A extensão da síncope

24/04/2008 at 15:29 71 comentários

Há acontecimentos que não deveriam ser registrados em imagem ou áudio. Deveríamos nos dar ao respeito e aposentarmos nossas câmeras digitais para apreendermos apenas na memória o que está se passando diante dos olhos. Porque somos privilegiados e ao longo dos tempos teríamos de esmerar nosso poder narrativo para descrever o que se passou durante determinado evento, mesmo correndo o risco de acrescentar detalhes que não existiram, omitir fatos relevantes ou fantasiar ocorrências absolutamente normais. O jogo entre Inter e Paraná seria uma excelente oportunidade para executarmos este exercício de ficção e acabar com todos os registros materiais da partida.

Eu, confesso, não acreditava. Mas, como não podia deixar de ser, estava lá. Porque sempre acho que o Inter pode me provar mais, e também porque me conduzo à solidariedade da desgraça. No entanto, uma vez tendo ultrapassado os limites estabelecidos pelo famigerado MACÁURIO, me obrigava a crer. Da mesma forma parecem ter se disciplinado os outros milhares de torcedores que invadiram as arquibancadas, pois poucas vezes vi a torcida colorada se comportar como ontem. Não que os vermelhos não incentivem sempre – bem pelo contrário – mas estavam com uma determinação anormal para apoiar o time de Abel de forma totalmente incondicional.

Aquele início de partida, quando tudo parecia dar errado, um jogador quase morto e um gol aos dois minutos, foi um indício do caminho pelo qual a noite avançaria. Logo depois do gol paranista, o Beira-Rio levantou-se em um rugido, totalmente inconseqüente se avaliarmos a situação do placar geral, 0 a 3. Após Andrezinho meter para as redes, um colorado e o goleiro do Tricolor das araucárias permaneceram dentro do gol engalfinhando-se pela bola. Fernandão veio correndo e deu um tranco no arqueiro, estirando-o no gramado. Era a senha.

Se a torcida puxou o time, a equipe tratou de manter os colorados em chamas durante o restante do jogo ao reagir de forma imediata. O que me ocorreu na hora do gol de Andrezinho é que o Colorado hoje é um time fundamentalmente disitinto daqueles eliminados por América, Remo e mesmo o Paraná. Hoje pode-se ter esperança, nos sentimos autorizados a sentir que sempre há chances. O complemento do pensamento veio quando o Inter marcou 3 a 1. Era como se o Inter de todos os tempos tivesse sofrido aquele gol precoce para comunicar à torcida: “olhem só como era antes, revisitem seu passado”, para depois levantar a cabeça e acrescentar: “e olhem o que vamos fazer agora”.

Aos trancos e barrancos, Abel acabou acertando o time. O juiz teve equívocos em usar o mesmo critério, a demonstração mais clara ficou explícita na expulsão do paranista e em não dar o vermelho para Magrão. Mas não está aí o motivo de o Inter ter encaixotado o Paraná. O verdadeiro motivo mora na imposição de um time grande que reaprendeu a atuar em situações de extrema tensão. Que conhece a torcida que tem e sabe como puxá-la para o seu lado. Que tem plena consciência de que deve sovar o adversário em todos os sentidos, porque é o dono da casa, e a arbitragem sempre tende a ser conivente com os donos da casa, especialmente os grandes. Um time que sabe o que representa.

Como se fosse o último jogo de nossas vidas, a torcida colorada estava disposta a tudo. Comemorou cada gol como se trouxesse um título, não esmoreceu em momento algum. A equipe jogou no limite, Nilmar e Andrezinho foram estupendos. Ao longo dos noventa minutos, Fernandão jogou como se para explicar o ideal conceito do termo “capitão”. E o mais bonito disso foi sentir-se capaz de transformar uma simples partida em um evento histórico. Comemorar nem tanto o resultado, mas a superação e a circunstância. Soquear no peito o distintivo como se fosse a primeira vez.

Saudações,
Douglas Ceconello.

