Desesperança

26/02/2008 at 15:50 72 comentários

Sempre que penso na minha velhice – isto, é claro, caso tenha a sorte de avançar pelas décadas apesar dos riscos que corro e de outros em que me coloco de forma proposital – imagino o prazer que certas atividades corriqueiras devem proporcionar e no significado que certamente adquirem no momento que se aproxima do nosso crepúsculo.

Penso, se o acaso e o organismo estiverem do meu lado, que sairia pela manhã para cuidar que o sol segue sua mesma trajetória, leria o jornal acomodado em algum lugar preferido e encontraria amigos velhotes para falar de novas coisas cotidianas, desviando olhar para pousar o sorriso nuns quadris avantajados. Após o almoço, a breve sesta precederia uma leitura macia, para não enferrujar os neurônios e dar exemplo aos netos. Como ninguém é de ferro, as tardes seriam encerradas com um trago de confraternização no boteco predileto. Depois, enfim a casa. E assim seria sempre, apenas com a interferência de algumas pequenas alterações aleatórias, indesejadas para uma pessoa metódica como a que, imagino, me tornarei. Mas esta rotina seria certa e regularmente interrompida – dessa forma, permanecendo ainda rotina – em dias de futebol, quando meu destino seria rumar para as bandas do rio.

Os torcedores idosos carregam em si um significado e um simbolismo peculiares, especialmente os que costumam freqüentar as arquibancadas. Sabemos que eles já viveram poucas e boas, têm os sentimentos calejados por desventuras extremas e vitórias edificantes. Seu amor pelo clube não está inerte, muito menos esmaecido, mas solidificado: não se entrega aos arroubos da nossa demente paixão jovem, mas carrega mais conteúdo e comprometimento. Hoje, estes torcedores são representações ainda fiéis de uma religião cada vez mais paganizada.

Como sempre, e parece que toda vez com mais freqüência, algo se quebra e foge do nosso alcance. Impossível ter uma segunda-feira normal depois de saber do que aconteceu no estádio Heriberto Hülse, no domingo, quando um senhor teve a mão amputada por tentar afastar uma bomba arremessada ao seu lado. Sua imagem incrédula, radinho ainda na outra mão, quando seu ferimento grave era amparado. Ele, que certamente já tinha seu espaço e assiduidade no estádio constrangidos pela bestialidade crescente, afirmou que não tem mais vontade de voltar ao campo. Ficou com medo, disse que só vai à Igreja, onde ainda há segurança. Talvez algum dia retorne para ver seu Criciúma, com a mesma calma e complacência que geralmente os idosos transparecem, é provável até que se acostume com o fato de faltar um pedaço do seu corpo. Mas ele nunca vai conseguir esconder a marca da selvageria, porque o que aconteceu não foi descuido ou fatalidade, teve um culpado, alguém que se multiplica incansavelmente, que não sabe respeitar nada, não nasceu para ver a beleza e acredita que uma pessoa deve ser mutilada ou destruída porque veste cores diferentes . Talvez domingo eu tenha desistido um pouco de querer avançar no tempo, de querer ser velho.

Na verdade, também estou sendo egoísta e escrevendo para aliviar o meu desconforto, pois algo muito importante parece se perder quando a cena me vem à cabeça. De fato, se ainda temos alguma dignidade, seria mais justo que nunca mais arrancássemos da retina esta imagem, e que toda vez ela se mostrasse mais cruel e dolorida.

Saudações,
Douglas Ceconello.

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Entry filed under: Colunas.

Cardoso, campeão do mundo (parte I) Noite sofrível na Copa

72 Comentários Add your own

  • 1. Xavante  |  26/02/2008 às 15:59

    Nós nunca deveríamos ter descido das árvores.

  • 2. Otto  |  26/02/2008 às 16:01

    Grande texto, SUELLEN.
    Tava esperando por ele.

    Abraço

  • 3. Robson  |  26/02/2008 às 16:05

    Estava pensando em levar meu pai ao estádio, mas fico imaginado se acontece uma coisa dessas, eu nunca me perdoaria.

    Ótimo texto.

  • 4. mardruck  |  26/02/2008 às 16:16

    Por isso morro de medo de levar minha namorada ao estádio, mesmo ela pedindo sempre para ir.

    Sentiria-me muy culpado.

  • 5. gus  |  26/02/2008 às 16:33

    Durante a década de 90 fiquei mais de um ano sem comaparecer ao Beira-Rio, pois toda vez que eu ia era assaltado pelo pessaol da Nação Independente. Do final de 97 até o início de 99 não fui ao estádio. Depois voltei e desde lá vou a todos os jogos quando estou em Porto Alegre. O que me fez voltar ao estádio foi uma conversa com um amigo meu, várias vezes assaltado e até espancado pela torcida adversária, que me disse o seguinte: nós que somos legais não podemos deixar de ir ao estádio, esses bandidos é que tem que sair. Acho que é por aí, quanto mais gente boa for a campo, menos espaço sobra pra esses idiotas que confundem torcer com brigar, que não sabem a diferença entre uma flauta e uma bomba. Triste o fato ocorrido em SC, mas temos que continuar indo a campo e fazer com que quem não sabe se comportar saia.

