O Clube do Povo VIP

02/05/2008

Na partida de volta contra o Caxias, nas semifinais do Gauchão, um dirigente da área administrativa do Internacional anunciou que não passaria da metade do Campeonato Brasileiro o dia em que a ventura de entrar no Beira-Rio seria privilégio apenas dos sócios colorados.

Bueno, parece que este dia chegou um pouco mais cedo.

Ontem, o Inter disse ter ultrapassado a marca dos 68 mil sócios. Apenas uma meia dúzia de ingressos foi colocada à venda para os torcedores que, agora, passaram a ser denominados “comuns”. Uma enorme fila se formou e ouviram-se protestos de colorados que ficaram com o pincel na mão.

Não quero cair no simplismo da idéia de que o “clube do povo” não pode restringir a entrada dos torcedores pobres, ainda que eu concorde muito com essa idéia e lamente que a cada dia o templo erigido pelos colorados se transforme numa casa de espetáculos para um público elitizado, de emoções ensaiadas e encenadas. Foi esta política eficaz de obtenção de recursos que nos levou ao título mundial, mas, por uma questão de respeito aos torcedores, o Inter precisa repensar sua política de sócios.

Nos jornais de hoje, ponderam que esta situação só acontecerá em dias de jogos decisivos. Queriam o quê? É claro que a maioria dos torcedores vai escolher o jogo decisivo para depositar seus trocos juntados no mês. E, mesmo assim, se a idéia é chegar nos 100 mil sócios, como vamos fazer quando todo mundo decidir ir no Beira-Rio? Parte dos “sócios campeões do mundo” terá gasto 20 reais por nada. Ou, ainda, como vamos fazer para levar as namoradas ou um parente que veio do PARANÁ para ver o Colorado?

Quando vim morar em Porto Alegre, em 1999, com três reais o sujeito entrava no estádio, via Coréia. Agora, só pagando R$ 45 por mês. Ou R$ 20 mensais, mais 50% no ingresso – se o vivente for duas vezes no Beira-Rio num mês já paga o equivalente à mensalidade integral.

Mesmo que as classes C e D estejam com mais poder aquisitivo, há que se considerar dados como o custo da cesta básica em Porto Alegre, de R$ 216,72, o rendimento médio no setor privado, de R$ 885,00 em fevereiro, além dos 230 mil desempregados na região metropolitana (dados do Dieese).

Na minha opinião, nenhuma política de sócios deve condicionar a entrada no estádio ao pagamento de mensalidade. Não tenho a fórmula, só acho muito fácil o caminho de sanar o clube financeiramente sangrando o torcedor. Novas formas de faturamento poderiam ser encontradas e, para os sócios, poderia haver mais compensações do que entrada livre no estádio.

Não me importa que esta seja a política de grandes clubes do mundo. Se o fenômeno é novo no Internacional, que se trate de repensar o modelo e ter um pouco de criatividade. Não quero ser o Boca nem o Barcelona. O Inter já tem o tamanho suficiente para nós, colorados, que o consideramos o maior do mundo.

Em resumo, penso que o Inter terá de optar entre atual política quantitativa, de aumentar o quadro social a qualquer custo, ou fazer alguma coisa para não virar as costas a esta parcela de público que não tem condições de desembolsar os R$ 45 por mês.

Para que não aconteçam casos como o relatado pela boa matéria do Correio do Povo de hoje, assinada pelo Fabrício Falkowski:

Fundado há quase 100 anos para abrigar indivíduos de todas as camadas sociais, o Inter vive uma fase de mudanças. Com um quadro social enorme, o Beira-Rio ficou pequeno e o Clube do Povo já não deixa espaço em jogos importantes para, por exemplo, o pedreiro Edgar Soares Costa, 21 anos, e a empregada doméstica aposentada Alcina de Deus, 69. ‘Estão querendo imitar o Barcelona’, lamenta Costa.

Costa não conseguiria associar-se. Ele não tem conta em banco nem os R$ 90,00 exigidos no ato pelo pagamento da carteira, de três mensalidades antecipadas e o ingresso. ‘Não tenho esse dinheiro, assim, de uma vez’, resignou-se.

Um abraço,
Daniel Cassol

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60 Comments Add your own

  • 1. FERN  |  02/05/2008 at 11:22

    E O QUADRO DE SÓCIOS DO GRÊMIO ANDA COM QUANTOS ATÉ AGORA???????

  • 2. Milton Ribeiro  |  02/05/2008 at 11:30

    Pois, olha, quem não obtiver meios para manter-se, virará Grêmio. Tenho a sorte de estar entre os 42.000 que tem ingresso garantido. Eu e meu filho. É meu ÚNICO DÉBITO EM CONTA…

    Só acho muita coisa para um Gauchão. O importante é o jogo contra o Sport na próxima quarta-feira. Claro que não sou favorável ao uso de reservas, mas se esbodegar contra o Ju e fazer uma má partida de ida… Sou contra!