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Uma noite non sense Dois países e um destino

71 Comentários Add your own

  • 1. Luís Felipe  |  24/04/2008 às 15:38

    O que me ocorreu na hora do gol de Andrezinho é que o Colorado hoje é um time fundamentalmente disitinto daqueles eliminados por América, Remo e mesmo o Paraná. Hoje pode-se ter esperança, nos sentimos autorizados a sentir que sempre há chances. O complemento do pensamento veio quando o Inter marcou 3 a 1. Era como se o Inter de todos os tempos tivesse sofrido aquele gol precoce para comunicar à torcida: “olhem só como era antes, revisitem seu passado”, para depois levantar a cabeça e acrescentar: “e olhem o que vamos fazer agora”.

    e é isso que DÓI muito na cabeça de certas pessoas.

    tem alguns que pensam que o Inter não pode vencer; que quando isso acontece, o campeonato é fácil, o juiz é comprado, ou O GRÊMIO DEIXOU. Li esses tempos que 2006 só aconteceu por causa do Grêmio de Obino, que teria permitido o crescimento do Internacional – como se o colorado fosse o CÂNCER e o Grêmio, a QUIMIOTERAPIA.

    A realidade cansa de provar que não existem clubes fadados ao fracasso e outros, relacionados com a vitória. A MÍSTICA COPEIRA presente no jogo de ontem inverte paradigmas e confunde a cabeça dos que não estavam preparados.

    O jogo de ontem é daqueles que sintetiza um trabalho de UMA DÉCADA. Como hoje o futebol é bem mais rápido, a síntese não passa de três anos. Assim como eu escrevi sobre o Nacional no sábado, se o campeonato não vier, a HONRA está salva.

    Obrigado.

  • 2. Rômulo Arbo Menna  |  24/04/2008 às 15:39

    bonito, parabéns a vocês, repito.
    douglas, Incentivem, final do 2º parágrafo

    e o título é primoroso

  • 3. Gabriel  |  24/04/2008 às 15:41

    MERDA, nao fui no jogo…. vou pedir demissao….

    Ave Fernando Caravalho, o responsavel por tudo isso!!!!

  • 4. Alisson Coelho  |  24/04/2008 às 15:42

    Faço minhas as tuas palavras…

    Obrigado.

    Emocionado, Alisson.

  • 5. dante  |  24/04/2008 às 16:11

    não dá pra acreditar que aquele MALOQUEIRO DE CACHOEIRINHA que fuma 3 CARTEIRAS DE MARLBORO por jogo e toma TODAS AS MINHAS HEINEKENS [ns] seja capaz de cometer um texto desses.

    o mais engraçado é que, na hora do embate, ele não tá nem aí pras ANÁLISES TÁTICAS, é apenas um torcedor comum – e enlouquecido, por supuesto.

    parabéns, ceconello.

  • 6. Andreas  |  24/04/2008 às 16:17

    Eu nasci exatamente uma semana depois de o Inter perder a final da Libertadores de 1980 contra o Nacional.

    Pra pessoas como eu, que começaram a entender e gostar de futebol nos anos 80 e, principalmente, 90, aquele gol do Paraná não foi nada surpreendente. Parecia, apenas, a recorrência de um infortúnio tradicional – o que não deixa de ser assombroso, considerando-se que a torcida colorada “sobreviveu” a esse tipo de “tradição”.

    Pra pessoas como eu, o jogo de ontem foi como ganhar um título. Foi um marco histórico, inesquecível, que comprova não só a boa fase do Inter, mas o fim absoluto de uma era em que nós sempre morríamos na praia.

    Pensei nisso tudo naquela hora. Podem dizer que foi apenas o Paraná, que foi apenas as oitavas de final da Copa do Brasil. Não importa: pensei em toda a minha vida de torcedor no jogo de ontem. E senti uma alegria inenarrável.

  • 7. Milton Ribeiro  |  24/04/2008 às 16:23

    Excelente texto, Douglas. Estava tão maluco que não vi o Fernandão dar o tranco no goleiro. Perdi a senha explícita, mas vi todo o resto.

    Inclusive ganhei uma aposta feita na arquibancada entre os sem-rádio. Acertei quem tinha feito os gols. Todos juravam que o terceiro fora de Adriano (como jogou mal, né?) e o segundo de Fernandão (?). Levei R$ 1 de cada um, totalizando 5.

    Jogão.

  • 8. Milton Ribeiro  |  24/04/2008 às 16:26

    Andreas, nasci em 1957 e vivi no Beira-Rio toda a década de 70.

    Já sabes do que lembrei: sim, do time do Minelli, que ganhava seus jogos quando e como bem entendia.

  • 9. Milton Ribeiro  |  24/04/2008 às 16:27

    A aposta foi feita no intervalo, claro.

  • 10. Francisco Luz  |  24/04/2008 às 16:27

    Fala do Magrão agora, maldito. asjdsga

    Senhor texto. Vai estar no meu EPITÁFIO.

  • 11. Alisson Coelho  |  24/04/2008 às 16:34

    Que inveja Milton!