  • 6. Anônimo  |  26/02/2008 às 16:38

    o Brasil eh uma merda, nao adianta…

  • 7. Francisco Luz  |  26/02/2008 às 16:40

    Texto e comentário mais lúcidos (até agora), especialmente o número 5.

  • 8. Carlos  |  26/02/2008 às 16:47

    Um cara q faz isso num estádio não é um torcedor. É um vândalo, um cara q não tá ali pra torcer, não tá ali pra ver futebol, não tá ali pra se divertir, pra amar um time.

  • 9. Rômulo Arbo Menna  |  26/02/2008 às 17:01

    se egoísmo, então compartilhado, douglas.
    ótimo
    q teu texto seja mto lido e bem lido

  • 10. Pato  |  26/02/2008 às 17:23

    Beleza de texto e melhor comentário: “nós que somos legais não podemos deixar de ir ao estádio, esses bandidos é que tem que sair. Acho que é por aí, quanto mais gente boa for a campo, menos espaço sobra pra esses idiotas que confundem torcer com brigar, que não sabem a diferença entre uma flauta e uma bomba.”

    O problema que os “torcedores organizados” e a B.M. não sabem diferenciar quem é um idiota ou aquele que esta “na boa”. Todo mundo entra na roda no meio da confunsão.

    E quem leva uma bomba no estádio e aqueles que aplaudem (uma parte da Geral, por exemplo) merecem que enfiem o artefato bem no meio do rabo.

  • 11. m  |  26/02/2008 às 17:45

    bonito, douglas. também fiquei profundamente horrorizado ao ver a mesma foto.

    acompanhei umas oito ou nove temporadas do cruzeiro no mineirão, junto com o meu pai. por causa da violência, da marginalidade e do desrespeito alheio, meu irmão mais novo não teve a mesma sorte, já que o velho encheu o saco e quase nunca volta no campo.

  • 12. mateus  |  26/02/2008 às 18:18

    chorei.

    ditadura dos idiotas.

  • 13. Gustavo  |  26/02/2008 às 18:34

    Impossivel ser otimista. Gostei da idéia do meu xará, faz todo o sentido.

  • 14. Evandro Freitas  |  26/02/2008 às 18:56

    Sou contra a guerra que não seja franca dentro do estádio. Que seja a guerra de cuspis, de gritos e palavrões. Mas o cidadão que entra com uma bomba dentro do estádio e joga covardemente contra o adversário deve ser punido com a mais severa das penas.

    Faço meus os teus sentimentos.

  • 15. Eugenio  |  26/02/2008 às 19:00

    Saudades do tempo que o meu pai levava eu e meu irmão ao Beira-Rio sem receio algum, pegávamos o ônibus lá no viaduto da Salgado Filho e voltávamos a pé pela Borges e chegávamos ilesos em casa!

  • 16. izabel  |  26/02/2008 às 19:06

    excelente texto, douglas. mais uma vez faz o que a grande mídia deveria fazer.
    e o comentário n° 5 também é muito bom.

    ao mardruck “Por isso morro de medo de levar minha namorada ao estádio, mesmo ela pedindo sempre para ir. Sentiria-me muy culpado” – de forma alguma quero iniciar uma discussão (e mudar ofoco dos comentários, já que o post é mais relevante) mas já que vi pelo teu blog que és bem novo, vai uma dica: não acho que vale a pena se sentir tão ultra-protetor a ponto de se sentir culpado se ela se machucar indo pro estádio. adoro cavalheirismo, mas aí já acho meio um machismo ultrapassado. ela não tá pedindo? leva a menina! se duvidar ela sabe se virar em confusão melhor que vc! hehehe e é bem legal assistir o jogo com o namorado/a.

  • 17. Ernesto  |  26/02/2008 às 19:21

    “Mas ele nunca vai conseguir esconder a marca da selvageria, porque o que aconteceu não foi descuido ou fatalidade, teve um culpado, alguém que se multiplica incansavelmente, que não sabe respeitar nada, não nasceu para ver a beleza e acredita que uma pessoa deve ser mutilada ou destruída porque veste cores diferentes ”

    Não precisamos nem dizer que tal espécie se encontra facilmente onde. Em torcidas (des)organizadas. Agrupamentos que não tem utilidade alguma, não produzem nada de bom, a não ser ideologias radicais. E ainda sugam o dinheiro que os “bons torcedores” deixam ao clube. A única execeção, como colorado, é a Fico. Nunca vi se meterem em bolo. o resto. bom, o resto é o resto.

  • 18. felipe lessa  |  26/02/2008 às 19:30

    Não sei o que acontece que estes idiotas continuam fazendo tantas merdas. Essas merdas de bombas e revólveres já mataram muitas pessoas que nada tinha a ver com essas merdas dessas tretas de torcida organizada. Já mataram umonte de gente besta que as carregava inclusive. Já multilaram quantos também….e a merda continua!

    Para completar, a policia catarinense também deu seu show a parte, disparando contra qualquer um que tivesse por perto. Aqui em Curitiba uma garota ficou cega por causa dessas balas de borracha. A polícia bate inclusive em gente que está trabalhando, destrói tudo, inclusive, empolgação de quem precisa trabalhar para ganhar o pão de cada dia.