    Abração, Daniel.

    (Sabes que a Claudia, minha mulher, manteve longos papos com o Lugo no ano passado?)

  • 3. Luís Felipe  |  02/05/2008 at 11:36

    Cassol, a primeira impressão de quem lê essa matéria é sentir condolências pelo pobre pedreiro e pela pobre doméstica que não puderam assistir o Inter depois de horas na fila.

    Mas aí tu pára e pensa: o ingresso comum custava 30. Para os dois, 60. A mensalidade de sócio, 20.

    Eu DUVIDO que o pedreiro e a doméstica não teriam como pagar 20 reais no início do mês passado para garantir suas entradas, a 15, na final.

    O que falta é planejamento a longo prazo.

    Outra coisa: o grande problema do Inter não é o alto número de sócios que pagam 20. É o alto número de sócios que pagam 45 e estão desde 2006 com suas vagas garantidas. O sócio que paga 45 pode querer ficar em casa por que está chovendo no dia da final e assim tirar o lugar do pedreiro, ou da doméstica.

    São 47 mil os associados nessa modalidade. O Inter não tem como planejar quantos vão comparecer ao jogo, a não ser por estimativa. Salvo raríssimas exceções, como a final da Libertadores – apenas 400 sócios faltaram, dos 42 mil – o comparecimento nunca chegará ao total.

    Uma medida totalmente impopular seria tirar o direito adquirido desses sócios da modalidade antiga e fazê-los reservar vaga, assim como os sócios da modalidade nova. O que geraria uma enxurrada de processos judiciais, p.ex.

    É bem complicado.

  • 4. dante  |  02/05/2008 at 11:39

    um amigo gremista queria entender essa questão dos sócios colorados e me perguntou isso anteontem:

    [eu, no caso, também sou sócio "débito em conta" colorado]

    “tá, mas e se todos os sócios resolverem ir na final do gauchão e tu chegar atrasado, ou em cima da hora? tu vai ter pago a mensalidade e não vai poder entrar?”.

    minha resposta: “ahn… NÃO SEI.”

  • 5. André K.  |  02/05/2008 at 11:41

    FERN:

    “O Grêmio, segundo Márcia Bortolon, que comanda o processo de associação, não perdeu quase nada com as derrotas terríveis para Juventude e Atlético-GO.

    A receita gremista está entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8 milhão por mês, com quase 45 mil sócios. Mas este fenômeno não é da Capital. O Juventude já passou de 10 mil sócios. O futebol ganha fidelidade de seu torcedores. Que bom!”

    http://www.clicrbs.com.br/jornais/diariogaucho/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&edition=9780&template=&start=1&section=Colunas+e+Charges&source=a1846820.xml&channel=65&id=&titanterior=&content=&menu=173&themeid=&sectionid=&suppid=&fromdate=&todate=&modovisual=

    também da uma olhada nessa notícia:
    http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=8508

  • 6. Milton Ribeiro  |  02/05/2008 at 11:43

    Daniel, mais uma coisa. Pensei mais um pouco e também passei a discordar mais de ti. Futebol é uma coisa cara, que movimenta muito dinheiro. Os salários são absurdos, mas justos na medida do que está por trás. Patrocinadores, TVs, fabricantes, imprensa, propaganda, tudo é muito.

    E eu quero ser como o Boca ou SP, sim. Quero estar em toda Libertadores, quero me divertir com bom futebol e tenho certeza que este desejo de grandeza independe de minha presença em campo.

    Daniel, é uma pena, é um atentado contra o passado e o romantismo, mas quem não pode pagar, terá que assistir aos jogos em bares com os amigos. O dono do bar que compre a transmissão. Será um novo jeito de torcer, bem mais alcoólico, diria.

    O capitalismo venceu. Resta-nos a ética, uma divisão de renda mais justa e nosso indiscutível charme e inteligência…

    Abraço.

  • 7. André K.  |  02/05/2008 at 11:47

    “Pois, olha, quem não obtiver meios para manter-se, virará Grêmio.”

    Milton Ribeiro e as flautas incoerentes e desconexas da realidade

    Qual e vantagem de se tornar sócio-torcedor no Inter, se nem ingresso garantido tem mais? o Gremio logo poderá enfrentar o mesmo problema.

    Na questão da arena, teve gente que sugeriu aumentar consideravelmente o sócio-patrimonial, forçando muita gente a migrar para o sócio-torcedor.

  • 8. Luís Felipe  |  02/05/2008 at 11:48

    Dante, tu pode entrar sim. O lugar de TODOS os sócios da modalidade antiga, carteira vermelha, está garantido. Nem que te enfiem na tribuna de honra, o clube é obrigado a te dar lugar.

  • 9. Luís Felipe  |  02/05/2008 at 11:51

    Qual e vantagem de se tornar sócio-torcedor no Inter, se nem ingresso garantido tem mais?

    o Beira-Rio não tem lotação completa por mais de três vezes ao ano.