    Eu, assim como o Andreas, nasci na década de 80 e vi a decada de 90 passando como um filme…(um filme ruim por sinal)

  • 12. Rômulo Arbo Menna  |  24/04/2008 às 16:37

    Acho que o texto do Douglas e o depoimento do Andreas se complementam (no melhor dos sentidos) e vão ao encontro da minha impressão (que é sob outro ponto de vista) sobre o jogo de ontem. É exatamente esta de que tratou-se de alguma coisa que tem um quê de simbólico, demonstrando isto mesmo, que o Inter entrou numa outra fase, e não é à toa que já apareceu aqui o nome do Fernando Carvalho. É estranho, para mim, gremista, assistir a isso. Pois que para mim uma vitória dessas estava associado o meu time, pelo menos no âmbito de nossas terras gaúchas. Foi como um açoite, e estranhamente me serve como um argumento póstumo ao que o Inter conquistou há dois anos.
    E para que fique claro, tenho certeza que é e sempre foi uma ingenuidade pensar que uma coisa dessas possa estar associada estritamente a um time (que por coincidência ainda seja o nosso). Mas o que nós torcedores somos todos senão ingênuos apaixonados?

  • 13. Rômulo Arbo Menna  |  24/04/2008 às 16:40

    “A uma vitória dessas estava associado…”

  • 14. Otávio Niewinski  |  24/04/2008 às 16:42

    “Inclusive ganhei uma aposta feita na arquibancada entre os sem-rádio. Acertei quem tinha feito os gols.”

    Vou começar a fazer apostas dessas e ganhar todas, já que é só olhar no placar logo após o gol pra ver o nome do cara! Hshshs

  • 15. Milton Ribeiro  |  24/04/2008 às 16:43

    Pô, aparece o nome?

  • 16. douglasceconello  |  24/04/2008 às 16:48

    Obrigado, gurizada. Sei que a sensação que tive e que tentei manifestar refletiu em muitos outros ontem.

    Gabriel, concordo muito. O Inter MODERNO deve ser dividido em AFC e DFC – antes e depois de Fernando Carvalho.

    Dante, a análise tática eu deixo para os jogos menos cardíacos. E te pagarei cevas em oportunidades próximas. Obrigado pelo “maloqueiro”. hudfhs

    Andreas, inevitável pensar em quando lotávamos o Beira-Rio, sofríamos gol no começo e sabíamos que não ia dar, mas mesmo assim continuávamos torcendo como loucos. Olhando para trás, percebo a importância desta fase na formação do caráter colorado.

    Milton, às vezes me pego tentando imaginar como era aquela época. Um dia vou te inquirir arduamente a respeito.

    Francisco, o Magrão realmente foi muito bem. Nem ia citar jogadores para não personalizar o EVENTO, mas acabei citando aqueles que julguei fundamentais, embora, com exceção de Adriano, todos tenham tido bons desempenhos.

    Além disso, tinha pensado em marcar com todo mundo daqui lá no Beira-Rio, mas ontem tive um dia particularmente difícil e corrido, situação que se agravou hoje. Fica para a próxima. Em breve, espero.

  • 17. Kaka'  |  24/04/2008 às 16:49

    Tá lokooooooo
    ninguém acreditava!

    ahammmm

    http://futebolistasroxas.wordpress.com

  • 18. Otávio Niewinski  |  24/04/2008 às 17:03

    Sim, logo depois daquela animação fuleira que eles põem. Só por alguns segundos, mas aparece.

  • 19. Caue  |  24/04/2008 às 17:04

    Luís Felipe,

    Aprende um pouco com o texto do Douglas. Diante de uma vitória dessas, no primeiro comentário do blog, tu me vem lembrar do Grêmio?! Esse tipo de vitória existe para ser comemorada com total arrogância. O Grêmio, ontem, sequer existia, isso é o que mais dói na Azenha hoje.

    Fica o apelo, então: COLORADOS, POR DEUS, APRENDAM A GANHAR!

  • 20. Francisco Luz  |  24/04/2008 às 17:08

    De novo isso, de aprendam a ganhar?

    Se todo jogo for que nem ontem, quero aulas assim toda a semana, então. Que idiotice.

    E sim, Douglas. Foi só uma provocação. Ontem todos mereciam citação, até o Gil foi bem, ficando em casa, asjhasdga.

  • 21. dante  |  24/04/2008 às 17:16

    “COLORADOS, POR DEUS, APRENDAM A GANHAR!”

    com quem? com o grêmio deste semestre? ou com o ATLÉTICO DE GOIÁS?

    eu, hein. gente estranha…

  • 22. Luís Felipe  |  24/04/2008 às 17:16

    Caue,

    Obrigado.