    E nós, jornalistas, torcedores, cidadãos, esquecemos também que essa violência não existe apenas dentro de estádios e de torcidas organizadas. Esquecemos do problema social que destrói ao invés de construir pensamentos de boa índole. Muitas vezes acabamos criminalizando quem já nasce criminalizado por nascença, antes mesmo de ter cometido qualquer tipo de crime.

    Agora me pergunto, que punições o AVAÍ vai sofrer pela conduta de sua torcida? O mesmo vale para outros times e torcedores que fazem merdas deste genero. Se marcar vou ficar me perguntando por um bom tempo!

  • 19. douglasceconello  |  26/02/2008 às 19:44

    Sempre achei bonito, sei que os dementes são minoria, mas não vejo muitas outras formas de acabar com isto do que colocar um fim em qualquer coisa que se assemelhe remotamente a uma torcida organizada.

    A coisa anda tão fora de controle que, nos jogos que fui este ano, contra GUARANY e SÃO LUIZ, havia torcedores se estapeando na geral. Que gente imunda.

  • 20. Alexsander  |  26/02/2008 às 22:09

    nós que somos legais não podemos deixar de ir ao estádio, esses bandidos é que tem que sair

    Excelente. Eu tenho ido a todos os jogos no Beira-Rio há uns 4 ou 5 anos, com raras exceções. Fui a todos os jogos da Libertadores 2006, por exemplo. Esse ano só não fui ao jogo contra o Guarany porque tinha prometido levar minha filha ao Planeta Atlântida… 🙂

  • 21. Luís Felipe  |  26/02/2008 às 22:16

    eu já comentei sobre isso em outro post. Fico feliz por que a minha revolta foi compartilhada pelo Douglas.

    justifiquem o que quiserem, mas um senhor de 60 anos não pode perder uma mão depois de ir ao campo para se divertir. Alguém vai ter que pagar, e caro, por isso.

  • 22. izabel  |  26/02/2008 às 22:21

    não acho que acabar com as organizadas seja a solução. e nem acho que a culpa é unicamente das organizadas. pelo menos é o que concluo dos jogos do corinthians. praticamente só assisto jogos junto com a gaviões, e nunca me senti nem sequer ameaçada. tava, inclusive, no jogo contra o river na libertadores 2006, e no jogo contra o náutico na copa do brasil 2007.
    no jogo contra o river, a polícia fez o seu papel, atirando aquelas bombas sem nenhum propósito. medo deles.

    pra mim tinha que ser como na europa, prender o cara, obrigar ele a se apresentar à delegacia todo dia de jogo do seu time. mas aqui, não pega nada. no máximo, o clube é punido (e não acho que o clube deva ser punido). aqui em são paulo já proibiram tudo (inclusive camisa de organizada) e nunca deu jeito.

  • 23. Idelber  |  26/02/2008 às 23:34

    Lindo texto. Estou com o Douglas: sou a favor do fim de todas as torcidas organizadas. Extinção mesmo, proibição. Não tem outro jeito. No último Atlético x Cruzeiro, morreu mais um torcedor. Já virou rotina, é pelo menos uma morte por clássico.

  • 24. Atilio  |  27/02/2008 às 00:40

    Bárbaro. O texto e o atentado.

  • 25. Robson  |  27/02/2008 às 00:42

    Acabar com todas as organizadas é o começo. Eu acho que os estádios deveriam ter MUITAS câmeras de segurança, até no banheiro, assim quem sabe os marginais não estragariam o espetáculo.

  • 26. Guto  |  27/02/2008 às 00:43

    Decidi, há um bom tempo, que os bárbaros não merecem minha companhia no estádio. Os clubes são coniventes, a Brigada é desumana, meia dúzia de mentecaptos se valem do anonimato da turba para camuflarem seus pequenos terrorismos. Eu compreendo as boas intenções do gus e dos demais, mas simplesmente não tenho vocação para ser vítima da estatística.

    Prometo voltar aos templos em uma época mais civilizada. Até lá, AM 600 e comentários de Maurício Saraiva.

  • 27. Diogo  |  27/02/2008 às 01:11

    Acrescentando uma informação ao comentário do Idelber: um atleticano morreu em um encontro de integrantes de Gayloucura e Maria Azul. Foi na 1ª rodada do Mineiro. Os caras se encontraram no centro de Beagá e o pau quebrou. O atleticano citado nem participou da briga. Teve uma crise de pânico ao ver o conflito e sofreu um ataque fulminante.
    Por decisão do MP, as duas “torcidas” terão que mudar de sede. Mas isso ainda é muito pouco.

  • 28. Serramalte Extra  |  27/02/2008 às 02:13

    Vou discordar de todos.