  • 10. Francisco Luz  |  02/05/2008 at 12:03

    O ingresso para o torcedor “comum” também não permite que o povão vá aos jogos, como lembrou o LF. E, aparentemente, é RUIM ter muitos sócios.

    Existem maneiras de permitir que os sócios reservem seu lugar, podendo liberar mais ingressos para a torcida. Só que isso precisa ser implementado logo; caso contrário, a situação vai acontecer mais vezes.

  • 11. Luís Felipe  |  02/05/2008 at 12:10

    uma bobagem que o Inter fez foi liberar a venda de ingressos pela Internet 6 horas antes das bilheterias. Nunca o clube poderia fazer isso com gente na fila dentro do estádio.

  • 12. Luís Felipe  |  02/05/2008 at 12:15

    não, não; 13 horas antes. Um absurdo.

  • 13. Francisco Luz  |  02/05/2008 at 12:25

    Na minha cabeça de português, funcionaria assim:

    Sócios com ingresso garantido, como é a situação do Milton, Dante e a minha, entre outros = deve reservar o lugar, por meio de ligação ou internet, até 48h antes do jogo.

    Sócio-campeão do mundo = compra de ingressos (20 mil, mais ou menos) por 50% do valor entre uma semana antes e 48h antes do jogo.

    Torcedores comuns = os ingressos que sobrarem nos dois dias antes da partida. Os sócios que não conseguiram comprar ou não reservaram pagam 50% do valor.

    Claro que isso foi pensado em dois minutos, mas algo assim funcionaria.

  • 14. André K.  |  02/05/2008 at 12:35

    Francisco Luz,

    é isso que querem implantar no beira-rio. Parece que também pensar em estabelecer categorias de sócio de acordo com a antiguidade. Os mais antigos podendo exercer seu direito mais em cima da hora

  • 15. Luís Felipe  |  02/05/2008 at 12:40

    isso é errado pelo direito adquirido. Quando os sócios da modalidade antiga firmaram contrato com o clube, eles o fizeram a partir da garantia de lugar independente de reserva. Para mudar isso, o clube teria de firmar um novo contrato, ou convocar assembléia geral levando à votação esta proposta de mudança. Não é tão simples.

  • 16. douglasceconello  |  02/05/2008 at 12:54

    Sei da importância de uma renda regular, acho isto fundamental. No entanto, defendo que o clube sempre destine cerca de 20% da capacidade do estádio para torcedores sem ingresso, sendo que metade deste espaço deveria ter preços populares. Nossa torcida não é igual à dos clubes europeus. Pobre aqui é pobre de verdade. Acho que excluí-los é um crime. Defensável, mas, ainda assim, crime.

  • 17. dante  |  02/05/2008 at 13:46

    LF:

    “Dante, tu pode entrar sim. O lugar de TODOS os sócios da modalidade antiga, carteira vermelha, está garantido. Nem que te enfiem na tribuna de honra, o clube é obrigado a te dar lugar.”

    tudo bem, mas no caso daquele JOGO DAS MULHERES que teve este ano, por exemplo, o pessoal até entrou, mas lá pelo final do segundo tempo… acho que a justificativa do “é obrigado” se parece muito com aquela do “o ESTADO é obrigado a garantir educação e saúde a toda população…”. e, no final das contas, quando surge qualquer problema, a direção apela pro “sentimento” e “compreensão” do torcedor.

    enfim.

    milton:

    “Os salários são absurdos, mas justos na medida do que está por trás. Patrocinadores, TVs, fabricantes, imprensa, propaganda, tudo é muito”

    discordo totalmente. não acho que seja justo pagar 50.000 reais pra um mané chutar uma esfera de couro, nem destinar 10% desta transação pra outro mané que só teve o trabalho de vestir um terno e fazer meia dúzia de ligações pra europa, sinceramente.

    e faltou colocar os TRAVESTIS nessa conta. estão caríssimos. lkadjsklsadjlksajdas

  • 18. dante  |  02/05/2008 at 13:47

    corrigindo: *entrou no final do PRIMEIRO tempo*.

  • 19. Milton Ribeiro  |  02/05/2008 at 14:11

    Por falar em domingo: o lepidopterologista vai jogar ou entra finalmente o Renan?

  • 20. Milton Ribeiro  |  02/05/2008 at 14:14

    (*) Lepidopterologista: pessoa que estuda, caça ou coleciona borboletas.

  • 21. MCB  |  02/05/2008 at 14:45

    100 mil sócios colorados, putz o Piffero tá num 2006 eterno. Mais alguns anos e o Inter volta a várzea dos anos 90, ai… bem… beijinho beijinho bal bal, volta a ter 5 mil* pingados de sócios. Só chamando o POVÃO de novo.