  • 23. dante  |  24/04/2008 às 17:19

    trecho de um texto do blog da kaka’ [sic]:

    “Mas foram bem, deram uma de Grêmio, não se renderam, lutaram até o fim”.

    DERAM UMA DE GRÊMIO.

    dá um gole aí, kaka’!

  • 24. Luís Felipe  |  24/04/2008 às 17:25

    perguntas que não calam aqui:

    – o Inter mudará a cor do uniforme principal?
    – existem jogadores suficientes para os onze e um banco de reservas no Jaconi?
    – Palmeiras ou Sport?
    – Tite é o novo Vinícius?
    – Alguém mais está com a língua ardendo por falar mal do Fernandão?

  • 25. Lila  |  24/04/2008 às 17:28

    ô gente, vamos ser outra vez nós dois. vão beber ao invés de discutir quem é mais imortal. credo vocês hkghjdfh

  • 26. Caue  |  24/04/2008 às 17:31

    dante,

    Cada vez que tu traz à tona uma citação dessas, ou me corneteia como fez antes, tu te apequena. Só de lembrar que há um rival, tu mostra que a tua torcida ainda não superou o trauma de ter estado à sombra dele.

    Cara, teu time foi campeão do mundo, e tem tudo pra continuar por cima da carne seca. Portanto faz que nem a Cláudia Leite: EXTRAVASA e deixa nós, gremistas, no ostracismo que merecemos neste momento. É só um conselho.

  • 27. Bueno  |  24/04/2008 às 17:33

    Dante, ela(e) continua em seguida “deram uma de Grêmio, não se renderam, lutaram até o fim”

    Ai mamãe. Eu as vezes me pergunto se eles realmente pensam isso ou apenas EXPELEM essa bobagens pra fazer grau.

  • 28. Vinicius  |  24/04/2008 às 17:42

    “Eu, assim como o Andreas, nasci na década de 80 e vi a decada de 90 passando como um filme…(um filme ruim por sinal)”

    O filme era bom. Reviravoltas mágicas e sem sentido, resultando em tragédias épicas.

    Ah, como somos felizes por termos aprendido a suportar a derrota e, agora, a ganhar como ninguém. Infelizmente nossos adversários só sabem gemer sobre um passado obscurecido pelo tempo, e tentar desmerecer vitórias épicas.

    Qual é a teoria da vitória? Devemos lançar DVD de um jogo com muitas expulsões, péssima arbitragem e contra um time de segunda divisão?

  • 29. Alexsander  |  24/04/2008 às 17:46

    Lindo texto, parabéns Douglas.

  • 30. Rômulo Arbo Menna  |  24/04/2008 às 17:53

    há comentários – em número muito maior que se pudesse imaginar – que parecem aquele movimento que os loucos fazem com o tronco, de ir e voltar, assim, sem sentido (no pior sentido)

  • 31. Francisco Luz  |  24/04/2008 às 17:59

    LF, duvido que troquem a cor do uniforme. Até porque, dentro do Brasil, o branco sempre foi considerado azarado. Pode ser que decidam usar em finais essa camisa, mas só. E, se for o caso, jogamos de vermelhão contra o SP lá.

  • 32. wilson  |  24/04/2008 às 18:02

    Que texto ducaralho!!!

  • 33. Otávio Niewinski  |  24/04/2008 às 18:07

    “o Inter mudará a cor do uniforme principal?”

    Sugiro verde-limão.

  • 34. Milton Ribeiro  |  24/04/2008 às 18:23

    Estou à disposição, Douglas. Sei tudo!

  • 35. Sanchotene  |  24/04/2008 às 18:36

    Acho uma barbaridade não reconhecerem o trabalho do Fernando Miranda. Sem ele, não haveria Carvalho que desse jeito.