    Ir ao estádio *em jogos de uma torcida só* hoje em dia é muito mais tranquilo que antigamente. Eu frequento o Olímpico desde 1985. O ‘nível’ do pessoal é melhor, futebol deixou de ser um espetáculo ‘popular’, além de praticamente não existir mais superlotação, o que a meu ver agrava a violência. Já fui a jogos com 70.000 pessoas no Olímpico, 60.000 depois da reforma de 90/91, e o estádio que enche com 45.000 pessoas hoje era do mesmo tamanho…

  • 29. Marcos SL  |  27/02/2008 às 03:11

    Muito bom o teu texto, Douglas! É triste ver que existem idiotas que precisam estar infiltrados em grandes grupos para fazer este tipo de bestialidade. E o pior é que isto não é exclusividade nossa, nos países do “primeiro mundo” este tipo de coisa acontece aos montes. Vide os acontecimentos no Campeonato Italiano do ano passado em que, devido à furia dos tifozzi, uma rodada inteira teve de ser cancelada. Acho que muitas vezes o futebol se torna uma válvula de escape para todas as agruras que passamos todos os dias…

  • 30. Renato K.  |  27/02/2008 às 05:18

    Da Gazeta Esportiva: “O torcedor de 62 anos foi presenteado com uma camisa do clube autografada por todos os atletas e um boné. Ele ainda recebeu uma carteira de sócio vitalício do Criciúma.”
    Agora, sim. O mal foi reparado. Só falta descobrir quem jogou a bomba e arrancar a mão do filho da puta com um alicate.

  • 31. dante  |  27/02/2008 às 10:14

    ótimo texto e comentário no. 5.

    é exatamente o que eu penso.

    mas, izabel, preciso discordar de ti em um único ponto: dizer que “praticamente só assisto jogos junto com a gaviões, e nunca me senti nem sequer ameaçada” não faz nenhum sentido porque, neste caso específico do senhor de SC, quem PATIFOU foi a torcida adversária.

    eu, por exemplo, nunca vou a grenais no olímpico [sou colorado], porque é sempre essa encrenca. pior coisa que existe é gente sem noção. lixo.

  • 32. Beto Borracho  |  27/02/2008 às 10:24

    Concordo com a Izabel, a solução é punir!
    A policia prendeu esses doentes porque o caso repercutiu, se a bomba tivesse ‘só’ estourada (sem machucar o seu Ivo) não daria nada, a galera iria vibrar e deu, bombas estouram no olímpico, beira-rio, maracanã, mineirão a anos e nada acontece. Infelizmente a realidade é essa!
    Porque não é sempre assim? Por que tem que investigar, correr atrás, é muita gente, a maioria menor, enfim, da trabalho! E trabalho é coisa que a policia detesta.

    Na Inglaterra os torcedores não são revistados, a segurança interna é responsabilidade do clube (como em qualquer evento particular no mundo, não vejo brigadiano no teatro São Pedro, Planeta Atlântida, sala de cinema, Fiergs…) e tudo funciona perfeitamente.
    Levantei para buscar uma cerveja e o orientador ficou ‘monitorando’ o que eu iria fazer, na volta fui ‘convidado’ a buscar meu lugar imediatamente.
    É uma merda? é! tu fica engessado? sim! Mas da certo. Não precisamos copiar 100% os gringos, são culturas diferentes, como tudo na vida tem que adaptar a nossa realidade, mas como ta não da mais!

  • 33. Carlos  |  27/02/2008 às 10:52

    Beto Borracho = metamorfose ambulante

  • 34. izabel  |  27/02/2008 às 10:54

    dante, o que eu falei só faz sentido pra dizer que não acho que a culpa é das organizadas, entendeu? se não me senti ameaçada é porque nunca estive no meio de gente partindo pra briga, ou provocando adversários.
    domingo tem o maior clássico de são paulo, que envolve meu time, e não irei por medo. nunca fui.

    aqui em são paulo o que funciona muito bem é a revista pré-jogo. todos os bandeirões e instrumentos são vistoriados, as pessoas, etc. é desagradável, e temos limites de 6 instrumentos por torcida, x bandeirões, não pode ter bandeira, não tem bebida alcóolica, nada de papel e etc. é um saco, mas tem menos acidentes violentos dentro do estádio.

    nota: ridículo o cara aí de cima, que acha que melhorou o ‘nível’, o espetáculo é menos ‘popular’ e tudo melhorou… os playboizinhos que arranjam briga em boite são melhores que os pobres, pretos e favelados, né?

  • 35. mauricio  |  27/02/2008 às 10:59

    vou concordar com o serra malte extra ali.

    mudou muito o tipo de frequentador dos nossos estádios. ia ao beira rio em 96. morei vários anos fora e a diferença é gritante.

    fora grenais e aquela palhaçada da brigada no jogo contra o flu em 2005, nunca vi nenhum problema acontecer. isso que muito peguei metrô e onibus pra ir em jogo e voltei inúmeras vezes a pé.

  • 36. Carlos  |  27/02/2008 às 11:17

    Eu discordo.
    Na real acho q hoje em dia é muito pior ir em jogo. Antigamente tinha muito mais véio e muito mais piazada. Achava mais tranquilo. A pauleira ficava restrita a certas áreas. Agora é tudo meio espalhado.

  • 37. Carlos  |  27/02/2008 às 11:18

    E concordo com a izabel.
    Pior q “pobre” violento, q tá lá pra assaltar, são esses pitboys q estão no estádio pra brigar ao estilo ultimate fighting…acho isso lamentável.