    *chute

  • 22. Caue  |  02/05/2008 at 15:20

    De fato a questão dos sócios de cadeira cativa deve ser repensada. Que se dê todas as facilidades do mundo para o sócio comprar seu meio ingresso, mas garantir lugar é sacanagem com quem poderia ir no jogo, mas perdeu lugar pra quem decidiu ficar em casa a R$ 45 mensais. Por outro lado, foi esse o contrato proposto pelo clube e que os que pagam tem todo o direito de exigir.

    Absurdo completo liberar venda para não-sócios via internet antes da bilheteria. Sendo que é a única maneira de um pé-chinelo entrar no estádio e que, obviamente, esse sujeito não tem banda larga em casa.

    Resumindo, o LF tem toda a razão.

    Futebol brasileiro está virando o inglês. Rico vê jogo no estádio, pobre no bar.

  • 23. Luzardo  |  02/05/2008 at 15:42

    No momento que lançaram o plano dos 100mil, toda a torcida apaludiu, se encheu de orgulho e achou bonito (eu, inclusive). Bom, esse é o ônus.

    Mas vamos ser francos, é uma questão de demanda. O hábito de frequentar estádio tá mais enraizado agora do que há tempos atrás, até pelos títulos conquistados. Mesmo não existindo a questão dos sócios penso que a procura seria maior que a capacidade do estádio, especialmente em se tratando de uma final como é o caso. O Atlético-PR, por exemplo, resolveria a questão colocando o preço do ingresso a R$ 100.

    Ainda prefiro o modelo do Inter.

  • 24. dante  |  02/05/2008 at 16:24

    bom, EU não aplaudi essa idéia lunática dos 100.000 sócios, sinceramente.

    um sistema do tipo “SÓ USA SE USAR” [ou seja, alguma forma de garantir lugar apenas para os sócios que vão freqüentemente aos jogos] seria interessante. isso evitaria que o sujeito pagasse pra ficar em casa, tirando o lugar de quem realmente está a fim de torcer no estádio.

  • 25. Humberto  |  02/05/2008 at 16:43

    Pessoal, sou sócio 45 pilas / mês e não vou a todos os jogos pois viajo muito a trabalho. Jeito de resolver tem, é só pensar bem. Agora o mais importante: sou sócio não só para ir aos jogos, mas para participar de um projeto, para poder votar nas eleições, para ser parte um pouco mais ativa do SCI. Para mim ingresso é uma coisa ser sócio outra e maior que uma simples entrada de final.

    Pronto, era isso. Ah! Também acho que deve ter um percentual para não sócios a preços muito baixos (atrás dos golos).

  • 26. Alisson Coelho  |  02/05/2008 at 16:59

    Eu aplaudi a idéia dos 100 mil sócios.

    Agora já não aplaudo tanto, na hora a gente não pensa nas consequencias das coisas….

  • 27. Francisco Luz  |  02/05/2008 at 17:15

    De boa, como vocês achavam que teria 100 mil sócios? Iam ampliar o Beira-Rio?

    O Brasil só é um país lesado porque não se segue o que funciona no resto do mundo. O sistema “europeu”, que o Boca também usa, é eficaz, e permite que torcedores comuns tenham voz ativa dentro do clube. Se fosse o caso, poderíamos criar uma chapa de sócios aqui no impedimento e concorrer a vagas no conselho. Isso é um direito dos sócios.

    Outra coisa: mesmo que só tivessemos 3 mil sócios, as filas iam existir de qualquer maneira. E o pior: iam acontecer na hora do jogo, como tantas vezes já ocorreu. Agora que isto está sendo eliminado, tem gente que reclama. Sinceramente, não consigo entender.

    Torcedores “comuns” vão continuar indo nos jogos menos cotados. Não nas decisões. Nem todos os sócios vão nas decisões, e a vida é assim. Até o dia que façam um estádio para seis milhões de pessoas, a procura sempre vai ser maior do que a oferta.

  • 28. fino  |  02/05/2008 at 18:02

    O que vale mesmo é o número de sócios EM DIA…

    Esse número, alguém tem?

  • 29. Prestes  |  02/05/2008 at 18:27

    Tem uma parte da Geral que quase sempre tá vazia no Beira-Rio, enquanto outros se esmagam na Popular. Acho que nessa parte vazia o Inter deveria criar uma verdadeira Popular, com ingressos a cinco reais. Sempre fui contra o fim da Coréia.

  • 30. Francisco Luz  |  02/05/2008 at 19:22

    Fino, não sei os números exatos, mas li na ZH outro dia que cerca de 85% dos sócios colorados, em todas as modalidades, pagam com débito em conta. Assim, estes estariam em dia, teoricamente.

  • 31. Cassol  |  02/05/2008 at 19:26

    Tentei fugir do esquema defensor dos fracos e oprimidos, mas talvez não tenha conseguido. Mas sigo concordando com o meu ponto de vista. É importante que o Inter tenha uma boa renda garantida, mas por que tem que botar na conta do torcedor?

