O evangelho segundo um colorado

17/12/2007 at 16:47 39 comentários

O churrasco que aconteceu na casa de uma amiga naquele sábado acabou me ajudando a não pensar no assunto tanto quanto eu faria em circunstâncias normais. Entre paleteadas na costela e goles de cerveja, volta e meia sentia um calafrio na espinha e lembrava da gravidade do momento. Me sentia culpado por não estar gastando cada minuto do meu tempo pensando no jogo contra o Barcelona. Aos pensamentos, aos que perguntavam, a maioria em tom de corneta, apenas repetia o mantra que contrariava toda uma trajetória de torcedor: “vai dar, vai ganhar”.

No entanto, bastou eu sair do churrasco, no início da madrugada de domingo, para ficar absorto na loucura da expectativa. Dirigindo, falava em voz alta: “vai dar, vai ganhar”. E botava a cabeça pela janela e gritava alto para o capim e para os outdoors, quase na ponte de Cachoeirinha: “vair dar, porra”. Que ano louco este de 2006. Com as outras pessoas, tentava aparentar tranqüilidade. Temia que me internassem desde a fase de insanidade completa na final da Libertadores. Quando cheguei em casa, meu irmão estava ouvindo a Guaíba, e o pai PEDRO DE OXUM afirmou que não tinha outra, era Colorado na cabeça. Não satisfeito com a tensão da situação, fiz uma coisa pouco recomendável: deitei no sofá e coloquei o DVD da Libertadores. Fiquei em chamas plenas e profundas. Dormi e acordei às cinco, achando que o tempo estava de brincadeira, se palhaçando sem andar uma vez. Fui para a cama e, do nada, despertei. Tudo quieto. “Mas que diabos, perdi o jogo. Acabou, arrebentou tudo”. O relógio apontava 8h15.

Para manter a tranqüilidade superficial tentava não avaliar o que estava acontecendo. De repente, é o teu time – aquele mesmo da fumaceira em Belém, em 2002, o que te maltratou durante uma vida – entrando em campo com o Barcelona, para disputar o título mundial, no Japão. O mesmo torneio que era apenas uma miragem no deserto de bons resultados do Inter. Em 1988, fiquei acordado para ver PSV e Nacional. Queria ver Romário atuar. Depois de três horas vendo lutas de boxe, dormi quando a partida começou. Desde então, assisti a todos os mundiais, sempre pensando o quão triste devia ser chegar lá e perder. E nunca sequer tendo a audácia de imaginar que um dos times a entrar em campo pudesse ser o Inter.

E lá se foi a bola rolando, aquela putinha, como se aquele jogo fosse mais um entre tantos outros que eu já havia presenciado. O tempo passava e o bicho não se mostrava tão feio como anunciavam. No final, Fernandão fora, Índio sangrando, eu prevendo um bombardeio na prorrogação. De repente, num lance de velocidade absurda, Iarley pifa Adriano na cara do gol. Antes da correria fulminante pelo pátio de casa, ainda tenho tempo de questionar os deuses ao pensar “Gabiru?”.

O que senti naquela hora nunca esquecerei – e nunca vou conseguir descrever, embora vá tentar até o resto da vida -, pois era tanta raiva, alegria e leveza ao mesmo tempo que não me parecia razoável alguém poder viver aquilo. E até o final, a tranqüilidade forçada já no espaço, eu não queria mais ver nada. Havia uma tensão latente no ar, uma movimentação intensa e imperceptível nas casas, alguns mais corajosos já começavam a ganhar as ruas. Um crime do Barcelona poderia arruinar tudo. Eu não sabia o que pensar, como me comportar. Mas então a gente vai ganhar? É possível? Mas como a gente vai ganhar se a gente é colorado? Então este é o Colorado que nos falavam e a gente nunca tinha visto antes de 2006? Então foi isto que sentiram em 1975?

