cada derrota colorada, “o time caseiro do Inter”. Acho que ele vem dizendo isso há várias semanas.

  • 35. Gustavo  |  25/06/2008 às 11:24

    A “reportagem” que o Gabriel lincou ali é uma prova clara (e recentíssima) das manchetes absurdas e da deturpação de informações que toma conta do jornalismo esportivo no Brasil.

  • 36. Anônimo  |  25/06/2008 às 11:26

    ele fazia isso no ano passado com o Grêmio.

  • 37. Luzardo  |  25/06/2008 às 11:32

    Eu acho o Benfica um mala, o exemplo do time caseiro é bem o exemplo de jornalista que cruza a fronteira entre a crítica e a corneta. E o Benfica faz isso o tempo todo naqueles discursinhos dele.

  • 38. FERN  |  25/06/2008 às 11:33

    LF, tu atacou a frente mais fraca desta vertente jornalística, que é o futebol, pior mesmo é na política, se vê claramente nos dias de hoje em qualquer cobertura política da américa do sul.

    é mais ou menos assim, tem EUA do lado, os termos são politicamente corretos e tão logo o erro é relevado pelo periodo histórico e de pronto absolvido.

    ja ao contrário, os termos são os piores, os fatos são discutidos sem o CONTEXTO histórico para explicar o PQ da realidade e de pronto sai a VERDADE factual do “”editor””.

    só que sem o editorial…

  • 39. Paulo Sanchotene, RS  |  25/06/2008 às 11:35

    Eu já larguei o noticiário faz tempo. Aceitem essa ruindade somada a mau-caratismo como FATO DA VIDA. É o melhor a fazer.

  • 40. Paulo Sanchotene, RS  |  25/06/2008 às 11:36

    Ah! E me refiro ao noticiário como um todo!

  • 41. Francisco Luz  |  25/06/2008 às 11:38

    A matéria do Globoesporte é um absurdo. Ele diz que se sentiu mais importante no paulistão, e por isso foi mais importante para ele.

    A manchete: Paulistão é mais importante do que Mundial.

    Fim dos tempos.

  • 42. douglasceconello  |  25/06/2008 às 11:48

    hasuuasuhasuhuhsahusah

    Também, um bichado véio que foi SUBJUGADO de forma AVASSALADORA pelo CEARÁ.

  • 43. douglasceconello  |  25/06/2008 às 11:48

    Valeu, Gabriel!

    “É que nem fazer tosa em porco, muito grito e pouca lã!”

    sauuhsahusauhsasuu

    Melhor frase. Usarei sempre, independente da situação.

  • 44. Anônimo  |  25/06/2008 às 11:51

    eu sempre acho que essa historia de nao revelar o time acaba é ajudando a mascarar a mediocridade dos caras

  • 45. izabel  |  25/06/2008 às 11:58

    é por isso que eu nunca assisto noticiários esportivos. sério mesmo, minha cobertura do futebol resume-se aos jogos assistidos (muitas vezes sem o som da TV), este blog e um site de notícias do corinthians, leitura quase diária do caderno de esportes de algum jornal de são paulo (qualquer um).

    sobre essa notícia que o gabriel colou, hoje teve uma parecida na chamada da capa do lance e apareceu no caderno de esportes do Jornal da Tarde: título “Mano sonha ser campeão invicto”. Na notícia, vem a fala do Mano: “nosso objetivo é o acesso. quando isso estiver garantido, pensaremos no título. daí então, se for possível, pensaremos em terminar o campeonato invicto.”

    “é o hábito irritante de moldar fatos”
    leio muito aqui nos comentários a frase “contra fatos não há argumentos.” e até hoje não consegui decifrar se é ironia ou se falam a sério.
    sinceramente, não dá pra imaginar que, principalmente jornalistas, consigam imaginar que um fato narrado não é apenas mais um argumento, inexoravelmente carregado de subjetividade.