    Lembremo-nos de uma matéria da Piauí, comentada aqui no Impedimento pelo Antenor:

    “Embora comporte mais de 60 mil torcedores, comprar ingresso para um jogo do Arsenal é missão quase impossível. Ingresso garantido, só para os que têm um cartão permanente (o season ticket) que dá direito a assistir a todos os jogos. Custa a bagatela de 990 libras (cerca de 4 mil reais), mas a lista de espera pode demorar até quinze anos. Para ficar na lista, é preciso pagar 45 libras (180 reais). Descendo um degrau na hierarquia pecuniária dos torcedores (ou consumidores?), há os sócios-torcedores. Pagando cerca de 30 libras (120 reais) por ano, eles podem comprar ingressos para todos os jogos – mas só depois de descontados os reservados aos que têm o cartão permanente. Nesse caso, os ingressos custam 40 libras (160 reais), no mínimo. E existe, finalmente, a categoria dos reles mortais, que poderão comprar ingressos só se sobrar algum. Os quatro grandes times (Arsenal, Chelsea, Liverpool e Manchester United) praticamente não vendem ingressos assim, pois os donos do cartão permanente e os sócios-torcedores fazem valer seus privilégios. Para os outros times, ainda é possível comprar um ingresso ou outro para jogos menos importantes.”
    http://www.revistapiaui.com.br/artigo.aspx?id=423

    É claro que estamos bem longe disso, mas qualquer exorbitância neste sentido seria fatal para uma torcida de um país como o Brasil.

  • 32. Prestes  |  02/05/2008 at 19:38

    Bah, nos jogos dos campeonato inglês o cara vê as mesmas figurinhas nos mesmos lugares em todas as partidas. Do ponto de vista mercadológico é perfeito, sob o aspecto cultural, o ideal seria que fosse mais democrático. Mas isso é bem mais complicado, não se restringe ao mundo do futebol. O problema consumidor(tem mais direito quem paga mais) x cidadão (todos têm os mesmos direitos) se dá até mesmo em necessidades básicas como saúde e educação, então pra mudar isso seria preciso uma mudança cultural muito grande. Seria preciso que a sociedade passasse a enxergar o mundo de outra maneira, enfim, bem complicado.

  • 33. Rudi  |  02/05/2008 at 20:50

    dante tá atualizado sobre os preços do mercado de travestis hehehe bateu papinho com ronaldo?

  • 34. dante  |  02/05/2008 at 21:06

    bá, com o ronaldo eu não bato NADA.

    nem papo, nem bola. aslmasjasfdsfds

  • 35. Paulo Sanchotene, RS  |  02/05/2008 at 21:13

    O ideal é que o sócio-patrimonial (com ingresso garantido) tenha que retirar seu ingresso antecipadamente, caso não o faça, perde o direito e esse ingresso fica disponível para quem quiser comprá-lo. No Barça, o sócio pode vender seu ingresso para o clube naqueles jogos que não vai assistir.

    Nós vamos chegar no nível dos EE.UU. e Europa. Onde não há ingressos nas bilheterias, a não ser para daqui a duas ou três temporadas. Jogo da semana, só com cambistas…

    É elitista, mas a verdade é que o “povão” já não está indo aos jogos…

  • 36. JO  |  02/05/2008 at 21:38

    acho o modelo do barça o melhor e concordo com a opinião de que sócio não é simplesmente ir ao jogo mas participar ativamente do clube elegendo e sendo eleito.vale lembrar que o sócio campeão do mundo tem uma grande rede de descontos em que o valor de 20 reais sai na compra de um bem ou serviço com desconto.para exemplificar; há pouco tempo atrás ganhei 140 reais de desconto por ser sócio.Isto já da 7 meses no lucro.tem a revista que custaria numa banca digamos uns 7 reais .vendo por este prisma,nota-se que ser sócio é vantajoso quando se procura usufluir o que esta condição te permite.No meu caso ,particularmente,sou sócio daquela maravilha que é o parque gigante que tem a vista mais linda de por do sol(que não aparece na azenha,né..)

  • 37. Carlos  |  02/05/2008 at 21:40

    O Boca, pelo q me disseram na visita guiada que fiz, tem uns 60.000 sócios…buenos aires tem 10 milhões de pessoas mais ou menos…Eles tem esse problema de não ter onde socar as pessoas nos jogos, pq na bombonera cabem 45.000 a pau e corda…
    Logo, 100.000 sócios é megalomania. Na minha opinião é uma sitaução transitória…na primeira crise cairá para 60-50 mil sócios, o q é um belissimo número, comparando com Flamengos e Corinthians da vida, q tem uns 20.000 e olhe lá..
    Pra diretoria do inter tanto faz quem vai no jogo, se vai, se o estádio está lotado ou vazio…o importante é q esses 100.000 paguem em dia…o resto é o resto…grana é o q importa.