Havia um zebu engasgado na minha garganta, que começou a dar coices quando meu irmão caiu em soluços no sofá, ainda faltando alguns minutos. Nascido em 1988, não foram raras as vezes em que olhava para ele após uma derrota ou desclassificação e, embora não dissesse, pensava como era dura a nossa vida, e a empatia por ele era completa. Muitas vezes ele comentava: “tu ainda viu o Inter chegar em duas finais de Brasileiro, numa semifinal de Libertadores e ganhar a Copa do Brasil. Mas eu não vi nada”. Ele é o retrato fiel de uma legião de colorados, dos torcedores que representam um tempo de secura, que talvez seja a fatia mais importante da torcida vermelha de todos os tempos. Eu nunca pretendi estar feliz, já não me importava mais, mas queria ver os outros esfusiantes, bandeiras nas ruas, queria assistir à explosão da massa que estava na Goethe, dali para diante entrar no Beira Rio e enxergar em cada torcedor um brilho diferente. Queria ver meu irmão feliz, percebendo que tudo valeu a pena. Pois, entre 1993 e 2001, eu já tinha o caráter colorado formado, mas ele, uma criança, passou pelo inferno astral vermelho com bravura e tristeza insuspeitas. Naquele tempo os locutores esbaldavam-se com a nossa tragédia e a coisa mais comum era ouvir que “o Inter está fora por um gol. Novamente o Inter decepciona”. Era assim, todo dia de jogo decisivo dormíamos de cabeça inchada. Numa das primeiras vezes que meu irmão foi ao estádio, saiu de lá vendo a torcida queimar camisetas após uma desclassificação na Copa do Brasil. E, mesmo com times decentes, a lamúria não tinha fim. Já estávamos nos acostumando bastante com a idéia de que havíamos nascido para sofrer, para pagar todas as alegrias que os colorados mais antigos tinham vivido, uma espécie de culpa cristã vermelha. Nós éramos o sacrifício. E, pior, já começávamos a achar que era justo ter o nosso destino traçado com derrotas. Toda esta bagagem de angústia fez com que o Brasileiro de 2005 parecesse uma brincadeira macabra.

Quando o Barcelona chegou pela última vez, Clemer fez uma intervenção absurda e Fabiano Eller afastou para a lateral. O juiz marcou falta e Clemer amorcegou o jogo. Antes de ele dar o balão, olhei firme para a TV, já com a certeza: “são os últimos segundos da nossa vida como a vivemos até então, são os últimos pedacinhos do nosso horror”. E o juiz apitou e desde então minha vida está no lucro.

Naquele dia Porto Alegre estava assando sob 40 graus. O que fiz depois de comemorar foi deitar, com os músculos arrebentados. E passar todos os instantes seguintes com um sorriso leve no rosto. Tivessem me dado um tiro na cara, é provável que o sorriso continuasse lá, indiferente.

Saudações e parabéns aos colorados,

Douglas Ceconello.

Entry filed under: Colunas.

1989, o ano que terminou em 2006 Ontem virgem, hoje melhor do mundo

39 Comentários Add your own

  • 1. douglasceconello  |  17/12/2007 às 16:54

    Embora tente fazer diferente, sempre que escrevo sobre as conquistas do Inter acabo caindo em clichês. Ao término do texto, fico constrangido. No entanto, sendo colorado de quatro costados, não sei se é possível acontecer de outra forma. Afinal, basta estar vivo para ser um clichê.

  • 2. Alisson Coelho  |  17/12/2007 às 17:03

    Bah Douglas, não tem do que envergonhar no texto…
    É tudo que eu sempre pensei, sou de 86, igual teu irmão não tinha visto muita coisa não…
    Um monte de amigos gremistas!
    Depois da vitória, minha mãe ficou brava comigo, achou que eu fosse ter um infarto coitada….

  • 3. gus bozzetti  |  17/12/2007 às 17:15

    Relato lindo!
    Até hoje acho que estou morto, vivendo como um fantasma por aqui. Nunca senti nada como senti naquele dia. E tudo isso foi traduzido por ti:
    ” O que senti naquela hora nunca esquecerei – e nunca vou conseguir descrever, embora vá tentar até o resto da vida -, pois era tanta raiva, alegria e leveza ao mesmo tempo que não me parecia razoável alguém poder viver aquilo. ”

    Vi os 3 títulos brasileiros, a copa do brasil, o gre-nal do século, o gol mil, mas nada, NADA, nunca vai se comparar a alegria que eu senti ao ver a cara do Ronaldinho após o gol do Gabirú.

    Parabéns pelo belo texto.

  • 4. Glauco Caon  |  17/12/2007 às 17:18

    Bah, muito bom…

  • 5. Alexsander  |  17/12/2007 às 17:20

    Naquele domingo, 17/12/2006, logo após o jogo eu fui com a família e um grupo grande de amigos (em três ou quatro carros) para um sítio perto de Arroio dos Ratos, um programa que já tinha sido marcado com antecedência. Acho que no fundo já estava inconscientemente dando um jeito de fugir em caso de tragédia…

    Era um local bastante isolado, onde rolou um churrasco de almoço; passamos a tarde bebendo e ouvindo as rádios nos carros em um volume bem alto. Nâo houve foguetório nem multidão, foi uma comemoração diferente. Ficávamos trocando de rádio em rádio, procurando as reprises dos gols — especialmente o do Gabiru. Levamos CD’s do Inter, de tempos em tempos colocávamos o hino e cantávamos de pé, quase prestando continência.