  • 36. Sanchotene  |  24/04/2008 às 18:42

    Repito o que há tempos digo. Em 2001, a era do Grêmio (que começara em 1981, terminou. São anos vermelhos; acostumemo-nos…

  • 37. dante  |  24/04/2008 às 19:20

    caue:

    “Cada vez que tu traz à tona uma citação dessas, ou me corneteia como fez antes, tu te apequena. Só de lembrar que há um rival, tu mostra que a tua torcida ainda não superou o trauma de ter estado à sombra dele.”

    cara, eu não lembrei de rival nenhum. tá ficando louco? mostraí onde eu lembrei do rival. copia e cola, vai. eu tenho mais o que fazer do que ficar pensando no GRÊMIO numa hora dessas. aliás, quem me conhece aqui no impedimento sabe que eu tô ME LIXANDO pro grêmio. e o teu comentário só reforça minha brincadeira: “o grêmio é um time legal, campeão do mundo, e tal. quem estraga tudo são uns gremistas”. quem falou “colorados, aprendam a ganhar”, trazendo a rivalidade, foi TU. eu elogiei o douglas no meu comentário no. 5, e só.

    mas então a gente pode combinar o seguinte: os colorados aprendem a ganhar. ok. e os gremistas como tu, já que este é um JOGO DE SOMBRAS, aprendem a ficar “à sombra do rival”.

    pode ser? obrigado.

  • 38. Carlos  |  24/04/2008 às 19:49

    Dante…acho q ele tá falando do LF…mas enfim….

    Vi os lances agora…Acho q o pênalti no Nilmar foi confuso…ele na real foi burro de não ter caído naquele momento em q o goleiro chegou…seria pênalti certo (ou não)…

    Qto a entrada do Magrão, nem discuto o fato de merecer ou não ser expulso…aquilo ali foi de uma grotesquice sem tamanho…foi coisa de bandido (antes q me mandem a merda por ser gremista, o dinho cansou de fazer esse tipo de tosquera e era ovacionado).
    Acho q se o tardeli tivesse visto o lance de frente, expulsava tb…daquele ângulo, era complicado.
    Pode ser q o resultado passe pelo juiz, mas não faria diferença. O inter teria se classificado de qquer maneira.

    Aliás, esse juiz sempre foi uma merda. Juiz q passa gel na cabeça (Vide Simon e Marsiglia) não merece o mínimo respeito.

  • 39. Luís Felipe  |  24/04/2008 às 20:00

    corneta desnecessária em cima da guria. Ela escreve muito bem para uma adolescente.

  • 40. Caue  |  24/04/2008 às 20:26

    dante,

    Quando disse tu, quis dizer “tu, torcedor colorado”. Mas se tu, dante, está pouco te lixando pro Grêmio, parabéns. Sério, é esse o espírito a ser disseminado na tua torcida na minha opinião (é só uma sugestão, repito). E pode deixar que eu fico aqui pianinho.

    Mas, porém, contudo, todavia, entretanto…

    Se tiver saco, dá uma olhada nos comentários desses posts, sobre as vitórias do Grêmio na última Libertadores. Te dou um doce quando tu achar o primeiro comentário de um gremista lembrando que o Inter existia.

    http://www.insanus.org/impedimento/arquivos/2007/05/gremio_elimina.html#more

    http://www.insanus.org/impedimento/arquivos/2007/05/gremio_e_santos.html#more

    http://www.insanus.org/impedimento/arquivos/2007/05/ofereco_carona.html#more

  • 41. Caue  |  24/04/2008 às 20:29

    dante,

    Quando disse “tu”, quis dizer “tu, torcedor colorado (no caso o LF)”. Mas se tu, dante, está pouco te lixando pro Grêmio, parabéns. Sério, é esse o espírito a ser disseminado na tua torcida na minha humilde opinião (é só uma sugestão, repito). E pode deixar que eu fico aqui pianinho.

    Mas, porém, contudo, todavia, entretanto…

    Se tiver saco, dá uma olhada nos comentários desses posts, sobre as vitórias do Grêmio na última Libertadores. Te dou um doce quando tu achar o primeiro comentário de um gremista lembrando que o Inter existia.

    http://www.insanus.org/impedimento/arquivos/2007/05/gremio_elimina.html#more

    http://www.insanus.org/impedimento/arquivos/2007/05/gremio_e_santos.html#more

    http://www.insanus.org/impedimento/arquivos/2007/05/ofereco_carona.html#more

  • 42. FERN  |  24/04/2008 às 21:35

    La Copa?????????????????????????????????

  • 43. LuiZ Filipe  |  24/04/2008 às 21:45

    1. Belo texto
    2. Fernandão: não estava jogando 1 ovo. Parece que renasceu. Tomara.
    3. Tão importante quanto ter feito um belo jogo é a expectativa (que se mostra mais clara) que teremos mais alguns belos jogos em 2008.

