Controle de cartões é com os clubes, diz assessor da FGF

04/07/2008

O Riograndense de Santa Maria ainda não decidiu se vai participar da Copa FGF no segundo semestre. Seus planos foram estragados pela controversa eliminação na Segundona Gaúcha, naquele caso do André Tereza, que tomou o terceiro cartão amarelo e não me avisou. Impedimento foi atrás dessa história e ouviu de Flávio Fiorin, assessor de imprensa da Federação Gaúcha de Futebol: a entidade não tem obrigação de controlar os cartões.

Para avivar a memória dos desmemoriados: o Periquito perdeu seis pontos, referentes às partidas em que André Tereza atuou irregularmente, pois havia tomado três cartões amarelos. À época, o coordenador de futebol, José Quinhones, alegou que a contagem do clube não acusava o terceiro cartão e que teriam seguido a orientação da Federação Gaúcha de Futebol, “que disse para acompanharmos pelo site”. Só que o site estava desatualizado.

Na véspera do julgamento do caso, no Tribunal de Justiça Desportiva, o presidente da FGF deu declarações ao Diário de Santa Maria, afirmando que uma eventual absolvição do clube de Santa Maria seria uma vergonha nacional. O Riograndense, em seu site, lamentou as declarações de Novelletto, que teria demonstrado “falta de isenção em relação a fatos que devem ser discutidos e decididos nos locais competentes”.

Não parou por aí. No seu blog, o jornalista de Porto Alegre, Vitor Vieira atirou barro no ventilador: a eliminação do Riograndense seria um favorecimento ao Guarani de Venâncio Aires, treinado por Mazzaropi, “conhecido nas rodas do futebol gaúcho como ‘peixe’ do presidente da Federação” e ao Pelotas, patrocinado pela Multisom, de propriedade de Noveletto. Além disso, o jornalista afirmava que “pela primeira vez na história do futebol gaúcho, um assessor da presidência da Federação foi o autor da denúncia que levou à perda de seis pontos pelo clube no primeiro julgamento”.

Vitor Vieira foi além: “A informação corrente no meio esportivo é de que Francisco Noveletto tem interesse nos passes de jogadores. Um desses exemplos é o centroavante Valter, que hoje está Internacional de Porto Alegre. Com o Riograndense fora do páreo no campeonato gaúcho da Segunda Divisão, o Pelotas teria uma garantia. E, ainda mais uma coisa: o jogador-revelação André Teresa estaria pronto para ser negociado para o futebol internacional, até porque ficaria com seu passe liberado, devido à desclassificação do Riograndense”.

Enviamos vários e-mails para a assessoria de imprensa e para a presidência do Riograndense, mas não tivemos resposta.

O assessor de imprensa da FGF, Flávio Fiorin, que também é repórter da rádio Guaíba, nos respondeu também por e-mail.

Fiorin ironiza o suposto benefício a Mazzaropi, porque a eliminação do Riograndense prejudicou o treinador Bebeto Rosa, “este sim o ‘peixaço’ e grande amigo pessoal do Presidente Novelletto”. Também afirma que a denúncia foi feita pela procuradoria do TJD, e que “a FGF não tem nenhuma obrigação de controlar os cartões, e este é feito exclusivamente pelos clubes”.

Uma informação curiosa, que eu não tinha conhecimento, é que a Multisom patrocina seis clubes do futebol gaúcho, “sem nenhum tipo de favorecimento”, além do São José de Porto Alegre, “único clube pertencente à empresa”.

Segue a íntegra da resposta de Flávio Fiorin:

Primeiramente, gostaríamos de colocar que a Federação Gaúcha de Futebol, em seus 90 anos, sempre colaborou decisivamente a cada dia para o engrandecimento, organização e modernização de nosso futebol, com total transparência, sem opção por este ou aquele clube.

Ao mesmo tempo em que parabenizamos o Riograndense Futebol Clube por ter feito uma campanha irrepreensível, sob o comando do técnico Bebeto Rosa, este sim o “peixaço” e grande amigo pessoal do Presidente Novelletto, como ele mesmo faz questão de salientar, lamentamos que o julgamento tenha sido do clube e não do responsável pelo controle dos cartões, seja lá quem for, gerente, supervisor ou outra pessoa, que acarretou a eliminação precoce da equipe da grande vitrine da competição, que é a fase final.

Fica claro que, a FGF não tem nenhuma obrigação de controlar os cartões, e este é feito exclusivamente pelos clubes, conforme consta no Artigo 53º do regulamento da competição. A referida denúncia foi oferecida pela procuradoria do TJD, único órgão competente para tal, após receber do Departamento Técnico a documentação constatando a irregularidade, assim como a de outros dois clubes, igualmente. 

Quanto a Multisom, o único clube pertencente a empresa é o Esporte Clube São José, e outras seis equipes são patrocinadas, porém, diga-se de passagem, sem nenhum tipo de favorecimento. Isto seria uma atitude leviana, o que não condiz com a imagem do presidente e da própria entidade.

 Certo de sua compreensão e atenção.

 Atenciosamente,
Flávio Fiorin.

Vamos seguir acompanhando a questão.

Um abraço,
Daniel Cassol

Entry Filed under: Gauchão. .