  • 38. Milton Ribeiro  |  02/05/2008 at 22:46

    Quando eu escrevo “…virará Grêmio”, refiro-me ao próprio e a entidades pré-falimentares (1) que fazem consórcios de credores (2) e/ou que foram abandonados subitamente pelo capitalista (3)…

    No terceiro caso está o Ipatinga, no primeiro o Atlético-MG, nos três está o… ah, desculpe! E, caramba, não é que os três são candidatos ao rebaixamento?

    Trabalha Sexy Hot, trabalha…

    :¬))))

  • 39. Luís Felipe  |  02/05/2008 at 23:47

    acho que dificilmente o Inter chegará ao nível previsto na Inglaterra. Os clubes ingleses são marcas mundiais e por isso detém uma demanda de classe AAA bem maior do que no Brasil. Isso sem falar no conforto dos estádios, na segurança pública, etc.

    o que provavelmente acontecerá nos próximos anos, permanecendo a boa fase técnica do time, será um aumento gradativo e significativo do valor das mensalidades, a fim não só de aumentar a receita mas de explorar de forma integral a capacidade de demanda. Uma demonstração disso aconteceu quando a mensalidade pulou de 25 para 45 depois do título mundial; mais de 90% dos sócios continuaram na mesma modalidade, aceitando o reajuste. Como um número semelhante a 10% adotou a modalidade, pagando valores absurdos (seis meses adiantados de mensalidade, p.ex), o clube ainda ganhou dinheiro.

    É possível que mais adiante aumentem o preço para mais de 60 reais, para ver quem continua e quem migra para as mensalidades mais baixas.

  • 40. RHL  |  02/05/2008 at 23:55

    1. Pensar que meu time é o maior do mundo, é pensar pequeno.

    2. Concordo com todos que disseram que pagar as mensalidades nao significa exclusivamente ter o direito de ir aos jogos. Poderiamos ter mais modalidades de sócios, como já citaram aqui o caso do Barcelona.

    3. De qualquer forma nada mudará a vida do pedreiro e da empregada que nao tem condiçoes de bancar uma mensalidade em dia. E certamente teram menos chances ainda se decidirem assistir a uma decisao, com ingressos mais caros e escassos.

    4. Também ouvi de um taxista em Buenos Aires que em jogos importantes na Bombonera, se o sócio nao sai de casa 2h e meia antes da partida, corre o risco de ficar de fora. Mesmo assim, o Boca continua com um número de sócios muito além da capacidade do estádio.

    5. Em Madrid, no Santiago Bernabeu comprei meu ingresso 2 horas antes da partida entre Real x Villarreal. O sócio do Real Madrid que nao quiser assistir ao jogo pode ligar para o clube até 5 minutos antes da partida e vender o seu lugar, ficando com parte da venda.

    6. O Internacional está de parabéns por toda reformulaçao que o clube vem passando. Se hoje estivesse com menos de 15 mil sócios, todos estariam esbravejando e revoltados com o pouco comprometimento do torcedor com o “clube do povo”.

  • 41. Douglas Ceconello  |  03/05/2008 at 01:19

    Todos os argumentos aqui estão tão bons que o negócio é largar pra DEUS.

    (eu = preguiça de argumentar)

    Agora vou abrir mais uma saideira.

    shushsu

  • 42. Luzardo  |  03/05/2008 at 01:46

    Luis Felipe, também pensei que o Inter ia acabar administrando o número de associados pelo preço da mensalidade. Afinal seria a mesma receita seja com 50mil a R$ 50 ou 100mil a R$ 25, sendo que seria bem menos problemático. Mas é aí que vai contra a idéia de clube do povo.

    Evidente que o clube deve estar pensando em melhorar o funcionamento, fazer os sócios liberarem venda de ingresso para torcida “comum” se não houver reserva antes, mas não é tão fácil para operacionalizar isso. Não é desculpa, claro que é uma merda ver o Inter engajado numa campanha de sócios sem parecer estar preparado para isso, vai ser uma longa transição, do clube administrativamente e de cultura da torcida.

    De todo o jeito, o que mais incomoda é que era antigo o clamor para que os times tivessem mais sócios. Uma geração inteira cresceu ouvindo no rádio o quanto era ridículo a dupla com 8mil sócios nos anos 90. Que a saída para os clubes estava no quadro social, que tinham que olhar para Benfica, Barcelona. Pois bem, olharam. E de repente isso se tornou ruim.

  • 43. Wilson  |  03/05/2008 at 06:33

    Sul-Americana 2004, Inter x Boca. Meio mundo mobilizado pra ir ao Beira-Rio ver o jogo. Filas de dar volta no estádio. E ingresso de Inferior a CINCO reais, vendido sem reservas de sócios. Resultado prático? Horas depois de abertas as bilheterias, quem quisesse comprar ingressos teria de recorrer aos cambistas, que ganharam uma mini mega-sena naquele dia.