  • 38. Beto Borracho  |  27/02/2008 às 11:45

    Carlos, sou extremamente contra a modernização dos estádios, mas se isso for a solução, eu apoio. O problema é que o brasileiro acha que resolve tudo com essa ‘meia-foda’. Ou muda tudo e realmente teremos estádios modernos ou deixa como está!

    vai elitizar o futebol? vai. O ingresso será caro? sim. Todos terão acesso? não, mas a vida é assim! Os melhores restaurantes-teatros-show são os mais caros.

    Não estou dizendo que elitizar o futebol ira acabar com a violência, mas estádios confortáveis, seguros e modernos têm um preço alto, é impossível ‘fazer futebol’ moderno com ingresso a 10-20 reais.

    O cara chega ao Heriberto Hülse, encontra o seu lugar reservado, com a revista do clube na cadeira, pessoas treinadas a orientá-lo, banheiros limpos, bares, monitor plasma passando a historia do clube, tudo organizado e funcionando….. Como que um imbecil vai ter a coragem de levantar e atirar uma bomba na torcida adversária? No momento em que ele erguer a mão uma das 100 câmeras já localizaram o marginal, em 30 segundos ele está preso e proibido de freqüentar estádios para sempre.

    É uma bosta imaginar uma La Bamboneira com 60 mil hinchas sentadinhos? claro que sim! Mas se fosse assim, não teriam tocado aquela bomba no Clemer em 2004, prejudicando o jogo e o inter. E se ele fica cego? como que faz? quem paga por isso?

    Não tem solução, estádios seguros e modernos custam caro e INFELIZMENTE não são para todos!

    Eu sou a favor de deixar como está! É ruim, não tem segurança, assaltos a varrer, briga é mato, cerveja quente, filas quilométricas, policia despreparada, bombas….mas é nosso, a gente é brasileiro, acaba se adaptando e gostando!

  • 39. Gralha  |  27/02/2008 às 11:49

    Não entendo alguns aqui. Dizem que o futebol europeu (e tudo que está envolvido, como estádios, torcidas, etc) é cheio de frescura, não tem alma, não tem isso e não tem aquilo. Bom mesmo é aqui. Daí dá uma merda dessas e citam VINTE-E-DOZE soluções todas importadas de lá.

    Vejam quantas tragédias aconteceram por lá. Vejam o que os ingleses fazem em outros países a cada Copa do Mundo. Vejam o que os italianos fazem. E não se enganem, a polícia européia baixa o cacete na torcida IGUAL.

    Penso que a questão aqui se resume em dois fatores: EDUCAÇÃO e IMPUNIDADE. Por isso há violência nos estádios, no trânsito, nas ruas. A maioria da população brasileira é MAL-EDUCADA e não conhece as regras mínimas de convivência em sociedade. Ignora suas responsabilidades porque nunca é responsabilizado pelos seus atos. É malandro, quer ser esperto em tudo. Não interessa se é rico ou pobre, se tá no estádio ou Congresso, se tá “defendendo” as cores do seu time ou se precisa garantir a janta.

  • 40. Beto Borracho  |  27/02/2008 às 11:59

    Gralha, uma coisa é violência dentro do estádio, isso só será resolvido com muito trabalho e investimento alto.
    Violência no transito, na rua, entorno do estádio é segurança publica. Não serão estádios modernos que iram resolver os problemas do Brasil.
    Se fosse assim, depois de 2014 o Rio seria a Montréal sul-americana.

  • 41. Gralha  |  27/02/2008 às 12:05

    Não serão estádios modernos que iram resolver os problemas do Brasil.

    Em nenhum momento eu disse isso!!!

    Só acho que investir nos estádios e ENGESSAR a torcida não é a solução para os problemas dentro dos estádios. O que deve mudar é a MENTALIDADE das pessoas.

  • 42. Beto Borracho  |  27/02/2008 às 12:13

    Como que o Grêmio vai ‘mudar a mentalidade’ de 60 mil pessoas? Isso não existe!

    A arena (se realmente sair do papel) será construída, que deve se adaptar a ela são os torcedores.
    O cara que não gostar, um braço! Vai para casa, senta no concreto, bebe cerveja quente e toca bomba no vizinho.
    Ou deixamos o Monumental em pé e tentamos mudar a mentalidade da torcida?

  • 43. Leandro Rizzi  |  27/02/2008 às 12:19

    Post do ano, Douglas.

  • 44. Gralha  |  27/02/2008 às 12:24

    Beto, em primeiro lugar eu não te entendo. Semanas atrás tu tava contando em detalhes as brigas da torcida do Santos, do Grêmio no Uruguay, contra os turistas da Geral e outras coisas. Agora, quer 45 mil robôs na nova arena.

    O que quero dizer é que a estrutura do estádio pode ajudar, mas não RESOLVE o problema da violência. Longe disso. Na tão gloriosa Europa os estádios são ultra-futuristas e a violência continua acontecendo nos entornos. Já dizia um amigo meu de Londres, “se tem tanta câmera nas ruas pra monitorar as pessoas é pq os caras fazem muita merda por aí”.