  • 44. Rudi  |  24/04/2008 às 22:51

    Eu trocaria todos os mais de 100 jogos que assisti no Gigante pelo de ontem…

  • 45. Rudi  |  24/04/2008 às 23:05

    Ah… dante, lembro da música sim, impossível não lembrar, e o resto é sim impublicável…

  • 46. douglasceconello  |  24/04/2008 às 23:16

    Bah, Milton, então teremos de fazer o sacrifício de gastar importantes horas do nosso dia tomando umas cevas e batendo papo, porque tenho um ARSENAL de questões, a maioria subjetivas, mas é o subjetivismo que me interessa. Sei que será um grande esforço pra ti, mas suspeito que aceitarás. 🙂

    “- Alguém mais está com a língua ardendo por falar mal do Fernandão?”

    Rá! Luís Felipe, eu sempre o julguei inquestionável (desculpa, mas não poderia perder esta chance, vai que ele volta a jogar mal. hsduhsu).

  • 47. Ismael  |  25/04/2008 às 02:07

    Cara, o Sanchotene falou um negócio que eu tava lembrando hoje… o próprio Miranda dizia (como bom marqueteiro, claro) que ele estava preparando o Inter financeiramente… não sei até que ponto isso vale, mas de toda forma a lembrança é válida. Ainda assim, jamais houve presidente maior que Fernando Carvalho

    Douglas, eu tava no estádio e senti tudo o que escreveste. Quero te dizer que li esse texto emocionado demais… lembrando de toda a minha vida de torcedor colorado. O jogo de ontem foi emblemático sob vários aspectos, mas principalmente por sentir que a paixão louca ainda vale a pena. Parabéns por descrever tão bem a paixão de uma vida inteira!!

    Pra terminar fecho com o Luís Felipe: A honra está salva!

  • 48. Roger  |  25/04/2008 às 06:22

    Eu acho muito mais massa ganhar sem ajuda do juiz.

  • 49. Serramalte Extra  |  25/04/2008 às 07:11

    Só um pouquinho: o Grêmio já fez isso 257 vezes. Bem-vindos ao mundo dos times grandes.

  • 50. dante  |  25/04/2008 às 09:12

    eu acho muito mais massa ficar curtindo a dor-de-cotovelo da rapaziada que está de férias.

    : ]

  • 51. Cesar  |  25/04/2008 às 09:25

    Até o bustos jogou pra caralho…sdkjfqreg4h

  • 52. Paul  |  25/04/2008 às 09:48

    Prá variar, belo texto Douglas.
    Muito massa.

  • 53. douglasceconello  |  25/04/2008 às 10:20

    “Só um pouquinho: o Grêmio já fez isso 257 vezes. Bem-vindos ao mundo dos times grandes.”

    Pois é, Serramalte. Acho que o Inter, até quarta um time pequeno, fez isto apenas pela segunda vez, contra o Paraná. A primeira foi no Gre-Nal do Século.

    hsuhsddu

    Desculpa, impossível de deixar passar.

  • 54. fino  |  25/04/2008 às 10:35

    tá aparecendo uma mensagem maluca aqui suellen…

    diz que a página ta executando um script que pode deixar a navegação lenta…

    “deseja continuar executando este script?”

    wtf ???

  • 55. dante  |  25/04/2008 às 10:44

    bá, aqui também.

    valeu, fino, eu já tava xingando o ESTAGIÁRIO da informática…

    sadlçkjdsalkçjdsalkjsdakl

  • 56. dante  |  25/04/2008 às 11:39

    aliás, percebi que rolou um “aÚdio” na primeira linha do texto, ceconello.

    putz, estragou a classificação. asdlkçsadlkçjdsa

  • 57. Eduardo  |  25/04/2008 às 12:21

    Não tenho dúvidas q o domínio colorado da década de 70 se encerrou no dia em q o então papa Joanes Paulus II rezou uma missa ao lado do olímpico, lá por 1981, desde então nosso time fracassou e o co-irmão ganhou tudo. Foi só o santo padre bater as botas e o feitiço se acabou, q papinha esse heinho. Bem, loooonga vida ao novo papa, como é o nome dele mesmo?

  • 58. Roberto Bêbado  |  25/04/2008 às 12:29

    Excelente texto. Parabéns, Ceconello.

  • 59. Alisson Coelho  |  25/04/2008 às 12:30

    Todo mundo SEMPRE chinga o estagiário!!!

    Hoje acordei com uma convicção…
    Não vou mais discutir com os gremistas o que aconteceu quarta!

    Eles não vão entender. Assim como nenhum comentarista que não seja colorado vai entender.
    O que aconteceu foi muito mais MÍSTICO do que racional. Foi além do esporte, além do comum.