  • 46. FERN  |  25/06/2008 às 12:18

    ja fiz isso tb Sancho e faz um bom tempo…

  • 47. alemao  |  25/06/2008 às 12:26

    esse douglas é um cara legal, uma pena q o guri saiu colorado…uma pena mesmo.

    texto ótimo.

    jornalismo no rs: mediocridade + salarios baixos + muito estagiário + ansiedade de atualização + muito espaço + falta de noticias relevantes + jornalismo pseudo opinativo = merda completa.

    válido para todos os setores

  • 48. Rômulo Arbo Menna  |  25/06/2008 às 13:29

    ótimo texto, douglas
    boas intervenções, gabriel
    ótimas opiniões, izabel
    boa idéia, joão carlos (livro do impedimento)

    essa deslógica que produz manchetes estapafúrdias ainda me irrita. ainda penso: qtas pessoas essas merdas atingem, qtos incautos lêem como se fosse a mais pura verdade e as disseminam? acho q tá na hora de largar alguma utopia de mão.

  • 49. joão carlos  |  25/06/2008 às 13:44

    um livro de contos, por exemplo.
    idéia bem comum, é verdade, mas um primeiro passo pra disseminar a DISCÓRDIA DA GRANDE IMPRENSA futebolística regional, quiçá mundial.
    só não esperem cobertura da zh.
    no mximo um JÁ BOM FIM…

    aehuaheuae

  • 50. Beto Borracho  |  25/06/2008 às 13:44

    Carlos, tenta a Recordnews ou tvcom-esportes.

    no primeiro além da (já difamada) Mirian Lakombi, tu terás que agüentar 90% do programa falando de SP-RJ-Europa.
    na segunda opção: Pedro ‘porco’ Ernesto, saraiva, david e nando gross.

    Vê o que tu achas ‘melhor’ e mete os peitos!

  • 51. joão carlos  |  25/06/2008 às 13:46

    tem o ROCKGOL DE DOMINGO tb…

  • 52. Diogo  |  25/06/2008 às 14:01

    Recuso-me a assistir qualquer programa de futebol.

    E acho que se fosse jogador me recusaria a dar entrevistas. Não falaria com ninguém. Pra evitar, por exemplo, esse tipo de coisa que o GloboEsporte fez com uma declaração do Elder Granja.

  • 53. douglasceconello  |  25/06/2008 às 14:53

    Boa idéia, esta do livro. Compraremos a concessão da TVda Câmara dos Deputados e passaremos o dia fazendo a divulgação do livro num palco cheio de GARÇONETES DANÇANTES.

  • 54. Celestino Valenzuela  |  25/06/2008 às 15:00

    no meu tempo era melhor.

    que l…..Ânce.

  • 55. dante  |  25/06/2008 às 15:15

    bá, uma das coisas que eu lembro da minha INFÂNCIA era que minha mãe achava o celestino valenzuela “UM PÃO”. sfalkjasdflksdjflksdjflkjsdlkfjslkdfjlksdf

    sobre os GOLS DA RODADA, eu sempre espero a segunda-feira e vejo no DEUStube.

    e só.

  • 56. Rômulo Arbo Menna  |  25/06/2008 às 15:49

    eu acho uma evolução o Bola Cheia, Bola Murcha… e já dei boas risadas. E não acho os gols do Fantástico o fraco deles.

  • 57. Luzardo  |  25/06/2008 às 16:12

    Tbm gosto dos gols do Fantástico, acho que foge do padrão Regis Rösing de reportagem engraçadinha. A cena que eles separaram do Fernandão quase engasgando com o papel picado do título do gauchão foi hilária.

  • 58. Carlos  |  25/06/2008 às 16:31

    Desculpa discordar…mas gols são gols…quem quer ver nêgo caindo, engasgando com papel, etc etc…vai ver Videocassetada.

    É tão simples passar os gols. Flamengo tanto x tanto Cruzeiro, Gremio tanto x tanto Atletico…e por ae vai…

    Agora é um tal de: “olha só…q legal, o fernandão engasgou com o papel…” “fulaninho chutou e a bola bateu nas duas traves, q legal” “o atacante do xxxxxx perdeu o calção…q beleza”….

    ah, pára com essa cachaça!