    Tu educa as pessoas de várias maneiras, sejam 60 mil ou 60 milhões. Um dos métodos – dos mais rígidos – é o da PUNIÇÃO. Aqui a população é irresponsável porque nunca paga pelos seus atos. Se a pessoa começasse a ser punida de verdade, ao invés de punir clube, governo ou seja lá que for, os problemas se reduziriam.

    Reduziram bastante na Europa pq o cidadão punido vai pra delegacia na hora do jogo e não pode acompanhar seu time. Pq vai ter que prestar serviço comunitário.

    Não pq ele ficou com pena do telão de plasma.

  • 45. Carlos  |  27/02/2008 às 12:25

    Beto, não acho q a modernização dos estádios vai resolver o problema…acho q o q resolveria seria a modernização das criaturas q estão lá dentro.

  • 46. Beto Borracho  |  27/02/2008 às 12:41

    Gralha, já escrevi acima e repito: sou extremamente contra a modernização dos estádios!
    Não tem coisa mais linda que um Monumental de Nunes lotado, um Centenario em dia de clássico, um Grenal… uma festa única no mundo, nenhuma torcida do planeta chega perto da sul-americana.
    Só escrevi o que penso sobre o assunto, em quando tivermos estádios que mais parecem latas de lixo, não teremos controle de nada.
    É só uma opinião, o que faço ou deixo de fazer é problema meu e, graças a Deus, resolvo meus problemas sozinho.
    Mas tu tens razão é difícil de entender, nem eu consigo!

  • 47. Jabba  |  27/02/2008 às 12:46

    Numa boa, nãs sou contra as torcidas organizadas, já assisti vários jogos na Geral e fico sempre do lado dela ali na social, mas sou contra os privilégios. Eu sou sempre revistado na entrada do estádio (com mais ou menos rigor dependendo do jogo) e já tive até que deixar guarda chuva na entrada, enquanto isso os caras da geral passam direto e sem revista (eu já vi isso). É bonito aqueles sinalizadores? Até é, mas na Libertadores do ano passado um idiota queimou um amigo meu e outras pessoas com uma merda daqueles e quase virou uma pancadaria. Resumindo: Tem que ter revista, tem que acabar com privilégios e tem que ter punição, mas punição de verdade. Não adianta esperar que as pessoas magicamente vão se tornar menos imbecis.

  • 48. Carlos  |  27/02/2008 às 12:47

    Beto, afinal de contas tu é a favor ou não de jogar uma bomba na torcida adversária?

  • 49. Beto Borracho  |  27/02/2008 às 12:52

    sem comentários Carlos, nem o imbecil que tocou a bomba em Criciúma é a favor dessas merdas

  • 50. Luís Felipe  |  27/02/2008 às 12:54

    que adianta elitizar os estádios?

    o ingresso de visitante em um grenal é caríssimo, para o padrão da população mais pobre. Aí, um estudante de direito bota fogo num banheiro químico. Aí, rapazes bem vestidos e com músculos moldados por academias caras e suplementos mais caros ainda derrubam as grades do estádio.

    o avaiano filho da puta que jogou a bomba não fez isso por que não tinha o que comer.

  • 51. Carlos  |  27/02/2008 às 12:59

    Tá, beto….mas então pq tu vive narrando brigas e mais brigas e mais brigas entre torcidas? tipo…se tu tocar um bagulho num cara e ele morrer…
    não entendo essa tua lógica…

  • 52. izabel  |  27/02/2008 às 13:38

    a revista aqui em são paulo é super criteriosa, e não há esses privilégios.
    acho que começou essa rigidez depois da final da copa FPF de júniores, uma final palmeiras x spfc, em que mataram a pauladas um palmeirense. na época morava ainda em salvador, mas a imagem ficava em loop na tv o dia todo (cena horrível). daí que hoje em dia tá tudo proibido por aqui, mas não lembro de eventos violentas com grande proporções DENTRO do estádio. fora dele, até certo ponto, participa quem quer.

  • 53. felipe lessa  |  27/02/2008 às 13:44

    izabel…tenho alguns amigos da gaviões, que já foram roubados por outros gaviões. Você apenas levou sorte de conhecer as pessoas certas (ou erradas).

    ainda assim o problema está nas organizadas, até pela razão de que muitos dos que fazem tais merdas não têm nem carteira de associado das torcidas. O que precisa haver é punição contra o clube, contra o torcedor, torcida organizada no caso do torcedor ser associado e reeducação dos mesmos para a cultura da paz.

    Imagine se o Avaí for penalizado a pagar uma pensão ao torcedor, que aos 62 anos, perde o direito de ter uma mão. Imagine se o torcedor do avaí perdesse o direito de ver seu clube durante alguns anos, e, quando este voltasse a poder jogar para seu público,estivesse na mais baixa das divisões.
    Pois é, assim outros torcedores serão os proprios policiadores de tais situações, afinal, saberão que se forem cúmplices omissos, quem perde, são eles mesmos.

  • 54. felipe lessa  |  27/02/2008 às 13:45

    errei na digitação, ato falho, risos, o problema não está exclusivamente nas organizadas.

  • 55. Roberto Bêbado  |  27/02/2008 às 14:10

    Beto, uma hora tu diz que a solução para o problema da violência é muito trabalho e investimento alto.

