Final de semana de decisões pelos gramados do nosso país varonil. Foi um tal de levantar de taças que chegou a dar nojo. Na maioria dos estados, o título ficou com clubes tradicionais, mas o Itumbiara mostrou que é um tiquitito cumpridor e manteve acesa a chama das agremiações menos badaladas. (more…)
Pois é, meus amigos. Deve ser difícil para uma torcida aguardar com ansiedade a chegada de um clássico decisivo e não apenas perder a chance de vencer o campeonato como ser estrondosamente humilhada. Pior ainda quando se trata do centenário do clube. Assim devem estar se sentindo os atleticanos depois do 5 a 0 impiedosamente imposto pelo Cruzeiro. No Maracanão 2008, Obina ofereceu o ombro amigo ao Botafogo e concedeu a mínima vantagem ao time de Joel “Mandela” Santana. (more…)
Desde que a Ponte Preta despontou como um dos possíveis classificados às finais do Campeontato Paulista, não tive dúvidas de qual seria minha torcida para o desfecho da competição. Acho a Macaca um time bastante simpático, gosto de sua torcida e me dói no coração que uma das agremiações mais tradicionais do país passe a vida comemorando a segunda colocação em Estaduais e os rebaixamentos do rival Guarani. (more…)
A história dos lenços é antiga e cheia de curiosidades. O uso de lenços de cabeça, por exemplo, remonta aos tempos de Dom João VI. Quando o barco no qual a família real fugia para o Brasil sofreu uma praga de piolhos, a futura rainha Carlota Joaquina foi obrigada a raspar os cabelos. Como naquele tempo uma princesa careca era algo inconcebível, ela passou a usar lenços para cobrir a cabeça, causando alguma estranheza nos súditos ao desembarcar no Brasil. Mas logo o hábito pegou e as mulheres começaram a imitá-la. Pelo jeito não havia nada contra rainhas de bigode, pois Carlota nunca fez questão de esconder o seu. (more…)
Mais emocionante que andar de Xícara Maluca é acompanhar os momentos finais do Campeonato Catarinense, popularmente conhecido como Copa Beto Carrero. Sob a inspiração do patrono da competição, Tigre e Leão venceram seus compromissos no final de semana e vão para o picadeiro brigar pela vaga nas finais. O Figueirense perdeu e foi sentar-se na arquibancada, saco de pipoca na mão, para ver o circo pegar fogo. (more…)
Grandes confrontos marcaram o início da fase decisiva dos campeonatos estaduais. Tivemos vitória no final, gol marcado com a mão em lance de uma irregularidade obscena e uma goleada construída não exatamente com sangue e suor, mas sim com um histórico das lágrimas derramadas desde o começo do ano.
A identidade diz que tenho o contrário do que é realmente a minha idade: 14. Ainda sou capaz de ir ao estádio e abraçar estranhos na hora do gol, de berrar com fúria quando meu time entra em campo, de encontrar no futebol uma transcendência que o marketing tenta espantar, mas é mais ou menos aquela que Nelson Rodrigues também via: o drama. Porém no momento em que fico mais mais velho, catatônico, também tenho em mente imagens antigas e aleatórias. A final do Campeonato Carioca em que o ladrilheiro entrou em campo, em 1981, aquela arrancada de Cocada, na minha frente, no Maracanã, no último minuto da decisão de 1988, o golaço do Roberto Dinamite, depois de um lençol em Osmar, contra o Botafogo, anos antes.(more…)
Já estamos quase no final do ano útil no Brasil, o Natal está aí e os campeonatos estaduais pegam cada vez mais fogo conforme as semanas transcorrem. Em São Paulo, a Ponte Preta prepara a festa de campeã, enquanto no Rio de Janeiro os grandes se mastigam pelo título da Taça Rio. Também no Paraná e em Minas Gerais os clubes mais representativos garantiram presença para degustar o filé das competições. (more…)
De certo modo a culpa é de O mundo segundo Garp, livro meio fraquinho no qual o personagem principal, fora usar roupa de luta greco-romana (no filme é interpretado pelo Robin Willians, que ficou ridículo) se define como um procrastinador. A palavra me fascina desde então. Descobri que vem do latim procrastinatus, que mais ou menos quer dizer “deixar para amanhã”. O fato de que exista uma palavra para deixar para amanhã diz muito sobre a humanidade.(more…)
O que acontece quando um estado que conta com quatro times grandes tem um campeonato que oferece exatas quatro vagas nas finais e dois times de médio e pequeno porte disparam na ponta? Sanguera e gritaria sem limites até o final, eis a resposta. Porque está bem difícil de convencer Santos e São Paulo de que eles não vão estar no quartinho da bacanal quando as luzes se apagarem. (more…)