    Bonamigo classificou como “forças ocultas”. Entendo que ele falava de roubo ou coisas do genero. Mas pensando em casa e relembrando o que eu vi e senti concordei com a expressão.

    FORAM FORÇAS OCULTAS. E olha que eu não sou religioso. Mas havia uma força diferente, que enchia os pulmões dos colorados, que colocava na boca de cada um o grito, descrito por alguns como rugido…

    Gremistas, podem dizer que já passaram por isso. Que bom pra vcs, mas o que aconteceu NO BEIRA-RIO vcs não vão entender. É preciso paixão, amor e devoção pra entender. Não foi futebol, foi muito mais do que isso.

  • 60. fino  |  25/04/2008 às 14:20

    Iço aí garela, nada de ficar se chingando neças bandas….

  • 61. joão carlos  |  25/04/2008 às 18:17

    alisson coelho descobriu a roda. estou surpreso. acho que NUNCA eu havia lido NENHUM comentário onde um torcedor de um time dizia ELES NÃO VÃO ENTENDER, referindo-se a torcedores do rival.

    ó.

  • 62. joão carlos  |  25/04/2008 às 18:21

    ademais, é por isso, essa repetição eterna, esse eterno retorno (chora, nietszche!), que isso nunca vai acabar, até todos estarem mortos. sempre vai ter um babaca pra ler algo assim e ir botar fogo na bandeira (ou no banheiro químico) do clube adversário.

    me levem pra onu.

  • 63. Prestes  |  25/04/2008 às 23:08

    Não foi místico, não. Foi futebol. Além do time do Inter ser muito superior o Paraná se cagou, é simples. E foi parecido com Grêmio e Caxias mesmo, assim como já ocorreram inúmeras viradas assim, ainda mais contra time pequeno, por isso também não cola o papo de que o “Grêmio ensinou, fez isso várias vezes, etc.”. O Grêmio já fez, o Inter já fez, todos os times com história têm partidas memoráveis como essa, geradas por sua própria incompetência, diga-se.

  • 64. Ernesto  |  26/04/2008 às 23:47

    Medina em 2000: “O inter ganhará títulos daqui a seis anos”.

    Quem preparou o clube para as atuais questões contratuais e financeiras foi Miranda.

    Vendia bem os jogadores (Cabe lembrar que conseguiu boas quantias vendendo Lucio e Rockhembach). Coisa que o Carvalho não fazia, vide exemplo do Sóbis, do Daniel Carvalho, e do próprio Nilmar, a meu ver, vendidos a preço de banana.

    E na questão futebol Miranda foi injustiçado.

    Senão vejamos:

    2000: Desclassificação na Copa Sul Minas, com um empate, contra o América – Mg, gol do Zé Afonso, aos 43 do ST. Nada diferente do que Carvalho, até 2005 tb tenha feito (vide eliminação para o Paulista, os dois tufos do Boca)

    Gauchão 2000 – um primeiro turno irregular, com o prejuízo de um roubo no gre-nal que estava sendo vencido pelo Inter, no beira-rio, gol do Enciso – Claro, o Roger, ali, se esquece da ajeitada com a mão do Ronaldinho Gaúcho no seu gol.

    No segundo turno uma campanha irretocável. O único percalço foi um gol de falta do Ronaldinho gaúcho aos 45 do Segundo tempo, com desvio na barreira.

    Ps: Eu vi o Inter do Carvalho, em 2003 tomar gol do Christian e perder Gre-nal. E em 2006 tomar gol do Peter Juinior e perder gauchão.

    Copa do Brasil 2000 – Não me recordo. MAs foi eliminado. Assim como os times do carvalho.

    Brasileiro 2000 – Ficou na frente do Gremio, sendo que estava atrás do Gremio durante todo campeonato, invertendo a velha história de “flanelinha”.

    No mata-mata uma vitória “COPERA” contra o Atlético-PR na arena, com um homem a menos, gols de elivelton e Diogo Rincon.

    No confronto seguinte empate em casa e derrota fora para o Cruzeiro de Felipão, campeão da Copa do Brasil daquele ano, 3 a 2, um jogo pegado, cujo 3° gol cruzeirense foi uma entregada do Leandro Guerreiro (melhor que o Maycon).

  • 65. Ernesto  |  26/04/2008 às 23:52

    2001

    Realmente ano lamentável.

    Eliminação para o fortaleza na Copa do Brasil.

    Gauchão eliminação rídicula.

    Brasileiro- Tufos, mas sem percalços de rebaixamento.