    Então as tuas punições aleatórias (https://impedimento.wordpress.com/2008/02/25/netto-e-o-guarany-perdem-sua-alma/), para que servem?

  • 56. Serramalte Extra  |  27/02/2008 às 14:46

    “nota: ridículo o cara aí de cima, que acha que melhorou o ‘nível’, o espetáculo é menos ‘popular’ e tudo melhorou… os playboizinhos que arranjam briga em boite são melhores que os pobres, pretos e favelados, né?”

    Ah, não… achei que o PT tinha acabado, pqp!

    SIM, Izabel. Aqui no RS os pleibóis que brigam em boate são melhores que os assassinos drogados de Alvorada e os ladrões das vilas próximas aos nossos estádios. Por experiência eu sei que só briga quem quer, ninguém vai olhar pra ti, dizer ‘não fui com a tua cara’ e sair dando porrada. Mas alguém arrebentar o vidro do teu carro, bater tua carteira, te botar um 38 na cara, tu não escolhe, pô! (sim, já vi tudo isso nas quase 500 vezes que fui ao estádio)

  • 57. Beto Borracho  |  27/02/2008 às 15:13

    Carlos, nos vamos voltar aquela ladainha que já renderam centenas de comentários e horas perdidas….. Se o cara quer brigar no estádio (me incluo nessa parte) azar dele, que faça bom proveito e ache alguém que também o queira, cabe a policia inibir tal atitude.
    Tem gente que gosta de créu, lambada, emo, pitbull, golf feminino, beach-soccer…. Cada um com seus problemas

    Não tentem achar lógica, apenas passei algumas idéias (com minha pouca experiência sobre o assunto) para melhorar a vida do torcedor.
    Mal comparando, é como na política, eu sou contra o Lula, mas nem por isso deixo de elogiar as pouquíssimas coisas boas que o semi-analfabeto fez.

    Estádios modernos e elitizados é um caminho sem volta, ainda mais depois que essa merda de Copa veio para o Rio. Sou totalmente contra, mas não posso deixar de apontar os (possíveis) benefícios!

    Vejo que 99% aqui acham que ‘doutrinando’ os torcedores, todos os problemas estão resolvidos, eu penso que só teremos resultados quando investimentos em estrutura e mão de obra qualificada (vai ver, meu lado engenheiro fala mais alto). Mas são idéias, apenas idéias, não iram mudar a vida (nem ao menos a tarde) de ninguém!

  • 58. Beto Borracho  |  27/02/2008 às 15:16

    * … não irá mudar a vida….

  • 59. Pato  |  27/02/2008 às 16:25

    Beto, várias vezes vc. afirmou que torcedor bom é o da Geral, que não vaia e tal. Porém, são os babacas da Geral que aplaudem as bombas que estouram aos montes, ou estou errado?

  • 60. Carlos  |  27/02/2008 às 16:33

    Só sei q isso é totalmente incoerente…não aplaude a bomba q detonou a mão desse pobre velho, mas vai ao estádio pra quebrar a cabeça do primeiro q passar de camisa vermelha…

  • 61. Milton Ribeiro  |  27/02/2008 às 16:56

    Acho que todos disseram tudo sobre o absurdo completo do que ocorreu com este senhor.

    Então me ocorre elogiar o excelente e avantajado texto do Douglas.

    Maravilha!

  • 62. Dawran Numida  |  27/02/2008 às 16:58

    É ruim, mas nestas horas dá para refletir sobre os discursos sobre a beleza do futebol brasileiro. Infelizmente, fica claro que são discursos ocos. Aliás, o futebol brasileiro deixou a beleza faz tempo. Por quê? Também por fatos como esses, que repetem-se, sem que qualquer recheio apareça no palavrório sem nexo de quem teria de dar segurança nos estádios, ou em qualquer outro lugar onde a legítima paixão, o lazer, ficam à mercê de verdadeiros desordeiros. Mutilações e mortes repetem-se à exaustão nos estádios e a resposta vem através de promessas de construção de novos estádios, Timemania e a cereja do bolo, a Copa 2014. O cidadão que gosta de assistir futebol? Ora, este que lasque-se, que seja estraçalhado. Depois, marca-se audiência, dá-se uma camiseta a algum figurão e esquece-se o assunto. Lamentável.

  • 63. Beto Borracho  |  27/02/2008 às 17:10

    A Geral não aplaude bombas e luta contra elas na cancha, se um copo de plástico à punição chega a 3-4 jogos, uma bomba pode tirar 7-8 mandos de campo!

    Infelizmente é uma praga.
    Hoje no jogo, um mangolão vai jogar uma bomba, a gurizada vai lá e ‘pede’ para que isso não se repita. Esse não faz mais, só que 10 outros idiotas escutaram o estouro, a vibração da bancada e acharam o máximo….. resultado: 10 bombas no jogo de sábado….parece aquelas malditas correntes sem fim!