    Na buena, havendo ou não um número significativo de sócios, o pedreiro Costa e a doméstica aposentada de Deus ainda podem e poderão entrar no Beira-Rio em dia de jogo “comum”. Já nas ditas partidas “grandes”, a única coisa que muda é que eles não terão de sair de casa para enfrentar uma fila gigante apenas para descobrir que “só sobrou cadeira a 100 reais”, enquanto o cambista tem a mão cheia.

    OK, reservar ingressos para os torcedores “comuns” permite que pelo menos eles tentem a sorte. Vencidos cambistas e a concorrência dos irmãos torcedores, o que sobra? O padeiro Almeira a e faxineira Santos é que ficaram sem ingressos agora. É um problema sem fim.

    O que é errado, absurdo, ridículo, de oitava categoria, é cobrar meia dúzia de mensalidades adiantadas pra que o cidadão se torne sócio.

    A questão crucial, no meu ponto de vista, é que hoje (seja jogo importante ou não) tem mais gente indo ao Beira-Rio. Lembra como era não muito tempo atrás, Cassol? Em jogos não-decisivos, 10 mil era público bom; 20, uma enormidade. A média era 8 mil, sei lá. Tu cansou de ir ao Beira-Rio semi-vazio e sabe do que eu tô falando. Mas faz um esforço de pesquisa e descobre qual foi a última vez que teve menos de 5 mil. Meu palpite — Gauchão de 2006, provavelmente, ou antes.

    Fora decisões de vaga, ou finais, pra chegar a 30 mil, era preciso um fator de motivação extra — revolta contra o Nelsinho, em 96; portões abertos contra o Veranópolis, em 97…

    Hoje, junta 30 mil pra ver jogo de Gauchão. E isso é bom pro Inter. Portanto, é bom pro torcedor colorado.

  • 44. André K.  |  03/05/2008 at 12:10

    “Quando eu escrevo “…virará Grêmio”, refiro-me ao próprio e a entidades pré-falimentares (1) que fazem consórcios de credores (2) e/ou que foram abandonados subitamente pelo capitalista (3)…”

    Repito que a provocação é descabida. O post era sobre o (elevado) número de sócios. O Grêmio tem 45 mil sócios, só perde no brasil para o Inter. Flauta desconexa da realidade.

    Quanto a dívidas, é só dá uma olhada nos números de Flamengo, Vasco, o próprio Atlético-MG (que tu citaste), para saber que o Grêmio NÃO É paradigma de clube em crise.

    Desconheço tua formação teórica e prática para afirmar que o Grêmio foi abandonado pelo capitalista. Mas vamos tentar ver a coisa de um modo bem simples:

    Grêmio e Inter tem os mesmos patrocinadores (Banrisul, Tramontina, Unimed), dos quais recebe a mesma quantia. Recebem a mesma cota de TV no gauchão e Copa do Brasil. Tem acordos de material esportivo com valores semelhantes. Tem um quadro social numeroso. De onde que tu tira dados para afirmar que o Grêmio foi “abandonados subitamente pelo capitalista”?

  • 45. André K.  |  03/05/2008 at 12:15

    Onde escrevi Copa do Brasil, leia-se Campeonato Brasileiro

  • 46. Luís Felipe  |  03/05/2008 at 13:17

    acho que o milton se referia à ISL

  • 47. Tiago Medina  |  03/05/2008 at 14:32

    Essa situação era pedra cantada há mais de dois anos. Ou seja, a direção do Inter teve muito tempo pra pensar nisso, mas comportou-se mal, não tendo consideração com os torcedores que dormiram na fila.
    Eu não sei, não tenho a solução para esse problema (que, para o clube é bom, sem dúvida), mas também não sou eu quem tenho que decidir. Já deviam ter estudado – e aplicado – uma solução para isso.
    Porque, continuando do jeito que tá e, não havendo cataclismas em dias de jogos do colorado, o Beira-Rio deve fazer uma média de 30 mil por jogo, fácil, fácil nesse Brasileiro.

  • 48. André K.  |  03/05/2008 at 15:18

    “acho que o milton se referia à ISL”

    De qualquer jeito a flauta é descabida e desconexa da realidade. Falava-se em numero elevado de sócios e ter isso como aporte financerio. Nessa questão o Grêmio não pode ser usado como paradigma negativo.

  • 49. André K.  |  03/05/2008 at 15:18

    Se falou em ISl, por que não falar do Flamengo também? Por que não falar do Vasco e Nations Bank (Bank of America)? Por que não falar em Cortinthians em MSI?

    Aliás, em 99, 2000 muito noticiou-se o interesse do Inter em buscar um parceiro. Estão esquecidos disso? O Nations Bank chegou a negociar com o Inter:
    http://veja.abril.com.br/091298/p_132.html

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2503200009.htm
    Exagero
    A FGV-SP prevê que o Internacional-RS vai receber pelo menos US$ 70 milhões só de luvas para assinar uma parceria por 15 anos. Se conseguir, será um milagre. Há menos de dois anos, o banco Opportunity comprou metade do Bahia por US$ 6 milhões.