  • 6. J Petry  |  17/12/2007 às 17:26

    Minha esposa tinha se formado na noite anterior. Dormi três horas no máximo. Depois do almoço dormi o resto do sono e acordei perguntando se tinha sonhado com o jogo.

  • 7. Luís Felipe  |  17/12/2007 às 17:28

    peraí, tu te envergonhou desse texto?

    ah, mas vá se foder.

    cada relato que eu leio é melhor que o outro. Aquela catarse coletiva foi impressionante. Tanto que mais tarde éramos quase 100 mil pessoas andando de um lado para o outro, entre a Protásio e a 24 de outubro, sem nenhuma razão, atrás de uma banda imaginária ou real de colorados.

  • 8. Luís Felipe  |  17/12/2007 às 17:28

    perdão, eu só quis dizer que o texto era sensacional.

  • 9. Gabriel  |  17/12/2007 às 17:30

    “Mas como a gente vai ganhar se a gente é colorado? ”

    Bah sou de 83, também passei pela dificuldade dos anos infrutiferos do inter…pensava isso, tinha vergonha de ir ao colégio com a camiseta do Inter e ser reprovado pela maioria gremista que me cercava….

    Sou feliz por ter visto isso, por fazer parte do “time de 2006”, por ter chorado de soluçar na primeira vitória contra o Nacional na libertadores em casa, por ter ido em todos os jogos da libertadores e quase ter morrido em todos eles, e depois ser presenteado pelo Gabiru(na hora tb tive a mesma impressão que tu Douglas, algo do tipo: o Luis Adriano na esquerda…)
    Mas é isso, valeu Douglas, parabéns pelos textos!

  • 10. douglasceconello  |  17/12/2007 às 17:45

    De forma alguma fiquei com vergonha do texto, Luis Felipe. Fico mais constrangido porque sempre saltam aspectos pessoais DELICADOS, e é impossível que seja diferente. Acontece – e assim vocês podem ter noção da IMPORTÂNCIA que delego a este ESPAÇO – que quase sempre são sensações que O MUNDO desconhecia. Preciso vencer uma certa barreira PESSOAL para publicar.

    No entanto, continuarei descrevendo estes momentos sempre e tentando fazer cada vez melhor. Adoro.

  • 11. Alisson Coelho  |  17/12/2007 às 18:07

    Falando tbm agora de futuro…
    Meu cunhado é gremista.
    Tenho dois sobrinhos…O mais velho de 7 anos é gremista…
    O mais novinho tem 2.
    Dei uma camiseta do Inter pra ele, a da triplice coroa e ele olha os jogos comigo e com o meu velho.
    Quando dei a camiseta pra ele, ele colocou e ficou todo feliz e eu pensei: Ve se não sofre tanto quanto o teu tio, e se sofrer segue firme meu guri que um dia a recompensa sempre vem!
    Esse sentimento esquisito de ser zoado durante a infancia é uma coisa que acompanha todos os colorados nascidos na decada de 80. A infancia e a adolescencia na decada de 90 em matéria de futebol, foi uma coisa triste…
    Mesmo assim estou certo que tudo, mas tudo valeu a pena e continuará valendo!!!!

  • 12. Luís Felipe  |  17/12/2007 às 18:30

    e outra, falem o que quiserem do atual formato,

    mas ver o teu time se apertando todo para ganhar de um EGÍPCIO e ver o adversário de domingo HUMILHAR um pobre mexicano por 4×0, sem correr, é uma bigorna na cabeça. Uma pressão que só este mundial consegue conceber.

  • 13. Guto Bozzetti  |  17/12/2007 às 18:46

    Que texto, amigo! Poucos traduzem a alma do futebol tão bem, principalmente esse sentimento único de ser colorado.

    A “fumaceira de Belém” foi demas, hehehe.. me lembro de uma amiga gremista (porque as mulheres tricolores conseguem ser mais inuportáveis que os caras?) secando aquele jogo do meu lado e imaginei a cara dela na hora do gol do gabiru quando vi a cara de tacho do Ronaldinho.

  • 14. douglasceconello  |  17/12/2007 às 18:57

    http://www.finalsports.com.br/colunas_dupla/col/headline_inter.php?n_id=1372&u=1

    Indico muito este texto do Luís Felipe.