  • 59. fino  |  25/06/2008 às 16:57

    Bom mesmo era o “Gol, o grande momento do futebol”… que a cada rodada relembrava grandes confrontos dos jogos que estavam por vir…

  • 60. Atilio  |  25/06/2008 às 16:59

    Que texto massa! Parabéns.

  • 61. alemao  |  25/06/2008 às 17:38

    Poderiamos reativar o CANAL 100, tipo:

    CANAL 100, AGORA EM IMPEDIMENTO.

    Futebol e xistes…

    Carlos, aí tu só olha os gols, ok? hehehe (implicância gratuita)

  • 62. alemao  |  25/06/2008 às 17:40

    promoções memoráveis como a DIABLITA DA LAJE.

  • 63. Prestes  |  25/06/2008 às 18:49

    BAITA TEXTO, E baita programa o “Gol, grande momento do futebol”, que passava logo depois do jogo da seleção brasileira de masters, com Rivelino, Zenon e outros que não me lembro mais.

  • 64. Gabriel  |  25/06/2008 às 18:55

    Vamos pedir uma concessao pro lula e criar o impedchannel, com 18 horas por dia de futebol e 6 horas de filmes da época da pornochanchada, tipo, matou uma galera e foi ao cinema…

  • 65. Luzardo  |  25/06/2008 às 21:42

    O Leo Batista tem um programete assim tipo “gol o grande momento”. Passa no Sportv e domingo passou durante o horrendo Esporte Espetacular. E só os gols da rodada já passa no Globo Esporte, deixa os engasgos com papel passar no Fantástico, vai.

  • 66. Anônimo  |  25/06/2008 às 21:48

    Zenon = Zenão segundo o apresentador do programa

  • 67. dante  |  26/06/2008 às 00:30

    no fim das contas, léo batista é o velho e eficiente camisa 5 do jornalismo mundial.

  • 68. Anônimo  |  26/06/2008 às 15:53

    “o que me mata no jornalismo esportivo – acontece também em outras áreas, mas por interesses bem maiores- é o hábito irritante de moldar fatos a partir de teses”

    “Foi a ZH, matéria sobre o aproveitamento de jovens. Ela surgiu de uma afirmativa do Sílvio Benfica no Esportes ao Meio-Dia de anteontem”

    RUY ostermann ZH, 26/06/2008:

    “O diretor de futebol do Inter Silvio Silveira me telefonou anteontem em cima da discussão que cortara em dois o Sala de Redação. Deu uma informação estatística interessante: o treino que corria à tarde no Beira-Rio envolvia 34 jogadores, sendo que desses, 22 eram oriundos das categorias de base e apenas 12 eram jogadores formados fora do Inter, os maduros de que falava ontem.

    O fato desses 22, salvo dois ou três, não estarem ocupando as posições titulares no time obedece ao critério adotado para a formação do time.

    Mas 22 ex-juvenis ou juniores, no primeiro treino da semana Gre-Nal, só deixa aberta para a discussão a questão da titularidade ou da alternativa, a promoção é flagrante. O Gre-Nal de domingo, talvez o mais exigente da temporada porque o primeiro e na razão direta da afirmação do Grêmio e das dificuldades do Inter, vão prevalecer os antigos critérios e que só são antigos porque foram os primeiros estabelecidos pela departamento de futebol do clube”

    DIRIGENTE PAUTANDO COLUNISTA

  • 69. joilson  |  27/06/2008 às 03:03

    Ainda bem que o Regis Rosing foi pra geladeira. Ele era mestre pra enfeitar o noticíario. O pior já passou.

  • 70. Luís Felipe  |  27/06/2008 às 07:52

    DIRIGENTE PAUTANDO COLUNISTA

    novidade?

  • 71. FERN  |  27/06/2008 às 09:53

    eu não acho que o R.R. seja ruim para a imprensa, incorreto é a imprensa se pautar por ele, isso sim…

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