    Pedras
    A FGV-SP, que estuda o modelo de parceria para o Inter, deve apresentar seu estudo em 20 dias. All-E e CIE/Octagon disputam o contrato, mas pelo menos a segunda jamais aceitará pagar os US$ 70 milhões aos gaúchos, a menos que vire dona do clube, o que não é seu plano.

    Folha de São Paulo, sábado, 25 de março de 2000

  • 50. Luís Felipe  |  03/05/2008 at 19:01

    bah, Ak, acho que o feriado te fez mal.

  • 51. Alemão de Uruguaiana  |  04/05/2008 at 22:37

    É o apartheid não declarado que cada vez mais se faz presente.
    Só tenho isso a dizer…

  • 52. Leandro d.  |  05/05/2008 at 03:51

    Prevejo filas de SÓCIOS se estapeando por ingressos.
    Prevejo desfiliações e danos à marca.

    Clube DO POVO pensando só nos próprios cofres.
    Bienvenidos ao capitalismo.

  • 53. Sanchotene  |  05/05/2008 at 11:30

    Nesses jogos em que o estádio tem capacidade inferior ao público com desejo de assitir o jogo, os clubes poderiam reservar um número “x” de ingressos para não-sócios e sorteá-los entre os interessados. Os torcedores se inscreveriam por telefone ou pelo saite até uma determinada data antes da partida. O clube entraria em contato com os sorteados que comprariam o ingresso (na bilheteria, através de boleto bancário ou depósito) e o retirariam NA HORA mediante identificação e comprovação do pagamento.

    Não é apartheid, Alemão. É ridículo sentir-se excluído. Acabou-se a época do “torcedor-gado”. AINDA BEM! O estádio comporta FISICAMENTE um número máximo de espectadores. Quando a oferta é menor que a demanda, o preço sobe. SEMPRE. Não há o que se possa fazer contra isso. E não adianta construir estádios para 150.000 pessoas porque a média é inferior a 20.000 pessoas no ano e só há uma meia-dúzia de partidas (em um universo de 30) em que há esse tipo de confusão. O problema, posto dentro de essas premissas, é insolúvel.

    O Internacional, se estivesse mesmo interessado só na grana, poderia resolver o problema de outra maneira. Aumentando consideravelmente os valores dos sócios-patrimoniais. Não faz isso por dois motivos: (a) esse é o torcedor que mais vai a campo; e (b) é o torcedor mais fiel, contribui independentemente da fase. O Internacional premia a FIDELIDADE desse torcedor.

    Um abraço.

  • 54. Prestes  |  05/05/2008 at 21:49

    Che, na real o Inter tinha que parar agora com esse negócio de que todo o sócio tem que ter algum tipo de acesso ao Estádio. O Inter tinha era que já vender uns cinco mil pacotes para todo o Brasileiro com um puta desconto e começar a incentivar as pintas – os próximos 30 mil sócios – a pagarem uns 20 pila simplesmente para ajudar o time a se manter entre os maiores do mundo. O Inter tem que se expandir para fora do Estado, metade dos sócios estão na Capital. Tem que ir por tudo, incentivar o cara a ter o poder de votar nas eleições pela internet, e a ajudar o time, ganhando algumas outras vantagens como uma camiseta oficial por ano, um kit, sei lá, uns sorteios de ingressos em jogos importantes.

  • 55. Prestes  |  05/05/2008 at 21:51

    20 x 30 mil = 600 mil por mês.

    600 mil p/ mês = salário de Tinga, Sóbis, Daniel Carvalho.

    Acho que o marketing tinha que ser por aí.

  • 56. Gustavo  |  06/05/2008 at 11:53

    O problema da tua linha de raciocínio, Prestes, é que tem gente de dentro do clube que olha essa bolada toda entrando nos cofres e fica toda eriçada…

    Corrupção é o pior mal de qualquer instituição.

  • 57. JO  |  06/05/2008 at 14:40

    ANDRE K.:O GREMIO PERDEU ALGO SIM POR TER SIDO ELIMINADO:A VERGONHA NA CARA DE MENTIR DESCARADAMENTE…

  • 58. Prestes  |  06/05/2008 at 16:01

    Gustavo, eles podem até roubar – e roubam – o importante é que continuem cientes de que montando bons times podem roubar tranqüilos.

  • 59. André K.  |  07/05/2008 at 10:03

    “ANDRE K.:O GREMIO PERDEU ALGO SIM POR TER SIDO ELIMINADO:A VERGONHA NA CARA DE MENTIR DESCARADAMENTE…”

    Sinceramente, não entendi nada.

  • 60. dante  |  07/05/2008 at 11:09

    JO = FERN

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