  • 15. douglasceconello  |  17/12/2007 às 19:03

    E parabéns a todos. E muito obrigado pelos elogios.

  • 16. André  |  17/12/2007 às 19:33

    Todos os colorados nascidos na década de 80 devem ser canonizados.

    Ótimo texto.

  • 17. Cassol  |  17/12/2007 às 21:01

    Hoje foi um dia em que todos os colorados tiveram o direito de ser melodramáticos. Mas amanhã será um novo dia e eu temo por essa palhaçada em Dubai.

  • 18. Lucio  |  17/12/2007 às 21:28

    Nasci em 83 e minha primeira memoria do Inter eh um gol do Bahia (88 ou 89?). Eh triste aguentar 90% dos teus amigos sendo gremistas e teu time passar mais de uma decada flertando com a desgraca completa. Na final do mundial nao estava morando no Brasil, nos juntamos em 4 pessoas (mais um colorado, um Xavante e um flamenguista) pra assistir pela internet torcendo pra que nao desse nenhum problema. Tomei um dos maiores porres da minha vida naquele dia, bebendo ateh o estoque de vinho do orientador do flamenguista, hehe.

  • 19. Francisco Luz  |  17/12/2007 às 23:06

    Vou repetir o comentário que eu fiz no post do Cassol:

    =~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    Ainda bem que vocês são colorados. Assim, quando me perguntarem o que significou ser campeão do mundo, só faço um ctrl c ctrl v e mudo os nomes.

    Parabéns para nós.

  • 20. Luiz Filipe  |  17/12/2007 às 23:40

    LuiZ Filipe (o que roubaram no bolão).
    Sou de 72.
    Vi e sofri muita coisa.
    Quando o Gabiru fez o gol eu não falei nada.
    Olhei e não acreditei.
    Eu achava que iria sair dando tiro e enchendo a cara com ceva,
    Que nada. Olhei o resto do jogo, o Iarley segurando a bola na bendeirinha de escanteio por infindáveis minutos.
    Me lembrei do jogo contra o Olímpia, no qual eu fui sozinho. E voltei sozinho.
    Acabou o jogo e falei para mim mesmo: ACABOU. Sou Campeão do Mundo e DEU.

    A justiça foi feita e com MUiTO bem feita.
    Se tivessemos ganho do Nacional em 80, teríamos decidido com o Notinghan Forest que é do mesmo nível do McHamburger.

    E o melhor: temos o jogo em DVD para provar que o time do Barça veio querendo realmente ganhar.

    E QUERO A MINHA CEVA

  • 21. mardruck  |  18/12/2007 às 00:35

    Hamburgo, Nottinham Forest, Estela Vermelha de Belgrado, etc. Se ganharam a UCL, tiveram méritos. Não tantos méritos quanto o ONCE CALDAS, mas tudo bem hswhshwhsw

  • 22. Giordano  |  18/12/2007 às 02:31

    Já faz um ano.

    E não sei se só eu senti isso, mas a impressão que tive ao acordar hoje de manhã era que 8:00 iria começar tudo de novo.

    Obrigado, Inter.
    Parabéns a nós.

  • 23. dante  |  18/12/2007 às 09:16

    também vou repetir meu comentário:

    :~~~~~~~ ~~~~ ~~ ~ ~~~

  • 24. Otávio Niewinski  |  18/12/2007 às 09:23

    Ô, J Petry, também fui numa formatura na noite anterior ao jogo. Devia ser a mesma.

    Ponto alto da formatura: guria recebe o diploma, vai agradecer e diz “agradeço também o meu namorado, que eu adoro, e só tem um defeito… é colorado… mas não tem problema, porque amanhã o Ronaldinho vai ACABAR com o time dele.”

    Espero que ela tenha bebido bastante na festa dela pra compensar a cabeça inchada do dia seguinte.

  • 25. Beto Borracho  |  18/12/2007 às 09:29

    É algum tipo de especial? “fim de ano Davi Coimbra”? Deveriam indicar esses “maravilhosos” textos, é a cara dele.
    Cheios de emoção, relatos da infância, amigos que não se encontram há séculos, em comum o sofrimento, a angustia, a bebedeira, familiares que partiram sem viver a gloria, mas com certeza ajudaram, participaram e acompanharam essa incrível jornada…
    Ele vai “ficar em chamas” (como vocês tanto amam ficar), nem que para isso tenha que enfiar uma dinamite no cu.
    Brincadeiras a parte, esse textos lembram as histórias do meu pai e avô (entrei no espírito) a única diferença, além do time lógico, são as épocas!
    O Pifero é um filho da puta, mas pelo menos está sabendo comemorar um grande título.