    Eu acho que ele – Miranda- errou pra cacete, mas talvez se ele tivesse a continuidade Geiseliana que o cArvalho teve fizesse o mesmo.

    Pq a oposição midiática em cima do Miranda eu não vi em 2002, quando o colorado obteve tb resultados esdruxulos, quase sendo rebaixado.

    Então velho, essa história de endeusar Carvalho é coisa de trouxa.

    abraço

  • 66. Francisco Luz  |  27/04/2008 às 13:19

    Ernesto vai ser meu vice, mesmo. Concordo com quase tudo.

    Só acho que o Carvalho merece, sim, méritos por 2006. Porque foi ele que trouxe Tinga, JW, etc.

  • 67. Ernesto  |  27/04/2008 às 14:19

    Claro, Francisco, em 2006 ele se redimiu e completou o time que montou em 2005.

    Mas eu não sou neo colorado que esquece que foi ele quem trouxe Joel. Foi ele quem trouxe Lori. Oséas. Junior Baiano. Rotweiler. Sangaletti.

    Foi ele quem trouxe Carlos Miguel. Na verdade, ele foi quem trouxe o maior número de ex gremistas que eu já vi no Internacional.

    Assim como não me esqueço que ele – Carvalho – foi diretor de futebol na época do NÃO SAUDOSO Záchia. Só se esquivou da aliança política com o próprio Záchia pq este deu apoio e preferência pelo finado Amoretty – outro picareta – que acabou se tornando presidente EM 1998.

    Há de se lembrar ainda, por fim, que a gestão Pífia do Pífio, em termos estatísticos é muito similar à época do Miranda.

    Senão vejamos:

    Gauchão – realmente, uma melhora, pois este ano estamos na final.

    Brasileiro – Lamentável. A la 2001.

    Copa do Brasil – por enquanto está indo.

    Títulos: Uma recopa e Dubai, torneios que a meu ver não dizem nada, visto que são de dois jogos, e cujo valor é totalmente nulo – na minha opinião.

    Cabe ressaltar que a Recopa contra um time mexicano que perdeu nas quartas de final do Mundial de clubes.

    PS N° 2: Agora me recordei. Em 2000, na Copa do Brasil Inter eliminado com dois empates ante o Botafogo.

    Na gestão Carvalho as eliminações se deram para Remo (2003), Atlético – MG (2002), Vitória (2004) e Paulista em 2005.

  • 68. Ernesto  |  27/04/2008 às 14:26

    Aì vinham com a história de que Miranda não ganhava Gre-nais.

    Mas uma coisa é ganhar de um time que tinha Ronaldinho Gaucho, cujo cara tu marcava por um jogo inteiro, mas fazia uma falta perto da área aquele puto ia lá e guardava – como quase fez em Yokohama.

    E em 2001 o time do Gremio era uma máquina. Tinha o próprio tinga, Zinho, Fábio Baiano, R. Mendes, Marcelinho Paraíba.
    E o colorado na pindaíba deixada por Záchia, Amoretty e sua trupe.

    E nessa história de gre-nais, há de se lembrar que em 2002, primeiro e trágico ano da gestão Carvalho, o colorado tb não ganhou gre-nais.

    Mas não adianta, os NEO COLORADOS DE AGORA, e isto [e uma realidade, por mais que aqui no imepdimento os colorados sejam os homens das trincheiras dos anos 90, esse tipo de constatação de que o carvalho é Deus é típica de NEO COLORADO, cara que voltou a ver futebol do Inter em 2006.

    Talvez se perguntar pra essa trupe que vai na Popular lá, e diz que é colorada de verdade, metade deles com certeza nem sabe quem é o Zé mário.

  • 69. Felipe catarina  |  27/04/2008 às 19:08

    pqp, que inveja… meu time continua naquela fase de entregar a rapadura nas horas mais impróprias e ver o rival soltando foguetes e erguendo troféus, mais ou menos como o Inter fazia há pouco tempo, guardadas as proporções de grandeza entre os dois clubes… espero que isso acabe um dia. abraços e parabéns pelo texto.

  • 70. Sanchotene  |  27/04/2008 às 22:49

    Deve-se perdoar o Ernesto pelo estilo, mas como eu disse antes (n.º 35), ele tem razão.

  • 71. Luís Felipe  |  28/04/2008 às 07:31

    bom, eu já falei aqui, o problema do Miranda não era apenas o fato dele entender muito de administração e nada de futebol. Ele também criou inimigos demais para tornar a sua gestão viável. Mas enfim, é passado.

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