26 Comments Add your own

  • 1. fino  |  04/07/2008 at 01:27

    b a h

    nova corja não tem limites

  • 2. Rudi  |  04/07/2008 at 02:34

    e meu nariz sangra na estação seca de brasilia…
    vou abrir mais um red…

  • 3. Carlos  |  04/07/2008 at 08:34

    http://sonora.terra.com.br/templates/virtualAlbum.aspx?idAlbum=236

    Bah…vou ter q me matar a essa hora da manhã??????????

  • 4. Leonardo  |  04/07/2008 at 09:29

    O post merecia um título mais sensacionalista: “Noveletto gate”, por aí afora.

  • 5. alemao  |  04/07/2008 at 10:36

    Novela Noveletto

  • 6. Luís Felipe  |  04/07/2008 at 10:40

    olha, com todo o respeito, o Riograndense não poderia escalar um jogador se tinha dúvidas sobre a sua escalação.

    agora, nem por isso o Fiorin pode afirmar que o controle dos cartões não é obrigação da federação. É sim. A Federação é quem organiza o campeonato!

  • 7. Pato  |  04/07/2008 at 11:38

    PORRA !!! A FGF não quer nem contar cartões !!

  • 8. Eduardo  |  04/07/2008 at 11:41

    Aposto q o controle das bilheterias É sim da fgf.

  • 9. Luís Felipe  |  04/07/2008 at 11:48

    se não controla, acho que não teria moral para punir.

  • 10. Milton Ribeiro  |  04/07/2008 at 11:55

    Fecho com o Luís Felipe.

  • 11. douglasceconello  |  04/07/2008 at 11:57

    Cara, que barbaridade isto. O que a FGF faz, então? Só senta pra discutir valores com a RBS no começo do ano?

  • 12. Carlos  |  04/07/2008 at 13:14

    Concordo com LF.

  • 13. dante  |  04/07/2008 at 13:23

    se “o controle dos cartões é com o clube”, basta o riograndense dizer que seu jogador estava legal. pronto.

    :]

    [pegação de pé BÁSICA da sexta-feira: NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS o luís felipe vai obter tantas CONCORDÂNCIAS como hoje. asdklçjsdajlk]

  • 14. Carlos  |  04/07/2008 at 13:24

    Dante semeando a discórdia.

  • 15. Gralha  |  04/07/2008 at 13:25

    Não concordo com o LF

    [Só pra polemizar]

  • 16. Arbo Menna  |  04/07/2008 at 13:28

    Uma coisa é fazer o controle, outra coisa é disponibilizar o controle. Fazer o controle me parece obrigação óbvia da FGF. É como contar gols. Divulgar essa informação rodada a rodada é outra questão, mas também me parece sensato que seja feito. Eles têm a informação no site para quê?
    Tem que ver no regulamento é se eles são responsáveis por divulgar essa informação. Em caso negativo, a responsabilidade é do time, e aí o Riograndense não tem nenhuma razão, a não ser que veja alguma em chorar pela própria irresponsabilidade. Não se depende assim do bom senso alheio.

  • 17. Alisson Coelho  |  04/07/2008 at 13:31

    Pois eu concordo!

    Noveletto gate = melhor título

  • 18. Gustavo  |  04/07/2008 at 13:42

    É simplesmente ridículo o argumento da FGF. Espero que isso possa ser usado, de alguma forma, contra eles.

  • 19. Branco  |  04/07/2008 at 13:49

    Não consigo chegar a uma conclusão sobre quem está com a razão nesse caso.

    Acho que cabe ao clube saber quantos cartões seus jogadores receberam. Por outro lado, é lógico pensar que algo que consta do site da FGF é uma informação oficial da entidade. Assim, o clube foi induzido ao erro pela Federação.

  • 20. Luís Felipe  |  04/07/2008 at 14:16

    Rômulo, deveria ser obrigação da Federação controlar e divulgar isso publicamente. Não sendo obrigada a fazer a divulgação pública, pelo menos deveria contar para o clube quando ele pede. Acho que não faz sentido, por exemplo, a Federação ter um dado fundamental para o andamento do campeonato e não querer divulgar para ninguém.

    Pessoas concordando comigo. Meu deus. Deve ser a febre.

  • 21. Gustavo  |  04/07/2008 at 14:17

    Branco, é muito simples: se a informação deles não tem valor algum, QUE NÃO A PONHAM.

  • 22. Titi  |  04/07/2008 at 14:21

    Volta Perondi!

  • 23. Arbo Menna  |  04/07/2008 at 14:57

    Concordo, ó, que deveria ser obrigação eles divulgarem, Luís Felipe, o que não sei é se é.

  • 24. Gralha  |  04/07/2008 at 15:39

    Olha, eu até concordo com a FGF que não é obrigação dela CONTROLAR os cartões, isso é responsabilidade do clube, cabe a ele organizar-se para isso. A Federação organiza os jogos, não pode organizar os times…

    Agora, a questão da INFORMAÇÃO sim, cabe à FGF. Se faltou a divulgação correta, culpa deles.

  • 25. Prestes  |  04/07/2008 at 19:40

    Acho que o Fiorin se equivocou, tanto a FGF tem obrigação de controlar que o jogador acabou sendo punido. Creio que a intenção do assessor foi dizer que a FGF não tem a obrigação de fazer o controle PARA OS CLUBES.

  • 26. Prestes  |  04/07/2008 at 19:41

    Mesmo assim, Fiorin está equivocado, porque como muitas vezes só na súmula é que dá para entender bem quem levou ou não cartão, não pode ser obrigação do clube saber essa informação.

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