  • 26. Alisson Coelho  |  18/12/2007 às 09:43

    Realmente o Piffero é uma bosta!
    A melhor coisa que ele fez foi essa comemoração.
    Ao invés de presidente do Inter, deveria ser promoter.
    E como o Cassol, temo pelo ano que virá, principalmente Dubai…
    Mas acho que esse temor existe tbm no lado azul

  • 27. Cassol  |  18/12/2007 às 10:15

    Prezado Beto Borracho, tu não tens obrigação de ler o blog. Pode ficar tranquilo.

  • 28. Beto Borracho  |  18/12/2007 às 10:30

    Graças a Deus!

  • 29. J Petry  |  18/12/2007 às 11:17

    Ô, J Petry, também fui numa formatura na noite anterior ao jogo. Devia ser a mesma.

    Muito provavelmente, pois lembro da frase da formanda (e tenho o DVD da formatura).

    Fui teu bixo na faculdade (a não ser que seja outro Otávio Nievinski).

  • 30. Leandro Rizzi  |  18/12/2007 às 12:25

    Como sempre Douglas, um brilhante texto.

  • 31. FERN  |  18/12/2007 às 15:00

    vendo isto eu feflito a minha impiedade ante aos colorados, cara não sabia que os morangos tinham esta alcunha de derrotado tão carimbada na testa, pensava que acima de tudo acreditariam sempre.

    NO MAS ESTE SENTIMENTO QUE ESTÃO SENTINDO AINDA HOJE, SENTIRÃO SEMPRE POIS TÍTULOS COMO ESTES SÃO ETERNOS, (recado de quem ja tem a algum tenpo), MAS NÃO ESQUEÇÃO DE LA COPA, POIS ELA É AINDA MAS MARAVILHOSA!

    vcs perceberam que jamais em tuas míseras vidas, vcs diram algo do tipo “porra ja faz tantos anos sem ganhar La Copa ou o Mundo”, pois estes troféos se cantam com honnra o ano imortal em que foi conquistado.

    VIVAM PRA VER!

  • 32. Bueno  |  18/12/2007 às 18:46

    Em 90 minutos, todo o sofrimento causado por ter nascido em 84 virou orgulho.

    Afinal, de geração que não era campeã, passei a fazer parte da que VIU o time ser campeão.

  • 33. Otávio Niewinski  |  19/12/2007 às 09:05

    “Fui teu bixo na faculdade (a não ser que seja outro Otávio Nievinski).”

    Bom, já que tu foi meu bixo, vai liberando aí a ceva que tu ganhou no bolão! 🙂

    Mas sério, não lembro de nenhum Petry. O “J” é de quê?

  • 34. Otávio Niewinski  |  19/12/2007 às 09:30

    Opa, nem precisa mais responder. Olhei a lista dos formados no site do II e lembrei de ti sim, cara. Sim, foi meu bixo mesmo! 🙂

  • 35. giba  |  19/12/2007 às 16:22

    chorei lendo isto!
    como é bom ser colorado.

  • 36. gerson  |  19/12/2007 às 23:28

    O texto é sensacional! Qualquer colorado entra nele e se sente descrito. Quem me indicou o texto foi o felipe, do onde a coruja dorme. Tchê, acho q foi o melhor q vi até agora sobre aquele dia mágico!
    Abraço

  • 37. Tiago  |  23/12/2007 às 19:52

    Perfeito! Muito bom. Digo isso como leitor que pertence a mesma geração do teu irmão.

  • 38. Felipe catarina  |  05/01/2008 às 00:32

    Aproveito pra fazer propaganda do meu blogue: o “Felipe, do Onde a Coruja Dorme” sou eu. E indiquei o texto porque tava bom pra cacete. A parte do “vai dar, porra!” foi comovente.

  • 39. Felipe (o canoense)  |  21/08/2009 às 14:47

    Velho, tô lendo isso no dia 21 de agosto de 2009, no trampo, e quase chorei!

    “Antes da correria fulminante pelo pátio de casa, ainda tenho tempo de questionar os deuses ao pensar “Gabiru?”.

    Se eu te dizer que foi EXATAMENTE o que aconteceu comigo, pode achar que é mentira. Não importa.

    Esse teu relato devia estar em algum canto do Gigante, num quadro, pra quem quiser saber o que é ser colorado.

    Abraço!

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