  • 64. Eduardo  |  27/02/2008 às 17:52

    “Se o cara quer brigar no estádio (me incluo nessa parte) azar dele, que faça bom proveito e ache alguém que também o queira, cabe a policia inibir tal atitude.
    Tem gente que gosta de créu, lambada, emo, pitbull, golf feminino, beach-soccer…. Cada um com seus problemas”

    Só uma coisa. e juro que não é mera provocação.
    Pelo que entendi, Beto e parcela da Geral – assim como outras organizadas – são participantes de uma espécie de “Clube da Luta”, isto é, apreciam uma luta consensual.
    Sem entrar no mérito disso, pergunto: por quê o ‘palco’ tem que ser o estádio de futebol ??? Em que futebol e pancadaria (ainda que consentida) combinam?? Por quê envolver outros torcedores no “combate” (isso sempre acaba acontecendo, num universo de 50.000 pessoas) ??
    Será que os outros são obrigados a aturar isso, ainda que gostem de créu, lambada, emo, etc ?
    Corrijam-me se entendi tudo errado.

  • 65. Pato  |  27/02/2008 às 18:12

    O pessoal que gosta de brigar poderia marcar encontros em uma praça, ou melhor, alugar um campo de futebol qualquer e se matarem sozinhos.

  • 66. FERN  |  28/02/2008 às 11:58

    Beto e todo o resto, o modelo a ser copiado é o da alemanha, alguém ja viu partidas da Bundes Liga, os estádios são modernos (tb ñ gosto), estão sempre cheios (= a premier league), porém não são nada engessados, ao contrário a festa é muito bonita e a violência é mínima, tamb´em acho o inglês legal demais, mas o espetáculo na platéia cheia é mínimo e sem brilho só o Liverpool e o Celtic me empressionam, mas na alemanha não gosto de quase todos os jogos que vejo, sempre atrás de um dos gols fica uma bela torcida com cantos, pulos e trapos e sem violência.

    GENTE A SOCIEDADE É VIOLENTA, LOGO TODO EVENTO QUE REUNIR PESSOAS TERÁ SUA CHANCE DE SER VIOLENTO, E VEJO SEMPRE COM BOM OLHOS AS DEMONSTRAÇÕES DE VIOLÊNCIA POR PARTE DA MAIORIA, POIS MOSTRA O ESPÍRITO DE NOSSA CONSTRUÇÃO SOCIAL VIGENTE E COMO ELA PRECISA SER MUDADA, ADEMAIS SOMOS VIOLENTADOS SOBRE TODOS OS ASPECTOS DA VIDA COTIDIANA, PORQUE RESPONDER À ISTO COMO CORDEIRINHO.

    RESPEITO MUITO A DOR DE QUEM SOFREU A VIOLÊNCIA, MAS DEIXEMOS UM POUCO O “POLITICAMENTE CORRETO”

  • 67. Beto Borracho  |  28/02/2008 às 15:36

    FERN, os 3 ‘representantes’ da Geral no conselho, e que estão lutando para uma Arena que não acabe com a torcida, deram a idéia dos estádios da Alemanha.
    Tu tens toda a razão, são os que melhores conseguiram adequar modernidade/segurança + torcida feliz!
    Alguns deles (segundo Odone, essa é a idéia para a Arena) têm setores (atrás dos gols) que as cadeiras podem ser retiradas, ou seja, quando é show, evento, jogo de seleções…. as exigências são atendidas, quando é torneio local, a torcida fica ‘a vontade’.

    Em qualquer pais da América latina, o povo vai as ruas para protestas contras os políticos, no brasil a roubalheira come solta e nada, isso é reflexo de uma sociedade pacata e sem força

    Mas como exigir isso de um povo que nunca teve algum desses nobres anseios em sua História? Não oferecemos resistência na colonização. Nunca vivemos uma guerra. Conquistamos a independência sem um tiro. O máximo de combatividade que esse país assistiu foi à abnegação de meia-dúzia de estudantes que se negavam a aceitar a ditadura. Sim, eram poucos. A maioria fugiu. E durou pouco também, 4 anos são um segundo na vida de uma nação.
    Brasília já era para ter sido invadida há anos!

  • 68. FERN  |  29/02/2008 às 21:00

    valeu Beto, concordo em muito e viva o diálogo!

  • 69. Roger yuri  |  09/03/2008 às 12:11

    kkkkkkkkkkkk

  • 70. tarsischwald  |  12/09/2008 às 11:29

    Mardruck, ver um jogo em estadio aqui em SP com a família?

    Bom, só dá para arriscar no jogo PORTUGUESA x GRÊMIO, já que a torcida visitante é muito maior.

    No mais é uma aventura daquelas que inúmeras vezes empreendi, com direito a correr risco de vida. Felizmente agora com canal Premier e internet, me divirto são e salvo na minha belíssima poltrona de segunda mão.

    Curiosamente se tem uma coisa que podemos fazer AQUI em SP é ver um GRE-nal todos juntos, gremistas e amargos, algo que me parece é impossível de se fazer em PoA.

    E para quem “se diverte” brigando em estádio, uma sugestão: levem suas mães e as irmãs junto para brigar também, se ferir, morrer, etc afinal, é tão divertido, porque negar esse prazer a pessoas tão queridas, não é?

    Abs!

  • 71. Diogo  |  12/09/2008 às 17:14

    Tirei o chapéu, no caso o cata-ovo tricolor, pro autor do texto.

  • 72. Titi  |  12/09/2008 às 17:35

    Eu nao tinha lido esse texto. parabens.

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